História More Than Just Friends - Capítulo 20


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Categorias Demi Lovato, Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Demi Lovato, Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Bissexualidade, Demi Lovato, Drama, Justin Bieber, Romance, Selena Gomez
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Palavras 4.674
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estou de voltaaaa amorzões 😍❤ boa leitura, e não se esqueçam de deixar o vosso comentário lindinho depois de lerem!
XX SEMI ESTÁ MAIS PERTO DO QUE VOCÊS PENSAM XX

Capítulo 20 - Tesão


Fanfic / Fanfiction More Than Just Friends - Capítulo 20 - Tesão

 No dia seguinte, 13h.

P.O.V. Selena Gomez

A cabeça doía-me como nunca, parecia que todos os diabos tinham se reunido no meu cérebro e depois acabaram por brigar uns com os outros à porrada, e eu sentia todos os seus golpes violentos. Eu estava cheia de sono, mas quem é que consegue dormir com estas dores alarmantes? Aguento muito nessa vida, mas essas dores não quero voltar a senti-las, dispenso!

Suavemente esfreguei os meus olhos com as mãos, fazendo-os se debaterem com a luz do dia ao se abrirem e se apresentarem para o mundo, mais uma vez. Nem consegui reparar muito bem de início onde é que eu estava, já que toda a minha atenção apreciava rigorosamente as minhas fortes dores de cabeça.

Um arrepio percorreu toda a minha espinha dorsal ao se desligar do quente e confortável colchão da cama e nela tocar o ar-ambiente, que em comparação ao colchão, estava frio como gelo. E foi aí que realmente acordei. Que abri os meus olhos cor de carvalho e olhei a minha pele nua por todo o corpo, sem nada a tapá-la, menos escura sendo beijada pela claridade que o sol transmitia. O meu olhar tornou-se arregalado mas, como sempre, a merda não terminava por aqui.

Olhei em meu redor e deparei-me dentro de um quarto com cores claras, chão branco e parede branca. Alguns móveis luxuosos pretos e outros da cor contrastante, branco. O meu coração acelerou quando reparei em todo aquele quarto, um quarto que era nada haver em relação ao meu. Cama muito bagunçada, encostei o lençol branco às minhas narinas e pude sentir um certo cheiro a suor.

Eu não estava no meu quarto, eu estava na mansão de Demetria e Justin, provavelmente bebi, e não sei o que mais fiz depois, para acabar aqui e nesse estado.

Espera... Eu tinha ido ontem para a balada com Justin. Meu Deus, será que eu...??

- Bom dia, vadia. - uma voz agressiva e rancorosa interrompeu os meus pensamentos. Olhei para a entrada do quarto e lá vi Demetria, que me observava e ainda teve alguns segundos de tempo para explorar o meu corpo com o seu olhar, até eu me tapar e ainda levar com dois baldes de tinta vermelha nas minhas bochechas.

- D-d-demi, o-o que é que-que eu... - fui interrompida.

- Foi boa a vadiagem que você cometeu ontem, foi gostosa, não foi? - Demetria falou.

E com essa sua fala, deu para entender ou ao menos ter uma expectativa de pensamento da ação que provavelmente fiz ontem. Devo ter fodido com Bieber, com certeza. Porque se fosse com ela, ela não estaria com essa má cara e com essa agressividade toda perante mim.

- O q-que eu-eu f-fiz? Me c-conta por favor! - quase implorei. - Ai, que dor de cabeça...

- Bom, já são 13h05. Devias ter iniciado o teu trabalho às 11h, não te lembras? - falou ignorando o meu pedido. Como se eu nem tivesse dito nada, ou como se ela nem me tivesse escutado. Eu sendo ignorada novamente, já estou me acostumando.

Suspirou, revirando os olhos.

- O que fazes ainda sentada aí sobre a cama??! - elevou o seu tom de voz enquanto se aproximava de mim acabando de pé à minha frente.

Notei o seu rosto com olheiras bem marcadas, o seu rosto inchado e o seu olhar que transbordava ódio, misturado com tristeza. Ela tinha acabado de chorar, e eu provavelmente fiz uma das maiores merdas da minha vida ontem à noite. Olhei-a com receio perguntando o seguinte:

- Você está bem?

- Sim, claro, óbvio de que estou bem! - senti um certo sarcasmo em suas primeiras palavras - Só não estou bem-disposta hoje. E não te atrevas a insistir.

- Com essas olheiras super marcadas no rosto, não é de admirar a sua má-disposição. - encarei-a.

- SAI DESSA CAMA E VAI TRABALHAR ANTES QUE EU TE EXPULSE DESSA MERDA COMO FIZ AO JUSTIN. - gritou repentinamente logo após a minha fala, o que criou em mim o sentimento de susto que até me fez dar um pequeno pulinho.

A sua zanga, o seu ódio, atingia-me em cheio no coração, lugar esse que já permanecia magoado o suficiente, não precisava de mais dores.

O seu tom elevado e zangado, o seu olhar fulo mas que, lá no fundo, representava tristeza. Tristeza de alguém que continha dentro de si uma mágoa fresca, muito forte e fresca.

Demi não gosta de sentir dor, nunca gostou. Aliás, quem é que gosta né? Mas nela a dor tinha um efeito diferente do que em mim. Eu sofro calada, ela não. Eu sorrio para o mundo, mas lá no fundo eu berro por alguma ajuda, por alguma  misericórdia, por algum respeito, por algum apoio. Ela não. Um sentimento de revolta cria-se nela, revolta por sentir dor. Por sentir aquilo que muitos detestam e não suportam. Por sentir aquilo que matou muita gente, e que hoje ainda sufoca muitos. A dor. Aquela inocente criança que busca por atenção e carinho, mas que o seu abraço torna-se perigoso e desagradável se lhe tocarmos. Ela nos abraça sorrindo e nós queremos chorar com o seu toque, mas para não parecer incoveniente, abrimos um sorriso e o estampamos na nossa cara. Mas só uns sorriem, pois há outros que gritam com o seu toque e não escondem o sofrimento por mais achando que o estejam escondendo com a sua raiva, como Demi.

Demi pensa que consegue disfarçar a sua dor, mas se ela demonstra a sua revolta, isso só deixa mais claro do seu sofrimento.

Respondi à sua ordem com o meu corpo, levantando-o lentamente da cama com o lençol branco o rodeando e tapando. O lençol nem era totalmente opaco e avistavam-se alguns rastos de certas partes do meu corpo, mas pronto é o que se tinha. Avancei até ao canto do quarto, até me deparar com a mão esquerda na maçaneta fria e cinza, enquanto a mão direita segurava o lençol que dava ao menos alguma pequena privacidade ao meu corpo. Encarei Demi antes de decidir desaparecer do seu campo de visão. Seria um perigo perguntar-lhe tal coisa naquele momento, estava mais do que convencida que a resposta seria um 'não' acompanhado de mais uns gritos e frases feias vindas de si, porque quando Demi sente dor ela é assim. Mas mesmo assim quis arriscar, vai que milagres acontecem mesmo!

- Patroa, tenho a sua autorização para, ao menos, tomar um banho?

- Não, não tens. - pronto, já sabia. Agora estaria pronta para ouvir umas ofensas de brinde. - Não tens direito a mais nada além de uma refeição e um copo de água hoje. Agora, vai trabalhar.

Mesmo sem ofensas, o seu tom de voz assustava com tanta seriedade que as palavras eram citadas. É melhor eu sumir daqui antes mesmo que as ofensas comecem, pensei, e segundos depois já me via no quarto de hóspedes vermelho, totalmente nua e sem nada a me tapar novamente.


P.O.V. Demi Lovato

Quando Selena fez-se ausente no quarto, sentei-me no lugar que ela ocupava anteriormente.

Eu não sei o que estou fazendo. Não estou chateada com Selena mas ao mesmo tempo quero expulsá-la dessa mansão, mas não consigo. Porque, de um lado, eu definitivamente não estou zangada com ela, já que foi ela quem me ajudou a tirar um grande peso de cima das minhas costas.

Por um lado a raiva ardia em mim. Queria-a o mais longe possível de mim, que ela sofresse o quanto mais fosse aguentar até ao seu último suspiro. Que ela nunca mais fosse ver o significado da felicidade e que essa palavra desaparecesse de vez do seu dicionário ao longo do tempo. Que ela ardesse no inferno, e eu pudesse ser cúmplice desse acontecimento. Queria que ela sentisse e visse as suas mãos, pés e unhas serem as primeiras partes do seu corpo vítimas do fogo, logo de seguida sendo os seus braços, com as chamas avançando incansavelmente em direção ao seu coração, músculo este que provocaria batidas até ao momento em que o fogo lhe tocasse por todos os cantos. E eu lá, apreciando com muito gosto, observando com atenção cada milímetro de si a se despedir do mundo ao tornar-se em cinza humana, ouvindo a melodia do fogo ardente e faminto misturada com os seus gritos de desespero e sofrimento ao sentir todo o calor do fogo que lhe consumia, com ela desesperando por ajuda.  Eu queria ver e ouvir isso tudo, por um lado, eu queria.

E eu queria ao menos xingar Selena com todas as minhas forças sem depois me sentir mal com isso, mas não conseguia. Poderia eu fazer toda a força do mundo e pressão em mim, que um xingamento a ela não me sairia da boca sem que eu me sentisse mal. Pois um lado meu queria vê-la a queimar, mas sendo eu como sou, eu nunca deixaria somente um lado me controlar, então eu choraria por ela se a visse nesse estado. Choraria imenso, enquanto um desejo do meu outro lado se concretizava.

Uma parte minha ditava para que eu a fizesse sofrer e a abandonasse na sua maior miséria, ditava para que eu a pudesse odiar, mas a outra parte minha ditava para que eu a olhasse nos olhos, lhe contasse o quanto eu a acho linda, aproximar os nossos rostos e envolver as nossas bocas em um beijo calmo, ou se ela quisesse poderia ser quente, seria totalmente da sua escolha. A minha outra parte ditava para não a odiar, e sim amá-la o mais puramente e verdadeiramente, e fazer dela minha. Cuidar dela como se fosse um bebé e protegê-la de todo o mal, colocando-me à disposição de sentir dor a mais, sentimento esse que odeio profundamente sentir. Mas por ela, eu sentiria. Por ela, eu percorreria o mundo inteiro só para achar a rosa mais bonita que pudesse representar ao menos 2% da beleza de Selena Gomez. Por Selena, eu seria mais clichê. Ela fazia sentir-me assim. Ela fazia sentir-me uma pessoa demasiado clichê quando me apanho pensando em momentos somente de nós duas. Talvez um jantar romântico a dois, ou talvez o meu acordar e poder observar o seu rostinho angelical a descansar a meu lado...

Mas vê-la com Justin quase me matou. O meu coração físico ainda batia, mas o espiritual já não. Agora, por mais que eu a quisesse acariciar, por mais que eu me preparava para a acariciar, a imagem dela com Justin aparecia-me na mente e isso afastava-me dela e interrompia o meu carinho por ela e fazia-me transbordar raiva, ao invés de afeto. Fazia-me querer bater no seu corpo, ao invés de ter a vontade de beijá-lo.

Pois eu estava mergulhada na dor nesses segundos, e eu não sou amiga da dor. Não. Eu não abraço a dor sorrindo. Talvez ela me abrace e eu grite de dor, sem esconder o que sinto. Ao invés de permanecer de boca calada, eu grito, eu choro, eu sou capaz de cometer loucuras, só por alguém me fazer sentir dor. Eu não gosto da dor! Pena que a dor não nos pergunta se gostamos dela ou não. Ela é desesperada, e corre à nossa trás, mesmo nós não a querendo.

E aliás, eu nunca cheguei a senti-la tão profundamente no amor. Sempre fui uma menina sem problemas na vida, exceto na minha triste época em que eu sofri bullying, claro, mas a minha família sempre me mimava, nunca tivémos problemas financeiros e éramos todos muito unidos. E, durante o meu namoro com Justin, os meus pais nunca me apontavam assim tanto o dedo e/ou chamaram-me à atenção de todo, até mesmo quando eu fugia tantas vezes de casa, só para ficar com Biebs. Mas pronto, Bieber é passado. E é claro que eu cheguei a amá-lo de verdade, e a ficar muito triste quando nós brigávamos. Mas nunca cheguei a estar tão triste o quanto estou agora. Chegar ao ponto de, ao sentir tanta dor, querer transbordar tanta mas tanta raiva e não conseguir, por sentir algo inquietante pela pessoa que nos magoou. E eu sei que Selena não teve culpa, pois Justin a teria embebedado só para transar com ela. Mas quando lembro desses segundos horríveis sinto tanta raiva que chego a perder a noção do que estou falando.

De tanto abanar os meus pés enquanto eu navegava perdida pelos pensamentos do meu próprio mundo, os meus dedos do pé direito sentiram uma textura irregular e diferente da do chão de madeira lisa. Os meus dedos do pé direito se deliciavam sentindo a textura da calcinha branca de Selena e eu nem estava a dar conta de tal. Ela se esquecera da sua roupa interior no quarto, e agora os meus olhos cor de carvalho observavam as duas partes que constituíam a sua roupa interior. Calcinha branca e sutiã do mesmo tom, cor da paz, cor que relembra os anjos, bondade e paz, e santidade. Algo que eu pensava habitar em Selena, mas com estes acontecimentos, vejo que nem ela é santa.

Enfim, antes que pudesse ter pensamentos incovenientes e talvez invasores da sua privacidade, dirigi-me até à porta do quarto onde Selena estaria trocando de roupa, e bati à porta três vezes suavemente, e esperei por uma resposta sua, uma autorização para entrar, resposta essa que não se fez ouvir pela primeira vez, e então decidi bater novamente e desta vez realizar uma maior chamada de atenção:

- Hey, Selena? - dei três batidas calmas na porta - Você esqueceu sua roupa interior, eu trouxe-ta. Posso entrar?

E de novo não teve resposta. E então foi aí que decidi entrar por aquele quarto sem receber respostas nenhumas. E segundos depois entendi o porquê de permanecer sem resposta, eu teria batido à porta da casa de banho, e não na porta do quarto onde Selena se trocava. Dei um passo atrás e mais tarde me dirigi ao quarto ao lado, que era certamente aquele em que Selena se situava naquele momento, fingindo que nada teria acontecido antes. Não Demetria, não aconteceu nada, nem te enganaste na porta dentro da tua própria casa, quê isso.

Bati à porta do outro quarto e logo ouvi a sua voz respondendo.

- Quem é?

A sua inocência e incerteza na voz relembrou-me de uma informação importante. Tenho de ser dura com ela (por menos que eu queira). Ela merece.

Inspirei fundo e expirei antes de falar.

- Alguém mais vive nesta mansão além de mim e você que vem cá todos os dias? Não. Então, sou eu, sua patroa. - coloquei ignorância e arrogância na minha voz.

- O que quer? - a sua voz inocente e calma, abafada, continuava a preencher os meus ouvidos.

- Olha, eu não sei se você deu conta, mas você deixou sua roupa interior lá no outro quartinho. Não me diga que ia vestir a roupa de trabalho sem antes ter por baixo vestido a sua roupa interior? Isso seria muito baixo da sua parte, Selena, muito baixo... Bom, venha cá buscar sua roupa interior.

- Você pode entrar, a porta não está trancada.

Respirei fundo para não explodir. Oh porra de garota preguiçosa e provocadora.

Não hesitei então em apoiar a minha mão na maçaneta fria, puxá-la para baixo e empurrar a mesma para dentro, assim abrindo a porta e deixando-me com a parte traseira do corpo de Selena nu à vista enquanto os seus braços estavam cruzados para impedir-se de mandar nudes ao vivo e de graça pela janela grande que, recebendo a luz do sol e infiltrando no quarto, deixava para mim uma visão preta do corpo de Selena, um corpo se fingindo da própria sombra. Interessante, ela tinha quase a certeza de que eu entraria por aquele quarto e não se escondeu nem se tapou, e continuou na mesma posição super relaxada. Seria aquilo para me provocar? Se sim então não está resultando, acho eu. Não pode resultar.

- Aqui está seu sutiã e sua calcinha, roupa íntima, ou sei lá como chamar a isso. - declarei de feição séria ignorando o facto de Selena estar nua e de costas para mim, joguei as suas roupas íntimas na cama e dei um passo para trás.

- E o que eu faço agora? - estranhei a sua pergunta sinistra e repentina.

- Ué? Vai se vestir obviamente. Mas que pergunta é essa? - ela suspirou e eu continuei estranhando o seu comportamento. Em um segundo só consegui reparar no seu corpo dando uma volta e mostrando a sua parte frontal para mim. Com todas as suas curvas, seus seios, sua intimidade, tudo à mostra.

E logo levei com dois baldes de tinta vermelha na cara.

- Vai dizer que não sente um tesão do caralho por me ver assim na sua frente? - na hora que tais palavras saíram da boca de Selena eu chorei. E chorei mesmo e muito, só não disse por onde. Quando insistiu pela resposta, engoli em seco antes de responder.

- Você é louca Sel? - pude sentir a minha pele fervilhando mais a cada segundo que passava dentro daquele quarto.

- Já sei, vai falar que não é desse mundo, não é dessas coisas de mulher com mulher, homem com homem... Porque o certo é toda mulher ter seu homem e vice-versa né? - interrompi a introdução do seu discurso.

- Cala a boca Selena, porra, me deixa em paz!

- Mas você sempre vai falar que não faz parte desse mundo LGBT né? Ora assume isso aí pra mim. Assume! - me enfrentou.

- Não. Eu não sou desse mundo Selena! Porquê e qual o problema?

- Ohh... Mas não foi nada disso que a Ruby Rose contou pra mim não. Aquela gostosa do supermercado... - um sorriso safado formou-se com os seus lábios carnudos por uns segundos. Arregalei os olhos e nesse momento já me teriam jogado mais uns quatro baldes de tinta vermelha para as bochechas, enquanto o meu cérebro tentava processar a informação direito.

Como é que ela ficou sabendo? Como ela sequer conhece a Ruby?

- C-como a conheces? - gaguejei.

- Bom, se a chamo "gostosa do supermercado" não é por nada, né? - insinuou a resposta e deu início aos seus risos. - Ela me reconheceu por eu trabalhar para você, começamos a falar e realmente virámos bastante boas amigas... E ela acabou me contando tudo o que já rolou entre você e ela. - fez-se de espertalhona.

- Olha, primeiro de tudo, é "patroa" antes de tudo e não logo "você". Segundo, não se acredita em tudo o que se ouve, cê sabe né? E terceiro, tudo o que eu e ela já tivémos ou deixamos de ter é somente assunto meu e dela. Entraste na minha vida há pouco tempo e já metes o focinho em assuntos que nem são nada haver contigo. Tão cedo, Selena? Tão cedo?

- Patroa, não vale esconder e se fazer de forte...

E por um momento, Selena aproximou os seus lábios dos meus mas ainda sem os tocar, encarando os meus profundamente com os seus olhos castanhos e lindos. Eu encarei os lábios dela, e enviando o olhar mais abaixo, os seus seios eriçados e seus arrepios pintados na pele. Tornei a olhar os lábios de Selena que prestes estariam a tocar nos meus e lembrei-me de quem eu era.

Desviei o rosto e virei-me, permanecendo de costas para Selena e dando uns passos em frente, logo depois voltando-me novamente para Selena com feição neutra que foi alterando para o mau caminho ao longo dos minutos e segundos.

- Agora que eu pergunto, você é louca da cabeça? Você está bem? Que porra te deu na cabeça? Que bicho te mordeu para você se colocar desse jeito à minha frente, - apontei para seu corpo nu - e ainda tentando ganhar um beijo meu contando história falsa que ouviu sobre mim?! Pelo amor de Deus... Olha o mundo que você vive, Selena!

Só soube escutar o seu suspiro antes de falar novamente.

- Que desastre... Vá, se arruma e começa de uma vez por todas a trabalhar se ainda queres receber o dinheiro do dia de hoje! Minha mãe santíssima... - e retirei-me dali.

 Nunca me senti tão perdedora.


  P.O.V. Selena Gomez

Boa Selena. Muito boa. Além de pagar mico expondo demasiada pele para quem pudesse atravessar as ruas perto daquela janela, tentativa fail de tentar fazer uma cena romântica e quente de filme, ainda levo um fora bem dado da pessoa-objetivo (nem sei se esse termo existe). Cadê o meu Grammy e o meu Óscar?

Logo depois um frio percorreu a minha pele por todo o corpo, (talvez fossem pedacinhos do coração de Demi me tocando) lembrando-me novamente de que eu estava nua e que apresentei o meu corpo para Demi que me negou, fazendo-me totalmente de trouxa.

Às tantas devo ter escrito bem grande "TROUXA" na minha testa e só eu é que não vejo.

Peguei na minha calcinha branca e a explorei um pouco mais, e logo que vi um pouco do meu gozo ainda marcado na calcinha só soube curvar a minha cara e formar uma feição enojada, muito enojada. Não acredito que supostamente "gostei" de me relacionar com o Justin e soltei líquido por sua culpa, que caralho de desgosto.

Mas o mais impressionante é como é que ele foi capaz?! Como é que ele foi capaz de cometer essa crueldade - digo crueldade porque isso é crueldade mesmo - de se aproveitar da pessoa que no momento com certeza não está na mais certa das suas consciências, e aproveita para submeter a pessoa a atos que provavelmente ela não cometeria se estivesse sóbria?! Nem sei mais como alguma vez o achei bom homem.

O odor da calcinha percorria a entrada das minhas narinas e eu ficava cada vez mais enojada a cada segundo que ficava a pensar na situação, eu não usaria aquela calcinha com ela naquele estado. Mas também não andaria por aí com o ar frio atravessando as minhas pernas e a superfície da minha vulva sem mais nem menos.

Com o meu corpo envolvido no mesmo lençol branco, avancei discretamente até ao quarto de Demetria, e do seu armário vesti uma calcinha sua. OKAY que ficou-me um pouco largo na parte da bunda, mas fazer o quê? É melhor do que andar por aí com a xoxota em contacto total com o ambiente exterior, como já referi anteriormente.

(...)

- Selena, eu vou dar uma saidinha de casa e você fica aqui continuando a arrumá-la e cuidando de tudo, okay? Não demoro muito para voltar. Mas espera - olhou aos arredores - Ah, agora não há nenhum outro namorado para você roubar. - revirei os olhos e suspirei.

- Essa conversa de novo? Eu já d... - interrompeu-me elevando um pouco o seu tom de voz, esfregando a sua arrogância.

- "Essa conversa de novo" nada que ainda nem chegámos a falar a modo sobre isso.

- Mas eu estava bêbada! Nada daquilo era da minha verdadeira vontade e você...

- Patroa. - corrompeu a minha fala corrigindo-me.

- E a patroa bem viu que eu estava numa bebedeira fodida!

- Fodida sim, você estava fodida. Fodida pelo Justin lá na cama toda aberta para ele. Se era da sua vontade isso não me interessa! VOCÊ ESTAVA LÁ, NUA, SENDO PENETRADA POR ELE.

- O "ele" que já está expulso desta mansão. - atrevi-me a falar.

- E tu também serás expulsa se continuares a me foder a vida, - ela falou determinada e bastante séria, o que me fez engolir em seco e talvez arrepender-me do meu atrevimento há pouco tomado - percebeste?

- ... A patroa está a falar a sério?!

- Não, eu estou a brincar. Você se envolveu sexualmente com o MEU agora ex-namorado e eu estou aqui a brincar acerca de te expulsar da mansão. - ironizou. - Selena, pelo amor de Deus, me poupe, ok? Olha tenho mesmo que sair, você que fica aqui tomando conta de tudo tá bom? Não devo denorar para voltar e ah, quando eu voltar, dispenso te ver toda nua na minha frente e sem vergonha, beleza? Tchau. - e pôs-se fora dali.

Logo que saiu revirei os olhos soltando um grande suspiro, agora Demetria irá me zoar para o resto da vida devido àquele momento e acho melhor mesmo é começar a me habituar a tal.

P.O.V. Demi Lovato

(...)

- Ela gosta de você láláláláláaa falei nadaaa... - falava-me a loirinha.

- Cê tá louca? Ela, gostar de mim? Eu sou um horror de pessoa com ela, ela tem que me odiar como eu agora a odeio depois de a vaca ter dado para o Justin... - meu corpo fracamente começou todo a fervilhar por dentro.

- Você a odeia, a puta que pariu que você a odeia Demi, acorda pra vida, não vem com isso de fingir que está com ciúmes devido ao Justin, - cada vez mais sentia o meu corpo a fervilhar mais e mais enquanto ouvia tais palavras - que eu bem sei que tem é ciúmes da Selena. Não vem negar isso e fingir para mim que você sabe muito bem que eu sei sempre quando você está fingindo. Obrigada de nada. - e soltou um sorrisinho.

- Ariana, fumaste droga? O que é que te está dando? Tás louca? Eu, gostar da Selena? Você sabe que eu não sou desse mundo PORRA ARI. - suspirei e encostei as minhas costas na cadeira.

- Olha, só sei que ela te crusha de certeza. E para se colocar nua para ti ela deve te querer num grau daqueles bem fodido amiga... Mas e você vai falar que não deu ao menos um tesãozinho ao vê-la assim, toda prontinha para você? - eu me sentia tão quente como não sei o quê. - Demi, mentir é feio...

- Ariana, você está totalmente louca da cabeça! - ri, mas de nervoso e ela acompanhou os meus risos com as suas gargalhadas irónicas.

- HAHAHAHHA! Eu, louca da cabeça?! Deixa-me rir. Olha essas bochechinhas vermelhas e envergonhadas! - suspirei - Cara, eu não sei qual o mal que você vê na homossexualidade, nem qual o mal de a experimentar! Já tive experiências, e olha que nem me arrependi. - sua voz soou mais safada no fim, e eu arregalei os meus olhos incrédula.

- Você já teve experiências homossexuais???!

- Sim, já.

- A sério?! - retorquiei.

- Não. Era só para te incentivar a avançar nisso Demz.

- Ah vai tomar no meio do seu cu Ariana. - reclamei - Porquê você tanto me apoia com a Selena? Mas que porra!

- Ah eu acho que vocês ficam muito fofas cara, eu acredito que isto pode dar certo!

Suspirei e revirei os olhos, logo depois encarando Ariana seriamente. Esse negócio todo já está me deixando completamente fula.

- Olha, a Selena é rica e eu nem sei? Quanta grana ela te pagou para você me impulsionar para ela?

- Ela não me paga nada, ela nem sabe que estou falando isso contigo.

- Bom, não interessa. - levantei-me e arrumei a cadeira - O teu incentivo não vai resultar em nada! Agora vou é sair que tenho mais que faça.

Dei meia volta e iniciei o meu afastamento daquele bar.

- Queres é escapar para ganhar mais tempo para apreciar a Selena.

 - Vai se foder Ariana. - respondi e pude logo escutar os seus risos atrás de mim.   Aff. É a Selena se colocando nua para mim, e agora a Ariana me incentivando a investir nisto... Ari deve se achar muito, não?! Por mais que ela pudesse ter razão, eu nunca assumiria tais coisas. Não vou deixar NINGUÉM saber isto sobre mim. Porque isto não é correto, este relacionamento não seria coisa certa. E eu sou Demetria Devonne Lovato, e não faço parte desses mundos LGBT. Aliás, não posso fazer parte.


Notas Finais


Eaeeee amoresss 🙈❤ O que acharam desse capítulo? Comentem as vossas opiniões! CARA QUE SAUDADE QUE EU TAVA DE POSTAR CAPÍTULOS 😍😍😍 mas a escola lá não ajuda muito em relação a arranjar tempo para escrever a fanfic né 😕 Peço imensas desculpas, este capítulo foi reescrito milhares de vezes e demorou muito para deixá-lo de um jeito bom... Mas oq importa é que finalmente aqui está ele. Feito com muito amor para vocês! E espero que tenham gostado 💖 não se esqueçam de deixar os vossos comentários aqui em baixo sobre o capitulo e se quiserem também podem partilhar os vossos palpites para o futuro da fanfic! ❤
XX SEMI ESTÁ MAIS PERTO DO QUE VOCÊS PENSAM XX

Tchau, e até ao próximo capítulo ❤


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