História Moeda de Óbolo - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Mitologia Grega
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Hades, Inferno, Jeongguk!top, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!uke, Jungkook!hades, Jungkook!seme, Jungkook!top, Kookmin, Lemon, Mitologia Grega, Pwp, Yaoi
Visualizações 711
Palavras 2.045
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Lírica, Misticismo, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único: O homem que trocou sua alma por uma moeda.


Fanfic / Fanfiction Moeda de Óbolo - Capítulo 1 - Capítulo Único: O homem que trocou sua alma por uma moeda.

O cheiro de enxofre se fundia de forma harmônica com o de suor, como se tal combinação fosse feita para andarem acompanhadas desde os primórdios, tão bem como seus dedos pareciam terem sido criados para o encaixe perfeito da curva de minha cintura, e ali ele depositou a força de um búfalo contra a minha pele. Eu sentia entre suas vestes negras, o volume entre suas pernas, e o tal roçava contra minhas nádegas, que já tinha a entrada latejante em desejo; o homem de cabelos cor de ébano tinha seus fios umidificados pelo suor exalado de seus poros eriçados, seus olhos tinham o estranho brilho avermelhado, o que trazia sua real natureza.

Diante de uma respiração ofegante vinda de meus pulmões, existia um apertar de seus dedos largos em meus ossos do quadril. E no início eu já havia cogitado a ideia de ficar ali pelo submundo, arrastando as correntes da minha penitência. Afinal, ter que conviver com a imagem do Senhor das Almas tomando seu corpo, era pior que qualquer castigo eterno — bem era o que eu imaginava quando este me propôs trocar a morte com um pacto de almas, e assim eu receberia uma Moeda de Óbolo. Aquele pedaço de prata seria o meu pagamento para voltar com o barqueiro pelos rios de Aquaronte, tomar novamente meu corpo que estaria abaixo de algumas pedras e já começava a ser comido pelos insetos. Porém, naquele segundo em que eu sentia a respiração suave arrastando em minha pele do pescoço, me fez ter os pensamentos transformados em poucos segundos.

Todo o calor que emanava de seu corpo e que aquecia o meu, era de um prazer indescritível. Nada em solo dos vivos poderia pôr em palavras o fenômeno que era ter seu corpo em posse daquele imortal; que ao inverso de qualquer escrito antigo, possuía a aparência juvenil, com os olhos desafiadores, que pareciam comer sua alma, e os cabelos finos e sedosos em um tom tão escuro quanto às vestes empoeiradas que usava. Apesar dos olhos famintos, possuía uma expressão de calma e com a resolução peculiar aos homens acostumados a enfrentar o perigo desde sua criação, visto que havia enfrentado seu pai, Cronos, antes mesmo da criação das estrelas.

Minhas unhas afundavam na ferrugem da enorme cadeira — a que ele se encontrava sentado quando cheguei sem avisos ao seu território de domínio. Meus dentes trincavam para que não saísse mais um único ruído, e assim pudesse deter qualquer transparecer de prazer que eu sentia por conta de seus toques acalorados. Contudo, seus quadris bateram com violência em minha traseira, me fazendo vacilar no controle das pernas, tendo meus joelhos batendo de forma oca na cadeira de metal enferrujada; com uma posição mais privilegiada para suas mãos vagarem em meu corpo, ele deslizou seus dedos entre minhas roupas, tocando, com a ardência de sua pele, a minha que era tão morna; e este toque me fez rosnar em protesto, o contato queimava a epiderme, fazendo a dor ser tão deleitosa que eu já podia sentir meus olhos revirando em um prazer eminente.

— Sabes que quanto mais resistes a mim, será de maior sacrifício — ele disse provocante com sua voz ao pé da minha orelha. Em luta a elas, fechei os olhos com força, deixando que elas se dissipassem em minha mente. Seus dedos deslizavam por minha nuca, arrastando a ardência deles por ali, o que me fez gemer baixo entre  dentes, logo fazendo com que o Deus do Inferno risse da minha petulância em resistir aos seus estímulos. — Acredito que gostas da dor, afinal, resiste com aferro.

Suas palavras foram de observação, e eu tinha a estranha ideia de que ele realmente tinha razão em seus ditos. Com meu silêncio ele interpretou o óbvio, assim fez questão de perambular com seus dedos por minhas costas, tocando cada polegada de pele, queimando cada parte ali tocada, para que por fim me fizesse ficar livre dos tecidos que me vestiam; com minhas costas nuas e expostas a sua visão, o Deus do Inferno tocou com seus lábios, finos e secos, a minha pele, e o barulho de que algo estava queimando logo foi percebido por mim — era minha pele rejeitando seus toques intensos e cheios de luxúria. Minhas unhas raspavam pela ferrugem da cadeira, lutei contra a dor da queimadura, porém seus lábios ainda se esgueiravam por ali, sem que ele se afastasse uma única vez do meu corpo; o desconforto maior me arrancou um gemido áspero da minha garganta, tão bem como um espasmo mais forte do meu corpo contra o dele, dando exatamente o encaixe que faltava para que minhas nádegas fossem de encontro ao seu membro, que latejava necessitado.

E todos os seus toques que queimavam meu corpo, me proporcionavam novos espasmos; apesar de meu consciente estar ficando louco, e permitindo que eu roçasse minhas bandas na pélvis do imortal de cabelos negros. Possuir o incômodo entre suas pernas por conta de provocações, que você luta para resistir, era de tamanha vergonha. Mas eu apenas imaginava novamente em como aproveitar mais alguns anos da minha vida na terra dos humanos, realizando minhas vontades supérfluas demais para me incomodar com qualquer outra coisa — e em lembrar que naquela manhã eu estava lutando contra um centauro por um punhado de ouro.

Ousei olhar entre meus ombros na tentativa de buscar os olhos avermelhados do Deus, e quando encontrei as curvas de seu rosto, pude observar um sorriso ladino que era capaz de estilhaçar a pele fina de seus lábios. Pelos céus, como um ser cruel desses pode ser tão belo?

Ter mais um tremor em meu corpo havia se tornado uma pequena praxe contra os toques do Deus, porém, desta vez ele tomou uma provocação diferente. Senti um estranho ar quente próximo as minhas nádegas, meus olhos se abriram em reflexo ao que logo compreendi do que se tratava: o rosto dele está perto demais de um ponto nunca explorado antes. Hesitar foi a última coisa que o imortal fez, sua língua encontrou minha entrada que dilatou pelo seu toque único, mas que logo se tornou contínuo e extremamente excitante. Meu membro implorava por um pouco de atenção — e que antes fosse uma atenção dada por mim; e lá estavam meus dedos tocando cada parte da extensão do meu membro, o sentia vibrar entre as articulações da minha mão. As leves estocadas que seu músculo molhado dava em minha entrada, me proporcionava maior anseio dos meus movimentos da mão. Tocava desde a glande que estava úmida pelo pré-gozo, até o fim onde minha mão espalmava no movimento rápido e bruto, tais movimentos traziam minha voz chorosa até o topo da garganta, liberando um gemido ofegante e sôfrego, que por muito foi notado por ele, pois a cada um desses gemidos ele aumentava os movimentos de sua língua, simulando uma leve estocada em meu interior que pinicava em ardência.

Ao que não bastasse para satisfazê-lo em me ver cedendo aos poucos, o imortal deixou minha entrada distante de sua língua, para que pudesse então introduzir um de seus dedos no mesmo local; minha respiração que antes era ofegante se transformou em breves grunhidos por conta do incômodo inicial, e ele não deixava de movimentar seu indicador em cada canto das paredes do meu interior que se esforçavam em repelir a invasão, mas que ansiavam para um chegar mais fundo. E aconteceu. Quando ele introduziu mais um de seus dedos secos em minha cavidade levemente úmida, pude sentir o tatear de seus dedos num ponto que eu jamais poderia imaginar; veio-me uma estranha onda de definhamento das pernas, e uma onda intensa prestes a explodir dentro de mim. O Deus tocava com tamanha precisão no ponto, que nem ao menos eu notei quando ele já estava novamente de pé, tocando com seus lábios o nódulo da minha orelha direita, depositando uma respiração trêmula e extasiada. Com sua mão solta, seus dedos seguraram meu maxilar com firmeza, tentava me trazer para perto de seu rosto, e em luta puxei minha face de seu domínio, arrancando dele uma risada anasalada; seus dedos tocavam uma única vez no ponto já estimulado, dando outro espasmo ao meu corpo. Pude surpreender o imortal, deixando uma de suas sobrancelhas levantadas em resposta ao movimento lento que fiz com o quadril, agitando os dedos em meu interior.

Foi quando eu finalmente entendi o jogo dele. O jogo do Deus que não pronunciamos o nome. O Deus que todos temem por ser cruel, arrogante e insensível. O Deus que adora jogos psicológicos com as almas perdidas que chegam ao submundo.

Eu finalmente havia entendido o jogo de Hades.

Sem que o de cabelos escuros pudesse entender, o joguei contra sua cadeira enferrujada, deixando a fina camada de poeira subir entre nossas visões, que eram de dois caçadores habilidosos em um jogo de poder. A coragem tomou conta de mim, me permitindo finalmente fazer o corpo do imortal ficar nu para mim; e foi de enorme aprazimento para meus olhos quando o corpo cheio de definições, poeira e avidez se configurou em minhas retinas. O imortal levou suas mãos até minha cintura, apertando ali a curva da mesma, permitindo mais uma marca arroxeada de seus dedos largos e firmes em minha epiderme. Tentava me puxar para junto dele, mas foi impedido por mim, que ao travar meu corpo permiti o deleite de seus olhos à rebeldia de quem aprendeu as regras do seu jogo de fraquezas e psicológico frágil; ele mantinha um sorriso intenso demais para qualquer fraco, o tipo de sorriso que fazia sua língua tocar a ponta de seus lábios e deixar apenas uma brecha para seus dentes aparecerem, o típico sorriso de quem gostava de dominar, porém, desta vez iria deixar ser dominado em seu próprio jogo sujo.

Meus joelhos se apoiaram entre suas pernas, conseguir olhar um Deus sublime como Hades, cheio de vaidade, de cima, era de tamanha grandeza. Posicionei minha entrada em sua glande, já tão bem lubrificada por seu pré-gozo, e escorregar com facilidade era o esperado, mas não foi o acontecido; se dependesse do Deus, ele já estaria afundando toda a sua extensão em mim, contudo, o controle que eu mantinha sobre ele já era mental, e ele já sabia bem disso. E eu já me sentia aliviado em poder finalmente sentir novamente o meu ponto ser esmurrado por seu membro, que batia fundo dentro do meu interior, fazendo o barulho abafado e oco do choque de nossos corpos; meu falo roçava em sua barriga, permitindo a leve sensação de prazer em minha luxação inteira.

Ele queimava cada parte do meu interior, no entanto constatar as veias pulsantes de seu membro arrastando por minhas paredes, era de longe o melhor anestésico para a ardência. Poder presenciar o rosto de um imortal coberto pela fina camada de suor juntamente com uma respiração ofegante, era o tipo de cena que marca o fio de sua memória até os últimos dias de sua existência. Entregava tanto prazer em meus movimentos, permitindo que toda a extensão latejante me invadisse por completo; e ainda ver o jogar de cabeça do imortal assim que ele atingiu seu ápice, graças ao jogar de minhas nádegas contra sua ereção, era fora de qualquer realidade — poderia ser descrito como estar próximo de Zeus no Monte Olimpo. E apenas com essa cena de dilatar pupilas, finalmente pude explodir de dentro para fora, entrando em total combustão, esparramando pela epiderme azeitonado de Hades meu líquido. A viscosidade de seu fluído, que repousava antes dentro de mim, acabava por escorrer entre minhas pernas alcançando as suas e derramando no chão.

Por longos minutos o local que antes podia se ouvir sussurros de pavor, gritos de agonia e queimar de brasa, mas agora tudo ficou em silêncio, pairando apenas a leve respiração ofegante de nossos pulmões. Tal silêncio foi cortado quando os dedos de Hades foram até à frente do meu rosto, e com um estalar deles surgiu uma moeda prateada, que repouso no segundo seguinte na palma de sua mão; era minha passagem de ida para voltar à vida e continuar seguindo minha trajetória, com o diferencial importante nas linhas tortas dos pergaminhos da minha existência: Park Jimin o homem que trocou sua alma por uma Moeda de Óbolo.

 


Notas Finais


DEIXA EU DIZER ANTES DE QUALQUER COISA QUE: ESSA CAPA QUE A @nichu FEZ PRA MIM, TÁ FORA DE QUESTÃO DO QUE É PERFEIÇÃO! EU TÔ BERRANDO ATÉ AGORA COM ESSA MARAVILHA DE HADES! SADKJHDASJKHADS AAAAAA
Já disse que você é uma linda, e que eu quero um dia casar com você. Saiba disso.

Bem, eu resolvi fazer esse plot com Jikook, porque eu acho uma delícia imaginar o JK de Hades - e ficou mesmo, diga-se de passagem. Fiquei um tempão pra tomar coragem e decidi postar para vocês verem, não queria postar isso porque eu achei que ficou uma bosta, mas a @Min_YY disse que tava ficando legal, então eu confio nela (se tiver uma bosta, culpem ela daksjhdsakjdsa).
Não sei qual vai ser a próxima que será postar pelos projetos que eu participo, mas enviei uma para a @vhopecity, e já tô fazendo outra pra lá também. Mas vai ser bem fluffy e cheirinho no cangote. dsakjhasdjhsad
O tema mensal pra @MNHouse tá uma delícia também, e tô amando escrever. SE PREPAREM PRA SARRADA VIOLENTA HUEHUEHUE

Obrigada por lerem minhas doideiras, e comenta nessa meleca, senão vou dar uma tapa na tua cara nenê (mas tapa de amor, ok?)


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