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História Moans Next Door - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Porra, Jihoon!


Eu estava no céu.

Quase um mês já havia se passado e eu vi Jihoon praticamente todos os dias, e transei praticamente todos os dias. Não sei mais o que é mal humor, pra mim isso nem existe. 

Tô vendendo disposição e felicidade pra quem quiser comprar. 


Se eu estou namorando? 

Então, é um assunto delicado… não pra mim, por mim a gente já estava casado com cinco gatos, mas o Jihoon sempre insiste em irmos muito muito muuuuuuuuuuuuuuuito devagar. Eu acredito que quando completarmos tipo dez anos juntos eu poderei dizer que a gente namora.

Por mais que a gente transe e durma juntos quase todos os dias ainda precisamos ter nossa individualidade, diz Jihoon, que é basicamente uma forma de falar que não vamos nos assumir tão logo. 


Se eu estou bem com isso?

Não posso falar que 100%, porque tudo que eu queria era sair por aí de mãos dadas com ele dizendo até para os postes que ele é meu. Mas contanto que eu esteja com ele, da forma que for, eu vou estar feliz. 

Eu sou mesmo um babaca apaixonado, puta merda.


Jihoon me mandou mensagem dizendo para eu não ir vê-lo hoje porque pegou uma puta gripe e nem sair da cama estava saindo. 

E o que eu fiz? Isso mesmo, fui na farmácia comprar remédios para gripe, fiz uma sopinha top, receita de família e toquei a campainha da casa dele. Eu sou mesmo um fofo. 


Precisei tocar umas duas vezes até um Jihoon com cara de zumbi me atendeu com a expressão claramente cansada e irritada.


- Falei para não vir, Soonyoung. - Jihoon cruzou os braços, me encarando. 


- Eu vim cuidar de você, Jihoonie! - Já fui me enfiando para dentro da sua casa, para que ele não pudesse me expulsar. - Vai se deitar que eu já vou lá. 


Claramente cansado demais para discutir, Jihoon subiu as escadas em direção ao seu quarto. Despejei a sopa, que estava numa térmica, em uma tigela e coloquei em uma bandeja junto com uma colher, guardanapos, um copo d’água e os remédios que havia comprado. 

Subi as escadas com o maior cuidado que já tive em toda a minha vida. Se eu derrubasse algo e quebrasse, Jihoon não teria pena em me mandar para o cemitério mais próximo. 

Ele só permitia de bom grado que eu quebrasse alguma coisa se tivesse a ver com sexo, como a cama, por exemplo (esse dia foi louco).


Coloquei a bandeja na mesinha de cabeceira dele e peguei os remédios, dando na mão dele junto com o copo d’água. Jihoon soltou um suspiro derrotado e tomou os remédios. Segurei a tigela de sopa na mão, pronto para alimentá-lo, mas o olhar incrédulo dele para mim me fez desistir. Com um bico dei a sopa para ele e assisti ele comer algumas colheradas antes de devolver a tigela.


- Você precisa comer mais, Jihoonie.


- Eu não estou com fome, Soon.


Assenti, levei as coisas para a cozinha novamente, deixando a sopa na geladeira para quando ele tivesse fome novamente e voltei ao quarto. 

Jihoon lutava para manter os olhinhos abertos, todo enterrado nas cobertas. Sorri, doido para esmagá-lo de tão fofo que ele era.

Tirei minha calça jeans e me enfiei nas cobertas apenas com minha camiseta larga e boxer, já que não havia levado nenhum pijama.

Puxei seu corpo para perto do meu e o abracei, deixando-o deitado com a cabeça em meu peito. Normalmente Jihoon já teria saído do meu abraço no primeiro segundo, mas provavelmente não tinha nem forças pra isso, ele só jogou a perna sobre as minhas e suspirou antes de cair em um sono pesado.


- Eu gosto de você, Jihoonie… queria tanto que você também gostasse de mim… - Sussurrei bem baixinho, quase que pra mim mesmo enquanto o olhava e fazia um carinho em sua bochecha. Ele estava dormindo e provavelmente não me ouviria, mas eu precisava tirar isso do meu peito.


Por dentro eu queria gritar com o avanço do nosso “relacionamento”, mas me contive apenas em abraçar seu corpo, fazer carinho e cair no sono junto com o meu pequeno. 


[...]


Acordei de conchinha com o Jihoon, seu corpo encaixadinho no meu, meus braços abraçando firmemente o seu corpo. Me aconcheguei melhor, com o nariz nos fios de seu cabelo para sentir ao máximo aquele cheirinho gostoso que ele tem. 


Essa paz deve ter durado no máximo meia hora, porque Jihoon logo acordou e me chutou da cama. Sim, ele literalmente pulou para longe do meu corpo e me deu uma pezada, que me fez rolar e cair da cama. 


- Porra, Jihoon. Que que foi? - Falei ainda deitado no chão, me levantando devagar grudado na cama. 


- A gente estava de conchinha, Soonyoung. - Jihoon disse parecendo apavorado. 


- Tá, e daí? - Passei a mão por minha bunda dolorida pela queda.


- A gente dormiu de conchinha, vestidos e nem transamos, Soonyoung! - Ele colocou as mãos na cabeça, com os olhos arregalados. 


- Jihoon, eu ainda não entendi. Por que você tá desse jeito? - Contornei a cama e tentei passar os braços por sua cintura para um abraço, mas Jihoon desviou de meus braços.


- Vai pra casa, Soonyoung. Eu preciso de um tempo, não vamos nos ver por alguns dias, ok? - Jihoon abriu a porta do quarto, deixando muito claro que não estava brincando.


Coloquei minha calça em silêncio, assentindo confuso e saí do quarto, desci as escadas e saí da casa dele, batendo a porta atrás de mim.


Fiquei jogado na minha cama olhando para o teto.

Uma droga de uma conchinha, que importância que tem? 

Então me lembrei de quando conversamos sobre se apaixonar ou não por alguém, e ele me disse que dormir de conchinha era um alerta para um sentimento a mais, um relacionamento. E Jihoon achava isso complicado demais.


Puta merda, Jihoon. Espero que você não jogue o que a gente tem pelo ralo só por causa disso…



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