História Monstro também tem coração. - Capítulo 4


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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Conquista, Cotidiano, Desabafo, Desespero, Disputa, Drama, Heroi, Luta, Mundo, Ódio, Paixão, Romance, Tokyo Ghoul, Tragedia, Vida, Vilão, Vingança
Visualizações 50
Palavras 2.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drabble, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Demorei?

Espero agradar, acho que esse é o capítulo que mais gostei até agora.

Aproveitem...

Capítulo 4 - Melancolia!


Fanfic / Fanfiction Monstro também tem coração. - Capítulo 4 - Melancolia!

P.O.V Jennifer


Eu sabia onde estava, parecia uma floresta escura e eu fugia de algo desesperada, meu corpo se movia sozinho, eu corria desesperada, eu fugia olhando involuntariamente para trás, eu sabia que estava fugindo, mas eu não conseguia parar de fugir, eu queria fugir, queria sair dali, mas eu não estava tento controle da minha fuga, na verdade eu estava fugindo sem saber de que ou de quem, eu simplesmente estava com medo e fugindo sem saber de quer enquanto me lembrava de que tudo que aconteceu antes de chegar ali. Na verdade eu só lembrava do leilão, do ghoul que apareceu e do humano que fugiu de mim, a lágrima escorria, su não sabia porque eu sentia tanto pavor, mas provavelmente tinham várias horas que eu estava correndo ali sem parar, eu não me cansava fisicamente, mas apenas psicologicamente.

Corri e corri sem controle do meu corpo até que passei por um homem humano sendo morto por um ghoul, parecia um vídeo do qual eu tenho lembranças, aquele homem era meu pai e o ghoul não era muito visível, só dava para vê que ele usava uma rinkaku vermelha e era baixo usando um capuz preto. No mesmo momento meu corpo parou, eu caí de joelhos vendo a cena, levanto e tento me aproximar, mas o homem no chão já tinha morrido e sumiu ficando apenas o ghoul assassino que estava de costas para mim ainda no chão ajoelhado, me aproximo devagar sem saver o que seria capaz de fazer, apenas pensando em matá-lo com as próprias mãos mesmo sabendo que seria impossível. Quando estou a centímetros do homem ele ativa a kagune rinkaku vermelha em minha direção e minha reação natural é fechar meus olhos, quando abri eu estava abraçada ao ghoul de cabelos brancos e máscara prateada, ele me abraçava com força enquanto olhava para alguém, olhei para ver quem era e só conseguia ver um vulto usando uma matela preta, o vulto aos poucos se transformava em um homem moreno muito alto usando uma maleta, ele correu até mim e o garoto de cabelos brancos mais uma vez fechei meus olhos e quando abrir percebi que aquilo foi só um sonho.


Acordei em um local pequeno que parecia um quartinho, senti que estava deitada em uma cama comum, meu pescoço doía, mas tinha uma espécie de curativo para tampar o local onde fui atingida por algo antes de desmaiar, com dificuldades olhos ao meu redor e vejo um garoto de pele clara e cabelos negros sentado em uma cadeira, eu não podia vê seu rosto, pois ele estava abaixado e provavelmente dormindo, eu fiquei assustada, poi, eu não sabia o que estava acontecendo, as últimas coisas que me lembrava era do pesadelo e do leilão dos ghoul. Eu me lembro que fui atingida e desmaiei nos braços de um garoto de cabelos brancos que apareceu para me salvar, mas não lembro de muitos detalhes, também não tinha certeza se ele estava vivo ou como escapado da CCG, na verdade, eu não sabia o porque de um dos agentes da CCG me atacar e me chamar de monstro, eu não sabia o porque daquele pesadelo me atormentar, eu não sabia porque tenho medo e ódio de ghouls, mas não consigo sentir tanto ódio do garoto de cabelos brancos, mesmo assim ele tentava me atacar em meu sonho. Pensando bem, àquilo não foi um sonho, foi um pesadelo, era como se eu estivesse me tornando destruída por dentro ao relembrar àquela cena.


Enquanto eu me perdia em meus pensamentos o garoto acordou e deu para vê as olheiras que denunciavam que ele tinha ficado por muito tempo acordado e possivelmente estava me observando, já que estava dormindo naquela cadeira.


—Quem é você? Por que estava sentado aqui? E onde eu estou?


Eu estava nervosa com o olhar dele, ele olhava para mim fixamente com uma certa curiosidade, ele não parecia está muito surpreso com minha reação e me escutou calmamente como um professor de filosofia enquanto analisa o discurso de seu aluno durante a apresentação do trabalho


—Não lembra de mim? Eu sou o ghoul que te salvou! _o garoto me olhava surpreso.


—O ghoul que me salvou? Não! Você mente! Ele tinha cabelos brancos e não pretos.


Eu realmente fique surpresa e com medo daquele individuo, ele podia ser muito bem um agente da CCG fazendo uma atuação fajuda ou talvez um ghoul que queria se aproveitar de mim


—Calma moça! Sou eu! É que eu sou um ghoul raro. Eu sou meio humano e toda vez que uso meus poderes de ghoul meus cabelos se tornam brancos.


—Mentira! Nunca ouvir falar disso antes e não faz nenhum sentido!


Eu estava muito nervosa, não entendia como seria possível os  cabelos de um meio ghoul mudar de cor.


—Acho que te explicar não será possível, não é! _ele diz calmo me observando sério.


Acenei com a cabeça que não e ele pegou uma máscara prateada em forma de mandíbula suga de sangue, eu me assustei ainda mais e pensei a possibilidade dele ter matado o ghoul que tentou me salvar, mas ele percebendo que eu o olhava com suspeitas colocou a máscara e me olhou fixamente como os dois olhos se tornando negro e ao mesmo tempo todo o cabelo se fico branco.


—E então? Como fiquei? _ele diz com a voz abafada pela máscara


—Idêntico! É você mesmo! _digo aliviada, mesmo sem entender o porque.


A voz dele na máscara ficava mais máscula e abafada de forma que demonstrava certa autoridade. Ele tirou a máscara e a jogou no canto de qualquer jeito, enquanto seus cabelos voltavam ser brancos, o que me deixou suprersa.


—Dizem que a máscara de um ghoul representa sua identidade, então porque você jogou a sua dessa forma?  _disse surpresa.


Ele me observou com certa curiosidade, talvez ele queria entender como eu tinha tamanho conhecimento sobre os ghouls, mas futuramente ele faria essa pergunta e disso eu tinha certeza, mas no momento ele resolveu responder minha pergunta:


—Bom… Eu não preciso de uma máscara para ter uma identidade! Na verdade a máscara só esconde meu lado humano e sensível dos olhares assustadores dos que mim olham. Essa identidade de ghoul não me representa em nada, só mascara o que sinto! _ele disse sério.


Aquilo foi profundo, era como se ele estivesse desabafando comigo, mas por que? Será que ele se sente assim mesmo ou será um puro teatro para me enganar?

Eu não sabia o que responder, apenas o encarei com alguns segundos e depois desviei o olhar envergonhada.


—Me desculpe! _eu falei o observando com as mãos suando.


—Por que? _ele me olhou curioso.


—Por eu não consigo entender como se sente já que não tenho muitas lembranças atuais, minha mente está uma confusão! Além disso não consigo entender bem você porque… _hesitei em terminar a frase.


—Porque o que?


—Acho que vou te magoar se eu falar!


—Não vai! Agora fala.


Eu o observei eu diria “Você é um ghoul e pra mim ghouls não passam de monstros que matam pessoas para comer!” ou diria “Você é um monstro. Monstros não têm coração, monstros só sabem se alimentar com seus instintos mortais!”, mas naquele momento eu não sabia o que dizer nem o que fazer, ele me salvou e mostrou seu rosto para mim, seria rude de minha parte falar o que realmente penso quando o que penso podia não apenas magoá-lo, mas também fazê-lo ficar contra mim, meus pais me ensinaram quando criança que eu devia ser uma bia garota e tentar fazer aliados e não inimigos.


—Bom… Eu não estou acostumada em ser salva por um ghoul. Não sei como vocês se sentem. _tentei improvisar nas palavras e demonstrar gratidão mesmo com dificuldade.


Após dizer essas coisas eu observei a reação dele, mas parece que ele leu mesmo pensamentos


—Entendo! Você só não quer admitir que para você eu não passo de um monstro sem sentimentos! _ele disse olhando para o teto.


—Nossa eu nem falei isso! _digo olhando para minha mãos suadas.


Tentei ser convincente, mas na verdade eu estava suando frio, eu não sabia o que dizer para sair daquela situação e ele me encarando continuou:


—Eu pareço um monstro para você? _diz voltando a me olhar.


—Não! _digo séria com sinceridade.


—Exato! Mas eu sou. Mas não precisa fugir de mim como fez minha mãe, pois, ela fugiu por não me conhecer, aquilo me magoou, mas eu a entendi, se você quiser fugir eu não vou te impedir, mas vai perder a chance de mim conhecer! _ele disse olhando fixamente em meus olhos de tal forma que desviei o olhar envergonhada.


Eu sentia que ele era extremamente carente e queria ter alguém para desabafar, eu não entendia porque eu, mas ao ver aquela atitude comecei a criar uma dúvida em mim:

“Será que ghouls são todos assim? Será que ghouls são mesmo os monstros? E se forem monstros mesmo, será que monstros também tem coração e sabem amar?”


Todo ser vivo tem um coração batento para viver, mas a maioria deles age por instintos e meu tio que me criou me ensinou que ghouls são bestas, monstros irracionais que agem por instinto. Segundo meu tio, ghouls se desfaçam de humanos para se aproximar da gente e depois nos devorar, mas agora não sei mais se isso é verdade. Será que esse garoto seria louco de me resgatar só para me devorar? Será que ele seria tão gentil se esse fosse seu objetivo? Não! Eu não acreditava mais no meu tio, mas ainda tinha receios, eu comecei a desconfiar dos humanos, “Porque me atacaram? Porque me chamaram de monstro? Porque me atingiram com algo no pescoço?


Perdida em meus pensamentos percebi que o garoto me chamava e despertei dos meus pensamentos.


—Acorda moça! Está tão pensativa assim? _ele tocava me braço de leve.


—Desculpe-me! Qual seu nome mesmo? _pergunto tentando lembrar.


—Ah! Desculpe por não falar antes, esqueci. Meu nome é Kennedy, e o seu? _ele dá um sorrisinho no canto da boca.


—Acho que o meu é Jennifer Ronnie! _digo sincera tentando confirmar em meio a memória bagunçada.


—Acha? _ele pergunta um tanto curioso com um olhar de ironia.


—Sim! Minhas memórias estão vem bagunçadas e além disso tive um terrível pesadelo! _digo sincera.


—Quer me contar? _ele pergunta de forma amigável.


—Acho melhor não! _digo corando me lembrando que ele me abraçava em parte do sonho.


—Certo! _ele dá um sorriso amigável e se levanta da cadeira.


—Você me diz uma coisa? _pergunto pensativa.


—Sim! _ele responde sério.


—O que aconteceu para eu desmaiar? O que me atingiu? E o que aconteceu depois que desmaiei? _pergunto curiosa.


—Kkk eu pensei que era só uma pergunta. _a risada dele era meiga e baixinha.


—Me desculpe! _falo com um olhar de curiosidade e dou um sorriso de lábios com uma gota na testa.


—Tudo bem! Bom… O líder daquela operação de busca da CCG mandou que te acertessem com um sonífero dos pesados! Eu consegui te lançar para fora do prédio e fugir com você para o oitavo distrito, tive que passar dois dias com você dormindo na casa do meu primo no oitavo distrito, então pela madrugada te trouxe até aqui, agora é meio dia. _ele explica tudo de forma aparentemente resumida.


—Sério? Nossa! Dormi durante exatos três dias? _digo pensativa.


—Exatamente! _ele diz sorrindo de lábios.


—Desculpe o incômodo! Acho que passei tempo demais te incomodando, devo ir embora! _digo envergonhada.


—Para aonde? Você lembra aonde morava? _ele pergunto me olhando sério.


—Não! Só lembro das coisas que aconteceram até na minha infância, na adolescência e as coisas que aconteceram no leilão.


—Entendi! Vou na cozinha fazer algo pra’gente comer! _ele sorri indo até a porta.


—Pra’gente? _pergunto surpresa pelo fato dele ser um ghoul.


—Exato! Eu também como comida comum! Sou um meio ghoul que vira humano, esqueceu?!


—A ta! _digo aliviada.


—Quer me ajudar na cozinha? _ele dá um sorrisinho de lábios.


—Eu queria sim, mas acho melhor ficar aqui mas um pouco, eu estou um pouco confusa ainda! _digo pensativa.


—Entendo! Quando quiser sair do quarto é só abri a porta, pois, não estará trancada! _ele vai em direção a porta para sair.


—Obrigada! _agradeço e baixo a cabeça corada.


—Pelo quê? _ele pergunta surpreso.


—Por me salvar, por se arriscar por mim e por não me prender ou algo assim! _digo cabisbaixa para esconder meu pequeno sorriso e as lágrimas escorrendo, sem som.


—Certo! Estou indo! _ele sai lentamente do quarto.


—Tá bom! _digo tentando impedir o choro.


Ele sai e eu fico sentada na cama perdida em meus pensamentos, lágrimas escorrem e eu não sabia a resposta das minhas dúvidas, mas a única coisa que eu sabia era que o Kennedy era diferente. Ele não deixou de ser um monstro, mas ele passou a ser um monstro especial de algum jeito para mim!



Notas Finais


Espero ter agradado!

Aguardem os próximos capítulos!


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