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História Momentos com quem se foi. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Resolvi escrever algo mediante ao isolamento social, então, escolhi este dois para protagonizaram isto.

Espero que gostem.

(Relevem ou ignorem os erros, Fanfiction ainda não revisada.)

Capítulo 1 - One - Shot


Sentiu algo se remexer, ligeiramente a cama pareceu estar mais fria e solitária com os lençóis deixados de lado no canto direito, e Clark não tardou em acordar ao ver o vazio que se encontrava ao seu lado, notando através da varanda trancada e encoberta pelas cortinas que o sol ainda não tinha surgido no Horizonte para iluminar a cidade fria de Gotham.

Seus olhos vagaram novamente pelo espaço vazio da cama, passeado seus dedos pelos cobertores ainda quentes e pouco, suspirando ao constatar que os pesadelos voltaram a atormentar o companheiro em plena madrugada de sexta-feira.

Mordeu o lábio em apreensão, pois não era a primeira vez que aquilo ocorria, apesar disso, não tinha ainda aderido o costume.

Se levantou após analisar o quarto luxuoso e escuro, mesmo com pouco cansaço em suas costas, retornar ao sono não lhe seria conveniente, e se deitar sozinho para retornar ao inconsciente tampouco era agradável na mente do herói, calçando as pantufas que aqueceram seus pés, caminhando em silencio enquanto atravessava o comodo, deixando a porta antes já aberta.

Só siga em frente, faça o mesmo caminho de sempre, repetia a sí próprio, passando rapidamente pelas pinturas caras penduradas nas paredes, quantas vezes havia feito isso mesmo?.

Ao chegar nas imensas escadas da mansão, tratou de descer degrau por degrau sem pressa, seus olhos azuis acizentados vagaram pela extensa sala, girando os calcanhares para seguir rumo ao ambiente de sempre, vendo a figura que procurava mais a frente bebericando meio copo de água, esfregando a palma de suas ásperas mãos sob a própria cabeleira escura, agora, não tão perfeita quanto costumava ser, o tom pálido predominava seu rosto sério.

Sempre tão sério.

"Outra vez?" Questionou ao se aproximar na surdina

"O que tu achas?" respondeu rouco antes de bater o copo na superfície no balcão, descansando nela as mãos ainda trêmulas.

"Estão piores, não estão...?"

"Me acostumo rápido"

"Você…quer falar sobre?" Questionou hesitante, contornando a bancada para guardar a jarra de água dentro da geladeira cinza, enquanto encarava as costas nuas e repleta de vergões do mais velho que trajava apenas uma calça moletom, tal não se virou para responder.

"Não é necessário" dispensou sem enrolação, bufando alto.

" 'Pra você, nunca é, Bruce." Murmurou descontente com a recusa, mas que era previsível se referindo a Bruce, que fazia questão de guardar seus próprios demônios para si, seja por vergonha ou orgulho.

"Hum?"

Mais alto do que deveria, Clark.

"Nada." Suspirou sem ânimo, cruzando a cozinha mais uma vez até chegar a bancada, enlaçando a cintura de Bruce com seus braços fortes, ouvindo mais um bufar pesado, mas o mesmo não se afastou ou empurrou, ao contrário, aceitou de bom grado tendo relaxado seus músculos tensionados.

"Não é diferente dos outros" não pôde evitar a sensação agradável que subiu pelo seu corpo gelado, a diferença de temperatura que ambos transmitiam de um para o outro era quase prazerosa e reconfortante", Por que veio aqui?".

Porque eu ainda não me acostumei.

"Queria saber se estava bem" respondeu com um beijo doce em seu pescoço, aspirando o perfume caro e certamente importado.

"Eu estou bem" assegurou em um baixo tom.

Mas eu não estou.

Bruce se virou ainda preso pelos braços do homem de aço, segurando sem muita força o rosto quadrado que expressava preocupação, roçando os polegares em cada lado do face perfeita do jornalista, desviando um deles para os lábios finos que foram tomados em seguida por um selinho, transformado em um beijo mais ousado, com suas linguas se entrelaçando entre as cavidades numa dança que compartilhavam dominância, Kal-el não conteve suas mãos atrevidas, que deslizaram pela cintura mais delgada e quadril do menor, variando por ali até chegar aos glúteos do detetive, apertando-os sem muito pudor, este que finalizou o contato de seus lábios com mais alguns selos, controlando o sua respiração ofegante.

Clark ficará em silêncio, suas mãos subiam e desciam pelas laterais do tronco firme, com sua mente presa em possibilidades de memórias não vividas.

"Não é a primeira vez" comentou Bruce, pousando seus olhos nos do outro.

"Eu sei"

"Por que ainda continua?"

"Não me acostumei"

"Será assim por quanto tempo?"

"..."

Não era mais sobre os pesadelos, e Clark sabia disso, Pelos menos suas respostas já não seriam mais sobre eles, por algum motivo estava mais difícil e não sabia se conseguiria continuar.

Preciso continuar, siga o roteiro!

"É melhor voltarmos 'pra cama" sugeriu, se afastando do herdeiro que lhe segurou pelo pulso.

"Clark..." Chamou

"Hum?"

"Você ainda não me respondeu."

"Eu..." As palavras se entalaram-se em sua garganta, apenas queria subir e acabar com aquilo.

"Mais quanto tempo será assim?"

"Eu não sei Bruce! Eu não sei quanto tempo, e-eu... " soluçou em meio a contenção,se escorando em alguma parede branca, caindo com seu peso na madeira escura, "Eu sinto sua falta, Bruce"

Não...

Wayne andou até o o homem desolado, agachando-se a sua frente, segurando uma de suas mãos.

"Já faz muito tempo."

Clark sequer contava mais, já fazia algum tempo.

"Você tem que superar, não viverá sua própria vida se for assim."

"E-eu não consigo, eu não consigo te tirar da minha cabeça, eu preciso de você aqui comigo Bruce, eu não consigo continuar...não consigo superar, mesmo depois de todos esses anos, o que eu sinto não passa." desabafou, escondendo seu rosto com as mãos quando uma lágrima teimou em sair.

"Se eu soubesse que seria assim, não teria dito sim naquele dia." Disse Wayne com um sorriso triste nos lábios, vendo o outro balançar a cabeça em negação, subindo ela para que ambos pudessem se encarar, tentado a todo instante desviar-se dos olhos mórbidos de Bruce.

"Não mudaria absolutamente nada" devolveu o sorriso, "Te amaria de qualquer jeito, e não desistiria até que me desse um sim".

"É...eu sei." Bruce conhecia a determinação do outro, não duvidava da insistência contínua que perduraria até que lhe desse uma chance, mesmo sendo egoísta pelo que representavam ao mundo e suas respectivas cidades, ainda sim mereciam o amor.

Kal-el assim como Bruce, temiam pela perda um do outro em suas missões, por isso quando os sentimentos se tornaram evidentes para cada um, o cavaleiro das trevas imediatamente recuou por um bom tempo por motivos que assolam sua vida desde cedo, o medo da perda. Clark compreendia - ou pelo menos achava que sim, o medo que assombrava aquele homem de facetas intrigantes. Mas percebeu que estava enganado sobre a visão que o mesmo tinha. Até porque, era mais fácil Clark perde-lo do que o inverso.

Bruce temia em quebrar o símbolo da esperança, de ser o responsável pela decadência do ser que daria de tudo para salvar todo o mundo inteiro.

Bruce nunca esteve tão certo, e a prova era o estado de Clark naquele ambiente, que subitamente pareceu congelar naquele instante.

Como se soubesse o que se passava, o herói apenas fechou os olhos, deixando as lágrimas rolarem livremente numa trils até o fim do maxilar cerrado, sem se importar com o exterior cinza.

Droga...

Simulação interrompida

O Kriptoniano permaneceu quieto, aguardando enquanto se recuperava gradativamente, ouvindo a voz do programa lhe interromper.

Continuar a simulação?

Não deveria, precisava se forte, era tolice continuar naquela ilusão repetitiva que não fazia bem a sí próprio, apenas machucava e trazia aqueles momentos de incerteza sobre o viver. Não tinha o por que continuar nesse ciclo vicioso, tinha perdido alguém inportante e lhe restava apenas guardar essas memórias na mente, e no coração ainda alanceado.

"Sim...quero continuar" respondeu amargo.

Só um instante...

Mas...

Retornando a simulação.

"Acho que devo ficar em casa por hoje" Bruce surgiu na porta do quarto, fazendo Clark encara-lo enquanto o via se aproximar, deitando-se na cama plus-size, "Alfred disse que estou precisando de um descanso"

Não era é tão fácil se despedir daquelas memórias.

"Ele tem razão." Concordou, com um sorriso torto que se dirigiu aos lábios finos do mais velho, que correspondeu prontamente.

das sensações...

"É..." sussurrou entre o beijo, aprofundando-se nele.

Dos sentimentos...

"Eu te amo" Bruce sorriu minimamente, se virando antes de fechar os olhos.

"Eu também..."


Dos momentos com quem se foi.




Notas Finais


Foi algo mais sentimental, mas espero que tenham gostado.


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