História Mon Cher (Minha Querida) - Capítulo 3


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Categorias Vampire Knight
Personagens Akatsuki Kain, Hanabusa Aidou, Kaito Takamiya, Kaname Kuran, Maria Kurenai, Personagens Originais, Rima Toya, Ruka (Luca) Souen, Senri Shiki, Takuma Ichijou
Visualizações 7
Palavras 1.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Petulante


•~narrado por Ana Claire Johnson~•

Suspirei enquanto me trocava, ontem tinha sido horrível, esse lugar era incrivelmente horrível, principalmente por eu estar presa aqui. Ontem, eu apenas fiquei arrumando as minhas coisas e dormi, não sai do quarto para mais nada embora sentisse fome. A raiva e orgulho que eu estáva sentindo, era maior que tudo neste momento. Não me importo de desmaiar aqui, apenas vou fazer o possível para não descer. Soube que aquele velhote do meu futuro marido, tinha chegado pela madrugada, como a casa era dele, provavelmente ele estava andando por aí. E como não veio me procurar, não tem interesse em me conhecer. Não nego, também não quero e nem tenho interesse em conhecê-lo.

Assim que me vesti por completo, novamente me deitei na cama. Suspirando enquanto pensava se deveria fugir ou não...

São vampiros...

O que eu poderia fazer?

Assim que eu sair do portão, eles já teriam caçado e matado o meu pequeno príncipe, Ian. Não sou atlética... Não rolaria sair correndo, em menos de um quilômetro, eu estaria morrendo, sem ar e totalmente suada.

Queria fazer alguma coisa...

Não vou sair! Não vou! E não vou!

Não quero conhecer aquelas bestas não-humanas.

Choraminguei enquanto batia as pernas na cama (já que estáva de cabeça para baixo obviamente). Não tinha nenhum celularzinho para eu jogar... Usar... Ligar para Hunters...

Bati as pernas na cama mais forte.

Desisto...

É mais forte do que eu.

Vou sair daqui.

Levantei rapidamente da cama num pulo, descalça mesmo, corri até a minha porta. Girei a maçaneta e abri a porta, saindo rapidamente e sem me dar o trabalho de fechar. Comecei a caminhar pelos corredores rapidamente, como se estivesse correndo, embora estivesse observando cada detalhe atentamente. Estáva me sentindo uma criança travessa que fazia arte enquanto ninguém a vigiava.

Uma hora, depois de tanto andar por aquele castelo maravilhoso, me senti perdida. Só sei que subi uns três ou dois lances de escadas. Só queria saber onde era o meu quarto novamente...

Meu orgulho era mais forte e eu não iria falar com nenhum não-humano que limpava aquele lugar. Só sei que girei meus calcanhares e tentei voltar todo o trajeto que eu fiz. Meu quarto nem parecia ser tão ruim assim...

Só que eu acho que me distrai por um momento... Aqueles quadros eram lindos... E outra coisa linda, foi quando eu esbarrei em um corpo forte e muito maior que eu, fazendo eu cair de bunda no chão. Doeu...

Olhei para a pessoa, me sentindo irritada. Não poderia falar “não olha para onde anda?!”, seria injusto já que nem eu estáva olhando para onde andava. Arregalei os olhos quando vi um homem alto, tinha cabelos castanhos escuros e olhos cor de ameixa, eram hipnotizantes e tinham um brilho único enquanto olhava para mim com um pouco de raiva. Só então percebi que algo, que provavelmente que ele segurava, tinha caído. Pigarrei, peguei aquela pasta e me levantei, entregando para o homem na minha frente.

— Deveria aprender a ser mais atenta e a olhar para onde anda, a sua sorte era que não era muita coisa que eu tinha em mãos – ele foi grosso e pareceu nem se importar, embora parecesse bem formal aquele modo de falar, suspirei pesadamente, ficando irritada tanto que arqueei a minha sobrancelha.

— Você quem deveria olhar para onde anda seu imprestável. Não pode falar porra nenhuma, já que também esbarrou em mim e quem caiu nesta merda foi eu seu... – ele me interrompeu, suspirando e ajeitando o smoking cinza que vestia. (Que deixava o infeliz sexy).

— Acho que deveria ter um linguajar menos sujo – novamente foi frio. Eu não acredito nisso... Ele acha mesmo que é superior a mim?

— Então continue achando! Não vou mudar isso! – respondi.

— Neste caso, eu tenho certeza que você deveria ter um linguajar menos sujo!

— Então não tenha certeza!

Enquanto continuávamos discutindo, ele reclamando dos palavrões que eu falava e eu o xingando mais, uma mulher mais baixa que eu (que eu nem sabia que isso era possível), vestida com um vestido branco e avental um pouco sujo, cabelos meio brancos devido a idade, nos interrompeu, segurando delicadamente no meu braço e fazendo tanto eu quanto o desconhecido filho da puta parar de gritar pelos corredores (tá... Eu admito, eu quem estava gritando e ele falando civilizadamente).

— Senhor Kuran, senhorita Claire, por que estão discutindo? Se eu puder saber claro... – ela falará, parecia preocupada. Até eu ficaria, principalmente se tivesse uma escandalosa feito eu gritando em plena tardezinha.

— Essa é uma das novas empregadas que contratou, Nina? – ele perguntou — Se for, pode demiti-la, não a quero em minha casa, usando palavras de baixo calão... – eu o interrompi dessa vez, eu sabia ser bem vingativa.

— Que? Eu? Empregada? Perdão a noção do perigo seu vampiro de merda?! – o xinguei novamente. Esse homem estava me irritando bastante, que vontade eu tinha que quebrar esse rostinho bonito...

— Se você não é uma das empregadas, qual o motivo de estar aqui? Duvido muito que eu tenha uma serva tão...

— Incrível? Maravilhosa? Perfeita? – fui sarcástica.

— Petulante e boca suja.

— O que está acontecendo aqui? – apareceu outra pessoa, atraindo a minha atenção e me deixando mais irritada. Era aquele mesmo homem que tinha me escolhido para vir aqui.

— Quem é essa petulante em minha casa?

— Ué... Pensei que soubesse, Kaname-sama... É a sua futura esposa! – abriu um sorrisinho sarcástico.

— Que? Eu ouvi esposa, quem vai casar? – agora tinha entrado outro homem, dessa vez com cabelos loiros e olhos esverdeados — Oiê senhorita, Kaname-sama! – sorriu docemente.

— Sabia não? Nosso líder vai casar! E eles acabaram de se conhecer – começou a rir aquele infeliz que tinha me trazido. Acho que o nome dele é Ren, não tenho certeza se realmente é esse nome. Apenas ouvi alguns moradores falando que o “Vampiro Ren” tinha escolhido a rebelde.

Eu sou tão comportada...

— Que? Essa boca suja é a... – o tal “Kaname-sama” me olhou incrédulo.

Pera...

Agora tô confusa.

— Eu sou a noiva dele? – perguntei. O vampiro debochado que estava rindo da situação, fez um “sim” com a cabeça. Dei risada de nervoso, isso tudo porque eu saí do quarto... Deveria ter ficado lá... — Não... Acho que não sou a noiva dele... Hã... Não tem como bem...

— Mas ele é o Kuran Kaname... O líder dos vampiros – foi o loiro que tinha falado.

— Mas... Ele não é o senhor de idade que curte músicas clássicas... – fiquei apavorada. Seria mais fácil eu enganar um velhote — Emburrado, mal humorado, filho da puta e mandão já é.

Kaname continuou me olhando com raiva. E eu fiz o mesmo.

Acho que “dar certo” seria a última coisa que esse casamento daria...

Suspirei, comecei a coçar os meus olhos, eles estavam ardendo novamente, como se estivesse queimando. Além que o ambiente parecia ter ficado mais frio...

O quê estava acontecendo comigo?





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