História Moon Society: The lighthouse. - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Tags Carros, Celtic, Espíritos, Irlanda, Mistério, Originais, Romance, Teen, Wexford, Witchcraft
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Palavras 4.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Capítulo quinze: O sentimento frio.


Eu sempre vi luzes, mesmo onde só havia a escuridão do meu quarto, eu sempre me senti observada, mesmo quando estava sozinha, eu sempre soube que as vozes que eu ouvia não eram apenas o meu subconsciente, mas você se esforça para ignorar as coisas com que não quer lidar.

Portas abertas sempre me incomodavam, então me levantei para fechar a minha, mesmo que não me lembre de ter deixado entreaberta, logo que me ajeitei em minha cama e coloquei fones de ouvido, senti uma necessidade de puxar meu cobertor e cobrir a minha cabeça, eu adormeci rapidamente naquela noite.

Despertei sem ter noção de quantas horas haviam passado, sentindo um peso sobre meu corpo, como se meu peito estivesse sendo pressionado, tentei olhar em voltar, porque meu cobertor não estava em nenhuma parte da minha cama, fechei os olhos com força, tentando respirar e fazer o ar chegar aos meus pulmões.

Você conhece a sensação de tentar respirar e não conseguir? Então você começa a sentir seu peito em chamas e sua cabeça começa a girar... Estava apavorada demais para abrir os olhos, queria correr escada a baixo e ir direto para o quarto dos meus pais, como eu fazia aos 5 anos, mas aos cinco anos eu dormia no primeiro andar e agora estou sozinho aqui em cima no terceiro andar.

Meus olhos estavam pesados, como quando você é criança e quer muito assistirem a um filme depois de seu horário de dormir, mas seus olhos estão cada vez mais pesados e você não é capaz de ter qualquer controle sobre eles para mantê-los abertos.

Senti algo frio correndo pela parte de baixo do meu pé, depois por toda a lateral da minha perna esquerda e por minha mão, que começou a doer e latejar intensamente, tentei fechar meus dedos, mas tudo o que consegui foi um leve mover do meu polegar, a sensação de frio subiu por meu braço, agora mais intensa e dolorida, quase como gelo.

Eu ouvia uma respiração pesada e então algo fez minha cama tremer e eu senti um peso sobre as minhas pernas, como se algo tivesse pulado na minha cama, minha garganta estava muito seca e eu não conseguia mover meus lábios.

Passos pesado continuavam chegando aos meus ouvidos, como se uma porção de crianças estivessem correndo por meu quarto, senti a sensação de frio e formigamento subir por meu pescoço e por minha bochecha, depois algo pressionando a mesma, então depois de longas tentativas consegui abrir meus olhos e enxergar um espectro fumacento sobre mim, não era muito claro, mas eu pude ver olhos extremamente vermelhos, tentei me lembrar das orações que minha mãe fazia quando eu estava no hospital e conseguia ouvir ela, mas não podia me mover.

De repente senti meu corpo ser puxado violentamente para os pés da minha cama e consegui me mover, então um barulho de unhas passando por todo o chão de madeira e pela minha cama e uma voz estridente sussurrando palavras desconexas como

 “frio “ “cortar” “dor”

Cobri meus ouvidos enquanto chorava compulsivamente, não conseguia me mover, minha cama continuava tremendo e meu corpo continuava gelado, pelo canto de meus olhos consegui ver um espectro parado ao meu lado, então estendendo as unhas, que tinham uma cor avermelhada, quase preta, sendo arrastadas de forma dolorosa por meu corpo em diversos locais.

Eu consegui unir forças e gritar, alto, tanto quanto podia, até perder as forças, minha porta bateu contra a parede alguns segundos depois, então a sensação quente dos braços dos meus pais entorno de mim.

― Abra os seus olhos, foi apenas um pesadelo ― Minha mãe falou nervosamente.

― Hey, boo ― Meu pai me chacoalhou suavemente ― Foi só um sonho ruim, você pode fazer eles irem embora

 Parecia que uma estação de rádio havia se instalado em meu cérebro, ao lado de uma igreja, porque eu tinha sinos e uma frequência sem sentido ecoando em meu subconsciente.

― Cortes...

Eu não consegui falar

― A minha garganta ― Gemi de dor.

― Ei, você está bem, foi um pesadelo ― Minha mãe falou.

― Vai cortar minha garganta ― Gemi de dor cobrindo meus ouvidos e me encolhendo contra o ar frio que me rodeou novamente.

― Vai o que? ― Minha mãe perguntou preocupada.

― Ei, ninguém vai machucar você, foi só um sonho ruim, abra os olhos ― Meu pai disse.

Eu respirei fundo e abri os olhos, mas eles ainda estavam lá uma figura de branco com olhos vermelhos, uma figura fumacenta de olhos negros, com unhas enormes e cheias de sangue.

― Ainda... Eu... Está aqui Falei cobrindo meus ouvidos.

― Foram só pesadelos, você está acordada, pode fazer eles irem embora ― Mamá falou.

― Vai embora, vai embora ― Falei olhando para o canto do meu quarto, então fechei meus olhos com força e um silêncio seguido de uma sensação de calor envolveu meu corpo.

Suspirei relaxando nos braços dos meus pais, então desabei em um choro desesperado, sem conseguir conter.

― Tem que se acalmar, está tremendo ― Minha mãe disse.

― Seu coração está disparado ― Meu pai falou massageando meu ombro ― Quer me contar sobre o que era seu pesadelo? Talvez faça com que eles vão embora...

Eu fechei os olhos e neguei.

― Podem só... Ficar aqui?

― Claro que sim ― Responderam juntos.

― Pode me dar mais remédios? Eu não quero sonhar de novo ― Falei.

Minha mãe pensou por um segundo e saiu indo para o quarto dela, onde meu remédios ficavam, agora trancados em um cofre, cuja chave estava o tempo inteiro no pescoço dela.

― Me diga o que havia em seu sonho ― Meu pai pediu me puxando contra seu peito.

Eu voltei a chorar dessa vez em silêncio.

― Eles são sempre sobre coisas que não estão.... Lá... Eu... Só estou cansada ― Falei.

Ele suspirou.

― Eu sempre estarei aqui para você, sabe disso não é? ― Perguntou segurando meu queixo.

Eu assenti desviando meus olhos

Minha mãe retornou alguns minutos depois, então ela me deu um copo de água e quatro comprimido.

― Você vai acordar amanhã na metade do dia ― Falou.

Eu assenti antes de tomar os remédios e me deitar novamente depois de devolver a minha mãe o copo de vidro, fechei meus olhos.

― Boo... Babe onde estão as suas

Minha mãe ficou em silêncio por algum tempo e então caminhou para longe da minha cama, então ela sussurrou algo, meu pai sussurrou de volta e eu me neguei a abrir os olhos, então ouvi uma porta, provavelmente a do armário, abrir e fechar e ouvi o barulho de seus passos voltando e um cobertor sendo colocado sobre mim novamente.

Fechei os olhos com força, meu pai ainda estava ali, mamãe se sentou no outro lado, senti os dedos dela por meu cabelo, eu estava totalmente encolhida sob as cobertas, ainda tremendo, não conseguia parar de pensar que se eu fechasse os olhos iria acontecer novamente, então lutei até não conseguir mais manter os olhos abertos.

Na manhã de seguinte eu estava tremendo até assimilar que meus pais ainda estavam ali.

― Você está bem, está em sua cama

― Vocês não dormiram toda a noite? ― Perguntei ofegante, me ajeitando nos travesseiros e secando o suor em minha testa.

― Não, mas não se preocupe com isso ― Minha mãe falou ― Somos pais, estamos acostumados com isso ― Fez graça.

― Vou descer e preparar seu café da manhã ― Falou meu pai beijando minha cabeça.

Eu suspirei e assenti.

― A minha irmã

― Ela está dormindo, você não acordou ela ― Minha mãe deixou claro ― Sabe... Você tremeu a noite inteira ― Falou preocupada ― É... Você falou também

Eu arregalei os olhos.

― O que eu disse?

― Eu não consegui entender.... Apenas... Murmúrios... Sobre cortar... Babe

― Eu não quis me cortar ― Falei.

― Eu sei... Foi só um pesadelo, eu sei ― Ela disse me abraçando.

Eu deveria contar, eu deveria... E se eu estiver ficando completamente louca? Mason disse que minha cabeça tem blackouts e faz eu ver coisas que não estão lá.

Eu deveria contar...

― Mãe

O grito da minha irmã me interrompeu antes que eu dissesse a alguma coisa a ela.

Minha mãe me olhou preocupada.

― Estou bem, mãe, juro, vou tomar banho e descer para ter meu café da manhã ― Falei.

Ela sorriu sem jeito e saiu do meu quarto, abrindo totalmente a porta até ela encostar na parede.

Eu tomei como um sinal, eu não podia fechar a porta tão cedo novamente.

Fui para o banheiro me livrando do meu pijama e um grito ficou preso em minha garganta quando tomei conhecimento dos arranhões em toda a lateral esquerda do meu pescoço e por minha barriga e braços.

 Minha respiração ficou muito ofegante e eu tentei manter a calma, eu não podia falar sobre isso, quanto mais eu falasse mais real se tornaria, é só a minha cabeça me confundindo... Só isso, não é real.

A água quente fez os cortes arderem, meus olhos lacrimejaram, tentei tomar um banho para acordar o mais rápido possível e me certifiquei de me vestir rápido com roupas que me cobrissem totalmente.

Desci as escadas rápido e sem olhar muito para o corredor escuro ou a escada que levava ao pequeno sótão, na cozinha meus pais e minha irmã tinham expressões preocupadas e eu pigarreei antes de me sentar, suas expressões suavizaram.

― Bom dia pequena ― Minha irmã falou me abraçando apertado.

Eu travei por um segundo.

Então me separei dela e olhei para minha mãe, suspirei e me sentei.

― Você não a acordou, estava falando a verdade, apenas comentei com ela ― Minha mãe disse.

Eu dei de ombros.

― Foi só

― Outro pesadelo, eu sei ― Minha irmã falou apertando minha mão sobre a mesa.

Meu pai serviu toda a minha refeição e eles passaram o resto da manhã tentando fazer eu me sentir melhor.

― Você dormiu bem? ― Minha mãe perguntou sem desviar seus olhos avaliativos de mim.

― O remédio funcionou ― Falei indiferente.

― Não foi o que perguntei

― Eu vou ficar bem, mãe.

― Você ainda vai sair? ― Meu pai perguntou.

― Quando o efeito do LXT passar ― Falei.

― Onde vocês vão? ― Meu pai perguntou.

― Morgana vai vir me buscar, vamos almoçar, comprar algumas coisas e ir ao cinema ― Falei.

― Aquele garoto... Eron vai? ― Meu pai perguntou estreitando os olhos.

― É Eros, pai e não, não vai, não nos falamos há semanas... Na verdade, não falo com ninguém a semanas ― Admiti.

― Você quem quis trabalhar ― Minha irmã argumentou.

― Eu sei e estou muito feliz por isso ― Falei sorrindo um pouco ― Precisava ocupar minha cabeça e todo mundo precisa de responsabilidades e estava na hora de eu tomar minhas responsabilidades.

― Morgana vai vir trazer você de volta? ― Minha mãe perguntou.

― Sim, provavelmente.

― Gosto dela ― Mamãe admitiu.

― Sim, ela é ótima mesmo, não existem muitas pessoas como Morgh no mundo.

 Uma hora depois eu estava pronta e Morgana estacionando na entrada da garagem, eu a abracei e ela, como sempre, soube que havia algo de errado.

― Onde nós vamos? ― Perguntei.

― Almoço no Ocnard, todos estão esperando por lá ― Explicou.

Eu assenti.

Morgana dirigia de forma bem peculiar... Ela chamava de cautelosa, eu e os outros chamamos de se arrastar pelo caminho.

― Olha aquela tartaruga ultrapassou a gente ― Brinquei.

― Ha ha ha, muito espirituosa ― Falou aquando as sobrancelhas ― Você sempre pode ir correndo ao lado do carro.

― Tudo bem, sem questionar a forma como você guia.

― Que bom que esclarecemos ― Falou rindo.

Quando passamos pelas portas do restaurante avistei meus amigos, que haviam juntado duas mesas e estavam rindo e conversando alto demais, por cima da música que tocava no restaurante.

Joseph me viu e sorriu para mim, então ele se. Levantou e me abraçou, demorei alguns segundos para retribuir seu abraço, mas decidi que não valia o esforço continuar chateada com ele.

― Senti saudades, estou feliz que não está mais chateada comigo ― Ele falou se afastando para me olhar.

― Eu fiquei brava, mas não estou mais.

― Morgh brigou comigo e Mirella e minha mãe e Sua irmã, eu sei que agi feito um idiota, mas eu não vou fazer de novo e você vai ficar muito orgulhosa de mim ― Falou.

― Você precisa parar de querer aprovação, não tem mais onze anos ― Falei.

― Desculpa ― Falou.

 Cumprimentei meus outros amigos.

― Eu sei que eu estive muito ausente nas últimas semanas, mas em minha defesa, eu venho trabalhando no hotel, é exaustivo, mas... Vocês precisam ver como aquele lugar é maravilhoso e também, eu tive péssimos dias, enfiar a cabeça no trabalho no hotel me ajudou com as... Crises

― Nós entendemos ― Kyle disse.

― Estou feliz que esteja gostando de trabalhar no hotel, isso é muito importante para o tio Elea.

Eu assenti.

― Podemos comer? Eu estou morrendo de fome ― Mitchie falou.

― Você não estava de dieta? ― Morgh observou.

― É você? ― Mirella devolveu.

― Vocês estão ótimas ― Falei ― Parem de se importar com isso.

Elas sorriam.

 Julianne estava sentada na outra ponta da mesa, me olhava curiosa.

― Não vai me cumprimentar Brown?

― Por que está aqui? Nos nem somos amigas, aliás você não é amiga de ninguém.

― Estou aqui porque fui convidada

― Não por mim.

― Olha... Não tem razão para você ficar irritada comigo, ele beijou você em uma festa, okay, mas garotos gostam de garotas que parecem garotas e não... Isso aí

― Já chega Julianne ― Kyle disse.

― O motivo pelo qual você veio é exatamente isso... Você é ele podem ir se foder ― Falei irritada.

― Já chega vocês duas, venham aqui já ― Morgh falou irritada, depois nos arrastou até o banheiro ― Não faz nenhum sentido brigar por causa de algum cara, isso quebra totalmente o código de sororidade entre as mulheres, não vou ficar assistindo isso, então acho bom as duas se desculpar em.

Julianne revirou os olhos.

Eu bufei.

― Eu não fiz nada.

― É você acha que eu fiz o que pirralha?

― Não me chame de

― Chamo porque está agindo igual a

― Chega ― Morgh berrou ― Desculpas, as duas, esse cara provavelmente está jogando com as duas, vão deixar ele fazer isso e se safar enquanto vocês brigam?

 Nós duas continuamos em silêncio.

― Eu não que nada dele ― Falei a Julianne.

― As vezes parece que quer

― As vezes, ele vem atrás de mim, não é minha culpa

― Você sempre se faz de vítima

― Não dá para conversar com ela ― Falei a Morgana.

― Você é uma mentirosa ― Julianne argumentou.

― Você é louca, se me dão licença ― Falei virando as costas.

― Okay, me desculpa ― Julianne falou ― Eu não sabia que... Você não tinha ido para cima dele.

― Me desculpa por agir igual uma idiota no restaurante, ele disse que você quem o chamou para sair... Mas isso não faz diferença ― Falei dando de ombros.

Eu voltei para os meus amigos, Julianne disse que não iria ficar, não queria invadir meu espaço e aquela conversa foi só para esclarecer as coisas, não é como se fossemos nos tornar melhores amigas.

Almoçamos entre risadas e brincadeiras, planejando coisas para fazer quando saíssemos dali, quando saímos do restaurante seguimos pela calçada, havia uma pequena multidão na praça onde os carros estavam estacionados, minha cabeça começou a girar, eu não consigo pensar direito em multidões, depois de alguns segundos eu simplesmente não conseguia filtrar os sons... Tudo é intenso demais.

Morgana e Joseph perceberam que eu havia parado de andar, Morgana tocou meu ombro me trazendo de volta a realidade.

― Você está bem? Você parece atordoada.

― Eu... É só... É só o remédio idiota ― Menti.

― Fique por perto, não quero que se machuque por estar um pouco distraída ― Joseph falou passando o braço por meus ombros.

Eu apenas assenti.

Nós fomos para Waterford onde tem o melhor cinema, eu e as garotas compramos as entradas enquanto os meninos foram comprar as coisas para comer.

― Nossa fila é a H ― Joseph falou.

Eu o olhei confusa, porque todos os outros estavam na D.

Eu fiquei checando minhas mensagens durante os trailers, precisava falar com Emily e eu tinha que ver Mason logo, precisava conversar sobre qualquer coisa.

― Você está um pouco estranha.

Eu suspirei.

― Impressão sua ― Falei guardando meu celular.

― Você e Julianne.... O que aconteceu?

― Nada... Você não quer saber

― Eu quero.

― Eu já disse que não...Joseph colocou a mão em meu joelho e eu congelei.

― É só...

Joseph beijou minha bochecha e então ele se inclinou para alcançar meus lábios, mas eu me afastei rapidamente.

― Não... Joseph... Para

― Por que?

― Isso é errado... Você... Eu... É errado.

Ele me olhou preocupado.

― É aquele cara não é?

Eu revirei os olhos.

― Não tem nada haver com cara nenhum.

Foi a vez dele de revirar os olhos

― Então o que é?

Eu suspirei.

― Eu não.... Eu não... Sirvo... Aquí... Eu....

 Não conseguia mais falar sobre isso, se eu continuasse pensando sobre Eros jamais seria capaz de superar aquela situação e eu não iria me envolver em mais problemas com qualquer um dos meus amigos ou.... Inimigos.

Nós fomos para a casa dos Crowley depois do cinema, ficamos comendo porcaria e trocando piano, até Joe nos convencer a assistir um filme de terror.

Ele deu uma tarefa para cada um de nós enquanto ele escolhia o filme e ajeitava a sala de TV.

― La vem ele latindo ordens ― Resmunguei.

Morgana riu.

― Está me comparando a um cachorro Brown?

― Com certeza não, os cães são leais, diferente de você ― Sussurrei apenas para mim mesma.

Eu fui para a dispensa enquanto os outros preparavam os alimentos, estava atrás de marshmallows e chocolate, mas eles estavam no alto, por isso subi na prateleira de baixo e tentei alcançar as coisas.

Enquanto me esticava para alcançar o pacote de chocolate e o pote de marshmallows, a luz da dispensa apagou

― Gente... Eu ainda estou aqui ― Falei alto.

A porta fechou com força.

― Não tem graça... Gente

Eu ouvi passos bem atrás de mim, de repente senti algo puxar minha jaqueta e foi como se meu corpo fosse jogado para cima e para trás, minhas costas bateram na parede, eu tentei me levantar, mas estava um pouco atordoada, depois de alguns segundos, me levantei e tentei abrir a porta, a maçaneta estava gelada, eu tentava e tentava e nada acontecia, então eu senti um frio sepulcral tomar conta do ambiente e a porta abrir tão rápido e com tanta força que ela bateu contra meu rosto me atirando a quase um metro de distância.

Eu apaguei por alguns segundos, quando recobrei a consciência, Paul, Joe, Morgh, Kyle e Mith estavam entorno de mim.

― O que aconteceu?

― Ela está toda gelada ― Morgana falou.

― Levanta ela do chão ― Joseph falou.

― Não mexe ela, ela pode ter quebrado alguma coisa ― Kyle protestou.

Eu gemi de dor, então passei minha mão pela área dolorida em minha testa, e me desesperei ao ver o sangue.

― O que aconteceu com você?

― Eu só.... Eu... Subo na prateleira e... Eu... Eu cai ― Falei fechando os olhos.

―Pelo barulhão parece que despencou ― Morgh falou.

― Seu nariz está sangrando ― Mitchie falou.

― Ela precisa ir para o hospital ― Joseph falou.

― Não sem hospital, os meu pais... Aí... Eu vou melhorar só... Preciso... Eu preciso ir ao banheiro

― Você pode ter quebrado o nariz ― Paul argumentou

― Sua testa está inchando ― Morgana falou preocupada.

― Eu já disse que estou bem ― Gemi frustrada.

― Que bom que nós não obedecemos você, Paul tire o carro ― Joseph falou me levantando em seus braços.

 Eu bufei frustrada.

― Vou ligar para tio Elena nos encontrar no hospital ― Kyle falou sacando o celular.

― Não, não liguem pra ele

― Sua mãe então? ― Morgana perguntou.

― Não... Ela não, eu só quero ficar aqui quietinha

― Liga para o tio Elea ―Joseph falou passando pela porta da frente.

 Fiquei furiosa por eles serem dedo duro, mesmo sabendo que eles só queriam o melhor para mim, chegando ao hospital eu tirei uma porção de raios X e fiz uma tomografia, depois que eu já estava sendo monitoras a e levando pontos Joseph atendeu o telefone sorrindo.

― Sim eu estou com ela aqui na emergência, acabaram de medicar ela para a dor e colocaram o nariz dela no lugar.

Eu gemi me encostando cama, não acredito que isso está acontecendo.

― É aí como eu estou? ― Perguntei apontando para meu nariz.

Ele riu.

― Melhor do que antes

Eu mostrei o dedo médio.

― Está parecendo um unicórnio ― Ele atirou divertido.

― Para

Meu pai apareceu um minuto depois, segundo Joe ele estava assinando alguns papéis.

― Você e sempre...

― Me quebrando ― Falei rindo.

― Vou comprar uma armadura ― Falou beijando minha cabeça ― Que medicação ela recebeu? Ela parece meio

― Morfina, ela vai ficar alta por algum tempo ― Joseph falou rindo ― Esse é o momento para arrancar alguns segredos dela.

Eu fiz uma careta.

Como eu não conseguiria andar daquele jeito, Joseph arranjou uma cadeira de rodas e fomos até o corredor onde os outros se juntaram a nós e seguimos até elevador, onde subimos para o estacionamento.

― Pode dar uma carona a Morgana e Mirella? O carro da minha mãe quebrou em Karlogue e eu vou precisar buscar ela ― Paul explicou ao meu pai.

― É claro, dirija com cuidado ― Papai falou batendo no ombro dele.

Paul assentiu.

As meninas entraram no banco de trás e eu no banco da frente ao lado do meu pai, Joseph parou ao lado da minha porta, depois de bater ela, ele se inclinou pelo vidro aberto para sussurrar.

― Mais tarde eu paso lá para te ver, se cuide, ouviu?

Eu assenti.

― Não posso prometer nada.

Ele riu e se afastou, seguido por Kyle.

O caminho até a casa dos Monroe Rodriguez foi feito em silêncio, a estrada estava escura, apenas iluminada pela lua prateada.

― O que falaremos à sua mãe?

― Que eu cai ― Falei.

― Tudo bem... Caiu ― Meu pai assentiu ― Tem certeza que está bem?

― Sim, eu não estou com dor nem nada, só estou cansada, quero tomar um banho e descansar.

 Meu pai parou o carro na entrada e se despediu das meninas, desci para acompanhá-las até a porta.

― Boa noite, se cuida tá? ― Mirella falou me abraçando ― Pare de bater a cabeça ou vai parar de funcionar ― Brincou.

Eu sorri, esperando ela entrar para conseguir falar com Morgana a sós.

Mirella estreitou os olhos.

― Eu já entendi, vocês vão compartilhar alguns segredinhos que eu não faço parte, estou saindo.

Mirella entrou batendo a porta.

― Ela é muito temperamental ― Morgana reclamou.

Eu dei de ombros.

― Você não caiu não é? ― Morgana falou.

― Você não vai acreditar se eu disser que eu apenas cai não é?

Ela negou.

― Eu ouvi o barulho, parece que algo jogou você no teto e depois no chão.

Eu ri irônica.

― Não foi nada, estou bem.

― Garotas de cinquenta quilos não voam a um metro de distancia por nada Brieanna.

― Eu só fui pegar uma coisa e cai, então eu bati na porta quando me levantei, é só isso

― Você é uma péssima mentirosa.

― Eu sei o que vai dizer ― Deixei claro ― Eu acho que esse assunto afeta você e você não está pensando claramente.

― Você é especial... Tem esse dom...

― Não é um dom é mais... Uma maldição... É errado de tantas formas que eu nem consigo....

― Brie, acho que está se desesperando porque não entende, não é como se fosse te machucar

Eu puxei minhas mangas e minha blusa para mostrar os cortes em minha barriga.

― Você...

― Eu não fiz esses ― Deixei claro.

― Já tentou... Mandá-los embora?

― Como não pensei nisso ― Falei irônica.

Ela suspirou.

― Eu só estou tentando

― Ajudar, eu sei... Não é sua culpa.

― Já tentou conversar com... Alguém?

― Emily está na Alemanha, meus avós não são uma opção, meus pais... Eles já tem muitas responsabilidades, não posso arranjar mais problemas... Eu não quero voltar para... Aquele lugar...

― Você já foi em uma sessão espírita?

― Não... Você já? ― Perguntei incrédula.

Ela pareceu ficar sem graça.

― Eu sou curiosa e... Eu tinha algumas coisas...

― Tem isso aqui em Wexford?

Morgana apenas assentiu.

― Eu... Eu acho que não é uma boa ideia... Se isso for parar em um jornal eu estou frita, nem os advogados dos meus pais vão dar jeito de tirar isso da

― Calma, pode te ajudar a lidar com isso... Conversar com pessoas que tem o mesmo dom e... Você pode pensar melhor, se decidir ir me avise, acontece amanhã de noite, pode dormir aqui, é um lugar simples, ninguém iria te procurar lá ― Falou ― São todos muito discretos ― Deixou claro.

― Eu preciso pensar... Sabe... Eu te ligo, até mais Morgana das fadas.

― Até mais Brieanna.

Eu voltei para o carro.

― Você demorou, estava quase te deixando aí ― Meu pai brincou.

― Desculpa eu tinha que ajudar Morgh em uma coisa... Podemos ir?

― Claro ― Meu pai disse dando partida e segui do para a Riverview.

 Assim que chegamos em casa eu fui para o meu quarto, tomei banho e meu pai e Lucyla serviam meu jantar quando minha mãe chegou, ela vestia um terno executivo e falava ao telefone.

― Seu pai me disse que você caiu ― Ela disse examinando meu rosto cuidadosamente.

― Foi uma estupidez... Eu subi em uma prateleira da dispensa do Joe e eu cai

― Por que você subiu?

― Eu queria pegar o marshmallow e o chocolate

― Não podia pedir a um dos seus amigos? Já que todos eles são mais altos do que você?

― Eu não penei nisso ― Admiti.

Minha mãe jantou comigo, depois subiu para me dar os meus remédios.

― Está dolorida?

― Não... Apenas cansada.

― Entendo ― Minha mãe disse desligando as luzes e acendendo as estrelas no teto.

― Eu posso dormir na casa da Morgana amanhã?

Ela pareceu pensar, sim, mas preciso lidar para os pais dela... Você sabe... Não é? Para explicar as coisas sobre você.

― Eu sei... É... Fica aqui até eu dormir? ― Pedi.

Ela sorriu e me abraçou, puxando meus cobertores até meu queixo, então ela começou a cantar.




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