História Morando com um Estranho - Capítulo 15


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Categorias EXO, Kris Wu, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Comedia, Exo, Hanhun, Hunhan, Junmyeon, Krisho, Kriswu, Luhan, Minseok, Sehun, Selu, Suho, Sukris, Xiuhan, Xiulu, Xiumin, Yifan
Visualizações 39
Palavras 3.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 15 - Sinônimos entrelaçados


Fanfic / Fanfiction Morando com um Estranho - Capítulo 15 - Sinônimos entrelaçados

Depois do lanche barra almoço barra café da manhã, Luhan me levou ao tal lugar que ele havia mencionado antes. Era um pet shop. Nós gastamos cerca de cinquenta minutos ali porque Luhan estava decidindo qual cachorro levar. Depois de muita dor de cabeça, reclamações - ele diz que os animais que eu escolhi eram todos feios ou sem graça, no entanto, continuava pedindo a minha ajuda para escolher um - , e de quase matar um filhote ao deixá-lo cair no chão, Luhan finalmente escolheu um: o primeiro cachorro que eu coloquei na lista dos descartados por ele.

Era um filhote de poodle e Luhan o nomeou de Chu.

Depois do alvoroço no pet shop, Luhan me obrigou - sim, estou sendo dramático - a irmos à casa de Minseok e deixá-lo tomar conta do Chu enquanto ele e eu íamos comprar comida e itens que o cachorro precisaria.

Eu, obviamente, não me apresentei na frente do Minseok. Luhan subiu sozinho para o apartamento dele e voltou com as mãos fazia.

– Ele aceitou cuidar do Chu. Achou ele uma graça!

– Ele aceitou ou você o obrigou a aceitar?

– Ai seu grosso! – ele deu um tapa de leve no meu braço. – Minseok aceitou com livre e espontânea vontade porque ele não é um chato como você.

– E você quer que eu acredite nisso?

– Bem, acreditando ou não, vai interferir em nada na minha vida.

Decidi ficar calado.

Passamos o restante da tarde indo de um lado para o outro, comprando rações, escova de bebê, shampoo de bebê, mamadeira, chupeta, uma banheira de plástico e mais um monte de baboseira. Se quiséssemos adotar uma criança já tínhamos o enxoval completo - Luhan me fez até mesmo comprar fraudas.

E quando eu digo "Luhan me fez comprar", estou me referindo que eu mesmo paguei por tudo. Luhan apenas pagou as rações, o restante foi todo por minha conta - a limpa na carteira é real.

O mais estranho de tudo é que eu aceitei - talvez não tão de boa - pagar todas aquelas besteiras sem reclamar muito. Adivinha por quê?

– Eu estou tão feliz!

Luhan se jogou no sofá com um sorriso escancarado no rosto e apontou para o meu quarto, numa ordem silenciosa que eu deveria colocar tudo o que EU comprei no nosso quarto. Bem, nosso, tecnicamente, porque ele também usa o quarto.

– Eu vou no apartamento do Minseok pegar o Chu – ele gritou da sala.

– De jeito nenhum! – gritei de volta e saí correndo do quarto. – Vá arrumar as coisas do Chu, eu mesmo irei buscá-lo.

– Alguém está com ciúme~~ – ele riu, cantarolando.

– Eu? Com ciúme de você? Haha, vai sonhando.

– Eu disse "alguém", se se ofendeu é porque tem culpa no cartório.

– Vai à merda – bati a porta com força e fui para o elevador.

Eu não estava com raiva, não. Muito menos com ciúmes - ok, talvez eu estivesse sim, um pouquinho. Mas meu real motivo para ir buscar Chu era outro. Eu iria arrancar alguma informação do Minseok de qualquer maneira.

O caminho do meu apartamento até o de Minseok era pequeno, por isso fui a pé mesmo. Quatro quadras depois eu estava no prédio do meu chefe. O porteiro anunciou a minha presença e Minseok deu autorização para eu subir.

– Sehun – ele disse assim que abriu a porta para mim e me deu espaço para passar. Seu apartamento era grande, muito bem organizado, limpo e com uma vista maravilhosa para o parque da outra rua onde crianças brincavam no fim da tarde.

Chu estava deitado inocentemente em seu sofá.

– Chu é um ótimo cachorro. Bem quieto, na verdade.

– Eu sei. Por isso mesmo ele foi o primeiro que escolhi dentre todos do pet shop.

Houve um silêncio. Minseok apontou para o sofá, e atendendo ao seu pedido silencioso, me sentei de frente para ele.

– Você quer conversar comigo, não quer?

– Como você sabe disso?

Ele riu.

– Intuição talvez, ou o fato de você estar sem jeito como se quisesse me pedir alguma coisa mas não tivesse coragem.

Suspirei. É agora. Espero que ele coopere.

– Você gosta do Luhan – fui direto ao ponto chave da conversa que teríamos. Minseok assentiu, e entendi aquilo como um incentivo para eu continuar. – Vocês já namoraram – Minseok balançou a cabeça, negando. Gelei.

– Luhan e eu nunca namoramos. Eu nunca o conheci, realmente. Não até o dia em que ele apareceu no trabalho com você.

– Mas- ele me disse…

– Eu sei o que ele lhe disse. Eu deixei que ele falasse para o mundo e o fundo que nós namoramos e que eu ainda sou supostamente apaixonado por ele – Minseok riu. Não havia arrogância ou ressentimento na sua voz ou sorriso, apenas uma diversão contida pela situação e possivelmente pela minha cara de boboca que eu estava naquele momento. – Não vou perder tempo te contando o que você já sabe. Ele certamente te contou sobre os irmãos e sobre sua doença e também sobre o problema que tem na cabeça. Aquele que o faz se confundir com o próprio irmão – assenti. – Bem… Luhan novamente se confundiu. Não que eu tenha tido um relacionamento com o Yan, o irmão dele. Yan e eu ficamos quando éramos adolescentes, foi apenas uns beijos, e nunca mais nos vimos depois daquela noite. Coincidentemente, anos depois, Yan começou a namorar um amigo próximo a mim – ele riu. – Fico aliviado por não ter tido uma relação mais profunda com ele. Então… é estranho apenas conhecer o irmão do Yan depois dele já estar… morto – ele franziu o cenho.

– O quê?!

– Enfim-

– Que história é essa do Luhan já estar morto? – me levantei. Estava começando a me irritar essa história do Luhan estar morto. Odeio esse tipo de brincadeira.

– Fique calmo, Sehun. Não estou tentando lhe assustar ou te deixar irritado. Eu apenas... – ele se levantou também. – O que você faria se descobrisse que alguém com o qual você está convivendo na verdade já morreu há anos?

Essa pergunta novamente…

– Parece desesperador, eu sei. É por isso que você supostamente tem que ser mantido no escuro. Você sabe o que Paz significa, Sehun? E silêncio? Sabe os sinônimos dessas palavras?

Começou o jogo de palavras e frases em códigos. Como diabos eu iria entender aquilo?

– Não quero te confundir. Você tem que estar bem, Sehun. Logo tudo estará de volta ao normal, e todos nós estaremos livres desse pesadelo – ele suspirou. Um suspiro de alívio… era nítido. – Não precisa ir trabalhar amanhã. Carpe diem com o Luhan – ele sorriu de lado.

– Minseok- que merda você está falando?

– Você logo irá saber, não se preocupe. Apenas aproveite o dia. Sabe que terça Luhan irá embora, certo? Por isso não precisa ir trabalhar amanhã.

Respirei fundo. Esse não era o rumo que eu queria para esta conversa.

– Como está o seu irmão? – indaguei e me sentei novamente no sofá. Eu não iria embora até entender mais coisas… mesmo que o meu coração esteja acelerado e eu esteja com um estranho pressentimento ruim.

– Junmyeon… ele está feliz. Estou feliz por ele também – Minseok sorriu. – Você vai gostar de vê-lo novamente em breve. Finalmente eu irei ver a minha família feliz, sem mágoas ou culpas.

Eu pergunto uma coisa e ele me respondeu outra. Só o Luhan para ser mais esquisito que ele.

– Que ótimo. Mas- hm… já que, novamente, Luhan se confundiu, quer dizer que você não sabe nada sobre o tutor dele, não é? Porque você nunca foi namorado dele…

– Na verdade, eu sei sim – ele se sentou. – O tutor do Luhan é… poderoso, por dizer assim. Ele tem todos na sua mão, pode controlar a vida de todos como se fossem seus brinquedos.

– Incluindo a do Luhan…

– Incluindo a do Luhan – ele afirmou. – Você acha que Chanyeol, eu, Yifan, Yoona, Baekhyun e todos esses outros querem estar aqui? Eu sei que tudo faz parte para que possamos ajudar nosso amigo, mas… mas apenas sabemos disso quando estamos aqui. Quando não, não sabemos realmente porque estivemos aqui.

Chega!

– Eu vou indo – me levantei. – Obrigado por cuidar do Chu e por me esclarecer algumas coisas, embora a maioria delas tenha me deixado mais confuso ainda.

Minseok se levantou também. Peguei o filhotinho que observava nós dois quietamente e saí o mais depressa do apartamento do Minseok, me despedindo rapidamente.

Que merda! Eu apenas queria saber quem é o tutor do Luhan e o porquê deste último falar que nunca mais nos veremos novamente; no entanto, sou recebido por uma chuva de informações, a maioria mais confusas que o enredo de novela mexicana.

Já havia escurecido quando saí na rua, o que me fez lembrar do que Minseok me disse.

"É por isso que você supostamente tem que ser mantido no escuro"

O que isso significa? Até onde eu sei, metaforicamente, deixar alguém no escuro significa não deixá-la saber de algo importante que pode preocupá-la ou algo do tipo. Uma mentira por omissão. É isso que 'manter no escuro' significa.

"Você sabe o que Paz significa, Sehun? E silêncio? Sabe os sinônimos dessas palavras?"

E então, eu lembrei.

Lembrei do sonho que tive quando - se minha memória não me falha - Luhan teve a crise e precisou ser amarrado.

Eu tive o pressentimento de ter ouvido e/ou sentido…

Silêncio. Luz. Paz.

Essas três palavras. Nesta mesma ordem.

Minseok não mencionou Paz. Por que então mencionou o silêncio e a luz? O que essas palavras significam? O quê tem de importante nos sinônimos delas?

Apressei o passo para casa. A escuridão das ruas estava me fazendo me sentir sozinho e com medo. Eu me senti… perdido.

~•~

Ao chegar em casa, Luhan estava preparando a janta. Ele sorriu largamente ao nos ver.

Iti malia~~ – ele correu para beijar Chu que estava nos meus braços. – Vocês demolalam~~~ – credo! Ele estava falando com o filhote com a voz de bebê.

Entreguei o cachorro para ele e sai de perto, vai que é contagioso. Melhor não arriscar.

– Minseok e eu acabamos conversando e perdi a hora – dei de ombros.

– Você? Conversando com Minseok? Sobre o que vocês conversaram? – Luhan me entregou uma colher e apontou para a panela no fogo. Obedientemente fui mexer a sopa que ele estava fazendo.

– Muitas coisas. Ele me disse coisas estranhas. E, ah… – sorri. Chegou o momento perfeito de provocar. – Você se gabou tanto por ter o amor de Kim Minseok e de poder me despedir com apenas um pedido de emprego para ele.

– Chegue logo ao ponto X da questão, Sehun – ele mandou. Sorri maldoso e continuei mexendo a sopa, tendo certeza de colocar a carne do fundo para cima, para que todos os pedaços cozinhassem igualmente.

– Minseok me disse que NUNCA namorou com você.

Luhan levantou a cabeça tão rápido como se eu tivesse dito as palavras de um livro de bruxaria.

– É mentira! – ele disse com convicção. – Minseok mentiu para você. Nós namoramos sim!

– Você diz isso com tanta certeza – falei. – Você me disse hoje de manhã que confunde sua própria vida com a do seu irmão. Minseok me disse que na verdade ficou com o Yan, apenas uma vez. Me disse também que te conheceu há pouco menos de um semana, quando você foi para o trabalho pela primeira vez. Segundo ele, não desmentiu porque sabe sobre o seu problema de distorcer os fatos – falei tudo olhando para o conteúdo da panela, mexendo sempre. Quando levantei o olhar, vi a cena mais brega e mais sem noção e mais fofa do mundo. Luhan segurava uma mamadeira cheia de leite e tentava fazer o filhotinho beber. Chu sequer abria a boca.

– De qualquer forma – Luhan falou – , Minseok está mentindo. Sim, eu tenho realmente esse problema de distorcer os fatos. Mas eu tenho certeza que nós namoramos!

– Talvez você tenha namorado outra pessoa e está o confundindo com Minseok – dei de ombros, achando graça da cena à minha frente.

– Eu não estou confundindo nada! Eu juro! Por que Minseok te disse isso? Ele está tentando me deixar confuso? – ele franziu o cenho. Agora Chu estava deitado de patas para cima e Luhan ainda tentava enfiar o bico da mamadeira na boca do cachorro, derramando pingos de leite pelo chão e pelo focinho do cachorro. – Vamos Chu, obedeça o papai e beba o leitinho~~ – choramingou.

– Acho bem difícil que ele queira tomar leite assim. Melhor colocar o líquido no prato de água dele.

– Mas é mais bonitinho ele tomar leite igual um bebê.

– Só quê ele não é um bebê humano e não é assim que tem que ser alimentado!

– Aish! Eu deveria ter comprado uma criança mesmo. Daria menos trabalho na hora de comer – ele colocou o cachorro no sofá, desistindo, e foi para o quarto. Voltou segundos depois com os dois pratos de ração e água - nem sei como aqueles pratos são chamados, na verdade, sequer sei se tem nome para aquilo - , e uma frauda. – Tudo bem não querer tomar leite na mamadeira, mas vai usar frauda querendo ou não! – Luhan ditou autoritário para o cachorro que olhava para ele sem entender nada. Eu ri.

– Para de ser chato, Luhan. Assim nem mesmo o cachorro vai te aguentar.

– Ela tem que me aguentar. Suportei minha mãe desde que nasci, e olha que ela era chata pra porra.

Balancei a cabeça, rindo dele.

~•~

Depois da janta, Luhan e eu nos banhamos - separadamente, é claro - e fumos nos deitar. Luhan arrumou uma almofada no chão próximo ao guarda-roupa para Chu dormir. Ele era um filhote diferente dos demais, era sempre quieto e não saiu do lugar quando Luhan o colocou na almofada e colocou os dois pratos de água e ração em sua frente. Chu estava bizarro com uma frauda enorme que lhe cobria metade do corpo. Fiquei muito feliz por saber que quando eu era criança, Luhan também era, portanto, nunca 'cuidou' de mim.

– Eu convidei o Kris para ir no cinema e beijei ele – Luhan falou de repente, estávamos nós dois já na cama, prontos para dormir. – Tudo fazia parte do meu plano apenas para beijá-lo. A cara que ele fez foi hilária.

– Você está continuando com a sequência de me contar como foi quando você concluiu cada objetivo?

– Sim. O próximo da lista é "Morar com um estranho". Esse você já sabe. Depois vem "Comprar um animal de estimação", você já sabe também. No objetivo doze… bem, foi assustador. Eu bebi muito mesmo, e no outro dia, quando acordei na calçada em frente à boate, nunca me senti mais perdido e com medo. Tinha um branco na minha memória, eu não lembrava de nada. Mas então, eu lembrei que aquilo fazia parte da lista e me senti mais tranquilo. Treze: assistir um jogo de futebol no estádio. Passa.

– Como você sabe a sequência da lista?

– Eu tenho esta lista há muitos anos, Sehun. É normal que eu saiba cada coisa que escrevi ali.

– Entendo… prossiga.

– Jantar com a família e amigos. Você já sabe também.

– Não, não sei.

– Sabe sim! Completei esse objetivo na noite anterior ao dia em que assistimos o jogo de futebol.

– Na noite que todos os meninos vieram para aqui?

– Sim.

– Mas na lista diz que é um jantar e com a família também.

– Minha família são os meus amigos, Sehun.

Me surpreendi, confesso.

– Na época que escrevi a lista, eu sonhava em ter meus pais, meus irmãos e meus amigos num jantar. Todos juntos. No entanto, eu nunca pude ter isso. Meus pais eram separados, minha irmã se suicidou… apenas restou Yan e eu… nem amigos eu tinha mais.

– E Kris?

– Ah… ele é um amigo recente.

Eu sempre pensei que eles eram amigos, no mínimo, de infância.

– E também – ele continuou – eu aprendi que a família não é aquela biológica, de sangue. Família é aquela que a gente escolhe… e eu escolhi seus amigos para ser a minha família, Sehun. E você também. Você principalmente.

Sorri.

– Você também… hm... acho que posso te considerar a minha família… – por que eu estava com vergonha de dizer aquilo?

– Eu sei – Luhan disse, sorrindo. – Mas… melhor do que ser da sua família, seria te ajudar a formar a nossa família…

Ótimo! Obrigado por me fazer ficar extremamente com vergonha!

– Ya! Te dou a mão e já quer o braço.

Ele riu.

– Enfim… o resto da lista não é importante. Agora apenas falta passar um dia todo num parque de diversões e observar as estrelas com você.

– Comigo? Por que eu?

– Porque você é quem está me ajudando a terminar a lista – ele revirou os olhos. – E também porque você é alguém especial… para mim.

Novamente me senti acanhado.

– Sehun… vamos fazer um tour pelo parque de diversões amanhã, não vamos? – assenti minimamente. – Sei que Minseok te deu o dia livre.

– Você pediu a ele, não foi? Quando foi levar o Chu para ele cuidar...

– Não vou negar. Eu quero fazer de amanhã um dia especial… será o nosso último dia juntos.

– E a nossa última noite – murmurei.

– É…

O silêncio reinou. Nós dois estávamos deitados um de frente para o outro, Luhan havia fechado seus olhos. Fiquei observando seu rosto, examinando cada traço, como se quisesse guardar todos na minha memória.

Eu admiti para mim mesmo: estava triste.

A ficha estava caindo aos poucos, me mostrando aos poucos também como será o apartamento sem o furacão que é Luhan. E só de pensar em acordar e não vê-lo me dizer "bom dia", nem me chamar de dorminhoco e nem estar ali para me ouvir falar sobre os meus sonhos me faz sentir como se faltasse um pedaço do meu corpo.

De repente, é como se qualquer coisa que eu fosse comer não teria gosto, exceto a sua comida com gosto ruim, oscilando em muito sal ou muito açúcar.

É como se nada tivesse cheiro bom se eu não mais entrar no banheiro para tomar banho e não sentir o cheiro de chiclete do seu shampoo. Como se… como se tudo e todos à minha volte fossem em preto e branco, e apenas Luhan teria e seria colorido como um arco-íris. De repente, é como se nada mais tivesse graça se Luhan não estivesse mais por perto.

Eu aprendi a gostar do ambiente barulhento, de ouvir sua voz bonita e fora do tom enquanto canta em chinês ou coreano ou em um inglês mais parecido com árabe. Aprendi passar o dia todo no trabalho esperando Luhan aparecer por lá. Aprendi a gastar mais dinheiro sem fazer tanto drama. Aprendi a ficar feliz vendo ele feliz. Aprendi a não ligar para a opinião alheia sobre a minha preferência sexual ou sobre o jeito que me visto. Aprendi que morar com um estranho não é a pior coisa do mundo...

Eu aprendi muitas coisas durante essa semana que morei com Luhan, mais o principal que aprendi foi que não existe um tempo específico para começar a amar alguém, não importa em qual sentido do amor seja.

Mesmo que eu nunca tenha dito em voz alta ou ao menos tenha admitido para mim mesmo, acho que isso é irrelevante agora. E mesmo que eu apenas esteja dizendo agora, eu ainda acho que é o momento certo. Só não seria caso você já tivesse ido… então, eu realmente aprendi a amar você, Luhan. E isto, pelo menos isto, não foi você quem me ensinou.

– Eu sei.

Abri os olhos. O rosto do Luhan estava neutro, sem demonstrar nada.

– Eu sei que você me ama mesmo. De verdade. Do contrário, eu estaria pirando, literalmente – ele sorriu. – E mesmo que isso pareça clichê e chato, eu também amo você. Mas, eu sei que você sabe disso.

Eu falei aquilo? Em voz alta?

– Lu-

– Por que você não me beija agora? Tentar explicar que você disse tudo aquilo por acidente e que era para estar apenas no seu pensamento é inútil. E sabe por que? Porque apenas falamos algo que estamos pensando quando necessitamos urgentemente colocar aquilo para fora, dizer em voz alta, mesmo que nós mesmo não saibamos que dissemos até outra pessoa nos dizer. Então... vamos logo pular para a parte do beijo? Eu estou ansioso aqui.

Acho que o meu sorriso poderia se assemelhar ao do Coringa.

Eu fiquei de bruços e olhei bem para o rosto do Luhan. Ele parecia realmente ansioso. Ao passo que eu ia aproximando nossos rostos, Luhan fechou os olhos, e também fez um biquinho. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui não explodir em gargalhadas e cair para o lado.

– SEHUN! – ele gritou, e deu um tapa - forte - no meu braço. – Para de ser palhaço. Faz isso direito, pelo amor de Buda!

– Sim, sim, vou fazer – respirei fundo, cessando as gargalhadas aos poucos. Luhan se ajeitou na cama e ficou na mesma posição de antes.

– Feche os olhos primeiro – ele me instruiu. – Se você rir de novo e quebrar o clima eu vou te castrar, seu comedor de merda!

– Lu! – me afastei de novo, rindo. – É você quem não colabora! Cale a boca e não faça nenhum bico de pato.

– Olha quer saber? EU CANSEI! – ele se irritou. A próxima coisa que vi foi Luhan segurando meus dois braços e me pressionando para baixo, na cama, e então apenas juntou nossas bocas de um jeito rápido e no mesmo segundo eu já estava chupando sua língua.

Fiquei um pouco desapontado porque queria um beijo mais lento e romântico, no entanto, essa não era a intenção do Luhan.

Ele apoiou os cotovelos na cama, cada um de cada lado da minha cabeça e descansou todo seu corpo no meu, fazendo pressão com sua boca contra a minha.

Eu chupava sua língua de forma lenta, dando tempo de nós dois respiramos e também tentando não quebrar totalmente o clima romântico. Luhan tinha gosto de bala de tuti-fruti; sua língua era macia contra a minha, nossas salivas se misturando e nossas bocas juntas era a combinação perfeita.

Segurei a cintura alheia e deixei que Luhan capturasse a minha língua para dentro da sua boca. Ele chupava de um jeito gostoso e rápido, quase como se desesperado. Sequer deixava oxigênio passar entre nós. Quando meus pulmões imploraram por ar, eu tentei afastar Luhan, no entanto, ele não estava disposto a se separar de mim. Eu então segurei seu corpo e o fiz ficar por baixo. Me afastei dele, respirando rapidamente.

– Você me babou todo. Credo, que delícia – falei rapidamente, e ele sorriu ladino.

– Estou me perguntando porque merda nós já não nos beijamos antes? – ele respirou, envolvendo os braços em volta de mim.

Me deitei ao seu lado e Luhan veio imediatamente deitar no meu peito. Era desconfortável, mas ao mesmo tempo, era confortável sentir seu peso contra meu peito.

– Vá dormir – mandei.

– Eu tô excitado, Hunnie – ele choramimgou.– Cale a boca – beijei seus cabelos e o abracei mais forte.


Notas Finais


Ai mds a fanfic tá acabandooo ;-;

Eu recomendo vocês irem procurar os sinônimos de Silêncio e Paz. Também prestem atenção nas coisas que o Minseok disse.

Brigaduuu por ler <3

É isto.


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