História Moonlight Sonata - Capítulo 1


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Categorias Resident Evil
Personagens Chris Redfield, Jill Valentine
Tags 1998, Chris Redfield, Jill Valentine, Mansão, Resident Evil, Stars, Valenfield
Visualizações 14
Palavras 1.759
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Fluffy, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Apenas uma ideia repentina que estava me perturbando e resolvi escrever.
A fanfic é um momento alternativo que talvez poderia(ou é fanfic pura) ter acontecido na campanha do Chris, em algum tempo antes da Jill sumir e ser presa nas instalações.

Perdão por qualquer erro presente no capítulo.
Boa leitura. ;)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Moonlight Sonata - Capítulo 1 - Capítulo Único

1998 – Spencer’s Manor

 

Pelos corredores da antiga mansão, Chris Redfield vagava pelo segundo andar a caminho da sala de jantar. Ao dobrar o corredor, ele pode ouvir o resmungar do zumbi próximo a porta da sala de armaduras, o que o fez erguer a pistola instintivamente.

“Estão por toda parte...” – Concluiu em pensamento ao descarregar três tiros sobre o corpo do zumbi, acertando sua nuca no terceiro, estourando e espalhando seus miolos pelo cômodo ao lado; junto ao sangue que se espalhava pelo tapete, o manchando.

Suspirou, inalando o cheiro podre a carniça que se intensificou no ambiente, o que o fez segurar a respiração por um momento ao distribuir passos até a porta, evitando o cheiro por um curto período de tempo.

Passou pelo hall superior em direção as escadas, acompanhado pela fraca iluminação dos lustres que o rodeavam, junto aos flashes dos relâmpagos que espelhavam pelas paredes aos trovejos.

— Wesker? Jill? – Chamou a procura dos companheiros, descendo as escadas. E pela segunda vez, nenhum sinal deles durante todo o trajeto.

Aquilo já o estava preocupando...

— Merda... preciso encontrá-los logo. – Caminhou em direção a porta dupla, adentrando a sala de jantar.

Rodeou a mesa enquanto analisava o ambiente outra vez, tendo sua atenção voltada ao antigo relógio.

Tinha algo mais, ele podia pressentir...

A mansão era um lugar completamente estranho e bizarro, como se todos os objetos tivessem uma espécie de quebra-cabeça ou enigma imensurável por trás deles. Aquele lugar já o estava enlouquecendo, literalmente.

Desviou para a lareira, analisando o brasão bronzeado que estava incrustado na parede. Era como se tivessem alguma relação, pelo menos é o que sua intuição o dizia.

Sem questionar muito, Chris removeu o brasão do lugar ao colocá-lo em seu inventário, pondo-se parado em frente a lareira. Assumiu uma expressão pensativa, ainda sem saber qual seria o seu próximo passo.

Aquela mansão era imensa, a própria planta já era um quebra cabeça.

 

Seu transe logo foi quebrado, ao ouvir um som abafado e baixo soar pela porta do corredor da sala de chá.

— O que foi isso? – Questionou ao arquear o cenho, dirigindo-se a porta que levava ao próximo corredor.

Ao adentrar, pode ouvir melhor o som, que aparentava ser a melodia de algum piano tocando por perto.

“Quem estaria tocando piano nesse lugar?” – Questionou confuso e desconfiado, caminhando na direção a qual o barulho se intensificava.

Talvez descobrisse quem estava por trás desse show de horrores, ou alguém que pudesse explicar o que houve nesse lugar.

Avistou um zumbi morto há alguns metros da porta, manchando o tapete, cheio de buracos feitos por disparos em seu corpo.

Ele lembrava de ter passado por esse zumbi, mas ele não chegou a matá-lo...

“Quem teria feito isso?”

 

Para ele aquilo significava um bom sinal, algum S.T.A.R.S. havia passado por ali recentemente.

Estando próximo da porta trancada, pode notar que estava aberta pela falta da tranca, alguém havia a aberto.

Colocou a mão suavemente sobre a maçaneta enquanto a outra empunhava sua Samurai Edge, a abrindo com cautela máxima para não alertar o pianista sobre sua presença. Quando seus olhos passaram pelo cômodo ao abri-la, pode avistar a parte superior de uma boina extremamente familiar, pertencente a um rosto feminino de aparência esbelta que se encontrava abaixado por cima do antigo piano, fitando atentamente suas teclas.

Seus olhos estavam surpresos, sentindo a felicidade e um súbito alívio subir de seus pulmões, acompanhado de uma sensação calorosa e ensurdecedora que emanava de seu interior.

— Jill!? – Não pode deixar de exclamar em surpresa ao avistá-la, o que a fez saltar em espanto, perdendo o ritmo da melodia.

— Chris! – A expressão dela suavizou ao avistar o rosto, recuperando o fôlego pelo susto repentino. A passos apressados ela caminhou em sua direção, envolvendo-o em um abraço caloroso e cheio de saudade.

— Fico feliz em te ver. – Ele retribui o abraço com intensidade, enquanto um sorriso maior se desenhava em seus lábios.

— Que bom que está bem, eu estava preocupada. – Separaram do abraço, fitando-se enquanto seguravam ambos os pulsos.

— Eu também. O que importa é que estamos bem. – Ela assentiu em resposta, o que logo o fez fitar a volta. — Onde está o Wesker? – Perguntou emaranhado ao notar sua ausência, supondo que ela ainda estava com o capitão.

— Eu não sei, Chris. Quando nos separamos no hall, Wesker pediu pra mim checar o andar superior, quando voltei ele já não estava mais lá.

— Que estranho... – Concluiu. — Mas o capitão sabe se virar, ele deve estar em algum canto da mansão. – Jill assentiu com seriedade, logo caminhando de volta ao piano.

Chris rodeou o ambiente, concluindo que era um bar ligado a uma pequena biblioteca. Seu olhar voltou até Jill, vendo-a encarar a partitura que se encontrava acima do teclado.

— O que está fazendo? – Questionou confuso, ainda sem entender o porquê ela estava tocando aquele piano.

— O piano está ligado a aquela barreira. Se eu tocar a partitura, acho que posso removê-la. – Chris desviou para a parede que bloqueava o caminho, a analisando.

— Vou te deixar tocar, não quero te atrapalhar. – Me pus ao canto do piano, próximo a porta que levava aos corredores. Ela me lançou um olhar curioso, o que a fez sorrir por um instante.

— Não seja bobo, pode ficar. – Sorri, me afastando para observar os quadros e demais acessórios nas paredes. Pude ouvir o som da melodia iniciar, enquanto me mantinha focado nos detalhes.

De alguma forma, aquela melodia transmitia calma, aliviando a tensão que o silêncio e a escuridão por si só já emanavam sem precisar da presença de mortos vivos. Chris caminhou até a biblioteca com uma estante empurrada para o canto, o que supôs que Jill havia feito. Puxou os livros empoeirados ao soprá-los, a procura de arquivos ou escritos que indicassem pistas.

Ao colocá-los no lugar, caminhou ao cruzar o bar, se dirigindo para o quadro atrás do piano. Sem mais nada para averiguar, desviou até Jill, aproximando-se ao pôr-se em pé ao lado dela, a observando com o braço direito apoiado por cima do piano.

As mãos dela deslizavam delicadamente pelas teclas do piano, enquanto seus dedos teclavam suavemente as notas da partitura de uma antiga melodia popular de Beethoven, a qual já ouvido muitas vezes sem nem sequer saber o próprio nome.

Ela nem precisou praticar, tocava a partitura com facilidade sem nem ao menos se dar o deslize de errar uma só nota. Ele sabia que ela tinha aptidão para aprender rápido, além do talento para com o piano... não era a primeira vez que a via tocar em um deles.

Se fosse ele tocando o piano no lugar dela, sabia que iria errar todas as notas e estouraria os próprios tímpanos se tentasse...

Deixou-se sorrir ao soltar um riso baixo, admirando a face séria e dedicada que focava entre as teclas e a partitura do instrumento.

Se tratando de instrumentos, preferia o conforto que as seis cordas de uma guitarra o proporcionavam, era infinitamente mais fácil de tocar em sua convicção. Mas se tratando de pianos, não tinha a sobra de dúvidas que Jill é a melhor que havia ouvido.

“Jill Valentine...”

“Como podia ser tão talentosa?”

Continuou a observá-la com ternura enquanto ela terminava de finalizar a melodia, por fim, pressionando ambas as mãos para causar o som final. Ela fitou o teclado pensativa, a espera de alguma reação.

— Você nunca perde o toque... – A elogiou, o que a fez sorrir em resposta, logo desviando para o barulho do mecanismo da parede.

De fato, ela jamais o perdia, seja para com as fechaduras ou as teclas de um piano...

 

Ao adentrarem na abertura, Jill ajoelhou-se ao retirar o brasão incrustado sobre o suporte do monumento. A parede voltou-se a se fechar, deixando-os presos no espaço.

— Droga, a saída está trancada. – Jill diz, segurando o brasão dourado. — Acho que terei de devolvê-lo.

— Espera... acho que tenho o outro brasão. – Chris retirou o brasão bronzeado do inventário, o colocando em seu lugar, o que logo liberou a saída.

— Obrigada, Chris. – Agradeceu, o que o fez assentir em resposta ao sorrir.

— Vem, vamos voltar para a sala de jantar. – Retiraram-se para fora do bar, voltando para o corredor da sala de chá.

Ouviram-se disparos de pistola e um grunhido estranho virem em direção da porta próxima ao corpo de Kenneth, o que chamou sua atenção.

— Você ouviu isso?

— Sim, veio daquela direção. – Jill gesticulou, o que o fez assentir.

— Vamos averiguar.

— Eu vou. Você tem que colocar o brasão de volta no lugar, não podemos perder mais tempo aqui. Deve ser o Barry ou o Wesker. – Ela pronuncia, esperançosa.

— Não, é arriscado se separar de novo. – Ele tenta protestar.

— Confie em mim, Chris.

— Mas, Jill... – Ele demonstra preocupação, o que o logo a fez caminhar em sua direção, lhe depositando um beijo em seus lábios.

— Está tudo bem, voltarei logo. – Ele suspirou em derrota, assentindo em resposta.

— Está bem...

— Chris... – Ela o chama ao vê-lo colocar a mão na maçaneta, recebendo sua atenção. — Se cuida. – Pode-se notar o zelo em seus olhos, seguido da mesma preocupação que o acompanhava.

— Você também, Jill. – Ela dobrou o corredor, sumindo de vista seguido do barulho da porta.

Chris suspirou fundo ao girar a maçaneta, voltando a sala de jantar.

Ele detestava a ideia de perder mais um S.T.A.R.S. naquela loucura de lugar, principalmente se tratando da mulher que amava. Mas ele conhecia seu potencial e capacidade o suficiente pra saber que ela iria se virar, mas ainda assim... o medo podia ser algo inconsciente as vezes.

Sacudiu, afastando os pensamentos e a sensação dolorosa que o assombrava, incrustando o brasão sobre o molde abaixo das espadas cruzadas. O relógio soou repetidamente, revelando uma abertura para mexer na ordem dos ponteiros.

Ao aproximar-se, pode ler uma frase gravada nele:

“Quando os dois atravessarem um ao outro, o caminho para o seu destino abrirá”.

Encarou o quadro ao lado, o que supôs ser o que o relógio o estava indicando.

Assim que ajustou o relógio as seis horas, o mesmo deslizou para o lado, revelando uma abertura com uma chave.

“É a chave do sótão...”

Apressou-se a caminho do novo objetivo, voltando a seguir sua jornada solitária.

Ele sabia que o quanto antes terminasse, mais cedo essa loucura iria acabar.

 

 

 

 

Não se preocupe Jill.

Nós vamos sair daqui...

Todos nós.


Notas Finais


Agradeço a cada um que leu até aqui, até a próxima o/


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