História Mon - Capítulo 1


Escrita por: e vantekth

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Jojo Te Amo, Presente Da Passional, Taegi, Taegixpenthouse
Visualizações 126
Palavras 4.205
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, meus anjos.
Hoje, dia cinco, é aniversário de umas das pessoas mais importantes da minha vida todinha, dona Joleana. Como eu não posso dar um abraço apertado, trago aqui meu simples presente.
Jojo, eu te amo demais! Você merece o mundo, tudo de bom que as emoções podem proporcionar, porque você é única. Não sou boa com palavras de aniversário, mas desejo, do mundo do meu coração, meus parabéns! Mesmo que você esteja um ano mais velha (não quero fica novinha e meu bebê pra sempre), nunca esqueça dessa sua essência mágica.

• Não foi revisado, perdão aí qualquer erro faz parte da vida
• Taegi porque joleana only taegi shipper que habita em meu coração.
• Relação dos dois muda de vinho para água (literalmente, risos)
• Não tem lemon porque Jojo é um bebê e não pode ler esse tipo de coisa. Mas espero que vocês captem a mensagem que quis passar.


beijão é isso

Capítulo 1 - Capítulo único


Taehyung rolou os olhos pela décima vez após saudar um qualquer que não conhecia. A mão carregando um copo grande de café — este, companheiro diário, único que não lhe aborrecia —, sentia a quentura dissipar à medida que a corrente algida alcançava o plástico, conduziu o líquido aos lábios, acertando a frieza úmida na língua. Grunhiu; odiava, com toda as suas forças, noites de inverno.

Partiu rumo ao restaurante auspicioso no qual abrigaria um encontro maçante com mais um de seus fãs. O Kim cheirava a Armani, atraia a qualquer humano ou animal que por ele passasse, seja pela beleza extravagante ou o odor impactante de seu perfume caro. Ninguém mais se importava com a presença do ator nas ruas sem segurança, o mesmo deixava claro que nunca precisou de pulguentos lhe seguindo, era forte, tinha alguns anos de luta praticados.

Cumprimetou a moça na entrada do estabelecimento já exalando a arrogância, optou por questionar apenas o sobrenome do rapaz que importunou a sua vida por treze dias completos até conseguir um minuto da atenção e o convidar para jantar. Não se surpreendeu; era o que todos queriam, a essência de Taehyung se desgastava toda maldita vez. Sentia-se um boneco fácil, todos podiam tocar e brincar a qualquer instante. Aquilo lhe consumia, mas pelo menos ganhava uma boa noite de sexo casual.

E ele adorava aquilo. Seu corpo era uma máquina, nunca se cansava, poderia passar o crepúsculo inteiro urrando de tesão junto a quem for, pela aurora já estaria pronto para conhecer outro motel. Tinha certeza de que ninguém lhe amaria dessa forma, porém, o fardo diminuía toda vez que alcançava o clímax.

O cachecol vermelho vinho era chamativo demais, todos presentes no local levantaram olhar para ele, alguns até reclamaram do esbanjamento nada sútil de sua marca favorita, ignorava-os com o nariz empinado. Foi rápido em alcançar o parceiro da vez, sentado numa das últimas mesas, vestindo um terno tão simples quanto o lugar escolhido. Parecia um garçom, Taehyung novamente teve que revirar os glóbulos castanhos, nem ao menos para aparentar decência e elegância.

Estava com Kim Taehyung, era mais que obrigação.

— Min. — o tom carregado de desprezo não foi o suficiente para afastar o sorriso gengival do rapaz, o ator quase deixou um suspiro escapar, era muito mais que bonito.

— Taehyung. — arrastou a rouquidão apenas para causar espasmos no Kim; Min Yoongi tinha ciência das preferências adversas, preferiu ignorá-las na aparência propositalmente, faria o ídolo aprender uma aspiração nova. — Como se atrasou, resolvi pedir vinho, espero que não se incomode.

— De modo algum. — soou irônico, queria acabar com aquilo logo, o fã medíocre ao menos puxou a cadeira para que se sentasse. — Deixo a sua mercê as escolhas da noite. — repetiu a mesma barganha de sempre.

Era nítido seu descontentamento com tudo, até mesmo na hora de molhar os lábios para dar uma exposição do que poderia acontecer a insatisfação dominou. D'outro lado da mesa, o rapaz que jamais cogitara a ideia de ser o mais velho, analisava as expressões indevidas do parceiro, queria pular para a parte prática de uma vez, entretanto, se não fosse tão perdidamente alucinado por Taehyung já teria feito.

Os tablóides de notícia não lhe enganavam, nem se tentassem; todas as vezes que o nome do autor era manchete de notícia carregavam no título “Um novo amante?”, já havia perdido a conta de quantas vezes apontaram um namorado, que na realidade, era só mais um; como ele estava sendo no momento. Mais um que o provaria. Mas tinha o plano arquitetado, faria o Kim degustar e viciar, porque tinha fé em seus feitos, convicção que o faria se contorcer de prazer.

— Fico feliz que tenha vindo, cogitei a ideia de desistência por sua parte. — comentou aleatório, o cardápio entre as mãos, Yoongi teve que puxar algum assunto. — Gosta de Truffade?

Culinária francesa. Bingo. O de fios louros ao menos fez questão de abrir um sorriso diante da tentativa, pois alguém sussurrava a altura o quão idiota fora em ter ido, jantar com alguém que claramente leu alguma de suas entrevistas para revistas adolescentes.

— Tanto faz.

Riu, céus, aquele gênio forte era tão inconveniente. Estava a perguntar se este é o verdadeiro eu, ou, apenas uma peça de teatro movido a falta de lucidez. Com os lábios mordiscados, o receptivo fez o pedido pelo acompanhante, sem ao menos se importar com a cara pesarosa proporcionada. Oh, Taehyung, se soubesse como ficava ao demonstrar aborrecimento pensaria duas vezes antes de tentar.

Yoongi se controlou, chegou a cruzar as pernas fortemente abaixo da mesa, irresistível. O garçom zarpou alertando que em breve retornaria com os pedidos. O Kim insistiu no próprio silêncio, evitará qualquer contato visual. Queria negar a si mesmo, mas o rosto bem desenvolvido do rapaz lhe dava ainda mais vontade de pular para a próxima etapa. Cruzou as mãos sobre a mesa a observar o restante do local.

— Não precisa atuar diante de mim, Kim Taehyung. — (...) — Estamos num encontro por livre arbítrio, parece até mesmo que lhe forcei a vir. — sorriu adorável, redimia ao próprio.

— Não estou atuando, Min. — respondeu com brados. — Este sou eu. Se está descontente com a minha companhia, avise-me o quanto antes, sairei desse furdunço que escolheu para abrigar nosso jantar.

— Esse é um dos melhores restaurantes, mon ange. — o ar irônico exalava do mais velho por naturalidade; era, de fato, um maldito desgraçado que não mudava por ninguém, embora tentasse diante da imagem do ídolo preferido.

— Já frequentei todos os melhores restaurantes e com certeza esse não faz jus a qualidade, mon diable. — devolveu a altura. — Espero que o final dessa noite venha a valer a pena, se não te abandonarei aqui, agora.

— Oh! — podia-se notar que, embora toda a falta de educação do convidado, Yoongi não se dava por vencido, sempre com um sorriso singelo pintando os lábios finos. — Você é um pouco mais direto do que imaginei. Perdão, todos esses anos pensei que fosse um pouco mais acanhado. — as mãos másculas entrelaçaram atrás da cabeça, recostando-se na cadeira estofada a demonstrar relaxamento. — Como estava enganado.

O ator arqueou uma sobrancelha, intrigado. Foi, sem sombras de dúvidas, coagido a pensar em uma resposta rápida para a fala ácida do acompanhante. No entanto, não soube intercalar os pensamentos ou disfarçar o rubor que alastrava-se pela bochecha delicada. Sem saída, lançou-lhe um olhar indiferente ao mais velho e revirou os olhos, descartando o contato visual em seguida.

Mal ele sabia que tal ação o fazia uma presa ao olhar felino do rapaz de madeixas escuras. Entrou com o objetivo de fazer tudo como de costume, só não imaginará que Min Yoongi pudesse lhe proporcionar uma fração de segundos banhada a timidez.

— E eu prometo que essa noite valerá a pena. — falou ao soltar um riso soprado, deslizando os braços até a mesa. — Você só tem que cooperar, e tentar ser um pouquinho paciente.

— Está me pedindo o impossível. — O Kim murmurou, a encarar as íris de neblina de modo que o outro sentisse as pernas tremerem instantaneamente.

Não podia deixar seu corpo vacilar em torno da meta; logo, deixou que o pulmão fosse cercado por todo o ar que pudera inspirar, soltando aos poucos os resquícios de pavor juntamente a indelicadeza.

— Não se precipite tanto, mon ange.

— Não farei. — a cabeça fora apoiada na palma da destra. — Promessa é dívida, mon diable. Tem certeza que deseja continuar?

Yoongi deslizou a ponta da língua pelos lábios cor de pêssego, num ato singelo de irritação captado por Taehyung que manteve-se inerte enquanto os dedos do Min corriam até a nuca e a apertava lentamente.

Jurou a si mesmo que não faria nada a respeito, contudo a ação fora tão sexy que deixou escapar um grunhido apreciativo. Min Yoongi, com certeza, estava lhe chamando atenção mais do que deveria. Não sabia se aguentaria esperar mais alguns minutos — fingindo estar em outro mundo para não observar cada movimento sutil vindo do acompanhante.

Estava se entregando ao próprio limbo.

— Coloque um pouco de fé em mim. — aconselhou com uma segurança invejável.

Taehyung, no entanto, apenas deu de ombros; provocando-o. Antes do mais velho retrucar com outra frase ambígua, uma tosse contida atraiu a atenção de ambos. O garçom havia chegado com os pedidos.

Pela primeira vez na noite, o Kim abriu um sorriso dócil ao agradecer o rapaz de vestimenta comum; tal que, com motivo, incomodou o mais velho sentado à frente. Por outro lado, Yoongi lhe ordenou para que trouxesse outra garrafa de vinho. Estranhamente, todo o líquido avermelhado havia desaparecido do recipiente nos poucos minutos desde que colocou os pés ali.

Em questão, Min Yoongi sempre fora um verdadeiro alcoólatra fascinado por qualquer bebida que pudesse lhe tirar um pouco a introversão. Amante das famosas araras quentes, como vinho barato e um bom whisky; ao menos notará todas as vezes que preencheu o copo conversando com o convidado — ou tentando. Sobretudo, pelo menos, passará despercebido aos olhos mel.

Queria estar totalmente acesso para Kim Taehyung. Talvez, seu modo de agir indelicado quando sóbrio chamasse mais atenção do ator, todavia, não faria. Era o dono de todos os seus suspiros e noites em claro que o acompanhará naquele jantar.

Consideraria-se um stalker dos mais brilhantes se não fosse tão fácil aproximar-se do outro. Poderia tê-lo convidado antes, usando palavras mesquinhas e sem fundamento para atraí-lo até seu pequeno apartamento e o fazê-lo urrar de tesão durante a noite inteira.

Entretanto, não era de seu feitio ser tão amador.

O rapaz dos fios escuros tinha um gosto peculiar por palavras. Estranhava qualquer tipo de frase num pedaço de papel escrito a mal gosto; jamais faria algo tão avassalador assim, portanto, quando teve a oportunidade de introduzir um pequeno bilhete na bolsa do Kim, recitou os mais belos versos que já escreverá. Desejava que Taehyung descobrisse sua essência — mesmo que, de primeira, não tenha acontecido.

Não era mais um pretendente comum. Min Yoongi era um poeta que inspirava-se nos traços mais delicados do ídolo barra homem que estava perdidamente apaixonado. Como um avô que distribuía palavras sábias aos netos, ele notará que toda aquela marra e personalidade forte do Kim não passava de mais um de seus papéis.

(Embora o próprio Taehyung nunca tivesse percebido que vivia numa constante novela dramática e carregada de cenas inapropriadas para menores de idade).

— Ao menos especificou qual safra… — Taehyung debochou discretamente, a morder o lado inferior da bochecha. — Pensei que fosse mais sofisticado, Min.

— O rico aqui é você. — revidou soltando uma risada fraca. — Já estou gastando mais do que deveria.

— Típico.

— Realismo.

Yoongi soprou um suspiro ácido, um tanto farto do modo que estava sendo tratado. Se fosse qualquer outra pessoa, o de fios escuros já lhe mandaria à merda e sairia do restaurante sem se importar com o pagamento. Mas era o Kim Taehyung, jamais desistiria da sonhada alma gêmea por sua falta de paciência. Aguentaria o que viesse, no final das contas.

Denominava-se um filho da puta, porém, um filho da puta apaixonado por outro pior ainda.

Parecia uma história de drama japonesa.

— Vinho barato limpa o que há de sujo em nosso interior, Kim. — os olhos controlavam cada movimento de outrem, carregados de malícia e seriedade. — Safra antiga pode ser mais saborosa e cara; porém, quem se conhece sabe que de nada adianta ficar bêbado pagando por uma garrafa se pode muito bem entrar em coma alcoólico pagando por várias.

Taehyung deu uma risada fraca, captando cada palavra proferida pelo acompanhante — e é claro, o olhar felino —, claramente foi inteligente de sua parte explicar porque comprará qualquer vinho. Não estava impressionado com o fato de que existia outro motivo além da falta de dinheiro.

Ou, dizia a si mesmo que não ficaria.

— Faz sentido. — deu-se por vencido, ainda tentando compreender a mensagem que Yoongi passará. — Mas ainda sim não faz sentido. Todos aqui estão degustando da melhor safra, porquê você não?

O Min mordeu levemente o lábio inferior, contendo uma gargalhada ao finalmente notar a real intenção da pergunta.

— Está preocupado com status? — indagou desafiador.

— N-não… — (...) — Foi apenas uma pergunta discreta. Não me pediu para ser paciente? Estou tentando ser legal puxando um assunto qualquer.

Porém, a resposta não lhe pareceu convincente, pois, de fato, não era.

— Se importa com as opiniões alheias por ser o aclamado Kim Taehyung. — e não fora uma questão, o herdeiro dos fios negros simplesmente acusou com um tom límpido e sagaz.

O rosto esbelto ganhou tonalidade avermelhada; estava muito envergonhado. Sentia as orelhas queimarem a medida que as íris ébano o acompanhavam. Ele não conseguia acreditar no ponto que a conversa havia alcançado. Geralmente, os pretendentes contavam tudo de sua vida, deixando um Taehyung pouco interessado no ato de dialogar e querer logo gozar.

— Você não se importaria?

— Não. — riu. — Se vive de acordo com as leis da natureza, nunca será pobre; se vive de acordo com as opiniões alheias, nunca será rico.

— Não compreendi muito bem suas palavras. — Taehyung murmurou tímido, embora tenha entendido claramente o que fora dito.

Porém, seu orgulho era exposto sem pudor algum.

— Parece algum filósofo falando.

Brincou com um tom passivo, voltando a prestar atenção no prato mal tocado. Não estava com fome, muito pelo contrário, havia se alimentado antes de marcar presença no jantar. Se estava arrependido? Bem, essa e mais outra sensação desconhecida lhe percorria ao notar que o recipiente alheio já estava limpo.

Yoongi mordeu o interior da bochecha, arrastando seus olhos para o lado e topando com o olhar curioso de um rapaz. O único desacompanhado no restaurante.

O choque momentâneo tremeu sobre seus ombros. O desconhecido escondia uma pequena câmera em meio as pernas; não tão discreto quanto pensou.

— Na verdade, talvez tenha sido um que fez a frase. — o Min percorreu as orbes novamente a quem lhe interessava. — Mas não me recordo o nome, apenas recitei. — um incômodo o atingiu, certeiro; o rapaz da mesa ao lado não era apenas mais um, tratava-se de um paparazzi. — Taehyung… que tal dar uma volta?

O ator o fitou com insatisfação. — Onde iremos?

— Não sei.

Encerrando por si próprio, levantou-se rapidamente da cadeira, logo avisando que iria pagar pela refeição e em breve retornaria. Taehyung não protestou, mesmo sem entender a mudança repentina no comportamento do receptivo, parecia ansioso e ao mesmo tempo nervoso, apenas controlando seu modo de agir.

Se prontificou a ficar em pé, pedindo desculpas a sua sagrada avó por largar comida. Os fios descoloridos foram jogados para trás num único movimento, a observar as costas de Yoongi enquanto fechava a conta. Mesmo com a estatura inferior a do Kim, ele possuía traços masculinos que reforçavam o ar sexy que lhe rodeava. Mãos grandes e firmes. Ombros relaxados. E um fodido maxilar marcado que acabava com a sanidade de qualquer um.

Kim Taehyung era um louco apaixonado por mandíbula, e a do Min era mais que chamativa. Quando conversavam sobre assuntos aleatórios, foi impossível não focar em como o rosto é desenhado perfeitamente. Mesmo que não demonstrasse nem um pouco interessado, estava louco para morder toda a tez clara.

— Vamos? — a rouquidão do acompanhante lhe fez despertar dos pensamentos, estaria mentindo se não fosse profanos.

Oh, sim.

Sua voz era deveras bonita.

— Certo.

Um silêncio constrangedor instalou-se entre os dois à medida que caminhavam para fora do estabelecimento. O mais velho decidiu esconder o fato de que provavelmente foram fotografados apenas para o bem estar do companheiro. Observou-o coçar a ponta do nariz, e a franja descolorida deslizar por sua testa antes dos dedos ágeis ajeitá-la

Os fios escorridos nos olhos o tornaram tão mais bonitos.

De repente, imaginou-se acordando ao lado do garoto; tocando suas mexas; beijando seus ombros nus se ele estivesse sem camiseta; sussurrando-lhe um “bom dia” rouco e aguardando que ele beijasse sua bochecha.

A ideia de passar a vida ao lado de um amor verdadeiro não lhe soava ruim.

Será que ele pensa o mesmo? Questionou-se.

Seria fofo ver Taehyung na cadeira de balanço ao lado da sua; colecionando adoráveis cãezinhos e dando-lhes ração todas as manhãs.

Talvez necessitasse de uma vida regada de beijinhos e chamados carinhosos.

Continuou o fitando, sem resquícios de desconfiança, admirando um sorriso tímido moldar os lábios meramente grossos.

Mal notou os ponteiros fugirem de seu controle.

Queria beijá-lo; não havia dúvidas. Entretanto, não o faria, não naquele instante.

Pendeu a cabeça para o lado ao que seu nome fora chamado por alguém desconhecido. Desuniranse descontentes quando o garçom que os serviram surgiu sorrindo dócil. Carregava uma garrafa de vinho comum, entregando-a diretamente a Yoongi com o pretexto de que foi paga e nem ao menos havia tomado. Logo, despedindo-se de vez dos rapazes.

Taehyung se viu numa encruzilhada.

— Então… onde iremos? — indagou curioso. — Não abro as portas da minha casa para esse tipo de coisa.

— Coisa?

— É?

— O quê?

— Fazer sexo.

O mais velho engoliu seco, analisando as duas palavras que faziam parte do seu principal objetivo da noite. Eram ácidas, não pareciam firmes ao escapar da boca retangular do Kim, como de tudo aquilo, todo seu esforço, não valesse a pena.

— Vamos mesmo fazer isso? — franziu o cenho.

— Não foi pra isso que saímos do restaurante?

Não.

Yoongi queria ter dito e contado a verdade, mas preferiu manter o silêncio e dar de de ombros, virando-se de costas e zarpando num rumo cego a sua casa. O ator entortou os lábios, e, desajeitadamente, começou a seguir o baixinho petulante.

Novamente se viu atraído a contemplar o corpo do rapaz assim que o paletó preto escorregou pelos finos braços. A pele, extremamente pálido, parecia se fundir à camiseta branca.

— Você deveria tomar um pouco de sol, não acha, Yoongi hyung?

— Eu seria confundido com um camarão ambulante, dongsaeng. — os dentinhos pequenos se desvelaram num sorriso irônico.

O coração de ambos foram agraciados.

Yoongi permaneceu sorrindo igual bobo enquanto caminhavam calmos. Sentia-se um tanto nervoso como jamais estivera antes. Tentando controlar a moleza das pernas, observava o movimento nas ruas da cidade, almejava ter um carro como os que via vagando por aí. Era difícil, afinal sua condição financeira não se igualava ao do rapaz ao lado.

Por um segundo, visualizou a quantidade de automóveis que o ator deveria ter. Será que um dia poderia conhecê-los? Se bem que nunca havia visto uma notícia na qual Taehyung aparecesse dirigindo.

Enquanto os dedos alheios se instalavam, o Min percebeu o quão aéreo Taehyung era. Não perguntou sobre o caminho diferente que pegaram, afinal de relance o de madeixas escuras resolveu desviar da rota e levá-los em outro lugar.

— Você tem carros? — questionou, de repente, sentindo o olhar surpreso do outro queimar o seu. — Silêncio me incomoda, desculpe.

O Kim riu soprado. — Sim, tenho quatro, embora nunca ande com nenhum deles.

— Então porquê tem?

— Não sei… — mordeu os lábios. — Status?

Um pouco mais a frente, uma pequena ponte protegia os corpos do lago raso. Yoongi apoiou-se nos arredores de madeira, encarando o parque que adentraram. Taehyung reconheceu o lugar, quis rir, como o Min tinha ciência daquilo?

Como ele sabia que o parque estava ao lado do apartamento em que morava? Que todas as madrugadas em que o Kim queria fugir da sua realidade, deslocava-se até o local livre e deitava-se sobre a grama esverdeada apenas para admirar as estrelas?

— Gosto daqui. — segredou contente, recebendo um adorável muxoxo.

— Eu também. Me faz lembrar das vezes que fui rejeitado por aqueles que já amei. — o soar melancólico fisgou o coração do Kim.

— Como você gosta de um lugar que te faz lembrar de que não foi retribuído?  

— Basicamente porque acredito que na próxima tentativa vai dar certo. Vir aqui me faz ter certeza que se não deu certo é porque ainda vai acontecer.

— Parece até que foi massacrado com essa entonação na voz.

— Realmente.

Taehyung sorriu, logo murchando os lábios ao se lembrar dos reais motivos que fora convidado para o passeio. Sentia-se deverás corrompido por, estranhamente, estar gostando de ouvir as palavras que escorregam do Min. Era para estar sorrindo enquanto recebia um boquete não por sentir alívio após as amarguras serem silenciadas.

— E você? — a língua atrevida do mais velho passeou entre os lábios finos. — O que te faz lembrar que nunca foi amado corretamente? Presumindo, é claro.

— Não sei, nunca parei e pensei nisso. — levantou a cabeça, as estrelas juntamente a lua pareciam uma boa mira. — Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem eu sou. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição.

Seu jeito de compartilhar a realidade era fascinante.

Talvez tenha se apaixonado por aqueles pormenores que tornaram do Kim o homem mais original do mundo. Gostava de pessoas pragmáticas, que sustentavam o peso do mundo sem se perder na utopia.

— O amor é… apenas uma fantasia.

— Se o amor é uma fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno o carnaval. — Yoongi sussurrou para si mesmo, analisando a expressão triste do companheiro. — Você quer ser amado um dia?

— É claro… mas, tudo parece tão pequeno no amor.

Aquilo foi tão sincero quanto sua confissão anterior.

Se pegou questionando-se em silêncio o porquê da conversa ter tomado tal rumo. Falar abertamente sobre sentimentos era algo que fazia apenas nos papéis que interpretava em dramas e filmes. Fora da tela, era apenas mais um.

Todavia, Yoongi parecia gostar de conversar sobre aquilo e, sendo sincero consigo, Taehyung também estava começando a querer ouvir cada ideia vindo do mais velho. Cada frase tinha uma carga pesada de emoções; era fascinante.

— Nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar sua ternura não sabe amar. — frisou calmo. — Se quer amar, ame.

Por um momento, desejou que tudo que escutará fosse uma música qualquer tocada no rádio e esquecesse em seguida. Não seria assim, Taehyung sabia disso. O baque das palavras fora surpreendente, arrebatou-o de modo drástico e enfiou-se num canto qualquer na mente, atento para qualquer movimento serem lembradas.

— Você parece um filósofo falando. — resmungou sem jeito, tamborilava os dedos sobre uma das coxas.

— Minha mãe dizia que viver sem filosofar é o mesmo que ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir.

E assim, prolongou-se a primeira conversa decente que Kim Taehyung tivera.

O passeio foi bom, porém não tão proveitoso como Yoongi idealizava. Foi perfeito. Após minutos dialogando animadamente com o rapaz de madeixas descoloridas, viram-se livres de qualquer vontade sexual. Pelo menos, não naquela noite.

Taehyung estava feliz contando sobre a vida que levou antes de chegar a Seul, descobririam mais tarde que ambos vieram da mesma cidade: Daegu. Os tablóides de notícias estavam errados, o mais novo não era um poço de arrogância, entretanto, as qualidades que apenas ele teve a oportunidade de presenciar naquela noite foram mais um motivo para declarar paixão.

Leu uma vez que não se ama até que esteja acostumado com os defeitos do parceiro. E, mesmo que possa soar cômico, Yoongi apegou-se a imagem borrada do Kim antes de ter o coração domado pela gargalhada sincera e o jeito fofo do rapaz.

Era um fodido apaixonado.

Viram-se em frente ao prédio de Taehyung, ainda aprofundando o conhecimento de ambas histórias. O mais novo ria abertamente das histórias vergonhosas e desejava socar os antigos amores do companheiro; era notável uma mágoa nos olhos alheios.

— Eu preciso ir, ja está bem tarde. — o de fios clareados queixou-se num muxoxo. — Tem certeza de que não quer entrar?

— Adoraria conhecer seu apartamento, que a propósito você nunca traz ninguém. — sorriu contemplando as bochechas rubras de outrem. — Confesso que era meu objetivo, porém, qual motivo usarei para te ligar amanhã e marcar outro encontro?

— Você irá me ligar?

— Sim. — respondeu ingênuo. — Você é mais interessante do que os tablóides afirmam, Tae. Queria que o mundo soubesse de como você é um ser humano incrível e valente, e desejo ouvir todas as histórias malucas que negou a me conta.

— Oh, certo. Mas suas histórias são cômicas perto das minhas.

Após o comentário, o silêncio instalou-se por tempo insuficiente. A brisa gélida beijava cada tez intensamente. Ambos se fitavam enquanto Taehyung se aproximava lento e preciso, o coração queria saltar para fora. Um selar casto fora depositado na bochecha branquela do mais velho. — Só não vou te beijar porque pode ser mais um motivo para você me ligar.

— Ligar cobrando um beijinho ao invés de sexo parece um pouco menos desconfortável. — riram baixinho. — Mas ligarei cobrando apenas as histórias, o resto nós não precisamos planejar, mon ange.

O encontro romântico havia acabo.

Não quis prolongar a despedida, apenas relembrou o Min de enviar uma mensagem assim que chegasse em casa. Quis rir quando, porventura, ao inclinar-se para dar outro beijinho na tez limpa foi surpreendido por um selinho.

Observava sua imagem no espelho do elevador, estava parecendo um tonto com um sorriso inegável nos lábios. A garrafa de vinho na mão esquerda foi um presente — e talvez mais um motivo.

Saiu naquela noite com o objetivo de sentir prazer.

No entanto, aprendeu que sorrisos gengivais e vinhos baratos conseguem ser tão prazerosos quanto toques carnais.


Notas Finais


espero que você tenha gostado jojo se não gostou problema é seu mentira te amo feliz aniversário espero que tenha ganhado bastante presente e comido muito bolo pq bolo é bom
TE AMO MUITÃO


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