História Moondust - Bellarke - Capítulo 11


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Bellarke, Drama, Romance
Visualizações 89
Palavras 2.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yayyy olha quem tá aqui de novoooooooaoaisnwowmwow

Capítulo 11 - Party Again (part 2).


Bellamy's POV

 

- O que aconteceu com a Clarke? – Monty perguntou, tirando-me de meus devaneios. 

Estávamos todos os garotos esperando na sala de estar pelas meninas, que se arrumavam há mais de uma hora. 

- Como assim "o que aconteceu com a Clarke"? – indaguei confuso. 

- Ah você sabe.. Ela ficou estranha depois de apenas "ter dormido no mesmo quarto que você." – completou, e eu fiquei mais confuso ainda, e suponho que deu pra perceber, porque Lincoln suspirou, dando uma risada baixa. 

- Aconteceu alguma coisa além de "dormir na mesma cama"? – esclareceu o mesmo, arqueando a sobrancelha em desconfiança. 

- Não sei se devo contar isso... – admiti coçando a nuca. 

- Pode contar, Blake. Você sabe que somos de confiança. – Jasper tentou me confortar. 

- Eu sei, mas é que... – tentei enrolar mas me interromperam. 

- Chega de enrolar, fala. – Lincoln com sua voz de durão soou do meu lado e eu rolei os olhos, suspirando derrotado. 

Decidi não mencionar a parte em que a Clarke chorou no meu colo e eu a consolei, e pulei para a parte em que importaria para eles.

- Eu e a Clarke nos beijamos ontem à noite depois da festa. Debaixo do chuveiro. Os dois só de roupa íntima. – resolvi dizer tudo de uma vez, me arrependendo logo em seguida, quando eles abriram a boca em um "O" e quase gritaram. 

- O QUÊ? VOCÊ BEIJOU A... – Jasper ia berrando mas percebeu que gritava quando o repreendi com o olhar. – Você beijou a Clarke? – terminou a frase sussurrando. 

Assenti como se fosse óbvio e ele sorriu malicioso, me deixando confuso. 

- Deve ser por isso que ela está agindo estranho.. – disse Lincoln e eu arregalei os olhos, franzindo a sobrancelha.

- Será que ela não gostou do beijo? – indaguei levemente desesperado. 

- Não sei. Mas e se não tiver gostado? Qual o problema? – Monty perguntou com um sorrisinho brotando no canto dos lábios. 

Eu logo não soube responder e Jasper logo veio zombar de mim.

- Bellamy Blake está apaixonado? Essa é nova! – disse fingindo indignação e eu dei um soco no seu ombro, fazendo ele fazer uma careta e afagar o ombro. 

- Não estou apaixonado. – disse por fim, e Lincoln riu. 

- Cara, você 'tá até vermelho. – E todos eles começaram a rir e zombar de mim. 

- Estão falando sobre o que? Posso saber? – ouvi a doce voz de Clarke aproximando, e me virei, sorrindo amarelo. 

- Hãn? É.. N-nada demais! – tentei dizer firme, mas gaguejei, mostrando que eu estava nervoso. Nem eu sabia que eu estava tão nervoso assim. 

Ela riu, e bagunçou meu cabelo, como se eu fosse seu irmãozinho mais novo, e eu travei. 

- Assuntos de garotos, sei! – disse ela, virando de volta para as amigas, que terminavam de descer a escada. 

- Vamos, garotos? – Harper passou correndo pela Clarke e foi direto para a porta para a garagem. 

- Vamos, apressadinha. – disse Jasper correndo atrás de Harper. 

                            ***

 

Clarke's POV

 

- Seu namorado é um ótimo DJ, hein! – falei para Octavia, que encarava admirada o  homem, que tocava em uma cabine alta ao lado da piscina gigantesca do local.

- Ele não é meu namorado. Apenas estamos ficando, não é nada oficial. E sim, ele é muito bom no que faz. – a cada palavra dita, seus olhos brilhavam mais e mais. Sem tirar os olhos de seu "ficante", ergueu seu copo na altura dos ombros, brindando comigo. 

- Eu vou procurar a Raven 'tá? – anunciei minha saída, e ela apenas assentiu com a cabeça e eu sorri, indo em busca da minha amiga. 

O lugar era gigantesco e estava lotado de gente, mas não no ponto de não conseguir se locomover, mas sim no ponto de achar todo mundo, menos quem você quer. 

Após longos dez minutos procurando aquela piranha perdida, resolvi que era hora de descansar, e me sentei na bancada de um dos bares que tinham por ali. 

- Moça, me vê um shot de alguma coisa bem forte, por favor? – pedi á bartender, que sorriu simpática e me deu um copinho com uma bebida verde, desconhecida por mim. 

Virei o copo de uma vez, fazendo uma careta no final, arrancando uma risada da bartender. 

- Me vê mais dois, por favor. – falei convicta de que queria embebedar. 

- Essa bebida é forte, acho melhor pegar leve. – disse ela, me servindo mais uma dose. 

- Tudo bem, mãe. – zombei, virando o copo novamente. 

Voltei a olhar a mulher à minha frente, e pude perceber que ela não me era estranha.. eu a conhecia de algum lugar. 

- Nos conhecemos de algum lugar? – indaguei, com os olhos semi-cerrados, analisando-a. 

- Ahn, eu acho que na.. – ela pareceu parar um pouco para processar e depois continuou. – Ah! Você é a garota que derrubou bebida em mim na festa da Gina. Me lembrei. – disse rindo, servindo um drink para o homem ao meu lado. 

- Então é daí que eu te conheço! Novamente, perdão por derrubar bebida em você.. – falei meio sem graça, e ela sorriu, me servindo mais um shot. 

- 'Tá tudo bem, sério. Perdão por ter sido tão chata e apressada, é que eu precisava ajudar meu amigo que estava passando mal. – a garota me assegurou, me deixando um pouco mais aliviada. 

- Mas me diz.. Como você conhece a Gina? – indaguei, levemente curiosa, enquanto a observava preparar um drink. 

- Eu e ela somos primas de segundo grau, nem nos falamos direito, eu fui parar lá porque meus amigos me arrastaram, não fazia idéia de que a festa era dela. – confessou fazendo uma careta. Observei a bartender, que passou um pano no balcão, logo depois de entregar outra bebida para o cara ao meu lado. 

- Pela sua cara, vi que não gostou muito de ter ido nessa festa.. – comentei, rindo da careta que ela fez logo em seguida. 

- Ah, a festa até que foi legal, mas cá entre nós, essa menina é insuportavelmente chata! – a garota se aproximou de mim e falou mais baixo, como se fosse um segredo preciso. 

- Eu concordo plenamente! Ela é totalmente e loucamente obcecada com padrões de beleza e popularidade. Sinceramente uma naja, uma pena que eu sou mais naja ainda. – gargalhei, já sentindo o efeito do álcool correr pelo meu sangue. 

- Afinal, qual o seu nome? – perguntou a garota atrás do balcão. 

- Clarke. E o seu? – perguntei de volta, sorrindo. 

- Lexa. Um prazer em te conhecer. – a bartender estendeu uma de suas mãos e eu a peguei, cumprimentando-a. 

 

                         ***

 

Bellamy's POV

 

- Você viu a Clarke por aí? Ela disse que ia encontrar a Raven, mas ela não encontrou, e eu estou começando a ficar preocupada. – Octavia berrou em meu ouvido, tirando minha atenção da garota que dançava sensualmente no meio da pista. 

Fiquei visivelmente nervoso quando O. citou o nome de Clarke, eu havia esquecido dela, pela primeira vez em 24 horas. 

- O quê? Como tem certeza que ela não encontrou a Raven? – perguntei, tentando encontrar uma forma de tranquiliza-la. 

- Porque eu fui falar com ela, e ela mesma me disse não ter visto a Clarke desde que chegamos e nos separamos. – Octavia estava visivelmente preocupada, o que me deixou mais nervoso ainda, dando em conta que a minha irmã é uma pessoa tranquila que leva tudo numa boa. 

- Ok, vamos achar ela, fica tranquila. – tentei acalma-la, e a mesma assentiu. Dei um beijo na sua cabeça e peguei na sua mão, procurando pela Clarke com o olhar, saindo da muvuca da pista de dança. 

Já estava anoitecendo, e aquele lugar não era um dos melhores com iluminação, então eu tive que forçar muito a minha visão, até ver uma figura loira, em um lugar deserto da festa, virando vários shots de uma vez. 

- Ali está ela. – falei, sentindo a adrenalina subir ao ver ela tão vulnerável à volta de cerca de dez homens, a incentivando a beber mais. 

Vi minha irmã passar correndo por mim e deter Clarke de beber o último shot, e eu fui correndo atrás dela. 

- Clarke, você 'tá louca? Você já bebeu demais, já chega. – Octavia disse, jogando o liquido do copinho no chão. 

- Ah não, mas tava tão legal! Não é, meninos? – Clarke disse enrolado, tombando para o lado, rindo do seu soluço. 

- É! – um coro de afirmação soou por ali, e eu revirei os olhos, pegando no braço de Clarke. 

- Vamos Clarke, você tem que comer alguma coisa. – falei, chamando sua atenção para mim. 

- Ah, Bellamy! Você está aqui! É esse o cara que eu disse pra vocês, garotos. – ela disse, passando meu braço por seu ombro e abraçando minha cintura. 

- Hum! Aquele cara que v... – um loiro brutamontes ia dizendo, mas Clarke interrompeu, rindo. 

- Shihihisiushhhhhhhhiu! – sussurrou com o polegar em frente aos lábios, em outra forma de dizer "cala a sua boca cacete" 

- Cara que o quê? – indaguei curioso, e Clarke riu, colocando o polegar agora nos meus lábios. 

- Tá bom, já chega. Eu estava muito preocupado com você. Vamos comer algo. – disse, tirando sua amiga de meus braços. 

- TCHAU GOSTOSOS! – Clarke gritou olhando para trás, na direção dos caras, quando a arrastamos para longe. Octavia riu e eu revirei os olhos, abraçando Clarke de lado. 

Ao chegar no restaurante do clube, - que estava muito mais tranquilo que a festa - resolvemos nos sentar na ponta do local, onde seríamos mais discretos e conseguiríamos esconder uma bêbada descontrolada. 

Pedimos um x-tudo para os três, e mais uma porção de batatas fritas e um milkshake de morango, que Clarke fez questão de pedir. 

- Gente eu perdi minha bolsa... – a loira comentou indiferente, comendo uma batata frita. 

- QUÊ? – Octavia quase gritou. 

- Como assim? E seu celular? – perguntei o mais óbvio e ela revirou os olhos, e me olhou com um olhar julgador, como se eu fosse um idiota retardado. 

- Tá nos meus peitos, duhr! – falou, tirando o celular de dentro do maiô, me fazendo rir. 

- Ok, mas cadê sua saída de praia? – O. perguntou, e Clarke parou para pensar, parecendo perdida. 

- Ah! Estava na bolsa, junto com meu óculos de sol e meu protetor solar. Mas tá tudo bem, eu não to com frio e já entrei na piscina, não vou entrar mais. – disse ela, despreocupada, mordendo seu hambúrguer. 

 

                             ***

 

- Tem certeza de que vão ficar bem só os dois? – Octavia perguntou após muita comida e muita água. 

Lincoln precisava da ajuda dela com algo haver com os equipamentos do som, e ela tinha que nos deixar, porque nós não éramos permitidos na cabine do DJ. 

- Eu sei tomar conta de mim mesmo e da Clarke, obrigada O. – falei, sincero, e ela sorriu e foi correndo de volta para a festa. – E você? Está melhor? – perguntei, olhando para Clarke que se abraçava, encolhida. 

- BEM melhor. Obrigada por cuidarem de mim. – disse ela, parecendo estar mais sóbria. 

- Não há de quê. Sempre que eu puder, vou estar te ajudando. – falei, sorrindo para ela, que abaixou o olhar, rindo. – Mas você tem que maneirar na bebida! – repreendi-a, e ela riu, visivelmente envergonhada. 

- Eu sei.. Desculpa por isso. Prometo que vou melhorar. – Clarke sorriu de lado, e desviou o olhar para a festa, observando as pessoas dançando. 

A abracei de lado, e me assustei com o quanto sua pele congelava. Arregalei os olhos, lembrando que ela estava apenas de maiô, enquanto eu estava completamente coberto. Fazia no mínimo 15º graus celsius naquele lugar. 

- Você está congelando! – exclamei, me distanciando dela, já tirando a minha jaqueta para entrega-la. – Toma, veste isso. – ergui a peça para ela, que negou com  a cabeça, rejeitando.

- Não. Você vai passar frio também, não quero isso. – mesmo com o frio a  congelando, ela pensa no bem dos outros. Como pode alguém tão doce? 

- Eu estou de calça e camisa de mangas até os cotovelos, eu vou ficar bem. Agora você está com as pernas e os braços nus. Veste. – ordenei, e Clarke o fez, de mal gosto, mas fez. 

A jaqueta ficara gigante em seu corpo, batia até o meio de suas coxas, o que me deixou mais tranquilo por deixa-la sem cobrir as pernas. 

- Melhor? – perguntei, voltando a abraça-la de lado e andando até um campo de futebol que havia ali perto. 

- Muito. Obrigada, de novo.. – Clarke parecia incomodada com algo, como ficou o dia inteiro cada vez que se aproximava de mim. O que será que eu havia feito de errado?

Um silêncio se instalou no ar, e eu não disse nada, não queria forçar a barra. Clarke passou por mim e se sentou na grama, apoiando as costas na grade que envolvia a quadra. 

Sentei-me ao seu lado, observando-a admirar o céu. As estrelas refletiam em seus olhos azuis, deixando-a ainda mais bela. Sua boca entre-aberta soltou um suspiro, e Clarke voltou à olhar para o chão, parecendo evitar contato visual comigo. 

- Eu.. – a loira ao meu lado pareceu se desconcertar, e tomou fôlego para tentar falar. – Eu não sei o que deu em mim ontem. Eu nunca sou assim. – soltou, de uma vez. 

Franzi o cenho, e a vi olhar para mim. O branco de seus olhos agora tomavam um tom avermelhado, e sua feição era desapontada. 

- Olha, eu não quero te confundir, ok? Eu não sei porque eu te beijei e... – ela parecia não saber encontrar palavras, e seus olhos iam se enchendo cada vez mais de lágrimas. Eu não queria admitir, mas aquelas palavras tiveram um poder muito grande sobre mim. – Eu estou falando muita merda. Na minha cabeça não era tão ruim. 

- Tá tudo bem. Continua a falar, por favor. – pedi com sinceridade, e ela me olhou com pesar.

- Não que eu não queira te beijar, acredite, eu quero muito! – Clarke me olhou com os olhos arregalados e eu deixei escapar um sorriso de lado. – Digo, eu quis te beijar. – enfatizou. – Não, espera, não estou dizendo que eu não quero te beijar agora.. ARGH! Eu complico tudo! – Clarke suspirou, tentando retomar a respirar normalmente, e eu dei uma risada nasalada, pegando em suas mãos, chamando sua atenção até mim. 

- Clarke! Calma, ok? Tá tudo bem. Seja lá o que você tem pra me dizer, eu vou ficar de boa, 'tá? Agora respira fundo, e me diz tudo. – falei, passando-a coragem para falar. A mesma assentiu e se endireitou, respirando fundo. 

- Eu gosto de você, Bellamy. Gosto muito, acredite. – apenas aquelas palavras foram o bastante para meu coração acelerar à mil por hora. – Mas eu realmente tenho um passado que me atormenta demais, não estou pronta para me envolver com alguém. Eu realmente não queria que fosse assim, mas seria melhor se a gente fosse mais devagar. As coisas foram rápidas demais e fugiram do controle. É muita coisa para eu digerir... – Eu até reagi bem áquilo. 

Eu sorri. Mas por dentro eu estava me corroendo e me torturando por não poder dizer que eu também gostava dela. 

- Eu entendo completamente a sua posição, Clarke, não quero que nada de ruim aconteça com você. Realmente fomos muito rápido, mas tudo tem seu tempo, inclusive nós. – disse na maior sinceridade do mundo. Eu estava sendo sincero, só não contei tudo. 

- Só não pense que eu quero que você se afaste, porque a última coisa que eu quero é isso. Você acima de tudo, é meu melhor amigo, e conquistou minha verdadeira amizade em menos de dois dias. Você me faz bem. – ouvi-la dizer que eu fazia bem para ela ganhou meu dia. Ela não me queria longe, ela só não queria mais aproximação. E então eu sorri e estendi minha mão para ela, que me olhou confusa. 

- Amigos? – perguntei, e vi um sorriso de orelha à orelha brotar em seus lábios. 

- Amigos! – Clarke ignorou meu aperto de mão e me atacou com um forte abraço, me fazendo cair na grama. 

- Você é muito importante pra mim, lembre-se disso, ok? – disse em um sussurro, perto de seu ouvido. 

- Você também. Muito. – eu tinha certeza de que ela sorria feito uma boba, assim como eu também sorria. – Só não vai se apaixonar, hein. – brincou, saindo do abraço rindo, e eu ri junto, me acomodando na grama.

Mas na verdade aquela risada não foi de graça, mas sim de desespero. 

Mal sabe ela que eu já estou perdidamente apaixonado.


Notas Finais


AAAAAAAAA que final foi esse senhores????? Gostaram? Esses dois sempre enrolando e complicando tudo, hein!


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