História Moans - Capítulo 1


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Categorias Pristin, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe
Tags Gay, Hansol, Pristin, Seungkwan, Seventeen, Yaoi
Visualizações 69
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi gente obrigada pra quem ta lendo!! comecei a postar moans no wattpad (já estamos no capítulo 30) e estou postando aqui tbm; creditos na ju que fez essa capinha linda

Capítulo 1 - Um


Vernon caminha confiante pelos corredores de seu novo lar, a Faculdade de Ciências Contábeis de Seul. Durante os dois anos passados, especialmente todo o último semestre, ele havia se preparado para realizar a prova que o encaminharia à escola e estava decidido de que conseguiria. Sempre fora um aluno notável; E visto que não teria condições por si só de pagar a mensalidade caríssima dali, avançara na opção de ser bolsista. Com a sua nota, que foi uma das melhores, adentrara na Faculdade.

O campus era enorme, e ele havia se encantado com a estrutura interior. Era seu primeiro dia no lugar e embora sentindo-se deslocado, seria uma ótima oportunidade para se acostumar ao ritmo. Haveria uma reunião do núcleo escolar às onze.

Próximo a sala de leitura estava um grupo de garotos que tomavam quase todo o espaço do corredor, em torno de cinco ou seis. Rostos totalmente desconhecidos porém nada diferente do que havia visto no dia. O local estava vazio e Hansol se aproxima do grupo, num impasse; Nota, após algum tempo, cigarros suspeitos entre os dedos de pelo menos quatro destes.

— O quê está fazendo aqui? — um destes diz, irritado, escondendo uma das mãos.

— Tinha que ser um desses bolsistas para se meterem onde não são chamados. — outro, moreno, com sotaque chinês.

— Desculpa. — Vernon dá um passo para trás. — Achei que o internato...

— Os dormitórios ficam para lá... Para bem longe dessa Faculdade. — ouve e todos riem debochando em conjunto.

Todos menos um que o encara sério.

O garoto pensa em dizer algo para se defender mas desiste após gaguejar nas primeiras tentativas; não sabia se o que mais te deixava nervoso eram as risadas ou os olhares do baixinho de cabelos castanhos direcionados a ele. Simplesmente dá meia volta e sai, após sentir suas bochechas queimarem de vergonha. Enquanto caminha consegue ouvir partes da conversa por diversas vozes.

Como você sabe que ele é pobre?

Não reparou nos seus sapatos? Com certeza ele é bolsista, aquilo deve ter sido comprado num bazar antigo...

Parem de ser idiotas.

Blá, blá, blá, Seungkwan, o quê deu em você hoje? Adorava zoar os bolsistas também.

Acabou o assunto, Junhui, e terminem logo esses cigarros que o inspetor chega em dez minutos.

Vernon vira a esquerda do corredor, arfando devido a pequena corrida que deu para chegar até lá. Que caras idiotas, pensa consigo. Ajusta as alças da mochila junto a si e continua a caminhar, levando sua mala, prestando maior atenção em placas e plantas espalhadas por aí. Conseguira chegar no internato em exatos cinco minutos, embora pedindo informações a alguns funcionários, não ousara se comunicar com outros alunos.

— Duzentos e três. Achei você. — Hansol coloca a chave na fechadura, girando-a. Uma nova sensação de alívio toma conta de si, e adentra sua moradia.

O quarto é razoavelmente pequeno, porém espaçoso quando comparado com o de sua casa. As paredes estão num tom azul claro, o mesmo dos lençóis das camas. Eram três, respectivamente, e o garoto mal podia parar de imaginar com quem teria que dividir o espaço pelos próximos anos. Tinha certo medo de que fossem daquele grupo ou talvez pessoas piores, quem garantiria?

Analisa as camas; Aparentemente ninguém havia chegado antes então ele poderia escolher. Não preferiu optar por nenhuma beliche, próxima a janela, não gostava muito da luz solar pela manhã, além do fato de que ter de dividir uma cama com um desconhecido possivelmente rude o assustava. Colocou seus pertences, por fim, sobre a cama de solteiro próxima a parede direita.

Vernon decidiu deixar seus pertences do jeito que estavam, em sua cama, e não fazer nenhuma mudança sem consultar os outros moradores do quarto. Não desejava ser espaçoso e muito menos arranjar brigas desnecessárias por motivos desnecessários. Retira seu celular de sua mochila e encara a tela; Onze e vinte três.

— Porra. — murmura consigo, se levantando e deixando o quarto.

O auditório seria o local das reuniões, descobriu isso mais cedo quando perguntara a alguém da coordenação coisa do tipo. Não era muito longe dos dormitórios, justamente pelo contrário, o único lugar onde Vernon tinha certeza da localização. Quando chegou, o aparente diretor dali falava com o microfone em mãos. As cadeiras estavam praticamente todas preenchidas, apenas algumas mais a frente permaneciam vazias, contudo, o garoto optou por ficar de pé.

— ... Também devo dizer que nossa Faculdade é um grandioso ponto de referência educacional na região, vocês alunos não poderiam ter escolhido lugar melhor para aprimorar seus conhecimentos. — ele é de fala lenta e tediosa, porém alguém adorável. — Usamos de um alto ensino tecnológico e inovador para com os alunos, buscando explorar...

O homem continua a discursar sem pausas, e Vernon já havia desprendido sua atenção dele nos primeiros minutos. Seus olhos vagueiam por todo o espaço e pelas centenas de pessoas.

De repente ele para e pousa sobre alguém conhecido.

O garoto do episódio mais cedo, de fato era ele. Os olhos grandes, rosto arredondado, estatura baixa. Continua a analisar cada belo detalhe seu, embora o outro estivesse encostado em sua cadeira e dormindo tranquilamente.

— Saia da frente. — alguém diz num tom rude e o empurra. Era também um rosto conhecido a ti, tanto que negativamente. O loiro do grupo, que carregava um olhar enojado.

— Ei, está maluco? — Vernon se vira até ele, o encarando.

— Quem você pensa que é? — Ele o puxa pela gola da camisa, irado.

— O quê está acontecendo, Jeonghan?

Outro chega, tem traços de ser mais velho que os dois, e Vernon não se recordara se ele estava no grupo ou não.

— Não sabe andar sem esbarrar nas pessoas... esse morto de fome.

— Toma aqui o morto de fome. — Hansol avança sobre o loiro, lhe desferindo um soco na face, seguido por vários outros.

Os dois garotos travam uma briga feia, chamando a atenção de absolutamente todos no auditório. Chutes e socos tomavam espaço e tentam os separar diversas vezes, sem sucesso. Devido o ocorrido, toda a coordenação e direção da escola foram obrigadas a encerrar a reunião, sem que ninguém ali ao menos notasse, a briga estava muito mais convidativa. Por volta da quinta tentativa, os impedem de prosseguir, cada qual sendo puxado para um lado. Ambos arfam, tem os cabelos bagunçados e o um nariz de um deles sangra sem parar. Vernon o encara de maneira mortal, e ao virar seus olhos para o lado, nota a imensa quantidade de pessoas que os assistiam. O número é assustador, porém mais do que isso é a imagem do diretor se aproximando de si com uma carranca no rosto. Ótimo.

— Os dois, na minha sala agora.

— Sim, senhor. — respondem, cuspindo as palavras.

Vernon deixa o local de cabeça baixa, contudo, sentia olhares desaprovadores sobre ele. As placas são claras fora do auditório; A diretoria ficava à uma quadra de distância, num espaço mínimo embora nada modesto. Ele entra na sala designada e se senta numa cadeira. Logo, o outro garoto também aparece, já ao seu lado. O diretor fecha a porta e adianta o assunto enquanto se encaminha à sua poltrona de couro escura.

— Quem vai querer começar? — sorri.

— Ele me bateu primeiro! Merece um castigo, o pior que tiver...

— Ele que ficou me provocando, mas ninguém viu isso. Se continuar com esse tom de voz, seu metido a besta, eu juro...

Os dois garotos iniciam uma nova discussão em alta voz. O diretor recomeça, os calando:

— Yoon Jeonghan, não é de hoje que você é conhecido aqui na direção. E quanto ao outro?

— Hansol Vernon Chwe. — bufa.

— Hum, Hansol. — O homem digita algo em seu computador sobre a mesa. — Sua situação não é nada boa. Avaliando quanto a inscrição... sabe que não lhe são dadas regalias.

Jeonghan aperta um pano envolto num grande cubo de gelo contra seu nariz, que sangra continuadamente.

— Nada disso teria acontecido se ele não tivesse me batido primeiro.

— Sim eu comecei, mas...

— Exato. — o homem de meia idade diz. — Está tudo muito claro, e você irá levar uma advertência, quem sabe aprenda a acalmar seus nervos.

Vernon o encara, sem entender; O diretor, por sua vez, assina alguns papéis, logo o entregando um deles para que ele assine da mesma forma. Jeonghan ri baixo.

— Mas ele também estava lá. Ele... ele...

— Jeonghan, por favor fique quieto. E quanto a você, pequeno infrator, é seu primeiro dia e já está arranjando confusão.

Vernon abre sua boca a fim de questionar porém desiste, usando uma caneta preta para escrever seu nome nas linhas finais do documento tão tedioso quanto o homem a sua frente; Este agora parece satisfeito.

— Espero que isto não se repita.

— Sim, senhor. — os dois respondem, deixando a sala.

Assim que Vernon fecha a porta, ouve um rato miserável na voz desprezível de Jeonghan; Ele o ignora, voltando pensativo até seu dormitório.

Antes mesmo que chegue até lá, ouve murmúrios que vão se tornando mais audíveis pela porta entreaberta. Hesita em abri-la, cogitando a ideia por detrás dela.

Foi hilário... Você viu a hora em que o Jeonghan tentou se esquivar e levou outro soco?

Sim! Uma pena que aquela pele bem cuidada com FPS 50 e creme hidratante tenha ficado numa situação tão mal. Ah, Wonwoo! E quanto ao outro garoto? Nunca o havia visto por aqui.

Por que acha que eles brigaram?

Como assim? É óbvio que o intocável do Jeonghan começou.

Você se cansa de falar mal dele, não é? Mas e quanto ao Junhui?

O quê há de errado com o Junhui?

Nada, além do fato de que ele se acha o dono do mundo só por que seu pai comprou ações milionárias na Faculdade.

Você o está pré-julgando, ele não...

O garoto de cabelos castanhos adentra o quarto, de maneira discreta.

— Com licença.

Agora Hansol podia observar os donos das vozes que preenchiam o quarto. Ambos os dois eram altos e encaravam-no como quem tenta desvendar algum enigma. O chinês tinha os cabelos claros e exibia músculos que lhe davam inveja; Encarou o moreno, que sorria, e prontamente se apresentou com um aperto de mão.

— Olá, sou Jeon Wonwoo. Esse é o... Qual é o seu primeiro nome?

— Xu Minghao. — O garoto lhe responde, revirando os olhos.

— Tudo bem, Xu Minghao Minghao.

— Engraçadinho.

Todos riem, já Vernon o faz de tanto nervoso.

—  Prazer em conhecê-los, eu sou...

— O garoto da briga! — o loiro grita, arregalando atônito os seus olhos. — Me ensina aqueles golpes, eu ouvia histórias sobre uma máfia chinesa no subúrbio de Hong Kong, eles faziam o mesmo.

— Eu posso, alguma hora. Sou o Vernon. — Sorri, acanhado.

Ele sentia-se estranho, como se fosse extremamente idiota para acreditar. Ou se nada de real estivesse acontecendo. Seriam ali as primeiras, ou únicas, pessoas legais que encontraria em sua nova casa? Ainda não sentia-se totalmente confortável, contudo era questão de tempo. Estava certo disso.

— Tudo bem, Vernon. Vejo que já escolheu a sua cama e terei de dormir em cima do chinês.

— Cale a boca. Ele quis dizer quanto a beliche.

— Entendi. Mas vocês são bem amigos, acredito que a distância não seria boa coisa. — ele solta uma risada anasalada para os dois.

— Mal chegou e já está com piadinhas, olhe isso Wonwoo.

Vernon vai até sua cama, na extremidade direita do quarto, e começa a desfazer suas malas. Os amigos ao seu lado voltam a nutrir uma nova conversa sem sentido algum e fazer indagações pertinentes ao assunto. O garoto retira as roupas peça por peça, a fim de checar se tudo estava em ordem, assim como produtos de higiene pessoal, materiais, e outros. Ali, encontra um de seus pôsteres favoritos, o do girlgroup 2ne1. Ele retira alguns adesivos e procura o melhor lugar na parede para que pudesse colocá-lo.

— Não se importam se eu colar isso aqui, sim?

— Claro que não. Wonwoo é apaixonado pela Sandara Park, foi em cinco shows delas só por causa disto.

— Shhh... Se ele souber e for fã eu vou apanhar. — sussurra e Vernon ri, dando de ombros.

— Não tem problema. Acho que vai ficar aqui.

Ele posiciona o pôster, o fixando ali logo em seguida. Dá algumas batidinhas para que não solte, e nota que a parede é demasiadamente fina. Bate novamente e tem certeza de sua descoberta, acreditando que se houvesse alguém do outro lado teria escutado em alto e claro som.

— Nossa, essa parede é oca ou fina demais? Ou os dois?

— Nunca reparei. Wonwoo larga meus sapatos novos... Eu vou contar até três.

— Vai contando, vai.

Os dois começam a correr em disparada pelo quarto, ora pulando sobre a beliche que ameaça cair. Vernon se joga em sua cama e, cansado, olha o relógio. Meio dia e dezessete.

 

 


Notas Finais


quem gosto bate palma te amo


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