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História Moonborn - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Chapter One - Masquerade


Fanfic / Fanfiction Moonborn - Capítulo 2 - Chapter One - Masquerade

Algumas pessoas sempre fantasiaram com o mundo sobrenatural e outras eram realistas, acham que tudo não passa de imaginação e eu sou uma dessas pessoas. Porque alguém ainda acredita nisso? Não poderia fazer todos caírem em si e enxergarem a verdade, estragar a fantasia das pessoas não era comigo.

Já estava nas férias de verão da faculdade, eu não tinha muitas coisas empolgantes para fazer, diferente de Bom, minha colega de quarto que havia acabado de voltar de um encontro frustrante. Nós fazemos cursos diferentes na faculdade, eu escolhi o jornalismo e ela o de design, Bom tem o garoto que quiser mas por sempre escolher um cara ou garota mal sem saber, acaba sendo magoada.

─ É sério Chae, ela era um tédio total e não parava de falar sobre a mãe! "Minha mãe disse isso" "também disse não faça isso", foi o pior encontro da minha vida.─ a garota disse puxando seu cabelo de leve.

─ Isso não é verdade, você lembra daquele garoto de antes? Tyler? Além de ser um completo controlador, estragou seu vestido e celular na mesma noite.─ falei enquanto ria, me levantando da cama e pondo as mãos em minha cintura.

A Park apenas fez uma cara pensativa e concordou, suspirando e me olhando com um sorriso.

─ Você também deveria tentar encontrar alguém para passar o tempo sabe? Não é sempre que poderei te dar atenção.─ fez biquinho.

Antes que eu pudesse responder algo, escutei batidas na porta do nosso quarto e nós duas nos encaramos confusas, num misto de curiosidade. Ainda com esses sentimentos em mente, fui abrir a porta e apenas vi um garoto desconhecido por mim, com uma caixa nas mãos e um sorriso nos lábios.

─ Chaerin? Isso aqui é pra você, acabaram de me entregar e já aproveitando a oportunidade...─ ele colocou um braço envolto de meus ombros.─ você não quer sair comigo?

Tirei seu braço de mim com gentileza e apenas neguei, pegando a caixa e fechando a porta após o "enxotar" para fora dali. Bom que segurava a risada, acabou por não se aguentar mais e riu de forma um pouco escandalosa.

─ Não tem graça Bom, você sabe que eu recusaria de qualquer forma. ─me sentei em minha cama, abrindo a caixa.─ Tem um bilhete e uma máscara aqui...tem apenas o endereço e um "baile de máscaras, estilos de roupas do seu gosto e é obrigatório a usar uma máscara se quiser entrar"

─ Parece interessante! Mas se não quiser ir nesse "baile de máscaras", pode vir comigo e alguns amigos em um festival de verão que os estudantes fizeram, quem sabe eu não encontre um garoto ou garota interessante.─ a Park falou, enquanto fazia uma expressão de animação.

Apenas concordei com um sorriso, caminhando até meu guarda-roupa e observei atentamente o que estava ali. Não tinha o costume de usar muitos vestidos ou saias, mas é bem provável que eu queira ir para esse lugar e chamar um pouco de atenção, eu adorava fazer isso apesar de não parecer.

Mas não queria uma atenção que chegasse a ser uma noite em algum motel, quero apenas causar uma boa impressão para os outros convidados. Havia comprado um vestido fazia dois dias para a festa de verão, mas decidi que iria ao tal baile de máscaras com ele.

Eu estava excitada por ir à uma festa assim pela primeira vez, apesar da localização ser um pouco estranha, isso parecia contribuir com a minha curiosidade. Acho que se falarmos de defeitos, o primeiro que diria sobre mim é sobre o quão curiosa sou, desde criança.

Desde pequena, meus pais me ensinaram a não acreditar em seres fantasiosos e nunca vistos por alguém. Mesmo não os vendo depois que resolvi fazer o intercâmbio para a faculdade, eu ainda sigo essa linha de raciocínio. Eu tenho uma vida bem comum, uma renda média já que sempre guardo a mesada que meus pais me mandam, por meu pai ser professor e ter me ajudado nos meus estudos, consegui uma bolsa nessa faculdade do EUA.

Estou terminando o penúltimo ano do curso de jornalismo, Bom era um ano mais velha que eu e portanto, estava em seu último ano aqui. Sempre fui uma garota tímida no início, mas a medida que fui ficando mais velha, deixei de ser assim aos poucos.

Mas não tinha coragem de socializar com as pessoas que estavam aqui à mais tempo que eu, Bom foi quem se aproximou de mim e com ela, aprendi a me "soltar" mais e fiz alguns amigos. Mas a Park é minha única melhor amiga, mesmo sendo meio estranha ao meu ver.

Eu tinha uma hora para me arrumar, já que estava anoitecendo e a festa começaria em breve. Então deixei de lado todos os meus pensamentos e dúvidas enquanto ia ao banheiro, os dormitórios femininos de alguns lugares possuíam banheiros no quarto. Gostava de liberdade, então isso era totalmente conveniente para mim e Bom que demorava bastante no banho, então não seria uma boa ideia ela fazer isso em um banho dividido.

Quebra de Tempo

Assim que o taxista parou no local aonde seria realizado o baile de máscaras, saio de dentro do veículo após colocar minha máscara e lhe pago. Mas antes mesmo que eu pudesse agradecê-lo, o motorista foi embora às pressas como se estivesse apavorado e eu fiquei estática, porém surpresa. Era intrigante a forma como ele estava assustado, eu chegava a pensar que ele havia visto algum monstro no meio do mato ─ o que claramente era impossível.─ e ficou assim.

Ignorando o fato, caminhei entre a trilha na floresta escura e apesar de sombria, não me deixava com muito medo. Realmente havia uma casa aqui? Provavelmente eram daquelas casas antigas e cheias de trepadeiras nos portões, assim como paredes externas da casa. Assim que cheguei em uma parte iluminada da floresta, observei atentamente o lado de fora da casa que era basicamente como havia pensado. Haviam algumas pessoas, alguns vestidos fantasias do Conde Drácula e os outros eram mais sérios, estavam vestidos como eu.

Uma das pessoas vieram falar comigo, era um homem que aparentava ter a minha idade ou ser um pouco mais velho que eu.

─ Vejo que acabou de chegar aqui, você é humana ou vampira?

─ Bem, está mais do que óbvio que eu sou humana e você? ─ perguntei com ironia, vendo ele se animar ainda mais com minha pergunta.

─ Também sou humano, assim como meus amigos e você! Nós estamos tentando parecer com vampiros, mas todos eles nos olhavam como se fôssemos estranhos. ─ mas vocês realmente são.

─ Ah bem, deve ser porque eles não tem a mente tão aberta assim e até mais tarde, tenho que ir ver o resto da decoração. ─ forço um sorriso.

─ Até mais então!

Me afastei rapidamente daquela pessoa sem olhar para trás, fazendo uma expressão mais suave à medida em que iria me aproximando daquela casa chamativa de certa forma, havia um casal com ambas as máscaras vermelhas e roupas punk me encarando fixamente, mas apenas fingi não notar nada. A porta estava fechada, mas não me importei muito se era permitido ou não, apenas abri o objeto de madeira escura e adentrei a casa.

A decoração da sala ao que percebi, era um estilo vitoriano, com papéis de parede vermelhas com listras em um tom vinho, o chão possuía um tapete no qual não identificava bem o modelo mas era bonito. Uma lareira, que era o único iluminando o local e mais à frente, havia uma mesinha com taças e vinho.

─ Eles realmente capricharam na decoração, até que ficou parecido com o ambiente em que seus tão amados vampiros devem viver.

Dei uma baixa risada com meu sussurro, escutando uma agitação ao lado de fora da casa e saí para ver do que exatamente se tratava. Apesar de estar um pouco distante, pude escutar uma mulher com roupas punk dizer que agora era o momento da caçada. Explicou que as pessoas que eram os vampiros, deveriam caçar e morder os humanos. Admito que o jogo parecia absurdamente diferente do comum, mas poderia ser divertido e como não queria ninguém tentando me morder, mesmo de brincadeira, decidi participar do jogo como caçadora.

Entrei novamente e notei um homem mais alto que eu observando algo da janela, ele estava utilizando uma máscara cinza que davam um contraste em seu cabelo escuro. Me aproximei lentamente e silenciosamente dele, tocando em seu ombro.

─ Parece que você será a minha "presa" no momento. ─ ele me olha.

─ Acho que não, jamais iria me submeter a participar de um jogo tão idiota.

Apenas me afastei dele com um sorriso forçado, já sentindo que não me daria bem com o garoto que nem sequer conhecia, mas parecia demonstrar que me queria longe. Continuei explorando a casa, todos os cômodos pareciam ter o mesmo estilo de decoração, o único que mudava ali eram as cores dos papéis de parede e móveis.

Subo as escadas, indo para o segundo e provavelmente último andar daquela casa. Parecia que o proprietário do lugar e provavelmente, a pessoa que criou essa festa tem gostos únicos e chamativos.

Observei as pinturas nas paredes enquanto caminhava como quem não quer nada pelo corredor, mas a última porta ali havia chamado minha atenção. Estava entreaberta e parecia que alguém havia acabado de sair dali, algo ali não estava certo e mesmo não querendo ir, percebi que já estava na porta e adentrando o cômodo.

Parecia uma espécie de escritório, era o único cômodo moderno daquela casa inteira. Parecia um ambiente ideal para se pensar de madrugada, mas se não fosse toda a decoração ali, me sentiria em um quarto de hospício por todas as paredes serem brancas. Escutei um barulho e olhei para trás desconfiada, mas não vi nada além da porta e voltei a olhar tudo.

Senti alguém me encarando e me virei novamente, vendo a garota punk de máscara vermelha me observando com um sorriso nos lábios. Ela era assustadora e expressão que tinha no rosto, não ajudava muito em tirar outra conclusão.

─ Então...conseguiu caçar bastante pessoas? ─ tentei ser simpática.

A garota não disse nada e veio pra cima de mim, empurrando meu corpo contra a mesa do escritório e ficando sobre mim. Tentei lhe empurrar já que eu era maior mas me assustei com um aperto em meu ombro vindo dela, tinha uma força tão grande que sentia aos poucos uma dor aguda em meu ombro.

─ Não pode me morder, eu também sou uma caçadora assim como você! ─tentei ser racional naquele momento, vendo um homem encostado na parede.─ quando que...

─ Você deveria ficar quieta, nós que ditamos as regras e como o jogo termina.

A garota riu com sarcasmo, abrindo a boca e mostrando o que pareciam ser presas, rasgando uma parte do meu vestido, deixando meu pescoço e ombros expostos. Eu entrei em pânico, isso era um pesadelo certo? Tinha que ser um pesadelo! Já não estava raciocinando bem e piorei, assim que vi seus lábios se aproximando do meu pescoço. Joguei um jarro em sua cabeça porém, mesmo com os machucados ela apenas me empurrou no chão e voltou a ficar por cima de mim, me prendendo ali.

Eu gritei, gritei com todo o ar dos meus pulmões mas nada parecia adiantar, ela se aproximava cada vez mais e o namorado dela parecia achar aquilo divertido, mal percebi que estava chorando. Morreria ali mesmo? Minha vida estava ao ponto de chegar ao fim e o único que pude fazer, foi fechar os olhos e aceitar a morte que estava por vir.

Mas nada aconteceu.

Abri meus olhos receosa, vendo aquele mesmo homem de máscaras cinzas brigando com os dois, para me proteger? Tudo estava tão confuso, eu não sabia o que fazer além de me levantar e tentar me recompor.

─ Apenas fuja! Eu darei um jeito neles.

Foi o último que decidi escutar antes de sair correndo daquele escritório, eu estava sentindo um pavor nunca antes sentido por mim. Desci as escadas com tanta pressa, que acabei caindo dos últimos degraus mas não me importei, apenas levantei novamente e continuei a correr.

Aquilo só poderia ser um pesadelo, todas as pessoas que provavelmente eram humanas, estavam com seus corpos estirados ao chão, sem vida. Senti minhas pernas fraquejando, mas preferi correr de forma desajeitada do que continuar naquele lugar, passei pela mesma floresta de antes com a visão turva mas me forcei a fugir feito um gatinho assustado.

Quando cheguei na rua, sinalizei para o primeiro taxi que passava naquele momento e entrei, dizendo para ele me levar até a faculdade com a voz trêmula. Olhei para trás e vi aqueles dois me encarando, pedi ao motorista que fosse o mais rápido possível, provavelmente lhe deixando desesperado também.

O taxista dirigia o mais rápido que as leis de trânsito permitiriam sem levar uma multa. A medida que fomos nos afastando, senti meu coração desacelerando aos poucos mas ainda não estava calma, eles poderiam simplesmente me seguir da mesma forma que fizeram na floresta. Eu não acreditava, eles realmente eram reais ou estava delirando? Meu cérebro estava sem raciocinar bem, não conseguia distinguir nada.

Estava imersa em meus pensamentos, só voltei a realidade quando o taxista tocou em meu ombro e por impulso acabei me afastando, vendo seu olhar preocupado e ainda um pouco trêmula, peguei o dinheiro e entreguei em sua mão, saindo do veículo e indo para o prédio do dormitório feminino.

Por sorte não havia ninguém ali, então apenas subi as escadas correndo para chegar logo ao andar aonde ficava meu quarto. Era o último corredor do segundo andar, o que era uma grande sorte para mim, já que não iria ter que andar muito.

À medida que fui me aproximando mais e mais, fui me sentindo fraca e minha visão ficando turva. Abri a porta e vi Bom, sentindo aquela tontura chegar novamente e acabei caindo direto em seus braços.

─ Chaerin! Chae...rin! ─ com a audição indo embora junto da minha consciência, essas foram as últimas palavras que escutei antes de desmaiar por completo.



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