História Monochromatic - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Jikook, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Namjin, Romance, Taeyoonseok, Yaoi
Visualizações 8
Palavras 2.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, querido leitor. Espero que você leia com carinho essa história. A mesma está sendo desenvolvida em minha mente há um ano, e estou relativamente feliz de ter ela aqui no spirit.

Capítulo 1 - 1- Visão Monocromática.


Fanfic / Fanfiction Monochromatic - Capítulo 1 - 1- Visão Monocromática.

DEFINIÇÃO DE MONOCROMÁTICO.

mo.no.cro.má.ti.co mɔnɔkrɔˈmatiku (dicionário formal)

Adjetivo

1. Que apresenta uma só cor, monocromo.

2. FÍSICA: diz-se do feixe de ondas da mesma frequência.

Monocromático (dicionário informal)

1. As cores das teclas do piano coberto de pó.

2. As notas de uma partitura cujo desejo é ser reproduzidas.

3. Um mundo coberto pelo silencio, as cortinas fechadas em pleno dia de verão, garrafas vazias, espalhadas por um apartamento repleto de solidão.

4. A minha visão.




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No meio da plateia, a ansiedade crescia. O ar seco, repleto de expectativa. Os passos delicados no palco, aproximando-se daquele instrumento gigante e reluzente. Poderia ser uma cena de um filme. Quase todos conteram a respiração, e os murmúrios cessaram, pois lá estava ele, sentando-se na banqueta com elegância. O rosto, perfeitamente delineado, como se fosse uma escultura celeste, não mostrava qualquer rastro de seu possível nervosismo, mas o dono da cabeleira negra sabia, sabia que o pianista prestes a se apresentar se encontrava nervoso. Isso transparecia no olhar perdido. Então, as mãos cujos dedos curvados em ângulos estranhos se esticaram, cobrindo as teclas necessárias para iniciar sua doce melódia. E assim, o auditório foi preenchido com o melancólico som das teclas. Sim, moonlight sonata op 27, movimento 3, composta por Beethoven. Os dedos se deslizavam rapídamente pelas teclas, e qualquer um estava absorto na melódia, tocada com perfeição. Ninguém se atrevia a tirar os olhos daquele ao qual estava expressando tanto. De raiva à tristeza. De solidão à melancolia. Sim, ele era um músico expressivo. Cada nota estava repleta de sentimentos. Talvez, foi por isso que ele escolheu aquela música, cuja entonação arrepiava qualquer pele. Mas rápido, mas rápido. Talvez chegue a ela.

Porém, pela primeira vez em toda sua existência, Kim Taehyung viu seu preciado pianista interromper sua música. Deixando-a sem um final. As mãos que deveriam estar no piano, nas teclas brancas e negras, estavam cobrindo seus ouvidos. Os olhos, ao qual continham o mundo em sua íris, estavam vazios, olhando para seu colo, enquanto lágrimas deslizavam pelo rosto delicado.

“Não. Continue tocando. Por favor. Olhe para mim.”

Mas as mãos não voltaram para o piano. Ele nunca finalizou aquela melódia. E nenhuma outra.

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Namjoon manteve a xicara a centímetros de seu objetivo inicial, apenas para deixar uma risada soprada sair contra sua vontade, recebendo um olhar que fez sua diversão se transformar em tosses previamente fingidas, para o afim de direcionar moral para o rapaz debruçado na mesa. Hoseok possuía feições decoradas pela tristeza, afundando seu rosto entre os braços, apenas sentindo-se a pessoa mais infeliz daquele universo. Outra encenação, pois na verdade, os sentimentos pré-datados para a pessoa que havia traído seus sentimentos não passavam de uma linda atuação de ambos lados. E o Kim sabia muito bem sobre isso. Hoseok apenas desejava descartar sua solidão, começando relacionamentos onde seus sentimentos nunca existiam. Ele não conseguia amar verdadeiramente. E assim, as relações cujo fundamentos falsos eram frágeis, acabavam desabando, fazendo o rapaz culpar-se. Dissipar a culpa dos outros, jogando-a em seus ombros, como se isso fosse solucionar a sua incoerência quando a palavra amor e confiança estavam envolvidas.

- Eu achei que você fosse meu amigo- o dono dos cabelos ruivos, cor que combinava muito bem com aquele que era conhecido por suas esquisitices, se pronunciou, com um bico enorme nos lábios finos, como se a qualquer momento fosse desatar-se em lágrimas- Se fosse para rir de mim, eu tinha contado para minha mãe.

Com certeza a senhora Jung gargalharia ao escutar as histórias absurdas de Jung Hoseok. Bem, pelo menos Namjoon teve a decência de murmurar “Perdão, perdão” junto com um, “mas eu nem ri direito”, fazendo com que o falso ruivo se endireitasse em seu assento, somente para lançar-lhe um novo olhar mortal. Por fim o Kim levou a xícara a seus lábios, absorvendo o café agora morno, deixando o mesmo deslizar-se por sua garganta, deixando aquele delicioso gosto amargo em seu palato. Com certeza, Namjoon era apaixonado por o sabor do café. A bebida era o motivo de sua energia diária. Como uma amante, ele precisava deliciar-se com o sabor em seus lábios, pois se não, a ausência de sua amada atrairia uma bela e incomoda dor de cabeça.

- Bem, se não fosse ontem, poderia ser em qualquer momento. Hope.- a xícara repousou sobre a mesa e o olhar analítico do mais novo ali foi para o ruivo.- Pare de se culpar.- Hoseok desviou o olhar e bebeu seu chá gelado olhando para fora da cafeteria.- Estou falando sério. Você não tem culpa se seu ex-namorado é um babaca e transou no seu precioso sofá com o professor de Yoga.

- Foi no meu lindo e precioso sofá- o rapaz choramingou- nem para ser na cama, onde eu posso queimar os lençóis. E o professor nem era tão bonito. Agora meu sofá está fedendo a suor e pau mal lavado.- com aquelas palavras, Namjoon começou a gargalhar- É sério Monnie. Faz anos que aquele cara não lava o pau dele. É horrível chegar no meu apartamento e não poder me aninhar no meu mozão porque ele está fedendo. Pobre Elizabeth.

Hoseok encontrou Elizabeth, mas bem seu sofá, nomeado carinhosamente com o nome de um de seus livros favoritos, em um leilão. Não, não perguntem como ele foi parar em um leilão, mas o jovem se apaixonou pelo estofado cor creme, pelo recosto elegante e o formato. Até da maluca história da sua procedência, sendo essa de uma francesa ao qual mudou-se para a coreia com sua mobília, falecendo justamente no sofá. E para sua surpresa, Hobi acabou descobrindo que a idosa também chamava-se Elizabeth, assim reforçando o nome dado anteriormente. E Namjoon não era nem louco de tomar assento em Elizabeth. Não sabendo da procedência da mesma.

- Bem, você contratou um serviço de limpeza, né?- o ruivo concordou com a cabeça- Então Elizabeth estará bem. E você vai poder dar amor para ela, tá?

Hoseok concordou com a cabeça, como se fosse uma criança sendo tranquilizada. Kim o considerava seu lindo e precioso irmãozinho, mesmo que não houvesse laços sanguíneos. Hope, carinhosamente apelidado por o dono dos cabelos platinados, sempre esteve consigo. Ele era uma explosão de energia e alegria, contrastando com a personalidade calma e serena no mais novo, apenas por alguns meses. Namjoon, mesmo em sua adultez, considerava-se afortunado de ter aquela criatura que sugava aquela mistura estranha de chá e ervas, afundando dentro de sua blusa escandalosamente colorida, feita de lã e com um felino estampado no meio daquele arco-íris de cores gritantes. Ele já havia se acostumado com a presença do rapaz, e com certeza não gostaria de desprender-se dele. Hobi era precioso demais para si. Mesmo com toda essa loucura dele. Em segredo, ele achava que esse jeito esquisito do mais velho era seu charme.

- Ah, já encontrou um apartamento? - Os devaneios de Nam foram interrompidos pelo ruivo- Soube que a senhora do 27 está se mudando para morar com seu filho. Caso você queira ver meu rostinho lindo todos os dias.

- Não, não tenho interesse em ver seu rosto todos os dias- o mais novo falou, um tanto risonho- Acabei encontrando um perto de onde eu vivia. Por um ótimo preço, aliás. Se não houvesse assinado o contrato, pensaria na possibilidade de morar praticamente grudado com você.

- Ah, - Hoseok suspirou, frustrado- poderia roubar sua comida e a sua netflix.

Foi a vez de Namjoon lançar-lhe um olhar “mortal”. Hobi estava sendo um folgado com F maiúscula. Claramente o professor de dança poderia bancar uma netflix e sua comida sem problemas, mas é claro, era mais fácil e vantajoso roubar de uma boa alma como Kim Namjoon, que vendia suas poesias e suas histórias afim de poder pagar as suas contas no fim do mês. Sim, Namjoon havia deixado a sua faculdade de direito para dedicar-se finalmente aos seus sonhos, um sonho recheado de palavras difíceis e filosofías de um mundo corrompido, ao qual dificilmente teria um final feliz.

RM, seu pseudônimo ganhava destaques por suas histórias ao qual finais trágicos, totalmente opostas a leituras regulares, emocionavam aos leitores e críticos, abrindo-lhe espaços para prêmios literários. Mas mesmo com tal “fama”, manter-se nesse âmbito estava cada vez mais difícil. Por que comprar um exemplar de seu livro favorito se você pode economizar espaço e dinheiro, lendo-o em um aparelho eletrônico à um baixo preço ou até mesmo ilegalmente, de forma totalmente gratuita? Era raro encontrar leitores hábeis ao qual esperavam o lançamento de um livro para ir comprá-lo e seguir a leitura baixo um conjunto de folhas amareladas e com um cheiro característico, traçando as palavras impressas com seus dedos e expondo eles junto a outra coleção de livros, sorrindo bobamente ao observar a lombada com o título carinhosamente selecionado pelo autor, lembrando-se do mundo narrado pelos seus olhos, ao qual sua mente fazia questão de dar-lhe detalhes. Era difícil conviver em um mundo onde apenas uma tela substituía qualquer esforço de um editor, do autor e de todos os profissionais dessa área. Onde estão aqueles que choraram baixo uma morte inesperada? Onde estão aqueles que riram por uma piada ou um trecho engraçado? Você irá se interessar? Compartilhar com seus amigos os trechos que aqueceram seu coração? Passar aquele precioso objeto para um semelhante, pedindo a opinião dele após a leitura. Você ainda fará isso?

Onde está você, meu velho amigo? Eu tenho diversos sentimentos à compartilhar. Você será capaz de recordar minha história?

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“Talvez as pessoas estivessem cansadas de imergir-se em histórias alheias, desejando criar sua própria narrativa, por mais triste que ela se mostrasse. Ao final, qual era o motivo de ler e reler livros ao qual relatavam histórias absurdas, onde tudo acabava com um final feliz? Uma fuga momentânea? Um aprendizado de que as aventuras de sua protagonista favorita não poderiam ser as suas? Fábulas onde em vez de animais humanizados haviam fadas, príncipes, dragões ou até mesmo um amor “verdadeiro”? Livros atuais buscavam trazer problemas e perguntas ao qual se passavam em nossas cabeças, de forma que você pudesse identificar-se com o personagem, porém eles sempre acabavam felizes, esquecendo das questões dadas inicialmente. Por que por causa de um amor, tudo o que você havia se tornado não era mais viável? Onde está sua arrogância, sua tristeza, sua ira, suas cicatrizes ou até mesmo seus pensamentos? Você vai mesmo se entregar a uma pessoa que possivelmente não lhe retribuirá seu amor? Não, não haverá casais perfeitos. Não se iluda caro leitor. Não haverá cartas, flores ou um amor tão grande ao qual qualquer doença será curada. Ame-se. Esqueça de qualquer pessoa ao redor, de qualquer familiar ou amigo ao qual você se apoia. Seja egoísta. Mas dê o amor que você merece. Pois ninguém poderá alcançar suas expectativas, além de você mesmo.”

Namjoon colocou o ponto final naquele parágrafo, refletindo sobre sua escrita. Ele se amava? Como podia pedir algo às pessoas se ao menos ele fazia o mesmo? Ele seria o próximo Van Gogh, ao qual baixo belas e melancólicas pinturas afogaria-se na escuridão monocromática ao qual ele sempre visualizou? Seria ele um autor vazio, que repousaria sua cabeça nos vidrais de uma janela, observando gotículas expelidas pelas nuvens cair em uma bela dança, apenas para estilhaçarem-se nas calçadas, formando-se poças ao qual eram evitadas e desviadas, perdendo a beleza anterior? Onde estava sua história? Quando ele daria início a sua própria aventura? Sua vida seria assim? A rotina de levantar, regar suas plantas, tomar seu café e escrever e escrever mais e mais palavras, aliviando sua dor interior? Onde estava sua alegria, seus sentimentos e memórias consideradas felizes? Por que tudo ao redor tornava-se vazio, como se um gélido sentimento ocupasse todo seu ser? Ele questionava e questionava, mas ele tomava alguma ação ante isso? Não. Havia se acomodado em uma rotina, deliberando que mudanças iriam vir quando fosse a hora certa. Mas, qual era a hora certa?

Desejo poder me amar. Tais palavras repetiam-se como uma bela canção em uma voz rouca, porém entonada com uma suavidade de uma canção de ninar, um murmúrio melódico. Um segredo compartilhado. Uma reflexão

- Namjoon, eu não vim aqui, a essas horas da manhã para te encontrar de pijama e com esse maldito olhar de quem está questionando até a partícula que respira.- Hoseok protestou- Ou você troca de roupa, engole aquele liquido horrível ao qual você chama de bebida e me ajuda a empacotar SUAS coisas, ou eu vou pegar minha mochila e ir para casa.

E alí estava a quebra de seus questionamentos. Havia se passado alguns dias desde sua reunião na cafeteria, onde ao final, Namjoon concordou em compartilhar sua netflix se Hoseok lhe ajudasse com a mudança. E é claro que Hobi concordou. Mas claro, tal ajuda não se transformaria em Hoseok organizando tudo e um Namjoon ocupado em observar a poeira brilhando baixo a luz solar. Assim que com as ameaças de seu amigo, ele deixou sua cadeira aquecida pelo seu corpo e foi cumprir as demandas de seu amigo acrescentando a tarefa de lavar seu rosto e limpar seus óculos, que haviam acumulado uma camada de sujeira ao qual procedência era questionável. Após uma xicara de café estar em suas mãos, ele ocupou-se de dar atenção as suas companheiras de apartamento, dando-lhes agua com uma calma invejável. Ele sempre foi ligado a natureza e isso o impulsionou a emundar espaços vazios de seu apartamento com mudas de plantas que ao passar do tempo, transformaram-se em suas fiéis companheiras. Ele possuía um carinho especial com elas. Hoseok acusava que um dia sua casa se transformaria em uma selva. Ele apenas ria, tentando imaginar tal visão. Que não seria desagradável.

O escritor buscou ajudar o amigo a empacotar suas coisas, recebendo diversas broncas. “Isso vai na caixa azul, não na verde.” Ou “Por qualquer ser celestial, separe seus livros de forma correta.” Disso ele não podia se queixar. O ruivo era extremadamente organizado. E isso assegurou que ao se mudar, haveria facilidade em repôr as coisas em seu lugar, tal como estavam. Mas que sua paciência seria exigida nesse dia, ah, isso era fato. Ao final, estávamos falando de Jung Hoseok.


Notas Finais


Bem anjos, digam o que acharam da fic. Ela ainda não foi revisada mas estava louca para postar. Qualquer erro que vocês encotrem avise esse ser despistado.

Aliás, era para termos a visão do Jin, porém para minha infelicidade, minha criatividade não estava querendo cooperar


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