História Mon Coeur - Kylian Mbappé - Capítulo 1


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Categorias Edinson Cavani, Kylian Mbappé
Personagens Kylian Mbappé, Personagens Originais
Tags Edinson Cavani, Futebol!, Kylian Mbappé, Psg, Romance
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Palavras 2.366
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Feliz Natal, bebezinha. Ana, eu queria te dar o mundo, mas o mundo não não posso dar, então segura a 5Shot mais linda com um PSG Guy que eu já escrevi na vida. Te amo muito, prima.

Feliz Natal 🎀

Capítulo 1 - Um de mim


Fanfic / Fanfiction Mon Coeur - Kylian Mbappé - Capítulo 1 - Um de mim

O cronômetro não parava de correr. Segundo a segundo, minuto a minuto. Estava frio e eram 07:00 Horas da manhã. Enrolada em em seu cachecol vermelho, dando graças por ter dormido com um moletom confortável, e na mão livre apertando um copo grande achocolatado.

E ainda era apenas 2 de dezembro.

Ele corria bem. Foi de uma esquina a outra em 3 minutos e 15 segundo. Bem melhor que o recorde da primeira semana em que a obrigou a estar ali. Um vento soprou, fazendo a garota se encolher ainda mais na escada. Frio, frio, frio.

Maldito estúpido que a tirou da cama.

Mais uma ponta e logo outra. Ele correu de uma esquina a outra em 3 minutos e 9 segundos. O cronômetro continuava marcando.

A cabeça antes estava focada apenas no frio, mas lembrou-se da prova que faria dali três semanas. Precisava de uma boa nota para sentir que tinha ao menos, uma melhor chance. Tinha se focado tanto nas atividades extracurriculares que esqueceu que precisava de uma nota incrível para alcançar o que desejava verdadeiramente.

— Atchin! — O copo de achocolatado tremeu em suas mãos. O vento frio soprou de novo.

E mais uma vez o garoto passou correndo por ela. Sequer virou a cabeça para olhar em sua direção, mas também se tivesse o feito, seria difícil notar. Ele é rápido. É a marca registrada dele: velocidade. Após mais algumas idas e vindas de uma esquina a outra, finalmente ele parou.

Veio andando em direção a escada, a garota largou o copo de achocolatado e pegou a garrafa d'água a entregando para ele. Kylian suava da cabeça aos pés, ofegava, a camiseta esportiva estava grudada em seu corpo.

— Como foi? — Questionou e sentou um degrau abaixo de Eva.

Eva Matters Sartêe estendeu o cronômetro em sua direção e reforçou:

— 10 pontas em 12 minutos e 13 segundos.

— Isso não é bom.

— Isso é ótimo, Kylian. — Ele negou novamente, como se o fato de ter corrido 20 quilômetros em 12 minutos fosse pouca coisa. — Vamos de novo.

— Não mesmo. — Eva agarrou o copo de chocolate. — Atchin! — E se obrigou a coçar o nariz em seguida. — Vou me arrumar para a escola.

— Ainda são 7 horas. — Kylian reclamou.

— 7 horas, 12 minutos e alguns segundos, lembra? — Kylian se pôs de pé também. — Você me acordou cedo, então irei aproveitar. Até mais.

— Eva Sartêe. — Era gostoso de ouvir o francês perfeito de Kylian pronunciando seu nome, Eva abriu um sorriso que não estava sobre a visão de Kylian.

O francês ficou parado lá, e não recebeu uma resposta. Ganhou apenas um aceno de mão e ouviu Eva espirrar outra vez antes de fechar a porta em seguida. Kylian ainda ficou lá, sozinho por muitos minutos. Ele estava cansado demais para simplesmente levantar e sair dali.

Ou talvez, mas com certeza não era algo a se considerar, mas o perfume de Eva continuava no ar, e era difícil levantar e deixá-lo tão abandonado ali. Eva Sartêe.

Um suspirou.

Dois suspiros.

Três suspiros.

E quando ele tomou coragem para enfim sair dali, nem teve tempo de passar pela porta direito. Quase bateu de frente com Aiden Sartêe, um dos irmãos mais velhos de Eva.

Aiden estava no topo, junto de Arthur. Abaixo deles vinha Eva, e logo depois Ian Sartêe. Aparentemente, os pais de Eva curtiam muito as posições das vogais. Essa era a única explicação lógica para a ordem das iniciais de cada filho. Se não fosse essa, provavelmente seria mais bizarro ainda.

Mas Kylian não teve muito tempo para pensar nisso. Aiden era grande como uma árvore, e carregava um semblante de ignorância por onde passasse. Era a marca registrada dele. Ignorância. Mas talvez isso fosse apenas uma arma letal contra Kylian, já que o restante dos moradores do condomínio achavam a família Sartêe inteira  — Incluindo Aiden, o ignorante — extremamente educados e gentis.

"Os Sartêe são a benção desse condomínio"

Kylian nunca duvidou olhando para Eva, mas com certeza seus irmãos mais velhos e até mesmo o caçula eram... Peculiares de tamanha gentileza.

— Olha por onde anda. — Aiden trombou com ele de propósito ao passar. Kylian mordeu a própria língua para não xingá-lo.

Respeitar a família da melhor amiga era uma obrigação dele. Então respirou fundo e seguiu. Ainda eram 07:00 da manhã, mas sabia que demoraria um pouco mais no banho essa manhã. O cheiro de Eva não saia de sua mente, ele não tinha culpa de nada disso. Apenas Eva era culpada por ser tão...

Eva.

— ו❦•× —

— Eva, eu realmente não sei o que posso fazer em relação a isso, querida. — Trenna Avery encarava a aluna em pé diante de sua mesa, com um olhar esperançoso se esvaindo. — Você foi mal em muitas matérias.

— Eu posso compensar, Professora. — Eva insistiu: — Eu olhei meu quadro e posso ter ido mal em português e sociologia, mas matemática e física eu fui incrivelmente bem.

— Sim, incrivelmente bem, mas isso não apaga as outras matérias. — Trenna virou uma folha em seu diário. — E você faltou algumas aulas realmente importantes.

A cabeça vagou pelas muitas contusões que havia conseguido arrumar nas aulas de jiu-jitsu, o que gerou muitas idas ao hospital e muitos atestados também. Dias em casa, aulas perdidas, que apesar de justificadas não foram recuperadas. Sim, era fato, havia perdidos aulas importantes.

— Eu faço qualquer coisa para melhorar minha nota. — Qualquer coisa não, mas com certeza estava quase em seu auge.

Desespero. Precisava das notas para a faculdade. E vacilar no último ano era de uma burrice mais pura que qualquer coisa nesse mundo. Queria chorar até enxergar tudo embaçado e não poder ver o estrago que estava fazendo na sua própria vida, sendo irresponsável e incompetente.

Burrice.

Burrice.

Burrice.

Burrice.

Respire, Eva. Apenas respire.

— Eu vou falar com os outros professores e ver se conseguimos chegar a um consenso sobre algum projeto para te ajudar, Eva. — Ela agradeceu. — Mas só estou fazendo isso porque você é realmente empenhada, e sei que esse ano foi difícil para você.

— Muito obrigada, Professora. — Trenna Avery assentiu, e Eva recolheu todo seu orgulho do chão e saiu da sala.

Precisou andar um pouco pelos corredores e passar pelo gramado, mas Arthur já estava lá esperando por ela. Exatamente como sempre. De costume e regular.

— Tudo ok? — Perguntou, assim que ela ocupou o lugar vazio do passageiro.

— Tudo ok.

E o silêncio entrou junto com ela. Arthur nem ousou ligar o rádio, preferiu o silêncio dos pensamentos da irmã, do que a invasão sonora deles.

Eva era a irmã do meio de três irmãos, sendo a única menina da casa desde sempre. Sua mãe era... Bom, sua mãe. E as coisas entre as duas não ia muito bem desde a separação dos pais, no início do ano. Gregory saiu de casa após uma noite de muita discussão, e Francine saiu de casa uma semana depois. E os filhos ficaram sozinhos em casa.

Já eram grandes o suficiente para sabere ficar sozinhos, se cuidarem e terem responsabilidade. Mas a forma como seus pais escolheram para aplicar na prática a responsabilidade neles, foi a coisa que mais magoou no contexto da situação inteira. E após Gregory voltar para ver os filhos dias depois, Francine com certeza não teve a mesma idéia.

Ligou algumas vezes e perguntou se precisavam de algo, depois enviou algum dinheiro e evaporou de novo. Exatamente como as propagandas da Jequiti na programação do SBT. Se analisar, até mais rápido e destruindo vidas com mais força.

— Ian disse que vai fazer o jantar hoje, então você pode estudar quando a gente chegar em casa.

— Ao menos um de nós cozinha bem, né? — Arthur confirmou. — Ian não vem?

— Não, ele vai sair com a namorada dele.

— Fomos trocados muito rapidamente. Essa garota está a quanto tempo na vida dele, 1 semana?

— 2 meses, Eva. Não exagere.

— 2 meses e ele já descartou nosso café da tarde juntos na segunda feira. Sempre tomamos café juntos na segunda feira.

— É só um café. — A baliza perfeita de Arthur chamou a atenção de algumas pessoas, enquanto ele deixava o carro bem estacionado do lado de fora da cafeteria.

— Não é só um café. Nunca é só um café. — Arthur desligou o carro, Eva abriu a porta e saiu. — Começa com um café ignorado e semanas depois ele esquece o aniversário de um de nós. Depois ele perde o Natal e não virá para casa nem mesmo na Ação de Graças.

Arthur segurou um sorriso que queria sair pelos cantos, e andou ao lado da irmã. Passaram por um Porche Amarelo e Flamejante com chamas negras pintadas em verticais nas laterais. O carro de Aiden chamava atenção até do espaço. E era uma coisa que ele gostava, apesar de sempre andar com a cara fechada e fingir desinteresse para quase tudo.

Exceto para os Sartêe.

Bom, as vezes para os Sartêe também.

— Você não precisa ter ciúmes dos seus irmãos. — Eva quase riu.

Quase.

Porque engasgar com a própria saliva pareceu mais fácil, e ela se entregou a uma maratona de espirros e tosses seguidas.

— Você está bem? — Arthur deu tapinhas em suas costas.

— Eu não tenho ciúmes de vocês. Credo. Nunca terei. Só que acho importante termos essa ligação. — Eva usou os dedos para fazer uma volta ao seu redor. — Café segunda é a nossa ligação.

— Moramos juntos.

— Mas o papai não. — Arthur finalmente cedeu. — E precisamos manter unidos esse laço que nós temos.

Foi um contexto bem formado para ocultar o fato de que morria de ciúmes dos seus irmãos. Aiden, Arthur e Ian era sua base de vida. Amava seus pais, apesar de tudo. A mãe estava distante, e Eva realmente gostava de amá-la lá: no lugar em que estivesse. Seu pai não estava junto deles o tempo todo, mas arrumava esse tempo toda segunda para estar com eles. Mas era Aiden, Arthur e Ian que sempre estavam lá.

Ela não queria perder esses três para ninguém.

Absolutamente ninguém.

E por algum motivo pensou em Kylian. Seu amigo, o melhor que tinha desde... desde que o garoto se mudou para a capital parisiense e se alocou no mesmo condomínio que ela. Isso foi logo que assinou com o PSG, no início da temporada passada.

O prédio entrou em delírio com a chegada do jogador mais cobiçado na temporada da França. Eva achou interessante ter alguém famoso naquele prédio. Apesar de ser um condomínio muito chique, ninguém de importante morava ali. E Kylian ia trazer um novo ar. Só que o garoto mal tinha chego e já fez Eva odiá-lo.

A repercussão que a mudança dele trouxe para o prédio, fez com que dezenas e dezenas de fãs se alojassem na entrada da casa dela. Elas gritavam o nome dele de dia e de noite sem se importar com os demais moradores. E quando Eva esbarrou com Kylian a primeira vez, por pouco não o estrangulou ali mesmo. Precisou ser forte e determinada. E ela lutou com seu ódio.

E após alguns acontecimentos constrangedores com outros moradores, o PSG conseguiu uma medida protetiva e os fãs não poderiam vir mais acampar na portaria do Prédio. E isso realmente fez as coisas voltarem ao normal.

E Kylian finalmente a convidou para cronometrar sua corrida pela manhã. Ele já havia notado que Eva tinha uma rotina que consistia em sair da cama muito cedo. Ele só não sabia que essa rotina era uma coisa que começou por causa dele. Eva só começou a acordar duas horas antes do seu horário da escola para evitar ficar presa nas mãos dos fã clubes de Kylian Mbappe.

E deu certo.

Até não precisar mais evitá-los. Mas isso fez com que ela se tornasse amiga do Francês, e a amizade dos dois fluiu do zero ali.

— Eu prometo que irei conversar com Ian. — Arthur passou o braço ao redor da irmã, e caminharam juntos até a mesa onde Gregory e Aiden conversavam animadamente sobre um programa de futebol no fim de semana.

Aiden e Arthur gritaram um com o outro durante a tarde inteira. Eva se agarrou com gosto a uma caneca gigante de chocolate quente, e pediu um sanduíche de manteiga de amendoim com pêssego. Gregory perguntou da escola, Eva desconversou e lembrou de parabenizar seu pai pelo incrível trabalho que estava fazendo como Engenheiro. Tinha visto um dos seus prédios em uma propaganda da tv.

Ela até gravou para mostrá-lo depois. E ficaram meia hora só naquele assunto, enquanto Gregory contava como tinha sido o projeto daquele trabalho e a dificuldade em usar o terreno que tinha muitos altos e baixos, elevações perigosas que tiveram que concertar antes de pensar em construir ali a 1 ano. Mas o prédio finalmente tinha sido feito e ganhará até mesmo uma medalha da prefeitura por seu sistema completo de segurança e preocupação com aqueles que o usarão em seguida.

Os olhos de Gregory brilhavam.

E depois disso tiveram que se despedir, e marcaram de comer bolo com nozes na semana seguinte, o preferido de Ian — Que nem aqui estava. Mas ninguém questionou esse fato. E quando finalmente entraram em casa já eram 19:00 horas da noite.

Ian estava na cozinha preparando alguma coisa, e Eva passou direto para o seu quarto. Precisava de um banho e precisava estudar.

Assim que fechou a porta e seu celular tocou, era uma mensagem de Trenna.

"Talvez eu tenha algo para você. Há um projeto de voluntariado acontecendo bem agora e ele vai até o Natal. Posso colocar você nele e usar seu desempenho como fundo para sua nota." Professora Trenna.

Bingo! Uma luz se iluminou nos olhos de Eva. Rapidamente digitou uma mensagem perguntando sobre o projeto.

Trenna logo respondeu.

"É algo no Paris Saint German"

— PSG? — O trabalho de Kylian.

Droga. Respirou e digitou:

— Eu aceito, Professora.



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