História Monalisa - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Guilherme&santiago, Originais, Romance
Visualizações 42
Palavras 1.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, meus amores!!
Como vocês estão?
Me perdoem pela demora em atualizar a fanfic... Não pretendo demorar tanto das próximas vezes...
Bora conferir um capítulo novo?
Espero que gostem...

Capítulo 8 - Medo


O tempo passa e assim que chega em casa, Monalisa desce de Azul e corre para dentro, indo direto para seu quarto. Guilherme estava se sentindo extremamente culpado. Não entendia ao certo o que estava acontecendo, mas se sentia mal por aparentemente ter feito algo ruim para Monalisa. – O que houve? – Marina pergunta ao ver Monalisa entrar correndo em casa e Guilherme com o olhar sem entender nada.

- Eu... Eu não sei... Não sei o que está acontecendo... Não sei o que aconteceu... Me perdoe, Marina... Eu... Eu preciso ir falar com ela. – Guilherme fala tentando ir até o quarto de Mona, mas a mãe da jovem o impede.

- Não. Eu... Eu sei o que aconteceu. E... Acho melhor deixa-la sozinha até que se acalme.

- O que ela tem? Porque é desse jeito? Tão tímida... Retraída... Aconteceu alguma coisa com ela?

- Aconteceu, Guilherme. E algo muito grave.

- Me diz então... Por favor... – Guilherme pede praticamente suplicando.

- Não posso. Monalisa é quem deve lhe contar. No tempo certo. Tenha paciência, Guilherme.

- Mas...

- Só peço isso... Tenha paciência. E cuide da minha filha. Ela gosta muito de você. Não a pressione.

- Tudo bem. Eu... Eu vou respeitar seu tempo. – Guilherme fala engolindo a seco. Seu olhar volta para o quarto de Monalisa e o cantor sente ainda mais culpa por não saber o que havia acontecido no passado da jovem que agora estava aos prantos por sua causa.

Os minutos se passam e finalmente Santiago volta para buscar o irmão. Antes de ir embora, Guilherme afirma para Marina que logo voltaria para conversar com Monalisa. Precisava lhe pedir desculpas e precisava tentar entender ao menos um pouco do que havia acontecido a sua Monalisa.

- Que cara é essa, irmão? Levou um fora da sua musa Monalisa? – Santiago fala enquanto dirigia de volta pra casa. O cantor ria da cara de Guilherme sem nem ao menos saber o que realmente havia acontecido.

- Não brinca com coisa séria, Santiago. A Monalisa passou por algum problema muito forte no passado. E hoje é tímida e retraída por isso. E pra piorar, eu estraguei tudo. O que nem havia começado.

- Como assim?

- Eu tentei beijá-la, Santiago. Estávamos tão perto que... Que eu não resisti. E ela se afastou e me deu um tapa. Voltamos pra casa dela e durante todo o caminho, ela chorava silenciosamente. Como se eu tivesse feito a coisa mais abominável do mundo. Eu sei que errei em tentar beijá-la, afinal, mal nos conhecemos e talvez ela tenha pensado que eu iria querer somente me aproveitar dela por ser minha fã, mas... Tem alguma coisa errada ali. Ela não ficaria daquela forma somente por uma tentativa de beijá-la. Santiago... Ela me olhava com nojo, repulsa... Raiva... Medo... Eu nem sei mais como nomear seu olhar. Aquilo me perturbou de uma forma que... Que eu me senti culpado. E ainda me sinto. – Guilherme desabafa.

- Talvez ela tenha sofrido algum trauma, irmão.

- Trauma? De que tipo? – Guilherme pergunta e logo vem em seus pensamentos uma única hipótese. – Não... Ela... Ela não poderia ter sido estuprada. Poderia?

- Pela maneira que você conta que ela ficou... Essa é uma hipótese a se considerar.

- Santiago... Quem... Quem conseguiria fazer isso a uma garota como ela? Ela parece um anjo... É doce, meiga, carinhosa... Como... Não... Não é possível. Não pode ser isso. Tem que ter outra explicação.

- Guilherme, as explicações podem ser inúmeras. Mas a que se encaixa melhor é a de estupro. Se ela te olhou com nojo somente por ter se aproximado dela e tenha tentado beijá-la... Faz todo sentido sim.

- Meu Deus! Será... Será que aquele anjo de olhos tão intensos e tristes foi mesmo abusada? – Guilherme se pergunta temendo o dia que descobrisse a verdade. Doía pensar que Monalisa poderia ter sido abusada na infância. Ele não conseguia nem sequer imaginar alguém a tocando contra a sua vontade. Era muita crueldade fazer isso. Ainda mais com Monalisa que parecia ser tão delicada e frágil. Se fosse realmente esse o motivo de sua timidez e de sua reação ao quase ser beijada com ele, ele tinha que se sentir culpado sim. Pois havia tentado fazer algo contra à sua vontade. – Eu vou descobrir o que está acontecendo com você, Monalisa e vou te ajudar. Custe o que custar. – Guilherme sussurra enquanto pensa nos lindos olhos da jovem o encarando com medo e dor.

[...]

- Mona? Posso entrar? – Marina fala ao bater na porta do quarto da garota.

- Pode, mãe. Entra. – A jovem fala e se senta na cama ao mesmo tempo em que limpa algumas lágrimas.

- O Guilherme acabou de sair daqui com o irmão. Minha filha... O que aconteceu entre vocês? Ele estava muito mal por tê-la visto daquela forma. E parecia muito culpado. O que de fato aconteceu?

- Ele... Ele tentou me beijar, mãe. E... E... Eu senti medo. Muito medo. De repente, tudo o que eu vivi veio à tona. Simplesmente... Apareceu na minha frente, mãe e... Eu vi no Guilherme, a imagem daquele homem. Mãe... Eu sei que ele não quer me fazer mal, mas... Naquele momento, eu senti medo. Eu pensei que ele realmente iria fazer o mesmo que...

- Eu sei, meu amor. Eu sei. – Marina fala e se aproxima da cama. Ela senta ao lado da filha e a abraça carinhosamente. – Mas... Monalisa... O Guilherme não é da forma que você pensa, meu amor. Eu vejo isso no olhar dele. Eu vi o arrependimento em seus olhos. Ele estava arrependido. Não me disse o que havia acontecido, mas... Ele estava se sentindo culpado. Filha... Você precisa tentar superar esse problema. E precisa tentar ser feliz.

- Eu sei, mãe... Mas... É difícil... Tudo estava indo tão bem. A nossa conversa... Ele estava tão carinhoso... Aquilo parecia um sonho. E... E quando ele tentou me beijar... Tudo desmoronou... Eu... Eu me sentia acuada. Eu... Eu me afastei dele... Mãe, eu... Eu lhe dei um tapa no rosto. E tudo por... Por minha própria culpa. Por... Por não conseguir esquecer o passado. E por sempre associar ele ao presente.

- Minha filha, você não tem culpa de nada. É normal que se sinta acuada. Mas... Você precisa tentar esquecer. Não pode pensar que todos os homens são iguais a ele. Pelo pouco que pude ver, o Guilherme não é como ele. Ele realmente está se preocupando com você. E está se culpando por algo que nenhum de vocês tem culpa. É claro que foi errado o que fez, mas... Eu sinto que ele é diferente. Mesmo sendo um homem famoso, ele é diferente.

- Eu sei, mãe. Mas... E agora? E se ele estiver me odiando? E se achar que eu sou alguma louca? Ele pode nunca mais querer me ver... Ele... Esse passado vai sempre ser um fantasma em minha vida e... O Guilherme... Vai me odiar se souber do que aconteceu.

- Ele disse que irá voltar pra te ver. Tenha calma, meu amor. Deixa o tempo mostrar o que de fato vai acontecer entre vocês. Se abra pro amor, filha. Se abra pra felicidade... Por você, por nossa família... Conta a verdade a ele, filha. E se liberta desse mal. – Marina fala tentando encorajar Monalisa a enfrentar seu passado e enterrá-lo de uma vez por todas. A jovem então abraça novamente a mãe e teme ser rejeitada por Guilherme se contasse toda a verdade a ele. No fundo, ela tinha medo. Medo de contar tudo e ser rejeitada. Medo de Guilherme nunca mais querer olhar em sua cara. Medo dele sentir repulsa. Medo. Ela simplesmente sentia medo. Um terrível medo.


Notas Finais


Gostaram? odiaram?
Mereço comentários?
A situação entre Monalisa e Guilherme se complicou e no próximo capítulo saberemos o que de fato aconteceu com Monalisa.
Espero vocês no próximo capítulo.
Até mais!!


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