História MITW ONESHOT's - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias TazerCraft
Tags D4rkmorgs, Mitw, Oneshot, Tazercraft
Visualizações 328
Palavras 5.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Inspirado na música "you can be the boss", de Lana Del Rey.
Link nas notas finais.

Mike: ativo
Pac: passivo

Aviso: conteúdo não revisado;

Capítulo 1 - You can be the boss- capítulo único


Fanfic / Fanfiction MITW ONESHOT's - Capítulo 1 - You can be the boss- capítulo único

; you can be the boss ;

Aquela rua era um tanto quanto escura por volta das 10 horas da noite, mas eu adorava ir até aquele bar da esquina. Led piscando na placa, dois degraus na entrada larga, piso quadriculado em branco e marrom escuro, mesas de madeira e cadeiras simples. Tinha uma decoração rústica, e quando eu estava bêbado, me sentia em um filme do faroeste.

Gostava de me sentar em um dos banquinhos em frente ao balcão, para conversar com o barman, meu melhor amigo Felps trabalhava ali. Ele não gostava que eu fosse lá, era um lugar muito visitado pelos “caras maus”, mas eu não ligava. Na verdade, acredito que tinha um fetiche por eles, motoqueiros com roupas de couro e tatuagens, fumando algum cigarro comum ou com conteúdo ilícito, coisas do tipo. Eram muito errados, eu nunca me envolveria com algum deles, mas gostava de observá-los.

Mas um dia, eu fui pego de surpresa.

Ele chegou sorrateiro no bar, cabelos tingidos de rosa, óculos de grau e pele morena e olhos castanhos esverdeados. Alto, fumava um cigarro de marca cara, jaqueta de couro preto e camisa da mesma cor, tal como sua calça jeans e coturnos de cadarços soltos.

Sentou-se do meu lado e sorriu malicioso, virando-se para Felipe e pedindo uma simples cerveja, pois estava de moto e não queria beber muito, era apenas para molhar a garganta. Ele usava um perfume muito bom, fazia arrepiar os cabelos negros de minha nuca.

— E você, gatinho? — perguntou direcionando seu olhar para mim, fitando em seguida meu copo de uísque quase mal tocado — O que te trouxe até aqui? — seu sotaque entregava que ele não era daqui. Era um pouquinho diferente, mas já era notável.

— O barman é meu melhor amigo, e este é único horário disponível para nos falarmos. — respondi dando de ombros. Ele balança a cabeça positivamente, como quem entendeu a situação. Felps deixa diante dele a latinha que o mesmo teria escolhido, e vai atender outro cara que acaba de chegar.

— Qual seu nome? — ele deve ter notado que não me incomodei por ter me chamado de “gatinho”.

— Tarik Pacagnan, mas prefiro que me chame de Pac. E você? — olhei de forma gentil para seu rosto.

Sua barba estava feita, e ele tinha uma pinta em sua bochecha. Acho que nunca tinha olhado para uma pinta no rosto de alguém com tanta admiração. Droga, acho que um arranhão na cara dele não o deixaria menos sexy, pelo contrário.

— Mikhael Linnyker, ou Mike. — ele enfiou a mão em sua jaqueta, retirando sua caixinha de cigarros dali — Quer um? — aponta para o cigarro.

Eu nunca fumei antes, sendo sincero. Mas eu não quis negar um cigarro dele. Entretanto ele parecia já saber que eu nunca tinha tocado na droga, porque a forma que peguei não entregava nenhum tipo de certeza. Olhando melhor, notei que havia um número anotado à caneta ali. Sorri desacreditado, ele era muito atirado.

— É seu número? — perguntei encarando seus olhos, mais tranquilo agora. Ele abriu um sorriso que meu Deus…

— É. — piscou, dando seus últimos goles na cerveja — Me liga e eu venho rapidinho, gatinho. — os seus lábios estavam úmidos pelo álcool, senti o sangue borbulhar dentro de minhas veias. Pela primeira vez, algum bad boy tinha me afetado de verdade.

Se levantou, deixando algumas notas sobre o balcão e saindo sem mais nem menos. É, era literalmente para apenas molhar a garganta. Encarei o cigarro entre meus dedos e guardei no meu bolso, voltando a dar atenção ao copo de uísque diante de mim. Eu não ia ligar para ele, nem fodendo.

— O que ele te fez? Você está corado. — Felps comentou baixinho, pegando o dinheiro sobre o balcão e guardando.

— Ahn… — suspirei, pensando em qualquer coisa. Não ia comentar o real lance — Ele me chamou de gatinho. Só isso. — dei de ombros.

— Você gostou dele? — Felps deu uma gargalhada, servindo um copo de vodca para algum cliente.

— Ele é atraente, mas eu não quero me envolver com algum cara errado, você sabe. — me levantei, tirando o dinheiro da carteira e entregando para Felipe. O de cabelos encaracolados e pele morena se despede de mim.

Dou as costas, saindo do bar e dando uma olhada ao meu redor. Coisa boba mesmo, medo estúpido. Às vezes sinto que apesar de ter 23 anos, me comporto como se tivesse 16. Chega ser irritante minha falta de “adultice”.

Cá entre nós, com a minha idade, eu devia morar sozinho, ter meu próprio veículo de transporte e ser mais independente. Mas não, eu ainda moro com minha mãe no apartamento dela, e sou criticado pelos meus amigos por ser “todo certinho”. Ser chamado de “menininha” pelos seus amigos por você ter um comportamento mais reservado e ser mais suave é uma merda.

Primeiro que, as meninas não são assim. Sério, uma vez, levei um soco de uma menina do 5º ano, quando eu tava no 6º. Ela quebrou meu nariz. Mereci, eu tinha zoado as orelhas dela, apesar de que as minhas não eram muito diferentes... E segundo, é só meu jeito de ser. Pelo menos não sou zoado por ser gay, eles não são homofóbicos, até porque se fossem, não seriam meus amigos.

Subi a rua, virando a esquina, com as mãos dentro do meu moletom cinza, estava fazendo um certo frio lá fora, e eu já me encolhia por conta disso. Me sentia um menininho perdido enquanto esperava o sinal fechar para poder usar a faixa de pedestre.

Da minha mente, não saía a imagem do cara de cabelo algodão doce. Ele parecia tão doce, gentil, e ao mesmo tempo tão perigoso, esquisito. Sorri lembrando da forma que me deu seu número, poxa, anotar em um cigarro era algo novo. Admirei a forma que ele era diferente. Caralho, gostaria de vê-lo e conhecê-lo melhor, mas não! Isso nunca voltaria a acontecer, e eu repetia isso para mim mesmo.

Depois de andar mais 20 minutos, cheguei no prédio, subindo para o apartamento da minha mãe. Eu não gosto de dizer “meu apartamento”, porque sinceramente, como já disse, estava na hora de sair dali para minha vida. O problema não era só minha falta de coragem para deixá-la, mas também falta de motivação, e de um emprego.

Depois de entrar, percebi o silêncio e deduzi que ela estaria dormindo, pois somente a luz da sala estava acesa, aguardando minha volta, creio eu. Tranquei a porta, seguindo para o banheiro, eu precisava de um banho quente e demorado antes de ir dormir.

_//\\_

Eu continuava a encarar o maldito cigarro sobre a mesa de meu computador. Já fazia alguns dias desde que encontrei aquele motoqueiro bonitão de cabelos rosados. Ele já deve ter aparecido umas três vezes nos meus sonhos.

Em pleno sábado à noite, droga! Eu poderia estar fazendo tanta coisa, mas não. Seus lábios úmidos por bebida e os olhos maliciosos não saem da minha cabeça. Eu tentei resistir ligar desde então, mas decidi deixar tudo para lá.

Me levantei de minha cama, pegando o celular ao lado do cigarro e discando os números do maldito cigarro. Suspirei nervoso, sentindo um frio na barriga. Ele atende ao quarto toque.

Alô? — oh, aquela voz!

— O-oi… — murmurei — Aqui é o Pac, do bar, lembra? Você me deu seu número no seu cigarro…

Ah, oi gatinho! — seu tom agora era animado, contente, me fazendo recordar daquele sorriso — Eu estava triste, pensei que você não ia me ligar. Esse cigarro é caro, pensei ter desperdiçado. — apenas dou uma risada, intimidado por estar falando com ele. Meus olhos passeavam pelas paredes azul pastel do meu quarto e pelos móveis claros. Eu estava ousado demais — Então, resolveu me ligar por quê? — perguntou gentil.

— Ahn… Curiosidade, talvez? Achei interessante a forma que me deu seu número. Poucos caras pensariam nisso. Você é peculiar, e eu… Meio que gosto disso.

É, eu notei. Você me pareceu um cara diferente também. Assim que entrei naquele bar, percebi. Por isso te dei meu cigarro. — ouço sua gargalhada — Mas você não me pareceu ser alguém que normalmente vemos naqueles bares. Nada durão, nada estúpido. Parecia um anjinho perdido no meio do inferno. — não pude deixar de sorrir com a comparação idiota dele.

— Eu realmente não tenho nada a ver com aquelas pessoas. Eu só vou lá para ver meu melhor amigo. — andei lentamente até minha cama, sentando-me de novo e deitando logo após, com os pés virados na direção da cabeceira da cama de solteiro.

Apoiei os calcanhares cobertos pela meia rosa contra a parede, fitando minhas coxas lisas nuas. Vestia apenas uma boxer e um moletom.

Hum… Você por acaso é gay, Pac? Por que eu me interessei muito em você, e te dar meu cigarro foi um ato de flerte. Acredito que se você entendeu isso e me ligou, está interessado em mim também. Você está? — sua voz agora era mais rígida, baixa. Eu quase arrepiei. Fechei os olhos, pensando por um momento enquanto suspirava.

— Droga, acho que sim… É, eu estou interessado em você, Mike. — admiti, me dando por vencido. Ouço ele rir mais uma vez.

Quer sair? Tenho capacete extra na minha moto. Podemos nos divertir hoje, o que acha? — ele estava sugerindo sexo? Meu Deus, ele estava sugerindo sexo!

— Pode ser. Como te passo meu endereço? E aí decidimos a hora. — respondi de imediato, sentando em um salto no colchão. A adrenalina começava a consumir meu corpo, eu queria fazer aquilo com ele.

Dificilmente eu me interessava por um cara tão rápido, e queria estar na sua cama nessa intensidade. Mas eu precisava daquele cara peculiar. Ele era diferente, talvez a gente conseguisse estabelecer uma boa conversa, entender um ao outro, e caramba, ele é muito gostoso.

Minha mente me lembrou também que ele tinha perfil daqueles caras errados. Eu sei que é errado, mas eu gosto disso. Eu gostei dele.

Me adiciona no seu WhatsApp, e me manda localização no Maps. — ele desliga de repente. Suspiro aliviado, acalmando a respiração agitada.

_//\\_

Uma hora e meia depois de conversarmos naquela ligação, lá estava ele. Em frente ao meu prédio, às 9 da noite e alguns minutos. Eu me despedi da minha mãe com pressa, respondendo de forma enrolada suas perguntas. Não tinha tempo, estava desesperado pelo motoqueiro.

— Desculpe a demora. — pedi envergonhado, me aproximando dele, que estava com o quadril apoiado em uma Harley-Davidson Breakout toda preta. Ele tinha um capacete na mão esquerda e outro pendurado no guidão, me estendendo o que estava com ele.

— Você não está atrasado, gatinho. — sorriu de canto. Usava luvas de couro e aquela jaqueta da noite que o vi no bar. Estou quase babando.

— Onde vai me levar? — perguntei colocando o capacete. Ele tira o óculos, coloca o capacete e abre a viseira, pondo novamente o acessório, já sentado na moto.

— Vamos jantar algo simples, e vamos dar uma volta pela cidade. — respondeu, enquanto ligava a moto, aguardando eu subir. Assim que o faço, suas mãos se dirigem às minhas, fazendo que eu agarre sua cintura — Segure firme em mim, gatinho, não tenha medo de ficar perto. — ele ri malicioso.

Eu não reclamei, eu não iria fazer isto, até porque eu adorei a ideia.

Ele mandava muito bem, acelerava e fazia o processo contrário nos momentos corretos. Suas curvas eram perfeitas e… Nossa, parece que estou descrevendo outra coisa…

— Chegamos. — falou alto, estacionando. Desci quase em um pulo, retirando o capacete e entregando para ele. Era uma lanchonete, na verdade, pizzaria e sorveteria que servia vários lanches e sobremesas — Já veio aqui antes? — perguntou descendo da moto.

— Não, mas já tinha ouvido falar. — passei a mão pelo meu topete, olhando para o estabelecimento.

Ele passa seu braço sobre meus ombros, colando as laterais de nossos corpos, me fazendo andar.

— Vai gostar, Pac. — beijou minha testa, me fazendo enrubescer com o ato. Ele nem me conhecia direito, mas parecia ter um manual perfeito de como me provocar, ou me deixar intimidado de uma forma positiva. Me fazia cair cada vez mais diante de seus pés.

Entramos no local, sentando em uma das mesas dos fundos, ao canto. Seu estofado de couro vermelho fazia quase um quadrado ao redor da mesa com apenas um pedestal de apoio ao centro. Ficamos frente a frente, e uma garçonete muito simpática veio nos atender, entregando os menus.

— Boa noite. — a platinada disse sorridente, seus cabelos presos em um rabo de cavalo, e seus olhos esverdeados com rímel e lápis de olho na linha d’água. Um brilho labial e brincos pequenos. O uniforme era uma calça larga cinza e uma camisa de botões com a logo estampada no canto superior direito.

Eu e Mike respondemos soníssono.

— Escolha o que quiser, Pac, por minha conta. Lanche, bebida e sobremesa. — ele parecia mais exigir que eu escolhesse pelo menos uma opção de cada do que sugerir. Eu fiquei na verdade contente por ele querer me enfiar comida.

— Bom… — suspirei e encarei a garçonete, no cartão preso à sua blusa estava seu nome, “Morgana” — Eu gostaria de um x-salada, e de coca-cola para acompanhar. De sobremesa, um milk-shake de chocolate com pedaços de morango. — devolvi o menu assim que ela terminou de anotar.

— Eu vou pedir o hambúrguer da casa e uma pepsi. De sobremesa, um pudim. — devolveu o cardápio.

— Certo, já já trago seus pedidos. Querem algo para aguardar?

— Para mim, nada, e você, gatinho? — Mike pergunta com um olhar humorado.

— Não também. Obrigado.

A garçonete se retira, nos deixando à sós. Ele tira sua jaqueta de couro, deixando a mesma cair atrás de si, revelando seu braço direito fechado por tatuagens marinhas, e o esquerdo com algumas outras. Só então, dei atenção ao que estava tatuado em seu pescoço e que não tinha conseguido identificar: uma rosa. Suas tatuagens não eram coloridas, pareciam ser todas planejadas para serem do mesmo estilo, o tornando um gibi feito por um desenhista.

— Que tatuagens bonitas. — resmunguei absorto, focado nos desenhos. Sua camisa preta lisa apenas destacava melhor aqueles traços em sua pele.

— Obrigado. — resmungou apoiando os antebraços sobre a mesa, curvando-se um pouco melhor em minha direção — Me fale mais sobre você, baby. — seus olhos continham um intuito de seduzir, geralmente as pessoas ficam ridículas fazendo esse tipo de expressão, mas ele conseguia fazer isso direito, e realmente ficar sexy. Mais um ponto positivo sobre esse cara.

— Ahn, tenho 23 anos, sou uma pessoa bem reservada, apesar de que não deve ser isso que te parece. — ele me interrompe com um jeito curioso.

— Por quê?

— Bom, eu mal te conheço, peguei seu número de um cigarro e resolvi sair num encontro do nada. — dei de ombros.

— Entendo, continue.

— Eu moro com minha mãe. Meu pai e ela se separaram há alguns anos, ele mora fora do país, e minha irmã Isabelle estuda em outra cidade. Meio que sobrei junto da mama, apesar de gostar muito de ficar com ela.

— Você fala isso como se tivesse fracassado na vida.

— Meio que eu sinto isso. Todo mundo desenvolveu tão bem… Olho para as pessoas que se formaram comigo, todos já trabalhando em coisas incríveis, e eu sou um desempregado que fica às custas da minha mãe. Eu deveria já ser um cara independente, mas sou um fracassado. — aquilo soou muito melancólico, depressivo, mas era a verdade sobre mim.

— Você não consegue um emprego ou só não achou sua área? — coçou o queixo, dando total atenção à mim.

— Acho que não encontrei minha área. Minha mãe é advogada, e isso é incrível, mas eu não quero fazer nada parecido. Já pensei em fazer direito, ou medicina, mas eu não sirvo pra isso. Sou só um garotinho de 23 anos. Eu me sinto assim. Sou imaturo, desculpa.

— Você não é imaturo, Pac. — ele suspira, ajustando sua posição e girando os anéis de madeira de seus dedos — Você só é diferente. Isso não te torna pior que os outros. Aqui só não é seu lugar. Você deve ser alguém do tipo mais artístico. Tem algum hobby que te agradaria trabalhar com isto?

— Ahn… — apoio os cotovelos na mesa, deixando as mãos sob minha mandíbula — Gosto muito de fotografar. O problema é que aqui não rola muita procura de fotógrafos. Cidade pequena.

— Entendo. — Mikhael faz um bico — Então, você pode sair da cidade. Não está tudo perdido, gatinho.

— É… — considerei a opção, mas guardada em uma gavetinha enfeitada com glitter e colagens — E você? Misterioso Mikhael. — ele dá uma risadinha.

— Eu não moro aqui. Moro há umas cinco horas dessa cidade. Estou passando minhas férias na casa da minha mãe. Ela vive com meu padrasto em uma casa no bairro de luxo. Eles saíram jantar na casa da minha tia, e eu resolvi sair com você. Pretendo te levar lá depois. — piscou. Sorri abaixando a cabeça envergonhado, fitando meus dedos — Trabalho como tatuador, tenho um dos melhores e maiores estúdios da minha cidade.

— Faz sentido pra mim. — ele ri baixinho, segurando minha mão.

— Você é muito lindo, e fofo. — seus dedos sobem até meu rosto, acariciando minha bochecha. Seu dedão passa pelo meu lábio inferior, minha boca estava entreaberta. Ele não é gentil apertando minha carne e puxando. Resmungo — Você é perfeito. — seu dedão adentra um pouco em minha boca, abro um pouco mais, passando a língua nele. Mike abre um sorriso malicioso, acariciando meu queixo e afastando o toque depois. Umedeço os lábios, acanhado.

— Você faz eu me sentir muito diferente. — murmurei, fitando seus olhos com uma coragem desconhecida. Eu parecia desafiá-lo.

— Mesmo, Pac? — charme safado — Diferente como?

— A imagem da cerveja nos seus lábios te faz perigoso. — ele parece um pouco confuso — Naquela noite, no bar. Foi quando me dei conta de que você parecia diferente de todos os outros, porque pela primeira vez, álcool e um cara me atraíram ao mesmo tempo, e eu não pude resistir.

— Oh… — ele assente — Então, você de fato é todo certinho, como eu previ.

— “Um anjinho perdido no meio do inferno”. — repeti a frase dele de mais cedo ao telefone.

— Sim… — ele enche o pulmão de ar, analisando meu rosto — Você gosta de perigo, Tarik? A adrenalina percorrendo seu corpo, o medo causando ansiedade, misturado com o prazer de arriscar algo.

— É isso que você me faz sentir. É tão errado me envolver com você, eu tentei ser forte, mas perdi isso. — confessei.

A garçonete solta nossos pedidos diante de nós e nos deseja bom apetite, mas não respondemos porque estamos ocupados olhando um para o outro.

— Gosto dos seus olhos, Tarik. São como uma noite sem estrelas e lua. Parece assustador, mas eu adoro isso. — ele desvia o olhar para o hambúrguer e sua pepsi, abrindo a latinha.

— Estou meio apaixonado por você, e não sei porquê. — bebo minha coca-cola.

— Já está apaixonado? — ele abre um sorriso galanteador, mordendo seu lanche.

— Não vou mentir. — dei de ombros — Soa muito sem vergonha da minha parte, mas já cheguei tão longe. — abocanho meu x-salada.

Ele mantinha malícia em sua expressão. Eu realmente não ligo mais. Só quero me entregar logo para ele.

_//\\_

Ele tinha bebido um pouco do meu milk-shake e eu experimentado seu pudim. O mesmo canudo, a mesma colher. Acredito que ele sugeriu aquilo propositalmente, por pura provocação.

— Está gostando do passeio? — me perguntou enquanto andávamos de volta até sua moto. Sentia uma briza excitante em minha barriga, aquilo era sobre o que ele pretendia fazer comigo, absolutamente!

— Adorando. Dificilmente me divirto tanto em encontros. Você realmente é diferente. — respondi pegando o capacete.

— Eu sou um cara engraçado, muito atraente e com um jeito diferente de ver a vida, Pac. — diz convencido — Minhas qualidades sobrepõe qualquer defeito que eu tenha. Tanto que você até gosta do perigo que eu aparento ser, como você mesmo disse.

Eu só pude abrir um largo sorriso, balançando a cabeça negativamente como quem diz “você não tem jeito mesmo, cara”. E eu adoro isso.

Ele estava calmo, pois íamos sem pressa pelas ruas da cidade, até chegarmos na casa de seus pais.

— Eles realmente não vão se importar se chegarem e eu estiver aqui? — resolvi confirmar enquanto ele descia o portão da garagem após estacionar sua moto.

— De forma alguma. — ele se aproxima por trás, me abraçando e beijando meu pescoço, me arrepiando pela surpresa — E eu gostaria que você passasse a noite. — disse rouco, marcando um chupão na minha pele clara e sensível. Segurei um gemido.

— Se você insiste. — disse como se não ligasse, mas estava comemorando mentalmente. Ele me solta e avança alguns passos à minha frente, tirando a chave do bolso traseiro de seus jeans surrados, abrindo a porta e me puxando pela mão para dentro, me fazendo gargalhar.

Acende as luzes, trancando a porta de novo. A decoração moderna em cores neutras deixava claro que de fato sua família era bem de vida.

— Eu evitei dizer isso em público a noite toda, mas caralho, essa calça. — ele diz atrás de mim, enquanto eu olhava ao meu redor. Sinto um tapa ser desferido em minha nádega direita e dou um gemido dolorido, quase saltando pelo susto.

— Eu sei, eu coloquei ela justamente por isso. — disse me virando para ele, sentindo as bochechas enrubescerem. Ele parecia ter fogo nos olhos, faminto encarando meu corpo.

— Eu vou beijar você. — grunhiu se aproximando.

— Você demorou. — disse tendo a cintura agarrada pelas suas mãos firmes. Nossos corpos se colaram tal como nossas bocas. Ele não esperou para invadir minha boca com sua língua, oh, minha nossa!

Seguro seus ombros de forma intensa, gemendo quando recebo outro tapa em minha bunda, e acabo por deixar a timidez de lado, empinando contra suas mãos. Ele sorri entre o beijo, mordendo meu lábio.

— M-Mike… — resmunguei, quando ele me pegou no colo, fazendo minhas pernas entrelaçarem em sua cintura.

— Cala a boca, já saquei. — me carregou escadas acima, enquanto eu não resistia em gemer em seu ouvido, seus dedos apertavam minha carne sem hesitação, e eu ficaria com o pescoço todo marcado. Uh, meu ar…

Nem me dei conta de como aconteceu, mas eu já estava em seu quarto, sendo atirado em sua enorme cama king-size. Ele joga a jaqueta no chão junto de sua camisa, deixando à mostra o peitoral. Tinha uma tatuagem de morcegos levantando vôo em sua costela, Jesus, que homem.

Subiu na cama sobre mim, tirando minha blusa e me puxando ainda mais para cima, deitando a cabeça nos travesseiros. Ele me olhava tão cruel, mas tão sedutor… Seus dedos se embolaram no cinto que envolvia sua calça, abrindo a fivela e retirando a tira de couro dali, estalando no ar.

— Você vai ser um bom garotinho? — perguntou desafiando-me.

— Sim. — assenti.

— Gosta de brincar assim? — arrastou a ponta do couro pelo meu abdômen, aproximando sua boca da minha, esperando uma resposta.

— Você pode ser o mestre, daddy. — sorri minimamente.

— Você gosta?

— Gosto muito, e gosto muito de você também. Não pare. — umedeci os lábios, arrepiado com a fivela tocando meu peito.

Ele se afasta após me dar um selinho, prendendo meus punhos para o alto e com seu cinto, deixa minhas mãos acima de minha cabeça amarrados com a cabeceira da cama.

Abre um sorriso largo, descendo beijos pelo meu peito e abdômen. Seus dois dedões são levados até minha boca, adentrando e sendo umedecidos. Com eles, Mike acaricia meus mamilos, me fazendo gemer dolorido. Aperta, puxa, massageia. Morde meu lábio mais uma vez, deslizando os dedos pela minha barriga até chegar em minha calça jeans.

Ele ainda usava a dele, porém aberta, deixando a mostra a boxer preta que usava. Espero que ele não ria da minha.

Abre o botão, desce o zíper, dando beijinhos abaixo de meu umbigo. Se afasta, retirando meus tênis e meias, puxando minha calça. Sua expressão muda de neutra para maliciosa.

— Uma boxer rosa pastel, Tarik? Então, é assim que o senhorito é? — acerta um tapa forte em minha coxa, me contorço gemendo — Por isso me chamou de daddy, ham? E topou ficar com os punhos presos! — outro tapa, na outra coxa — Você é um baby boy! — ergue minha perna com a mão sob a dobra do joelho, acertando minha bunda.

— Ahn, daddy! — choramingo. Que mão firme! — Eu preciso de você logo, como nunca precisei de alguém, Mikaé. — faço bico. Ele parece adorar isto, o que me deixa muito feliz. Há pessoas que detestam daddykink ou brincadeiras assim.

— Quer que eu te faça gozar, gatinho? — ele pergunta alisando meu membro sobre o tecido da cueca que eu usava. Balanço a cabeça positivamente. Minha pele ainda ardia, onde ele tinha acertado tapas.

Ele parece ser o tipo perfeito pra mim. Sabe as horas que gosto de levar algumas palmadas, mas sabe respeitar meu espaço fora daqui, notei pelo tempo que passamos juntos, e até pelo jeito que me abordou no bar. Talvez ele seja errado na medida certa.

Mikhael retira minha boxer, jogando em algum canto do quarto.

— Não vou ser muito rígido com você hoje, porque você tem sido bonzinho. Quem sabe, se eu perceber que é um garotinho mau, eu te castigue futuramente. — pisca. Oh, ele está sugerindo que façamos isso mais vezes? Céus.

Sua boca envolve meu membro dolorido e não consigo evitar gemer pelo ato.

— Nghh, daddy, isso é muito bom… — suspiro, sentindo ele afastar a boca dali por um momento.

Coloca dois dedos seus, o médio e indicador na boca, umedecendo bastante. Abre minhas pernas flexionando-as, cospe em minha entrada, voltando a me chupar. Sinto seus dois dedos forçarem em meu botão rosado, ele iria me preparar. Isto é fofo, e também é provocativo, ele cuspiu em mim! Ninguém tinha feito isso antes.

— Você é apertadinho, mas não é virgem. — ele diz, lambendo minha glande.

— A última vez que fiz, foi no ano passado, com meu último namorado. — expliquei, mordendo o lábio pela visão suja que tinha. Ele brincava com minha fenda, ele sabia o que fazer para me causar um tesão absurdo.

— E já está deixando um desconhecido ocupar espaço depois de tanto tempo? Eu devo ser muito galã pra ter conseguido tão rápido. — faço bico, gemendo quando ele morde a parte interna de minha coxa — Você parece um gatinho indefeso, baby. — seus dedos passam a fazer movimentos de tesoura, e a outra mão me masturba — Quer que eu te deixe gozar agora, ou depois?

— A-agora, por favor… — imploro. Ele faz uma cara de quem está pensando, enquanto diminui a velocidade de seu toque em meu íntimo.

— Ahmm, eu ouvi um “depois”. — afasta sua mão, e bufo.

— Desgraçado. — falo baixo, e ele me lança um olhar com falsa raiva, tirando seus dedos de dentro de mim e girando meu corpo para que ficasse debruçado.

— Gatinho mau. — desceu, caminhando até o armário de madeira escura e detalhes dourados. Abre uma das gavetas e tira um outro cinto de couro dali.

— N-não, daddy. — falo, ficando de joelhos e empinando a bunda. Ele sorri, subindo na cama e preparando para me acertar.

— Você não pode xingar seu daddy dessa forma, menino mau. — me acerta e me contorço, gemendo.

Ele deve ter me batido com aquele couro umas cinco vezes de cada lado de minha bunda, e algumas acertaram as coxas. Olhava para ele por cima de meu ombro e mordia o lábio com algumas lágrimas descendo pelo canto dos olhos. Meu tesão só aumentava conforme ele me castigava, sendo sincero, a imagem dele fazendo isto era maravilhosa.

Ele se livrou do cinto, acariciando minha pele avermelhada e ardente. Se afastou e pegou uma camisinha de dentro de sua carteira, após fuçar em sua jaqueta de couro. Soltou o preservativo na cama, tirando a calça e a boxer, junto dos coturnos e meias.

Ele estava ereto, com pré-gozo escorrendo pelo membro de bom tamanho, suas veias se faziam presentes e ele parecia estar tão ansioso para isso quanto eu. Abriu a embalagem do preservativo, não hesitando em colocar logo ali. Segurou meus quadris e sem aviso, entrou por completo, já seguindo com suas estocadas duras, ignorando meus gemidos doloridos. Aquilo era maravilhoso.

Abri melhor as pernas, meus pés se contorcendo tal como minha cabeça. Meus dedos estavam agitados, apertando uns aos outros, ou o couro que prendia minhas mãos, tudo em busca de aliviar.

Eu precisava dele, eu realmente não estava arrependido de ter me entregado, tudo que fazia, era na medida certa. Estava extasiado, sentindo seu pênis mover-se dentro de mim com força, seu corpo chocando-se com o meu, argh...

Mordeu meu ombro, deixando um outro caminho de chupões pelas minhas costas, distribuindo beijos molhados, sem se importar com o fato de que estava me marcando demais, considerando ainda que talvez não nos víssemos mais depois desta noite. Mas eu não ligava. Tão pouco ele.

Oh, eu gosto tanto dele! Nunca vou encontrar alguém como este homem que agora me fode com todas as suas forças. Sons obscenos, meus gemidos estão descontrolados. Ele é tudo que preciso para esquecer do tédio que é minha vida.

— Você geme como uma vadia. — ele grunhe, agarrando meus cabelos e puxando minha nuca. Solto um gemido delicioso, dando uma risadinha — Você poderia ser só meu, eu n-nunca me cansaria de foder você. — diz entre gemidos.

— Eu p-posso. — digo sem nem pensar direito — Eu quero. — aquilo sai quase inaudível, pois logo após gemi alto ao ter a próstata acertada — Ali de novo, daddy!

— Aqui? É? — ele acerta outro tapa em minha coxa — É assim que meu gatinho gosta, não? —  sua mão solta meu cabelo, segurando em minha cintura e a outra desce pelo meu quadril, chegando ao meu membro, masturbando-o.

Gemi contra o travesseiro, forçando as mãos presas. Aquilo tudo era muito para mim, e eu estava adorando. Eu não iria resistir muito mais, fazia muito tempo que não sentia tanto prazer assim. Por isso, me desfiz, acompanhado de Linnyker. Ele se debruçou sobre meu corpo, ainda sem sair de mim.

Soltou meus punhos e se levantou, indo até uma porta que julguei ser do banheiro. Voltou de lá sem a camisinha, suado e cansado, tanto quanto eu. Estava encolhido, deitado de lado em sua cama, olhando para ele com timidez. É, ela tinha voltado.

— Te machuquei muito? — perguntou preocupado, alisando meu corpo, principalmente a bunda e as coxas, onde havia me castigado.

— Só o suficiente e bom. — murmurei exausto — Estou acabado. — dei uma risadinha — Há muito tempo eu precisava disso.

— Venha, gatinho, vou te dar um banho. — me segura firme em seus braços, carregando-me para o banheiro.

_//\\_

— Mmmm… — gemi preguiçoso, abrindo meus olhos após coçá-los. Me dei conta de que estava entre lençóis que não eram meus. Sentei-me, sabendo exatamente onde estava e o que tinha acontecido.

Mikhael estava com uma calça de moletom pendurada em seus quadris, com costas nuas. A luz natural que vinha de fora ilumináva-o, tornando seu corpo apenas um contorno e sombra. Ele é lindo. Parado com as portas da pequena sacada aberta, com as mãos apoiadas no parapeito.

Tirei o lençol de mim, notando que eu usava um short de tecido fino branco, o que ele me deu para vestir noite passada. Me levantei, andando um pouco dolorido até ele.

— Mike? — chamei sua atenção, apoiando as costas contra a porta direita, já que era uma porta dupla.

— Bom dia, Pac. — sorriu, se virando para mim, me fazendo notar que ele tinha um cigarro entre seus lábios. Se aproximou, tirando a droga dali e me dando um selinho. O cheiro de nicotina ficava tão atraente quando combinado com ele, Deus! — Quer uma tragada?

Me ofereceu seu cigarro. Percebi que era o que ele tinha me dado com seu número. Franzi o cenho.

— Como pegou?

— Estava caído ao lado da sua calça, acredito que saiu do seu bolso. Achei fofo você trazer ele para nosso encontro, considerando que tudo começou assim. — ele abre um sorriso doce, nada lembrava o lobo faminto da noite anterior.

— Eu nunca fumei. Não sei como funciona. — cogitei experimentar.

— Basta por entre seus lábios — ele coloca o mesmo na minha boca —, puxar o ar com calma, como se estivesse chupando um canudo de milk-shake — o faço, sentindo minha garganta e peito arder um pouco —, e depois — ele tira o cigarro dentre meus lábios —, soltar o ar de novo.

Observo a fumaça sair de minha boca e um pouco do meu nariz. Sorrio, olhando para ele.

— É legal. — ele dá uma risadinha.

— Eu quero te ver de novo, Tarik. — diz ficando mais sério. Meu coração se aquece enquanto suas mãos seguram minha cintura, e o cigarro está em sua boca de novo — Me diz que essa não vai ser a última vez.

— Não quero que seja a última vez também, eu te disse isso ontem. — suspiro, acariciando seu peito nu — Eu gostaria de sair com você. Se não quiser algo sério, vou respeitar.

— Você gostaria de ter algo sério comigo? — ele tinha uma expressão brincalhona de alguém metido. Ri.

— Sim… Não sei bem como as coisas são pra você, mas eu curto relacionamentos sérios. — ele avalia meu olhar, e balança a cabeça positivamente, soltando fumaça pelo nariz.

— Vamos combinar então… Podemos sair, como ficantes, e se as coisas continuarem indo bem, eu vou fazer um pedido bem fofo de namoro, e depois te foder com força em algum lugar arriscado de se fazer isso. — nós dois caímos na gargalhada, e eu o abraço.

— Certo… — olho para ele.

— Quer um? — aponta para o cigarro.


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=aGAYzUq0FWg

Peço perdão caso houver erros de ortografia. Beijos, mamãe Morgana <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...