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História Monshine - Imagine Tanjiro - Capítulo 8


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Notas do Autor


SASAGEYO! SASAGEYO! SHINZOU WA SASAGEYO!

SUBETE NO GISEI WA IMA KONO TOKI NO TAME NI

SASAGEYO! SASAGEYO! SHINZOU WA SASAGEYO!

Capítulo 8 - Debaixo do céu estrelado


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Sua mãe tem todo o direito de fazer o que está fazendo com você. Você não passa de um escrúpulo, (S/s). Acabe com isso de uma vez. Faça um favor a todos nós e apenas morra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A garota de cabelos (cor dos cabelos de demônio) relanceoou os meninos com nervosismo.

Na noite anterior havia sido um verdadeiro pandemônio, então não pudera se apresentar devidamente para ninguém, já que Aoi e Shinobu literalmente fizeram todos irem para a cama sem comer como castigo.

Sinceramente, elas tinham um pouco de razão sobre aquilo.

Os garotos haviam virado a sala de refeições de cabeça para baixo.

Exagero? 

O menino moreno havia jogado o loiro contra a mesa cheia de comida, e o resultado foi fatídico: uma mesa quebrada e comida espalhada por todos os lados.

Tanjirou havia dado uma cabeçada nesse mesmo cara para acalma-lo e acabou causando ainda mais trabalho para Shinobu, que teve que tratar do garoto no meio da madrugada.

Tinha sido um caos, e bem no fim, não conseguiu conhecer nenhum deles devidamente.

Agora, ela se encontrava sentada na mesa para o café da manhã enquanto encarava o garoto loiro e Tanjirou com a mesma expressão que eles a encaravam: uma cara de tacho.

- Vocês dois não vão comer? - a garota finalmente decidiu falar alguma coisa, já que aquela coisa de ficar se encarando estava ficando estranha.

- Ah, é verdade. - Tanjirou exclamou, corando violentamente por ter passado esse vexame na frente de (S/n).

O loiro apenas olhou para baixo lentamente, tentando assimilar os últimos acontecimentos.

Com uma lentidão notável, eles pegaram os hashis, começando a comer com as mesma lerdeza.

Depois de certo tempo em silêncio, Tanjirou se deu conta que ainda não havia apresentado Zenitsu para (S/n) devidamente, porque se contarmos com os últimos acontecimentos... bem...

- Hum... Me desculpem, eu acabei me esquecendo de apresentar vocês um para o outro. - o Kamado começou, fazendo o loiro levantar a cabeça e olhar para ele. - Zenitsu, essa é (S/s) (S/n), ela é a oni que solvou Hyuki e Koda. 

O garoto, Zenitsu, aparentemente, se virou para a garota demônio devagar, lançando-a um sorriso singelo.

Ele estava um tanto quanto intimidado com ela pois, além dela ser fofíssima e tê-lo visto naquela situação constrangedora na noite anterior, ela ainda tinha aquele som esquisito e descompassado saindo de dentro de si. 

Era um som confuso, triste e melancólico, deixava Zenitsu com pena, mas também com um pouco de medo, pois ainda tinha o som de uma raiva contida dentro daquela moça.

Todos aqueles sons embraralhados o deixavam confuso, ele não sabia direito como se sentir sobre aquilo.

- (S/n)-san. - ele preferiu manter o respeito, mesmo que ela o chamasse apenas por seu nome houvesse algum tempo. - Esse é Agatsuma Zenitsu, ele é meu amigo e também é um caçador de demônios.

(S/n) sorriu, acenando para o loiro com a cabeça.

No geral, ela parecia muito simpática, mas... todo aquele carisma não podia abafar o fato daqueles sons continuarem saindo dela, mesmo quando ela parecia feliz.

- Espero que possamos nos dar bem, Zenitsu! - ela exclamou, simpática.

O menino se encolheu um pouco, fitando a própria comida enquanto tentava manter o sorriso no rosto.

- S-sim. Eu ta-também... - ele murmurou, estremecendo quando a garota deu risada da timidez evidente dele.

Tanjirou franziu as sobrancelhas, lançando os olhos avermelhados sobre o Agatsuma.

Estava claro como o Sol: Zenitsu estava com medo de (S/n).

O Kamado não pode deixar de se sentir triste e até um pouco ofendido por isso.

Ele não tinha medo de Nezuko, por que teria medo de (S/n)? Ela não havia feito nada para ele, literalmente.

Nem havia trocado uma palavra com ele.

Por que Zenitsu emitia um cheiro tão forte de medo?

Bem, o que Tanjirou não sabia era que Zenitsu estava de fato sentindo algo estranho em (S/n).

Ele sempre teve medo de onis, mas parecia que ela tinha uma pressão muito forte contra ele, era difícil de se explicar.

Ele simplesmente não se sentia a vontade com ela.

Era isso.

Estava perturbado por todas as vibrações que estava recebendo dela e não se sentia bem com isso.

- Fico imensamente feliz que você também pense dessa forma! Sabe, certa vez, conheci uma pessoa que não estava disposta a conviver comigo de maneira pacífica. Logicamente eu não queria isso também, ela era uma pessoa muito arrogante, e eu detesto gente arrogante. Mas me incomodava ver o quanto aquela pessoa me detestava sem me conhec...

- INOSUKE, VOLTE AQUI!!! - a voz de Aoi interrompeu a fala da oni, fazendo Zenitsu suspirar em alívio.

Ele não tinha certeza se queria ouvir o resto daquela história, até porque tinha uma vaga ideia do que poderia ter acontecido, mas nada garantia que era mesmo isso.

Bem, ele não queria descobrir aquilo mesmo.

A oni olhou para a porta, que logo foi escancarada por um javali.

Ele começou a encara-la com seu olhar penetrante, ficando imóvel por longos segundos antes de pular pra cima dela com clara intenção de lutar.

- LUTE COMIGO!! - ele berrou enquanto se voltava na direção de (S/n) novamente, já que esta havia acabado de desviar com habilidade de seu ataque surpresa.

- Quê?! - ela exclamou, pulando para o lado oposto do garoto com cabeça de javali que a perseguia com avidez.

- Você é forte! LUTE COMIGO!! - ele repetiu, rolando por cima da mesa, derrubando toda a comida sobre a mesma e se levantando com velocidade do lugar, voltando a correr atrás da menina que se escondeu atrás de Tanjirou.

- Inosuke! Pare já com isso, está assustando (S/n)-san! - Ele protestou, estendendo os braços na frente dela de forma protetora.

- SAIA DA FRENTE, MONJIRO! EU TENHO QUE PROVAR QUE SOU MAIS FORTE QUE ELA!! - ele apontou o dedo furtivamente na direção da garota, que apesar de estar um pouco surpresa com aqueles ataques surpresa, estava achando graça de toda a situação.

- VOCÊ DERRUBOU MINHA COMIDA!!! - Zenitsu acusou. - SE A PILAR DO INSETO ME IMPEDIR DE COMER DE NOVO, EU VOU SER OBRIGADO A PASSAR FOME POR SUA CULPA!!! - ele começou a se colocar em posição para pular no pescoço do tal Inosuke, mas...

Bem...

- SE MAIS ALGUM DE VOCÊS DER UM PASSO, EU FAÇO TODOS LIMPAREM ESSA BAGUNÇA!! - a voz de Aoi inrrompeu a sala, fazendo todos pararem e se virarem para ela com cara de poker face.

(S/n) espiou a reação de seus amigos e quase morreu tentando segurar a risada involuntária que quase escapou por entre seus lábios.

- Onee-chan, o que aconteceu aqui...? - a vozinha de Hyuki indagou, fazendo a garota demônio se virar no mesmo instante na sua direção.

Ela estava ao lado de Aoi, observando a cena deplorável à sua frente com a mão posicionada na frente da boca, os grandes olhos bem abertos com curiosidade.

- Não, não! Você não deve olhar coisas assim, Hyuki-chan! Vai se influenciar negativamente com esses... esses... animais! - Aoi replicou exasperada, empurrando a garotinha para o lado oposto com gentileza.

(S/n) observou a coisa toda com um ponto de interrogação sobre sua cabeça, mas logo se recordando da breve explicação que Tanjirou lhe dera na noite anterior:

Basicamente, Aoi e algumas outras garotas que trabalhavam para Shinobu se disponibilizaram a cuidar e criar as crianças, já que tinham tido o mesmo passado trágico que ela antes de serem "adotadas" pela Pilar do Inseto.

Sim, elas haviam tido a família massacrada e estavam sós no mundo, então elas definitivamente entendiam Hyuki e Koda.

A garota demoníaca encarou Aoi com olhos marejados, transbordando sua eterna gratidão à esta com muita exasperação.

- Aoi-san! - a oni começou assim que Hyuki estava fora de vista, indo na direção da outra garota sem muita diligência, de modo que quase caiu várias e várias vezes tropeçando em tigelas de comida perdidas pelo chão.

A de cabelos negros não pode deixar de se sentir surpresa ao ter as mãos arrebatadas pelas da outra com tanto carinho e cuidado.

- Ah, Aoi! Você não tem ideia de como lhe sou grata, nem em um milhão de anos poderia ter a mísera fagulha de ideia! - ela exclamou, apertando as mãos da outra em sinal de contentamento. - Eu vou tentar ao meu máximo lhe ser útil e não ser um fardo, eu prometo! Vou ser uma pessoa competente, você vai ver! 

Ela continuou fazendo declarações de gratidão à pobre Aoi, que estava mais vermelha que um tomate, até que alguém tivesse a atitude de arrasta-la para longe da outra garota utilizando a força.

- (S/n)-san, agora é você que está assustando a Aoi-san! Por favor, tenha calma! - Tanjirou implorou, ainda segurando a menina para garantir que ela não fosse se jogar nos pés da empregada novamente.

O Kamado segurava ela passando os braços embaixo dos ombros dela, de modo que ela estava sendo arrastada por aquele chão totalmente coberto por comida.

Ela estava cheia de comida em seu roupão, isso a teria dado um pouco de irritação se ela não estivesse tão desconcertada por ter sido interrompida em meio à um discurso de juras e gratidão.

- Mas como eu poderia, Tanjirou?! Ela é um anjo! - (S/n) exclamou, olhando para o garoto com dificuldade.

Aoi, que já estava quente de vergonha, começou a pensar que poderia facilmente fritar um ovo em suas bochechas.

- Eu sei que você está se sentindo em dívida com ela, mas deixe-a ter espaço pessoal! - ele ralhou, se assemelhando muito a uma mãe dando bronca em sua filha. - Olhe só como Aoi-san est...

- AHHHHHH!!!! AHHHHHH!!! AHHHHH!!! - uma voz estridente cortou o ar, assustando todo mundo, fazendo-os procurar furtivamente pela origem do som.

Seja o que quer que eles esperavam encontrar, certamente não era um corvo.

Do lado de fora da sala, no jardim, um corvo circulava a casa enquanto repetia a seguinte frase inúmeras vezes:

- OYAKATA-SAMA QUER VER (S/S) (S/N) AMANHÃ PELA MANHÃ!!!! OYAKATA-SAMA QUER VER (S/S) (S/N) AMANHÃ PELA MANHÃ!!!! - ele continuava anunciando, berrando como se não houvesse amanhã.

- Quê? A (S/n)-san? - Zenitsu indagou, as sobrancelhas praticamente unidas com sua clara confusão. - O Oyakata-sama?

- Oataba-sama? Quem é ele mesmo? - Inosuke perguntou, coçando a bochecha enquanto observava o corvo continuar se esgoelando como um condenado.

Tanjirou abriu a boca em um "O" pequeno, se voltando para (S/n) com animação, mas também com nervosismo.

- (S/n)-san, você está respirando?! - ele indagou, sacudindo a menina que encarava o lado de fora da sala com olhos de peixe morto.

Ela parecia morta, apesar de estar claramente viva.

Bem, não se podia julga-la, aquele encontro iria construir seu destino, tijolo por tijolo.

Se Oyakata-sama decidisse que ela não podia continuar viva, ela seria morta no mesmo instante.

Ela não iria nem poder se despedir de Hyuki e Koda. 

Não poderia dizer um último adeus à Nezuko, nem à Tanjirou. Ela não poderia fazer nada.

Mas também, se Oyakata-sama ordenasse sua morte, ela não iria fazer nada de qualquer jeito.

Seria uma forma dela pagar por todos os crimes que cometeu e todas as vidas que tirou. Ela iria merecer qualquer tipo de julgamento e tortura.

Com amargura, (S/n) se levantou, ignorando completamente Tanjirou atrás de si, deixando-o falando sozinho enquanto continuava a andar.

Ela passou por Aoi com uma expressão neutra na face, se encaminhando à ala de banho.

Não a leve a mal, não fizera aquilo por maldade, estava apenas tentando pensar, estava de cabeça cheia e precisava espairecer um pouco.

Mergulhando na bacia, a oni começou a se esfregar com vontade, deixando um traço vermelho nos locais onde já lavara. 

Ela precisava aproveitar aquele dia ao máximo, precisava ficar com Hyuki e Koda, precisava brincar com eles ao máximo e tinha que agradecer Tanjirou e Nezuko, juntamente com Aoi e Shinobu.

Aquele podia ser o último dia dela viva.

Amanhã, naquele mesmo horário, ela poderia não estar mais viva.

A oni levou a mão ao pescoço, engolindo em seco ao imaginar que sua cabeça poderia se desprender dali no dia seguinte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aoi observou com certo carinho a oni brincando com as duas crianças como se tivesse apenas seis anos de idade.

Ela balançou o pano três vezes, o estendendo logo depois.

Já fazia algum tempo desde que a garota demônio havia aparecido e feito mais um discurso de gratidão à ela, mas após Aoi dizer que já havia entendido - ela estava realmente muito envergonhada sendo o alvo de tal sentimento -, a oni começou a implorar-lhe que liberasse Hyuki e Koda das lições daquele dia, dizendo que precisava passar algum tempo com suas crianças antes do dia seguinte. 

Aoi já estava esperando que a oni aparecesse para fazer esse pedido, e deixaria mesmo se ela não tivesse lhe implorando de joelhos.

Ela sabia que (S/n) tinha grande carinho pelas criaturinhas, e priva-lá de algo tão simples como isso seria muita maldade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Shinobu se viu perplexa, apenas olhando para a porta por onde a garota demônio havia acabado de sair.

Há alguns segundos atrás, (S/n) havia dado a Pilar do Inseto um abraço rápido, lhe agradecendo por sua bondade e hospitalidade, por deixa-la ficar ali.

- Sei que está fazendo isso porque Oyakata-sama lhe pediu, mas ainda sim, eu sou grata por isso. Eu devo ser um ser asqueroso e desagradável para você, mas você ainda sim foi uma pessoa boa comigo e me deixou ficar aqui, além de acolher Hyuki e Koda, mesmo nem os conhecendo direito. Por isso, lhe sou eternamente grata. 

Foram essas as palavras ligeiras da garota, antes de fazer uma reverência e se retirar do local com muita pressa.

Shinobu ficara sem ter reação por alguns segundos antes de piscar e sentir uma centelha de empatia pela oni.

Kocho sinceramente esperava que (S/n) conseguisse convencer Oyakata-sama de que ela era boa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tanjirou aspirou profundamente, observando com satisfação o céu sobre sua cabeça.

A noite estava tão tranquila, estava tão gostosa.

A brisa bagunçava as mechas avermelhadas do garoto, balançando as folhas das árvores solenemente, provocando um som suave e agradável aos ouvidos.

Estava tão relaxado que não notou a garota demônio se aproximando.

- TANJIROU!!! - (S/n) gritou, fazendo o Kamado pular no lugar antes de se levantar rapidamente para saber qual era a emergência.

- O que houve, (S/n)-san? - ele perguntou, preocupado. - Está tudo bem? Se sent...

Mas, antes que ele pudesse falar mais qualquer coisa, ela já estava com os braços presos firmemente ao seu redor, o abraçando com muita ternura.

Instantaneamente, a face de Tanjirou explodiu em um vermelho tão intenso que nem poderia ser comparado ao de um tomate.

Ele não sabia exatamente o que deveria fazer agora. Devia abraça-la de novo? Isso seria considerado impróprio? Seria desrespeitoso?

Por fim, ele acabou por apenas ficar na mesma posição, sem fazer nenhum movimento muito brusco, com medo de assustar a garota ou algo assim.

- Ah, Tanjirou! Muito obrigada por existir. Você é uma pessoa tão, tão boa comigo. Você tem sido alguém tão adorável e gentil com um ser completamente repugnante como eu. Eu nunca lhe esquecerei, independente se morrerei amanhã ou não. Saiba que eu o amo demais, e você sempre será o único amigo do peito que estará em meu coração. 

Tanjirou sentiu que iria desmaiar, pois era impossível alguém alcançar tamanha temperatura sem cair no chão.

- Mesmo se eu morrer amanhã, obrigado por ter tentado entender minhas atitudes e por não ter desistido de mim. - ela sussurrou, apertando o Kamado ainda mais.

Nesse instante, Tanjirou se lembrou de tudo o que havia acontecido, e abraçar (S/n) já não lhe parecia errado. Não abraça-la parecia errado.

Passando os braços ao redor da garota, ele sentiu toda a sua estabilidade quebrar.

Apenas pensar que talvez não pudesse falar com ela nunca mais depois do dia seguinte o dilacerava por dentro, e isso o deixava ainda mais triste.

Ele já havia se acostumado com ela e agora percebera que aquela garota não era mais "(S/n)-san" apenas. Ela era (S/n), sua amiga.

Tanjirou sugou o ar com dificuldade, fechando os olhos com força enquanto lágrimas despencavam de seus olhos com tanta intensidade quanto despencavam dos dela.

Ambos haviam convivido o suficiente um com o outro para se deixarem cativar. 

Debaixo daquele céu estrelado, dois seres desolados choravam enquanto desesperadamente tentavam se agarrar as suas últimas fagulhas de esperança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Eu te amo, mamãe - a voz chorosa de (S/n) ressoou pelas paredes finas, que faziam o vento forte das noites de outono passarem facilmente por suas brechas.

A moça estremeceu, se esticando para poder puxar os lençóis mais para cima, no intuíto de aquecer ainda mais a mulher deitada na cama, cujo os olhos permaneciam nebulosos e fixos em um ponto invisível no teto.

Outra forte rajada do vento frio atravessou o local, fazendo com que a menina se encolhesse, tentando deter o arrepio que atravessou seu ser.

Todas as cobertas disponíveis estavam sendo usadas por sua mãe, e nem mesmo em seus sonhos (S/n) pensaria em se deitar ao lado daquela mulher.

(Nome da mãe) odiava qualquer tipo de contato físico, vindo de quem quer que fosse, e, apesar de estar incapacitada naquele momento, sua filha iria respeitar seu espaço, mesmo que congelasse até os ossos por isso.

(S/n) semicerreou os olhos, abraçando os próprios joelhos enquanto observava a mãe continuar com a mesma expressão, mesmo com o frio que fazia e mesmo que o único membro de sua família estivesse sofrendo bem ao seu lado.

- Por favor... por favor, apenas fale comigo... - a garota pediu em um murmúrio, fechando os olhos enquanto sentia as lágrimas descerem descontroladamente por suas bochechas avermelhadas.

 

 


Notas Finais


Olha, vacas voadoras 👀


🌤 ☁️ 🐄 ☁️ ☁️ ☁️ 🛸 ☁️ 🐄
☁️ 🛩 ☁️ 🐄 ☁️☁️ ☁️ ☁️☁️ 🐄
☁️ 🐄 ☁️ ☁️ ☁️ 🐄 ☁️ 🐄 ☁️ ☁️


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