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História Monster - Capítulo 14


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Notas do Autor


To aqui de novo super empolgada
Sou apaixonada na Margot admito
Eu vi que tem gente lendo e favoritando entao pfvr comentemmm

Capítulo 14 - I did what i have to do


Fanfic / Fanfiction Monster - Capítulo 14 - I did what i have to do

Tudo que minha cabeça insistia em me dizer era só uma palavra: merda. Eu estava completamente envergonhada, se eu pudesse sumir eu com certeza sumiria, e o pior de tudo é que eu nunca havia me sentido assim. Algo em mim me dizia que o que eu fiz tinha sido errado, mas não havia mais como voltar atrás, o que está feito está feito. Respiro profundamente tentando não deixar a claridade bater em meus olhos, minha cabeça estava latejando e isso não iria me ajudar. 

Por que eu fiz isso? Me parecia tão certo quando terminamos, o jeito como ele me olhou, me abraçou e passou os dedos nas minhas costas até eu dormir. Ele era gentil, diferente de qualquer outra pessoa que já transei. Mas agora simplesmente me parece errado, sinto que algo está errado, um bolo na garganta e borboletas no estômago. 

- Margot? – eu ouço ele me chamar, ele havia acordado, sinto vontade de me esconder. 

- Estou no telhado. – eu respondo e meu tom de voz parece estranho. 

Ele entra em minha vista, abotoando a camisa. Carl estava sem sapatos e sem chapéu, seu cabelo estava lindo e principalmente sua pele, ela ficava linda ao sol. Ele fala algo que não consigo entender. 

- An? 

- Eu perguntei se conseguiu ver como voltar pra casa. 

- Ah. – foi tudo que consegui dizer, ele continua me olhando. 

- Ah? – ele indaga. 

Limpo minha garganta. 

- Temos que seguir ao leste, por onde o sol nasce, talvez duas horas de caminhada. Isso deve dar perto da rodovia, consigo ver uma parte dos muros daqui. 

- Tudo bem. – ele diz dando de costas, quase fico aliviada, até que ele se vira pra mim novamente. – Está bem Margot? 

- É. E você Carl? 

Ele assente e volta pra dentro. Em poucos minutos pegamos tudo que pudéssemos levar de lá e pulamos o muro pra fora, indo em direção a Alexandria. Foi uma caminhada longa e silenciosa, não sei se Carl havia percebido meu humor, mas ele não falou muita coisa. Matamos alguns zumbis pelo caminho antes de avistarmos a rodovia e depois, finalmente, os portões. 

- Onde você estava? – Glenn me pergunta assim que passo pelo muro. 

- Nós nos perdemos. – eu respondo vendo Carl passar direto por nós. 

- Não pode sair daqui! Você está sobre minha responsabilidade. 

Suspiro, eu era responsabilidade de todos pelo visto. 

- Eu queria dar uma volta, me desculpe. 

Ele me encara e parecia em uma luta interna entre ser rígido e ser adorável. 

- Vá tomar um banho ok? Você está imunda. – ele diz e eu sorrio. 

- Tudo bem.

 

[...]

 

Eu e Glenn estávamos de guarda nos portões esperando Rick e Michonne voltarem. Ele havia falado que logo logo veríamos Maggie, que só estava esperando um momento mais calmo pra isso. Ele não queria ser surpreendido por nenhum do Salvadores e nem queria que eles descobrissem que Maggie estava viva. Talvez seja por isso que ele queria me levar, pra apaziguar as coisas caso elas fossem explodir. Eu não o culpava, eu era um ótimo álibi. 

Quando Rick e Michonne chegam eles reúnem o grupo e falam que levaram as armas para o lixão e que eles só lutariam ao nosso lado se conseguíssemos o dobro. Tara conta pra ele sobre Oceanside e sinto meu estômago embrulhar, eu poderia vomitar agora mesmo. O grupo iria até lá hoje, eles pegariam todas as armas e pediriam ajuda a elas.

- Margot, está bem? – pergunta Glenn, todos olham pra mim. 

- Eu só... – eu começo mas não consigo falar pois meus joelhos fraquejam. Carl me segura. 

- Você tem comido bem? – me pergunta Rick. 

Eu assinto. 

- Vou buscar umas frutas e um pouco de água. – começa Aaron e então olha pra Glenn. – Vou deixar na sua casa. – e então ele dá de ombros. 

- Eu estou bem. – eu digo e tento me desvencilhar de Carl. – Só não posso ir. 

Carl me solta. 

- Como não? – pergunta Tara.

Eles olham pra mim de novo, me forço a ficar de pé. 

- Se eu for, elas vão me matar. - eu admito. - Os Salvadores, eles... nós matamos gente lá, muita gente. 

Rick me encara friamente.

- Sou todo ouvidos. 

- Negan tentou dominá-los, eles resistiram. Recebemos ordens pra matar a todos, menos as mulheres. Adultos, jovens, crianças. Nós matamos, todos. – eles se entreolham. - O que mais eu poderia fazer? Deixar meus amigos morrerem? Não é isso que fazemos Rick, você mais que ninguém sabe 
que não. Eu os matei, todos que consegui, eu fiz o que eu tinha que fazer. 

Ele olha pra Carl e depois pra Michonne. 

- Quanto tempo tem isso? 

- Dois anos.

- E acha que elas ainda se lembrarão de você?

- Quer pagar pra ver? – eu revido. 
Rick fica em silêncio e se aproxima, colocando a mão em meu ombro. 

- Todos fizemos coisas horríveis. – ele diz e passa por mim. 

- Melhor ir pra casa se deitar. – fala Glenn. 

- É, come alguma coisa. – concorda Tara. – Vamos voltar rápido. 

Eu sorrio pra ela que sorri de volta e todos eles passam por mim. 

- Tem certeza que está bem? – Carl pergunta se aproximando. 

Eu assinto. Ele fecha a cara e passa por mim. Talvez o melhor seja me deitar e tentar dormir um pouco. 

 

[...]

 

A cabana estava escura, já havíamos matado quase todos mas eu sabia que um estava escondido. Ele havia usado o corpo do próprio amigo de escudo e se arrastado até aqui, estava sangrando muito, conseguia sentir o cheiro e via o rastro com clareza mesmo com pouca luz. Abro a última porta do corredor o vendo lá, ele parecia minúsculo agora, mesmo sendo um adolescente. Tremia da cabeça aos pés de medo, sua mão estava na barriga numa tentativa falha de tapar seu sangramento.

- O que você quer? - ele pergunta e quase não entendo de tanto que sua voz tremia. - Quem é você?

- Eu sou o Negan. - respondo.

Puxo o gatilho e estouro a cabeça do garoto. Pego o pequeno boneco de madeira que ele segurava e vejo que não se tratava de um boneco, era uma peça de xadrez, a rainha. Dou meia volta, saindo dali. 

- Porra garota! – exclama Negan. – Você é muito boa.

Sorrio e abaixo a arma, ficando feliz por ter acertado todos os alvos. 

- Não fale palavrões. – adverte Lucille que afiava sua faca na pedra. 

Acho graça da cara que Negan faz.

- Logo logo consigo acabar com você. – digo olhando pra Negan e Lucille ri. 

- Não tão rápido boneca, ainda falta muito pra você ser uma máquina de matar.

Guardo a arma na minha cintura e encaro o céu por entre a copa das árvores, o dia estava lindo. 

Corro o máximo que posso até finalmente chegar do outro lado do acampamento, algumas pessoas estava escondidas tentando espiar o que havia acontecido. Negan estava lá, o taco pingava sangue, tinha um corpo na fogueira. Era Harry, ele estava morto, ele havia o matado. 

- Mas que merda! O que você fez? – eu grito e o empurro em seguida. 

- Qual é garota? Vai ficar chorando agora? – ele ri, parecia em êxtase. 

- Você matou ele! – grito novamente sentindo meu peito doer.

- Ele tinha que morrer. 

Me viro pra ele vendo seu sorriso psicopata em sua cara, será que ele nunca mais voltaria a ser o mesmo? 

- Por que? – pergunto entredentes. 

- Porque eu queria que morresse. 

Minha arma estava apontada pra uma garota desconhecida, ela aparentava ter a minha idade. Havia encontrado ela na floresta pegando coisas da nossa mochila. Estávamos fora do Santuário por alguns dias em uma busca por grupos e suprimentos. Eu tentei esconder ela mas Negan a encontrou. 

- Mate ele agora Margot! – ele me ordena. 

- Eu não quero. 

- Porra será que não pode ser obediente nem por um minuto? Caralho você sempre dificulta tudo, as coisas são tão simples. 

- Não me faça fazer isso. – eu peço. 

- Eu estava errado sobre você, você é fraca. – ele diz, bem perto do meu ouvido. – Talvez Jake seja mais forte que você e sobreviva depois que eu esmagar a porra do pinto dele. Lucille iria adorar. 

Eu grito com toda raiva que há dentro de mim, fecho meus olhos. E atiro. 
Eu tinha plena noção que estava sonhando, lembrando a mim mesma das coisas que fiz, mas não conseguia acordar. Eu não aguentava mais, eu queria que parasse. Estava doendo e não conseguia me livrar disso, estou presa em minhas próprias lembranças. 

- Vocês podem respirar, podem piscar e podem chorar. 

Negan destroça a cabeça do garoto loiro, em seguida a de um idoso, então do homem de bigode e por último o homem ruivo, de Alexandria. 

- Lucille estava com fome. – ele diz. 

- Essa merda não é ela Negan. Ela. Já. Era. 

Ele sorri e ergue a mão estalando ela na minha cara. Fico surpresa com sua atitude. 

- Você não diz a mim o que é certo ou não. – ele me repreende e vira de costas deixando todos me encarando. 

Tudo fica escuro e percebo uma luz que parecia vir de uma vela, se aproximar de mim. Era Negan. Eu não sentia raiva, nojo, medo. Me sentia calma, até mesmo confortável. 

- Você acredita que há pessoas boas? – eu pergunto a ele. 

- É Margot, eu acredito. 

- Quem são vocês? – pergunta o homem que parecia o líder, já era noite e estava chovendo. 

- Nós somos Negan. – gritamos em uníssono. 

- É isso ai porra! – Negan comemora balançando o taco no ar. - Agora matem todos.

Finalmente consigo abrir os olhos e me coloco de pé abruptamente, como se estivesse fugindo do sofá. Meus olhos estavam molhados e eu estava suada, sentia vontade de vomitar. ´Eu fiz o que tinha que fazer. Eu sempre fiz o que tinha que fazer.`  Tento me acalmar enquanto encarava o teto da sala. 

 

[...]

 

- Foi tudo bem? – eu pergunto a Glenn assim que ele sai do carro. 

Ele assente, sorrindo sem mostrar os dentes. 

- Algumas delas querem lutar, mas a líder acha que vamos perder. – ele faz uma pausa. – Só pegamos as armas e voltamos, ninguém se feriu. 

- Isso é ótimo. – eu digo e em seguida Carl passa do meu lado, me olhando por meio segundo. 

- O que fez o dia todo? – Glenn pergunta puxando a mala com algumas das armas, pego a outra que estava ao lado e fecho a porta do carro.

- Dormi um pouco, depois ajudei Eric com algumas coisas, com os painéis de energia. Ele é um cara legal. 

- Com certeza ele é.

Já estávamos indo em direção ao depósito quando Rosita vem correndo em nossa direção. 

- Onde está a Sasha? – pergunta Carl. 

- Tem uma pessoa, quer te ver Rick. – Rosita fala ignorando Carl. 

Rick suspira e seguimos atrás dele. Entramos na sala que havia a cela e Rosita destranca a porta. 

- D! – eu exclamo quando o vejo e corto o caminho de Rosita, indo até ele e o abraçando. 

- Que bom que está bem. – ele diz, ouço uma arma se destravar atrás de mim. 

- Margot, venha pra cá. – Rick pede, o encaro e depois a arma, ninguém estava com uma cara muito boa, principalmente Tara.

- Ele disse que quer ajudar. – diz Rosita. 

Rick se aproxima de Dwight ainda com a arma apontada pra ele. 

- Por quê?

- Estou cansado. Eu só quero que isso pare. 

Rick vira pra trás encarando o grupo mas ainda com a arma apontada para D, o clima estava tenso e eu estava preocupada. Dwight havia matado uma mulher do grupo deles. Será que havia alguma chance dele escapar disso? Tara passa por mim e se agacha na frente de Dwight, eu estranho seu comportamento. 

- Aquela mulher, que você matou, ela tinha um nome sabia? – ela faz uma pausa. – Ela se chamava Denise, era minha namorada. Ela era médica, ajudava as pessoas, fazia o bem. E você a matou, como se não fosse nada. – Tara se põe de pé.

- Eu não estava mirando nela. – D responde. 

 - Mata ele Rick.

Rick destrava a arma mas não parecia estar convencido a mata-lo.

- Eu não estou mentindo, não estou aqui pra enganar vocês. Eu quero que isso pare. 

- Mata ele Rick, mata ele. Ele matou a Denise. 

Rick olha para os lados parecendo perdido e se aproxima, colocando a arma encostada na cabeça de Dwight. Ninguém do grupo se moveu ou falou nada. Vou em direção a Rick e empurro sua mão pra longe da cabeça de Dwight. Rosita e Tara apontam suas armas pra mim quando veem a pistola de Rick cair no chão. Glenn e Carl continuam estáticos.

- Se matarem ele eu me mato. – eu digo.

- O quê? – Rick, Glenn e Tara perguntam ao mesmo tempo. 

- Eu pego uma arma, vou até o Santuário e me dou um tiro. Num lugar que me mate mas que demore o suficiente pra eu me livrar da arma. Eu vou virar zumbi e Negan vai me ver, ele olha pelos muros todas as manhãs. – faço uma pausa, podendo ver a cara de surpresa de cada um ali. - Se acham que viram o pior do Negan, estão errados. Na verdade, creio que toda vez que o viram ele estava de ótimo humor. Agora, se eu morrer, esse bom humor dele vai pro brejo. Porque vocês não sabem, mas a única coisa pra qual ele dá a mínima, sou eu. 

- Está me ameaçando? – Rick pergunta. 

- Não Rick, estou defendendo um amigo, não é isso que pessoas boas fazem?

Todos sem entreolham e ninguém fala nada. Tara abaixa sua arma mas Rosita continua com minha cabeça em mira. 

- Sasha estava certa, devíamos ter mandado ela embora. – Rosita diz. 

- Não estou aqui pra machucar nenhum de vocês, estou aqui pra matar o Negan. – me viro pra Tara. – Eu sinto muito pela sua namorada, mas as pessoas que vocês mataram também tem nome. Jack, Milo, Kaleb. Vocês explodiram o Paul na rodovia, antes de conhecerem o Negan. Ele era uma boa pessoa, tem um filho de doze anos, uma namorada. – me viro pro grupo e percebo que Rosita já havia abaixado a arma. -  Vocês não conseguem entender que seguimos ordens? Se ele manda fazer nós fazemos, é assim que as coisas funcionam. Se você não coopera ele te mata. E não podemos matar ele, porque todos são Negan, eles o saúdam como um deus, e isso é perigoso. – faço uma pausa. - Existem pessoas ruins em todo lugar Rick, do mesmo jeito que existem as boas. 

- Como você irá ajudar? – Rick pergunta olhando pra Dwight. 

- Os Salvadores vem amanhã, eles estão com a Sasha e pode ter certeza que isso não irá ficar bonito. Se organizem, se preparem. Posso derrubar umas árvores no caminho, pra atrasá-los um pouco. Assim vocês terão mais tempo para ficarem prontos. 

- Glenn, Rosita. Peguem um carro pra Dwight, ele tem que ir. 

- Vai soltá-lo? – pergunta Tara. 

- Já temos a Margot, não quero motivo pra mais dor de cabeça. 

Sorrio vitoriosa quando vejo o carro de Dwight sair pelos portões de Alexandria. Os fecho e em seguida sigo em direção a casa, vejo que Glenn e Rick conversavam lá dentro, aproximo o rosto da janela. 

- Não sei por que ela fez isso. – ouço Glenn falar. 

Rick fica em silêncio por alguns segundos. 

- Pelos menos sabemos que ela tem coração.


Notas Finais


COMENTEM PLS
BJSSS


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