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História Misturando as Cores - Yoonmin - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, tudo bem? Espero que sim. Pela primeira vez estou me esforçando muito para escrever, essa fic já está praticamente toda planejada... Eu espero que gostem e por favor, não esqueça de me dizer o que achou, não sabe o quanto isso alegra o meu dia. Boa leitura para você!!!

Capítulo 1 - Coffee


    Seus olhos atentos e observadores estavam focados na rua pouco movimentada de uma manhã em um domingo qualquer, enquanto os seus ouvidos apreciavam a cantoria baixa e melodiosa da idosa que se sentava próximo a sua mesa, parecia uma música antiga, provavelmente de seu tempo de juventude. Provavelmente uma música que já deveria ter sido enterrada a muito tempo, assim Min dizia, mas Park apenas revirou os olhos, pois para ele as antigas eram as que possuíam as melhores letras. Se tivesse nascido nesse tempo provavelmente estaria igual a aquela senhora, que não conseguia parar de cantar. 

  O cheiro da cafeteria definitivamente não o agradava. O loiro deu uma longa respirada sentindo cheiros fortes e doces, de mocha e de café com leite, tudo junto e misturado em uma amálgama totalmente desinteressante. Era estranho, pois Jimin frequentava esse lugar todos os dias, sem falta, desde que se mudou para Daegu. Quem olhasse de longe acharia que ele amava aquele lugar, mas não era bem assim — Jimin, na verdade — nunca foi fã de café, mas mesmo assim sentia vontade de tomar. Nem o mesmo entendia direito, não entendia o quanto cada gole podia preencher um pouco do vazio do seu interior, da saudade que nem sabia da onde veio.

 —  “Eu tenho medo do vazio, não sei porque” — cantarolou ela em um sussurro — “Por dentro, minhas emoções são complicadas [...]”                             

Jimin fechou os olhos por um momento.

Parecia tão familiar aquelas palavras.

   A música tinha uma letra tão bela, então se perguntava quem poderia ser o compositor que fez o seu coração se encher de tanta nostalgia. Ela passava por todo o seu corpo e lhe causava arrepios, mesmo que ele nunca tenha ouvido antes.

   Ao abrir os olhos o menor tomou mais um gole de sua xícara, Park queria saber o nome da melodia. Ia mesmo perguntar. Ia se não tivesse sentido uma intensa encarada de alguém do outro lado da rua. Jimin não exitou em ver quem era e aquele ser fez seu coração se agitar, mesmo sem motivos exatos.

As orbes negras e vazias o encararam com grande intensidade.

— Ué, será que tem algo de errado em mim? — murmurou para si mesmo enquanto se olhava no vidro do estabelecimento, procurando por algo no cabelo ou até mesmo em suas roupas, não havia nada de errado, mas mesmo assim já sentia a vergonha tomar conta de si.

Seu corpo todo estremeceu, suas bochechas gordinhas estavam totalmente ruborizadas, não gostava de ser encarado dessa forma, ainda mais quando não havia motivo algum. Seus olhos se voltaram para o maior que continuava da mesma forma, praticamente em transe e, para piorar tudo, com uma cara de tédio. O homem fez com que alguns sentimentos lhe dessem um soco no estômago.

      Jimin franziu o cenho, pois nada fazia sentido. Decidiu conferir de novo no vidro, só para ter certeza, foi quando viu que seu rosto estava molhado. 

Ele estava chorando sem nem ao menos notar.

Não sentia vontade nenhuma de chorar, porém não conseguia controlar as lágrimas que caiam. O que poderia ser? Se indagou. As vozes da sua cabeça estavam confusas assim como ele. Então viu que aquele cara finalmente havia se movido, mas o problema é que estava indo em sua direção. Park não queria que o estranho se aproximasse, ainda mais quando se encontrava em um estado tão confuso como agora. Não pensando duas vezes, só fez a primeira coisa que passou pela sua cabeça, agarrou o seu celular e saiu correndo dali, não ligando para os murmúrios sobre ser doido. Mas o que não esperava era que Ji tomasse controle do seu corpo justo naquela hora. O plano dele não era fugir.

— Jimin, cadê seu senso de moda? Que horror, estou parecendo o homem de preto! — sussurrou enquanto analisava suas vestes com desprezo, já que tudo o que vestia não era nada além de roupas largas e pretas. — Te disse para colocar aquela blusa, mas você é teimoso!

O garoto limpou as lágrimas e caminhou na direção do homem misterioso com a face debochada. Fez cara de nojo quando sentiu o gosto de café “barato” na boca, era inaceitável alguém como ele beber algo de quinta categoria.

— Querido, por que você estava encarando tanto meu lindo rostinho? Sabia que é falta de educação? — falou do seu jeito rápido enquanto olhava-o da cabeça aos pés com um olhar semicerrado.

— Desculpe, pode repetir mais devagar o que disse? Eu não entendi! — bradou uma voz rouca que fez Ji se arrepiar completamente — Eu sou…

— Ah... você é estrangeiro? Deve saber falar inglês, vamos ver se eu lembro… Mochi que é bom nisso! — fala interrompendo o outro. — You… encarou I… Why? — falou receoso, pois seu inglês era muito quebrado.

— Moço, eu sou surdo e não estou conseguindo ler seus lábios, você está falando muito rápido! — ele falou calmamente com um sorriso doce, parecia acostumado com situações assim. 

— Meu deus, desculpinhas! — disse mais devagar, dando tapinhas nas costas do outro, todo vermelho de vergonha, parecia até um pimentão. Vendo que havia encostado a mão no cara, olhou com nojo para a mesma e a limpou em sua própria blusa meio disfarçado. Logo ele olhou as horas e fez uma expressão fingida de preocupação — Nossa querido, estou atrasado para um compromisso. Tchauzinho! — bradou e saiu correndo para longe. O sujeito apenas o viu se afastar enquanto ria, maneando negativamente a cabeça.

 Depois de uma distância considerável Jimin retornou, o mesmo olhou para os lados confuso, pois não lembrava de ter ido para lá, até que se tocou do que realmente aconteceu.

— Quem foi que possuiu meu corpo? Eu já não falei para vocês que tem que avisar antes? — indagou furioso.

    Uma mulher que passava ali com seu filho o encarou assustada, logo escondendo o menino atrás de si, andando mais depressa.

— Não olha, meu filho. Esse cara deve ser drogado! — sussurrou para o menino, que estava borrado de medo do loiro, mas Park acabou ouvindo também, o que o fez rir, já acostumado com tais comportamentos, deixando-o com um ar de mais louco do que já estava.

Mochi, o sincero entre eles, se pronunciou rapidamente.

“Foi o Ji“ Diz, com um tom indiferente.

“Cala a boca, seu merda!" vocifera o mesmo, bastante irritado.

— Ji, seu desgraçado. Você que não tente fazer isso de novo! — repreendeu Jimin.

“Tá bom, desculpa. Isso não vai se repetir…”

— E o que você fez exatamente?

“Nada demais, só queria saber o por que aquele cara estava encarando a gente. Mas não consegui descobrir nada”

      Só de lembrar Jimin já sentia seu coração dar uma acelerada. Havia algo faltando em suas memórias, era como se uma parte muito importante tivesse sido apagada, deixando apenas os sentimentos. Quem era aquele ser? o pequeno realmente queria saber. Aqueles olhos negros não saiam mais da sua cabeça.

   Decidiu que o melhor seria voltar para casa, se volta-se para a cafeteira poderia ocorrer de encontrá-lo de novo, coisa que queria evitar. Seu celular começou a vibrar em suas mãos, Taehyung estava ligando para si, então ele se apressou em atender.

— Você não acredita no que aconteceu! — diz o mesmo, como aquelas fofoqueiras de só vivem para falar da vida dos outros. 

— O que você aprontou dessa vez Tae? — indagou Jimin, fazendo-o rir abafado.

— Bem… sabe como é, né? Eu tenho um fraco por deuses gregos — Kim proferiu dando uma risada — Eu por acaso, sem querer, posso ter tirado a foto de um cara e esquecido de desligar o flash…

— Taehyung, eu não acredito. E aquela promessa que você fez para o Jin? De que iria parar com essas besteiras? — Park bufou em um tom desacreditado, pois Kim nunca aprendia a lição, sempre acabava se ferrando por causa dessas coisas.

 Ele era um garoto que não se importava muito para o sentimento dos outros, e muito menos acreditava no amor. Taehyung ficava com várias pessoas, mas no final apenas as descartava como se não fossem nada. Era sempre assim, mesmo que os hyungs tentassem impedi-lo. O mesmo nunca amou verdadeiramente alguém.

—  Desculpa, meu dedo escorregou.

— A-ta que eu vou acreditar. Mas então… por que está me contando isso? — perguntou curioso

— Aconteceu uma briga e a polícia levou a gente, queria saber se você pode vir me buscar. E por favor, não conta para o Jin — implorou. Jimin soltou um longo suspiro.

— Ok, me passa o endereço que eu vou. Mas se acontecer de novo eu vou ser obrigado a dizer para ele — alertou para Kim, que murmurou um “uhum” como resposta.

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   As chamas dançavam junto ao vento forte, todavia não o suficiente para apagá-las, o alarme estridente altíssonou por toda a rua e os moradores estavam ali, observando com curiosidade. Alguns preocupados, outros só querendo ver o desastre, de lá parecia que já havia saído todos.

Mas ainda havia alguém faltando.

 Era o que Jimin sentia, no meio daquele amontoado de pessoas, olhando por todos os rostos, buscava por uma voz única, seu desespero era eminente. Só queria saber aonde ele estava.

Ele quem? 

   Era o vazio e a saudade de novo por suas entranhas, o perturbando, deixando-o perdido e confuso. A única coisa que sabia é que deveria procurar. Até tentou entrar no prédio, entretanto foi barrado por dois bombeiros, que o seguraram pelos braços.

— Ele está lá dentro, eu sei que está! — berrou choroso, tentando se soltar das mãos, porém eram fortes demais.

— Não tem, meu senhor. Eu sinto muito — diz um deles, calmo e sereno.

— Tem sim! — gritou aos soluços, as bochechas já encharcadas de lágrimas.

— Quem?

 Park parou de se debater, ainda estava tentando responder a pergunta, todavia não sabia como. Sua boca abria e fechava várias vezes, mas não saia nada. Estava na ponta da língua. Por um momento observou as chamas indo embora tão rápido quanto as memórias que havia perdido, tais elas que nem percebera o sumiço.

— Eu não sei — foi a única coisa que pode dizer.

Quem…?


 Acordou em um pulo, seu rosto estava molhado, mas definitivamente não era suor. Ofegante e com os olhos meio inchadinhos ele viu por sua janela a escuridão do lado de fora, logo deu uma checada nas horas. Ainda era 2:32 da manhã.

— Merda, não se passou nem meia hora — resmungou — Lá vem essa insônia de novo...



    


        


    


   


Notas Finais


Bom, por enquanto é isso kkk espero que tenha gostado!


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