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História Modo Turbo - Capítulo 1



Notas do Autor


disse davi, o chopuchai: e aí tropinha 😎🤝🏻
segue os pai lá nas notas finais depois

disse daniel, o imtheleader: viad eu tô gritando ainda, meu pai amado. depois de 4 ANOS DE AMIZADE, finalmente veio aí!!! espero que gostem tanto quanto nós dois, e lembrem, história de daniel e davi tem coisa 🙈

Capítulo 1 - Capítulo Único: Se der bom, vai dar ruim


Jungkook acelerou seu carro pelas ruas de Miami, ultrapassando o sinal vermelho com toda sua ousadia, gargalhando alto enquanto colocava o som no último volume. Chase Atlantic explodia dentro do local, tendo a voz melodiosa do Jeon acompanhando a música.

Virou a rua a toda velocidade, assistindo já de longe o local cheio de carros estacionados e fervendo de pessoas juntas. Conforme ia se aproximando, os corpos iam se afastando da pista e lhe dando passagem, em forma de respeito e medo.

Entrou pelo grande portão e estacionou ao lado de outro carro, abrindo a porta e saindo lentamente de seu automóvel. Era a porra de uma máquina quase voadora, brilhava nas pistas e deixava todos cantando fumaça. Já era de lei: viu JK? Sai da frente, irmão, vai engolir fumaça.

— JK! Qual foi, parceiro, tudo na boa? — Hoseok, o custeador do evento, lhe recebeu com um abraço de lado; apertando sua mão.

— Tudo tranquilo, como sempre. Quanto tá valendo o racha de hoje? — perguntou, vendo várias pessoas acenando para si, todas animadas em lhe ver ali. Era admirado por vários idiotas que sentiam prazer em ver dois carros em alta velocidade.

— Para o ganhador, dez mil dólares na lata. Você sabe que quando se envolve você, e o seu adversário de hoje, chove grana igual água! — Jungkook sorriu de lado, cruzando os braços. Hoseok era um total mercenário, mas não como ele. Gostava de grana, rápida e prática, de preferência.

— Tô dentro, irmão. — Apertou sua mão mais uma vez, relaxando os músculos e estalando os ossinhos de seus dedos.

Jogador um, Jeon Jungkook, um gostoso mercenário que fazia uns rachas com sua máquina. Arranjava um dinheiro fácil e mulheres também, todos eram loucos por si, mas alguém já havia fisgado seu coração de malandro, seu namorado; Park Jimin.

Quando se tratava de dinheiro e inteligência, Jungkook não brincava. De um advogado sucedido, passou para malandro investigado pela polícia por fazer rachas ilegais nas ruas de Miami. Era foda, como costumava dizer.

— E quem é meu adversário hoje? — Jungkook questionou, dando uma olhada rápida em seu celular.

— San. Conhece? — Hoseok o contou, e ele conhecia, mas decidiu ser um pouco irônico.

— Nunca ouvi falar. É bom? — Sorriu de lado, debochado. JK era o cão, em algumas palavras.

— Nunca ouviu falar sobre mim? Fico muito triste, JK! — Ouviu aquela voz dizer, olhando para o lado e encontrando San, sorrindo também irônico.

O jogador dois, Choi San, um “estudante” de jornalismo estrangeiro que era ótimo em jogos de tiro e um nerd pegador de Marias Gasolina, garotas que amam estar em cima do vermelho carmesim com linhas brancas envolta do pneu. Ganhava a vida em jogos de azar, onde quase nunca ganhava e com a mesada do pai quase rico governador de um dos estados da Coreia do Sul. 

— Dez mil não pagam nem o meu step. 

San já viu Jungkook algumas vezes em vozes de apostadores, mas como era sua primeira vez em Miami, estava surpreso, na primeira corrida já o conheceu de perto. Ele correspondia a algumas expectativas, quanto as outras, isso seria repensado em breve.

— Dez mil é o valor do vinho que eu tomo. Uma corrida por uma garrafa, tá tranquilo, irmão. — Jungkook estendeu a mão para San, sentindo-o apertar. — E lembre, o que acontece no racha, fica no racha.

— Não se apaixone, JK! — San ironizou com a voz um pouco mais meiga, vendo-o revirar os olhos.

— É só um lance, novinho, não se apega.

Óbvio que estavam brincando. Jungkook namorava o garoto mais lindo, em sua concepção, portanto tudo ali não passava de uma simples brincadeira. Adversários de racha costumavam ser completamente debochados, irônicos e faziam piadinhas sem sal. Não Jungkook, óbvio, ninguém ao menos chegava em seus pés.

Bateu devagar nas costas de Hoseok, o qual lhe avisou que o racha já estava para começar. Entrou em seu carro, sua máquina era potente e veloz, sentia-se o rei de Miami. Acelerou sem sair do lugar, arrancando alguns gritos eufóricos das pessoas que torciam ao redor.

Tinha que ganhar aquela corrida, era sua reputação em jogo. Era JK, porra! O Rei de Miami.

San também acelerou sem sair, sorrindo abertamente e fixando seus óculos no belo rosto. Olhou pela janela, vendo diversas pessoas pelo local. O jovem garoto era promissor demais, piloto de primeira linha, aquela sim seria uma corrida de puro prazer.

— Sejam bem-vindos ao nosso racha, pessoal! — O microfone soou a voz de Hoseok, causando ainda mais gritos intensos. — Hoje temos ninguém mais, ninguém menos, do que o rei de Miami JK! E contra o novinho que já chegou prometendo, San!

Gritos e mais gritos eram ouvidos. Ambos, Jungkook e San sorriram, sentindo-se dois reis. Podiam não ser em suas vidas normais, mas ali, dentro daquela pista; eles quem comandavam. Eram os supremos, os donos da pista que liderava a noite de Miami, e ai de quem ousasse ficar em suas frentes.

— O ganhador da noite leva dez mil tinindo no bolso para casa, e que vença o melhor! — Hoseok deu sinal, fazendo-os ficarem preparados para correr. — No três, acelerem.

E foi um coro de vozes gritando o tempo, junto ao dono do evento.

Um…

Dois…

Três…

— Acelera!

Os dois carros saíram voados, cantando pneu e emoções. De início, San tirou vantagem e ficou mais à frente do carro de JK, e como o Jeon era competitivo, não aceitou menos do que ultrapassar o carro alheio.

San, vendo que seu rival havia lhe ultrapassado, acelerou mais ainda e o ultrapassou novamente. E ficaram nesse joguinho, um ultrapassando o outro a todo custo. Era difícil ver quem estava na frente, pois revezavam o local em questão de segundos.

— Se fode, otário! — JK apertou o botão especial que liberava um turbo, alavancando seu carro em quilômetros a mais para a frente.

— Babaca, toma essa! — San, vendo aquilo, também apertou o seu; quase voando com sua máquina potente.

Ficaram novamente lado a lado, ambos gritando em raiva. Foi quando os dois apertaram quase juntos, no mesmo instante, novamente o botão do modo turbo. Só conseguiram sentir algo de extrema força os puxar e uma luz intensamente forte lhes invadir as orbes.

Ficaram desesperados, sem saber o que exatamente estava acontecendo. Um impacto extremamente forte se deu contra o carro, fazendo-os se moverem um pouco pela movimentação.

— Porra… — Jungkook resmungou, abrindo a porta de seu carro e observando a fumaça saindo. Conseguiu ver pela fumaça apenas seu carro e o de San batidos, assistindo o outro sair de seu próprio veículo, também assustado.

— O que merda aconteceu…? — San questionou, olhando em volta. — Mas que porra…

Jungkook apenas o viu encarar atrás, completamente em choque, quando se virou, também não pôde acreditar no que estava vendo diante de seus olhos. Estavam em outro planeta.

O céu estava completamente estrelado e mais visível, à noite, pelo visto. O chão era uma espécie de rocha meio roseada, com alguns detalhes em verde. Era completamente lindo, não conseguia acreditar no que estava vendo.

— Estamos sonhando, por acaso? — San riu, balançando seus ombros.

— Ou você fumou uma das boas e deixou nós dois “doidão”. — Jungkook negou, rindo incrédulo. Onde caralhos estavam?

— Sejam bem-vindos ao nosso planeta! — Escutaram uma voz grave ecoar, fazendo com que San pulasse um pouco em medo e ficasse mais perto de Jungkook.

Era a porra de um alienígena na frente deles. Não podia ser, estavam sonhando, por Deus.

— Quem é você? — Jungkook quem perguntou, vendo o “alien” sorrir a sua frente.

— Sou uma espécie muito melhor e mais evoluída da sua raça, e não estou aberto a diálogos sobre isso. — Jungkook gargalhou, enquanto San o olhava com os olhos arregalados.

— Tá ok… É, espécie melhor e evoluída, pode me falar onde estamos e como diabos chegamos aqui? — O “alien” a sua frente sorriu, concordando.

— Está no nosso planeta! Planet Her, sejam bem-vindos! — Ele os chamou, sendo agora acompanhado pelos dois garotos. — Aqui, acreditamos que o amor é a única fonte para todas as coisas, sendo assim vivemos numa única união e corpo.

— E por que viemos para cá? Pertencemos à terra, somos humanos… — San o encarou, vendo o “alien” sorrir.

— Acontece que simplesmente adoramos nos divertir enquanto assistimos às imbecilidades dos humanos! E ver dois marmanjos velhos disputando uma corrida de carro por dinheiro é a melhor de todas. — Ele riu, pensando. — Não, mentira… A melhor é ver o presidente de um certo país por aí, acho que é um tal de Brasil, sabe? Nossa, ele nos diverte muito com tamanha burrice!

— O que quer de nós, pode ser claro? Queremos voltar à nossa terra! — Jungkook teimou, desviando do assunto no qual o “alien” entrava.

— Queremos uma corrida particular, oras! Quem ganhar, poderá voltar para a terra. Quem perder, ficará aqui. — Os dois arregalaram os olhos, totalmente chocados.

— E como faremos essa corrida?! — Jungkook questionou com raiva, segurando-se para não pular em cima daquele alien e lhe encher de socos. Vai saber, ele visivelmente era mais forte que si.

— No nosso estádio especial, estão todos nos esperando, vamos? — Os dois humanos ficaram um pouco receosos, porém decidiram seguir o alien.

A cada minuto que passavam ali, surpreendiam-se com algo novo, sinceramente, nunca imaginaram passar por aquela situação. O planeta era completamente lindo, isso não podiam negar, entretanto era estranho e incomum. Queriam voltar à terra, não queriam estar ali.

Entrando no tal estádio em que o alien mencionou, não puderam conter a surpresa. Havia milhares e milhares de outros aliens, assim como ele, mas um pouco diferente. Todos eles preenchiam as arquibancadas, gritavam feito loucos ao verem as carnes fresquinhas dos humanos ali. 

Loucos, só pode.

— Seus carros foram postos ali, podem entrar e começar a corrida, e lembrem: o melhor vence a passagem de volta! — O alien lhes disse, fazendo os dois garotos andarem rapidamente até seus respectivos carros.

— Segura a emoção aí, pivete. Cheguei antes — disse San, fechando a porta do carro atrás do que seria uma linha de chegada, ou o que parecia. 

— Nos seus sonhos, só se for. Estamos na mesma merda, bonitinho — respondeu Jungkook, também entrando no seu.

De repente um barulho alto veio da frente, e quando se deram conta estavam em um lugar diferente da linha de chegada. A sensação era quente, havia areia nos pés do Jeon. Estava quente, muito quente. Haviam montanhas e o cenário era todo talhado num marrom deserto, com alguns galhos secos de árvores em formatos distorcidos e pedras esculpidas por alguns relâmpagos que faziam o céu escuro brilhar.

A linha de chegada que o carro do Choi estava em cima era o tentáculo de algum ser que não sabiam o que era. Sua feição monstruosa com vários tentáculos e os olhos gigantes saindo da terra como um jacaré. 

— Ô, mano, é um crocodilio do deserto isso aí, corre!

— O que seria um crocodilio¹ do deserto? Não estamos nesse planeta?!

A criatura ergueu o carro do Choi pelo céu. O rosto de San expressava confusão. Seu carro rodava em câmera lenta pelo céu. 

— Não, porra, porra! — gritou tão alto que sua as marcas de veias no seu pescoço e a falta de ar deixava seu rosto roxo. 

Jungkook, que já estava se preparando para dirigir para fora dali, viu o que aconteceu e o estrondo da Ferrari vermelha caindo no chão. Um carro daquele caindo e se quebrando num chão daqueles. Era triste. 

— Entra aí! 

O drift que levou o outro homem para dentro do carro e fechou a porta foi no momento certo. Talvez, mas só talvez, a porta bateu no braço de Choi San. 

— Irmão, vai ficar tudo bem, já a gente volta com ajuda e pega seu possante… — Tocou o braço do ao lado de si. 

Jungkook era um competidor-nato, mas nada se comparava a perder um carro para um monstro desconhecido. Entendia a dor daquele pobre homem. 

— Precisamos achar uma saída fora daqui, pivete, isso sim! Estamos presos nessa porra de planeta, inferno! — San gritou em pura angústia e raiva, Jungkook concordou. Precisavam sair.

[...]

— Esse deserto não acaba nunca — murmurou San, ainda pra baixo depois de ver o carro sendo destruído. 

O assento do carro era um pouco duro, nada comparado ao seu. O vidro escuro cobria metade da luz solar e ainda bem, ali tudo parecia mais claro do que o comum. Jungkook dirigia realmente bem, embora o Choi ainda estivesse triste, tentava ajudar da forma que podia. De qualquer jeito, eles precisavam um do outro. 

— Meu celular tá sem torre. Acho que sem torre o GPS não presta. Que merda! 

Jogou o celular no outro banco. 

— Calma, irmão, tem luz ali. — Jungkook apontou, avistando o que parecia uma cidade. 

Não havia rua, apenas algumas figuras encapuzadas num portão enorme. 

— Cara, olha eles, será que aqui não é nenhum cartel de tráfico? 

— O carro é blindado — vangloriou o Jeon, sorrindo para o outro homem, ajeitando-se para visualizar a figura que estava do lado de fora. 

Antes de abrir o vidro, sentiu seu braço ser tocado. 

— Ô, mano, cê acha uma boa? — perguntou San. 

— Confia. 

— Certeza, mano? 

— Confia. 

— Ô, mano… 

— Calma!

Jeon abaixou o vidro do carro, chamando a atenção dos dois encapuzados que estavam de vigia no portão. Os aliens ficaram em posição de ataque, porém Jungkook foi mais rápido:

— Ei, pessoal, calma! Procuramos paz! — Saiu do carro às pressas, levantando as mãos. — Meu nome é Jungkook, este é San — apontou o outro que saiu do carro —, nós estamos aqui para pedir ajuda!

— E como saberemos se podemos confiar em vocês ou não? São estranhos aqui, é melhor caírem fora — um deles falou.

— Olha, viemos da terra, e precisamos urgentemente voltar! Um alien gigante queria nos fazer correr um contra um outro num estádio, mas era mentira, ele iria nos comer! — San quem disse, atropelando a todos.

— Espera! Um alien bem grande na cidade?! — Ambos, Jungkook e San, concordaram. — Entrem! Nosso chefe vai adorar conversar com vocês. Venham, não tenham medo.

San olhou para Jungkook com um ponto de interrogação na testa, e o outro deu de ombros, não ligava. Se já estavam na merda, não custava nada conversar com ele.

Aqueles dois abriram o grande portão, dando-lhes passagem. Entraram juntos e os dois pilotos ficaram chocados com a quantidade de aliens que tinha ali dentro. Era praticamente uma cidade nova, mais pequena do que a que estavam antes, óbvio, porém cheia de aliens mais… “soltos”, não sabiam dizer. Não tinham aparências monstruosas, nem tentáculos e essas coisas.

— Que porra maluca… — San comentou, olhando tudo a sua volta.

— Nem me diga… — Jungkook riu incrédulo, avistando um alien um pouco mais alto que os demais ali, jogando sinuca com alguns outros.

— Senhor, temos visitantes humanos! Eles afirmam terem sido postos pelo Alien Z para fazerem uma corrida valendo a volta para a terra, porém ele iria os matar, então fugiram e chegaram até aqui. — O tal lhes encarou surpreso, deixando a mesa de sinuca de lado e chegando mais perto dos dois.

— Oras, se odeiam o Alien Z, são bem-vindos aqui! — O tal abriu os braços, recebendo os dois juntos num abraço rápido e curto. — Me chamo AJ, seria Alien J, porém encurtei. Alien Z do qual fugiram é meu irmão, todavia não nos damos nada bem, desde sempre.

— Por que não se dão bem? — Jungkook perguntou, vendo San engolir em seco.

— Bem… Nossos propósitos neste planeta sempre foi o amor, e apenas isso. Porém quando nossos pais morreram e ele tomou o controle da cidade, enlouqueceu com o poder que lhe foi dado. — AJ começou, sorrindo para os dois jovens. — Começou a matar pessoas inocentes, sem motivo algum, tudo era motivo para morte, morte e morte… Então acabamos tendo uma briga séria, sai de lá e montei minha própria cidade, meu próprio grupo; nós aqui somos os Vindices²!

— Gostei mais daqui, do que aquela cidade, para ser bem sincero. Eles ainda quebraram meu carro, cara, meu carro caro! — San acrescentou com uma voz dramática, ameaçando até a chorar.

— Essa cena foi bem triste, um carrão daquele, nossa… — O amante de carros dentro de Jungkook chorou vendo aquilo, por Deus.

— Ele é um monstro, rapazes, e sinto muito pelo seu carro. Infelizmente não há como recuperar, mas digam, o que querem comigo? — questionou AJ, encarando-os.

— Queremos ajuda, é claro! Precisamos voltar para a terra, o quão antes possível. — Jungkook anunciou seu pedido, vendo o outro pensar um pouco.

— Bem, posso ajudar os dois, porém teriam que fazer algo por mim…

— Diz, diz, nós fazemos! — San disse a frente, totalmente feliz. 

Iriam receber ajuda!

— Preciso que tragam ele até aqui, no meio do deserto, para que possamos o prender e acabar com todo esse mal que ele causa. — Automaticamente os dois garotos mucharam, porra, tinha que ter alguma coisa. — Esse é o único jeito, rapazes, não há como atacar ele na cidade pois há muitos guardiões e bastante segurança, mas ele aqui sozinho no deserto seria outra história. Podem fazer isso? Em troca lhes darei a volta para a terra.

— Nós… — Jungkook encarou San, pensativo, e o outro deu de ombros, mandando-o aceitar. — Nós aceitamos. Quando podemos trazer ele?

— Agora, se desejarem! — Os meninos concordaram, totalmente nervosos. — Antes, podem beber água e comer alguma coisa, temos de sobra aqui.

[...]

— E se der errado? Eu marquei com uma gostosa amanhã, ela ia dar uma volta no meu carro e eu uma nela… 

— Cara? — Jeon preferiu não responder. — Confia. 

O carro balançava cada vez mais, JK sentiu o calor novamente, estavam no mesmo caminho que tinham partido mais cedo. A nem tão pequena criatura ocupava grande parte do estádio em que foram colocados. Era gigante.

— Caralho, ele é mesmo um crocodilio do deserto com tentáculos? 

— Velho, o que é um crocodilio do deserto? — Jungkook perguntou curioso, mais uma vez, correndo com o mustang tunado preto pelo chão. 

Provavelmente iria ter que levar o carro ao motoqueiro que arrumava as motos de Jimin. 

— Dirige aí, pivete, vou tentar chamar a atenção dele — Choi San disse, abrindo pouco a pouco a janela e sentindo aquele mesmo ar quente no rosto. 

— Cuidado com a poeira, irmão. 

Estavam perto dos muros que separavam o deserto do estádio. Choi San começou a gritar pela janela. Céus, como ele era irritante gritando. Certamente iriam o escutar daquele jeito. 

E realmente escutaram, alguns guardas estavam nos muros já os olhando, dizendo algumas coisas que não entendiam, mas que logo puderam ser sentidas. Alguns objetos desconhecidos começaram a ser lançados contra o carro, com sorte e formação de rua em drifts, Jungkook estava desviando. 

Não acertariam nada em seu carro, JK prezava muito seus automóveis. 

Algumas flechas de luz que brilhavam facilitavam o desvio, graças aos olhos ligeiros do mais velho. JK, então, ia dirigindo o carro, pensou em algo rápido. Enquanto o Choi puxava atenção ele fazia a volta pelos muros até a fonte que queriam: o Alien Z. 

— Se liga só — JK chamou —, eu vou distrair eles e você tenta chamar atenção do grandão lá, pode pah

— Eu vou ter que ir lá e você tá com o carro, como eu vou fugir? 

— Confia, o pai te pega antes dele. 

San ficou envergonhado. Enquanto formulava uma opção de chamar a atenção de um ser que queria o comer, abria o porta-luvas para procurar algo em específico. Só achou camisinhas e mais camisinhas. 

— Ué, cadê? — questionou-se. 

— Cadê o que, maluco? — disse JK. 

— Sua arma. 

— O quê? Por que eu teria uma? — perguntou incrédulo. 

— Qual é? Você é um marginal, participa de rachas e anda igual um ex presidiário do Velozes e Furiosos, vai dizer que não tem uma arma? — San afirmou. 

— Então, cadê sua arma, senhor líder de facção? 

— Eu sou estudante de jornalismo e acabei de fazer 19, por que eu teria uma?

Jungkook riu internamente. 

— Ei, mano, tô confiando — San disse antes de destrancar a porta. 

Jungkook balançou a cabeça, acelerou mais e, antes que os inimigos vissem, diminuiu a velocidade o bastante para que o Choi do nada pulasse como um suicida e corresse até a parede do estádio.

— Cara, eu ia parar o carro pra você descer… — ele disse para si mesmo, sozinho no carro, balançando a cabeça em negativo antes de partir. 

San, como um espião, andava em passos contados com os braços esticados na parede, mãos passando os dedos e sorrateiramente com os olhos quase fechados para enxergar melhor. 

— Minha vez de mostrar que eu posso ser um espião — murmurou para si mesmo. 

Enquanto os guardas estavam ocupados com o piloto, San pode se aproximar. Ao avistar o portão que estava o Alien Z, ele o viu agitado pelos barulhos que os guardas faziam, quando a parede começou a tremer, o fazendo tremer também. 

Ai, parede, ai, parede… — sussurrou baixinho. 

Aventurou os olhos pelo portão novamente, ele juntou coragem e começou a gritar:

— Sua mãe usava você pra limpar meu vaso! — Foi o que disse. 

O alien não escutou muito, ao que parecia, pois os barulhos ainda eram mais altos que sua voz. Então ele usou suas duas mãos e colocou envolta da boca. 

Tcheca com tcheca, balança essa… ³ — gritou o mais alto que pôde, tendo um rugido do Z em troca. 

San, ao ver que não só o líder havia o notado, como também os guardas, começou a se mover, enquanto o Z começou a correr também. 

— Nossa, eu tô tão fodido… 

O estrondo do portão derrubado pelos tentáculos do monstro e alguns estilhaços voando até ele deixaram claro: ele morreu ali. 

Como um fio de esperança e salvação, o som do carro de JK fazendo voltas pela areia árida do chão e fazendo muita poeira até perto do Choi, abrindo a porta com uma grande velocidade e batendo o carro contra ele, o empurrando para dentro bruscamente o salvaram. Talvez com muitos machucados pelos atos brutos, mas salvo. 

— Porra, tem dois killers nesse planeta! — reclamou alto, se ajeitando, recebendo um sorriso do motorista. 

— Se liga no pai aqui! 

Jungkook virou o carro e ligou as luzes no rosto do alien, o irritando mais, e fez sinal piscando elas, em sinal de que o esperava para uma corrida. O alien, por sua vez, moveu os tentáculos e em uma velocidade rápida, começou a perseguir os dois no carro, se distanciando da cidade. 

Os teabags dirigindo de ré, para ter uma melhor visão do Z, e piscando a luz roxa do carro eram dignos e deixariam alguns motoristas profissionais com inveja. 

— Que tesão de corrida — San gritou empolgado, como o entusiasta por corridas que era. — Dale, dale, manita!⁴

Yo quiero mamar tua... Eita! — Jeon gargalhou, sendo acompanhado pelo outro. O carro praticamente voava para trás, e os dois sentiam a pura adrenalina da situação.

O carro voado de ré com um alien enorme correndo atrás deles, isso sim, meus amigos, era pura adrenalina.

— Velho, já estamos perto do local onde marcaram?! — San questionou quase gritando por todo o barulho, olhando pela janela.

— Confia! — Jungkook acelerou mais ainda, olhando pelo retrovisor a distância que ainda faltava até chegar ao local.

— Você disse isso mil vezes hoje, mano… — Choi segurou com força no banco com o impacto que o carro teve com algo atrás deles, provavelmente haviam passado voando por cima de uma grande pedra.

O que acabou causando a perda significativa de um pouco de velocidade do carro, porém Jungkook não era qualquer piloto, ele era O piloto.

— Se segura, caralho! — Jeon gritou, e o outro obedeceu. — Agora o pai vai voar, ô, alien do cu do capeta.

San riu, era involuntário, faziam uma boa dupla, no fim das contas. Jungkook fez um drift, nervoso, virando a direção do carro e agora seguindo de frente.

— Mantenha o foco no alien aí atrás e vai me avisando, se ele chegar muito perto, avise! — Choi concordou, colocando a cabeça pra fora da janela e mantendo o foco no grande monstro.

— Ele tá quase chegando perto, mano, caralho… — San anunciou e Jungkook olhou pelo retrovisor, ainda não era a hora.

— Estamos quase na linha onde os outros estão esperando ele, só mais um pouco…

— Ele tá chegando mais perto, Jeon, porra! Nós vamos morrer, merda! Porra de aliens, porra, porra! — San gritava e não tirava os olhos do grandão, e Jungkook mantinha a mesma tensão. Um passo em falso e morreriam.

— Só mais um pouco, velho… — Jungkook olhou novamente para trás, vendo a distância entre o carro e o alien diminuir gradativamente. — San, entra pra dentro e se segura. Muito forte.

O outro obedeceu, segurando-se muito forte no carro. Jungkook viu o alien quase os alcançando, um tentáculo seu já estava praticamente em cima do carro, foi quando respirou fundo e disse apenas uma única palavra antes de apertar o modo turbo:

— Vai se foder, seu alien de merda! — E o carro alavancou para a frente, tanto como o alien, este o qual deu um grande pulo para a frente, a fim de pegar o carro.

Quando ele quase alcançou, três outros grandes aliens pularam em cima de si, derrubando-o no chão. Eles tinham conseguido, porra, voltariam a terra!

O grande estrondo do corpo grande caindo ao chão tremeu um pouco o chão, e agora o carro de Jungkook já estava parado há uns belos quilômetros dali, onde assistiam tudo, agora, com uma certa distância. Não poderiam arriscar ficar perto de uma briga entre aliens, era algo muito maior.

— Z, Z, Z… — AJ pulou em frente ao Alien Z, o qual corria atrás dos dois. — Infelizmente seu reinado acabou aqui, agora. Foi tolo demais ao perseguir dois seres fisicamente inferiores a você, porém a inteligência, Z, é algo que lhe faz falta…

— Não sabia que aliens eram debochados, velho… — San se encostou no carro, ouvindo tudo de longe. Jungkook riu.

— Além de debochados, são feinhos, puta que pariu. — Os dois gargalharam alto, logo se contendo. Eram duas cobras. — Ah lá, vai rolar a briga agora, presta atenção.

— Você é um idiota, AJ! Acha mesmo que me trazer até o meio do deserto no meio do seu bandinho idiota irá me derrotar?! Fala tanto de inteligência, quando ao menos usa a sua. — AJ sorriu irônico, mandando os três aliens soltarem o corpo grande dele.

— Meu bando não tem nada haver com isso, Z, essa briga é exclusivamente nossa. — Armou-se, mirando a face do monstro com os punhos. — Lute comigo, vamos! Tem medo, irmãozinho? Oh, não posso mais lhe chamar assim, não é?

— Babaca! — Z quase voou em cima de AJ, iria o acertar com tudo, porém um soco num de seus tentáculos lhe fez voltar um pouco, agonizando em dor. Seus tentáculos eram a parte mais frágil e sensível de seu corpo, ironicamente. — Ah… Saquei seu joguinho, AJ.

Antes que AJ pudesse reagir, dois de seus tentáculos envolveram o corpo do alien, tentando o esmagar com força. O que ele não esperava era o outro, ainda assim, morder com toda a força possível em seu corpo um de seus tentáculos.

Z soltou seu corpo com força no chão, agonizando em dor mais uma vez. Gritou alto e estrondoso, correndo atrás de AJ, que deu um mortal para trás e logo pulou alto, desviando de sua investida e pulando em cima de Z.

— Saia! — AJ gargalhou, pegando um canivete e metendo dentro de vários de seus tentáculos, e naquele momento a terra tremeu. Z estava irado e agonizando.

Um grito extremamente forte ecoou por todo o local, causando um forte vento e um tremor absurdo. Até mesmo Jungkook e San, que estavam um pouco distante vendo, precisaram cobrir os ouvidos.

Z agarrou o corpo de AJ com força, jogando-o com força no chão. Uma costela havia quebrado, com certeza. Z envolveu novamente o corpo de AJ com seus tentáculos, o outro agora mais fraco, erguendo seu corpo até a altura de seu rosto.

— Estava com saudades, irmãozinho — debochou, abrindo a boca e vomitando um líquido verde limão no rosto de AJ. O líquido jorrava como água, e AJ afogava-se.

— Solta ele, filho da puta! — Todos os aliados de AJ, que eram milhares, os quais estavam parados até agora por ordem do mesmo; partiram para cima de Z.

Rapidamente ele soltou o corpo de AJ ao ser atacado, os aliens rasgavam seus tentáculos, de diversas maneiras.

— Não! Filhos da puta! — Z gritou, acabando por cair no chão, sem conseguir se mover. AJ se levantou, ficando de frente ao corpo do irmão, completamente encharcado com o líquido.

— Você está preso, Z. Passará o resto de sua eternidade preso no vale das sombras. — AJ fez o sinal com a mão, sinalizando a vitória deles. — Estamos livres!

Um couro de vozes gritando era completamente audível. Jungkook e San observavam tudo, chocados e amedrontados, claro. Os aliens levaram o corpo de Z, agora preso em correntes, para onde seria a prisão, ou sei lá o que. Não sabiam.

— Eles venceram, velho. Isso significa que vamos embora! — San comemorou, porém Jungkook ficou quieto, apenas observando. — O que foi?

— E se for mentira, velho? — San negou, rindo. — Ô, velho… Eu quero meu namorado.

— Calma, fica aí pensando no ruim com esse olho cansado, nós vamos embora! — Jungkook acertou um soco no ombro do outro, revirando os olhos.

Quando perceberam, Z estava em frente aos dois, ainda sujo com o líquido. Porra, fedia pra caralho.

— Jovens, primeiramente, muito obrigado, sem vocês isso seria impossível! — Curvou-se diante dos garotos, e eles ficaram totalmente envergonhados. 

Deveriam fazer o mesmo?

— Nós quem agradecemos por nos levar de volta.

— Falando nisso, estão prontos para ir? — Os dois concordaram. Estavam mais do que prontos, estavam desesperados. — Entrem no carro, farei vocês irem. Nosso planeta agradece sua ajuda!

— Valeu ai, AJ, e força aí com esse mau cheiro… — Jungkook deixou escapar, recebendo um tapa de San. — Quer dizer, é… Você entendeu!

— Entendi. — AJ riu, vendo-os entrar no carro.

— Mau cheiro, Jungkook, quer fazer a gente morrer, porra?! — Jeon negou, rindo.

— Cala boca. — Riu.

— Adeus, meninos! — Escutaram AJ e se prepararam.

— San, aperta o cinto; modo turbo — Jungkook cantou uma música que não lembrava agora, rindo.

Quando notaram, uma luz muito forte lhes tomou conta, como da primeira vez. Fecharam os olhos por conta do grande clarão e quando puderam abrir novamente, continuavam dentro do carro; porém agora parados dentro de um beco escuro.

— Porra, nem acredito… — Jungkook quis chorar de mentira, escorregando no banco do carro.

— Nem me fale, puta merda… Saudades de sentir esse fresquinho de ar poluído da terra, porra… — San abriu a porta.

— Estava com calor, por acaso? — Jungkook se preparou para descer do carro. 

— Você só não sentiu calor porque… tava sem camisa o tempo todo! — San disse, impressionado com a descoberta. 

— Eu tava assim o tempo todo… — Jungkook respondeu, vendo que o Choi poderia ter 100% da cabeça em carros, corridas e mulheres, mas só se resumia a isso mesmo. — E esse sobretudo aí? Difícil, hein. 

— Gato? Tudo em mim foi caro! — San ergueu o peito para falar.

— Pena que foi caro, né, porque, imagine pagar caro pra ficar assim. Suicídio, meu velho. — Jungkook gargalhou alto, batendo a porta do carro e vendo San lhe encarar com ódio, falso, é claro.

— Tá falando de que, boca de peixe? — Foi a vez de San rir alto, e Jungkook revirar os olhos, rindo também.

— Aliás, fica tranquilo, vou fazer umas corridas por aí até cobrir o valor do seu carro. — San o encarou, sorrindo.

— Pô, valeu aí mesmo, mano… Foi triste ver meu camarada se desfazendo inteiro, na moral… — Choi fingiu chorar, e Jungkook lhe abraçou pelo pescoço; dando-lhe um cascudo.

— Por nada, mano, amizade é pra isso mesmo. Podemos nos considerar amigos depois de tudo isso, né?

— Claro, mano! — Os dois bateram os cotovelos, rindo.

— Sabe de uma coisa engraçada que lembrei? — Jungkook quem disse, rindo.

— O quê? — perguntou San.

— Me chamavam de ET quando eu tava no colégio.


Notas Finais


crocodilio¹: piada interna entre os dois autores.
vindices²: vem de “campeões, vencedores” do latim.
tcheca com tcheca, balança essa...³: música da cantora danny bond, recomendamos.

citou davi, chopuchai: antes de tudo, boa pra nós essa capa de milhões da @shyerim nossa rainha td pra nós
e obrigado a quem leu #ChoiSantinho nos coments
fortalece depois dessa collab em pelo menos umas estrelas a gente merece ne

citou daniel, imtheleader: vei, eu tô tão tão tão tão tão feliz, de verdade. primeiro essa capa da marrrjjj @shyerim, tipo ???? uaaarrrrr eu fiquei muito maluco quando eu vi isso, por deus, perfeita demais vei. quero agradecer também ao davi por ter aceito participar da minha idéia meio doida, e juntos termos construído essa história linda, cheirosa, doida e cheia de referências. te amo muito minha velha, ainda vou te dar muito orgulho 😿😽
E OBRIGADO A QUEM LEU!!!!! usem #ChoiSantinho e #ETdoColegio pfvvvv 😽🤟🏻

é isso aí tropinha, nos vemos na próxima 😼


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