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História Moonlight - Chris Evans - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


oi gente, como vocês estão?
estou muito feliz com os novos favoritos e comentários no capítulo anterior. obrigada!!! <3
peço que continuem expondo a opinião de vocês tanto com críticas construtivas, quanto com opiniões!

✨ a música que a Mari relata no fim do capítulo é "Stand By Me" do Ben E King, mas como inspiração eu ouvi o cover da Florence and the Machine.

✨ lembrando que o link da playlist da fanfic estará sempre nas notas finais. ;)

✨ vocês podem acompanhar as fotos dos nossos personagens e alguns spoilers no instagram da fic, link também presente nas notas finais.

sem mais, espero que gostem e deixem as opiniões de vocês.
nos vemos nas notas finais!

Capítulo 3 - Allow Yourself


Fanfic / Fanfiction Moonlight - Chris Evans - Capítulo 3 - Allow Yourself

Mari.

Boston.

“Quando eu amo, eu penso em você. Quando eu tenho uma dependência emocional, eu penso mais em mim, em como eu vou me sentir, no meu ego, na minha sensação de perder, do que em você.” Ler aquela frase fez meu coração apertar-se em meu peito; meus olhos arderam e a vontade de chorar veio à tona novamente naquela manhã. Aquela pequena frase dizia tanto sobre mim nesses últimos anos. Eu estava dependente emocionalmente de Mason, e ele de mim, e isso era demonstrado nos pequenos detalhes. Como ontem, quando falei dos comentários maldosos dos amigos dele.

Era óbvia a dor que pairava em meu peito, tudo aconteceu muito rápido e ainda nem havia se passado vinte e quatro horas desde os acontecimentos que mudaram completamente minha vida. Doeu e ainda doeria muito, mas uma hora passaria e saber disso, me confortava.

Marquei a página do livro no qual me distraiu essa manhã e fechei, deixando ele em cima do criado mudo ao lado da minha cama. Peguei meu celular olhando as notificações e excluindo aquelas que não me interessavam, vi as de Mason e suas mensagens desesperadoras; após algumas horas do acontecido e nosso possível “término”, ele parou de me ligar e também de mandar mensagens. Ayla e Aaron sugeriram que eu desativasse as notificações para ao menos conseguir esquecer um pouco e dormir.

Após o abraço caloroso e a recepção maravilhosa que tive dos meus amigos, não conversamos muito por conta de meu cansaço, mas prometi a eles que saberiam de tudo o que aconteceu no almoço de hoje que Ayla sugeriu. Ouvi leves batidas na porta e logo a cabeça de minha amiga adentrou o cômodo.

— Bom dia, flor do dia! – sorriu, entrando no quarto e jogou seu corpo em meu colchão. — Quer dizer: boa tarde, né?

— Boa tarde, Aylie. – espreguicei-me e apoiei minha cabeça em minha mão para enxergá-la melhor. — Cadê o Aaron?

— Ainda está dormindo, e nossa que dó do Scott, sério... – arqueei minha sobrancelha sem entender. — Ele ronca muito.

— Coitadinho!

— Coitadinha de mim, né? Há quase um ano ouvindo os roncos dele. – bufou.

— Por que ele não dormia aqui no meu quarto? – questionei.

— Ele não consegue dormir sozinho, pois se acostumou a dormir com o Scott.

— Entendi. – peguei meu celular para ver do que se tratava a notificação que havia acabado de chegar.

— Mason? – Ayla perguntou, visto que ele foi a causa de não conseguirmos ter conversado ontem à noite. Neguei.

— Minha mãe. – sorri. — Ela já sabe tudo o que aconteceu.

— Entendi, e já está na hora de eu saber também, né? – levantou-se e estendeu sua mão para eu levantar. — Anda, levanta! Você ainda tem que fazer o nosso almoço e me contar todos os detalhes. – peguei em sua mão e ela me puxou.

— Eu não quero nem questionar o que você comeu durante esses meses todos, Ayla. – coloquei minhas pantufas e caminhei atrás da morena até o cômodo que era dividido entre: Sala, cozinha e sala de jantar. — Porque sei muito bem o desastre que você é na cozinha.

— Em minha defesa, aprendi alguns pratos na internet para não viver apenas de comidas congeladas e fast-food. – deu de ombros e sentou-se em uma das cadeiras da mesa de jantar.

— Você é péssima! – senti meus pés serem afagados, olhei para baixo e Zahra se aconchegava em cima das minhas pantufas. — Sua gata é folgada igual você, né? – olhei para Ayla que observava cada movimento do felino.

— Ela não gosta de ninguém, então você deveria ser grata por ela não te julgar uma estranha.

— Isso é verdade. – ouvi a voz de Aaron. — Essa gata não gosta de ninguém e ainda me mordeu! – senti suas mãos em meus ombros e um beijo estalado foi dado em minha bochecha. — Bom dia, meu amor.

— Bom dia não, boa tarde! – corrigi-o e ele fez o mesmo cumprimento com nossa amiga.

— Que seja. – respondeu, sentando-se ao lado da asiática.

— Aaron para sua informação a Zahra amou o Scott. – Aylie disse em sarcasmo.

— Scott é adorável, não tem quem não goste dele! – meu amigo respondeu completamente apaixonado e automaticamente sorri. O amor conseguia ser lindo, apesar de seus efeitos colaterais.

Agachei e pude acariciar o pelo acinzentado de Zahra, enquanto os dois a nossa frente discutiam sobre quem a gata gostava e deixava de gostar.

— Obrigada por gostar de mim, Zahra. – sussurrei. — Bom, eu acho...

— Mariana, você está falando com a gata? – Aaron caçoou. — Amiga, o sol da Califórnia afetou seus neurônios? – revirei os olhos em resposta. Resolvi ignorar e voltar a minha postura anterior.

Visto que Zahra havia tomado de conta de minhas pantufas, apenas retirei meus pés do calçado e segui meu trajeto até a cozinha. Observei cada canto e pude perceber algumas mudanças, porém nada que me fizesse desconhecer o local.

— O que iremos almoçar? – virei-me para encarar os dois que agora conversavam sobre suas vidas profissionais.

— Eu quero raviolli, com recheio de frango e ao molho vermelho. – Aaron respondeu animado.

— Não como frango, querido. – Ayla sorriu sem mostrar os dentes.

— Não posso fazer nada quanto a isso, querida. – rebateu.

— Vocês ficam nessas alfinetadas o tempo todo? – perguntei.

— Essa é a nossa forma de demonstrarmos amor um pelo outro, Mari! – Aaron respondeu sorrindo.

 

No fim, não fiz o tão almejado almoço, pois faltavam alguns ingredientes no armário, então optamos por pedir comida em um restaurante próximo que Ayla indicou. Logo após a refeição, meu corpo encontrava-se praticamente esparramado no sofá e meus pés estavam confortavelmente apoiados no colo de Aaron, que se distraía em um jogo qualquer no vídeo-game, e Ayla terminava de lavar a louça do almoço.

— Aaron! – chamei a atenção do homem a minha frente que mexia os dedos freneticamente para poder alcançar o objetivo do jogo.

— Pode falar, Mari. – respondeu sem tirar os olhos da televisão.

— Como você e Scott se conheceram? – questionei curiosa. Aaron conheceu Scott assim que fiz minhas malas e me mudei para Califórnia. Pode-se até dizer que viajei em um dia e no outro meu amigo conheceu o homem que daqui uns dias será seu noivo. — Vocês vão noivar e eu ainda nem sei do paradeiro desse cara... – arrumei meu corpo no sofá, ficando sentada, mas ainda sim de frente para ele.

— Bom, pelo menos você sabe que ele é o irmão do Capitão América, não sabe? – olhou-me rapidamente, concordei.

— É, isso eu sei. – sabia daquela informação, pois Aaron postou há um tempo atrás uma foto com cunhado, caso contrário o fato de Scott Evans ser irmão de um dos vingadores passaria completamente despercebido por mim. Visto que a fama do mais novo não é tão grande quanto a de Chris, e meu conhecimento sobre a família Evans é o mínimo possível.

— Nos conhecemos em uma entrevista que ele concebeu a emissora que eu trabalhava. Daí em diante você sabe, né? – pausou o jogo e me olhou, neguei em resposta.

— Não costumo acompanhar tanto clichês adolescentes, amigo. – ele riu.

— Bom, depois da entrevista conversamos um pouco e ele disse que o “meu jeito”. – fez aspas. — Fez com que a entrevista fosse diferente das outras que ele já havia dado. Não trocamos telefone, nem nada do tipo...

— Nossa, como o Scott foi rápido no flerte, em? – interrompi-o.

— Não, calma, o melhor está por vir: Ele simplesmente encontrou meu perfil no Instagram e mandou uma mensagem questionando se me recordava dele.

— E você? – perguntei animada.

— É óbvio que eu me recordava de Scott Evans! – revirou os olhos. — Saímos e agora estamos aqui, quase noivos... – sorriu.

— Que lindos! – apertei as bochechas de meu amigo. — Serei a madrinha no casamento, certo?

— Sim, vou colocar você para entrar com o Chris.

— Ah claro, e no outro dia serei morta pelas fãs do Capitão América. – revirei os olhos.

— Calma que também não é assim. – ele riu. — Mas caso não se sinta confortável com isso, escolhemos outro par para você. – assenti.

— Isso, deixa o C’evans comigo. – Ayla interrompeu Aaron. — Afinal, já viramos amigos mesmo. – a asiática deu de ombros, sentando-se a nossa frente no chão.

— Desde quando todo mundo ficou tão íntimo da família Evans? – arqueei a sobrancelha.

— Desde que você foi embora, fofa. – Aaron repetiu o que fiz há alguns minutos com ele, apertou minhas bochechas. — E não é algo de outro mundo, eles são famosos? São.

— Mas continua não sendo algo de outro mundo, afinal são seres humanos de carne e osso como nós. – Ayla finalizou a fala do amigo.

— Não estou dizendo que seja algo de outro mundo, ou que eles sejam aliens. É só que a exposição é muito grande. – dei de ombros, mostrando o quanto a fama para mim demonstrava ser algo ruim e desconfortável.

— Bom, já estou acostumado, afinal sou âncora de um jornal. – gabou-se.

— Não fico surpresa que namore um ator e ame a fama tanto assim. – comentou Ayla. — Mas, vamos ao que interessa... – olhou-me semicerrando os olhos e ali já entendi o que ela realmente queria saber: Mason.

Respirei fundo e os braços de Aaron me envolveram em um abraço confortável. Senti minhas bochechas formigarem e meus olhos marejarem, sabia que contar a eles o que havia acontecido seria a melhor forma de desabafar.

— Bem... – ri sem graça. — Vocês reconhecem o quanto meu relacionamento com Mason era um tanto quanto conturbado, que ele sempre possuiu aquele jeito... – engoli em seco. Por mais que Aaron e Ayla fossem meus melhores amigos e soubessem tudo da minha vida, meu relacionamento nunca foi um tópico tão relevante em nossas conversas, pois os dois não aprovavam algumas atitudes do meu ex-noivo.

— Possessivo? – Aylie falou, concordei.

— Nunca tivemos o melhor relacionamento, mas achávamos que íamos bem juntos, então noivamos... Porém, tudo caiu na rotina depois de uns meses, novamente, né? Porque durante o namoro também foi a mesma coisa. Não conversávamos mais sobre o casamento, mal nos falávamos para ser sincera, já que eu vivia entocada no escritório fugindo daquilo que tínhamos. – funguei. — Não vivíamos bem, até mesmo minha relação com os amigos dele era péssima. Sem contar todo o sufoco, pressão e ciúmes. E então, foi quando eu parei e vi que não dava mais. Não existia mais Mariana e Mason. Não existia mais amor, carinho ou reciprocidade. Existia apenas a dependência de duas pessoas que estavam acostumadas a viverem juntas.

— Mari, eu não fui uma pessoa presente em seu namoro e noivado, e sei que você reconhece o porquê disso. – assenti, enquanto Ayla se explicava. — Mas, de algum jeito, vocês se amaram e mesmo com toda a turbulência do fim, deu certo enquanto vocês estiveram juntos!

— Sim. Não posso dizer que não fomos felizes e que não houve amor, porque houve sim e... Eu fui muito feliz com ele! – respirei fundo. — Mas em determinado ponto, nos perdemos um do outro e foi aí que tudo se esvaiu e se foi pelo ralo.

— Você tomou a decisão certa, meu bem! – Aaron disse e peguei em sua mão que se apertou contra a minha. — Foi como a Ayla disse: Deu certo enquanto vocês estiveram juntos, e agora é uma nova fase que se inicia em sua vida. Apenas, permita-se!

— E por favor, tira logo essa aliança e joga fora. – Ayla comentou do anel que ainda estava em meu dedo. Ri, sabia que ela estava brincando, porém tinha verdade em sua fala.

 

☽ ☾

 

Liguei minha vitrola que há muito tempo ficou ali parada, até mesmo quando eu ainda estava aqui. Coloquei um dos meus discos de músicas antigas que peguei do meu pai antes de vir morar sozinha, e logo o toque da música suave começou a soar, automaticamente me acalmando.

Deitei em minha calma, pegando o livro que deixei em cima do criado mudo pela manhã e retomei a leitura de onde parei.

Sentia-me leve após a longa conversa com meus dois melhores amigos, era bom sentir que eles sempre estariam ali para mim, assim como eu também estaria, caso precisassem.

Já era noite, e Aaron havia ido embora há pouco menos de uma hora, mas deixou claro que no dia seguinte passaria aqui para me buscar, iriamos em busca de algumas coisas que Scott precisava para o jantar de noivado.

Os primeiros acordes de “Stand By Me” soaram, tirando completamente minha atenção do livro. Aconcheguei-me em meio aos diversos travesseiros que estavam em minha cama e encarei o teto, ouvindo a voz de Ben E King cantar uma das minhas canções favoritas. E enquanto sentia o embalo da música, me permiti esquecer de tudo o que havia acontecido nas vinte e quatro horas.


Notas Finais


a playlist: https://open.spotify.com/playlist/77SCUhyQZCMBUe7zOPuPWB?si=aNdnGyQfS5qUE6NJzYWujQ
o instagram: https://instagram.com/niners_book?igshid=1m0f9ydm5buhi

e aí, o que acharam? aguardo o retorno de vocês.
um beijo e até breve!


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