História Monster - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjo, Coragem, Demônio, Dragão, Elfo, Fofo, Magia, Medo, Mistério, Monster, Monstros, Romance, Sereia, Silfo, Sobrenatural, Suspence, Terror
Visualizações 10
Palavras 1.946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um cap O.O!! Curtinho até...
Tão cedo! Tá bom, eu sei que não é TÃO cedo assim, mas se formos olhar o meu padrão de postagem isso foi assustadoramente rápido.
Sim, sou eu, nenhum alien tomou meu lugar nem nada rsrs
Boa leitura e perdoem os meus erros.

Capítulo 10 - 9 O que aconteceu com você?


Fanfic / Fanfiction Monster - Capítulo 10 - 9 O que aconteceu com você?

O lugar se tornou um borrão de pessoas correndo e gritos. Alguns ajoelharam e rezaram outros se encolheram no chão em uma bola de auto-proteção e choraram.

Não havia viva alma além de mim que não estivesse coberta por terror puro e sólido. Isso inlui Nala e Sérgio, que me largou e encara paralisado Vrees enquanto chora.

Vrees sequer se mexeu desde que se pôs de pé. Os olhos avaliavam minha reação. Sem sorrisos ou palavras, ele apenas esquadrinhava minha alma e, provavelmente, meus pensamentos.

"Por que está fazendo isso? O que essas pessoas te fizeram?!" Penso na certeza de que ele escuta.

Vrees continuou em seu silêncio mórbido.

Percebendo que não vai adiantar, corro arquibancada a baixo em direção ao monstro, mas antes de alcança-lo caio no vazio.

Despenco na escuridão infinitamente a ponto de me perguntar se caio mesmo ou se apenas flutuo. Meus órgãos estão uma bagunça e a vontade de vomitar me toma.

Fecho os olhos e busco me controlar. São tantas perguntas sem respostas. Perguntas de uma vida inteira que só aumentam. Por quê eu? Quem é Vrees de verdade, o que convivi ou essa coisa maligna? Como ele foi capaz de me colocar numa ilusão? Como parar?

Afasto tudo e respiro fundo. Logo o desconforto se vai e reabro os olhos encontrando-me novamente na quadra. Vrees está parado bem na minha frente ainda silencioso. Os olhos brilhando muito mais vermelhos que antes.

O que está acontecendo? Os olhos de Vrees estão diferentes de antes, há muito mais vermelho que amarelo agora! O que isso significa?

-Precisa parar... -Sussurro.

-Não sabe o que preciso. -E desapareceu.

...

Chegando em casa, Sérgio me encara perguntando coisas com o olhar.

A polícia foi chamada e interrogaram muita gente, mas cada pessoa relatava algo diferente e isso inclui Sérgio e Nala. Falando nela, foi pra casa depois de falar um monte de coisas que eu sequer ouvi. Me sinto mal por isso, mas, há tanto na minha cabeça agora e Vrees pode estar nas sombras lendo tudo. Já Sérgio permaneceu nesse silêncio questionador até agora, quando paramos na frente da minha casa.

-Então, até segunda... -Tento escapulir pra dentro sem dizer nada.

-Esther... -A voz calma de Sérgio me fez virar para encará-lo. A expressão do belo jogador estava séria e concentrada. Aqueles olhos azuis nunca pareceram tão intimidadores. Apenas esperei que falasse, pois por minha própria iniciativa nada seria dito. -O que era aquilo?

-Aquilo era o amigo de quem lhe falei. -Sussurro.

Ele vai me odiar de novo, já sei. Voltaremos aos velhos tempos de brigas e diretoria, só que agora tem mais que uma implicância boba como motivação. Logo agora que me acostumei a sermos algo como amigos.

Surpreendendo a mim (e provavelmente ao mundo) Sérgio me abraça. Há tanta ternura no gesto que me vejo incapaz de reagir.

Com um beijinho casto em meu pescoço, o rapaz se afasta enquanto tento disfarçar meu estado.

-Você convive com aquela... coisa... todos os dias?! Como consegue? Não te machucou, né?

-O quê...? -Fico ainda mais confusa quando preocupação transparece da voz do loiro. Preocupação? Como assim o Sérigo, o S É R G I O, está preocupado comigo? Essa semana virou tudo que eu achava do mundo de cabeça para baixo. Vrees sendo um nojento e Sérgio sendo um anjinho... quem poderia imaginar?...

Repouso minhas mãos uma em cada ombro do Sérgio.

-Me diga o que viu? -Estou realmente curiosa sobre isso.

Sérgio abriu e fechou a boca, em seguida esfregou as palmas das mãos no rosto. Abalado como nunca. Virou a cabeça para um lado e depois piscou nervosamente.

-Não sei como explicar... nunca estive tão aterrorizado na vida!

É, acho que tinha dado pra perceber...

-Não precisa se preocupar Sérgio... Vrees nunca me faria mal. -Digo convicta.-Se ele quisesse já o teria feito, afinal, nos conhecemos desde que eu tinha 5 anos.

Sérgio suspirou e coçou a cabeça terminando de emaranhar seu lindo cabelo loiro.

-No fim, não consegui terminar o que ia dizer. –Sérgio segurou minhas mãos e fez carinho com o polegar na minha palma. Foi ao mesmo tempo estranho e acolhedor. –Esther...

As palavras de Nala vêm a minha mente e não penso mais como sendo loucura. Nos olhos dele há uma determinação e um sentimento. Não sei se quero ouvir o fim da frase.

-É melhor não Sérgio. –O interrompo. –Eu preciso conversar com Vrees e depois...

-Tá, mas com uma condição!

Sorrio.

-A sua última condição nos trouxe aqui, lembra?

-Essa vai dar certo! Vamos sair... sei lá! Comer fora ou ir ao cinema, aquelas coisas clichês...

Ele me encarou com expectativa e eu não sabia bem o que dizer. É difícil digerir que talvez Sérgio goste de mim num sentido romântico, mas isso explicaria a mudança repentina de atitude nele.

-Hum... okay, pode ser.

O loiro sorriu amplamente e deu uns passos pra trás em direção a moto.

-Então, segunda combinamos. -Colocou o capacete e virou-se para ir embora, mas voltou logo em seguida. -Ah! E se acontecer algo, me liga.

-Não vai acontecer nada.

-Só... Me deixe tranquilo está bem?

Assinto e ele some rua afora em sua motocicleta.

Respiro fundo e entro em casa, preparando-me mentalmente para combater Vrees,a fera. Mamãe estava na sala e me barrou quando tentei subir a escada.

-Então? –Faux parece sempre empolgada demais sobre Sérgio pro meu gosto, como se segunda-feira mesmo a mãe dele não tivesse mostrado claros sinais de ser o tipo de amizade que só quer te colocar pra baixo e faz questão de atacar nos pontos mais fracos. Dinheiro realmente compensa tantas coisas assim?

-Então nada.

-Ah, Esther! Você finalmente agarrou um bom pretendente e nem se esforça!

-Quando que eu arrastei alguém dona Faux?

Ela pareceu pensar no assunto.

-É, mas agora que conseguiu... -Sorriu abertamente. -Vamos aproveitar né?

-Mãe, não entende que não quero nada com Sérgio além de, talvez, uma amizade.

-Eu entendo, entendo filha! É claro que teria medo de se envolver com alguém devido as suas condições, mas... Sérgio é um rapaz tão bom! Com certeza entenderá! Vocês formam um casal tão lindo!

Revirei os olhos e tirei-a da minha frente. Subi as escadas fazendo questão de ignorar qualquer coisa que ela dissesse.

Parei abaixo do alçapão, cuja cordinha pendurada estava ficando suja, pensando o que poderá acontecer ao subir.

Talvez ele nem esteja lá! Vrees não é nenhum burro, sabe que vou chegar furiosa pedindo milhões de explicações e Vrees detesta explicar qualquer coisa pra mim.

Eu só queria entender por quê? Do que ele tem medo? O que o angustia?

Sei que pode estar ouvindo tudo, mas nem me importo mais! Acha que esconde bem a tristeza com aqueles sorrisos e jeito idiota, mas não o faz! Eu posso ver que ele tem dor.

As ações dele são tão sem sentido na minha concepção... e ele consegue ser tão infantil pra alguém que tem mais de mil anos.

Nesses anos que passamos juntos, nunca passou pela minha mente que Vrees pode ser um ser maligno, mas agora está passando. Não é como se ele tivesse mentido para mim sobre isso, eu é que sempre acreditei ser brincadeira quando dizia que não era bom. Não é fácil enxergar o mal naquele que só me fez bem toda a vida. Afinal, Vrees aterrorizou o ginásio inteiro, mas não a mim. Outra vez pergunto: por quê?

Respiro fundo e entro no meu quarto/sótão.

Vrees está sentado no peitoril de uma das duas janelas opostas, que consequentemente apontavam pra frente e atrás da casa, olhando a noite e a lua. Sei que não o surpreenderei, o menino lê pensamentos, mas não falo de imediato e fico encarando o perfil lindo do rosto dele sob a luz do luar. Os olhos dele brilham em contraste com a palidez mórbida e escuridão dos cabelos, mas o antigo dourado está ficando mais vermelho. Só hoje reparei nisso.

"Nem sempre os meus foram assim" ele disse e eu não tinha entendido, mas agora sei.

-Não vou me desculpar, não vou me explicar. -Foi o que o monstro disse sem mover-se para me encarar.

-Ah claro! O que eu estava esperando?! Sou realmente idiota por acreditar em você! Acreditar na sua bondade! O que você fez... foi tão cruel!

-E o que sabe? Quem te deu o direito de julgar? Por que eu teria de te contar algo? Você sequer deveria saber que eu existo. -A voz dele estava fria e inalcançável.

Tudo está tão intenso hoje, ele esteve estrondoroso como um desastre natural no ginásio e agora é um oceano polar congelado.

-Então... –A vontade de chorar bate pelo que vou dizer "por que se aproximou afinal de contas? Para se arrepender depois..."

A cabeça dele vira bruscamente em minha direção antes que eu possa terminar o pensamento.

-Não me arrependo.

As faíscas naqueles olhos são tão acolhedoras que quero me esconder em seu abraço e fingir que nada aconteceu. Perdoar e continuar como era antes. Mas eu não posso mais. Eu preciso saber.

-Então me conte.

Ele solta uma breve risada sem humor, provavelmente de meus pensamentos.

- Tudo se tornou tão complicado depois que cresceu, depois que meus... -Ele parou abruptamente e eu fiquei sem saber o fim que parecia importante.

-Do que tem medo?

-Do seu olhar quando me viu no ginásio, eu tenho medo. Dele se tornar pior e permanente. Se souber tudo, vai me odiar.

-Eu nunca te odiaria.

-Porque não sabe. Há tanto, a maioria dos humanos não quer saber as verdades do mundo, ou prefere criar as próprias verdades em que acreditar. Não os culpo, o fardo é enorme e o equilíbrio é tão frágil... –Vrees respirou fundo percebendo que estava indo longe demais no seu desabafo. –Eu deveria me afastar de você.

Meu coração deu uma batida mais forte.

-O quê? Não! Ficou doido? Acabou de dizer que não se arrepende!

-Não me arrependo, mas minha presença só te faz mal. Está bem agora, não está mais sozinha. Não precisa mais de mim.

-Claro que preciso, você é insubstituível. Por favor, não faça isso!

-Não dificulta tá! Apenas diga que tudo bem e guarde nossas memórias. Se facilitar pra você eu me apago da sua vida 100%.

Fiquei chocada com a frieza dele ao fazer essa declaração.

Ando até ficar frente a frente com o rosto dele mantendo minha mente em branco e dou-lhe um tapa bem forte na cara.

-Nunca mais ouse falar isso. Não nos menospreze assim, não permito! -Há pequenas lágrimas se formando no canto dos meus olhos.

Ele sorri triste.

-É o melhor, acredite. Você não vai querer me ver daqui pra frente.

-Por...

-Porque estou morrendo. Vou definhar e sumir, não quero que veja isso.

Por um instante o meu chão pareceu sumir e eu estava em queda livre outra vez, mas não por uma ilusão de Vrees.

-O q-quê? -Agora as lágrimas correm soltas.

Ele não pode morrer, pode? Ele é um ser imortal super poderoso...

Não pode ser real.

Quando percebo estou nos braços dele, num abraço apertado. Escondo meu rosto em seu peito e deixo minhas lágrimas rolarem sem restrições.

-Era isso que eu estava tentando evitar. Por que não ficou com raiva de mim e me expulsou? Eu piorei meu estado pra nada!

-Foi por isso que fez o que fez? Que bobo, eu nunca te afastaria.

-Tem razão, eu deveria saber. -Senti um beijo ser depositado em minha cabeça. –Esther, eu te amo. É hora de dormir.

-O quê... –Meus olhos pesaram e minha consciência se foi.

...

Na manhã seguinte, Vrees não estava no meu quarto.

Vrees não estava em nenhum lugar perto de mim.


Notas Finais


Chegamos a um momento triste da história :)
Apenas saibam que o Vrees não está mentindo sobre estar morrendo.
Beijinhos e até o próximo cap anjinhos <3<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...