História Monte Sagiri: A história por trás do nome - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Personagens Giyuu Tomioka, Inosuke Hashibira, Kanao Tsuyuri, Nezuko Kamado, Personagens Originais, Sabito, Shinobu Kochou, Tanjirou Kamado, Zenitsu Agatsuma
Visualizações 4
Palavras 1.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aloo, mais um cap ai, espero q gostem.
Boa leitura :D

Capítulo 3 - Capítulo III - Enfim uma direção


Quando recobrei a consciência, não levantei de imediato, abri meus olhos e me deparei com o teto de algum lugar, definitivamente não o reconhecia, nunca estivera ali. Eu então tentei me levantar, sem sucesso, a dor me atingiu como um soco e eu deitei novamente.

‑Eu não levantaria se fosse você. -Disse-me uma voz feminina que eu também não reconheci.

Levei meu olhar a dona da voz, cheio de questionamentos em mente, o que provavelmente foi muito perceptivo à garota sentada aos pés da cama, por que assim que eu abri a boca pra dizer algo, ela completou dizendo.

-Sei que deve estar cheio de perguntas, mas não me interessa responde-las agora, meu dever era apenas ver quando ia acordar. -Disse-me ela. -Também tem comida na cômoda ao seu lado, caso sinta fome, sinta-se livre pra comer. -Ela completou e em seguida levantou-se e saiu do quarto.

Eu nem consegui ver seu rosto, a única coisa que vi foi sua cabeleira negra, com mechas brancas que iam da raíz até o final, deixando seu cabelo com um bonito contraste monocromático. Em outra situação provavelmente eu exigiria informações, mas eu estava com muita fome, e a comida ao meu lado estava exalando um cheiro ótimo.

Eu apenas esperei que ela saísse do ambiente e então ataquei a tigela sem clemência, tudo estava tão bom, que não percebi a entrada de outra pessoa no quarto, notando o mesmo somente quando este decidiu se manifestar.

-Então finalmente acordou não é? -Ele disse e imediatamente reconheci sua voz, me assutando levemente e me lembrando do último acontecido que me recordo.
-Por quanto tempo eu dormi? -Perguntei ao homem à minha frente, ele tinha cabelos pretos, olhos da mesma cor, sua pele era clara, ele era alto, usava roupas simples, também pretas e com detalhes em dourado.
-Não muito, apenas um dia e meio, pensei que fosse ser bem mais na verdade. Você fraturou três costelas, então não force seu corpo, eu vim te fazer uma proposta, claro, se recusar, poderá voltar à selva e continuar sua vida. -Ele disse, dando um tempo pra eu assimilar.
-E o que tem a oferecer à alguém como eu? Eu não tenho ambição nenhuma. -Disse sem rodeios.
-"Alguém como eu" "Sem ambição nenhuma"... -Disse-me. -Todos tem alguma ambição jovem. -Completou ele, e eu já comecei a ficar irritado.
-Seja mais direto. -Eu disse já visivelmente irritado.
-Muito bem, muito bem. -Ele sorriu gentil, mas em seguida seu rosto tomou uma expressão mais séria. -Primeiro, o que tenho a oferecer, são respostas sobre isso... -Assim que ele terminou de falar, jogou minha faca, embainhada.
-O que sabe sobre isso?! -Respondi levantando e novamente sentindo uma dor aguda.
-Não force seu corpo, e fique quieto, apenas escute. Eu reconheceria essa faca em qualquer lugar, ela pertencia à um velho amigo e somente ele usava esse tipo de arma, mas ele sumiu sem mais nem menos à onze anos atrás. Essa cor de cabelo... Além desses olhos, diga-me garoto, qual é o seu nome? -Perguntou-me ele parecendo analítico quanto a mim.
-Se quer saber meu nome, deve me dizer o seu primeiro. -Disse eu secamente.
-Ele enrola muito pra dizer o que quer.* -Disse minha "outra metade" manifestando-se.
-Cale a boca, já basta o velho pra me irritar. -Disse ja me exaltando mais uma vez.
O homem me olhou sem entender inicialmente, mas quando pareceu compreender, massageou as têmporas e finalmente disse.
-Me chamo Hiroki Urokodaki, sou um caçador de demônios, como aquele que te atacou na selva. -Explicou ele.
-Eu sou Takeshi Sagiri. -Disse simplesmente
-Afinal qual é a proposta? Isso está demorando muito.* -Disse cruzando os braços e desviando os olhos do homem.
-Ah sim. Eu vi suas habilidades na selva, você certamente tem talento, com o ensinamento certo pode ser um exímio caçador, e claro, buscar a verdade sobre seu pai. -Explicou o mesmo. -Então, você me permite ser seu mestre? -Completou.
-Parece uma boa proposta. E como vou fazer isso? -Indaguei.
-Agarre-se à sua motivação, ela vai ser seu combustível. -Explicou.
-Bom... Eu...
-Nós aceitamos.* -Disse meu outro eu me interrompendo e não pude deixar de sorrir, era uma das poucas coisas que concordáva-mos em 100%.
-Parece empolgado garoto. Isso é bom, agora, conheça melhor a casa, seus arredores, não tem muito luxo, mas acho que não vai se importar.
Apenas assenti, me levantando mais devagar, só então percebi que estava sem camisa, e com ataduras no lado esquerdo do torax, o homem antes de sair, me lançou uma camisa, não era minha, mas estava limpa, e minhas roupas estavam em sua maioria pequenas, eu havia crescido bem nesses dois anos. Vesti a camisa com um pouco de dificuldade, e quando ela passou pela minha cabeça, encostou de leve na lateral, me causando uma dor aguda, eu toquei de leve a ferida, estava enorme, certamente deixaria uma cicatriz da mesma magnitude, ela ia do começo do meu cabelo, na lateral esquerda da cabeça, e ia passando por trás da mesma até o lado direito da nuca, não era muito grossa, mas era extensa, e doía ao mínimo toque, terminei de vestir a camisa, peguei a tigela e sai do quarto à procura da cozinha, não foi muito dificil de achar, a mesma se encontrava já ao lado do quarto, coloquei a tigela na pia, lavando a mesma e em seguida a pondo pra secar.

-Ao menos você é prestativo. -Ouvi uma voz feminina, e nem precisei pensar muito pra descobrir de quem era.
-Se vai ficar me azucrinando, é melhor ficar quieta, eu não sou do tipo paciente. -Disse eu me contendo para não cortar a língua dela.
-Essas são as melhores pessoas pra se azucrinar. Meu pai me disse para te mostrar a casa e o quintal, então vamos. -Ela disse partindo pra porta sem me esperar. -O que meu pai viu em você afinal? -Completou ela.
-Eu vou cortar sua língua se continuar me irritando, sua maldita.* -Disse já me alterando.

Ela apenas riu e puxou meu braço, me levando para fora de casa, nesse momento, minhas costelas doeram tanto que achei que fosse berrar de dor, mas me contive.

Passamos por uma varanda de madeira, e chegamos ao quintal, não era tão grande quanto o da casa dos meus pais, Mas era espaçoso, com um imenso lago, de um verde cristalino, com um cais na margem, ao lado do cais, uma canoa com dois remos, do outro lado, uma floresta farta, já alaranjada pelas cores do outono, sendo partida no meio por uma trilha de cascalhos.

No geral, era um lugar muito bonito, e por incrível que pareça, eu estava impressionado, até com o cheiro do ar, isso não passou despercebido pela morena que comentou.

-Parece surpreso garoto da selva. -Ela tinha uma expressão serena e tranquila, só nessa hora consegui ver seu rosto, tinha a pele clara, olhos acinzentados também claros, que contrastavam com suas duas cores de cabelo.
-É realmente muito bonito. -Admiti, antes mesmo de perceber.

Eu então andei na direção do cais, me sentando na ponta do mesmo, observando o reflexo. Meu rosto estava diferente, tinha traçados mais maduros, apesar de eu manter uma cara de criança, meu cabelo tinha uma enorme falha, no lugar onde estava machucado, o que deixava um vale enorme na lateral do meu cabelo.

-Não encare o lago, ou ele vai te puxar. -Disse a garota com a mesma expressão serena, enquanto se sentava ao meu lado.

Não pude deixar de lembrar do meu pai dizendo o mesmo, a dois anos atrás, e dei um pequeno sorriso com a lembrança.

A garota pôs seus braços atrás do corpo, se apoiando nos mesmos, e em seguida perguntou.

-Qual é o seu nome? -Questionou-me ela.
-Vocês todos falam de mais, isso é hereditário? -Indaguei já me irritando.
-Devíamos cortar a língua dela.*
-Qual é o seu problema com cortar línguas? Isso não é normal. -Comecei a discutir comigo mesmo.

A garota olhava sem entender nada, e quando percebi que ela me encarava, desviei os olhos sem graça, e ela riu de mim.

-Mas o que significa isso? -Ela perguntou em meio à risada.
-Ah cale a boca de uma vez. -Eu disse e tentei empurrar ela pro lago, a mesma segurou meu pulso e apenas me lançou pra frente, me fazendo cair no lago.

A água estava tão gelada que eu não consegui falar nada, a morena agora ria mais ainda da minha cara.

-Isso são modos de se tratar um convidado, Mizuki? -Disse um garoto que apareceu atrás da menina, foi rápido e silencioso, eu nem o percebi chegar, ele portava uma katana, e usava uma roupa similar à do homem que me salvou, este porém, era mais baixo, e tinha o cabelo mais curto, além de olhos com mais vida, apesar de serem de uma cor escura como a noite.

-Irmão! -A garota extasiou-se com a chegada do menino, levantando e lhe dando um abraço. -Finalmente voltou. -Ela concluiu.

Eu saí da água, todo molhado, e morrendo de frio, então o garoto me olhou de cima à baixo, me examinando descaradamente.

-Parece fraco.. -Murmurou. -Mas ainda é uma criança, tem muito o que aprender.

Ele estava dizendo isso de mim? Se ele fosse um ou dois anos mais velho já era muito, mas sua presença era intimidadora, me contentei em apenas encara-lo fixamente, até que este decidiu quebrar o silêncio.

-Eu sou Sakonji Urokodaki, você é? -Ele questionou.

-Sou Takeshi Sagiri, parece que vamos coexistir aqui.
-Não nos irritem!* -Completou meu outro eu
-Cale a boca, contenha-se. -Repreendi esse mesmo.

O garoto olhava sem entender, olhou pra irmã, esperando uma resposta da mesma, que apenas deu de ombros.

-Eu acabo de chegar de uma missão, sou responsável pelo seu treino teórico, já que seu corpo de vidro está quebrado. -Ele provocou.
-Pensei que fosse ter apenas um mestre. -Respondi ignorando o insulto.
-Digamos que eu seja um auxiliar, pra que não morra na primeira semana. -Ele explicou, e pelo tom, não estava brincando.

Os próximos dias se sucederam assim, eu ficava na minha, e Mizuki vinha me irritar, eu a ameaçava, e Sakonji me repreendia, meu mestre, apenas observava e sorria quanto a esse comportamento.

Sakonji me passava lições teóricas sobre os caçadores, eu ainda não podia treinar, mas também não devia ficar parado, eu também cortei meu cabelo, deixando a parte de cima nem muito alta, nem muito baixa, e deixando as laterais raspadas, meu mestre disse que havia combinado, e que isso havia mudado meu semblante.

Quando me dei conta, já estava me acostumando a viver lá, e me esquecia casa vez mais de como era viver como um selvagem, sozinho, as vezes era até meio complicado de se imaginar, e nem tinha se passado tanto tempo. Na próxima semana meu treino começa, então estou estudando toda teoria que aprendi pra chegar lá e saber como começar.


Notas Finais


Esse cap foi mais de boa, mas no próximo as coisas já ficam mais interessantes hihihi
Comentem o q acharam
See ya :D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...