História Moon Lovers: Uma volta no tempo - Capítulo 2


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Categorias Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo
Personagens Go Ha-jin / Hae Soo, Hwangbo Yeon-hwa, Wang Baek-ah, Wang So
Tags Drama, Luta, Moon Lovers, Morte, Romance, Sacrifício
Visualizações 22
Palavras 1.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Resumo do Capítulo Anterior:
Go Ha-jin havia passado por uma dupla, sufocante e dolorosa, desilusão. Ao desabafar com um mendigo, que está ao seu lado, Ha-jin apercebe-se de que um garoto está se afogando e pula na água, com o intuito de o salvar. Seus amigos, Nang Chosun e Dang Hyun acabam por ir atrás dela, mal a avistam ao longe. Os três amigos acabam por se afogar durante o apogeu do eclipse solar... sem saber se irão acordar novamente!

Capítulo 2 - Recomeço em Goryeo - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Moon Lovers: Uma volta no tempo - Capítulo 2 - Recomeço em Goryeo - Parte 1

Chosun acordou com uma enorme sensação de sufoco. O ar parecia que não queria encher os seus pulmões e não precisava de procurar pela sua pulsação, pois ela sentia o forte batimento deste no seu pescoço e o sangue pulsando numa correria frenética no seu peito. Respirando com calma, Chosun tentara abrandar o seu coração para um batimento que fosse mais regular. Ao olhar para os seus pés, a garota reparou, por fim, que estava coberta por um lençol de linho, e à sua volta, um monte de cadáveres sobre cada maca. Ao identificar o lugar e a época em que (mais ou menos) estava, Chosun percebeu logo que não estava mais em Pocheon e sim, numa época muito mais distinta. Tratou, em seguida, de se enrolar no lençol, enquanto não encontrava algo que pudesse vestir…

Logo depois surge uma jovem garota, de cabelos longos e lisos, apanhados, com um rosto pueril e olhos pesarosos. Ao encarar Chosun, a garota arregalou os olhos, deixando cair o balde de água que tinha nas mãos. Antes que esta gritasse, Chosun se apressou para junto dela, tapando a sua boca.

— Calma. Está tudo bem! - pediu, dando um momento à garota. — Você sabe quem eu sou?

— Não. - respondeu ela, instantaneamente e amedrontada.

— Ah, boa… - suspirou Chosun, desanimada. — Somos duas! - admitiu com sinceridade. — Hum… Sabe se posso pegar algumas daquelas roupas? - perguntou ela à empregada que continuava tremendo. — Não precisa de ficar assustada! Eu não te vou fazer mal…

— A senhorita não se recorda mesmo de quem é? - questionou a empregada, ainda atónita.

— Porquê? Deveria me lembrar?

 

— Seu nome é Rang Bo-seon. Dos herdeiros Rang… - disse a garota, começando a chorar. — E-eu… Eu ia…

— Como é o seu nome? - perguntou Chosun, tentando manter a calma.

— O meu nome? - repetiu a garota.

— Sim.

— Me chamo Lin Mei, senhorita.

— Lin Mei. Agradeço pelo que veio fazer, mas… já não é necessário. - respondeu Chosun. — Sabe onde estamos?

— Estamos na fronteira de Goryeo e Silla. O herdeiro Rang veio…

Um grito ecoou até à sala. Instintivamente, Chosun correu até à pessoa que aparentava estar num grande aperto, naquele momento… mesmo sem se importar com o facto de estar apenas com um lençol enrolado no corpo. Ao chegar no local, Chosun se deparou com mais uma sala cheia de cadáveres e uma única garota horrorizada ao ter descoberto o rosto de um dos mortos que ali estavam.

— Você está bem? - perguntou Chosun, se aproximando da mesma.

— Eu me transformei numa garota e você ainda pergunta se eu estou bem, Sun?! - retorquiu a garota com indignação.

— Hyun? Você… v-você…

— Eu quero o meu corpo de volta! - pedinchou, cabisbaixa. — Eu quero a minha omma…

— Isso vai ser um pouco impossível, senhorita Tang. Os seus pais foram assassinados, não se recorda?

— Tang? - repetiu Chosun.

— Ai meu deus do céu... Vocês perderam a memória! - afirmou esta alarmada.

— Perder memória? O meu… - a garota que estava nua e com feições suaves de uma jovem chinesa, interpôs sendo interrompida pela amiga.

— Espera! - pediu Chosun. — Mei. Você sabe o que aconteceu connosco?

— Vocês tiveram um acidente no rio. Os homens que vos encontraram tentaram vos reanimar… inclusive, eu vi o teste da respiração ser feito. - contou. — Vocês estavam… mortas. As duas! - assegurou assustada.

— Nós estamos na fronteira de Goryeo com Silla. No reinado de…

— Do Imperador Taejo. - completou quando Chosun a encarou. — O que o rei Rang dirá quando souber? Por todos os deuses…

Lin Mei foi interrompida por alguém que abrira a porta repentinamente.

— Que raio de grit…

Instintivamente, Chosun escondeu o novo corpo de Hyun, embora que este não estivesse minimamente interessado em ser protegido. O homem, que entrara, era um jovem na casa dos vinte anos, alto, de cabelos longos e brilhantes, além de ter o rosto demasiado familiar para os dois amigos.

— O teu irm… - Hyun fora interrompido pelo pé de Chosun, no mesmo instante. - A-ya! Larga o meu pé. - segredou empurrando a amiga.

— A gente já não está em 2016, seu idiota. Cala a boca ou ainda seremos mortos por estarmos malucos. - segredou, tentando controlar a sua voz.

O rapaz, que era idêntico a In-ah, permanecia estático, enquanto Lin Mei falava com ele, contudo nada o faria trazer ao mundo real.

— Se tirar uma fotografia dura mais, sabia? - reclamou Hyun encarando o rapaz.

— A fotografia não existe no século X! É uma invenção do século XIX… - recordou Chosun.

— Nem para viajar no tempo, a gente serve. Quer dizer que nada de videogame, cinema, concerto de rock... - enumerou Hyun, desesperado.

Chosun fez sinal para os restantes da sala aguardarem um segundo, virando-se de seguida para Hyun.

— Qual foi a parte de estarmos no século X que você não entendeu? O século X ocorre de 900 a 1000. Entendeu, desgraça? - explicou Chosun. — Nem Thomas Edison sabia quando havia de nascer, quanto mais Thomas Wedgwood!

— Isso quer dizer…

— Isso quer dizer que na vida que você, pelos vistos, viveu neste século foi na pele de uma mulher. O que é bom por um lado e mau por outro. - completou. — Eu te explico depois, agora me deixa tratar disso, por favor?

— Tudo bem. Mas… quem é ele afinal? O… quem-você-sabe-quem não veio connosco. - perguntou Hyun, por sua vez.

O desconhecido, então, correu para abraçar as duas garotas. Chosun o tentou impedir que este avança-se, mas não obteve sucesso.

— Oh meu buda! Eu pensava que vos tinha perdido… - disse, visivelmente aliviado.

— Você nos conhece? - perguntou Chosun, ainda em choque.

— Seonnie-ah, sou eu. O Ji-Eun… - disse encarando o olhar confuso de Chosun. — Nós somos primos.

— Primos? - repetiram as duas garotas em choque.

— E noivos. - acrescentou Mei.

— Desculpa, eu não entendi. Somos o quê? - Chosun não estava apenas em choque com a notícia como incrédula pelo facto de Ji-Eun ser a cópia perfeita do seu irmão mais velho, que tinha deixado preso no século XXI.

— Ficámos noivos após a morte dos seus pais. O meu pai quer garantir que… você não ficará sozinha. - informou, um pouco nervoso.

— Mais vale sozinha e solteira, do que mal acompanhada. - resmungou ela. — A gente pode falar depois? Nós precisamos de nos vestir… Já estou sentindo a minha garganta incomodada.

— Até aqui? Pôxa que você me saiu uma florzinha de estufa…. - reclamou Hyun atrás de si.

— Cala a boca, Hyun! - exclamou Chosun.

— Cala a boca, Hyeon! - exclamou Ji-Eun ao mesmo tempo.

— Irmãos até na vida passada. Meu santo Cristo que até nisso, eu não tive sorte! - continuou.

— Majestade, elas não estão nada bem. - proferiu Mei, apreensiva.

— O que aconteceu? - questionou Ji-Eun às garotas.

— E eu lá sei o que aconteceu? - resmungou Hyun, impacientemente. — Eu nem sei como vim aqui parar, quanto mais o que aconteceu…

— Calma. - pediu Chosun. — Como é que ela se chama mesmo? - perguntou indicando para Hyun que a encarou indignado.

— Hyeon. Tang Hyeon… Vocês são…

— Melhores amigas. - deduziu esta interrompendo o discurso do rapaz. — É! Só falta dizerem que a gente morreu junto e que eu tentei te salvar…

— Em Pocheon, fui eu que tentei te salvar. A encrenqueira que não pode ver ninguém ferido ou em apuros, aqui, é você! - acusou Hyun por sua vez.

— Hum… Parece que vocês se recordam bem somente uma da outra. - verificou o rapaz. — Verei o que poderá ser, com o médico. Vão vestir alguma coisa… vou informar o meu pai de que pode parar de procurar uma substituta para você. - disse olhando para Chosun.

— Mei. Você pode trazer a minha roupa, por favor? - pediu delicadamente. A criada saiu quase de imediato, fazendo uma pequena vénia. — Decora isso, porque eu só to direi uma única vez! - exclamou dando ênfase à palavra «única». — Eu não vou casar com você. Nem agora, nem nunca!

— Seon, você não vai conseguir terminar o plano para que o meu pai aceite isso…

— Que plano? - questionou ela ao mesmo tempo que Hyun.

— O plano de matar a família Wang e conquistar Goryeo para Silla.

— A gente alinhou nisso? - perguntou Hyeon, admirada. — Não faz muito o nosso estilo...

— A ideia partiu da Seon. Você era contra por causa do Lobo. - corrigiu Ji-Eun.

— Do Lobo? - repetiu Hyeon.

— Do 4º Princípe, Wang So. Onde raios você esteve durante as aulas de história? - reclamou Chosun.

— Eu não segui as aulas de história. Não eram necessárias no meu curso…

— Olha à tua volta, Da… Tang Hyeon! Você já não está, onde nós deveríamos estar. - constatou. — Não sei em que ano estamos, exactamente, mas não deve estar muito longe do ano de 941…

— Eu ouvi à primeira. Deixa de ser chata! Não sou bom em história, então, não enche o saco, ‘tá? - reclamou Hyeon, se sentando na maca. — Ji-Eun, certo? Então… o que é que tem para nos contar sobre a nossa vida?

— Vocês não lembram? - perguntou este, uma vez mais, desconfiado.

— Não. - responderam as duas, em plena sintonia.

— Então é o seguinte… - começou por contar, em voz baixa.

Mei chegou ao fim de um bocado, com as roupas de Bo-seon. Ji-Eun saiu, deixando as duas garotas sozinhas. Mei também o tinha seguido após Chosun lhe pedir para as deixar, já que nenhuma delas era inválida.

— Você pode saber vestir isso. Mas eu não! - queixou-se Hyun, na pele de Hyeon. — E também que raio de vida que eu tive, ein…

— Talvez por isso que você acabou por reencar num homem. - deduziu Chosun, por sua vez. — Temos de ir para a capital e procurar pela Ha-jin…

— E você sabe por qual nome teremos de procurar? Sim, porque você não é prima daquele idiota do Ji-Eun, e nem noiva… Você é irmã! Ir-mã. - salientou o mesmo, enquanto Chosun o ajudava a vestir-se.

— Hyu… Quero dizer, Hyeon. Eu estudei história de arte. Uma das componentes era investigar a fundo todas as histórias… Ao contrario dos sobrenomes Kim e Wang, existem sobrenomes antigos que foram trocados com o passar do tempo e das gerações. Um deles é o sobrenome Go… que era, neste tempo, Hae!

— Hae. - repetiu sem grande convicção. — Sinceramente, cada vez te entendo menos…

— Deixa de conversa fiada. Temos mais do que fazer! - resmungou saindo da sala, após terminar de apertar o hanbok de Hyeon.

— Onde é que você vai?

— Arranjar uma forma de chegarmos depressa ao nosso destino. - afirmou, caminhando com passos firmes.

Continua...


Notas Finais


Desculpem o atraso, Lovers! Tive umas semanas complicadas... Espero que gostem do capítulo. Volto em breve com a 2ª parte 0.< Beijos <3
_______________________________________
Banda sonora:
Genérico - https://youtu.be/HBB37gsHJmQ
Cap - https://youtu.be/GTYjmUZDA0I

Elenco:
Rang Bo-seon - http://tiny.cc/2saivy
Rang Ji-Eun - http://tiny.cc/iqaivy
Tang Hyeon - http://tiny.cc/h9bivy
Lin Mei - http://tiny.cc/2qcivy


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