História More than Friends - Capítulo 6


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amigos, Amizade Colorida, Amor, Colegial, Festa, Harry Styles, One Direction, Originais, Romance
Visualizações 227
Palavras 1.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes desse capítulo tenho algumas coisas pra dizer:

1- Não consegui postar ontem :( então vou tentar postar 2 hoje pra compensar.
2- Pra esse capítulo ficar melhor, você precisa conhecer a música "Hearts don't break around here", do Ed Sheeran. A tradução se encaixa bem com umas coisas da história, e ~spoiler~ alguém cantará ela aqui.
3- Ver os comentários me deixou "aaaaaah", muito bom ver essa interação, fico pensando no que escrever no próximo capítulo o dia todo.

Recados dados, boa leitura <3

Capítulo 6 - Aquele no terraço


Fanfic / Fanfiction More than Friends - Capítulo 6 - Aquele no terraço

Sinto uma forte dor de cabeça e desperto aos poucos. A luz que vem da janela parece queimar meus olhos. Olho em volta e vejo que estou no quarto do Mark, com ele deitado ao meu lado, ainda dormindo e com o controle da tv na mão. Levanto para desligar televisão e percebo que estou vestida só de calcinha e com uma camiseta dele, que fica grande em mim. Ele deve ter me trocado quando chegamos à casa dele. Olho no meu celular, sábado 07h43 da manhã, nenhuma notificação, o pessoal deve estar dormindo. Visto as minhas roupas e saio de fininho, sem fazer barulho nenhum pra não acabar acordando Mark e nem sua mãe, que dorme no quarto do lado.

Chego em casa e todos aqui também estão dormindo. Tomo um banho rápido, deixo um bilhete colado na minha porta, pra minha mãe não se preocupar.

“Mãe, já cheguei e já saí, vou tomar café da manhã com o pessoal
e volto antes do almoço, a festa ontem foi muito legal, quando eu chegar te conto.
Beijos, te amo.”

Meu relacionamento com meu pai e com Olivia, minha irmã mais nova, não é dos melhores, já com minha mãe é ótimo, somos bem próximas e conversamos sobre tudo, mesmo ela estando poucas horas em casa por causa de seu trabalho. Apesar disso, “tomar café com o pessoal” foi só uma desculpa pra passar minha ressaca num lugar diferente. Peguei meu violão, um comprimido, uma garrafa de água gelada e saí de casa, a caminho do terraço do prédio do meu tio, que é meu lugar de refúgio. Sempre que eu quero um tempo sozinha vou pra lá. Além de ter uma vista maravilhosa da cidade, é todo decorado com plantas, o que dá o clima zen que eu preciso.

Chego e fico olhando os carros lá embaixo, refletindo sobre os flashes que sobraram da noite passada. Não to acreditando no que aconteceu. Não sei com que cara vou olhar pro Harry a partir de agora, que vergonha. Espero que isso não estrague nossa amizade, que tava numa fase tão boa.

Depois de uns 20 minutos perdida nos meus pensamentos e nos analises das merdas que o acontecimento de ontem podem me gerar, me sento num banco vermelho e começo a tocar algumas músicas variadas. Vem uma brisa suave, e decido que “Hearts Don’t Break Around Here” tem a melodia perfeita pro momento. Aqui eu canto no volume que quiser, sem precisar sentir vergonha da minha voz meio desafinada;

- “She is the sweetest thing that I know
          Should see the way she holds me when the lights go low
          Shakes my soul like a pothole every time
          Took my heart upon a one way trip
          Guess she went wandering off with it ...”

Essa música me traz uma paz interior tão grande, deve ser por isso que é uma das minhas preferidas...

- “That every night I'll kiss you, you'll say in my ear
          Oh, we're in love, aren't we?
          Hands in your hair
          Fingers and thumbs, baby
          I feel safe when you're holding me near
          Love the way that you conquer your fear...

- You know hearts don't break around here, oh yeah yeah yeah” – ouço uma voz cantando, que me assusta de uma maneira que me faz dar um pulo e parar de tocar. Quando eu vejo... puta merda. Ah mas não é possível. Alguém por favor me diz que estou vendo coisas.

- Harry? O que você tá fazendo aqui?

- Primeira vez que te ouço cantar, não sabia que você mandava bem. – ele responde enquanto se senta na outra ponta do banco vermelho.

- Você não respondeu minha pergunta...

- Venho aqui quando quero tomar um vento. O dono do prédio é amigo do meu pai, aí libera minha entrada... Se você não tivesse chegado antes diria que está me seguindo – ele diz tentando me tirar um sorriso, mas não dá certo.

- Então o amigo do seu pai é meu tio... sempre venho aqui quando quero ficar sozinha.

- Então te atrapalhei – ele responde me dando um risinho. Após um silencio quase constrangedor, ele continua – Então, sobre ontem...

- Me desculpa por aquilo. De verdade. Eu tava muito louca e nunca devia ter acontecido. – vomito as palavras nele, que me encara por uns segundos.

- Que isso, me desculpa você. Eu sei que você namora, o cara é meu amigo, mas o álcool fez com que... – ele dá uma breve pausa – com que eu tenha feito algo que eu queria fazer a muito tempo.

Sinto meu rosto queimando. Aaaaaaaaah que raiva, não acredito que ele falou isso. Eu fui atrás de paz e nem assim consegui. Não sei o que fazer, não sei o que falar, só quero sumir. Harry percebe que eu fiquei envergonhada, então pega o violão que ainda estava na minha mão e continua a música de onde eu tinha parado. Quando ele termina aproveito pra fugir do assunto:

- Não sabia que você ouvia Ed Sheeran.

- As composições do cara são geniais, não tem como não gostar. – sorrio e ele sorri de volta, me encarando com aqueles olhos tão profundos. Que diabos ele está fazendo comigo? Por que estou sentindo essas borboletas no meu estômago? Viajo em seu olhar por talvez tempo demais, quando um barulho do meu celular me faz acordar.
    “Filha, li seu bilhete. Já está voltando? O almoço está quase pronto”

- Preciso ir, minha mãe está me chamando. – respondo me levantando enquanto enrolo meu fone de ouvido guardo em meu bolso.

- Ok... e sobre.... aquilo... ? Vamos só deixar pra lá?

- Só deixar pra lá – respondo mesmo ter certeza do que eu realmente ia decidir fazer. Ele levanta e me da um abraço inesperado. Eu retribuo para não parecer grosseira ou sei lá. Seu corpo está quente, o que deixa o abraço aconchegante. Bate um vento que espalha seu perfume no ambiente. Seu rosto se afasta dos meus ombros e me encara novamente. Uma de suas mãos sobe a minha nuca, bem onde esteve na noite passada. As borboletas voltam ao meu estômago. Estamos mais próximos do que pretendíamos, consigo até sentir seu coração batendo. Ele fecha os olhos me puxa pra ainda mais perto. Meu olhos também se fecham quando sinto sua respiração em meu rosto. Ah não. O que estamos fazendo? Não sei se quero me afastar ou continuar assim. Nossos narizes se tocam e se fazem carinho. Não acredito que estou gostando disso. Assim que seus lábios encostam nos meus, meu celular praticamente GRITA. Nos afastamos rápido num susto. É minha mãe me ligando, depois eu ter apenas visualizado a mensagem dela. “5 minutos pro almoço ficar pronto, já está chegando, Paige?”. Depois de falar ela por breves segundos, fico sem saber o que dizer depois daquela situação, apenas vou correndo pra porta do terraço. Começo a descer as escadas e ouço Harry gritar:

- Seu violão, P!

- Me entrega outra hora – respondo também gritando pra ele conseguir me escutar, evitando ter que voltar lá e olhar pra ele de novo. Vou pra casa, ainda correndo pra chegar a tempo, e só consigo pensar naquele momento. Vai ser difícil deixar pra lá.



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