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História M.O.B.A. - Rebelião - Capítulo 3


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Notas do Autor


Espero que gostem, eu achei que tomou uma boa forma.

Capítulo 3 - Capítulo 3 - Onde nascem as lendas


Pov LH


Tédio.


A palavra que tem resumido minha vida nessa última semana. Aparentemente quando você quebra quatro costelas com o soco de um Ogro e mais duas com o impacto numa árvore você fica um bom tempo de cama, e pra mim isso é uma tortura, um mundo vasto, uma pistola e eu aqui deitado e todo enfaixado.


– Eu quero sair daquiii – Eu digo pro velho. – Não tô mais aguentando essa cama, minha bunda tá quadrada.

– Eu não me lembro de ter perguntado – Ele diz.

– Tá, mas eu não tô aguentando mais – Eu argumento.

– Eu mandei você ir arrumar problemas com um Ogro na floresta? – Ele pergunta.

– Não, você me mandou caçar, eu cacei, um ogro – Eu tento contrapor. – Você não me ensinou a lutar com monstros.

– Oras, e essa agora. – Ele diz. – Sou um inventor, não um professor de bestologia.

– Eu já consigo usar os braços normalmente, só não consigo levantar – Eu digo.

– Quer fazer algo? – Ele pergunta.

– Sim – Eu respondo.

– Pois bem, espere aqui. – Ele responde.


Ele desce e alguns minutos depois aparece com uma caixa escrito “Jogar fora”.


– Aqui está, sua ocupação – Ele diz e coloca a caixa no meu colo.


Eu abro aquela caixa e me deparo com um Kit de Violino e um livro, eu pego o violino e vejo que esta em perfeitas condições, o Kit vem com matérias pra manutenção e limpeza, o livro era um manual de como aprender a tocar violino e a caixa eu joguei na direção da porta e acertei uma Layla que entrava calmamente, bem na cabeça.


– Pra quê agressão gratuita? – Ela grita.

– Ops? – Eu digo. – Acredita se eu disser que foi sem querer?

– Não – Ela responde.

– Poxa Layla, você não confia em mim? – Eu digo rindo.

– Nem um pouco, você mal consegue enfrentar um Ogro. – Ela diz rindo também.

– Já enfrentou um? – Eu pergunto.

– Não, mas o Granger já, e matou um exército de ogros. – Ela diz com voz apaixonada

–Sua paixonite é um atirador lendário, assim é fácil – Eu contraponto. – Me da um tempo pra praticar e eu chego lá.

–Você nunca vai chegar no nível dele LH, eu DUVIDO – Ela grita a última palavra.


Eu não sei o que aconteceu naquele momento, mas uma chama de orgulho começou a queimar no meu peito, senti meu ego sendo ferido, minha honra sendo ameaçada, e aceitei o desafio.


– Ok, daqui um ano eu vou desafiar o Granger pra um duelo de tudo ou nada. – Eu digo.


Nessa hora o velho estava lendo o rótulo de um dos meus remédios e simplesmente o deixou cair, a Layla deixou a caixa que eu joguei nela cair e pareceu que um silêncio avassalador tomou conta de tudo em um raio de quilômetros.


– VOCÊ FICOU MALUCO? – O velho grita.

– Acho que o Ogro acertou a cabeça dele – Layla diz rindo.

– Não tem nada de errado comigo, não vou repetir, considerem o que eu disse uma promessa. – Eu digo com frieza. – Podem por favor me dar licença, meu treino começa nesse instante, preciso meditar.

– Você tem certeza das suas palavras garoto? – O velho diz com certo tremor na voz.

– Tenho –Eu respondo. – Eu vou me tornar o novo atirador lendário.

– Eu não vou deixar... – Ele começa a dizer.

– Não vai deixar o que? – Eu digo levemente irritado.

– Você ir despreparado... – Ele diz. – Vou deixar você meditando, seu treinamento começa em breve.


Ele sai do quarto com a Layla que só observava, o quarto ficou silencioso.. Eu fechei meus olhos e tentei me concentrar na meditação, mas estava agitado, nunca consegui fazer esse tipo de coisa.. Eu precisava aprender a manter os sentimentos sob controle... Mas como?

E foi quando eu vi.. Ele.. O violino, no meu colo, eu o pego e tento arranhar algumas cordas, o som porém é estridente.


Eu tenho muito o que aprender...


Um mês depois.


Um som melodioso soava por toda a casa, a melodia de um violino, uma melodia dramática, lenta, gostosa de se ouvir, até o quarto em que eu me encontrava durante os dias de recuperação, as bandagens continuavam, a dor porém foi embora, e levou junto o tormento de ficar naquela cama.


– Se concentra no que eu tô falando seu idiota – o velho diz.

– Desculpa, eu tava pensando nesse último mês. – Eu tento justificar.

– Se preocupe com o futuro, seu adversário é o atirador lendário. – Ele dá uma bastonada na minha cabeça.

–Ai. Eu tô preocupado, mas eu vou dar tudo de mim nesse treino – Eu digo com determinação na voz.

– Isso é o que veremos – Ele responde.


Ele aperta um botão e aparecem alvos de metal a alguns metros de distância, o desafio era simples, acertar o centro do alvo.. Eu mirei e atirei uma, duas, três vezes e somente na quarta eu acertei, e fiquei extremamente feliz... Aí ele apertou o botão de novo, e mais dez alvos apareceram.. E eu fui tentando acertar, as vezes acertava no quinto tiro, ou no quarto, um deles eu acertei de primeira e outro na terceira tentativa, mas finalmente, uma hora depois, todos os alvos foram acertados...

E nesse momento ele novamente apertou o botão.. E mais três alvos apareceram... E começaram a sem mover para os lados, pra frente e para trás, pra cima e para baixo...


– Você vai treinar sua mira até a perfeição com esses alvos, além dessas 4 dificuldades ainda tem mais 4 que ainda não mostrei, mas saiba que você vai treinar até a exaustão, todos os dias, até o fim de um ano – Ele diz com rigor. – Sua dieta vai ser controlada, sua rotina, você vai ser excluído de qualquer atividade social, sua vida a partir de agora se resume a treinar, entendeu? – Ele pergunta.

– Sim. – Eu digo sério.

– Que bom.. – Ele diz – Alguma pergunta?

– Sim – Eu digo.

– Pois pergunte pirralho – Ele diz rindo.

– Quando eu derrotar o atirador lendário, qual você acha que vai ser a sua recompensa por me treinar? – Eu pergunto sorrindo.

– Tem tanta confiança nas suas habilidades a ponto de achar que vai ganhar do maior atirador que a história já viu? – Ele pergunta.


Eu apenas sorrio.


O Granger não perde por esperar.


Notas Finais


O arco de origem e introdução tá tomando um rumo legal


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