História Monotonia - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Jin, Monotonia, Namjin, Namjoon
Visualizações 8
Palavras 2.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Dix-Sept


Quando se deixa algo que sempre foi preso a si ir embora, é uma das melhores sensações, se sentir livre de correntes pesadas que machucaram seus pulsos e os deixou vermelhos, quase como se sangue fosse ser derramado.

Mas não foi, por muito pouco, e isso é muito bom, era como um alívio ter se livrado das correntes antes de sangrar.

O tempo pode ser sim um traiçoeiro, mas em uma boa parte ele ajuda. Com o tempo vem a superação, e é libertador.

Os dias se passaram lentamente dentro daquele cubículo branco, foram em torno de...um mês? Talvez? Não se lembrava, mas passou muito tempo desde que recebeu a notícia de que Jung Hoseok havia sido preso após se entregar para a polícia, apareceu em todos os jornais e programas de TV locais, e quando via a face do homem, via arrependimento, e lágrimas muitas delas, e de certa forma, não sentia raiva, não sabia ai certo o que sentia, mas não queria seu mal, dava para ver, naquela noite, por poucos segundos, um olhar machucado, estava ferido, e quando se via no espelho via a mesma coisa.

Portanto, de certa forma eram parecidos, mas Hoseok transformou sua dor em vingança, Namjoon a transformou em poesia.

Agora tinha um caderninho no qual virava os dias enterrado em tédio escrevendo, virou um grande amigo da enfermeira de sorriso doce, não conseguiu decorar seu nome, mas se forçasse a memória, se lembraria de Emma, sim, esse é o nome dela.

Emma é alguém extremamente bondosa, que ficou ao lado de Namjoon em todas as dores, além de sempre lhe ajudar a comer alguns doces escondidos do médico, e um dos melhores momentos era conversar com ela, tão compreensiva a doce Emma.

Ela tem um namorado que a busca todos os dias no trabalho, nunca tivemos uma conversa decente, apenas algum bonjour e outro au revoir. Seu nome é Norman,e ele é muito frio e quieto, parece até algum personagem, além de ser o oposto de Emma, que é carinhosa e bem falante,  se falam por horas, e as vezes ela lê alguns de seus textos, e claro que ficou curiosa para saber a quem eram escritos, e como sabia que podia confiar nela, contou sobre tudo.

Desde sua quebra de monotonia até o tiro, e agora podia ver nitidamente o que Seokjin causou, estava falando com Emma sobre tudo de um jeito que nunca faria antes, era bom de ela saber de tudo, ou pelo menos boa parte, pois ela o ajudou a se resolver e se libertar, sua maior gratidão era Emma, que estava a pouco tempo em sua vida mas já a considerava muito.

As noites se passava sozinho, nunca mais viu Seokjin vindo visitá-lo, e certamente estava sim um pouco incomodado com isso, depois daquele dia que haviam caído no sono sob a maca, achava que as coisas iriam finalmente se encaixar, mas pelo jeito estava errado, talvez quem sabe tenha finalmente encontrado um namorado com todos aqueles encontros.

E não podia negar que ao pensar nisso sentiu sim ciúmes, e era horrível sentir isso, não era saudável, e ultimamente nem sabia dizer o que sentia, era mais fácil ter um manual.

Se lembrava de frases que ouviu um dia sobre o verdadeiro amor ser inexplicável, se desse para explicar não era amor, ou coisas assim, mas não queria que isso fosse amor.

Se bem que... Agora pensando de uma forma muito aleatória, queria muito criar uma frase que ficasse reconhecida, talvez sobre o amor, mas o obstáculo para si era realmente sentir o amor na pele e não entende-lo, frustrante em sua opinião, ridículo, completamente ridículo.

Era como se fosse surdo o suficiente para não conseguir ouvir seu próprio coração, não ouvir seus sentimentos, sufocar seus pedidos não ouvidos e colocar estes cada vez mais fundo para que talvez uma hora sumissem.

Por mais que não fosse o que realmente queria, queria mesmo falar tudo, gritar aos ventos todas as suas lamúrias e segredos, medos e monstros, eles iriam embora? Eles parariam de machuca-lo?

Eles eram reais demais para lutar sozinho, fortes demais, por um mês acreditou que tinha se livrado destes, mas eles voltaram, e agora estavam com força total, não queria que eles se aproximassem mais, era perigoso demais.

Precisava acordar mais uma vez, e agora era verdadeiro, acordar para a sua vida, e viver ela, da forma menos monótona possível.

Na cidade iluminada que vivia e agora não se parecia mais como sua casa, era agora cinza, sem criatividade e oportunidades, sem esperança de evoluir, talvez precisasse ir para outro lugar, fugir dos pensamentos ruins que havia deixado lá.

Talvez uma cidade menor... Onde não tenha tantas pessoas, bem, de todo o jeito deveria avisar seus pais que iria se mudar.

Falando neles, haviam respondido sua carta a alguns dias atrás

"Querido Namjoon.

Que saudades estávamos de suas cartas inesperadas, eu e seu pais estamos muito bem e esperamos que esteja bem.

Meu pequeno, eu espero que você se liberte, se deixe ir, vá para aonde tiver que ir, eu vou sempre estar com você, em seus sonhos, em sua vida, em sua música, eu sou sua mãe para o que der e vier, nos bons e maus momentos.

E eu acredito que você consiga isso, você é forte, mais forte do que muitos, mas tudo depende de você.

Apenas você e mais ninguém.

Com amor, mamãe."

Foi Emma que a entregou para mim, e ficou comigo ao meu lado quando comecei a chorar após ler a carta e perceber que era apenas eu.

Eu não podia mudar o mundo de todos, mas podia mudar o meu.

- Namjoon, eu sei que pode ser difícil mudar a rotina, pode ser assustador, e pelo que me contou da sua história, você passou por muito, mas não se impeça de viver de novo - falou enquanto o afagava em um abraço durante o choro.

- Eu nem sei mais o que sentir, como vou saber o que fazer da vida?

- Você não precisa de saber agora, você poderá descobrir isso depois, ainda é jovem e tem toda a vida pela frente.

- Mas... O que eu tenho que fazer.

- Você tem que se permitir - o afastou de seu ombro para o olhar nos olhos.

- Me permitir? Como assim?

- Mesmo que da primeira vez que sentiu doeu, não afaste pessoas por medo de machucar de novo, veja o que elas te oferecem primeiro, isso não vai acontecer nem uma, ou duas vezes, isso vaia acontecer sempre, e você deve estar preparado para enfrentar todas elas de cabeça erguida.

- Então... Eu tenho que sentir de novo?

- Você tem que viver do jeito meno monótono possível, veja o melhor de tudo, e não sofra por sentir, sofra por não sentir.

Emma era certamente uma das melhores pessoas na face dessa Terra, e o que mais deixava Namjoon feliz era saber que ela tirava um tempo de seu dia especialmente para o ouvir.

Simples, mas verdadeiro.

Todos os dias, nas horas que precisava, Emma estava lá, e de agora em diante, todos os dias em que ela precisasse, Namjoon estaria lá, para tudo, sempre.

As vezes em que ficava sem Emma eram tediosas, já que não tinha mais conhecidos ou amigos em Marselha, bom, apenas seus antigos conhecidos do café, e agora que estava sem fazer nada por um bom tempo, sentia mais saudades ainda de seu balcão, das noites naquele lugar, das manhãs de ventania.

Onde... O conheceu.

O maior problema de sua vida.

Problema de certa forma, pois o problema trouxe a confusão, mas tudo aconteceu apenas porquê permitiu, e todas as noites pensava, e se não tivesse permitido, estaria melhor agora?

Saiu de seus pensamentos quando ouviu alguém bater na porta.

- Pode entrar, está aberta.

Certamente a pessoa que passou por aquela porta o assustou, por alguns momentos pensou ser Jin, mas logo quebrou seu sonho quando viu que na verdade era seu antigo amigo velhinho, monsieur Pete, adorava aquele senhorzinho.

- Monsieur, mas que surpresa! - disse oferecendo um sorriso repleto de alegria, este que foi respondido com um de tristeza, forçado, e logo foi desfeito, dando lugar a uma cara preocupada com o mais velho - aconteceu algo monsieur Pete?

- Oras não me chame assim que eu me sinto um velho - podia ver lágrimas querendo escorrer de seus olhos, mas sendo fortemente seguradas.

- M-me desculpe - ficou nervoso de súbito - não irei mais te chamar assim Pete.

- Oh garoto, você é um menino de ouro, por favor nunca deixe ninguém tirar isso de você, a pureza de um adulto é riqueza perdida nos dias de hoje.

- Pode deixar Pete.

Então este mesmo sorriu e abaixou a cabeça, e enfim soltou uma das lágrimas teimosas, era doloroso de se ver, aquele homem bem humorado sofrer diante de si e não saber o que fazer.

- Pete, você não está bem, me fale o que aconteceu, porquê está aqui?, como me achou?

Limpou as lágrimas antes de falar - eu não não sabia que estava aqui garoto, eu vim aqui ver outra pessoa, e Emma falou de você - então estava explicado - me perdoe não ter vindo antes, mas eu tinha prometido não sair do lado da pessoa que vim ver até ela estar curada.

- Então ela se curou, certo?

- Podemos dizer que... Agora ela não sente mais dor, nada poderá mais a machucar...

- Ei, isso é bom certo? - o olhou esperançoso.

- Bom é apenas para aqueles que foram, aqueles que ficam irão ter seus dias de dor.

E então as lágrimas voltaram, mas não apenas em Pete, Namjoon também chorava agora, mesmo que não sou esse quem era, ele sentia compaixão por seu amigo, Pete era um grande e incrível amigo. Não merecia perder alguém, ninguém merece, mas se não perdermos alguém em nossa vida, nunca ocorrerá a evolução.

Com a morte de um suporte, você aprende a balancear sozinho, e percebe o quão aquela pessoa ajudava na dosagem, pois mesmo embriagado pelo momento, eram capazes, juntos, mas sozinhos, sozinhos ninguém tem planos.

Namjoon entendeu isso quando saiu da casa dos pais, mas pelo menos, eles não estavam mortos.

E não tinha nem ideia do que Pete passava agora.

Mas o confortou, assim como Emma fazia consigo.

E passado algum tempo, o silêncio logo veio, e com isso a dúvida de quem havia causado a dor em Pete também veio.

- Foi... Lory, lembra dela? Eu a levei para o café algumas vezes, porquê ela se sentia sozinha.

Como se esquecer de Lory, impossível, era uma mulher tão bonita, gentil, por mais que aquela conversa ainda não fazia sentido. Era algo relacionado a como ele e Pete eram parecidos, porquê mesmo sendo quietos, pareciam querer falar tanto. Sim, ela era sábia.

- Lory.. não tem como se esquecer de Lory.

- Sim... Ela - respirou fundo amtes de prosseguir - ela tinha câncer, e isso foi a pior coisa que eu poderia ouvir  em toda a minha vida, eu nunca quis acreditar nisso, mas ela levava isso de um jeito tão natural que.. ah Lory.

- Ela sempre me pareceu feliz, e apaixonada, todas as vezes que olhava pra você.

- Éramos muito apaixonados, ainda sou, ela é a mulher mais incrível que um dia eu conheci.

Antes que as lágrimas voltassem a cair, Namjoom o abraçou novamente.

- Me desculpe por estar te dando trabalho.

- Você não me dá trabalho Pete, você sempre me motivou com suas ações, e agora eu quero lhe retribuir.

- Oras garoto, o que você se tornou hoje veio tudo dentro de si, e eu não fiz nada demais.

- Fez sim e fez muito, merci.

E depois disso, ouve silêncio novamente, pois como Lory disse.

Eram iguais, não em aparência, costumes, motivos de alegrias. Mas eram iguais.

Ambos não sabiam muito bem como se expressarem diante de palavras, insultos, lamúrias, não sabiam dizer um certo sentimento, mas dentro de si haviam muitas coisas que estavam escondidas, e nunca seriam ditas.

Mas se olhassem nos olhos veriam, que apenas queriam se libertar, pois as correntes eram muito pesadas para seus pulsos aguentarem.

Ser livre é um luxo.


Notas Finais


Não é o último, ainda teremos mais uns três capítulos (:


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