História Mon Compte - Capítulo 7


Escrita por: e kimayo

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Shot, Taekook, Vkook
Visualizações 152
Palavras 3.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi meus docinhos... Tudo bem??

Comigo está uma maravilha.. Não que alguém se importe.. TT^TT ~ A dramática

Enfim..
Algumas observações para que ninguém se perca...

O 'símbolo' [...] ; é a troca de personagem.. tipo se é o JK 'narrando', trocaria então para o Conde. E vice e Versa.
O 'símbolo' -x- ; é 'quebra de tempo' mantendo no mesmo personagem.
A narração de Mon Compte é só os dois. E eu não queria ficar colocando '[p.o.v - fulano de tal]' pq sei lá..
não quis.. u.u

Espero que isso tenha esclarecido algumas duvidas; se é que tinham...
To falando que eu sou loca....

Boa Leitura!

Capítulo 7 - Septième Chapitre


Fanfic / Fanfiction Mon Compte - Capítulo 7 - Septième Chapitre

Comi em silêncio na cozinha, com Namjoon. Pelo que eu entendi Taehyung não quer me fazer companhia esta noite. Bem hipócrita ele. Mais cedo me obriga a dormir na mesma cama e agora não quer jantar comigo porque me ofereci a sair e roubar uma coisa que é dele? Aff, ele me confunde. E me irrita. E me instiga. E me excita. Bufei, revirando os olhos.

Jin entrou bufando na cozinha me tirando dos meus devaneios. Tomou dois copos de água em silêncio sem fitar a mim ou ao Namjoon que olhávamos o acastanhado com duas incógnitas pairando em nossas cabeças. Jin apertou o copo com força na mão e o mesmo quebrou no ato. Levantei rapidamente para ajuda-lo e ele me olhou bravo, seus olhos amarelos gritantes.  Voltei minha bunda para a cadeira. Namjoon não falou nada, apenas suspirou pesadamente.

- Ele tá impossível esta noite. – disse apoiando as duas mãos na nuca, jogando os braços para trás.

- Ele não quer nada do que eu ofereço. – Jin disse cuspindo fogo, limpando as mãos de sangue. – Acho que você vai ter que procurar outras pessoas.

- Aaah qual é?! – Jin o repreendeu pelo olhar. – E ainda sobra pra mim? Sério?

- Você sabe que eu não posso ir. Só você pode fazer isso. Se ele mandar você vai e pronto. – apontou o dedo na cara do outro. Não me atrevi a mover um músculo sequer.

Namjoon esbofou pesadamente se levantando e colocando o prato na pia, parando a frente do Jin para ajuda-lo a tirar os cacos da mão. Namjoon tirava os cacos e limpava o lugar com cuidado enquanto Jin parecia perdido em seus pensamentos. Uma senhora, cujo reconheci da noite anterior, apareceu na cozinha.

- Jin, minha criança, se machucou? – indagou a mais velha.

- Tá tudo bem Lucil, Nam já me ajudou. – sorriu mínimo.

- Tá certo então. – a mulher sorriu, deixando as rugas a mostra. Uma velinha doce. – Namjoon, o Conde está lhe chamando.

Namjoon jogou a cabeça para trás frustrado. Jin deu um tapa em seu braço o olhando firme. Namjoon respirou fundo e saiu da cozinha, após depositar um beijo na mais velha a fazendo rir com o ato, esta saiu logo após. Jin se sentou em silêncio ao meu lado após se servir do frango xadrez que ele havia feito e que estava delicioso ao meu paladar.

- Jin? – chamei depois de alguns minutos de puro constrangimento. – Eu fiz alguma coisa de errado? – me sinto culpado.

- Não, Kookie. – suspirou. – Você não tem culpa do meu Senhor ser um cabeça quente, nervosinho e mimado. – fez algumas caretas, quis rir, mas me segurei. – Ele acha que sua ideia de ir buscar é apenas para sair daqui. – bufou.

- Não, não. Não foi isso o que eu quis dizer. Ele entendeu tudo errado. – disse rápido.

- Eu sei que não foi isso o que você quis dizer. – sorriu mínimo para mim. – Ele me falou que você se preocupou com os feridos. – voltou a fitar o próprio prato.

- Tem alguma coisa que eu posso fazer para ajudar? Qualquer coisa Jin. E-eu sei fazer algumas poções de cura. Coisa simples, mas pode ajudar. – ele sorria terno do desespero evidente em minhas falas.

- Isso seria de grande ajuda Kookie, de verdade. Mas acho que não vai ter tudo o que você precisa no estoque do meu Senhor. – ele fitou o prato vazio, desanimado. – E tenho certeza que mesmo se você desenhar os ingredientes em um papel, Namjoon não vai saber acha-las lá fora. – riu soprado. – Ele é um desligado para os detalhes. – disse para si mesmo. – Fora que o meu Senhor não concordaria com isso.

- Não custa nada eu procurar por aqui. E ele não precisa saber que eu estou fazendo isso. – sorri travesso.

- Kookie, é arriscado.

- Por favor, Jin. Deixe-me ajudar. Não quero ficar aqui sem fazer nada. – choraminguei. – E eles estão machucados por minha causa. Eu conheço Hoseok, ele não deve ter dado nem tempo das pessoas recuarem, simplesmente as atacou. Por favor, Jin. – pedi novamente.

- Não é sua culpa Kookie.

- Claro que é Jin. – falei um pouco alto. – Eu estou aqui como moeda de troca. Hoseok errou em atacar as pessoas do nada? Errou, mas é minha culpa também ser, sei lá por que, tão ‘’precioso’’ pro seu mestre. – revirei os olhos. – Por favor, Jin. – ele negou com a cabeça. – Ok então. Vou fazer sem a sua ajuda. Que os Deuses me protejam da fúria do Senhor carisma. – soltei as palavras rispidamente me retirando da cozinha puto da vida.

[...]

 

- Meu lorde? – Namjoon entrou no ‘abatedouro’ após dois toques ínfimos a porta.

- Namjoon, eu preciso que me traga outras pessoas.

- Sério Taehyung? Mais? Tem duas garotas desacordadas aqui do lado. – acredito que ele moveu o braço para a parede a direita. – E tem uma ai pingando as ultimas gotas de sangue. E tem...

- Eu sei insolente! – gritei. – Sei muito bem o que entra e sai daqui. – o fitei. – O gosto não me agradou.

- Aah, o gosto não te agradou? Nossa Taehyung, sua mãe nunca te obrigou a comer couve de Bruxelas não? – cerrei meus olhos e ele começou a perder o ar. – T-tá. T-á. E-eu b-usco ma-aais. M-me solt-ta. S-soltaaa.

Voltei a fitar o corpo desnudo da garota que já se encontrava seco.  Não me importava de onde vinham ou o que faziam de suas vidas. Namjoon sempre trabalhou com descrição. Normalmente, as buscava em conventos, ou garotas que não queriam transar com os namorados, casos isolados da sociedade.

- Acha mesmo que Hoseok me trará meu medalhão de volta? – perguntei após notar que o ar voltará para o pulmão do outro com mais facilidade.

- Não sei. – ele pigarreou. – Posso ficar de olho se quiser. Mas não sou dois, você sabe disso né? Ou eu te alimento ou eu fico de olho no Hoseok.

- Fique de olho nele então. Eu vou me contentar com estas garotas que você me trouxe. – o fitei e ele parecia surpreso. – O que?

- Nada. – disse desconfiado. – Só surpreso mesmo. É para eu ir agora? Ficar de tocaia? – arqueou a sobrancelha.

- O que você acha?

Ele não se deu ao trabalho de me responder, saiu do abatedouro me deixando sozinho no escuro. Suspirei pesadamente. Minha garganta já se fazia seca.

- O seu gosto não é dos melhores minha cara, mas é melhor do que nada. – fitava o rosto sem vida da morena morta.

[...]

 

Tinha ido ao meu quarto após a discussão com Jin. Se ele não vai mesmo me ajudar eu faço sozinho. Peguei um dos meus cadernos que usava nas aulas do Yoongi e andei pesadamente até as estufas. São três, fui achar alguma coisa que servia só na ultima. Taehyung havia dito que eu poderia andar livremente pela mansão se eu me comportasse. Não acho que minha surtada com ele foi um bom comportamento, mas eu tive meus motivos, acho.

Poderia fazer um ‘Limpa-ferida’, mas não sei a proporção dos ferimentos das pessoas.

- Talvez um ‘Wiggentree’ serve pra quase tudo. – resmunguei sozinho. – Onde eu vou achar muco de verme-cego? – olhava as minhas anotações.

- Por que precisaria de muco, Jungkook? – esta voz rouca quase me mata do coração.

- Oi pra você também. – ignorei a pergunta dele.

- Boa noite. – sorriu do outro lado da estufa. Revirei os olhos.

- Você teria Casca de Wiggentree, Muco de Verme-Cego, Ditamno e Moly? - o fitei diretamente desde que chegou.

Taehyung brincava com a taça na mão direita enquanto a outra estava no bolso da calça que usava. Tinha um leve bico nos lábios e uma expressão pensativa. A luz que vinha de fora não conseguia iluminar a estufa por inteira, porém, o pouco que conseguia era ofuscado pelo brilho escarlate dos olhos dele. Engoli seco após perceber que ele não olhava mais para o teto de forma pensativa, seus olhos eram direcionados a mim, juntamente com um sorriso malicioso típico dele nos lábios.

- E então? – perguntei sem um pingo de paciência.

- Diga-me para que utilizará e eu penso se tenho ou não.

- É para uma poção. – resmunguei.

- Que tipo de poção? – andava até o meu encontro e meu corpo automaticamente começou a esquentar.

- Uma de cura. – respondi baixo desviando meu olhar para o caderno aberto em minhas mãos.

- Uhn. – ele olhava por cima do meu ombro, o caderno. Seu corpo tão próximo do meu me faz estremecer. É incrível em como os mínimos atos dele fazem meu corpo quase implorar para ser dele. Longe eu consigo respirar normalmente e ser eu mesmo, perto, meu corpo não me obedece e eu não consigo raciocinar direito. Fechei os olhos, praticamente entregue ao cheiro que exalava da pele fria dele. – Achei que tivesse lhe dito que não era necessário se preocupar com meus criados. – senti o mesmo se afastar um pouco.

- S-sim eu sei. – apertei o caderno em minhas mãos, frustrado. – Mas não me senti bem. – confessei. – Hoseok invadiu aqui e machucou as pessoas que não têm nada a ver com a briguinha do casal. – ele riu soprado. – E eu não tenho nada a ver também.  – fitei com calma. – Mas, já que estou aqui, obrigado e como moeda de troca, me deixe fazer pelo menos isso. – pedi.

Taehyung maneava a cabeça em negação de olhos fechados, pensando na minha proposta. Não é a mesma de mais cedo. Não estou pedindo para sair, apenas para ajudar como eu posso. Se é que eu vou conseguir fazer essa poção. Isso é departamento do Jimin, eu prefiro o trabalho grosso. Vai ser a primeira vez que faço sozinho, pode dar muito errado. Ele suspirou pesadamente abrindo os olhos ao final.

- Tudo bem. – quase pulei de alegria. – Mas eu vou ficar ao seu lado, supervisionando.

- Tá, tanto faz. – dei de ombros com dificuldade. Não posso e não vou me mostrar entregue a ele.

[...]

 

- Está errado. – cantarolei do outro canto da sala, após ver Jeon colocar o ingrediente da poção de forma errada pela terceira vez. Ele está bem irritado e incrível como isso me instiga.

- Pare de falar, quem sabe eu consiga me concentrar. – retrucou.

- Eu te desconcentro então? – sorri maliciosamente para o moreno que ganhou tons avermelhados no rosto, me fazendo rir alto. – Jeon, já lhe disse. – me levantei indo de encontro ao mesmo. – Não é um pedaço da casca inteira, é raspada.

- Não confio em você. – me deu as costas para jogar fora o que estava no pequeno caldeirão.

Respirei fundo com a repetitiva petulância do mais novo. Muito mais novo. Inferno, por que eu aceitei fazer isto mesmo? Eu o quero perto, entretanto, nunca vi alguém tão cabeça dura e, teimoso quanto ele. Nem Namjoon chega a isso. Jungkook me leva ao extremo.

- Se me deixasse ajudar não estaria errando repetidamente. – tentei controlar a raiva que saía arranhando minha garganta. Em vão.

- Se você não ficasse me encarando eu não teria errado. – me olhou em fúria, mesmo ruborizado.

- Você está fazendo errado! – bati a mão sobre a mesa.

- Eu tenho certeza que o bruxo aqui sou eu! – fez o mesmo movimento, me encarando.

- Um bruxo que não sabe fazer uma simples poção! – Diabos, eu estou retrucando com uma criança?

- Não é minha especialidade, ok? – jogou as mãos no ar. – E você ficar aqui me irritando não ajuda, sabia? – passou a mão firmemente na nuca, abaixando a cabeça.

Ato maldito que ele vem repetindo varias e varias vezes, me arrancando o ar dos pulmões todas às vezes. Ele não faz ideia de como me seduz desta forma. Passei a mão pelos cabelos me afastando do perfume tentador que ele exalava. Apoiei as mãos na bancada próxima, ainda de costas para o garoto. Ele vai me fazer perder as estribeiras, a qualquer momento.

- Me deixe ajudar Jeon. Estamos nesta briguinha ridícula porque você não aceita a minha ajuda. – falei de costas para o mesmo, cansado da insistência dele de me manter sentado noutro canto, apenas contemplando as burradas que ele teima em fazer por não querer minha ajuda.

- Já disse que não confio em você. – senti o frio em sua voz.

- Maldição. – praguejei. – O que você quer então? Que eu o expulse daqui e não o deixe fazer isto? – apontei para o caldeirão. – Porque você tá ‘assim’ de conseguir ganhar dois dias trancado no seu quarto. – o olhei firme.

- Ótimo então!  – soltou as mãos no ar. – Assim eu não preciso olhar na sua cara. – andou bruscamente até a porta.

- Jungkook. – o chamei calmamente.

- O que? – se virou rapidamente.

- Venha aqui. – pedi com calma ignorando seu tom audacioso.

- Não. – cruzou os braços.

Petulante.

- Garoto não me faça perder o controle. – rosnei baixo, sentindo o meu corpo queimar de raiva.

Jungkook ficou estático, como eu desejara. Quieto e parado, enfim. Respirava exíguo e a boca abria e fechava algumas vezes. Mesmo a uma distancia considerável, era como se o pouco ar que se esvaia de seus lábios delicados e cheinhos, tocassem minha face. Suspirei pesadamente controlando a vontade que crescia dentro do meu ser de atacar aqueles lábios vermelhos e quentes. Agoniante ficar ao lado dele e não poder toca-lo. Meu desejo é me perder erradamente em suas pernas, sentir sua quentura e o seu gosto. Deve ser doce. Apoiei as mãos na mesa a minha frente, sentindo uma imensa dificuldade respiratória. O cheiro dele se espalhou novamente, igual no dia em que estávamos sob o gazebo. Ele está excitado. Não preciso nem olhar, como da outra vez. É a mesma sensação. Este hormônio todo, gritando, saindo aos montes de sua pele. É como um farol no meio do mar escuro, que me guia até ele.

Eu não posso invadi-lo, não posso o tomar a força.

- Jungkook. – chamei baixo. – Respira com calma, amor.

- Não consigo. – respondeu no mesmo tom. Mordi meus lábios tentando me segurar. Não posso fita-lo.

- Tente. – pedi. – Senão serei obrigado a lhe ensinar como se respira. – minha voz saiu rouca e como um gemido arrastado.

- Me ensine então. – como da ultima vez, manhoso, pedinte e me tirando dos eixos.

Andei a passos largos e rápidos até o mesmo, fechando a porta que estava aberta apenas um palmo. Jungkook colou suas costas na mesma, me encarando ruborizado, quente. Inalei o cheiro proveniente de seu corpo como se dependesse daquilo para viver. E nesta altura, dependo. O prensei contra a porta usando meu próprio corpo, não irá fugir desta vez e Jin não está aqui para me impedir de tal ato.

- Você praticamente implora para que eu o torne meu, sabia? – levantei a mão na altura de seu rosto, passando os dedos a milímetros de sua pele.

- Então faça. – sussurrou.

Inconsequente.

Jungkook não faz ideia do quanto me afeta. Uma respirada mais funda uma esfregada de mãos na nuca, um suspirar pesado, uma língua que passeia desenfreadamente e provocativamente pelos seus lábios, me excita me tira dos eixos, me deixa faminto. Torna-me um ser pecaminoso e nem todos os pensamentos mais broxantes, me fazem relaxar diante do quão sedutor para mim ele se torna. Tentando desabrochar diante dos meus olhos. Ele praticamente implora para que eu o tenha, com esse cheiro convidativo. Parece que ele faz de propósito, quer-me ver pirando e abocanhando sua existência pura.

- Não me provoque Jungkook. – pedi entre dentes. Umedeci meus lábios e ele suspirou novamente.

Isso esta me matando. Talvez se eu só me aliviar como da outra vez.

Aproximei-me mais de seu corpo, sentindo suas coxas fartas entre as minhas. O calor que ele sentia em meio a suas pernas era o mesmo que eu tinha dentro do meu corpo. Fervoroso. Passei o nariz rente à pele alva de seu pescoço, vendo o mesmo me dar mais território, tombando sua cabeça para o outro lado. Não sei se me alegra ou me irrita. Sorri mordendo os lábios, para não lhe avançar mais do que me permito. Tenha paciência Taehyung. Ele só está entregue assim por conta de sua íris avermelhada que o desarma.

Aah minha consciência é a pior coisa que eu posso ter. Fazendo-me lembrar de todos os momentos o quão profano é o meu ser.

- Sabe que ninguém vai entrar aqui para me impedir de te tocar. – encostei meus lábios de leve na sua pele. E como da ultima vez, o calor se fez presente na região do choque de nossas peles. – Sabe que não tem para onde correr. – o som que vinha de seu peito era uma tremenda bagunça, descompassado, afoito. – Sabe disto, não sabe Jungkook? – sussurrei ao pé de seu ouvido.

Ele permaneceu calado, de olhos fechados, respirando pesadamente, me fazendo delirar em seu descompassar. Isto não está ajudando em nada. E este odor doce que ele solta, me levando a esquecer de todo o receio que eu tenho de lhe ferir ou lhe profanar. Umedeci os lábios novamente e depositei um beijo em seu pescoço, o toque me fez arrepiar e a ele arfar. Deixei minhas preocupações e limitações de lado e repeti o processo. Ousei o ato quando mordi de leve o local antes apenas beijado. De canto de olho, o vi abrir e fechar a boca; umedecia os próprios lábios e engolia seco. Estou a ponto de tomar os lábios dele aos meus.

Arranhei a porta de madeira embaixo dos meus dedos, tentando miseravelmente me controlar. O som da madeira sendo maltratada e rasgada parecia não ter entrado nos ouvidos do garoto, que ainda respirava com dificuldade. Afastei-me de seu pescoço apenas para olhar em sua face ruborizada. Seus lábios estavam vermelhos e haviam ganhado algumas marcas de dentes dele próprio. Senti certa inveja, quero poder fazer isto, me deixa fazer. Alguns fios de cabelo pareciam estar molhados, devido ao suor frio que saia de sua pele e perfumava a sala.

- Se eu lhe tocar não vou conseguir parar. E não vou deixar você sair do meu lado. – proferi com certa dificuldade. Sentia-me embriagado com o pouco contato que tivera de seu corpo.

- Ooh, por favor. – ele abriu os olhos me encarando. Seu pedido foi baixo e rouco, soou quase como um gemido para os meus ouvidos.

Não aguento mais. O tomei para mim.

Feroz e afoitamente, colei minhas mãos uma em sua nuca e a outra puxei sua pelve contra a minha, sentindo o calor do corpo alheio invadir o meu. Os lábios dele, entre aberto roçaram aos meus também abertos. O hálito quente dele invadiu minha boca. Já não respondia meus comandos de me conter. Minha língua invadiu a boca do garoto que não hesitou em fazer o mesmo comigo. O seu músculo molhado e macio se esfregava contra o meu, deixando seu sabor único entrar no meu sistema. Tão afoito e desesperado pelo contato. Uma sincronia fora estabelecida entre nós. Meus dedos entre seus cabelos sedosos de coloração escura eram apertados, forçando a cabeça do outro contra a minha. Desesperado. Jungkook apertava as mãos em minhas costas e, mesmo por cima de todo o tecido, a área se esquentou. A saliva se acumulava aos cantos me fazendo parar por algumas vezes o ósculo apenas para engolir aquilo que juntará. Não me afastava apenas cessava por milésimos de segundos, o suficiente para ele me puxar afoito e iniciar o beijo mais uma vez.

Não sei quem estava mais tentado a esta altura, se era eu pelo desejo imensurável de querer tê-lo ou o mais novo, que me puxava apressado, como se a qualquer momento eu fosse sumir de suas vistas. Um gemido baixo do outro me fez eriçar os cabelos da nuca. Voltei a maltratar carinhosamente os lábios que já se encontravam inchados, iguais aos meus, imagino. O ar se esvaia com facilidade devido o ósculo ansioso de nós dois. Minha pele que naturalmente é deverás fria, se encontrava quente ao contato da dele esta queimava durante a troca de saliva. Desci minha mão que jazia em sua cintura e fui de encontro a sua coxa farta, acariciando a mesma firmemente. Outro gemido rouco fora proferido contra meus lábios que estava entre os dentes do outro. Arfei com o som. Apertei meu corpo contra o dele em resposta.

Isto está indo longe demais. Tenho que me contentar. Não posso mais que isto. Não quero lhe manchar. Mas não posso me afastar bruscamente.

Diminui o ritmo, acalmando o outro entre os lábios. Soltei sua nuca com relutância colocando a mão em seu rosto. Subi a outra até minhas costas, puxando uma de suas mãos a minha, entrelaçando os dedos para que ele entendesse que era necessário o rompimento. E como esperado, o beijo se acalmou e uma troca de selares significativos deu inicio, cessando toda e qualquer tentativa errante de minha parte, para o levar para o quarto e o fazer meu de uma vez por todas. Por mais que meu ser grite por querer faze-lo, não posso. E não o farei.

Abri meus olhos respirando com certa dificuldade, meus lábios estão mínimos do outro. Jungkook não me olhava, sua atenção era em meus lábios. Sorri curto, chamando sua atenção para minhas orbes, levantando seu rosto para que me fitasse e assim o fez. Afastei-me apenas para fita-lo com mais facilidade. Tão lindo. Passei os dedos em seus cabelos, tirando de seu belo rosto, apenas para contemplar a beleza alheia. Jungkook me fitava calmamente. Uma paz reconfortante se fez presente no recinto. Sentia minhas energias recarregadas. Como poderia? Fora apenas um beijo. Um dos melhores que recebi em minha longa vida. Mas totalmente revigorante. Único.

Ele me tem tão fácil se quiser. Só basta eu saber se me quer.


Notas Finais


NHAAAAAAAAYYYY!!!

>.<'

esses dois me matam..

Obs.: As poções e ingredientes são poções encontradas em ''Harry Potter''
Amo mto a saga!!

bjoo


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