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História Monster - Capítulo 12


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Notas do Autor


A troco de nada to aqui 3 anos depois pq estou num surto e falei hmmm pq nao postar monster já q eu já tenho um bando de capítulo escrito tem anos
E cá estou eu
Glenn ainda sinto sua falta

Capítulo 12 - Now shes one of us


Fanfic / Fanfiction Monster - Capítulo 12 - Now shes one of us

Os portões de Alexandria foram abertos, um carro passa e dele sai Jesus. Ele sorri pra mim e sorrio de volta, esperando Glenn para pegarmos nossa carona e ver Maggie. Glenn disse que ela iria fazer uma ultrassonografia hoje e que se eu quisesse eu poderia ver. Eu aceitei na hora, estava empolgada com esse bebê, eu costumava gostar de crianças antes de tudo isso. Vejo o asiático surgir pela porta e acenar pra Jesus, quando estávamos prontos pra entrar Rosita passa por nós como um furacão. 

- Isso é a cara dele! – ela grita pra Rick e Carl que vinham atrás dela. 

Glenn e Jesus se aproximam deles, assim como Tara, Michonne e Aaron que estavam conversando mais ao fundo. Sigo todos eles.

- O que aconteceu? – Aaron pergunta. 

- Tudo do depósito sumiu. Rosita acha que o Gabriel pegou e fugiu. 

- Não acho que ele faria isso. – diz Michonne. 

- Espera aí, quem é Gabriel? – eu pergunto e todos me encaram. 

- Vimos as coisas dele, nada mais sumiu. – começa Rick. - Acho que alguma coisa aconteceu, temos que ir atrás dele.

- Vamos com você. -  diz Glenn. É, parece que Hilltop já era. 

- Nós também. – Tara se pronuncia e tanto Michonne quanto Aaron assentem. 

- Tudo bem, vamos atrás dele. – diz Rosita.

Em menos de dez minutos todos estavam prontos e saímos em busca do tal Gabriel. Rick estava seguindo um rastro que parecia ser de várias pessoas, não de só uma. O que dava a entender que talvez algo ruim tenha acontecido com ele. O rastro dava até a rodovia mas quando chegamos lá a surpresa não foi das melhores. Várias pessoas surgiram de todos os lados com armas apontadas pra nós, formamos um circulo com as costas, tentando nos defender mas não tinha nada que podia ser feito, estávamos cercados. 

O tal grupo toma todas nossas armas e nos leva pra um lugar que parecia um lixão, pilhas gigantes de lixo nos cercavam e o sol em nossas cabeças queimava. Eles passam na nossa frente se movimentando de maneira estranha até que finalmente param. Uma mulher com uma franja brega surge. 

- Eles tem um líder? – ela pergunta. 
Uma mulher empurra Rick pra frente. 

- Sou Rick. – ele diz.  

- Somos donos da vida de vocês, querem comprar de volta? – ela dá uma pausa. - Tem com o que pagar?

- Primeiro vejo o Gabriel, depois eu respondo. 

Ela sorri e faz um movimento estranho com uma das mãos. Em poucos segundos conseguimos ver outra mulher empurrando o tal Gabriel. Finalmente me lembro dele, havia o visto algumas vezes.

- As coisas do barco que pegaram, eram nossas. Seguimos vocês e pegamos o resto, depois pegamos ele. – a líder diz. 

- Então sabe que não temos nada pra comprar a nossas vidas de volta. E é isso que vocês vão ter logo: nada. Porque eu e meu pessoal pertencemos ao outro grupo que também pegou suprimentos do barco. Eles se denominam Salvadores, eles são os donos das nossas vidas e se você nos matar eles vão tirar uma coisa de você, vão vir procurar vocês. Só tem duas opções com eles, ou te matam ou são seus donos. Mas existe uma saída, se junte a nós, vamos lutar contra eles. 

Ela sorri ironicamente. 

- Não. 

O sinal em feito de novo e sinto um soco em minha costela. Arfo de dor e uso minha perna pra chutar a barriga da mulher e tentar afastá-la pra longe. Funciona por poucos segundos. Ela soca meu rosto e a derrubo no chão com uma rasteira, ficando por cima dela. Meto um soco em sua cara mas outra pessoa me puxa pelos cabelos, me fazendo cair. 

- Soltem a gente ou eu mato ela.  – eu ouço gritarem e as mulheres tiram a mão de mim. 

- Fique longe da Tamiel agora. 

- Os Salvadores tem outros lugares e comunidades. Coisas, comida, armamento, combustível. Tudo que vocês precisem. 

Ela faz outro sinal com a mão e todos que estavam perto de nós se afastam.

- Fica longe da Tami. 

Gabriel á obedece e joga sua faca no chão. 

- Pode falar agora.

- Se se juntarem a nós e derrotarmos eles vocês podem ter muito do que é deles. Se lutarem com a gente vocês serão recompensados. 

- Eu quero alguma coisa agora. 

- O Rick pode fazer qualquer coisa. Eles me encontraram aqui, tão longe da nossa casa. O que vocês precisarem nós arrumamos. Podemos mostrar o que conseguimos fazer. 

Ela sorri de um jeito estranho. 

- Tamiel, mostre pro Rick lá em cima.

A tal Tamiel leva Rick até o topo de uma das pilhas de lixo. A líder vai atrás dele e parece que conversam por alguns segundos. Olho pra Carl que parecia preocupado e depois pra Michonne. A expressão dela muda e volto a olhar pra Rick, ele não estava mais lá. 

-  Pai! – grita Carl e corre em direção a pilha de lixo. 

Todo o grupo faz a mesma coisa. Divido um pequeno cano com Glenn, tentando ver o que estava acontecendo por trás de todo aquele lixo. 

- Ele está bem? – eu pergunto. 

- Está, acho que só caiu. – me responde Rosita sem tirar os olhos de lá. 

Vejo em minha frente um zumbi passar, ele tinha um capacete cheio de fincos e todo o seu corpo também. 

- Merda! – diz Glenn, ele parecia estar beirando o desespero. 

Não vemos mais nada por um tempo. Michonne falava com Rick mas não conseguia entender o que ela dizia, só tiro meus olhos de lá quando Carl me cutuca. Rick e a tal líder aparecem, eles vieram conversando por todo caminho. A mão e a perna de Rick escorria sangue. 

- Podemos ganhar? – ela pergunta. 

Rick sorri. 

- Temos algo a nosso favor. 

-  O que seria?

-  Ela. – Rick aponta pra mim. - Era um deles. 

- Era? – ela fala enquanto me olhava com uma curiosidade nítida. 

- É, agora ela é uma de nós. 

Eu havia gostado de ouvir isso. 

- Eu espero que sim. – a mulher responde ainda me olhando.

- Qual seu nome?

- Janis. – ela responde dando meia volta e sumindo, junto com todo seu grupo. 

- O que ela quer?

-  Armas, muitas armas. Se conseguirmos ela irá se unir a nós. 

 


[...]

 

 

Quando chegamos em Alexandria nos reunimos rapidamente em uma das casas. Marcamos alguns lugares onde seria possível encontrar armamento. Me ofereci pra ir na busca, assim como Glenn, mas Rick e Michonne queriam fazer tudo sozinhos. Em poucos minutos eles se organizam e saem, os dois, em uma caminhonete. 

Eu e Glenn voltamos pra casa e esquento a sopa congelada que havia guardada aos montes nesse casa, dentro do freezer. Comemos enquanto Glenn reclamava sobre não ter conseguido ir ver Maggie logo cedo. Eu não tirava a razão dele, ficar dentro desses muros queimava meus neurônios, não havia absolutamente nada pra fazer. Pelo menos no Santuário eu tinha filmes pra assistir, mas aqui com o racionamento de energia, não me sobrava muitas opções.

Glenn sai pra ajudar Aaron com a plantação enquanto lavo nossos pratos. Resolvo revirar essa casa, aposto que têm varias coisas que ainda não percebi. Puxo o baú de trás do sofá e o abro, ele estava lotado de tranqueiras. A primeira coisa que pego é um boné, ele era branco com a aba azul, na parte de trás estava escrito de caneta preta ‘Com amor, N’.  Sorrio e coloco o boné na minha cabeça. Haviam alguns livros, cd’s, jóias. Mas o que mais me interessou eram os porta retratos.

 O primeiro era de madeira, eu reconheci Maggie na foto mas somente ela. Estava com um homem de cabelo branco, uma garota loira e uma mulher de cabelos castanhos. O outro era de metal e a foto ficava presa por somente uma fita. A tiro do suporte e encaro a família sorridente. Um homem alto com uma menina pequena no colo, talvez com cinco anos. Uma mulher estava abraçada em Glenn e em outra menina, ela também era nova. Viro a foto vendo uma legenda escrita de caneta: ‘Kenna, Robert, Nina, Glenn e eu, 2009’. Todos eram asiáticos o que me fez sorrir. 

A porta se abre e vejo Glenn me encarar. Me ponho de pé.

- Me desculpe eu não devia estar mexendo nisso. - eu digo. 

Ele não esboça nenhuma reação e então olha pra minha cabeça. Pro boné.

- Me desculpe, eu achei bonito. Não queria irritar você. - eu me desculpo novamente tirando o boné da minha cabeça.


Glenn sorri sem mostrar os dentes e se aproxima.

- Foi minha irmã que me deu. A Nina. - ele começa e pega o boné de minhas mãos, o virando pra ele. - ‘Com amor N’. Você iria gostar dela. 

- Eu tenho certeza que sim. 

Ele me estende o boné novamente.

- Não se preocupe com nada, pode ver as coisas, não tem problema. Só... - ele faz uma pausa. - Deixe o boné guardado, por favor. 

Eu assinto e vejo ele subir a escada. Meu rosto queima de vergonha, não devia estar xeretando as coisas dos outros. Guardo tudo no lugar o mais rápido possível e saio, sem querer dar de cara com o Glenn novamente. 

Do lado de fora tudo estava calmo, o que me incomodava de certo modo. O Santuário era menor e mais cheio, então tudo estava sempre uma bagunça, gente passando a todo momento e um cheiro pavoroso de suor. Já aqui quase não se via alguém fora de casa e o ar era tão puro que quase me fazia lembrar de quando tudo era normal. Sigo até o final da rua e vejo que não havia guardas nos portões, talvez não fizesse mal sair um pouco. Corro em direção ao portão e o destranco, o puxando em seguida. 

- O que está fazendo? - ouço falarem por minhas costas e sei que é Carl.

Me viro.

- Só vou dar uma volta.

Carl se aproxima ainda mais, ficando à alguns passos de mim. 

- Não pode sair, é perigoso.

Acho graça.

- Qualquer lugar é perigoso, Carl. 

- Então vou com você. - ele diz passando por mim e abrindo ainda mais o portão. 

- Não devia estar com a Judith? - eu o lembro. 

- Ela está em Hilltop, esqueceu?

Ok, meu tiro saio pela culatra. 

- Ah, com a Enid, é eu me esqueci completamente. - ironizo e ele me encara ainda sério. 

- Estou desocupado, então vou com você. - ele insiste franzindo a testa. Ele ficava lindo com essa expressão. 

- Não vai. - tento me impor. 

- Ok, te dou cinco segundos de folga antes de ir chamar o Glenn pra ele correr atrás de você. - Carl fala olhando pro relógio em seu pulso.

- Você é tão chato. - eu reclamo. 

- Você é minha responsabilidade. Meu pai confiou em mim.

- Tá, tanto faz. - eu me rendo, passando direto por ele e indo pra fora, em direção a floresta.

O ouço fechar o portão e correr até mim, em poucos segundos o vejo do meu lado. Andamos em silêncio por alguns minutos até ele abrir a boca. 

- Por que quis sair? - ele pergunta. 

- Alexandria é sempre tão calmo?

- Sim, menos quando Negan vem pra matar um de nós. - ele revida em um tom ríspido. 

- Me incomoda. - eu digo me referindo tanto ao silêncio de Alexandria quanto ao tom de sua voz. 

- É, eu também não gosto muito. 

- Sinto falta de andar por ai, acho que é loucura sentir isso, mas sinto. - eu começo. - Antes conseguia ouvir algumas coisas mas agora é só o silêncio. Eu mataria pra ouvir o barulho de um avião cortando o céu.

Carl olha pra mim de um jeito engraçado.

- Você é estranha. - ele diz e ambos rimos. 

- Posso te fazer uma pergunta?

- Outra? - eu indago erguendo uma sobrancelha. 

- Quantas pessoas já matou?

- Sessenta e três. - eu repondo prontamente. 

- Você conta? - ele pergunta, parando de andar e me olhando. 

- Você não?

Ele volta a andar. 

- Por que?

- Porque eu quis, sempre é esse o motivo, certo?

- Certo. 

Finalmente ficamos em silêncio e era bom ouvir o barulho dos pássaros. Eu e Carl andávamos lado a lado, ele parecia saber onde estava indo então eu o seguia, não tinha muita experiência em andar em florestas. O som das folhas secas sendo esmagadas me tranquilizava, o cheiro de terra molhada e a brisa que cheirava a verde. Eu estava precisando disso. Andamos por bastante tempo até Carl parar e olhar em volta, de um modo curioso. 

- Tem certeza que sabe pra onde está indo? - ele pergunta.

- Como assim pra onde estou indo? Eu estava seguindo você! 

Ele me encara e parecia preocupado. Estávamos perdidos.


Notas Finais


o proximo capitulo eh o melhor do mundo ok entendam
bjs kkkkkk dsclp o surto


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