História Moonlight - Capítulo 5


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Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Cora Hale, Derek Hale, Lydia Martin, Scott McCall, Stiles Stilinski
Tags Sterek
Visualizações 124
Palavras 3.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal!!!

Voltando com mais um capítulo fresquinho ^^ dessa vez mostrando mais um pouco dos novos personagens e um momento sterek muito bom (espero que curtem)
No próximo cap já garanto para vocês mais surpresas ><
Queria agradecer aos comentários que me incentivam <3
(Se alguma palavra estiver trocada ou errada podem me falar que eu edito na hora <3)
Desculpe qualquer erro e boa leitura!!!

Capítulo 5 - A coisa


Bervely estava sentada em sua cama com os joelhos próximos ao peito enquanto deixava as lágrimas escorrerem por seu rosto se lembrando dos acontecimentos da madrugada anterior.

Os gritos de Lil e Rick ainda ecoavam em sua mente.

Gritos que eram de puro desespero e dor.

A loira tentava ainda compreender o que foi aquilo que havia visto, foi tudo muito rápido e quando ela menos esperou durante toda correria ao olhar para trás de Rick ela viu Lil.

Mas o rapaz japonês estava totalmente diferente, o rosto sem o maxilar mostrava apenas a arcada dentaria de cima e não havia língua, o braço esquerdo em carne viva mostrando até o branco dos ossos e muito sangue escorrendo por todo canto.

A garota nunca viu tanto sangue assim na vida.

Rick entrou em combate corporal com aquilo gritando para que ela fugisse, no desespero a mesma começou a correr e foi então a ultima vez em que ela tinha visto o ruivo com vida.

Mas ainda assim havia uma coisa que não saia da mente da loira.

Eram os olhos de Lil... Ou melhor, a falta deles. Haviam duas covas escuras no lugar e tinha um brilho pálido e tenebroso no fundo deles.

Algo que não saia de sua cabeça.

Mais uma lágrima escorreu enquanto um som de um trovão ao longe tirou Bervely de seus pensamentos seguido de uma rápida queda de energia em sua casa onde todas as luzes se apagaram.

Ela se viu na escuridão total, ouvindo apenas sua mãe exclamar algo do quarto ao lado do seu. Ainda tentando fazer sua visão acostumar com o escuro um som estranho de algo se abrindo se fez presente e uma brisa tocou a sua perna a fazendo arrepiar. Ela acabou por se encolher mais na cama sentindo uma sensação de que estava em perigo.

Então de repente a luz voltou.

A claridade fez a mesma dar um pulo na cama de susto e seus olhos azuis foram direto para o armário embutido na parede oposta, onde a porta estava entreaberta o que a garota se lembrava de ter fechado antes de se deitar.

Bervely engolia em seco sentindo a respiração ficar ofegante olhando fixamente para aquela fresta. Com cuidado a mesma deslizou suas pernas para fora do colchão tocando no chão gelado e se forçando a levantar.

Mesmo usando um pijama de frio a loira sentia um arrepio na espinha e fechou os punhos sentindo suas unhas fincarem na palma de sua mão. Caminhando lentamente a mesma tinha  intenção de ver melhor, porque sua janela estava fechada e não havia nenhuma explicação para a brisa e muito menos para a porta do armário estar um pouco aberta.

-O que você está fazendo Bervely? – A voz de sua mãe fez a mesma se assustar soltando uma exclamação de surpresa.

Na porta Katie a encarava com uma expressão de confusão e dúvida. A mesma olhou para o armário assustada e sua mãe seguiu os seus olhos ficando um pouco desconfiada. Caminhando sem medo a mulher mais velha abriu a porta do armário com tudo fazendo Bervely recuar alguns passos no ato.

Katie olhou para dentro e o que via eram apenas roupas bagunçadas e amarrotadas. Voltou seu olhar para filha desapontada percebendo a cara inchada de choro da mesma.

“Ainda deve estar drogada” Pensou a mulher com desgosto.

-Venha ajudar a fazer a janta! – Sentenciou secamente enquanto saia batendo os sapatos contra o taco de madeira deixando a loira olhando para dentro do armário totalmente normal.

Passando a mão nos cabelos e sentindo que estava ficando maluca Bervely preferia ocupar sua mente logo e ir ajudar Katie.

Limpando os olhos com as costas da mão direita a loira fechou a porta do armário com força antes de se virar e seguir a outra mulher.

“Devo estar ficando doida” Pensou ainda sentindo uma pontada de desconfiança em sua mente.

 

 

                                                                           ***

 

-Stiles?! – Noah chamou o filho que parecia estar no mundo da lua.

O castanho piscou os olhos e voltou sua atenção para o próprio pai sentado logo a sua frente. Estavam jantando juntos na mesa como tinham o costume de fazer todo sábado e o xerife contava sobre o seu dia para o filho que parecia estar pensamento em mil coisas.

-Perdão pai! – Pediu sorrindo e voltou seu olhar para o prato mexendo no purê de batata antes de levar uma garfada até a boca – O que você dizia ? – Continuou com a boca cheia.

Noah balançando a cabeça enquanto sorria de lado começou a falar sobre um problema de digitação que Parrish havia cometido em uma queixa, mas a cabeça de Stiles ainda estava preso nos acontecimentos daquela tarde maravilhosa com o moreno de olhos esverdeados.

Ele  preferiu deixar os pensamentos de lado até que o jantar terminasse e o pai fosse para o banho. Que enquanto ele lavaria a louça do jantar iria desfrutar em sua mente mais uma vez tudo que aconteceu.

Enquanto ensaboava os copos totalmente feliz e com o coração cheio de alegria começava a se lembrar de tudo que fizeram durante o dia.

Ele e Derek jogaram jogos praticamente a tarde inteira, mas os intervalos foram acompanhado de olhares e toques simples que faziam até agora sua pele arrepiar.

Era impressionante o que o outro causava em seu corpo.

Também havia sido a primeira vez em que viu o outro mais velho tão descontraído e sorrindo como um jovem normal. Até mesmo parecia mais jovem quando não estava franzindo o cenho e fazendo aquela cara antipática o tempo todo. 

A voz do Hale também não era tão autoritária assim quando ele estava tranquilo, nada de meia palavras também o outro havia soltado o verbo durante o jogo.

Stiles sorria ao degustar em sua mente cada detalhe que guardou daquela tarde.

Ele ainda conseguia sentir o calor corporal do outro como se estivesse do seu lado, o odor gostoso do perfume forte e os detalhes belos que o outro carregava.

O sorriso que combina tão bem em seu rosto mostrando uma fileira de dentes lindos.

A postura descontraída e até mesmo seus pés descalços que eram enormes e engraçados.

Era assim que Derek Hale era realmente.

Hoje ele se mostrou um jovem que passou a tarde com um amigo comum.

O castanho mordeu os lábios inferiores ao pensar nessa palavra.

Um amigo que quer bem mais que amizade...” Deixou esse pensamento deslizar por sua mente.

Stiles junto com toda admiração também sentiu  os desejos reprimidos que eram sempre aflorados de noite ou em seus sonhos. Como a vontade de sentir o sabor dos lábios do moreno, a textura de seu cabelo, a sensação de sua barba em seu rosto e de olhar em seu rosto enquanto o beijava.

Apenas de imaginar o rapaz deixou um talher escorregar de sua mão o trazendo de volta para realidade. Seu coração estava disparado e em sua mente o desejo estava tão vivo que repercutia por todo o seu corpo fazendo ficar em total excitação.

Parando de lavar a louça o mesmo agora procurava o seu alto controle.

“Eu queria tanto!” Pensou enquanto toda aquela alegria começava a dar lugar a um sentimento de falta.

Porque ele já havia escondido seus sentimentos  a tanto tempo que não havia se tornado mais fácil como imaginava que se tornaria, muito pelo contrário estava  a cada dia mais impossível de ocultar a verdade.

Principalmente com Derek agora ficando mais próximo de si.

"Universo que me ajude!" Pensou soltando o ar de seu pulmão.

 

              

                                                                     ***

 

Deitado em sua cama vestindo apenas uma bermuda do pijama verde água Dallas observava o namorado que estava sentado no chão com as pernas cruzadas em total concentração.

Na frente de Sam havia algumas cartas longas que tinham na parte de trás o desenho de uma lua e o sol entrelaçados e na parte da frente o que elas significavam

Praticamente eram cartas de tarô.

O mesmo coçava o peitoral totalmente com sono se recusando a dormir antes do outro, mas precisava confessar que dessa vez estava demorando mais que o de costume, visto que não era a primeira vez em que o castanho fazia aquilo.

-Você pode dormir meu bem! - Sam disse abrindo os olhos devagar com um sorriso se formando no canto de seus lábios.

Dallas se esforçou e acabou por sentar na cama coçando os cabelos que era de um tom de loiro mais escuro, quase como um caramelo. Ele era dotado de uma beleza felina e chamava muito atenção por onde é que passava.

-É que estou cansado da viagem – Contou abrindo a boca de sono em um bocejo barulhento – Achou algo?

Sam balançou a cabeça negativamente enquanto olhava para as cartas a sua frente, ele havia conseguido sentir a energia de apenas três delas, o que era estranho já que para ele era fácil lê-las.

-As cartas não estão estão dizendo nada... É como se fosse alguma coisa estivesse exercendo alguma força sobre elas.

-E essas que você puxou? – Dallas agora inclinou a cabeça para ver os desenhos que eram repletos de detalhes e cores pálidas.

A primeira carta era um belo desenho de uma mulher de cabelos negros que usava um vestido branco de babados bem detalhados, o segundo era uma caveira sombria com uma foice em sua mão  e a terceira era uma mulher nua com os cabelos loiros escondendo as partes intimas.

-São a Sacerdotisa, a Morte e a Virgem – Samuel passou a mão sobre elas tentando entender algo – Mas não faz sentido uma combinação desse tipo. Pelo menos não sem outras para criar um contexto.

O castanho parecia totalmente perdido, sua clarividência nunca havia falhado antes com as cartas que recebeu de sua mãe. Para ele era como sentir um formigamento em sua palma ao entrar em contato com as mesmas seguido de um sussurro em sua mente confirmando que aquilo significava alguma coisa, mas naquele momento ele não sentia nada.

O rapaz com rosto felino queria ajudar o outro,mas ele não podia fazer nada, afinal não era dotado de tais dons.

-Eu poderia tentar...

-Não! – Dallas endureceu a expressão no mesmo momento já sabendo o que o outro iria dizer.

Sam se levantou do lugar em que estava e foi até a beirada da cama e ficando de frente para o outro. Ele usava um pijama preto bem solto e confortável.

-Vai dar tudo certo! – Afirmou enquanto fazia carinho em um dos lados do rosto do outro que fechou os olhos com o contato. Dallas muitas vezes se comportava como leão de verdade.

-É perigoso amor – Respondeu o outro cheio de preocupação – Você se lembra da primeira vez...

-Eu não tinha o conhecimento que tenho agora – Argumentou mostrando o quão irredutível seria qualquer tentativa de o convencer do contrário.

-A qualquer sinal de perigo você volta para mim – Falou olhando nos olhos do mesmo – Promete?

Samuel retribuindo observando os olhos cor hazel que o encaravam  exalando sinceridade e compaixão.

-Prometo! – Em seguida o castanho deu um selinho rápido antes de voltar para se sentar no chão reunindo todas as cartas e tirando do caminho.

Dallas agora olhava com uma expressão preocupada e com os ombros tensos recebendo um sorriso tranquilizante do outro em resposta.

Samuel fechou os olhos em seguida buscando a concentração enquanto respirava profundamente ouvindo apenas o som de seu coração. Naturalmente a cada inspiração o mesmo sentia uma força dentro de si se movimentar, algo que era vivo e que estava sempre em expansão.

O outro rapaz que observava ficou vidrado quando viu a aura vermelha começar a surgir nas palmas da mão de seu namorado, eram como se fossem um tipo de energia brilhante que ficava se movimentando  por entre seus dedos. Então  o mesmo começou a levitar ficando centímetros acima do chão.

Para o castanho funcionava como uma faísca que se acendia em seu peito sendo transportado por sua veia para todo o corpo, algo tão natural quando respirar só que maior.

O mesmo deixava toda energia fluir por seus poros sabendo que era feito dela também.

Quando Samuel abriu os olhos os mesmo agora estavam inteiramente brancos e sua expressão era de pura tranquilidade. Dallas sentiu o coração acelerar receoso e com medo porque o outro havia acabado de conseguir entrar no estado em que queria.

Já para Sam  foi como abrir os olhos e estar agora em um lugar totalmente diferente. Era tudo escuro e silencioso onde ele só conseguia ver o próprio corpo. Era de um breu mais escuro que a própria  escuridão.

A compreensão daquele lugar era extensa demais para qualquer um e o máximo que ele sabia era que aquelo local funcionava como uma fenda dimensional, uma espécie de limbo onde pessoas com o poder igual ao dele conseguiam acessar com treinamento. 

Retirando os pensamentos aleatórios de sua cabeça o mesmo voltou a se concentrar no que queria e fazer a energia escarlate fluir por suas mãos. 

“Mostre-me” Pensou enquanto movia os braços como se estivesse afastando uma neblina.

Aos poucos uma parte logo na sua frente foi aparecendo e ganhando forma, era um chão de terra cheia de musgos e alguns insetos rastejantes. O cheiro daquele local inundou as narinas de Samuel que tossiu no mesmo momento.

Era um cheiro pútrido de carne que fez o outro dar ânsia de vômito.

No chão ele começou a perceber partes do que pareciam membros em total decomposição vendo até mesmo ossos de animais e humanos.. Sam sentiu uma pequena dor de cabeça e tudo ficou um pouco translucido indicando que precisava usar mais o seu poder. 

Ele não podia recuar agora.

Com o pescoço dolorido e sentindo um peso em suas costas o castanho continuou e deixou a energia em sua mão ficar mais intensa fazendo agora seus olhos brilharem com o feito.

Tudo começou a ganhar mais forma e foi se alongando e ganhando mais metros quadrados mostrando o que parecia uma ser uma caverna, Samuel tentava absorver todos os detalhes rapidamente e ignorar aquele odor que estava piorando a dor de cabeça.

Foi então que inesperadamente ele ouviu algo se mexer em meio a escuridão e sentiu mãos longas e fortes segurarem em seu pescoço tirando todo o seu folego daquele momento fazendo-o perde a concentração e soltar uma exclamação de surpresa.

Sentindo seu poder esvair ele fechou os olhos enquanto se debatia e quando abriu novamente  se viu no chão com Dallas em cima dele o sacudindo. Sentia algo quente escorrer pelo seu rosto e a voz do namorado  ganhando mais nitidez aos poucos, porque parecia que todo o som estava abafado.

-Sam!  – Chamava o sacudindo em total desespero - Samuel!

Dallas não entendeu o que aconteceu, ele estava observava o outro tranquilamente quando o mesmo começou a fazer uma expressão de esforço sendo capaz de ver as veias em seu pescoço se tornarem mais nítidas, e então o sangue começou a escorrer de seu nariz aos poucos . Foi nesse momento que ele deu um pulo da cama para ajudar o namorado que fazia barulhos estranhos de sufocamento, então o mesmo tombou no chão com força abrindo os olhos em seguida ofegando.

Sam tocou no liquido que sentia em seu rosto e percebeu que era sangue se assustando e imediatamente limpando com as costas da mãos.

Ele tinha pavor de ver sangue.

-Querido eu estou bem! – Tremendo ele tentava tranquilizar o outro se levantou para pegar um copo com água.

Seja o que tinha apertado  sua garganta o mesmo sentiu que foi por pouco que não havia quebrado seu pescoço.

Dallas voltou correndo com um copo com água e papel para que limpasse melhor o nariz. O castanho bebeu tudo enquanto massageava o pescoço de leve sentindo a dor.

No rosto do outro estava a preocupação e a curiosidade estampada.

-Amor – Samuel respirava agora mais tranquilamente – É bem pior do que imaginamos!

 

                                                                     ***

 

Derek havia estranhado ao chegar em casa e não encontrar Cora, mas logo se tranquilizou ao ver que a  mesma havia deixado um bilhete avisando de sua saída e o outro sentiu até um pouco de alívio porque poderia ter um momento só dele.

Agora o lobisomem se encontrava em seu quarto que era um pequeno comodo na parte de cima que antes era um quartinho da bagunça que agora havia colocado uma cama e um criado mudo para ele ter sua privacidade enquanto sua irmã ficou com o quartinho ao lado da cozinha.

Ele havia acabado de chegar no pequeno quarto após um banho relaxante e demorado, fazia tempo em que não ficava tranquilo assim, afinal agora com Cora morando com ele era preciso fazer alguns esforços e mudanças no hábito.

Sua irmã mais nova não merecia ficar vendo-o andar pela casa apenas de toalha, entre outras coisas.

Mas agora ele podia desfrutar um pouco disso aproveitando para retirar a toalha e se sentar na cama , mas por precaução trancando a porta antes. Era uma sensação de liberdade ficar nu em seu quarto.

Ele secou os cabelos lentamente aproveitando a massagem no couro cabeludo e então se deitou colocando a toalha debaixo da cabeça como um travesseiro para não molhar o colchão. Levou os braços até a cabeça e respirou enquanto olhava para o teto branco e comum sentindo seu corpo se secar lentamente por completo.

Aquela tarde havia sido tão maravilhosa, porque após todos esses anos em que estava treinando e vivendo por vingança o mesmo aproveitou aquele dia como alguém comum.

Stiles não sabia o que fazia para o deixar confortável e alimentado, oferecendo a todo momento algum alimento ou bebida.

Fechando os olhos o mesmo conseguia ainda sentir o cheiro natural do humano misturado com um pouco de seu perfume amadeirado. Era confuso estar tão perto assim do Stilinski uma vez em que acostumou a só trocar farpas com ele.

Stles tinha um papo bom e não forçava nada, era tão natural e agradável estar perto dele que Derek ficava com uma vontade de não ir embora.

“Tudo tão confuso” Derek agora esfregava o rosto enquanto sentia várias sensações dentro de si borbulharem.

Depois de tanto tempo se privando de qualquer sentimento de conforto e felicidade o mesmo não estava conseguindo lidar com tais coisas. Em sua mente apenas continua indo e vindo a imagem de Stiles sorrindo e levantando as sobrancelhas de forma natural.

Era tão agradável estar ao seu lado e de sentir um pouco de contato físico por menor que fosse.

Derek sentia uma mistura de alegria e desejo revirar em seu peito.

O lobisomem se assustou ao perceber que estava um pouco animado demais sentindo uma parte de si dar um sinal que não era costumeiro com tal pensamento referente ao humano.

Se sentando apressadamente Derek puxou a toalha e a apertou contra o baixo ventre escondendo o que estava se pronunciando. Sem graça ele engolia seco e buscava alguma resposta mais lógica.

Mas ele sabia que não havia.

O moreno já era adulto, entendia o que tudo significava e o que as reações de seu corpo estavam querendo dizer.

Cabia agora a Derek escolher até quando ficaria fugindo de seus sentimentos... Sejam eles quais fossem.

        

                                                                             ***

    

Bervely estava já deitada em sua cama após ter lavado a louça do jantar sem trocar nenhuma palavra com Katie durante o processo, porque tudo o que a mesma dizia a mãe rebatia com xingamentos e observações rudes.

No fim de tudo ela preferiu ir para cama mais cedo do que ficar na presença tóxica da mesma. Sua mãe não a entendia, nunca  a entendeu.

O único que o fez foi Richard...                

Bervely sentiu novamente as lágrimas apontarem no canto de seus olhos e aquela pontada de dor em seu coração de saudade do ruivo. Ela se encolheu na cama unindo a mão na frente da boca para abafar qualquer som que poderia sair de sua boca caso começasse a chorar.

Foi então que ouviu o ranger costumeiro de algo ser arrastado devagar e abrindo os  olhos  a loira  acompanhou mesmo no escuro a porta de seu armário branco deslizar para o lado lentamente sozinha. A mesma arregalou os olhos e começou a se sentar na cama um pouco estática com a voz morta em sua garganta.

Então algo saiu de lá de dentro rolando pelo chão fazendo um som típico de metal ao rolar e em seguida caiu bem ao lado de sua cama em um parte banhada pela luz do poste da rua. Os seus olhos ao caíram sobre aquele objeto ficaram enormes de total assombro e a mesma soltou um gemido de medo.

Era a aliança de compromisso de Rick.

-Bervely... – Uma voz sussurrou da escuridão, era arrastada e fina quase como se estivesse ficando rouca.

Ela sentindo todo seu corpo tremer sabia que a voz vinha de dentro do armário  e levantando os seus olhos conseguia ver apenas uma escuridão e levitando no meio dela dois olhos brancos a observando malignamente.

Bervely sem pensar deu um impulso para se levantar da cama, mas foi então que uma força sobrenatural a jogou de volta no colchão com tudo. A mesma sentia mãos invisíveis segurarem seus pulsos e tornozelos a prendendo com firmemente  e uma pressão em seu peito a impedindo de respirar direito.

O desespero tomou conta de si sentindo as lágrimas escorrerem e a vontade de começar a gritar  por ajuda, mas tudo em vão era totalmente inútil a mesma  estava paralisada de todas as formas.

Impedida de falar e de se mover.

A loira com o canto dos olhos viu quando algo mais escuro  começou a sair arrastado do pequeno armário. O som horrível de juntas se soltando como se estivessem se quebrando  ao sair daquele lugar, mas ela conseguia ver claramente os  olhos leitosos focado em si.

Aquele ser então começou a se levantar ficando de forma corcunda e retorcia se movendo  para perto dela lentamente enquanto a mesma se contorcia desesperadamente gemendo  observando aquilo se aproximar.

Aquele ser estava se deleitando ao ver o desespero da outra.

A coisa continua se movendo sem tirar os olhos dela indo em direção agora ao pé da cama observando todo o corpo da mesma durante o processo. Então com uma de suas longas mãos com garras amareladas ele tocou em sua perna sentindo a pele macia da loira que estava amedrontada.

Uma mancha de urina foi se formando no colchão da mesma e ela a encarava com a expressão de puro pânico. 

-Você não achou que ia conseguir escapar de mim – Grunhiu aquele ser soltando uma risada assustadora  se divertido ao ver aquilo– Não é mesmo, Bervely?

                                       

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gostaram?
Deixem um comentário se puder porque me faria muito feliz >< <3

Até a próxima sexta e um super beijão do Canário <3


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