História Modo Amar - Capítulo 2


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Categorias Agustín Bernasconi, Ana Jara Martínez, Carolina Kopelioff, Jorge López, Karol Sevilla, Lionel Ferro, Michael Ronda, Sou Luna, Valentina Zenere
Personagens Ada, Ámbar Benson, Benício, Delfina, Emília, Eva, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo Balsano, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Simón, Yam
Tags Aguslina, Agustín Bernasconi, Amor, Bemilia, Carolina Kopelioff, Família, Gastina, Gastón Perida, Lutteo, Modo Amar, Nina Simonetti, Pelfi, Romance, Simbar, Soy Luna, Yamiro
Visualizações 13
Palavras 2.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Buenos Aires


— Senti tanto a sua falta!

Nina se separou do abraço e olhou sorrindo emocionada para o irmão. Estarem os dois juntos depois de tanto tempo era um sentimento maravilhoso para ambos. A última vez que tinham se visto pessoalmente foi durante a gravidez de Nina, quando ela estava prestes a completar sete meses o rapaz foi visitar a irmã em casa e depois disso nunca mais tinham estado frente a frente sem ser através de uma tela.

O sorriso de Pedro quase não cabia em seu rosto, ele era do tipo de pessoa que quando sorri todos querem sorrir junto. Ele se culpava todos os dias por ter deixado a irmã com os país, principalmente na época de sua gravidez e agora, tê-la por perto o deixava mais tranquilo sabendo que ali com ele ela não precisaria se preocupar com o ex namorado obsessivo e nem com os país controladores.

Ele olhou para o garotinho escondido atrás das pernas da mãe e estendeu a mão. O menino olhou para a a garota como se precisasse confirmar que era seguro, ela assentiu e ele sorriu animado indo abraçar o rapaz.

— Nossa como você está enorme mini gênio! — Ele pegou o garotinho no colo.

— É, daqui a pouco vai estar maior que a mamãe. — Nina brincou. O pequeno adorava ouvir que um dia ficaria grande e forte como seus heróis favoritos.

— Ele é um herói né? Falta bem pouco para ser um super. — Pedro disse e o garotinho sorriu grande, animado com a comparação do tio em relação a ele e os super heróis.

— Vou ter um grandão para me defender né? — Nina levantou a mão e o garotinho bateu com entusiasmo.

— Como foi de viagem mana? — Pedro passou o menino para os braços da mãe e foi pegar as malas na porta — Por que não me ligou? Eu teria ido buscar vocês no aeroporto.

— Não quero abusar Pedro, você já está fazendo tanto por nós. — Ela sorriu.

— Você sabe que não me incomoda em nada. — Ele revirou os olhos.

Pedro deixou a irmã e o sobrinho na sala e levou as malas para o quarto onde eles ficariam. Em seguida os chamou para irem até lá e, enquanto passava pelo corredor Nina notou os diversos quadros com fotos deles de várias épocas e se sentiu mais em casa do que nunca. Sem dúvidas passar um tempo com seu irmão faria muito bem a ela.

— Onde está a sua namorada? — Nina perguntou ao chegar no quarto, tinha até esquecido da cunhada que conheceria ao vivo finalmente — Estou doida para conhecê-la.

— Daqui a pouco ela chega aí. Provavelmente vai vir direto da faculdade. Vocês vão se dar muito bem, eu espero. — Ele sorriu e Nina pode ver o brilho nos olhos do irmão quando ele falava sobre a namorada, o mesmo brilho que ela já tinha visto em si mesma um dia.

— Ma... — Agustín deitou a cabeça no pescoço da mãe e isso foi o suficiente para ela entender o que ele queria.

— Pedro, vou colocar o Agus para dormir um pouco. — Ela olhou para o filho que já tinha apagado. O pequeno raramente precisava da mãe para pegar no sono e isso deixa Nina tranquila já que quando ele fosse para a escolinha não ia acusar problemas na hora de cochilar.

— Claro, enquanto isso eu vou fazer um lanche para nós. — Ele saiu, deixando mãe e filho sozinhos.

Nina deitou o filho com cuidado na cama e colocou diversos travesseiros em volta para garantir que ele não fosse muito longe caso se movesse demais. Depositou um beijo na testa dele e saiu do quarto, indo a procura do irmão na cozinha.

— Seu apartamento é lindo Pedro. Muito bem decorado também. — Comentou entrando no cômodo onde o ele estava. Puxou um dos bancos dispostos embaixo da bancada e sentou-se.

— Obrigado, na verdade a decoração é obra da Delfi. Como a banda começou a dar retorno nós resolvemos tomar vergonha na cara e ter nossos próprios apartamentos. — Ele riu e colocou um prato com sanduíche em frente à irmã.

— Estou ansiosa para ver a Roller Band tocando. — Nina sorriu com animação — Eu nem acreditei quando você me disse que conseguiu uma vaga para mim no Jam & Roller.

— Quando eu cheguei em Buenos Aires e conheci aquele lugar, tive a certeza de que precisava estar lá sempre porque era um mundo da música e dos patins e isso me deixava mais perto de você. — Ele se encostou na pia e encarou a irmã com carinho — Ainda patina como profissional não é?

— Acredito eu que sim, embora não tenha estado sobre rodas nos últimos meses. — Ela balançou a cabeça negativamente e riu.

— Eu conversei com a minha chefe e você pode treinar quando quiser desde que tenha alguém cobrindo você na lanchonete. A equipe do parou de competir desde que os integrantes entraram para a universidade e talvez você seja a chance do Roller entrar pelo menos na competição regional de patinação individual.

— Calma que é informação demais para uma Nina só. — Ela olhou o irmão com confusão — Não canso de lembrar que não tem irmão melhor no mundo que Pedro Arias Simonetti.

— Já avisou ao seu primo que você chegou? — Pedro perguntou enciumado.

— Você e o Ramiro tem que parar com essa competição ridícula Pedro, já somos todos adultos e eu amo os dois. — Ela revirou os olhos — Aliás, ele nem sabe que eu me mudei para Buenos Aires.

— Nem a Yam? — Ele perguntou e ela assentiu.

— Parece que foi ontem que a família do Ramiro voltou para Buenos Aires e que ele me ligou um dia dizendo que estava namorando a garota mais maravilhosa do mundo. — Nina sorriu ao lembrar da animação do primo enquanto contava sobre Yam — Quando conheci a Yam vi que ele estava certo. Pena que nos encontramos pessoalmente menos vezes do que eu gostaria.

— Mas agora vão se ver sempre, todo mundo sai da faculdade e vai para o Roller. Os patins mandam nessa cidade Nina. — Ele fez um tipo de reverência estranha — Ah, amanhã o Agustín já começa na escolinha nova.

— Sério que você conseguiu uma que aceite ele no meio do ano? — Ela exclamou com entusiasmo — Tudo bem que nessa idade as crianças não fazem nada que não seja rabiscar e cantar músicas infantis mas, geralmente é mais difícil conseguir uma vaga.

— Até que foi fácil. De 07:30 às 17:30, de segunda a sexta e se necessário aos sábados também.

— E meu turno de trabalho?

— 10:00 às 17: 00, de segunda a sábado. — Ela respondeu. Nina sorriu agradecida, notando que provavelmente o irmão tinha dado um jeito de serem horários favoráveis para ela.

— Quando eu começo? — Indagou animada.

— Amanhã mesmo. É semana de Open Music então temos muito trabalho para fazer. Vamos achar uma babá também, para ficar com o Agus na parte da noite enquanto você vai para a faculdade.

— Pedro nós já fal... — Ele a interrompeu.

— Você vai para a faculdade e fim de assunto Nina. — O rapaz tinha a expressão séria que ela detestava. Quando ele a usava era porque discutir o assunto realmente não estava em questão — Escrever é uma das coisas que você mais ama fazer e vai terminar a faculdade de literatura tá? Nós sabemos que a sua inteligência é enorme e que se você quiser termina tudo em menos períodos do que a graduação tem e, consegue com facilidade uma bolsa em qualquer universidade.

— Tudo bem, ainda essa semana eu vou procurar uma faculdade. — Ela se deu por vencida.

— Não precisa, você vai para a mesma faculdade do pessoal. Eu já acertei tudo e você começa na próxima segunda. Sua turma é de quarto período já né?

— Você já tinha planejado tudo? — Ela o encarou incrédula e ele sorriu cinicamente.

— Não ia deixar você atrasar mais os seus estudos. Qual é Nina, você terminou o ensino médio aos dezesseis anos e já deveria ter concluído o superior também. — Pedro resmungou.

— Eu tenho um filho para criar Pedro. — Ela lembrou.

— Isso não é desculpa. O Simón, meu amigo e companheiro de banda tem uma filha de um ano e meio. Ámbar, a namorada dele e mãe da menina é só dois anos mais velha que você e faz faculdade mesmo com a filha pequena.

— Tudo bem. Eu vou para a faculdade e não discutimos mais isso. — Ela levantou as mãos em forma de rendição.

O rapaz sorriu vitorioso e quando ia dizer mais alguma coisa, ouviu barulho de chave e a porta principal sendo aberta com cuidado. Os barulhos de salto alto em contato com o piso foram aumentando e logo a dona deles surgiu na cozinha, carregando uma bolsa aparentemente pesada em um braço enquanto o outro segurava um notebook rosa e um tablet.

— Pedro vo... — A garota parou de falar ao notar que ele não estava sozinho.

— Oi para você também amor. — Ele ironizou mas, ela ignorou sua brincadeira enquanto sorria para Nina.

— Nina? Deus, seu irmão não me avisou que você chegava hoje! — Ela deixou tudo em cima da bancada e se aproximou, dando um abraço carinhoso na cunhada — Que prazer te conhecer pessoalmente.

— É um prazer também Delfi. — Nina sorriu calmamente.

— E cadê aquela coisa fofa? — A garota olhou em volta, procurando o sobrinho postiço.

— Dormindo, a viagem foi mais cansativa para ele que não está acostumado.

— E você já descansou? Deve estar exausta. — Delfi perguntou com preocupação.

— Eu estou bem. Quando se tem uma criança pequena em casa nada pode cansar mais. — Nina brincou.

— Imagino. Toda vez que vejo Ámbar no Roller ou na faculdade ela fala como é cansativo, principalmente na fase dos primeiros passos e das primeiras palavras. — Delfi sorriu em compreensão.

— Nem me fale. Agus é pequeno mas, inteligente demais para a idade dele e tudo que ele acha curioso quer repetir, tenho que ficar sempre de olho. A sorte é que ele não é dessas crianças que são movidas a curiosidade, eu falo não e ele aceita super bem.

— Você vai adorar o carinha amor, ele é um doce de criança. — Pedro abraçou a namorada por trás.

— Desculpe perguntar Nina mas... ele já pergunta pelo pai? — Delfi perguntou com receio, sabia que para a cunhada aquele assunto era delicado.

— Graças a Deus não mas, talvez eu nunca vá estar preparada para responder quando ele perguntar um dia. — Ela sorriu com pesar — Eu só não quero que meu filho sofra. É melhor ele ficar sem saber nada sobre o cretino do pai.

— E você pretende se envolver com alguém de novo? Não quero parecer intrometida mas, você é nova e tão bonita que seria horrível ver que está privando seu coração de se apaixonar outra vez por conta de alguém que não mereceu uma lágrima sua e menos ainda a dádiva de ser pai de um menino como o Agustín. Eu acho que você deve fazer o melhor da sua vida de agora em diante. — Ela aconselhou.

Nina ficou em silêncio, absorvendo as palavras da cunhada. Ela tinha razão, não podia se privar de viver um novo amor só porque Sebastian passou pela sua vida.



Nina andava de um lado para o outro no balcão, preparando os pedidos que o irmão trazia. Ainda era cedo mas, o Jam & Roller já estava movimentado e só tinha os dois para dar conta, já que Simón estava atrasado e Nico faltaria porque estava passando mal. Nina ainda não tinha conhecido nenhum dos amigos do irmão mas, sabia que os dois que trabalhavam no Roller eram essenciais para que Pedro não ficasse louco correndo para atender as mesas.

Naquele dia ela tinha acordado cedo para arrumar Agustín para o primeiro dia na escolinha e antes de ir para o Roller com o irmão eles foram levar o garoto. O menino estava animado e pouco ligou quando a mãe e o tio se despediram dele, talvez fosse uma das crianças mais fáceis de lidar que Nina conhecia.

Quando tudo ficou um pouco mais calmo, Nina se apoiou no balcão para observar o movimento enquanto Pedro estava na cozinha. Ela sorriu ao ver um grupo de garotas entrar no Roller e uma garotinha pequena no colo de uma delas. A mesa que escolheram era perto do balcão e Nina podia ouvir a conversa mesmo que não fosse essa sua intenção.

— Acho que está na hora de colocar a Caro na escolinha. — A loira suspirou enquanto olhava a filha sentada no colo da madrinha — Estou exausta e precisando de mais tempo para terminar os trabalhos da faculdade.

— Tão bonequinha. — A garota que segurava a menina sorriu para a pequena que estava entretida com os cordões coloridos que ela usava.

— Mas eu tenho medo, acho ela tão pequena ainda para ficar longe de mim. — A loira choramingou.

— Ámbar, um dia ela vai ter que ir para o colégio, vai crescer e viver. Seria bom você colocar agora, assim ela vai se acostumando ao ambiente e a ausência dos pais. — A garota ruiva sentada ao lado dela comentou.

— Desculpem me intrometer mas, acho que ela tem razão. — Nina sorriu amigável — Eu também não queria colocar meu filho na escolinha agora mas, provavelmente é o melhor que eu posso ter feito. Hoje foi o primeiro dia dele e tenho certeza de que sua filha vai se adaptar fácil.

— Você é funcionária nova? Nunca te vimos aqui antes. Eu sou a Luna, muito prazer. — A garota segurando a menina sorriu para Nina.

— Eu sou a Jim, ela a Ámbar. — A garota ruiva disse.

— Hoje é meu primeiro dia Luna, por isso nunca me viram aqui. — Ela riu — Eu sou a Nina, muito prazer.

— Nina? A irmã do Pedro? — Jim perguntou e ela assentiu — Nossa, a Yam e o Ramiro falam tanto de você e de como seu filho é um príncipe.

— Delfi também fala muito sobre vocês. — Ámbar comentou — O que faz aqui em Buenos Aires? Pensei que você morasse na Colômbia ainda.

— Cheguei aqui ontem. — Ela deu de ombros.

— Seja bem vinda então. Pedro comentou uma vez que você patina melhor que todos nós juntos. — Luna disse com animação.

— Exagero dele, meu irmão as vezes passa dos limites. — Nina revirou os olhos.

— Pode me passar os dados dessa escolinha do seu filho? — Ámbar pediu — Acho que vou lá hoje mesmo matricular a Carolina.

— Sem problemas. — Nina pegou o celular e uma folha de papel e rabiscou algo, entregando para ela em seguida.

— Então Nina... sem querer ser indiscreta mas, é verdade que você engravidou aos dezessete? — Luna perguntou curiosa e Jim lhe deu um tapa no braço — Aí, eu só perguntei! Além do mais foi o que o Pedro comentou com a gente.

— Tudo bem garotas. — Ela sorriu fraco — É verdade sim mas, não me arrependo de ter dado à luz ao meu mini gênio. As coisas acontecem quando tem que acontecer e não há nada que possa mudar esse fato. Isso se chama destino. Eu já passei por muita coisa desde que engravidei só que isso nunca mudou o meu amor pelo meu filho mesmo antes dele vir ao mundo.

— Sei como é, eu morava com a minha madrinha e quando ela soube que eu ia ser mãe me expulsou de casa. — Ámbar disse com amargura — Ao menos ainda tinha as pessoas que me amavam.

— E aposto que o sentimento de ser mãe que nasceu em você fez tudo de ruim se tornar apenas meros detalhes. — Nina sorriu antes de se afastar e ir atender na outra ponta do balcão.




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