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História Mon amour - Taegi Fanfiction - Capítulo 22


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Notas do Autor


Eu perdi a versão betada, então é essa aqui mesmo.

Capítulo 22 - Chapitre - 15


Mon amour - cap: especial Jihopekook

Enrolados.

Esse, sem sombra de dúvidas é o melhor adjetivo para descrever Jimin, Jungkook e Hoseok neste momento.

Confusos.

Também seria uma boa definição, afinal, eles estão mais confusos do qualquer outro casal neste mundo.

Mas, vamos do início, correto?

×××

Há, mais ou menos, seis meses atrás, Jeon Jungkook entrou na A.D. Enterprises atrás dos serviços disponibilizados pela empresa de Byun Baekhyun. Ele necessitava de uma companhia para um evento, um brunch, para ser mais exata. Ele poderia ir sozinho? Sim, ele poderia, mas afrontar o seu pai e a sociedade preconceituosa sempre foi um dos seus hobbies prediletos.

Adentrou o prédio com confiança, seguiu a passos rápidos até a recepcionista e se informou, não demorou muito para subir a fim de conversar com o próprio dono do lugar. 

Rapidamente entrou no elevador, as portas se fecharam e o jovem Jeon só sabia batucar seus dedos sobre a coxa enquanto o elevador fazia sua rota em direção aos últimos andares. O compartimento parou, abriu as portas e um jovem loiro entrou, ele carregava uma caixa sobre os braços. Era mais baixo que o de cabelos pretos, tinha braços bonitos, pernas grossas, uma bunda de dar inveja, um rosto angelical, seus olhos se fechavam de uma maneira fofa quando sorria, o cabelo era de um loiro opaco e bem cuidado. Definitivamente lindo.

Jeon pensou que poderia morrer bem ali. Ou gozar.

O garoto mais baixo não se preocupou em puxar assunto, e nem queria, também não se preocupou em ser cordial, não seria a primeira vez que encontraria um executivo nos corredores do prédio, nem a última. Ele não via a necessidade de conversar com as pessoas, nem mesmo as do prédio. Fazia o seu trabalho, e fazia sozinho, claro, ele tinha Taehyung, Jin e Kyungsoo, além de Baekhyun, e estes eram os únicos donos do seu coração. Jimin nunca foi alguém sociável, porém teve que aprender a ser, principalmente quando viu sua família falir e teve que correr atrás de um emprego, e ser acompanhante foi a única coisa que encontrou. A família não aceitou o trabalho do mais novo, e mesmo estando falidos eles ainda prezavam o sobrenome "Park", nunca em mil anos que eles aceitariam um filho que vende a presença, mesmo que em tese isso não seja ofensivo e nem degradante.

O pequeno se viu obrigado a sair de casa, encontrou abrigo no emprego e vive lá até os dias atuais, ele recebe visitas raras de sua mãe, além de encontrar o irmão, Park Chanyeol, constantemente.

Jungkook parecia hipnotizado, ele nunca tinha visto alguém tão lindo, tão misterioso, bonito e ao mesmo tempo tão fechado, mas se havia algo que esse tinha certeza no momento, é que queria aquele homem para si...

...e teria. Ou ao menos pensava que sim, mas o que vimos até o presente momento é que Jungkook não é lá o melhor apostador que temos.

A porta do elevador se abriu, o loiro saiu primeiro, em seguida Jeon seguiu para fora, foi instruído a entrar na última porta do corredor e assim o fez, passou pela secretaria que apenas lhe dirigiu um aceno de cabeça. Bateu na porta ligeiramente e não demorou muito para que ouvisse um singelo "entre", assim o fez.

Entrou na sala, curvou-se em sinal de respeito e seguiu até uma cadeira em frente a mesa de vidro.

Baekhyun sorriu, ele conhecia o herdeiro da família Jeon de alguns eventos e já até tinha conversado com ele algumas vezes, não se surpreendeu ao vê-lo atrás do serviços dos seus meninos, aliás até esperava que esse momento chegasse por simplesmente conhecer o jeito de ser do moreno.

— Jeon, o que o traz aqui? - deixou seus papéis de lado e voltou sua atenção total para o belo homem a sua frente. ⸺ Não preciso dizer que me sinto lisonjeado, ou preciso?

— Preciso de um acompanhante, e só você pode me ajudar nisso. - ditou simples, se sentou na cadeira sem esperar um convite formal e mudou de posição até se sentir confortável.

Byun apenas arqueou a sobrancelha, nunca foi uma pessoa de questionar muito seus clientes, então apenas levantou-se, dirigiu-se até uma estante de livros e tirou de lá uma espécie de álbum, voltou para a sua mesa e abriu o livro sobre a mesma.

Nesse álbum continha uma foto e o nome de todos os acompanhantes da empresa, estavam dispostos por sexo, idade aproximada e nacionalidade.

Jeon passou as folhas do álbum sem muito interesse, não havia visto ninguém que lhe chamasse a atenção, por fim ele suspirou e fechou o livro com um baque momentâneo.

— Deseja ver o que chamamos de "luxo"? - Byun sugeriu. Jeon não tinha nada a perder, então apenas acenou em concordância.

Baekhyun pegou seu tablet abriu o arquivo contendo as informações sobre a sua coleção luxuosa de acompanhantes e pôs em modo slide, entregou o tablet para o moreno em seguida e deixou-o analisar cada um dos meninos.

Jungkook sorriu ao ver o primeiro rosto, tinha traços delicados, olhos expressivos e uma boca bonita, seu nome é Do Kyungsoo, e possuía um sorriso em formato de coração.

O próximo tem cabelos pretos, uma beleza estonteante, além de ser bem alto, lábios grossos e uma expressão fofa, também é mais velho, seu nome é Kim SeokJin.

Em seguida o olhos de Jeon se arregalaram, era o garoto do elevador. Na foto seus cabelos estavam ruivos, e ele usava um óculos de grau, estava sorrindo também e isso deixava seus olhos fechados formando duas linhas, ou eye smile como as pessoas chamam.

Jeon não precisou de mais nada para fazer a sua escolha. Ele queria o garoto do elevador, e ele teria. Ou não, novamente...

(...)

Porém, para ter Park Jimin, Jungkook precisaria de muito jogo de cintura, muito mesmo, mas para a nossa sorte, ele é um exímio dançarino.

(...)

A primeira vez em que se viram, Jimin e Jungkook tiveram dois pensamentos bem inusitados. Jimin pensou "quero foder", ao passo em que Jungkook pensou "deu ruim", mas qual seria o motivo disso?

Jungkook não é uma pessoa muito voltada a ter relações sexuais. Problemas? Trauma? Transtorno? Não. Ele só não vê isso como o centro de toda relação, para o maknae de toda a história, a vida vai muito além de foder gostoso com alguém.

Jimin suspirou em deleite ao ver o sorriso de Jeon e como não poderia? Jungkook possui o sorriso mais inocente e agradável que se pode conhecer, com seus dentinhos fofos e lábios chamativos, ou ainda mais, a voz grave e rouquinha, ou o cabelo chamativo e que combina com o ar doce e relativamente inocente.

Um anjo.

Jimin também não ficava para trás, estava loiro naquela época, com seu sorriso convidativo e olhinhos fechados, ele conquistaria qualquer pessoa que olhasse para si por mais de um segundo, era considerado um anjo por desconhecidos e o deus da luxúria por todos os conhecidos, com seu corpo sexy e quase sempre envolto em tecidos de grifes.

Park Jimin conquista, e não precisa de muito para isso.

O primeiro jantar foi interessante. Jeon só sabia apreciar a vista que é Park Jimin e este, por sua vez, aproveitou para comer os docinhos do mais novo, que se deu conta do ocorrido e pôs um biquinho nos lábios.

— Você não quer! — Disse Jimin.

— Ok, não tem problema, eu te dou tudo o que quiser.

Mal sabia Jungkook que isso era tudo o que ele não poderia dizer.

Encontros para lá, encontros para cá, e nenhum dos dois mais sabia qual seria o futuro disso, afinal, para Jimin uma foda era sempre importante, era o seu jeito de não se apaixonar mais, porque em sua cabecinha tudo o que procuravam em si era um corpo bonito e uma boa transa, já Jungkook estava encantado demais para simplesmente sair de perto, porém, ele não sabia como aprofundar isso, como chegar mais perto, como entrar naquele coração, e tudo só piorou quando Jimin resolveu que não iria ser um fixo seu.

Então tudo passou a ruir.

Eles se afastaram e diminuiram a média dos encontros, passaram a se ofender e maltratar, brigar por coisas bobas e os beijos - raros - simplesmente foram extintos. Jimin disse ao Jeon que não trabalharia mais para si, e que queria que ele fosse feliz. Era triste e ao mesmo tempo libertador.

Mas o real desmoronamento foi na festa, quando Jungkook saiu com Lalisa, ali Jimin entendeu que não teria mais volta, e que talvez o seu futuro fosse com Hoseok... E não estaria errado se fosse, Hoseok era considerado um ótimo partido, alguém tão lindo e cheio de brilho que chegava a encantar e deslumbrar qualquer pessoa que lhe olhe ao menos uma única vez.

Mas quando se trata de Jimin, Jungkook e Hoseok nada é certo, nada e definido, ou pre-julgado.

Hoseok não sabia como tinha ido parar em meio aquilo, mas era corajoso o suficiente para ir até o fim e saber o que seria no final.

Jimin possui a sua curiosidade e não desistiria tão fácil assim, afinal, talvez três seja um número perfeito.

Porém, e Jungkook? Como ele se sentia?

Essa é a grande questão, Jungkook não sentia. Obviamente que ele se encanta por pessoas, mas não passa disso, encanto.

Ora, o Jeon não era alguém que se ligava a sentimentos. Então, o que Jimin era para si? Uma posse, talvez. A questão é que Jungkook era muito ligado em ter as coisas, ele queria possuir, ter propriedade, tanto é que ele prendeu o doce Park em seu quarto apenas para não vê-lo exibindo o corpo por uma festa. Jeon era uma maldita incógnita que ninguém conseguia decifrar, como um mistério, algo bonito e atrativo, que te convida pelo exterior até você se veja enrolado, encantado e perdido em meio a tanta grandiosidade e dúvida.

Mas e Jung Hoseok? Como ele tinha chegado até essa situação?

Desde que Hoseok adentrou a A.D. Enterprise em busca de um acompanhante que ele viu Jimin. Obviamente que o advogado se encantou por Taehyung, e como não poderia? No entanto, ele não deixou de ver Jimin, de observar como ele agia, se portava e levava a sua vida de uma forma despojada. Então quando Taehyung solenemente o deixou e se voltou totalmente para o francês, o Jung se viu envolto a Park Jimin. Gostava de como agora ele parecia tão mais decidido e confiante, mesmo vivendo um conflito interto envolvendo Jungkook. E foi com esse pensamento que Hoseok tirou o Park aquela festa tão desastrosa e fodeu com ele a noite inteira, repetindo o quanto ele era determinado, perfeito, confiante. E talvez tenha sido isso que fez o dia de Jimin ser tão bom na manhã seguinte, se lembrar que Hoseok estava ali por si, mesmo com aquela confusão de merda que havia se instaurado ali para tirar a paz.

E como ficava Jungkook?

Os três dariam um jeito, isso é uma certeza que se pode afirmar.


Notas Finais


Hey gente! Esse é um capítulo bem menor do que eu escrevo, mas é para vocês terem uma visão dos "sides" da história.
Espero que estejam se protegendo contra essa pandemia!
Eu amo cada um de vocês.
Por favor, conversem comigo!
VAMO JOGAR RPG! Chama no meu pv.

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