História Monotonia - Capítulo 35


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku, Viagem Sasusaku
Visualizações 242
Palavras 1.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey gente, td bem? Então, quero agradecer imensamente a todos aqueles que me desejaram os pêsames e me fizeram ler palavras lindas de apoio♥ Grata :) Enfim... Temos que seguir em frente, não digo esquecer, mas sim continuar vivendo, Érika gostaria que fosse assim.
Quero agradecer tbm pelos 113 favoritos*-* vcs são demais♥

Boa leitura^^

Capítulo 35 - Trigésima Quinta Drabble


                                Monotonia

                                        ❇

Kirigakure era diferente de tudo o que Sakura já havia visto. Apesar de já haver concluído missões no país da Água, jamais havia estado na vila propriamente falando. E sua estadia nela estava se provando uma experiência interessante.

Apesar de haverem chegado sem fazer qualquer alarde há quase uma semana, de alguma forma a notícia de que o último Uchiha vivo acompanhado de sua esposa entraram pelos portões da vila se espalhou como fogo na campina. De modo que até mesmo a Mizukage, Mei Terumi, os havia mais ou menos intimado a comparecer na grandiosa Torre do Mizukage.

Sakura deixou que Sasuke explicasse toda a situação e o motivo de estarem ali, inclusive chegou a dardejar alguns olhares de reprovação para a mulher sedutora que espichava os olhos para a figura do seu marido. Mas passado o acontecido, ela achou a visita à Kiri muito agradável, especialmente quando receberam a cortesia de serem hospedados num hotel muito confortável.

Da grande janela, ela tinha uma vista privilegiada de toda a vila, dos picos angulosos das montanhas que a cercavam, tudo sempre envolto numa tênue penumbra que fazia jus ao nome da vila oculta. Os dias eram úmidos e as noites, surpreendentemente frescas.

Com quase quatro meses de gestação, Sakura havia decidido naquela semana que finalmente era hora de testar alguns nomes para o bebê. Como o sexo da criança ainda era um mistério, pensava em nomes tanto para meninos quanto para meninas. Só não contava que Sasuke daria tanto trabalho para entrar em um consenso com ela.

Sakura estava a ponto de esgotar o estoque de nomes que conhecia e nenhum deles parecia agradar o papai Uchiha exigente.

— Hmmm, que tal Aika se for uma menina? Se for um menino, podemos chamá-lo de Aki — sugeriu num tom enfadado, recostada confortavelmente nos travesseiros da espaçosa cama de casal enquanto seu marido fazia algumas anotações numa mesa a alguns metros dali.

Sasuke levantou os olhos desiguais do pedaço de papel no qual se concentrava havia quase uma hora. Ela estudou ávida a sua expressão em busca de aprovação, mas suspirou quando ele franziu o rosto em desagrado.

— Simples demais — pontuou e voltou a se concentrar nas suas anotações.

— Bem, então é a sua vez de dar sugestões — murmurou de humor azedado.

Ele voltou a levantar os olhos, mas dessa vez fixou-os em nada em particular. Pensou por quase um minuto inteiro antes de dizer à meia-voz:

— Chiharu.

Um nome que serviria tanto para menino quanto para menina. Foi a vez de Sakura franzir o rosto.

— Não gosto de como soa com o sobrenome. Uchiha Chiharu.

— Tem razão — ele concordou depressa e voltou sua atenção para os papéis.

Sakura bufou. Dessa forma, não escolheriam um nome para o bebê nunca. Ela detestava a possibilidade de não poder dar um nome ao rostinho que já povoava seus pensamentos e sonhos. Não deixaria para escolher o nome quando já o tivesse nos braços, isso estava fora de cogitação.

De repente, uma ideia lhe ocorreu. Tamborilou o dedo no queixo, ponderando-a.

— E se nós misturássemos os nossos próprios nomes? — sugeriu para Sasuke que dessa vez levantou os olhos e também as sobrancelhas. — Alguns pais fazem isso — deu de ombros.

— Como faríamos isso? — ele indagou, movendo-se na cadeira, claramente intrigado com a sugestão.

Sakura se levantou animada e cruzou o espaço até ele em poucas passadas. Tomou emprestada a caneta que ele usava e uma folha de papel, acomodando-se sem cerimônias no colo dele. Numa caligrafia caprichosa, escreveu os nomes dele e dela, um embaixo do outro. Seus nomes começavam com o mesmo kanji e Sakura decidiu que o nome do bebê assim também o seria.

Copiou o primeiro kanji correspondente, o “sa”, no espaço abaixo em branco sob o olhar atento de Sasuke. Pegou emprestado em seguida o kanji correspondente ao “ke” do nome dele. Bateu de leve com a caneta no queixo ponderativamente e, por fim, acrescentou o kanji “ru” ao final, pensando em Naruto com um sorriso saudoso, afinal eles três ainda eram uma família. E ele havia dado tudo de si para salvar Sasuke, parecia justo que o homenageassem de alguma forma.

Sakura correu os dedos pelo nome que havia formado no papel em branco.

— Uchiha Sakeru. Caso seja um menino. O que acha?

— Certo — ele concordou. — Sakeru se for um menino. Mas, e se for uma menina?

Sakura devolveu a caneta a ele com um sorriso espevitado, indicando que era a vez de Sasuke de experimentar misturar seus nomes. Ela bateu com um dedo no espaço em branco abaixo do nome que formou:

— Comece pelo “sa”.

Sasuke acatou com um suspiro resignado. Copiou primeiro o kanji do “sa” e parou por aí. Sakura viu quando o marido adotou uma expressão pensativa, os olhos apertados contra o papel e contra as linhas que o kanjis formavam. Se fosse uma menina... Como poderiam chamá-la?

Ela disfarçou um risinho inapropriado e beijou a bochecha do marido, passando os braços pelo pescoço dele. Sasuke fez uma careta para ela, mas continuou em silêncio, pensando num nome apropriado.

— Não tenha pressa — Sakura quase cantarolou ao pé do ouvido dele, mas finalmente o viu copiar o kanji do “ra”, referente ao nome dela. Agora, ele havia formado “Sara”, restava apenas mais um kanji.

Sasuke de repente apontou para o nome que ela havia escolhido, as sobrancelhas enviesaram, pesando seu olhar compenetrado.

— Você pensou no Naruto quando escolheu o “ru”, não foi?

— Uhum, me pareceu justo. Ele fez tanto por nós dois, afinal — admitiu com um dar de ombros. Mas por quê?

— Pensei em outra pessoa que podíamos prestar uma homenagem — ele respondeu surpreendentemente calmo.

— Sério? Quem? — Sakura perguntou e Sasuke respondeu num suspiro.

— Itachi.

Sakura precisou admitir que foi pega de surpresa pela resposta honesta do marido. E como ainda tinha algum resquício da sensibilidade consternadora causada por seus hormônios de grávida, sentiu seus olhos marejarem e ela se pegou assentindo sem qualquer resistência. Era mais do que justo.

Sasuke estendeu a mão para secar uma lágrima que havia escorrido pelo seu rosto e Sakura, embaraçada por sua reação exagerada — mas justificável —, encarregou-se de secar o restante e se recompor.

— Em qual nome você está pensando então? — perguntou a ele um pouco mais composta.

Em resposta, Sasuke se limitou a traçar o último kanji do nome.

— Sarata? — Sakura pronunciou o nome, estranhando-o, porém, ele ainda não havia terminado ainda e, quando acrescentou os pequenos traçados acima do kanji, ela compreendeu. — Sarada. Uchiha Sarada. Puxa, é lindo!

Soava bem quando pronunciado e era diferente de todos os nomes que ela conhecia. Tão único quanto a história deles, a trajetória que enfrentaram até poderem ficar juntos.

Sasuke assentiu. Assim, se o bebê que esperavam fosse uma menina, ela carregaria uma discreta homenagem ao homem que deu tudo de si pela vila e pela paz. Um homem que jamais poderia ser reconhecido publicamente como herói. Um pacificador das sombras.

Com os nomes escolhidos e a questão resolvida — para o alívio de Sakura —, mais tarde eles comeram uma farta refeição e se deitaram para tentar dormir. Embora o sono não viesse de forma alguma para ela.

Deitada sobre o lado esquerdo do corpo porque o volume na sua barriga já começava a deixá-la desconfortável para dormir em outras posições, Sakura afundou a cabeça no travesseiro e suspirou.

— Alguma coisa errada? — ouviu a voz de Sasuke perguntar-lhe e ia tratando de negar quando sofreu um sobressalto.

De olhos esbugalhados e boca apartada, apoiou-se nos cotovelos, semissentando no colchão, enquanto Sasuke empalidecia ao seu lado.

— Sakura, aconteceu alguma coisa? — perguntou dessa vez num tom bem mais urgente e ela conseguiu recuperar a voz para respondê-lo.

— Ah, desculpa se te assustei, Sasuke-kun. É que... O bebê se mexeu.

— Se mexeu? — ele ecoou com o olhar grudado à barriga dela, escondida sob a blusa um pouco larga.

— Sim. Eu já vinha sentindo alguns movimentos bem sutis. Mas dessa vez... Uau!

Sasuke parecia quase em transe, nem mesmo piscava.

— Mas... ele já pode fazer isso?

Sakura não conseguiu conter o riso. Às vezes, Sasuke era adoravelmente inocente. Mas logo tratou de se silenciar, antes que ele se emburrasse por caçoar dele preferencialmente.

— Pode sim. O bebê já tem todos os seus membros bem formados e é nessa fase que ele começa a ter controle sobre os seus movimentos — explicou com ternura.

Eles caíram num silêncio agradável por algum tempo. Até que Sasuke perguntou, visivelmente curioso — e embaraçado por isso:

— Como é a sensação?

— Um pouco estranho. É como ter um peixinho nadando na minha barriga — admitiu ao levar a mão até a barriguinha, escondida sob a blusa. — Mas estou adorando. Isso faz sentido?

O semblante de Sakura voltou a se iluminar, exibindo um sorriso doce, e, antes que adivinhasse o que faria a seguir, ela pegou sua mão e a trouxe para o seu ventre também, mantendo-as unidas sobre a curvatura suave. Acomodou-se de lado novamente, encostando suas costas ao peito de Sasuke.

Suspirou satisfeita quando a mão dele passou a deslizar sobre a sua barriga; Sakura gostava daquela sensação. Ele respirava cadenciadamente na pele fina do seu pescoço.

— Eu não me importaria de ficar assim para sempre — sussurrou enquanto uma sonolência gradativa e gostosa se apoderava dela.

Eu também não me importaria, concordou em seus pensamentos, firmando o braço que a abraçava para trazê-la para mais perto. Se houveram dias mais felizes ou mais completos do que aqueles, vividos numa rotina calorosa e agradável, Sasuke honestamente não conseguia se lembrar.


Notas Finais


O capítulo de hj foi a escolha do nome, lindo né?!
Até o próximo capítulo :v ♥


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