História Molly e Oliver - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adoslecente, Amor, Briga, Drama, Raiva, Romance
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Palavras 843
Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4


— Quer saber se ficar comigo é do jeito que você falou? — Aproximou o rosto do meu, rindo de um jeito debochado.

— Naaaaaão! De jeito nenhum! Repreendido! — Empurrei ele, gritando.

— Tanto faz. — Ele olhou pra minha cara. — Ei, na boa, você DEVIA olhar pra sua cara!

E começou a rir como um abestado. E eu já imaginava o motivo. Eu estava um belo tomate. E nem precisava olhar em um espelho, meu rosto estava ar-den-do. Lindo isso. Maravilhoso.

— Tá bom, tá bom. Agora, se o senhor pudesse parar de me irritar e me deixar ir embora, ficaria agradecida. — Dei um sorrisinho falso e um tchauzinho pra ele enquanto andava.

— Eu vou contigo, minha casa é por aí. — Disse enquanto se juntava a mim na caminhada.

— Ah, essa informação mudou minha vida. Legal, cara.

Ele rolou os olhos.

— Você é chata demais.

— Eu lá tenho motivos pra ser boazinha contigo?

Passou um tempinho e eu não queria mais andar do lado dele. Ele é um saco e não para de falar!

Procurei algo pra sair daquela situação um tanto incômoda. Olhei em volta e... Opa!

— Assim, sabe, tá calor e... Eu fiquei com vontade de tomar sorvete, então — Apontei com as duas mãos pra sorveteria — tô indo, okay? Tchauzinho!

— Faz o que você quiser. — E foi embora.

— Isso foi mais fácil do que eu imaginei. — E entrei no local.

Escolhi sorvete de morango, não é o meu preferido, mas fiquei com vontade de tomar dessa vez.

Quando terminei, me levantei e fui pagar. E...

Meu coração congelou.

Meu dinheiro não tava no meu bolso.

— Eu não acredito que esqueci minha carteira encima da mesa... — Sussurrei.

— Senhorita? O dinheiro, por favor.

— Ah, sim. Só vou fazer uma ligação. Rapidinho.

Me sentei numa mesinha que tinha a janela virada pra rua.

— Meu Deus, pra quem eu vou ligar? Meus pais não vir aqui me dar dinheiro. — Passei os contatos no celular — Halley tá mais lisa que eu. O resto do meu bando é tudo mão de vaca.

É, me lasquei. Vou pedir uma touquinha pra lavar os equipamentos como pagamento.

Eu ia levantando e noto um rosto na janela.

— Ei. — A pessoa falou.

— Ai meu Deus, socorro! — Me assustei.

— Sou eu, coisa. — Oliver saiu da janela e entrou no estabelecimento. — E aí? Por que que você ainda tá aqui?

— Porque eu sou uma pessoa livre e com direitos, então eu posso vir aqui quando eu quiser e ficar o tempo que eu quiser. Simples. — Cruzei os braços.

— Você não tem dinheiro, né?

Silêncio...

— Não. — Fiz um biquinho em sinal de frustração. — Eu esqueci em casa.

— Ai, sua cabeça de vento. Espera aí. — Se levantou.

— Hum?

Um tempo depois ele voltou.

— Ei cabeção. Vamos embora.

— Ei! Mas eu não paguei! — Falei, já com cara de choro.

A gente saiu da sorveteria e era umas 17:30.

— Eu paguei, idiota! Da próxima vez, vê se não esquece a droga do dinheiro.

— Tá bom, tá bom... Ah! Agora me diz, por que que você voltou? Pensei que já tinha ido embora.

— Eu sou uma pessoa livre e com direit...

— Ei! Não rouba meu discursinho!

— Blá, blá, blá. De qualquer forma, eu não recebo nem um obrigado, bebê? — Ele aproximou bem o rosto do meu.

Não fica vermelha, não fica!

— Nananinanão, meu querido. Você só tá pagando pelo o que você fez comigo.

— Só porque eu fui prestativo e ajudei meu amigo?

— E também pelo meu amado bolo de chocolate. Saudades. — Fingi que estava chorando. — Ah, e o Austin é mesmo teu amigo?

— É. Mais ou menos. Colega, eu acho.

— E foi ele que pediu pra você ir atrapalhar? — Eu olhei pro lado. Provavelmente eu já estava com uma cara de choro.

— Foi. Quando ele me ligou eu não acreditei muito no que ele tava dizendo, sabe? Eu não achei tão legal o que ele tava querendo que eu fizesse, mas...

— Mesmo assim fez. — Suspirei.

— É, desculpa. Mas eu fui um bom ator, eu acho. Acho que teatro deve servir pra mim. — Ele tava com um sonhador.

— Hum. — Olhei direito onde a gente tava. — Bom, minha casa é por aqui. Tchau, Oliver.

— Ah, tchau Molly. Até amanhã.

— Até.

[...]

— Mol, você vai fazer aula de teatro? — Dean perguntou.

— Não sei. Eu nunca fui uma boa atriz.

— Ah, mas deve ser legal, não é? — Lily perguntou.

— Sim, e além disso, me disseram que vale pontos em qualquer matéria. — Todo mundo olhou pra Halley — O quê?

— Opa, gostei! Vou entrar! — Lily falou.

— Se vocês forem, eu vou também. — Falei e eles disseram que iriam. — Pois tudo bem então. Eu vou buscar as fichas de inscrição.

Levantei da mesa e fui na direção da sala de teatro. Chegando lá, falei com o professor e ele me deu os papéis.

O que eu só fui notar, depois de um tempo, foi um Oliver sorridente enquanto olhava a sala de teatro. Por algum motivo, parecia realmente gostar daquilo.

Fofo.

Espera. Quê?

Continua...




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