História Mobile Monsters (Mobimon) - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Digimon, Jogo, Pokémon, Rpg, Sobrevivencia, Survival
Visualizações 11
Palavras 3.675
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shounen, Survival, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Trazendo aqui a minha terceira fic pro site~

Essa é uma ideia que eu tive já há alguns anos e venho trabalhando nela desde então, decidi compartilhar ela aqui pra poder mostrar parte dessa história para mais pessoas. Contarei essa fic pelo ponto de vista da Lara, que é apenas uma das personagens que criei para essa história. Usem bem a imaginação de vocês para conseguir fantasiar tudo que eu criei para esse mundo.

Espero que gostem e tenham uma boa leitura ;3

Capítulo 1 - Mobile Monsters


Fanfic / Fanfiction Mobile Monsters (Mobimon) - Capítulo 1 - Mobile Monsters

— No meu primeiro dia nesse lugar eu realmente acreditei que iria morrer virando comida de algum réptil cuspidor de fogo. Eu tinha certeza de que não conseguiria sobreviver mais do que um dia entre esses monstros, mas acho que a minha vontade de continuar viva me ensinou a sobreviver. Depois de um tempo enfrentando ursos da tempestade e dragões negros eles já não pareciam tão assustadores assim, talvez o motivo disso seja que o pior tipo de monstro eu já havia conhecido antes...

 

A vida de um estudante no terceiro ano do ensino médio é um saco, e isto não era diferente para Lara que estudava em um colégio particular de qualidade alta que naturalmente fazia os seus alunos se sentirem na obrigação de conseguir passar no vestibular.

O Colégio Campanella se orgulhava de ser uma das escolas do Rio de Janeiro com maior índice de aprovação de alunos nas universidades do estado, mas consequentemente também era uma das mais caras, algo que para os pais médicos de Lara não era um problema.

Enquanto a maioria dos seus colegas de classe almejavam cursos como medicina, direito ou alguma das dezenas de engenharias, Lara cobiçava a simplicidade do ramo da arte, um amor que só cresceu desde o dia em que pegou o seu primeiro livro de desenho quando tinha dez anos de idade e de lá para cá nunca mais parou de desenhar.

A arte era sua paixão mas também seu nêmesis, pois não havia coragem dentro dela para dizer aos seus pais que não gostaria de ser médica assim como eles.

Acontece que Lara não escondia essa verdade apenas de seus pais, seus amigos de escola também não sabiam da sua vontade de cursar algo mais artístico, na realidade nenhum deles sequer sabia o quão boa ela era desenhando, ou que seu passatempo preferido era jogar jogos em seu computador, ou então que ela já havia assistido mais de duzentos animes, entre eles alguns que nem são permitidos para a sua idade, também não sabem eles que todos os domingos que disse ter passado na piscina do seu prédio ela passou na realidade deitada na sua cama assistindo séries e filmes na Netclick.

Dentro do Campanella, Lara era mais uma garota de dezessete anos, classe média alta, com assuntos rasos e interesses que não vão muito além de praia, garotos e a nota que precisa tirar no ENEM, mas quando estava sozinha não havia palavra que a descrevesse melhor, — mesmo não querendo admitir — do que nerd.

- Você vai na festa na casa do Vitor amanhã, Lara? - perguntou Laís, uma das suas amigas do colégio, ao final da última aula do dia.

- Não, vou ter que ficar estudando - mentiu ela, na verdade iria maratonar os episódios da série que estreou na Netclick.

- Mas vai ser em um sábado! Converse com seus pais, eles não vão te impedir de sair um diazinho.

- Não, eles vão sim, você não sabe como eles são - respondeu Lara, e dessa vez estava falando a verdade.

Enquanto as duas garotas guardavam seus livros de volta na mochila e se preparavam para sair da sala, Arthur Bourguignon se aproximou delas.

- Qual é, Lara, tenta convencer seus pais dessa vez - disse ele. - Você nunca marca com a gente nos rolês. Eu queria que você fosse - ao terminar a frase ele fez um biquinho triste com a boca.

Ouvir Bourguignon dizer que a queria na festa lhe causou mais impacto do que imaginava, ele era um dos garotos mais bonitos da escola, e mesmo que ser alto e forte não significasse muito para Lara, era difícil para ela fingir que isso não era nada demais quando estava bem na sua frente.

- Eu posso tentar - falou Lara realmente cogitando a ideia de sair de casa, - mas eu não garanto nada.

Depois de sair da sala de aula e chegar ao pátio próximo a saída do colégio, Lara se despediu dos seus amigos e caminhou em direção ao estacionamento para se encontrar com Rafael Rozza, um garoto da sua sala que morava no mesmo condomínio que ela. Como seus pais sempre foram ocupados demais para se disponibilizar a levá-la e buscá-la no colégio, Lara pegava carona todos os dias.

Rozza, como a maioria o chamava, era um pouco mais velho que o restante dos alunos do terceiro ano e por isso ele já havia tirado carteira de motorista, inclusive ganhara de presente de seu pai o antigo carro dele, uma BMW 118i preta, carro este que Lara havia acabado de entrar pela porta do carona.

- Então quer dizer que você vai na festa do Vitor hoje? - perguntou Rozza assim que ela entrou no carro. - Desculpa, acho que acabei ouvindo a conversa de vocês.

- Ainda estou pensando nisso… - respondeu tirando a mochila das costas e colocando sobre os seus pés.

- Sei… Mas você lembra o que aconteceu na última vez que você foi numa festa dessas, né? - disse ajeitando seus óculos de grau para logo depois dar partida no carro e começar a sair do estacionamento do colégio.

- Lembro, mas eu já aprendi a lição, e não tenho interesse em voltar a beber, ok? - respondeu levemente irritada por lembrar desse fatídico dia.

- Achei que você ia fazer maratona do Sinister Things hoje.

- Bem, a série não vai fugir de lá, a festa só vai acontecer hoje - e o Arthur Bourguignon quer que eu vá, pensou ela.

Rozza, diferente dos amigos de Lara, por ter crescido junto a ela no mesmo condomínio, sabia como ela realmente era longe dos olhares dos amigos, e como estiveram presentes no crescimento um do outro eles acabaram se influenciando os mesmo interesses. Ao contrário de Lara, Rozza não tinha vergonha de esconder seu lado nerd, levando a garota a evitar ao máximo falar com ele quando seus amigos estavam por perto, pois para eles o garoto era apenas uma carona conveniente por morarem no mesmo condomínio.

No fundo Lara sabia que Rozza merecia um tratamento diferente, não era difícil perceber que isso incomodava o garoto as vezes, mas era algo que ela precisava fazer quando colocava seus problemas na balança.

- Enfim, acho que esse não é o seu tipo de lugar, mas não posso te impedir de nada - falou o garoto antes de parar em um sinal vermelho e resmungar alguma coisa sobre o pedal do freio estar muito duro. - Mas e aí, você ainda tá Desafiante no SoL?

- Não, cai pro Mestre ontem, e você? - respondeu ela pegando seu celular no bolso e desbloqueando-o para começar a usar os seus aplicativos.

- Não consigo vencer a melhor de três pro Platina I, já perdi ela três vezes - falou dando um soquinho no volante e voltando a dirigir. - Que droga, como você consegue ser boa em tudo?

Lara riu.

- Talvez eu seja algum tipo de prodígio.

Society of Legends, ou SoL, é o jogo mais jogado na atualidade, sendo quase impossível conhecer alguém que nunca havia ouvido falar nele mesmo que essa pessoa nunca tivesse jogado o jogo. Lara já jogava SoL desde o beta há sete anos atrás quando ainda tinha dez anos, então quando Rozza a perguntava como ela podia ser tão boa, a resposta era muito simples: ela joga há sete anos.

Enquanto dava uma olhada no seu celular, Lara acabava por se deparar com um aplicativo que não lembrava de ter baixado, seu ícone tinha duas letras M sobrepostas em um fundo vermelho e nome abaixo do ícone identificava o aplicativo por Mobile Monsters.

- Mobile Monsters? Eu não lembro de ter baixado isso - comentou ela clicando no aplicativo para abri-lo. - É algum tipo de jogo?

- Isso também apareceu no meu celular! - exclamou o garoto enquanto dirigia. - Você também tem um zPhone, né?

- Sim, o meu é um zPhone 8, você acha que é algum aplicativo da Zap? - perguntou enquanto esperava o aplicativo abrir.

- Não sei, mas ele é meio esquisito, não tem nada para fazer além de colocar desenhos em um ovo, o jogo simplesmente não tem nenhuma outra função ou jogabilidade, talvez seja o beta do beta do beta de uma cópia barata de Netmon para celular.

Depois de um tempo carregando em uma tela preta, o aplicativo mostrou suas primeiras palavras, estas que estavam em português, o que era normal já que o celular de Lara estava usando as configurações do Brasil.

Desenhe com as suas preferências!

Em sequência a frase desapareceu e o aplicativo entrou em uma tela branca com uma linha preta no centro fazendo um contorno oval, Lara entendeu que aquilo se tratava de um ovo branco. Nos cantos haviam algumas opções para acrescentar cores, linhas e figuras geométricas, algo muito parecido com as funções de um programa básico de edição de imagem, ou seja, o aplicativo estava pedindo para que Lara desenhasse alguma coisa ali dentro.

Atiçada pelo seu gosto em desenhar, Lara começou a utilizar os acessórios disponíveis no aplicativo e com o dedo sobre o touchscreen foi montando um ovo que achasse visualmente interessante com a inspiração que tinha no momento.

- Você tá desenhando? - perguntou Rozza olhando para o que Lara estava fazendo. - Não adianta nada, o jogo não sai dessa parte. O pior é que eu tentei deletar esse aplicativo quando vi que ele era inútil, mas ele age como se fosse um dos aplicativos irremovíveis do sistema, provavelmente é algum tipo de vírus, só espero que não seja nocivo ao aparelho. Eu sabia que era melhor ter comprado um celular da Mercury.

Enquanto Rozza falava para Lara palavras que ela não prestava atenção, a garota continuava a montar seu desenho para a “casca” do ovo bidimensional. O aplicativo impedia que desenhos fossem feitos fora do espaço oval no centro da imagem, o que para Lara era uma pena, pois ela estava disposta a criar um cenário de fundo para deixar a imagem mais bonita.

Talvez o aplicativo servisse apenas para desenhar ovinhos coloridos como se fosse um marketing para a páscoa, mas era inevitável que o nome Mobile Monsters trazia para ela a expectativa de que daquele ovo sairia algum tipo de criatura que ela teria que passar a cuidar.

- Talvez seja tipo um Tamagoshi, só tem que esperar nascer - comentou ela assim que estava satisfeita com o que havia conseguido desenhar em um carro em movimento.

- Já tem um tempo que eu abri esse aplicativo e até agora nada aconteceu, é sério, esse jogo é inútil.

Ela havia desenhado um ovo em um degradê de cores que começava branco no topo e ia se tornando cada vez mais rosa até a sua base, para melhorar a decoração do desenho ela cobriu as bordas do ovo com o que pareciam ser nuvenzinhas azul claro que iam se tornando cada vez mais brancas quando se aproximavam do topo.

Lara tirou um print screen da tela do celular para salvar o desenho caso algo acontecesse com o aplicativo e em seguida o fechou, pois de fato não havia mais opções para se fazer a não ser apagar o desenho e começar de novo.

- Ainda é estranho ver você dirigindo e não o seu avô - disse Lara ao sair do carro já dentro do condomínio onde moravam. - Enfim, diga a ele que mandei um abraço.

- Lara, espera aí rapidinho - pediu ele antes da garota se afastar. - Que tal sairmos amanhã para fazermos alguma coisa?

- E o que seria esse alguma coisa? - perguntou erguendo uma sobrancelha.

- Eu não sei, podemos tomar um açaí ou comer alguma coisa - respondeu ele erguendo a chave do carro. - Eu posso levar a gente pra qualquer lugar que você queira.

- Quem sabe, acho que vai depender se eu vou ou não para a festa do Vitor.

- Ah, é, você realmente está pensando em ir nessa festa… - falou Rozza mostrando-se claramente decepcionado.

- Enfim, não é garantido que eu irei nessa festa, então te dou uma resposta amanhã, ok?

- Ok - respondeu o garoto sem muita empolgação.

- Até mais, Rafa - despediu-se indo em direção ao seu prédio no condomínio.

O resto da tarde de Lara podia ser facilmente resumida em jogar SoL e terminar de assistir os episódios do anime shoujo que havia lançado na temporada de inverno. Em sua vida inteira ela jamais havia levado alguém da escola para sua casa, pois seria impossível esconder todos os posteres, pelúcias, bonequinhos, jogos e tudo mais que estavam espalhados pelo seu quarto.

Assim que terminou de assistir os episódios do seu anime e se sentiu ansiosa demais para começar a fazer qualquer coisa nova até que pudesse falar com seus pais a respeito da festa, Lara decidiu voltar a brincar de desenhar naquele tal aplicativo Mobile Monsters. Apagando o desenho antigo e começando a desenhar um novo, Lara foi para algo um pouco mais florestal, colocando tons de verde e marrom no desenho, no fim o resultado foi um ovo verde com detalhes marrons nas laterais que davam a impressão de que eram galhos formando um par de mãos.

Depois de dar um print screen no resultado final do atual desenho, Lara ainda não se sentiu satisfeita e apagou mais uma vez tudo que havia feito, começando a preparar um terceiro desenho, dessa vez optando por algo mais sombrio, por isso pintou o ovo completamente de negro e usou detalhes em vermelho para contornar as bordas, usando esta cor também para fazer um par de paralelogramos vermelhos e espelhados no centro do ovo, botando também abaixo deles uma linha traçada em zig-zag, trazendo o resultado final algo parecido com um rosto fantasmagórico em um fundo preto.

Ao terminar o terceiro desenho ela tirou mais um print screen e jogou o celular em cima da sua cama, pois seus pais haviam finalmente chegado em casa e ela precisava ir até eles perguntar se poderia ir na festa de amanhã.

- Não - respondeu ele rapidamente. - Você vai ficar em casa estudando esse final de semana.

- Mas por quê? Eu vou sair só por uma noite, pai, eu quase nunca saio de casa - insistiu ela.

- Eu não quero que você vá para esse tipo de lugar, ok? E você acha que eu não percebo que você não está estudando o suficiente, Lara? - disse o pai de forma rígida e firme.

- Um dia que eu sair para ir em uma festa não vai atrapalhar meu desempenho em nada - falou Lara indo em direção à sua mãe e tentar implorar com um olhar carente.  - Mãe, por favor.

- Seu pai já disse tudo, filha, não adianta vir até mim - respondeu sua mãe sentada no sofá sem nem olhar para ela.

- Mas que saco! - gritou dando um soco na mesa ao lado. - Por que eu preciso de permissão para ir em uma festa?

- Porque você mora na minha casa e usa do meu dinheiro, você é minha responsabilidade e o mínimo que eu espero de você é que garanta o seu futuro estudando e passando em uma universidade!

- Vocês nem sabem o que é que eu quero cursar, vocês não se importam de verdade comigo! - gritou em resposta ao seu pai. Toda aquele assunto lhe irritava, e já não tinha mais nada a ver com poder ou não ir para a festa do Vitor.

- Lara, você não percebe que faço isso justamente porque me importo com você?

- Ah, não vem com esse papo não, se importa é o ca…

- Lara! Não foi essa educação que eu te dei! - gritou a sua mãe assim que percebeu o palavrão que sua filha iria dizer.

- Não foi mesmo não, porque a verdade é que você não me deu educação nenhuma! Nenhum de vocês esteve presente no meu crescimento, vocês só sabem mandar e impor o que vocês querem! - disse ela em voz alta seguindo em direção ao seu quarto. - Eu não sou uma boneca que vocês podem fazer o que quiserem e eu também não sou um cachorro pra ter que obedecer tudo que vocês pedem enquanto balanço o rabo! Eu tenho certeza que se eu sumisse eu não faria diferença nenhuma na vida de vocês, e fiquem sabendo que vocês também não fazem diferença nenhuma na minha, então eu quero que vocês se explodam!

E dito isso, Lara fechou a porta do seu quarto com força e trancou com a chave, ignorando tudo que seus pais gritavam do outro lado ou as batidas que davam na porta para lhe chamar atenção. Completamente arrasada, ela se jogou em sua cama, pegou o seu fone de ouvido, ligou uma música no celular no volume máximo e começou a chorar de uma maneira que jamais havia chorado antes.

Ela estava com tanto ódio com toda essa situação que tinha vontade de jogar o celular na parede, queria quebrar tudo que estava ao seu redor, queria que realmente tudo explodisse, mas depois de respirar fundo, ela decidiu apenas continuar a fazer aquilo que estava fazendo antes, abriu novamente o aplicativo Mobile Monsters e começou um novo desenho. Suas lágrimas atrapalhavam sua visão naquele momento e todo o ódio que estava sentindo faziam-na não conseguir pensar em nada para desenhar que não envolvesse fogo, tornando assim o resultado final um ovo preto com detalhes mal feitos em vermelho e amarelo podendo dar a impressão de serem chamas, mas sem dúvida fora o pior desenho que ela já havia feito naquele aplicativo até então.

Dane-se, ela não queria mais saber daquilo, de fato era um aplicativo inútil. Deixou então o celular de canto e continuou ouvindo sua música com olhos fechados para tentar dormir e de alguma forma sair de toda essa desgraça que estava acontecendo. Ao menos amanhã Rozza ficaria feliz em saber que poderiam sair para fazer alguma coisa juntos.

Alguns minutos depois, Lara caiu no sono.

 

Mas que calor é esse? Será que meu ar condicionado quebrou? — se perguntou Lara ao sentir que estava suando mais do que o normal enquanto dormia, foi então que abriu os olhos e percebeu que não estava mais dentro do seu quarto, deitada em sua cama e usando as roupas que lembrava estar vestindo antes de dormir.

Em menos de um segundo ergueu suas costas do chão quente onde estava deitada e seu coração explodiu em pânico e desespero ao perceber que não sabia onde estava. Olhando ao redor ela podia afirmar que não estava mais nos terrenos do seu bairro, muito menos perto de alguma região urbana, o cenário era facilmente identificado como uma área rochosa, talvez um morro em algum canto da cidade do Rio de Janeiro. O solo onde estava sentada era coberto por uma terra avermelhada e levemente aquecida como se fosse areia de praia em um dia ensolarado, boa parte das rochas ao redor também pareciam ter essa mesma coloração puxada pro vermelho, ainda que fosse também comum áreas mais acinzentadas ou até mesmo completamente negras.

Ao olhar para cima, Lara percebeu que o tal morro onde estava era alto e largo demais para qualquer forma de relevo que existisse na cidade do Rio de Janeiro ou até mesmo em todo o Brasil. Foi então que sem saber explicar como ela foi parar ali e principalmente como sairia dali, o desespero acumulado em seu interior extravasou em forma de um alto e longo grito.

Talvez eu tenha sido sequestrada — pensou desesperada tentando achar alguma resposta para o que estava acontecendo ali, pois a última coisa que conseguia se lembrar era de ter deitado chorando em sua cama após uma discussão com seus pais. Seria tudo isso então um sonho? Não, Lara sabia que não, aquilo era real, e a menos que tivesse tomado alguma coisa muito pesada, era impossível sentir todas aquelas sensações de forma tão realista em um mero sonho.

Olhando com calma mais uma vez para o que tinha a sua volta, Lara percebeu que próximo de onde acordara havia uma mochila preta, sem pensar duas vezes ela puxou a mochila para perto de si e abriu-a procurando alguma coisa que lhe pudesse ser útil naquele momento. A primeira coisa que viu ao abrir a mochila foram três frutas azuis com a estrutura parecida com as de uma graviola, mas com o tamanho de uma maçã, jamais havia visto uma fruta parecida antes; abaixo das frutas haviam roupas, que por sinal não eram suas; metendo a mão ainda mais a fundo na mochila ele pôde sentir duas garrafas de plástico, puxando as duas para fora viu que estavam cheias de água, eram ambas feitas de um plástico resistente, mas que tinham cores diferentes, uma era branca opaca e a outra azulada. Água seria útil, mas ainda não era o que ela queria, guardou-as novamente na mochila e voltou a revista-la para ver se encontrava algo melhor, porém não havia mais nada além disso dentro da mochila.

Quando pensou que estaria completamente perdida ali, Lara sentiu algo vibrar em sua coxa, foi assim que percebeu que havia um celular dentro do seu bolso. Seu coração saltitou de alegria ao segurar em sua mão o que tinha certeza ser um zPhone 8, não tinha certeza que era o seu, pois estava sem capinha, mas só de conseguir segurar um celular já era aliviante o suficiente.

Na mesma velocidade que aquele sorriso apareceu em seu rosto ao achar um celular, ele desapareceu ao ler a mensagem que estava sendo mostrada na tela do aparelho em suas mãos.

 

Deseja respostas? Então complete uma das missões abaixo:

1 - Seja o último humano sobrevivente. (100/100)

2 - Complete 100 missões. (0/100)

3 - Transforme o seu Mobile Monster em rei. (0/1)

 

- Mobile Monster? - leu ela em voz alta reconhecendo o nome do aplicativo que havia acabado de aparecer em seu celular.


Notas Finais


Esse capítulo poderia ter sido um pouco maior para entrar mais da parte envolvendo o "lugar desconhecido", que é o principal foco dessa história, mas decidi cortar o capítulo em partes para que esse não ficasse grande e massante demais.

Em algumas horas postarei o capítulo 2, apesar de ter quase certeza que pouca gente vai ler isso até eu voltar pra postar o próximo kkkk


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