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História Momentos - Capítulo 6


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Notas do Autor


Os próximos capítulos são uma releitura dos momentos do jantar, do primeiro beijo até o pedido de casamento.
Seguindo a premissa da novela, Rosa e Claude moram juntos, mas ainda não rolou nada. Então ela prepara um jantar à luz de velas pra ele.
Apesar de odiar a ideia de Dona Amália morar com eles, foi necessário introduzi-la de alguma forma para dar um melhor andamento na história.
Por estar muito extenso ele será dividido em partes.
Espero que gostem! Estou amando escrever!
Obrigada pelos comentários e fav´s!

Especialmente para Santinha28

Capítulo 6 - Aos nossos pensamentos... (Parte 1)


Fanfic / Fanfiction Momentos - Capítulo 6 - Aos nossos pensamentos... (Parte 1)

“O amor e o desejo são as asas do espírito das grandes façanhas.” (Johann Goethe)

Casa dos Geraldy, noite de sábado

Claude desce as escadas, a procura de Rosa. É hora do jantar e ele nota com surpresa que ela preparou um jantar a luz de velas para eles. Pensamentos conflitantes o tomam naquele momento: Era inegável que tinha sentimentos por Rosa:  admirava,  respeitava, sentia-se feliz com ela e desejava? Sim, desejava-a muito e há muito tempo. Mas tinha medo.

 Claro que muitas coisas já haviam mudado dentro dele. Não tinha mais aquele cinismo e egoísmo que lhe eram característicos. Mudara até mesmo com relação a instituição do casamento, antes, só a menção da palavra lhe causava “alergia”, mas agora não, cada vez mais ele desejava um lar, uma família, filhos e ela...Sim, em todas essas projeções futuras, Rosa estava presente.

 Mas ter e confessar sentimentos são duas coisas completamente diferentes.

 

Andando até a sala de jantar ele a encontrou adormecida no sofá. Admirou-a por alguns momentos. Era linda, brisa e furacão, tudo numa mesma mulher. Ele sorriu com o pensamento e inclinou-se sobre ela, acariciando lhe o braço, despertando-a.

-Eu dormi!

-Sim, disse ele sorrindo, ainda reclinado, próximo a ela.

Claude pegou as duas mãos de Rosa, ajudando-a levantar-se e depois disso, eles permaneceram de mãos dadas.

-Eu dispensei a Dadi e preparei o jantar. Rosa dizia com um misto de receio e empolgação.

Claude desviou o olhar, não se julgando merecedor de tamanha atenção. Ele era quem devia surpreendê-la. Mas Rosa encarou o ato com certa decepção.

- Ah, você já jantou né?

-Non, non...Na verdade eu estou... morrendo de fome! Claude disse deixando transparecer que a comida não era o assunto em pauta ali.

Rosa sorriu satisfeita e eles se encaminharam para a mesa que já estava posta.

Claude gentilmente, puxou a cadeira para Rosa e sentou-se próximo a ela. O jantar transcorreu maravilhosamente bem, apesar de olhares sutis e algumas provocações, o clima era amigável. Amigável era melhor do que nada, porém não era mais o suficiente para os dois!

Terminado o jantar, Claude percebeu que Rosa o servia com o famoso licor Strega*.

-Ah, o licor das bruxas! Exclamou o francês

-Como é?

-Existe uma lenda, de que os casais que tomam esse licor à luz do luar nunca mais se separam. Disse sedutor.

-Será que hoje tem luar? Perguntou Rosa esperançosa

-Se non tiver, a gente inventa! Claude flertava abertamente com ela

Ambos sorriram e ergueram as taças.

-E a gente vai brindar a quê? Pergunta Rosa olhando para Claude com um sorriso brincando nos lábios

- Aos nossos pensamentos. Claude responde olhando-a nos olhos

-Aos nossos pensamentos! Rosa repete com um leve rubor nas faces, quando eles sorvem o liquido adocicado, perdidos em seus pensamentos.

Claude levanta-se dizendo:

-Só está faltando uma coisa!

- O que foi que eu esqueci? Rosa pergunta se levantando também

-Você não esqueceu nada, eu é que esqueci de pôr a música...

-Não precisa de música, a gente inventa! Rosa disse enquanto encurtava a distância entre eles com um passo.

 Claude sorriu e a tomou nos braços, não de forma gentil, mas forte e possessiva, uma de suas mãos tomou a dela, enquanto a outra, espalmada nas costas a trouxe para junto dele, os corpos se chocaram, e colados um ao outro se movimentaram lentamente, parecia tão certo! Os olhos fechados, as respirações pesadas e os corações descompassados. Cada som emitido pelos corpos unidos e os efeitos da proximidade, essa foi a música que eles ouviram.

 Rosa levou a mão que repousava no peito da francês até sua nunca e ergueu seu rosto para ele, ainda de olhos fechados. Eles roçavam lábios, narizes e suspiravam um de encontro ao outro,mas, sem se beijar.

-O que está acontecendo? Rosa pergunta ainda de olhos fechados

-O que tá acontecendo é que a minha vida está exatamente ao contrário de tudo o que eu planejei. Claude responde com a boca se encostando na dela.

-Ao contrário porquê? Fiz alguma coisa errada? Rosa pergunta tocando-lhe os lábios enquanto falava

-Não, minha vida está ao contrário exatamente porque você tem feito tudo certo. Porque entre nós... o errado tenho sido eu! 

Dizendo isso, Claude tomou os lábios de Rosa num beijo que demonstrava todo o desejo e paixão reprimidos. Rosa o correspondeu da mesma forma e o beijo foi se intensificando, suas línguas se experimentavam e as mãos tomavam vida própria, explorando os corpos um do outro. Claude correu as mãos pelas costas de Rosa, puxando-a ainda mais para si. Ela se deliciou com sua rigidez e ele com a maciez dela. Rosa dava leves puxões de cabelo na nuca do francês levando-o ao delírio.

 Claude levantou Rosa do chão e ela ficou da mesma altura que ele, ambos estavam entregues e o pensamento de parar as carícias naquele momento era como a morte pra eles.

 Rosa enlaçou as pernas na cintura de Claude, enquanto ele caminhava com ela rumo as escadas. Seus corpos retesaram enquanto o telefone de Rosa tocava insistentemente na mesinha da sala.

Interromperam o beijo e se olharam com a mais crua decepção pelo momento perdido, Claude a colocou no chão e Rosa foi atender o telefone.

 Era dona Amália, avisando que não iria dormir no apartamento de Claude com ela, pois Terezinha, que estava muito fragilizada com o término do noivado com Milton, precisava da mãe naquele momento.

 Rosa se despediu da mãe e olhou pra Claude que a encarava desejoso.

 Ela, tomada pela insegurança, olhou pra ele se despedindo.

-Eu...eu vou me deitar! Disse Rosa hesitante.

-Rosa...eu... obrigada pelo jantar, pela noite. Não era o que ele queria dizer, mas as palavras e a coragem  fugiram, ele também estava assustado. Era um homem experiente, mas ela, o fazia sentir-se bobo como um adolescente. Nunca um beijo teve um efeito tão devastador nele. Ele a desejava tanto que até doía. Claude se penalizava por não saber agir com ela, era tudo tão novo...Era estranho e desconfortável não ter o controle da situação.

 Rosa apressou-se em fugir dele. Ainda tinha medo de se envolver, de colocar seu coração nas mãos Claude sem ter a certeza do que ele sentia por ela. Atração física, isso era óbvio, mas não era suficiente, não para ela. Ela não queria ser apenas mais uma na cama do francês. Não poderia imaginar uma vida depois de Claude. Seria cruel experimentar as delícias de estar com ele, para depois, sentir-se vazia novamente.

Rosa chegou em seu quarto com o coração aos pulos, andando de um lado para o outro, com os pensamentos desordenados. Teria agido certo, ou deveria ter aproveitado o momento? Talvez o medo de se machucar a impedisse de viver plenamente. E se Claude a amasse?

Nem todos eram como Júlio. Mas ele conseguiu marcá-la da pior maneira, abandonando-a poucos dias antes do casamento, fazendo-a se fechar pra vida, se esconder e culpar-se. Inconscientemente, não se julgava digna da felicidade. Mas já era hora de seguir em frente. Ela amava Claude como nunca amou Júlio. Na verdade, a amor por Claude trouxe a ela um despertar em todos os sentidos, ela se sentia mais mulher e merecedora de sua felicidade. Não seria mais mera expectadora e vítima das circunstâncias, tomaria as rédeas de sua vida.

Com esse pensamento, Rosa se dirigiu a porta, levando a mão na maçaneta, para então se surpreender quando a porta se abriu e Claude encarava-a.

-Rosa, eu...


Notas Finais


*A título de curiosidade, o licor das bruxas realmente existe. Em italiano, a palavra streghe significa bruxa.
Conta a lenda que o Licor Strega foi inicialmente criado e produzido na bela cidade de Benevento, Itália, inspirado em segredos conhecidos apenas pelas bruxas.

Fonte: https://drinkeshot.com/2016/08/08/strega-o-licor-da-bruxa/#:~:text=E%20m%20italiano%2C%20a%20palavra,segredos%20conhecidos%20apenas%20pelas%20bruxas.


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