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História Moranguinho (Imagine Suga - BTS) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


GUINHO DO MORANGUINHO VOLTOOOU *fugindo das pedras*

Mais um capítulo longo, pq sou dessas KJFJSKSKDS não consigo me segurar e quando percebo já passei de duas mil palavras ><

A partir daqui vocês vão entender alguns conflitos dos personagens e ganhar intimidade com eles. Com o tempo a gente desenvolve isso <3

Nas notas finais tem link da playlist de Moranguinho AAAA não tá muito grande, mas tem músicas que realmente significam muito e combinam com a história.

Boa leitura! 🍓🌙

Capítulo 3 - Cheirinho de Mentira


Fanfic / Fanfiction Moranguinho (Imagine Suga - BTS) - Capítulo 3 - Cheirinho de Mentira

O ruído das cigarras e o assobio do vento soam entre a calmaria do alvorecer. Por entre as brechas da cortina é cabível observar a natureza multicolor sendo iluminada pelos primeiros raios do dia. Tento me aconchegar entre os cobertores e pegar no sono, mas todo o meu esforço é em vão. Meus olhos ardem quando ouso verificar o horário no meu celular. São exatas quatro e meia da manhã, e eu não dormi.

Pouco a pouco um zumbido externo se torna mais alto. Viro de um lado ao outro, a cama rangendo a cada novo remelexo frustrado. Por mais que eu tente ignorar, há algo no lado de fora me tirando o sossego. É o som alto das galinhas, além de batidas violentas e incansáveis. Tento encontrar uma explicação plausível, mas nada é tão convincente quanto a ideia de que um predador pode estar vagando pela fazenda. E eu corro os olhos até a janela na esperança de que tudo acabe, que eu consiga dormir e isso não passe de um pesadelo.

Até que passos apressados pelo corredor me despertam e eu caio na realidade. Engulo em seco arregalando os olhos. Será que é um ladrão? Eu penso. Aturdida e suando frio, tomo impulso para sair da cama o mais rápido possível. Meus pés entram em desacordo com todo o caos ao redor, empenhando-se na missão de chegar até a porta.

Ao me aproximar da estrutura de madeira, envolvo a maçaneta e a puxo sem pensar duas vezes. Apoio-me ao batente e verifico ambos os lados do corredor, mas não há sinal algum de que alguém acabara de passar por aqui. O vazio é tudo o que encontro.

Escolho acreditar no pensamento de que se trata apenas do Yoongi ou Jungkook indo para outro cômodo. Escondo-me sob os lençóis e espero. Agora já não ouço nenhuma agitação, o silêncio do amanhecer tomando o lugar da madrugada barulhenta.

[...]

— Até que enfim, dorminhoca! — é a primeira coisa que recebo ao descer para o café. Jungkook e vovó estão rindo da minha demora, mal imaginam o que passei. — Vai tirar mais fotos? — ele pergunta notando minhas roupas.

— Não — murmurejo ao mesmo tempo em que sento em uma das cadeiras. — Acho que vou dar só um passeio, tomar um sol... — eu minto. Tudo que quero é averiguar o galinheiro e a pocilga para ver se os barulhos surtiram algum dano. — Bom dia, vovó — dou um sorriso enquanto ela põe kimchi na minha tigela de arroz e me incentiva a comer. — Vocês dormiram bem?

— Uhum — Jungkook responde de boca cheia. — Dormi feito pedra.

— Não ouviram nenhum barulho estranho? — intercalo o olhar entre os dois. Vovó franze o cenho e nega com um aceno afobado.

— Por quê? Você ouviu algo, querida? — Sra. Min transparece medo pelas expressões.

Abro a boca, mas nenhum som é emitido. Fico indecisa entre encobrir a verdade ou contar tudo que aconteceu. Não quero causar pânico sem antes entender o que de fato ocasionou tudo aquilo. O semblante alarmado de Jungkook me serve de gota d'água para tomar uma decisão rápida.

— Não, claro que não — rio fraco tentando amenizar o clima pesado, mas a tentativa não soa muito verdadeira. — Devo ter confundido o ronco do Jungkook com um trator — volto a forçar um riso e vovó é a única a ser contagiada com a minha atuação de quinta.

— Ya! Eu não ronco, pra sua informação — tenta se defender, um bico emburrado se formando em seus lábios. — De onde tirou essa mentira? Isso é calúnia!

— Ora, Jungkook! — a mais velha o interrompe. — Você ronca desde pequeno, não é? Sua mãe vivia reclamando disso.

— M-mas... o Yoongi hyung também ronca, deve ter sido ele — arranja uma desculpa esfarrapada.

Só então noto que Yoongi não está à mesa. Foi ele quem andou pelo corredor àquele horário? Provável que tenha ido cuidar dos afazeres pela fazenda e por isso acordou tão cedo. Mas e o furdunço entre as galinhas? Não pode ter sido ele, a menos que naquele momento estivesse voltando pra casa, e não saindo. Yoongi estaria alimentando os animais durante a madrugada?

— Eu acho que foi o hyung, só acho — a voz de Jungkook soa ainda mais alta e eu decido parar de formular teorias malucas.

— Onde ele está? — pergunto de repente e o silêncio se instala por uns segundos. — Por que ele não toma café com a gente?

— Ontem mesmo eu disse, ______, ele sempre vai visitar a Joo Joo pela manhã — a senhora de cabelos grisalhos responde. — Ainda está chateada, não está?

— Que nada! Além do mais, ele só está nos evitando, por isso acorda mais cedo e come primeiro que todo mundo. É um mal educado sem consideração — Jeon articula antes que eu consiga dizer algo.

Sra. Min suspira baixo e balança a cabeça de leve, a borda da mesa servindo de auxílio pra que ela possa se levantar. Jungkook recebe um olhar de repreensão da avó e estranha toda a quietude.

— Por que está me olhando assim? — recolhe as tigelas que usou e se dirige até a pia junto a ela. — Eu só espalhei os fatos — dá de ombros. — Não é novidade que o hyung odeia visitas, não duvido que ele tá até mesmo contando os segundos pra que a gente vá embora logo.

— O problema, Jungkook, é que você não sabe respeitar isso — vovó se vira de supetão e retruca.

— Ué, ele que não sabe respeitar os outros — cruza os braços após jogar tudo embaixo da torneira.

— Eu não vou discutir isso de novo — ela tenta se esquivar. — Você sabe muito bem como ele é, mas pelo visto nunca vai conseguir entendê-lo. Tudo que eu peço é que respeite o espaço dele.

— Quer que eu vá embora?!

— Não estou pedindo para ir embora, só quero que pare de apontar a personalidade do Yoongi como negativa a todo momento. Por que insiste nisso? — ergue os braços no ar e aumenta o tom de voz. Ok, eu causei confusão de qualquer maneira. — Se ao menos aceitasse esse lado, quem sabe seriam bons amigos.

— Vovó!

— Chega, não quero mais discutir sobre isso — ela se retira da cozinha pisando fundo e deixando um Jungkook perplexo pra trás.

O silêncio mais uma vez.

É evidente a frustração dele e eu não sei o que fazer diante disso. Apenas termino de mastigar o último punhado de arroz e me levanto com cautela. Jungkook se encosta ao mármore da pia e não diz mais nada, nem quando eu me encosto ao braço dele e começo a lavar a louça. É, o dia não começou tão bem quanto eu esperava.

— Você acha que fui muito grosso? — solta o questionamento sem mais nem menos após muito pensar. Jeon me olha de soslaio e eu lhe entrego uma das tigelas para que ele a enxugue.

— Não sei se devo me meter nessa história — respondo hesitante.

— Mas eu fui grosso? — pega o pano de prato em cima da mesa e começa a me ajudar. — Não queria deixar ela brava — estala a língua no céu da boca. — Aish.

— Você ao menos pensou no seu primo? E se ele se sente tão incomodado quanto ela?

Jungkook me encara e nenhuma reposta retorna. Talvez ele não tenha pensado nessa parte, julgando pela expressão desapontada. Só espero que essa discussão não crie nenhum clima estranho entre ele e a vovó; os dois pareciam tão bem. Se eu não tivesse tocado naquele assunto...

[...]

Ajeito meu chapéu uma última vez antes de iniciar o passeio – lê-se investigação – pela propriedade. A blusa soltinha a qual escolhi alivia a quentura intensa de hoje. Observo o céu azulado, os passarinhos cantando, os patos lazarentos sobrenadando o lago e ao longe avisto eles. Lá está o galinheiro e Min Yoongi.

Agachado e brincando com uma das galinhas, que suponho ser a tal Hong Joo. Custo a acreditar no sorriso que brinca em seus lábios. Aparenta tão entretido, como se só bastasse aqueles animais e nada mais importasse. A gengiva é exposta quando o sorrisinho aumenta, e eu admito por dentro que é um charme adorável. Hong Joo bate as asas e corre quando ele espalha grãos de milho. É uma cena curiosa, mas que me arranca um riso baixo e sincero.

Caminho calmamente até a entrada da pequena estrutura. A tela hexagonal alcança uma altura considerável e não há sinais de arrombamento na porta principal. Analiso o chão e não noto sequer um indício de pegadas ou penas de galinha. Tudo está perfeito e em seu devido lugar, o que é bem estranho. É como se nada de anormal tivesse acontecido.

— Hong Joo-ya! — Yoongi exclama de repente enquanto a bola de penas corre na minha direção e, em consequência disso, ele percebe minha presença. — Você? — arregala os olhos sutilmente.

Dou passagem para Hong Joo e ela voa para fora do galinheiro. Yoongi recua nervosamente ao passo em que eu avanço.

— Não se aproxime! — ele faz sinal de pare com as duas mãos e eu me interrompo no exato momento. — Fique longe — o jeito que Yoongi gesticula faz parecer que é perigoso eu estar aqui.

— Mas por quê? — formo rugas na testa e escondo o pequeno objeto que carrego na mão esquerda.

— É que... s-sabe... é... — tropeça na própria fala e desfaz o contato visual. Ele aponta para atrás de si. — Hong Joo cagou bem ali! E-ela cagou muito e tá fedendo. É melhor você se afastar.

— Hong Joo cagou?! Isso não é nada demais — mexo os ombros em um sinal de que não me importo e ele respira pela boca.

— Por que veio aqui, hein? Hong Joo não gosta de fotos, nem a Julie, Soju, Pingu e Pangu.

— Você dá nome pra todas as galinhas? — analiso cada uma e percebo que todas são muito parecidas. — Como consegue diferenciar?

— Não fuja do assunto. Por que está aqui? — volta a se afastar. O odor forte sobe até minhas narinas e eu as tampo fazendo uma careta. — Já falei que a Hong Joo cagou.

— Eu só vim te dar um presente — resolvo dizer apenas uma parte da minha real intenção. — Notei que você é cheio de picadas e me pergunto como ainda tem sangue no corpo. Parece que os insetos adoram te picar — estendo a embalagem do repelente, minha voz soando nasalada e aguda.

— Não precisa — ele coloca as mãos atrás do corpo. — Hong Joo está cagando de novo, é melhor você ir — avisa quando a bendita volta ao galinheiro e, como Yoongi acabara de dizer, começa a cagar bem na minha frente. O cheiro muda de uma hora pra outra.

— O que a Hong Joo come? — abano a mão em frente ao rosto e volto a apertar o nariz.

— Milho. É o melhor que encontrei, ela come muito bem.

— Certo, certo... aqui o repelente — ofereço com avidez, mas ele recusa. — Eu vou sair daqui rapidinho, eu juro. Só aceita e eu vou embora.

Yoongi, apesar de muito incerto e nervoso, fica mais perto e pega o pequeno pote transparente. Ele analisa por um tempo e espirra um pouco do produto na pele do pulso.

— Tem um cheiro bom, não é? — abro um sorriso e torço pra que ele faça o mesmo, mas a carranca persiste e continua estampada.

— Sim... mais ou menos — leva o pulso para mais perto do rosto e sente o aroma. — Então... Obrigado — ele segura o repelente com as duas mãos e comprime os lábios.

— Não há de quê — coço a ponta do nariz e percebo que o mau cheiro passou. Nos encaramos finalmente. Balanço o corpo sem saber ao certo o que dizer e Yoongi pega uma das galinhas no colo. — Dia bonito, né? — tento puxar assunto, algo que eu realmente não sei fazer.

— Você disse que iria embora.

E por mais grosseira que essa frase possa soar, Yoongi não parece ter a intenção de me tratar mal. Pelo visto ele apenas deseja que eu o deixe sozinho.

— Ah, claro. Mas antes... — limpo a garganta e tiro o celular do bolso. — Sabe me dizer onde encontro sinal? Preciso fazer uma ligação.

— Hm... — pensa por uns segundos. — Acho que em um lugar bem alto você consegue, se tiver muita sorte e coragem.

Coragem até tenho – acho eu –, mas sorte... acho que fica pra minha próxima vida mesmo.

— Certo, obrigada.

Faço uma breve reverência e me preparo para a correria. A terra sob meus pés levanta uma fumaça cinzenta e suja os meus tênis, mas isso não me incomoda. Uma árvore de folhas caducas é a primeira a chamar minha atenção por conta da altura. Aperto o celular entre os dedos e analiso a melhor forma de subir. Sou uma pulga em meio a enorme sombra que a árvore proporciona.

Aproximo-me do tronco e tomo impulso, usando como apoio um dos galhos inclinados que se estende junto ao caule. Meu pé direito desliza pela superfície e quase vou de encontro ao chão.

— Hoje não, ______. Hoje você não cai — sussurro pensando alto e criando forças para impulsionar mais uma vez. — Aishh... — resmungo quando a madeira áspera machuca a palma da minha mão, mas ignoro esse detalhe e insisto na tentativa de subir. Para facilitar, ponho o celular em um dos bolsos do short jeans.

E por fim, quando já estou a uma altura considerável, consigo tomar fôlego e capturar o aparelho novamente. Caramba, nunca pensei que fosse tão difícil.

— FINALMENTE — grito quando vejo dois tracinhos indicando que consegui sinal. — Ufa, ainda bem — ergo o celular mais ao alto e acesso o aplicativo. — Vamos, unnie... — murmuro esperando que minha amiga atenda e levo o telemóvel ao ouvido. — ALÔ! — volto a berrar de tanta euforia.

Pai amado, quer me deixar surda?! — ouço a voz que eu tanto senti saudades de ouvir.

— Desculpa — rio fraco. — É que eu tô morrendo, sério. Sinto sua falta.

Sente minha falta uma ova, sua vagabunda. Onde você tá?

Sim, essa é a Sooyoung. Ela é meio... hmm, como pode dizer? Estressadinha...? Um palavrão aqui, outro surto lá. Já me acostumei com essa personalidade imprevisível.

— Nossa, tão doce feito um coice de cavalo — ironizo e ouço ela bufar. — Enfim, eu tô no meio do mato aproveitando a natureza.

Quê?! Você some e vai pro nada?

— Sim, é um trabalho da faculdade. Jungkook deu a ideia de aproveitar as férias e tirar nota boa ao mesmo tempo.

Nossa, queria. Eu tô tendo que aguentar meus irmãos no pé do meu ouvido e virei empregada da minha mãe. Logo que eu cheguei ela já tava com a vassoura. É difícil essa vida... — suspira e eu gargalho do drama dela. — Mas como é aí? Tá se divertindo?

— Mais ou menos. Aconteceram umas coisas... — balanço os pés sem apoio algum e observo tudo em volta.

Que coisas? Jungkook aprontou uma, foi?

— Não, ele não fez nada demais. É que o primo dele é meio sei lá e os patos daqui são do demônio.

Meu Deus, ______! — é a vez dela de rir. — O que ele fez, exatamente?

E lá vou eu explicar toda a confusão estúpida de ontem. Sooyoung falta chorar de tanto rir da minha desgraça. Mereço.

Puta merda. Se fosse eu já tinha dado um soco na fuça dele.

— Mas ele é até engraçadinho e fofo — lembro do sorriso gengival.

Fofo?! Se manca, _____.

— Ué, ele é. Todo fofo cuidando dos animais.

Ah, entendi agora. Coraçãozinho mole o seu, né? — não posso vê-la agora, mas a imagino semicerrando os olhos.

— Me deixa, Sooyoung-unnie! Eu só disse que ele é fofo, nada demais.

Aham, tá bom. Nada de se apaixonar por esse caipira, ok?

— Ele não é caipira.

Tá na dele, né? Hmmm... safada. Olha, eu sinto lhe informar, mas você está sendo uma tapada pela milésima vez, seja forte e não caia na rede desse Tsundere...

Enquanto Sooyoung tagarela no outro lado da linha, eu rolo os olhos pela fazenda a procura do galinheiro, mas não avisto mais Yoongi em nenhuma parte. Apenas noto o carro do Jungkook se afastando do casarão.

Entendeu?! — retorno à ligação e finjo ter ouvido tudo com atenção. — Uma boa menina faz assim... — ela cantarola com uma voz fina.

— Ok. Já entendi que eu tenho que chutar a bunda dele quando...

Paro de falar abruptamente e meu corpo petrifica como uma estátua. Pisco com força desejando que seja apenas um alucinação, mas não é. Yoongi está plantado embaixo da árvore, olhando para mim com os braços cruzados e as sobrancelhas erguidas. Ele não ouviu tudo... ouviu?

O pato mordeu sua língua, ______? — minha amiga pergunta, mas eu não esboço nenhuma risada. — Garota? Porra, caiu o sinal?

— E agora, o que eu faço? — falo baixinho virando o rosto para outra direção e desviando do olhar de Yoongi. — E-ele tá aqui...

"Ele" quem, criatura?

— O... primo do Jungkook.

Sério?! Ele ouviu tudo?!

— Eu não sei, mas pelo jeito que ele tá me olhando, sim — o espio de soslaio e aperto os olhos sentindo que me ferrei.

Corre ou faz a egípcia.

— Que tipo de gíria é essa?

Significa: foda-se, eu não vi nada.

E aí vem o grande problema. Não tem como eu fingir que não o vi, até porque ele está me esperando lá embaixo como um predador espera pela presa. Sinto o suor descer pela minha nuca e a tensão aumentar gradativamente.

— Não dá pra correr. Eu tô em cima de uma árvore, que merda.

Ah, então não tem o que fazer. Pronto, agora enfrenta — diz após estalar a língua no céu na boca. — Você pode fazer el... — e do nada ela é interrompida por um zumbido contínuo.

— Alô? Sooyoung-unnie?

Arregalo os olhos olhando para o ecrã. A tela vermelha indica que a ligação caiu. Não, garota, não me abandona. Jesus, me ajuda.

Miro o moreno a uns metros e suspiro com um peso nas costas. Agora o silêncio é desconcertante e inevitável. Só ele e eu.

Ok, eu preciso pensar rápido e não passar mais uma vergonha.

— Yoongi... — levanto os cantos da boca em um riso forçado. — Você por aqui. Nem te vi — minto com o descaramento que aprendi com o Jungkook. — Tão linda a vista, né? — aponto para a floresta.

— Eu ouvi tudo — me pega de surpresa. Pensei que ia ficar calado até eu descer. — Estava falando sobre mim, não estava?

— Ah, sobre isso... — comprimo a boca tentando bolar uma boa desculpa — Era sobre outra pessoa. Um cara babaca que eu conheci na faculdade, sabe?

— E por que ouvi você falando meu nome? — dá mais alguns passos a frente.

— São seus ouvidos.

— Não, não... é a sua boca. Eu sei que estava fofocando sobre mim.

Droga, por que ele não vai embora logo? Só bastava me ignorar como fez na estufa de morangos.

— Por que não está cuidando da capetinha Celeste? Ela deve estar com fome, não acha? — mais uma vez me faço de tonta e varro a fazenda com os olhos, fingindo procurar pela maldita pata.

— Está fugindo de novo.

— Arghh — eu rosno enfurecida com a escolha de palavras dele. — Tudo bem, eu confesso. Estava falando de você mesmo. Não vou com a sua cara, satisfeito?

— Também não vou com a sua.

— Ótimo. Estamos quites. 


Notas Finais


Genteeeeee KKKKKKK será mesmo que a Joo Joo é a culpada desse cheirinho? Yoongi, tadinho... E aqueles barulhos que vcs ouviram? Iihh... Oq vcs acham q era?

Aliás, queria agradecer a quem comentou no capítulo anterior! Eu me sinto muito motivada sabendo a opinião dos leitores <3
Os comentários tem um valor especial e é gratificante ler o que cada um pensa do enredo, aquece o meu coração aaaaa 💕

Enfim, aqui o link da playlist: https://open.spotify.com/playlist/0qnA99YSd8JbOWDf96SM1s?si=nyJTyWBxSEeWKfCxieA88A

Eu sei que esse capítulo demorou um pouquinho, mas irei compensar hahaha <3 Até breve, anjos!


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