História Moonlight - (Long fic - Imagine Baekhyun) - Capítulo 14


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Irene, Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Joy, Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kris Wu, Lay, Lisa, Lu Han, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Sehun, Seulgi, Suho, Tao, Wendy, Xiumin, Yeri
Tags Baekhyun, Baekhyun!vampiro, Blood+, Byun Baekhyun, Byunbaek4, Exo, Imagine Baekhyun, Moonlight Baekhyun, Sobrenatural
Visualizações 619
Palavras 10.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Custou mais eu voltei! Eu sei que sentiram minha falta! 😉

Esse capítulo vai surpreeder vcs, tenho certeza.😏

Desculpe pelos erros!
Espero que gostem!

Capítulo 14 - Capítulo 13


Fanfic / Fanfiction Moonlight - (Long fic - Imagine Baekhyun) - Capítulo 14 - Capítulo 13

S/n on

Depois que Kai foi embora eu subi novamente pro andar de cima e fui diretamente para o quarto de Baekhyun.

Eu abri a porta devagar e vi o quarto totalmente vazio, a cama estava desarrumada e a porta do banheiro entreaberta. Eu podia escutar o som do chuveiro ligado, ele estava tomando banho.

Caminhei rapidamente até a cama e me joguei em cima dela, rastejei sob o lençol e fui para o lado direito, de frente a janela. O céu estava nublado e parecia despencar a qualquer momento.

Eu fiquei um bom tempo ali, quando escutei a porta do banheiro abrir eu fechei os olhos instintivamente, mas estranhamente escutei ela fechar novamente.

- Baek? - me virei na cama e me levantei - Ya, você está bem? - bati na porta.

- Estou. Só.. pegue uma roupa pra mim, por favor.

- Não acredito. - tampei a boca com a mão mas logo tirei - Você tá pelado? - comecei a gargalhar.

- Oque? Não.

- Abra a porta então.

- Okay você venceu, eu estou pelado.

- Eu já sábia, por isso pedi pra você abrir.

- Garota safada. - gargalhei enquanto andava em direção ao armário - e nada de roubar as minhas cuecas.

- Foi só uma vez. E aliás, você só tem cueca preta. - puxei a gaveta - uma colorida não faria diferença, vermelho talvez.

- Eu não gosto de vermelho.

- E porque não? Vermelho significa amor e paixão.

- Mas também significa perigo e raiva. Vermelho tem duas faces, é falso.

Como esse garoto consegue fazer isso? Uma hora ele é um filho da puta provocador, e depois um poeta com pensamentos profundos. Sinceramente, tô começando a considerar de verdade a idéia da bipolaridade.

- S/n?

- Oque?

- Está frio aqui dentro.

- Calma meu bem. - abri as portas do armário e sorri satisfeita ao ver uma blusa minha dobradinha no canto junto de muitos outras - puta que pariu Baekhyun, só tem Supreme aqui.

- Tinha você quer dizer, você roubou praticamente todas as minhas camisas.

- É por uma boa causa.

- Aquela história de dormir cheirando o perfume da outra pessoa? Estranho.

- Engraçado você dizendo isso, já peguei você cheirando o meu cabelo e o meu pescoço várias vezes. E não maioria das vezes eu estava dormindo, ou seja, eu estava vulnerável. Isso é assédio Byun.

- Se você estava acordada, foi com seu consentimento, e em momento nenhum você me afastou. - bufei por saber que ele estava certo - e também, o seu cheiro é viciante.

- Aham, todo vampiro sempre diz isso pra garota inocente. 

- Garota inocente? - ele estava debochando de mim eu tenho certeza.

- Eu sou inocente sim tá seu babaca. Me diz aí, eu tenho cheiro de morango?

- Oque? Não.

- O meu cheiro te deixa louco?

- Bem, pode-se dizer que sim.

- E o meu sangue? É doce? Você sente vontade de me morder a cada segundo? 

- Não, eu acho que não. Porque tá perguntado essas coisas?

- A garota inocente sempre vai cheirar a morango e ter um sangue doce.

- Oque? Deixa de ser louca. Da onde tirou isso?

- A Taeyeon tinha cheiro de que?

- De.. morango. - ele disse mais pra ele do que pra mim.

- E o sangue dela?

- Era doce.. e extremamente atraente. - sussurrou a última parte.

- Viu só? Eu disse.

- Tá, até pode ser verdade, mas de que garotas você está falando?

- As personagens principais.

- Que personagens principais?

- Dos livros e histórias ué.

- Você quer dizer romance?

- Sim.

- Eu não leio esse gênero.

- E porque não?

- Eu já tô satisfeito com os meus problemas amorosos, não preciso dos dos outros.

- Insensível. - ele deu uma risadinha debochada e logo depois tossiu - bem feito.

- Anda logo com isso, eu já sinto os meus ossos doerem.

- Você reclama demais, caralho.

- Será que você poderia não falar palavrões na minha frente?

- Ai meu deus que erro grave eu cometi.

- Eu tive uma educação de primeira, você acaba com meu psicológico com essas palavras de baixo calão.

- Educação de primeira você que dizer Eun-hye?

- É Ahjumma! - ele praticamente gritou.

- Me mostra a certidão de nascimento.

- Eu vou te mostrar é o meu.. - ele mesmo se interrompeu.

- O seu oque? Termina a frase Baekhyun.

- A minha mão na sua cara! Bruxa!

- Tá querendo ficar aí pelo resto da noite?

- Aish. - escutei ele socar alguma coisa lá dentro. Acho bom ele não estar quebrando o "meu" banheiro.

- Porque você compra essas camisas? A manga vai lá no cotovelo. - estendi uma blusa branca a minha frente, ele tinha muitas dessas - pronto, acabei seu estúpido. - bati na porta. 

Eu pisquei e a roupa não estava mais nas minhas mãos. Eu odeio essa maldita velocidade.

- Vá embora.

- Eu quero dormir aqui hoje denovo. - me joguei de bruços na cama.

- Vá embora, S/n. Eu não vou repetir.

- Eu não vou, Byun. - derrepente a porta é aberta bruscamente e ele passa por ela com os cabelos pingando água. Ele andou rapidamente até mim e segurou meus cabelos me obrigando a encará-lo, bem bruto por assim dizer - Já te disseram que em mulher não se bate nem com uma rosa?

- Já te disseram pra não atiçar um vampiro?

- Não.

- Então eu digo. Não.. me atiça. Você não vai querer saber as consequências.

- Opa, e agora? E eu sou muito curiosa cara, oque nós vamos fazer? - dei uma coçadinha no queixo. 

Ele fechou os olhos e me soltou, já disse que gosto da carinha de raiva dele?


- Tá vendo? É por isso que eu terminei o nosso relacionamento. Você é tão ignorante comigo. - ele me olhou incrédulo. Eu funguei o nariz e me levantei da cama - talvez o Kai me trate melhor. - quando eu ia passar por ele, meu braço é puxado e meu corpo prensado na parede.

- Não me provoca, S/n. - fiz cara mais inocente do mundo.

- Do que esta falando Bacon? - ele gruniu e fechou os punhos em frente ao meu rosto. Eu sorri satisfeita e o empurrei de perto de mim lentamente - lado esquerdo ou direito?

- Esquerdo. - suspirou.

- Okay. - saí saltitando até a cama e me enfiei novamente no meio das cobertas - tô com uma vontade de assistir Crepúsculo hoje. - peguei o controle. Foi só o tempo de eu ligar a televisão pro controle sumir da minha mão - Yah!

- De jeito nenhum eu vou deixar você estragar a minha noite.

- Baek, você vai se identificar, eu tenho certeza. - tentei pegar o controle novamente, mas ele desviou - Por favor.

- Se contente de eu deixar você ficar aqui. - se sentou na cama ao meu lado e cobriu as pernas com o edredom.

- Por que você é tão ruim comigo? - debruçei meu braço esquerdo pelo seu corpo até seu pescoço, e ouvi ele gemer baixinho - é o seu ombro?

- Ainda está machucado. A mancha parece crescer a cada minuto. - suspirou.

- Tadinho. - apertei sua bochecha com um beicinho nos lábios - sabe, eu estava pensando e, tudo aquilo que você me disse quando nós nos conhecemos era mentira.

- Tudo oque? 

- Você disse que não sábia o porque de ter sido torturado. Que tinha acontecido por você ser um vampiro, e não porque tinha uma psicopata obcecada por você.

- Eu tinha acabado de te conhecer. De jeito nenhum eu contaria a minha história de vida.

- Você me fez pensar que a Taeyeon fosse a pior pessoa.

- A minha intenção era conseguir a cura e sumir com ela sem olhar na sua cara. - abri a boca chocada.

- Você não presta Baekhyun. E em pensar que no mesmo dia você me agarrou. Você praticamente traiu ela.

- Eu já disse que não te agarrei.

- E a sua tortura por causa das amostras?

- Ah, isso. Bom, sobre Taeyeon eu realmente menti, mas sobre as amostras.. - baixou o olhar e começou a brincar com a barra do lençol - Naquele tempo, foi quando toda a minha vida começou a desandar. - suspirou fechando os olhos - podemos mudar de assunto? Eu não quero falar sobre isso. - eu assenti e recolhi minha mão de volta. De qualquer jeito eu vou arrancar isso dele depois mesmo.

[...]

Escutei meu despertador zumbir na minha orelha me dando o maior susto. Pera, despertador?

- AHH! - praticamente me joguei de cima da cama e corri até o banheiro - BAEKHYUN EU VOU ACABAR COM VOCÊ!

Escovei os dentes na velocidade da luz e sai do banheiro penteando o cabelo. Abri o armário e puxei uma calça preta e uma blusa branca. Uma dica que eu dou pra vocês. Não tentem vestir uma calça jeans com uma mão só, você pode cair e se machucar.

Desci as escadas tropeçando nos próprios pés e arrumando minha bolsa, eu sentia que estava faltando alguma coisa.

- Meu celular! - pisei no patamar e joguei a mochila no sofá. Escutei o grito de Chanyeol e um palavrão alto.

Corri novamente até o quarto, joguei quase todos os meus lençóis no chão pra depois acabar encontrando ele na cômoda do outro lado.

Mereço mesmo!

- Já é a segunda vez que você joga essa coisa em mim.

- Eu não te vi ué, oque posso fazer? - dei de ombros escutando ele resmungar e me direcionei a cozinha.

- Você foi rápida. - Baekhyun olhou o relógio no pulso - tomou banho?

- Seu.. - avançei pra cima dele e começei a esmurrá-lo - a culpa é sua seu vampiro mal amado.

- Aí. Isso doeu. - pôs a mão no peito.

- Que morra.

- Depois eu sou insensível. - me olhou com desdém eu lhe dei um último tapa.

- Vamos logo que eu estou atrasada. - dei as costas em direção a porta da cozinha.

- Você não vai comer? - me virei pra ele e cruzei os braços.

- Olha a minha cara de quem tem tempo pra tomar café da manhã. - apontei pro meu rosto com uma expressão debochada. Ele suspirou e abaixou a cabeça.

- Okay, vamos.

[...]

- Cinco minutos. - eu murmurava freneticamente enquanto corria pelo corredor em direção ao meu armário. Quando eu o encontrei vi uma folha de papel colada na porta - "Vadia nerd lasciva". - acho que a gargalhada que eu dei, assustou algumas pessoas a minha volta - Olha isso moço, pensam que estão me ofendendo. - mostrei a folha pra um garoto ao meu lado que me olhou meio assustado - Aí meu deus eu mereço mesmo.

Peguei todos os meus livros e começei a andar pelo corredor em busca das ameaçadoras, e por coincidência encontrei elas na porta da minha sala sorrindo bobas uma pra outra, enquanto apontavam pra alguém lá dentro, obviamente Baekhyun.

- Hey! - assim que a tal Jiyeon virou o rosto pra mim eu bati a mão com a folha na testa dela - da próxima, vai descer pela sua garganta. - me virei e entrei na sala com a cara mais tranquila do mundo.

Me sentei no meu lugar e respirei fundo. Como é bom dar uma lição em quem merece.

A aula passou rapidamente. Pode parecer estranho, mas a Mina puxou papo comigo, e nós mantemos uma conversa agradável. 

JongIn mandava aqueles olhares "sedutores" e lambia os lábios. Eu mostrava o dedo do meio e ele apenas ria baixinho. 

Baekhyun permaneceu quieto, a não ser no momento em que ele estendeu a mão em cima da minha mesa. Nunca vou entender o porque de ele fazer isso. 

Virei o rosto pra trás e o vi com a cabeça deitada entre os braços. Eu sorri e ele retribuiu de um jeito tímido enquanto escondia o rosto.

Não tô falando que ele é bipolar.

- Oque está acontecendo com você? - entrelaçei meu braço no seu enquanto andávamos pelo corredor em direção a cantina.

- Eu só acordei desanimado hoje. - sorriu fraco provavelmente tentando me tranquilizar, oque obviamente não deu certo.

- Então você dormiu? - ele suspirou pesado - olha, eu realmente não entendo o porque de você não me contar oque está acontecendo. Mas pelo menos ser sincero com seus sentimentos você poderia ser?

- Não adianta, você não me entenderia.

- E porque não?

- Ninguém nunca entendeu, porque isso mudaria logo agora?

- Porque sou eu, Byun.

- Faz diferença? - abri a boca chocada.

- Facada. - pus a mão no peito - Então eu não sou importante pra você? Okay, não olha mais na minha cara. - soltei seu braço e comecei andar sozinha pelo corredor.

- Pra mim tanto faz! - escutei ele gritar. Eu me virei com raiva mostrei o dedo do meio.

- Babaca!

Saí pisando duro e empurrei a porta da cantina com força. Acho até que ela bateu em alguém.

- Oque aconteceu, S/a? - Sehun passou o braço pelos meus ombros.

- Baekhyun aconteceu. - bufei, escorando meus braços em cima da mesa - esse.. vampirinho desgramado.

- Vampirinho? - Wendy franziu as sobrancelhas e eu e os meninos nos entreolhamos assustados.

- É, Wen. Não vê a pele dele, parece que nunca tomou sol na vida, credo.

- Falando mal de mim, Squirtle? - chegou pondo as mãos nos meus ombros me dando um leve susto.

- Não.. me chama.. de Squirtle! - rangeu os dentes.

- Okay, Squirtle. - puxou uma cadeira ao dela se sentou. Yeri bufou e se levantou da mesa.

- Esses dois juntos, são piores que vocês dois juntos. - apontou pra mim e para Baekhyun. Eu o olhei com desdém e ele me olhou com sarcasmo.

- Eu sou inocente. - levantei as mãos pro alto.

- Existe demônio inocente? 

- Cala a boca Baekhyun!

- É sério. Existe? 

- Meu deus. Cala essa boca por favor. - tampei sua boca com a mão - Tá chato pra caralho.

- Nossa. - ele disse abafado - pisa menos S/n. - puxou a minha mão e virou o rosto pro outro lado. Espero que agora ele me deixe em paz.

Passei o olhar pela cantina e avistei Mina saindo da fila com uma bandeja na mão, ela olhou pra todo mundo com um olhar perdido. Aquela tal de Jiyeon e a seguidora dela começaram a andar em direção a ela e eu já previa a merda que ia acontecer.

- Hey, Jiyeon! - ela se virou e revirou os olhos ao ver que eu tinha a chamado - nem pense em fazer isso, ou a próxima coisa que vai acertar a sua testa será o meu punho! Mina, senta aqui! - apontei pra cadeira ao meu lado.

- Oque? - Baekhyun me olhou indignado - já não basta na aula, agora no almoço também?

- A porta é bem ali. Preciso dizer mais alguma coisa? - ele bufou revirando os olhos.

Mina andou rapidamente até nós e se sentou ao meu lado murmurando um "obrigado" bem baixinho. Ela manteve a cabeça baixa e não fez contato visual com ninguém na mesa. Toda vez que Baekhyun se mexia, ela se encolhia na cadeira. Ele traumatizou a garota.

- Toma S/n. - empurrou uma bandeja pra minha frente - e nem adianta falar que não quer.

- Sehunnie.

- Anda logo.

- Aish. - por fora eu estava reclamando, mas por dentro eu estava doida pra comer aquela comida. Fala sério, a treinadora é muito chata.

- Isso não é Kimbap?

- Sim. - esfreguei os pauzinhos um no outro e rapidamente peguei o rolinho, minha boca chegou a salivar. Mas quando eu ia colocar na boca, Baekhyun segurou meu pulso.

- Kimbap não tem carne?

- Não.

- Tem certeza?

- Me deixa comer em paz. Acha que o Sehun me daria algo que colocaria a minha vida em risco?

- Na verdade eu não olhei se tinha carne ou não? 

- Oque? - o olhei incrédula.

- Viu só? Você vai comer mesmo assim?

- Parem de discutir, pelo amor de deus. O mais perto de animal que chega nesse rolinho é o ovo frito.

- Obrigada Suho. Tá vendo, Byun. Solta o meu braço. - ele me soltou e eu finalmente pude degustar o meu Kimbap em paz.

- A Squirtle não vai voltar mais não? - olhou em volta - eu tô no tédio.

- Depois sou eu que não presto. - Sehun disse e concordei dando um "toca aqui" com as nossas mãos.

- Wendy você cortou o cabelo?

- Oh, ela percebeu Junmyeon. - cruzou os braços.

- Não acredito. Que mancada. - Baekhyun balançou a cabeça negativamente - Você não sábia que nós somos obrigados a decorar o visual das mulheres?

- Agora eu sei. - suspirou.

- Tadinho. É por isso que sou independente.

- Vagabundo você quis dizer né, Sehun?

- Falou o fodedor.

- Eu não sou fodedor. - Baekhyun bateu as mãos na mesa com raiva - eu sou cobiçado, é diferente.

- Essas menininhas são umas otárias mesmo. Baekhyun é um babaca, isso sim.

- S/n é engraçada demais. Não cansa de me xingar, mas não saí do meu quarto.

- Yah, não diga coisas que não podem ser colocadas em outro contexto.

- Ah, então se eu dissesse que você roubou a minha.. - enfiei um rolinho de Kimbap com tudo dentro da boca dele.

- Dá próxima, o hashi vai junto. - ele me olhou mortalmente enquanto mastigava a comida. As bochechinhas dele ficam tão fofas quando ele come, parece um bebê - calma garoto, a comida não vai fugir da sua boca não. - ele fingiu que iria avançar em mim dando um susto em Mina que estava ao meu lado. O clima ficou meio esquisito, Baekhyun parecia se divertir muito com o sofrimento da coitada.

- Então, dia vinte é o dia não é S/n?

- É. - minha expressão morreu na hora, e a vontade de comer desapareceu.

- Dia vinte? - Sehun começou a fazer gestos tentando explicar enquanto eu engolia o resto de comida que sobrou na minha boca de cabeça baixa - Ah, entendi. Pra mim, é o dia vinte dois. - levantei a cabeça na hora. Ele me olhava com um mínimo sorriso no rosto que eu acabei retribuindo - dia vinte e dois desse mês.

- Que triste. - Suho fez um beicinho - agora, quem quer festejar nesse sábado? - a mesa permaneceu em silêncio, bem constrangedor - se animem pessoal.

- Junmyeon, sério, para. Vai ser melhor pra você. - Sehun começou a passar a mão pelas minhas costas. Senti algo gelado tocar minha mão. Era a mão de Baekhyun.

- Gente, eu não sou um bebê. - puxei minha mão de volta e bati no braço do Sehun.

- Termine de comer.

- Perdi a fome.

- Termine, de comer. - trincou o maxilar e apertou o punho.

- Vai bater em mim? Eu já disse que perdi a fome. Quer que eu soletre? - ele suspirou e abaixou a cabeça. Ele sempre faz isso quando está pensando em alguma coisa ou tentando não se descontrolar. Vai por mim, eu conheço ele mais do que ele próprio.

- Acho que já tá na minha hora. - Sehun olhou o relógio falso no pulso - mas olha só. Estou atrasado. Adeus.

- Já tá na nossa hora também não é, amor? - Suho também se levantou seguido de Wendy.

- Não me chama de amor, você perdeu esse direito. - ele revirou os olhos e enquanto Wendy começava a xingá-lo por causa do corte de cabelo.

Mina juntou as coisas dela e saiu rapidamente. Ou seja só sobrou eu e Baekhyun, isto é, até ele se levantar também.

Eu encarei o Kimbap a minha frente, e percebi que eu comi mais do que deveria.

- Merda.

- Toma. - empurrou um potinho em minha direção.

- Oque é isso? Sorvete?

- De morango. É o seu favorito não é? Seu irmão disse que você consegue tomar um pote inteiro em duas horas.

- Conseguia. - suspirei - eu não quero. - empurrei pro outro lado da mesa - na verdade eu não posso comer doce até o final desse mês.

- Não pode?

- É Baekhyun, não posso. - suspirei novamente - tem uma seleção no próximo mês e.. eu acho que quero tentar.

- Você disse que nunca iria competir.

- Mudei de idéia.

- Do nada?

- Não foi do nada. Eu tenho conversado com a treinadora e ela disse que eu tenho jeito pra isso. - dei de ombros - Porque tá com essa cara?

- Você disse que iria tentar.

- Eu estou tentando. Você não viu? - apontei para Kimbap a minha frente.

- Do que adianta comer um dia e depois passar a semana bebendo água? - bufei impaciente - Porque você insiste nessa história de ginástica sabendo que não está fazendo bem pra você? Pensa no seu irmão.

- Mas é nele que eu estou pensando nesse tempo todo! - me exaltei um pouco.

- Oque? 

- Nada. Agora me deixa em paz. E muito obrigado pelo sorvete. - peguei o potinho e me levantei - e só pra constar, o meu favorito é de flocos. - me virei e saí andando da cantina com uma expressão confiante, mas que se desmanchou rapidamente antes de eu chegar no meu dormitório. 

Filho da mãe, querendo me comprar com sorvete. 

Olhei o pote na minha mão e pensei se deveria ou não jogar fora. Seria muita mancada minha.

- Ah, foda-se.

[...]

Depois de levar um esporro da treinadora eu desci para o ginásio. Sábia que aqueles rolinhos de Kimbap me trariam problemas.

- E então S/n, oque ela disse? - Lisa me puxou para sentar ao seu lado.

- Sem carboidratos nós próximos três meses. - suspirei.

- Poxa. Sem pizza? - assenti - sem soju no fim de semana? - assenti novamente - tadinha. - deu batidinhas nas minhas costas.

- Por que Deus? - levantei as mãos pro alto - Malditos rolinhos de Kimbap! - praguejei alto com os punhos fechados - Maldito sorvete de morango! Maldito Byun Baekhyun! - apontei pra ele do outro do ginásio - Você me paga seu bastardo! - ele me olhou como se eu fosse louca e virou o rosto - Grrr..

- Se acalma S/a. - passou a mão pelos meus cabelos.

- Como eu vou passar três meses sem comer um grão de arroz sequer?

- Você aguenta. - escutei a voz da treinadora nos fazendo levantar no mesmo instante e ficar em fila uma ao lado da outra - a aula hoje será livre, vocês podem praticar a vontade. - ela olhou diretamente pra mim que abaixei a cabeça - espero que se esforçem bastante para a seleção.

- Obrigado seonsaengnim. - nos reverenciamos e logo todas começaram a práticar.

- Aonde acham que ela vai dessa vez? - Yang sussurrou.

- Provavelmente pra trás do auditório. - um garota de cabelos pretos e longos disse com um sorriso malicioso.

- Olhem, o treinador está saindo "disfarçadamente" na mesma direção que ela.

- Nojento. - torci o nariz.

- S/n, S/n. Tão inocente. - bagunçou meus cabelos.

- Vocês é que não tem vegonha na cara. - olhei para o lado e vi Mina sentada num canto no chão se alongando com uma garota morena. De um jeito bem.. hard, pode-se dizer. É capaz de a deslocar um músculo - Yah, você vai machucar ela não está vendo? - a garota me olhou assustada e saiu correndo - surtada!

- Oque você quer? De verdade S/n? Qual é o seu plano?

- Que plano?

- Do nada, você começa a ser legal comigo mesmo nós nunca nos dando bem. Faz de tudo pra "me proteger", mesmo sabendo que o seu namorado não me suporta.

- Primeiro de tudo, Baekhyun não é meu namorado. E segundo, eu não estou te protegendo, eu só estou evitando que algo pior aconteça. Ou acha que a Jiyeon está satisfeita apenas com o vídeo? Ela vai te aterrorizar, você não entende?

- Eu sei que ela não vai me deixar em paz. Mas eu não preciso que você tome conta de mim, eu sei me cuidar. - bufei impaciente. Não tenho paciência com pessoas orgulhosas.

- Okay. Não vou mais interferir na sua vida.

- Obrigada. - suspirei.

- Olha, eu espero que nós algum dia possamos nos dar bem e quem sabe, ser amigas.

- Eu também. - ela sorriu e eu retribui. Espero que isso dê certo.

Por reflexo passei o olhar pela quadra e vi Baekhyun passar pela linha de chegada. Ele foi o primeiro, os outros estavam praticamente mortos correndo na pista.

- Tsc tsc. O bastardo não sabe nem fingir estar cansado. - balancei a cabeça negativamente.

Aproveitei que a treinadora não iria voltar tão cedo e decidi dar uma passadinha no time de corrida.

- Oh, Byun Baekhyun, você por aqui colega? Então, como anda a sua vida infinita?

- Oque você quer?

- Nada demais, apenas que você prenda o meu cabelo.

- Virou rotina? Tá achando que eu sou cabeleireiro?

- Claro que não meu bem.

- Não me chama assim.

- E porque não?

- Porque eu não gosto.

- Seu grosso. - bufei - vou ali pedir o JongIn, ele me trata melhor.

- Nem pensar. - me puxou pra perto dele e começou a mexer no meu cabelo.

Nunca vai falhar!

- Qual o seu problema com o Kai? Vocês nunca nem conversaram. - cruzei os braços.

- Eu conheço bem o tipo dele. Garotinhas como você sempre acabam com o coração partido e sem virgindade no final.

- Que horror Baekhyun. Tá certo que o Kai não é a melhor das pessoas, mas isso é um pouco de exagero não acha?

- Eu sei do que estou falando. Não se envolva muito com ele. Nem sei oque faria se ele te machucasse.

Ops, tarde demais!

- Tá certo que nós somos íntimos e tals, mas... Isso é obsessão sábia?

- Eu não ligo.

- Mas hoje você tá ignorante pra porra hein?

- Eu já disse que não gosto quando você fala palavrão. - deu um puxão no meu cabelo tão forte que eu cheguei a dar uns passos pra trás.

- Ai seu idiota. Quer arrancar o meu cabelo fora? - passei a mão aonde ele puxou com um bico no lábios.

- Desculpa. - beijou o meu ombro. Eu arrepiei por sentir seus lábios frios em contato com a minha pele descoberta e ele pareceu adorar isso.

- Porque fez isso? - por algum motivo eu senti minhas bochechas ficarem quentes. 

- Porque o Kai estava olhando.

- Oque?

- E também porque eu quis.

- Você é um idiota. Agora essas garotas não me deixaram mais em paz. - cruzei os braços emburrada.

- Eu dou um jeito nisso.

- Não me diga que vai ameaçar todas elas?

- Se for preciso. - me virei pra ele com o cenho franzido.

- Você é algum tipo de psicopata e eu não estou sabendo.

- Sou. O pior deles. - forçou uma voz rouca mordendo os lábios. Olhamos um nos olhos do outro e caímos na gargalhada.

Sempre termina assim!

[...]

Estava chovendo, e não era pouco. Eu pensava que a qualquer momento Baekhyun bateria o carro e que eu morreria enquanto ele teria só algumas escoriações leves. As vezes ficar perto dele me faz sentir frágil e indefesa. Oque claramente eu não sou.

- Aonde estamos indo? - o céu podia estar despencando, mas eu conhecia direitinho o caminho da minha casa.

- Estamos indo pra minha casa.

- Por que?

- Eu tenho que assinar uns papéis.

- Que papéis?

- Eu não sei.

- Como assim não sabe?

- Deixa de ser curiosa garota.

- Curiosidade é uma virtude meu bem. - joguei o cabelo.

- Mania chata de me chamar de meu bem.

- Okay. Vou te chamar de outra coisa.

- Oque?

- Não sei, não pensei ainda. - encostei a cabeça no banco e fechei os olhos.

- Espero que você não durma. Não estou afim de te carregar pra dentro com essa chuva.

- Tão carinhoso quanto um coice de cavalo.

- Oque? - deu uma gargalhada gostosa - dá onde você tirou isso? - continuou a rir com aquela risada grossa, mesmo a voz dele sendo aveludada.

- Eu tenho criatividade, Baekhyun.

- Nem me diga. Ainda não superei o meu suposto estupro. Até eu mesmo estou começando a questionar.

- Viu só? Eu sei do que estou falando? - sorri convencida vendo ele rir baixo.

Quando nós finalmente chegamos eu já estava toda mole no banco, Baekhyun me deu uma sacudida tão forte que eu quase dei um mini gritinho.

Ele abriu a porta e saiu. Enfiei meu celular no sutiã e fechei a minha blusa moletom, se ele molhasse o meu irmão não me daria outro. Mesmo eu já sendo maior de idade ele não me deixa usar o dinheiro da nossa família, até porque dinheiro bateu na minha mão eu gasto.

É como ele me disse quando me entregou "você só vai ter outro quando trabalhar e comprar com seu próprio dinheiro por que se depender de mim..".

Respirei fundo e destravei a porta. Na velocidade da luz eu saí do carro e corri por todo o jardim central até a varanda. Até lá eu já estava insopada.

- Baekkie, porque você não colocou o carro na garagem? - Ahjumma me entregou uma toalha.

- Oque? - olhei para Baekhyun furiosa, ele apenas deu de ombros e começou a subir a escadas - Yah, você fez eu me molhar atoa seu bastardo! - ele continuou a subir e levantou a mão para o alto com se me dissesse que tinha entendido.

Gruni de raiva e comecei a subir atrás dele, só que o demônio pode correr feito um vulto, e antes que eu pudesse alcançá-lo ele já estava no topo da escada, acenando pra mim com um sorrisinho debochado no rosto.

- Você me paga.

- Assim como todas as outras vezes? - cruzou os braços.

- Espere, e verá.

- Não vejo a hora.

[...]

Ahjumma me deu um pijama preto que diz ser de Baekhyun na adolescência. Serviu perfeitamente em mim, nem parece ser daquele bolinho gorduroso.

- Oque você está fazendo aqui denovo? - saiu do quinto dos infernos e me parou no corredor.

- Aí que susto demônia. Oque você quer? Eu não tenho tempo pra suas palhaçadas.

- Pare de dar em cima do Baekkie!

- Oi? Pera aí, acho que meu ouvido tá entupido e eu ouvi errado. Fala nesse aqui pra ver se eu entendo. - virei meu rosto pra esquerda.

- Não se faça de desentendida. Tá achando que aqui virou hotel?

- E você? Tá achando que é dona da casa? Da licença garota, eu tenho mais oque fazer. - empurrei ela sem esforço para o lado e segui o meu caminho.

- Yah! Estou falando com você sua.. sua.. Aish!

Dei de ombros e continuei a caminhar. Ahjumma me disse que a porta do escritório é grande, dupla e branca.

- Essa aqui! - dei um pulinho de intusiasmo - mas, pode ser aquela também. - apontei pra uma porta exatamente igual ao lado.

Affs!

- Byun. - girei a maçaneta e coloquei a cabeça para dentro. Ele estava sentado numa cadeira atrás de uma mesa com com alguns papéis a sua frente.

Eu entrei no cômodo e caminhei silenciosamente até ele, ele parecia bem concentrado.

- Bacon gorduroso. - sussurrei com meus lábios colados ao ouvido dele.

- Oque? - virou o rosto pra mim deixando nossos lábios bem próximos. E só pra provocar o filho da puta passou a língua por eles.

- Vou te chamar de bacon gorduroso.

- Deixa eu adivinhar. Por que eu sou gordo?

- Esperto você.

- Cara de pau. - ele deu um riso soprado e desviou o olhar para os papéis a sua frente.

- Obrigada. - me sentei em uma cadeira em frente a mesa - oque está fazendo?

- Resolvendo uns problemas.

- Hum. - coloquei meus braços na mesa e segurei o rosto com as mãos - é que eu tô no tédio. - fiz um beicinho triste.

- Quando eu terminar, eu assisto um filme com você.

- Vai mexer no meu cabelo? 

- Vou. - sorriu.

- E acariciar o meu braço?

- Sim. - seu sorriso se alargou mais ainda.

- Então eu espero. - deitei minha cabeça na mesa e fechei os olhos. Escutei ele sussurrar algo inaudível e afagar os meus cabelos.

Observei Baekhyun atentamente por mais alguns minutos, até meus olhos pesarem e eu cair no sono.

[...]

- YAH!

- Eu disse que você me pagaria. - saí correndo quando ele rosnou e praticamente pulou da cadeira.

Eu tentei com todas as forças sair daquela cantina, mas parecia que todo mundo ali estava contra mim, logo hoje eles decidiram dar um role por aí atrapalhando o caminho das pessoas civilizadas, e eu meu claro.

- Eu disse que não se deve atiçar um vampiro. - me puxou para ele e agarrou o meu pescoço.

- Vamos com calma aí meu amigo. Bater em mulher é crime.

- Eu tenho cara de que me importo com a lei por acaso?

- Na verdade, você tem cara de que dá o assento pra velhinha no ônibus.

- Eu não ando de ônibus.

- Agora além de insensível também é arrogante? - ele aplicou pressão nos seus dedos em volta do meu pescoço me deixando levemente apavorada - Tá, tá. Desculpa.

- Desculpas não vão fazer as minhas roupas secarem. - acabei dando um risinho lembrando da cara surpresa dele quando o copo virou de uma vez na cabeça dele - Não ria eu estou falando sério! - ele disse entredentes apertando mais ainda o meu pescoço.

- Baek.. você está me machucando. - segurei seu pulso. Ele pareceu se divertir com a minha fala me puxou pra mais perto.

- Eu gosto disso. - sussurrou dando um sorriso um tanto, psciopata.

- Disso oque?

- Sentir as suas veias pulsarem na minha mão.

Oi?

- É como se a sua vida dependesse de mim. Como se você respirar fosse uma escolha minha. - dei uma risada nervosa e tentei puxar a sua mão do meu pescoço, mas obviamente falhei.

- Já pode parar agora, Baekhyun. Eu já estendi.

- Eu sempre imaginei como seria o gosto do seu sangue.

- Aham, como daquela vez? Eu não vou cair no seu joguinho dessa vez. - tentei novamente puxar seu braço, eu já estava começando a me desesperar - me solta, Baekhyun! - me debati com toda força que eu tinha. Num movimento rápido ele me virou de costas e passou o braço pelo meu pescoço.

- Fica quieta, e eu acho melhor você me escutar. - sussurrou com uma voz extremamente calma e sombria - Nós não gostamos de pessoas desobedientes.

- Nós? 

- Eu e o "Baek".

- Você está brincando com a minha cara não é? - cruzei os braços não acreditando naquilo que eu estava ouvindo. 

- Talvez. - bufei - eu posso ter muitos problemas, mas dupla personalidade não é um deles.

- Graças a deus. - fiz o sinal da cruz. Se um Baekhyun eu já não aguento imagina dois? - agora pode me soltar? Essas garotas estão quase me matando com o olhar. - ele deu uma risadinha e finalmente tirou o braço de cima de mim - Você me machucou seu idiota. - dei um soco em seu estômago.

- Yah! - e assim começou tudo denovo. Só que agora o caminho estava livre pra eu correr por onde quissesse. E ele também é claro.

- Dá pro casalzinho sentar e parar de palhaçada? - Suho se levantou da cadeira irritado. Eu e Baekhyun nos olhamos confusos e fomos nos sentar caladinhos. E o tadinho do Baek ainda estava molhado. Mas é claro que ia impor respeito ao Hyung dele, e eu o ao meu "Oppa".

- TPM? - sussurrei para Sehun, mas obviamente Suho ouviu pois me mandou um olhar mortal.

- Wendy tá de greve desde o dia do corte de cabelo.

- Nossa.

- É isso aí amiga, tem que impor ordem. - Yeri levantou a mão e elas deram um "high five" - esses homens de hoje em dia não prestam. - ela e Baekhyun se olharam.

- Isso foi uma indireta Squirtle? 

- Se você se identificou, oque eu posso fazer? - Baekhyun fingiu que iria avançar nela e ela fez a mesma coisa.

- Vão começar vocês dois?

- Beija logo esse garoto Wendy. Assim ninguém aguenta. - apontei pra Junmyeon.

- Oi, S/n. - Mina chegou e se sentou ao meu lado. Depois daquele dia nós temos conversado muito e descobrimos muitas coisas em comum. Posso dizer que agora somos boas amigas. O único que não gosta disso é Baekhyun claro, já que nem disfarça os olhares de ódio pra garota. Não entendo por ele não gosta dela - um tal de Yixing me pediu pra te entregar isso, e o Kai isso aqui. - estendeu um papel grande e um pequeno.

- Yixing? - faz tempo que não o vejo, dá última vez ele estava no corredor mostrando foto das ovelhinhas de estimação dele para as pessoas, e eu era uma delas.

- Quem é Yixing? - Baekhyun arrancou o papel da minha mão.

- Ei! - tentei pegá-lo. Mas ele levantou no alto com uma mão e empurrou meu peito com a outra, mas acontece que eu sou uma garota - seu safado. - me afastei horrorizada e tampando o busto com as mãos.

- Tinha alguma coisa aí? Porque eu não senti nada.

É oque?

- Oque você disse?

- Nada. - abriu o papel e começou a ler, como se nada tivesse acontecido - "S/n, eu te amo, vamos viver felizes pra sempre com nossas lindas ovelhinhas no arco-íris do amor." - arregalei os olhos e cumprimi os lábios, não sei era porque eu estava tentando não rir ou porque estava com vergonha. Sábia que ele não tinha perguntado se eu gostava de arco-íris atoa - esse garoto é drogado?

- Não fala assim dele. - arranquei o papel das suas mãos - foi fofo.

- De nada amiga.

- Como assim de nada?

- Fui eu que te apresentei ao Yixing. Querendo ou não, eu te ajudei a conquistar alguém. - ri soprado e me concentrei no outro papel que eu tinha em mãos.

Quando eu desdobrei aquele papel foi como se meu mundo caísse, eu podia ouvir o som do espelho se quebrando ao fundo e eu voltar a realidade.

O desgraçado ainda teve a audácia de escrever um "Não vejo a hora" no final da folha junto de um coração.

Amassei o papel com toda a raiva do mundo e atirei na peste sentada em outra mesa com os amiguinhos dele. A bolinha acertou sua cabeça fazendo ele virar o rosto e sorrir convencido.

- Pega o seu dez e vai catar coquinho no quinto dos infernos! Embuste!

- Pra que essa raiva S/a? - Sehun acariciou minhas costas - Você acabou de receber uma declaração. - meu humor imediatamente mudou ao me lembrar da carta do Yixing. Eu apertei o papel em meus braços com um sorriso bobo nos lábios.

- Ele é tão fofo Sehunnie. - vi Baekhyun pelo canto do olho, totalmente aéreo - acho que tô apaixonada.

- De nada mais uma vez. - Yeri jogou o cabelo curto pra trás - Não é uma alegria Baekhyun, S/n finalmente vai desencalhar.

- Sim, uma alegria. - ele virou o rosto e sorriu mínimo, bem forçado - eu.. tenho que trocar essa roupa molhada e ir para o treino, adeus. - ele nem esperou ninguém responder e já se levantou.

- Essa Yeri não presta. - Sehun balançou a cabeça negativamente.

- Ué, eu só devolvi as provocações. - deu de ombros.

- Mas ele nunca envolveu seus sentimentos no meio. Dessa vez você pegou pesado.

- Aish, assim vocês vão me fazer sentir culpada.

- E com razão. - Suho se manifestou pela primeira vez fazendo todos nós o olharmos. Ele logo abaixou a cabeça provavelmente envergonhado.

- Nós também temos que ir para o treino. - Mina sussurrou na minha orelha.

- Okay, vamos. Tchau gente. Tchau Sehunnie. - dei um beijo em sua bochecha - tchau casal. Tchau Squirtle.

- Yah! - me levantei e rapidamente caminhei pra fora da cantina antes que Yeri decidisse puxar os meus cabelos.

- S/n, por acaso, Baekhyun gosta de você? - Mina perguntou assim, "como quem não quer nada".

- Sinceramente eu não sei, ele não fala sobre seus sentimentos. Ele sempre guarda tudo pra si próprio. - me lembrei de quando Ahjumma me contou isso, e também de que ele sente a dor dos outros mesmo não querendo. Acho até que é por isso que ele não mantém relações com ninguém a não ser eu e o pessoal.

- Hum, entendi.

[...]

Rodei a fita pela milésima vez e joguei para o alto, dei um giro e estendi a mão, o estilete caiu diretamente na minha palma, sem eu nem mesmo olhar.

- Parabéns S/a! - Sook bateu palminhas e eu sorri em agradecimento.

- S/n, tem alguma coisa acontecendo com Baekhyun. - Mina sussurrou pra mim quando me sentei perto dela.

- Oque? - desviei o olhar pra ele do outro lado da quadra. Ele parecia bem pra mim, tirando o fato de que andava de um lado para o outro e tinha uma careta no rosto.

- Ele perdeu a última volta.

- Idai?

- Isso nunca aconteceu, vai por mim, eu sei do que estou falando. - Ah é mesmo, ela era uma das muitas obcecadas por ele - Só observe que você vai saber oque estou falando. - assenti e virei meu corpo em direção ao time de corrida.

- Quem é aquele loiro? - apontei.

- Huang ZiTao, intercambista da China.

- Ele é bonito.

- Mais que o Kai? - sorriu maliciosa.

- Bom.. - desviei o olhar.

- Vamos lá S/n, quem é mais bonito, JongIn ou ZiTao?

- Baekhyun. - ele pareceu escutar eu dizendo seu nome e virou o rosto em minha direção. Mas simplesmente sacudiu a cabeça e virou o rosto para frente novamente.

- Concordo. Mas o Sehun também, que perdição. - abanou as mãos perto do rosto e nós rimos juntas. Impressionante como nossa relação mudou de ódio, pra ''melhores amigas para sempre" - olha, eles vão começar novamente.

Me concentrei no time de corrida e percebi a diferença de altura entre eles. Baekhyun é o mais baixo concerteza, não pude evitar sorrir com isso. Me faz lembrar de o quão gordinho e fofinho ele é.

Mas rapidamente esse sorriso desapareceu quando eu vi ele colocar a mão no peito e apertar.

Vai dar merda!

Me ajoelhei no chão e esperei qualquer sinal pra que eu pudesse correr em sua direção e arrastá-lo pra algum canto.

- Baekhyun não faz isso. - eu murmurei. Ele sacudiu a cabeça e se posicionou.

Antes que o treinador pudesse dar a largada ele deu passos cegos pra trás e caiu de joelhos no chão.

- Droga! - me levantei rapidamente do chão e corri em sua direção.

- S/n espera! - Mina veio atrás de mim. A essa hora eu já tinha atravessado todo o ginásio e me aproximava de Baekhyun que se contorcia no chão.

- Hey! - me ajoelhei a sua frente - Baekhyun olha pra mim. - tentei tocar seu rosto, mas ele agarrou meu pulso e puxou minha mão até seu peito.

- Faça parar, por favor.

- Eu não posso fazer nada, sinto muito. - vi ele trincar o maxilar e apertar o meu pulso. Lágrimas se formaram no canto dos seus olhos, meu coração se apertou levemente com isso.

- Eu não.. - ele olhou nos meus olhos e derramou uma única lágrima, foi o suficiente para eu puxá-lo pra mim.

- Calma Baek, vai passar. - alisei seus cabelos. 

- Dói, S/n, dói muito.

- Eu sei, eu sei. - dei uma olhada em volta e vi todo o time de corrida junto da Mina, nos encarando - Será que alguma alma boa aqui pode me ajudar? Ou ele vai ter que desmaiar pra alguém se importar?

- Ah, sim, levem ele pra enfermaria. - o treinador apontou pra dois dos garotos que assentiram.

- Não! Não precisam levar ele pra enfermaria, só o dormitório já é o suficiente. - Baekhyun apertava cada vez mais a minha mão contra seu peito, ele parecia querer que a dor parasse com apenas isso, mas isso não ia acontecer.

- Está louca? Como não precisa? Olha pra ele. 

- Eu sei do que estou falando. - olhei o treinador com um olhar irritado. Por que ele não pode simplesmente me ouvir?

- E quem é você afinal?

- Sou a namorada dele!

Tá, talvez eu tenha me precipitado, mas cara, ele está quase morrendo em cima de mim, oque eu podia fazer?

- Namorada?

- É, namorada. Eu sei exatamente como cuidar do "meu namorado" então será que alguém pode levar ele logo pra porcaria do dormitório!

Okay, eu definitivamente não estava bem da cabeça. Sei lá, talvez seja o desespero, ou o fato de que a minha paciência esgota muito rápido.

Eu só acordei pra vida quando senti Baekhyun soltar o meu pulso. Eles o puxaram pra longe de mim e o tiraram do chão.

Eu me levantei e observei o tal ZiTao e um outro garoto carregá-lo pelos ombros em direção a saída.

- Vai com ele. - sussurrei perto do ouvido de Mina que se assustou e pôs a mão no peito.

- Oque? Claro que não, você que tem que ir, ele é o seu namorado não é? - me olhou debochada.

- Faz esse favor pra mim, eu preciso resolver outra coisa.

- Que coisa?

- Não importa, só vai com ela. Não precisa ficar com medo, ele não vai te machucar.

- S/n..

- Por favor, eu te devo uma. - juntei as mãos.

- Aish, ele não gosta de mim você sabe. 

- Idai? Ele não é um monstro.

- Esse é o problema, ele é sim. Você não viu oque eu vi. Ele disse que beberia todo o meu sangue e depois cortaria meu corpo em pedaços. Ele é um psicopata S/n, você não entende.

- Estou dizendo, ele não vai te machucar, eu sei disso. - ela suspirou - Vai, eu não vou demorar.

Mina on

Quatrocentos e um, esse era o número do dormitório dele. Foi bem difícil entrar no prédio sem ninguém me perceber, as aulas já tinham terminado, muitas pessoas estavam reunidas lá. Mas por sorte eles não me viram.

Andei rapidamente pelo corredor observando o número de cada porta, quando finalmente achei a que procurava um menino saiu de lá, Taehyung era o nome dele, mais um dos idiotas do grupinho do Namjoon. Não acredito que um dia eu os chamei de amigos. 

Babacas!

- Oque está fazendo aqui? - antes mesmo de eu entrar no quarto a voz dele entrou pelos meus ouvidos. Ele não estava nem me olhando, como sábia que era eu? - não vou perguntar de novo.

- S/n pediu pra que eu ficasse aqui, ela disse que precisa resolver um problema.

- Que problema?

- Não faço a mínima idéia. - escutei um suspiro.

- Pode ir embora, eu não preciso de babá.

- Não é como se eu fosse te dar banho ou colocar você pra dormir, eu só preciso me certificar de que não vai morrer até que a sua "namorada" esteja aqui. - ele rosnou e virou a cabeça em minha direção com uma expressão de raiva.

Ela disse que ele não é um monstro! Se acalma, ela  também disse que ele não vai te machucar!

- Vai ficar na porta até quando? Quer que te vejam? Estúpida. - fechei os punhos e empurrei a porta atrás de mim com certa força - senta, você em pé está me dando agonia.

Caminhei até a cama ao lado da sua, claramente pertencia a Taehyung, mas eu preferia me sentar ali do que muito perto dele.

O silêncio permaneceu por longos minutos, eu continuava sentada na mesma posição, ele deitado do mesmo jeito, só que brincava com a barra do lençol. Parecia uma criança, totalmente diferente do verdadeiro Baekhyun.

Derrepente ele puxou o edredom de cima de si e se levantou da cama.

- Aonde você vai?

- Tomar banho. Porque? Quer me seguir até o banheiro também? - pegou qualquer roupa que viu pela frente e saiu pela porta.

Bufei e passei a mão pelos meus cabelos, isso vai ser mais dificil do que eu imaginava.

[...]

Minutos depois ele passou pela porta com uma toalha nos ombros, seu cabelo pingava água, ele vestia um blusão branco e uma calça moletom preta.

É a primeira vez que eu o vejo assim, ele parece tão minúsculo com essa blusa.

- Pare de me encarar.

- Ah. - virei meu rosto pra frente imeditamente - desculpa.

Escutei seus passos e logo depois ele passar por mim secando os cabelos. Ele deixou a toalha pendurada no armário e se dirigiu a cama, antes de se deitar ele me mandou um olhar debochado.

Porque ele me trata assim? Eu nunca fiz nada de mal a ele, na verdade, eu nem nunca falei com ele direito. Mas como ele tinha dito daquela vez, eu mexi no que é dele.

Ele se deitou de costas pra mim e assim ficou. Pensei que ele já tinha pegado no sono, mas então eu comecei a escutar uns murmúrios, estiquei o pescoço pra tentar olhá-lo mas tudo oque eu vi foram seus cabelos pretos.

Me levantei da cama e caminhei cautelosamente até o seu lado. Sua mão esquerda estava embaixo do rosto e ele parecia dormir tranquilamente, bem, parecia não é mesmo.

- Você vai me beijar? - ele abriu os olhos e deu um sorriso de canto. Só aí eu percebi que nossos rostos estavam bem próximos um do outro. Eu me afastei imediatamente - Está assustada? Eu não mordo, pode ficar tranquila. - ele continuava com aquele maldito sorriso nos lábios.

- Aish. - dei passos cegos pra trás e por sorte acabei sentada em uma poltrona.

- Desastrada. - senti sua mão em volta do meu pulso, de alguma forma me segurando. Sua pele estava gelada, seus dedos formigavam em volta do meu pulso. Ele percebeu o meu desconforto e rapidamente soltou meu braço.

Fechei os olhos e enterrei o rosto nas mãos. Isso não pode estar acontecendo, eu não posso me deixar levar por esses simples gestos, ele não me suporta, tudo isso não quer dizer nada. Eu não posso me iludir.

Levantei o rosto e encarei ele já novamente deitado sobre a cama, como se nada tivesse acontecido.

- Mexa nos meus cabelos.

- Oque?

- Mexa, nos meus cabelos. Não questione, apenas faça. - me olhou sério e irritado ao mesmo tempo.

Isso não faz sentido!

Que tipo de pessoa pede uma coisa dessas?

Estendi a mão e toquei seu cabelo com receio. Eram extremamente macios, estavam úmidos e isso de algum jeito os faziam brilhar.

Eu fiquei tão entretida que me esqueci de tudo em volta, que era o cabelo dele que eu estava tocando. Quando eu parei pra raciocinar meu sorriso ia de orelha a orelha e meus olhos provavelmente brilhavam. Agora a criança era eu.

- Não pare. - escutei um sussurro um tanto manhoso fazendo meu sorriso se desmanchar aos poucos. Eu engoli em seco e olhei pra baixo vendo Baekhyun de olhos fechados, provavelmente aproveitando todo o carinho que ele estava recebendo.

Foi então que a ficha caiu. Isso não podia acontecer, como eu me deixei levar tão fácil? Porque eu aceitei vir pra cá mesmo sabendo o que ele pode fazer comigo? E pior, sabendo dos meus sentimentos por ele? 

- Porque parou? Eu disse que não era para parar! - ele deu um berro, e eu juro ter visto seus olhos brilharem em vermelho.

- D-Desculpa. - me encolhi na poltrona. Eu tinha quase certeza de que ele iria me machucar. E isso se tornou óbvio quando senti sua mão gelada agarrar o meu pulso - Não me machuque, por favor. - fechei os olhos com força e me encolhi mais ainda na poltrona.

Não aconteceu absolutamente nada, eu senti o aperto no meu pulso afroxar e as lágrimas quentes descerem pela minha bochecha. Lembranças daquele dia no corredor vieram na minha cabeça intensificado cada vez mais o choro. Talvez seja drama da minha parte mas, os dentes afiados e os olhos vermelhos não saíram da minha cabeça.

Como S/n consegue conviver com ele?

Tomei coragem e primeiramente abri os olhos, tudo parecia ter parado no tempo, ele continuava segurar o meu braço, eu continuava encolhida na poltrona só que agora tremia de medo. Chega até a ser patético.

Ouvi ele suspirar logo depois me dar um puxão, eu dei um gritinho pelo susto e fechei os olhos novamente esperando oque estava por vir.

Nada. Não aconteceu absolutamente nada. Agora eu estava sentada na cama dele, ao lado dele, perto dele. Impossível meu coração não se alterar com isso.

Senti minha mão tocar algo macio, abri os olhos imediatamente e virei o rosto. Minha mão estava novamente em seus cabelos.

- Eu não vou te machucar, eu só quero que acaricie os meus cabelos. Oque tem de mal nisso? - ele murmurou a última parte com um bico nos lábios. Era.. fofo?

Oque? Como assim? Desde quando Baekhyun pode ser fofo?

- Vamos lá Mina, eu quero que essa tortura acabe logo.

Tortura? Então pra ele ficar perto de mim era tortura? Confesso que isso doeu mais do que eu esperava.

Eu afundei a mão em seus cabelos e passei a unha com força em seu couro cabeludo. Talvez eu esteja sim com raiva, e talvez eu queira ver ele sofrer.

Mas acho que não teve efeito algum, pois ele fechou os olhos e se virou de lado na cama. 

- Não adianta você tentar me machucar, não vai funcionar. - voltou a dar aquele sorriso de canto que só sabia o deixar ele mais bonito ainda - já ouviu falar em masoquismo? - arregalei os olhos surpresa - ah, e sadismo também, a sensação é duas vezes mais prazerosa.

Eu não estava acreditando nisso, Baekhyun é sadomasoquista? Pera, porque eu tô surpresa mesmo?

- V-Você quer dizer que..

- Eu gosto da dor. - abriu os olhos e encarou os meus, ele passou a língua lentamente pelo lábio inferior e deu uma mordida em seguida - principalmente no sexo. - eu engoli em seco e desviei o olhar, pude sentir minha bochechas ficarem vermelhas - Está com vergonha? Pensei que gostasse desse tipo de coisa. - obviamente ele estava se referindo ao maldito vídeo que destruiu a minha vida.

- Aquilo foi armação, as pessoas que eu pensei serem minhas amigas me apresentaram a um tão de Namjoon e.. o resto você já sabe.

- Foi armação me meter no meio também? - acho que agora meu rosto inteiro estava vermelho. Ele tinha que me lembrar desse maldito fato - Você podia ter dito o nome de qualquer inútil nesse maldito campus, mas não, eu fui o "sorteado".

- A culpa não é minha.

- E de quem é então? Minha, por não fazer absolutamente nada?

- Aish. Será que podemos mudar de assunto? Já basta as chacotas pelo corredor. - suspirei.

- Estúpida. - murmurou se remexendo na cama.

- Para de me chamar de estúpida!

- Para de ser estúpida! E não grita comigo! Estúpida. - bufei de raiva e virei meu corpo para o outro lado. Acho bom S/n não demorar muito, porque eu irei embora e deixarei esse idiota sofrendo de não sei oque, sozinho.

O tempo passou correndo pra mim, eu encarei a lua pela janela e pensei em toda a minha vida patética e o oque irei fazer com ela depois da faculdade. E eu estava começando a considerar a possibilidade de ser sustentada pelos meus pais, minhas notas não são as melhores e eu tenho certeza que o máximo que eu conseguiria no mercado de trabalho é atendente no McDonald's. Só de imaginar o cheiro da gordura eu chego a arrepiar.

Escutei novamente murmúrios, virei o rosto para o lado e vi que Baekhyun estava com a cabeça tombada enquanto mantia a mão pressionada contra o peito.

Oque eu deveria fazer? Ele parece estar sofrendo, mas não sei se ele merece ajuda.

- Oque está acontecendo com você? - ele não me respondeu. Na verdade ele não fez nada, simplesmente continuou na mesma posição. Confesso que isso me preocupou um pouco - Ei, ouviu oque eu disse?

- Fica quieta, por favor. - sussurrou com uma voz sôfrega.

- Eu estou tentando te ajudar seu idiota! - virei meu corpo para ele e estendi minha mão para tocar sua testa. Ele não estava com febre, na verdade, a pele dele estava gelada - meu deus, você não está nem um pouco bem.

- Jura? - a voz dele se tornava cada vez mais baixa, como se ele estivesse perdendo a consciência.

Ver o garoto que você está perdidamente apaixonada sofrer não é nem um pouco prazeroso. Eu preferia estar no lugar dele. Na verdade, eu acho que morreria por ele.

Sem nem pensar duas vezes ou sequer raciocinar, eu puxei a mão dele que estava sobre seu peito e coloquei a minha no lugar. Como se eu quisesse puxar a dor dele para mim.

Ele suspirou e me encarou com uma expressão indecifrável, calado, sem quaisquer reação. Só então eu percebi a merda que tinha feito.

Tentei puxar a minha mão de volta, mas ele segurou o meu pulso.

- Não. - arregalei os olhos e abaixei a cabeça. Agora é aquele momento em que ele me humilha por eu ter o tocado - a sua mão é.. quente, faz eu me sentir.. melhor?

Franzi o cenho e levantei novamente a cabeça. Ele está me perguntando?

- Faz? - só pela expressão dele, eu podia ver que ele estava tão confuso quanto eu.

- E-Eu não sei.

Ele gaguejou, isso demonstra nervosismo não é? Ele está nervoso? Por que? Fui eu o deixei assim?

Não, impossível. Ele não gosta de mim.

Pare de tentar se iludir, Mina!

Vinte minutos depois e eu continuava na mesma posição. Baekhyun agora tinha os olhos fechados, mas a mão dele continuava fechada em volta do meu pulso.

- A sua mão, é fofa. - dei um risinho fraco, mas logo percebi oque tinha dito e desviei o olhar envergonhada.

- Eu sei que é. - ele sorriu ainda de olhos fechados.

- E.. o seu cabelo parece..

- Algodão doce?

- Não. - franzi o cenho - eu iria dizer nuvem. - ele abriu os olhos e me encarou confuso - por que pensou que eu fosse dizer algodão doce?

- Ah, nada. Eu só, pensei. - agora ele parecia envergonhado - Mina?

- Oque?

- Desculpa, por ter sido um babaca com você, e, aquela vez no corredor, eu não queria..

- Tudo bem, eu entendo. Você mesmo disse, eu mexi no que era seu. 

- Não, não é isso. Oque você viu.. - senti um arrepio percorrer meu corpo só de lembrar - esqueça, por favor esqueça. Finja que esse dia nunca aconteceu.

- Por que..

- Só me promete que vai esquecer, por favor. Vai ser o nosso segredo.

Nosso segredo?

Byun Baekhyun tem um segredo guardado comigo?

Como não se iludir desse jeito?

- Okay, eu não vou contar pra ninguém. - ele suspirou aliviado - mas.. oque é.. aquilo? - me referi aos seus olhos vermelhos e os dentes extremamente afiados.

- É mais complexo do que parece, um dia você vai saber.

- Hum, okay. - fiz um bico emburrado. Poxa, pensei que estivéssemos progredindo aqui.

- Você é fofa. - ele deu uma risadinha rouca. O som da risada dele é tão bonita. Aigoo, deixa de ser trouxa menina.

Um tempo se passou e eu vi Baekhyun fechar o olhos de um jeito lento, ele estava caindo de sono. E eu tenho certeza que não demoraria muito tempo pra eu também estar.

- Kitten. - ele murmurou.

- Oque?

- Eu vou te chamar de Kitten.

Talvez ele não seja realmente um monstro no afinal das contas.



Quanto mais me aproximo mais forte a dor vai ficar..


Notas Finais


Quem aí shippa MiBaek, BaekNa ou BaekMi?
Tenho certeza que muitas de vcs. 😂
Quem é Kai e S/n perto de Mina e Baek.

Kitten, melhor apelido da vida.😂

Desculpa gente, mas é importante para o andamento da fic.

Como diz a Rosé "oque você vai fazer quando eu chegar com isso?"
Tchau💋💋


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