História Monólogo sobre a vida por Kim Jonghyun - Capítulo 1


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Categorias SHINee
Personagens Jonghyun Kim
Tags 090818, Ichidan, Jonghyun, Kim Jonghyun, Pensamentos
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Palavras 680
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Lírica

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, azeitonas.

Então, eu tive essa ideia enquanto conversava com uma amiga minha sobre outras coisas e, na verdade, o assunto não tinha nada a ver com Shinee, era sobre outro grupo e sobre outras situações. No entanto, como alguns sabem, eu escrevo principalmente com Shinee e na minha cabeça isso se formou a partir de diversos fragmentos e eu percebi que precisava colocar para fora.

A história é, em grande parte, como noventa e nove por cento, constituída por coisas que eu penso e meu ponto de vista acerca delas. Como a vida, por exemplo. A história não é triste, me fez bem escrevê-la e eu acho que era o que eu precisava neste momento, então fico mais do que feliz se tiver o mesmo efeito em vocês.

Sem mais delongas, espero que tenham todos uma boa leitura.

Capítulo 1 - Chapitre Unique.


Eu sempre pensei, desde muito pequeno, que podem nos tirar tudo na vida.

Eles podem nos tirar o dinheiro, aquele que não serve para nada além de comprar uma felicidade nem sempre tão barata assim, mas sempre pequena demais e passageira. Apesar de termos sempre a lembrança física dela, o sentimento de plenitude por tê-la comprado some com o passar lento do tempo. Porque as vezes o tempo passa mais devagar, e há dias que ele passa mais depressa.

Eles podem tirar aqueles que juramos ser o amor da nossa vida da mesma maneira que juramos encontrar o primeiro amor quando ainda somos jovens e imaturos demais para a vida. Porque as pessoas sempre se vão, o vazio fica e a saudade que a ausência delas nos causam também permanece. É uma dor sem fim, pensar que ao acordar no dia seguinte não vamos encontra-la ali conosco, mas com o tempo essa dor diminui. Ela não passa, não some, mas se torna sustentável. Porque a vida tem essa maneira estranha de nos fazer crescer ao tirar aqueles que nos sustentam. E as vezes é uma dor que não tem fim.

Eles podem conquistar e levar para longe os conhecidos, os amantes, as pessoas queridas, que temos por perto e ao nosso redor todos os dias. As pessoas continuam existindo, você (e eu) ainda continua existindo, mas sempre longe e nunca mais perto. Alguns laços não são eternos, algumas relações não duram para sempre, e amigos que juramos ser “inseparáveis” sempre acabam se separando da gente. Mas está tudo bem, porque como eu disse antes, a gente aprende a viver sem o apoio, mas nunca devemos negar o apoio de quem se oferece para fazer parte – mesmo que por uma fração de tempo, mesmo que saibamos que ela vai embora – de nossas vidas. É porque a vida é assim: complexa.

E eles podem nos tirar a vida, também, sabia? Da mesma maneira que nós também podemos tirá-la da gente. E se você me perguntar porque isso acontece, talvez eu não saiba dizer, porque talvez eu também não entenda. Mas há aqueles que sentem mais vontade de se desfazer dela do que outros. Há aqueles que a tem tirada de si antes de nascerem. Mais uma vez a resposta é simples, mas não igual as anteriores: a morte é assim. Assim, austera como a vida, o oposto da que faz viver, mas vindas do mesmo lugar. Ninguém entende a vida, então quem dirá entender a morte.

Há uma coisa que eles não podem tirar, mas que você pode perder por si mesmo e esta é a única maneira de fazê-la sumir. E dessa vez não é sobre a dor, não é sobre a vida, a saudade ou a morte. É sobre a esperança. É sobre a esperança que nasce em nosso peito e se esconde por detrás de nossos olhos. É a esperança que arde sem que a gente perceba, mas que existe e está ali sempre que levantamos da cama, damos um passo para frente e continuamos vivendo, com dor ou sem dor, vivendo a saudade que parece nunca passar e a solidão que aqueles que se foram deixaram para trás. É a mesma esperança que as vezes impede o desejo da morte se sobrepor ao da vida de alguém, que o deixa amenizado e nunca pungente.

A mesma esperança que você nunca deve largar, abrir mão ou deixar de lado por um segundo que seja. Não vale a pena viver uma vida sem esperança (é mais uma vez sobre a vida) e desiludidos com nós mesmos. As pequenas coisas podem ser sempre incríveis, as mais incríveis (a que não estamos vendo por deixar que o dinheiro compre outras maiores), porque não vale viver uma vida esperando por aqueles que quiseram ir (foi uma escolha deles, afinal) e nem lamentando os que foram tirados da gente (mas sempre lembrando-os e carregando-os com a gente). E isso também é parte da vida.

E, diferente do amor, é quase impossível tê-la mais uma vez após perder porque é você que a deixa ir.


Notas Finais


Eu espero que vocês estejam bem. Aos que ainda têm um pouco de esperança (seja lá no que for, o que importa é ter esperança) agarrem-se a ela. Como eu disse ali, e afirmo por experiência própria: viver sem esperança após manda-la embora é vazio e tudo faz parecer que não vale a pena.

A história foi mais escrita por mim, para mim, de qualquer forma. Eu espero lembrar de lê-la sempre que as coisas parecerem pesadas e desesperançadas demais.

Com amor, Ollie.


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