História Montañas Del Silencio - Capítulo 3


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Jon Snow, Personagens Originais, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Visualizações 54
Palavras 1.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Morcegada!
Espero que estejam gostando!
Queria saber se gostam da maneira que eu escrevo. Eu acabo me atrapalhando em tentar escrever como R.R. Martin, por ter muitos personagens, então nem rola ahaha. Outra coisa gente, a fic vai ser focada mais no romance, claro que vai ter as treta da série, porém será mais romance. Espero que gostem! <3

Capítulo 3 - III - O Casamento.


Fanfic / Fanfiction Montañas Del Silencio - Capítulo 3 - III - O Casamento.

Katerina Salvatore estava em sua frente agora, dizendo as palavras que os uniriam para sempre. Nos dias que se seguiram, Jon não conseguira ver a garota pelo castelo, diziam que ela se recusava a sair do quarto, e tacava coisas em qualquer um que ousasse a lhe incomodar com assuntos do casamento. Viajou para Wintefell mais cedo, para acertar as coisas na casa e avisar as casas vassalas do acontecimento. E mesmo depois que a garota chegou, não a via, apenas seus dois irmãos mais velhos. Mas agora, estava bem a sua frente, com um vestido dourado da cor do sol brilhante. A pele branca, porém rosada que contrastava com seus cabelos negros como carvão, que caiam como ondas sobre seus ombros e dançavam em volta e sua cintura. Ela os usava solto, e tinha uma tiara dourada no topo de sua cabeça, com pedras vermelhas que, Jon teve certeza que seriam rubis. Os olhos da garota eram lindos, verdes como as folhas das árvores, e mesmo no escuro brilhavam, os lábios vermelhos, pequenos e carnudos. Davos tinha rasão mais uma vez, Katerina Salvatore era uma bela mulher.

 

Mas sentia que por sua expressão dura, que não estava feliz em estar ali. Mesmo com a presença de seus irmãos Damien e Stefano, ela parecia estar braba. Mas Jon a entendia, afinal, ele tanto quanto ela, não queria que esse casamento estivesse acontecendo. Ainda não entendia os motivos da família Salvatore, mas tinha certeza que mais tarde entenderia.

 

Olhando discretamente, enquanto o Meistre recitava todas as palavras diante da árvore coração, ele pôde ver seus irmãos alinhados, Bran estava com uma feição insensível no rosto, como se não estivesse realmente ali, Sansa estava desconfiada, esta aprendera a desconfiar de todos, Arya era a que parecia estar realmente feliz com aquilo, ou talvez apenas estivesse rindo do desespero do irmão mais velho. Acordou de seu breve devaneio, quando o Meistre mandava selar a união com um beijo. Jon engoliu a seco, não viu mudança alguma na expressão de Katerina, então beijou-lhe a mão e deu um passo a frente, esperando que a garota lhe desse alguma permissão. O que Katerina fez, foi segurar em seus ombros e beijá-lo.

 

Não foi um beijo como Jon gostaria que fosse, apenas sentiu os lábios da garota sobre os seus, e os dedos pequenos tocarem brevemente a pele de seu pescoço. Estava quase a segurando na cintura, quando a garota afastou-se dele. E assim, a festa no salão de Winterfell, começaria.

 

Jon guiou Katerina, agora sua esposa, pela mão com o maior cuidado. Ela andava com o queixo erguido, como uma verdadeira Lady, andava majestosamente até a mesa principal, sentou-se com ombros eretos, sem dúvida tinha boas maneiras. Seu olhar transbordava sensualidade, olhava para os arredores do salão, porém nunca pousava os lindos olhos em Jon. Ele sentia que era de propósito, talvez ela achasse que ele quem exigira aquilo. Porém, Jon alegrou-se quando viu a esposa sorrir ao aceitar alguns presentes de Davos, ele a presenteou com livros sobre ervas, o que pareceu deixá-la feliz. Já haviam acabado de se alimentar quando Jon vê Tormound acenar para ele.

 

Jon sorri enquanto caminha até o ruivo barbudo, a última vez que o vira, o selvagem estava indo a caminho de Atalaialeste. Porém, Tormound não estava desacompanhado, outro vinha logo ao seu lado.

 

– Jon Snow! – Cumprimenta-o com um abraço. – Fiquei sabendo que casaria, não pude deixar de ver com os próprios olhos. – Riu.

 

– Fico muito contente com sua presença! – Jon sorriu.

 

– Ah, vocês Lordes e Reis adoram das essas festas... – O ruivo olha em volta e sorri animado ao ver Brienne. – Mas olha meu amigo, preciso de um favor...

 

– Não vou falar com a Brienne por você! – Jon lhe encara risonho.

 

– Cale a boca! – Ralhou Tormound. – Isso é sério, Jon Snow. É sobre meu primo, Killian. – Tormound aponta para o homem que lhe acompanha, este dá alguns passos para frente.

 

O tal homem era bem como os selvagens, mas vestia-se diferente. Seus cabelos eram mais longos do que o normal, e ele carregava uma machadinha nos cintos.

 

– Bom conhecer o grande Jon Snow! – O homem sorri, mas seu sorriso era carregado de cinismo.

 

– Porra Killian, se comporte! – Grunhiu o ruivo. Então voltou a olhar para Jon. – Killian arrumou briga, e acabou roubando dois camponeses. Queriam executá-lo, mas eu insisti que apenas o expulsassem...

 

– Ah pro infernos Tormound, eu sei me virar! – O homem revirou os olhos.

 

– Não sabe não, você é um puto irresponsável! – Tormound socou seu ombro. – Nem todos nessa terra sulista são como Jon Snow!

 

– Tormound tem rasão, alguns Lordes e camponeses, ainda não aceitam o povo livre. – Jon comenta, atraindo atenção dos dois. – Mas diga o que precisa, Tormound.

 

– Que você dê um lugar a ele, qualquer lugar serve, desde que esse bosta não fique por ai... – Tormound bufou. – Reis precisam de ajuda não é? Ele faz qualquer coisa.

 

– Claro, precisamos de mais homens para treinar. – Jon o encara e estende a mão. – Sei que o povo livre luta muito bem.

 

– É bom que saiba, Jon Snow. – Killian sorriu, dessa vez de um jeito mais amigável. – Felicidades em seu casamento, e se me permite dizer, sua esposa é muito gost...

 

– Killian! – Tormound lhe soca a barriga, antes que complete a frase.

 

– É uma bela Lady, era o que eu ia dizer! – Diz o homem com uma expressão de falsa indignação.

 

. . .

 

Katerina ficou sentada diante da mesa, observou a festa de seu casamento, bufou ao ver seus irmãos bebendo e divertindo-se com mulheres qualquer, que sequer foram convidadas a estarem ali, mas não poderia interferir na diversão dos homens. Mais a diante, perto da parede em um canto afastado, podia ver Jon Snow, o bastardo de Winterfell e Rei do Norte. Desde que chegara em Wintefell, ouvira seus feitos, ouvira o quanto foi humilhado pela madrasta, já morta, ouvira de suas lutas na Patrulha da Noite e de como ajudou os Selvagens a atravessarem a muralha, apenas para salvá-los dos Outros. Dizem as fofoqueiras da casa e os soldados que, Jon Snow levou uma facada no coração, morreu e voltou dos mortos. Mas isso não passava de história, isso que Katerina pensava. Mas tinha certeza que Jon Snow era um homem muito corajoso, e acima de tudo justo e bondoso, caso contrário, seus irmãos não lhe entregariam assim tão fácil. Não parecia ser tão ruim, afinal, Jon Snow é um homem bonito, apesar de ser pouco mais alto do que ela, ele usava sempre capas e peles para se proteger do frio. Os cabelos castanhos escuros estavam parcialmente amarrados naquela noite, mas particularmente ela preferia-o com os cabelos soltos. Seu rosto tinha a típica expressão de um nortenho, tinha olhos castanhos e tristonhos, também eram marcados por algumas cicatrizes. Era bonito, e parecia ser muito educado também, mas ainda sim estava irritada. Queria poder estar casando por amor, e não por uma visão doida de seu pai. Sabia que tudo pioraria quando todos ali soubessem como Katerina era chamada, os olhares de admiração que tinha agora, acabariam em um instante.

 

– Está gostando da festa? – Katerina olha para o lado, e vê uma garota muito parecida com Jon. – Arya Stark. – Diz a garota.

 

– Arya... – Katerina fez um aceno com a cabeça. – Sim, estou gostando. Mas eu queria mesmo era beber cerveja até desmaiar. – Admiti com um sorriso discreto. Arya apenas ri, sentando-se ao seu lado. Ela observa a espada pontuda na cintura da menina e sorri surpresa. – É uma bela espada.

 

– Jon quem me deu. – Responde Arya. – Pode não parecer, mas ele é um bom homem.

 

– Sim, eu sei. – Katerina murmurou. Desviou o olhar para a outra Stark, que lhe encarava seriamente. – Sua irmã parece não gostar de mim.

 

– Ela só está preocupada. Acha que vocês, Salvatore, podem nos trair. – Arya lhe encara nos olhos. – Não se preocupe, já falei com ela...

 

– Mesmo? E o que disse? – Katerina pergunta curiosa.

 

– Disse que se isso acontecesse, eu mesma os mataria. – Arya deu um leve sorriso.

 

Algo no olhar de Arya Stark dizia que era verdade, apesar de seu pequeno sorriso, Katerina ouviu certeza na voz da menina.

 

– Guarde suas palavras, Arya Stark, os Salvatore cumprem suas palavras. – Katerina sorri, dando um mínimo gole em seu vinho. – Gosto de você Arya. Tenho certeza que você e meu irmão Stefano se dariam bem. Stefano adora lutar, quando mais nova ele me ensinou...

 

– Sabe usar uma espada? – Arya ergueu a sobrancelha, olhando bem aquela mulher com vestido brilhoso e tiara de pedras preciosas.

 

– Que tipo de mulher acha que sou, Arya Stark? – Katerina riu. – Sei me defender. Talvez um dia, treinemos juntas no pátio.

 

– Seria um prazer lhe derrotar em um duelo, Milady. – Arya acenou com a cabeça, e levantou-se.

 

Observou Arya afastar-se, com as mãos atrás das costas, caminhando cautelosa pelo salão. Havia gostado da garota, parecia bem misteriosa, também parecia muito com Jon, fora a primeira coisa que notou. Ao pensar nele, procurou-o com os olhos, assim que o achou, percebeu que estava se aproximando, até que enfim senta-se ao seu lado. Pareceu nervoso, como se procurasse palavras. Então ele lhe encara discretamente.

 

– Arya lhe fez ameaças? – Ele pergunta, de um jeito delicado.

 

– Não. – Responde, sem ao menos lhe encarar. – Eu vou me retirar, estou cansada.

 

– Eu lhe acompanho. – Jon se levanta, oferecendo a mão. – Se me permite.

 

– Claro. – Katerina o encara com um sorriso, que ele perceber ser forçado.  



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