História Monótona - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Cartas, Depressão, Esperança, Setembroamarelo
Visualizações 1
Palavras 555
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lírica

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


nada a declarar.

Capítulo 1 - Desabafo


Fanfic / Fanfiction Monótona - Capítulo 1 - Desabafo


           Nunca sabemos ao certo o que se passa na cabeça das outras pessoas, isso costumava ser um medo racional até certo ponto, mas certamente medos racionais demais acabam se tornando problemas, tentar não conviver com eles é uma forma de resolver a questão. Eu estava pensando ligeiramente pela manhã, o que levava as pessoas a tomarem decisoes perigosas, o que as inspirava a seguir um caminho, ou desistir por fim de um caminho inteiramente trilhado, não cheguei a uma conclusão certa com tudo isso, parecia ser algo complexo demais, e ao mesmo tempo libertador, ter a liberdade de dizer : "hoje não!", de decidir por si mesmo se o amanhã por fim chegaria, viver sentindo a vida verdadeiramente, e passar o tempo da melhor forma que assim escolhesse, eu queria isso tudo, ter esse poder de decisão, como pensei ao acordar: "Um belo jardim com flores e uma grama verde e vivida, um pano no chão, um chá de laranja e rosas silvestre, um bolinho também de laranja com açúcar de confeiteiro povilhado sobre seu topo, a companhia do meu amado, e um sol quente e acolhedor, passar a tarde inteira rindo, dando beijos leves, e imaginando um futuro doce e calmo.

 O Dia em que eu nasci, foi de tremenda alegria para o meu pai, o dia em que eu verdadeiramente coloquei meus olhos sobre algo e depois não o esqueci, foi motivo de tremenda alegria e entusiasmo para mim, era um mundo novo e desconhecido, por mais que muitas vezes ele não passasse do meu quintal, as vezes além dando as vistas a praça do coreto, e aos brinquedos de madeira que pareciam trazer consigo grandes aventuras.

Enquanto eu crescia um dia me perdi de mim mesma, já não sabia mais nada sobre o meu ser, ou sobre quaisquer objetivos que tinha fundado em minha pequena e curta vida, desde cedo sempre tive a maioria dos meus sonhos frustrados, ninguém realmente ligava pelo fato de eu desejar ser uma grande bailarina, ou uma grande lutadora, eu não sabia como fazer, sozinha nada podia, e eu estava sozinha até certo ponto. Nessa caminhada extensa as coisas pareciam perder sua cor, a vida parecia ser algo longo e frustrante onde os sonhos não podiam ser realizados, e a morte parecia ser a única certeza de algo, era tudo monótono, tedioso, as vezes assustador, as vezes injusto, e por vezes parecia surgir um fio de esperança no meio de tantas coisas ruins, conhecer a morte pela primeira vez foi um choque que não pude esquecer, e agora nada parecia ser absoluto, pela segunda vez senti em meu ser qual era o verdadeiro peso da saudade, ver uma parte da sua vida ir embora junto de outra pessoa, não ter mais o consolo ou o abraço de alguém que tanto amava, não ouvir sua voz suave, e nada mais do que pudesse se referir ao mesmo.. Me senti tão triste, que desejei adormecer e nunca mais acordar, não que eu quisesse realmente a morte, eu só queria poder viver de verdade, viver em outro mundo. Ainda existe algo que pode valer a pena? O Amor é um remédio cheio de contratempos, ele me ajuda, me cura, mas somente ele não é o suficiente, o que eu posso fazer? No fundo eu continuava sonhando, a minha esperança persiste..



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