História More Than One Secret - Capítulo 54


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 54 - O bilhete


Fanfic / Fanfiction More Than One Secret - Capítulo 54 - O bilhete

Sentados nos degraus em frente à delegacia Zach me abraçava forte. Matt estava no degrau abaixo. Minhas lágrimas eram incontroláveis. Eu podia ver todas as luzes dos carros de polícia e ver todos muito agitados, mas já não escutava nada.

Eu vi Max e Liam chegarem com a comida e se depararem com todo o ocorrido...

— Alena? — Olhei para minha mãe que sentou-se ao meu lado no degrau e tentou chamar a minha atenção. — Alena, querida, Amy falou que eles a pegaram. Pegaram a Mary. Ela bateu o carro.

Eu continuei a encarando e as lágrimas não paravam.

— Oh, querida. — Ela falou me abraçando. — Já volto, fique aqui, certo? — Falou levantando-se. Eu não conseguia respondê-la. — Zach...

— Tudo bem. — Zach falou soltando a carteira e a chave do carro no chão e pegando minha mão, me puxando novamente.

Thomas e Nicole chegaram.

— É a Sarah? — Thomas perguntou.

— Meu deus! — Nicole falou abraçando Thomas.

— Como isso aconteceu? — Thomas perguntou. — Como isso aconteceu? — Gritou em meio a todos os policiais.

A mãe de Max se aproximou de Thomas e tentou segurar o braço dele. Thomas a afastou.

— “Proteger e servir”, meu rabo! — Gritou Thomas para a mãe de Max e todos os outros policiais.

— Thomas. — Nicole falou chorando.

— ONDE VOCÊ ESTAVA? — Thomas gritou. — VOCÊ ESTAVA BEM AQUI! E NÃO FEZ NADA!

Zach me soltou e desceu os degraus para ajudar Nicole com Thomas.

— Thomas! Vamos, cara, respire. — Zach falou se aproximando.

— Thomas! Pare! — Nicole falou segurando o braço de Thomas.

— Eu não entendo. — Gritou Thomas. — Quem a mataria? Preciso saber.

— Sim, eu também. — Murmurei.

Peguei a chave do carro de Zach e saí. Matt estava tão desnorteado que não notou minha ausência.

Segui um carro de polícia até que o carro parasse e fiz o mesmo. Desci do carro e vi Lorenzo parado olhando o carro que havia capotado e saído da estrada. Corri até ele.

— É a Mary? — Gritei ao me aproximar dele.

— Não pode ficar aqui. — Lorenzo falou me empurrando para longe.

— É a Mary? — Repeti a pergunta. — Ela está morta?

— A motorista foi decapitada durante o acidente. — Lorenzo falou.

— Xerife? — Um policial falou se aproximando de Lorenzo.

— Sim.

— Acharam isso próximo ao carro. — O policial falou mostrando um saco com um papel dentro.

“Xeque-MATE pra mim, vamos começar uma nova rodada, A.H.?”

Lorenzo me encarou.

— Ela não era a assassina. — Falei e as lágrimas voltaram a escorrer no meu rosto.

Lorenzo pediu para que o policial me acompanhasse até a delegacia novamente.

O policial me levou no carro de Zach. Quando chegamos à delegacia ele entregou a chave a Zach, que parecia furioso.

Não falei com ninguém. Voltei para casa com minha mãe e Oliver que havia ido buscar a gente.

Adormeci e acordei com o despertador. Continuei deitada por um tempo.

— Alena? — Oliver falou batendo na porta. — Posso entrar?

Não respondi nada e ele abriu mesmo assim.

Oliver se aproximou da cama e sentou-se ao meu lado.

— Você está bem? — Perguntou.

Nem o encarei, continuei olhando para o teto como estava antes dele entrar.

— Quer conversar?

— Não. — Falei ainda olhando para o teto.

— Você quer... — Oliver falou antes de ser interrompido por mim.

— Não. — Falei.

Ele levantou-se da cama e saiu do quarto.

Ainda demorei a levantar e me arrumar. Meu rosto estava todo inchado de tanto chorar. Coloquei uma roupa e tentei parecer o mais normal possível.

Nicole Dunn: Você vai hoje?

Coloquei o celular dentro da bolsa e desci.

— Você vai hoje? — Oliver perguntou.

— Quer que Oliver vá deixá-la, querida? — Minha mãe perguntou.

— Pego um táxi. — Falei.

— Quer comer algo antes de sair? — Minha mãe perguntou.

— Eu compro um café no caminho. — Falei saindo e fechando a porta.

O ar congelava o meu rosto. Fui andando até o Vanilla’s. Comprei um café e esperei um táxi para ir à escola.

Estava tudo quieto. Fui levada até um auditório onde a maioria dos alunos concentrou-se. Havia algumas fotos, de todos que haviam morrido nos meses passados. Melissa Woss, Emilly Cox, Jackson Mees, Ayla Hasson, Mary Louise Zafer e Sarah Kidman.

Estavam sentado um ao lado do outro: Thomas, Nicole e Max. Havia um lugar guardado ao lado de Max.

Ao passar por uma das cadeiras esbarrei de frente com Daniel, Chad e Nathan. Há muito tempo que não via Daniel. Ele, Chad e Nathan pararam de andar conosco assim que Melissa morreu. Eu cumprimentei a todos.

— Como está, Ally? — Daniel perguntou.

— Já estive melhor. — Falei e continuei a andar.

Continuei andando em direção a Max e sentei ao seu lado. Não falei com ninguém.

Olhei em volta, mas não achei Liam.

— Clarke tem falas escritas. — Falou Max encarando a diretora que passava as folhas de papel pelas mãos.

Eu continuei calada.

O pai de Thomas estava presente também, ao lado da diretora.

— Bom dia, meu amigos. — A diretora Clarke começou a falar. — Sei que ainda estamos abalados pelos eventos dos últimos meses. E a perda da nossa comunidade é algo que sentiremos por anos. Xerife Campbell?

Clarke passou a fala para Lorenzo.

— Sei que existem vários boatos circulando por ai. Estou aqui para dizer o que sabemos. Ontem à noite, Mary Louise Zafer aparentemente atacou Sarah Kidman perto da delegacia e escapou do local. Sarah morreu devido às lesões, antes do socorro médico. Temos motivos para ligar esse assassinato há todos os outros ocorridos. Nossa legista está realizando exames para confirmar que o corpo encontrado no carro é realmente de Mary Louise Zafer. Mas acredito que pegamos a pessoa certa.

Espere um segundo. O QUÊ?

— Acabou. — Falou Lorenzo por fim.

Clarke tomou a palavra e Lorenzo saiu do auditório. Peguei minha bolsa e levantei em seguida. Max se assustou e pude perceber que levantou em seguida.

Saí do auditório e gritei por Lorenzo.

— Ei Xerife!

— Sim? — Falou Lorenzo.

— E enquanto ao bilhete?

— Não posso falar sobre isso.

— Mas estão investigando, certo? Não vão jogar na Mary para encerrar o caso?

— Ninguém está jogando nada em ninguém. — Falou Lorenzo. — Max, talvez queira levar sua amiga a um psicólogo. — Falou saindo.

Eu ia partir para cima, mas Max me puxou.

— Ei, Alena, qual é?

Eu me soltei do braço dele e segui pelo corredor.

— Alena! — Falou.

— O quê? — Perguntei encarando ele.

— Solucionaremos isso, eu prometo. — Falou. — Sempre achamos um jeito, lembra?

As lagrimas voltaram a preencher meu rosto.

— Sabe o que é estranho? Eu queria que fosse ela. Eu queria que fosse a Mary.

— Eu sei. — Max falou me abraçando.

— Só quero que isso acabe.

— Todos queremos. — Max falou me afastando um pouco para limpar meu rosto.

— Por isso estou preocupada. — Falei.

— Acha que não foi ela? — Max perguntou e sua expressão pareceu assustada. — Acha que o assassino ainda está por aí.

— Eu não sei. — Falei secando o rosto. — Espero que não. Mas mesmo que a Mary tenha matado a Ayla e a Sarah, ou todos os outros, porque estaria me incomodando? Não faz sentido.

— Você está certa. — Max falou. — Vamos resolver isso, o.k.?

Eu confirmei com a cabeça.

— Preciso falar com o Zach. — Falei.

— Estou de carro. — Max falou andando pelo corredor em direção a saída.

— Eu preciso falar com o Zach. — Falei.

— Você está louca se acha que vou deixá-la andar sozinha quando há um assassino por ai. — Max falou. — Somos a equipe problema. — Sorriu. — Eu quase já morri o que tenho a perder, certo?

Eu sorri e o acompanhei.

Quando estávamos saindo vi Jason sentado sozinho em um dos bancos.

— Você pode encontrar o Zach? Prometo que vou assim que checar algo.

— Alena...

— Eu juro que se algo acontecer eu ligo.

Max beijou minha cabeça e hesitou em largar a minha mão.

— Por favor, tenha cuidado. — Falou com um sorriso. — Eu não sei o que faria se algo lhe acontecesse.

— Vou ficar bem. — Sorri e segui em direção a Jason.

Jason Patterson e eu nunca formos melhores amigos. Seu cabelo loiro brilhava a luz do sol.

— Jason. — Falei me aproximando.

Jason puxou o fone de ouvido e me encarou com os olhos azuis tristes.

— Oi, Alena. — Falou.

— Você está bem? — Perguntei. — Importa se me sentar?

Ele fez que não com a cabeça e afastou um pouco me dando espaço suficiente.

— Estou bem, acho. — Falou. — Sinto muito pela Sarah.

— Obrigada. — Falei e quase voltei a chorar. — Você e a Mary... Eram próximos?

Eu me lembro de Jason no hospital quando Max e Mary sofreram o acidente.

— Difícil dizer. — Falou com um sorriso triste. — Acho que estávamos começando a ter algo, sabe?

— Eu sinto muito. — Falei.

— Como estão seus amigos?

— Bem... Tentando superar, acho.

— Eu sei... Ela era realmente uma boa garota. — Falou.

— Sim, ela era.

— E você?

— Com um mau pressentimento. — Falei. — Como se algo de ruim fosse acontecer em qualquer momento.

— É compreensível. — Falou. — Você acabou de perder uma de suas melhores amigas.

— É... — Falei e meu celular vibrou.

Max Bayer: Onde você está?

Max Bayer: Está tudo bem?

Max Bayer: Estou no apartamento do Zach.

Max Bayer: Seria bom você responder e me deixar menos preocupado.

Max Bayer: Ligue qualquer coisa.

Max Bayer: Não estou achando um rostinho preocupado, caso tivesse achado eu mandaria.

Max Bayer: Apareça logo.

 — Bem... — Sorri após receber todas as mensagens. — Eu preciso ir. — Desbloqueei o celular para pedir um táxi.

— Quer uma carona? — Perguntou. — Estou de carro.

— Não vou para casa. — Falei.

— De qualquer forma... Eu posso deixá-la se quiser. — Sorriu. — Se não for tão longe.

Eu aceitei a carona e Jason me deixou no apartamento de Zach.

— É um apartamento legal. — Jason falou. — Você se mudou?

— Um amigo mora aqui. — Falei. — O cara naquele dia do café.

— Oh... O ex. namorado... — Falou sorrindo. — Então vocês voltaram?

— Não. — Falei. — Acho que é melhor assim.

— Bem... Está entregue.

— Obrigada, Jason. — Falei. — E sinto muito pela Mary, novamente.

Ele sorriu, mas parecia triste.

— Obrigado, você, pela conversa.

Eu sorri e saí do carro.

Eu subi até o andar de Zach. Bati duas vezes antes de Matthew abrir a porta.

— Oi, Alena. — Matthew falou afastando-se para que eu pudesse entrar.

— Não pude dizer ontem... — Comecei. — Mas sinto muito pela S.

— Digo o mesmo. — Falou e seguiu direto para o quarto.

Max e Zach estavam na sala.

— Como você está, ladra de carros? — Zach perguntou.

— Sinto muito por isso. — Falei.

— Sério, como está?

— Quero encontrar o assassino. — Falei.

— Mas eu achei que... — Zach começou antes de ser interrompido por mim.

— Não faz sentido ser a Mary. — Falei.

— Alena... — Max tentou começar a falar.

— Eu vi o bilhete. — Falei.

— Que bilhete? — Perguntou Zach.

— Você falou sobre um bilhete com o Lorenzo... Agora que lembrei. — Max falou.

— Achei que estivesse trabalhando no caso. — Falei olhando para Zach.

— E eu estou. O caso está quase fechado se confirmarem que era Mary Louise no carro. — Zach falou.

— E o bilhete? — Perguntei.

— Que bilhete? — Os dois perguntaram em uníssono.

— O bilhete que foi encontrado no carro.

“Xeque-MATE pra mim, vamos começar uma nova rodada, A.H.?” Repeti o que li ontem assim que o policial entregou o bilhete a Lorenzo.

— O assassino ainda está por aí. — Max falou. — Mary foi mais uma vítima. Thomas e Nic precisam saber disso. — Max pegou o celular e pude o ver ligar para Thomas.

Zach me encarou confuso. Eu fiquei calada e ele também.

Max desligou o celular e levantou-se do sofá.

— Thomas está sem carro. — Falou. — Vou buscalos na escola. Tudo bem se eles vierem para cá? — Perguntou a Zach.

— Claro. — Zach confirmou.

— Eu preciso falar com a Nic. — Falei. — Diga que é urgente.

Max confirmou com a cabeça e saiu.

— Como você está? — Perguntou.

Eu me sentei ao seu lado no sofá e esperei Max bater a porta.

— É minha culpa. — Falei e comecei a chorar.

— Alena... — Zach tentou me manter calma e me envolveu em seus braços.

— Eu escolhi a Nic e ele machucou a Sarah. — Falei mostrando a conversa a Zach. — Vê? É minha culpa.

Zach pegou o celular da minha mão e bloqueou. Ele me abraçou.

— Nic não estava lá e eu não conseguia encontrá-la. — Falei soluçando. — Eu estava com medo de perdê-la.

— Escute, o.k.? Você deveria ter me mostrado isso ontem. — Falou. — Mas não é sua culpa, Alena.

— Zach... — Falei entre os soluços e ele continuou.

— Nunca se culpe por isso. — Voltou a falar. — Nunca será sua culpa se alguém morrer. Não tente brincar de Deus e salvar todo muno. Você não tem o poder de vida ou morte, Alena. Tem um estranho lhe perseguindo e matando pessoa, não conclua automaticamente que a culpa é sua.

— Eu sinto muito. — Falei tentando conter as lágrimas.

— Não. Não sinta. Não se deve reprimir ou evitar a dor.

Zach me acalmou. Ele pegou um copo com água e voltou para sentar ao meu lado.

— Essa é a sensação de sermos amigos? — Perguntei tomando um gole da água.

Zach sorriu.

— Não é tão ruim, é?

— Não. Hoje não.

Max abriu a porta e entrou ao lado de Thomas e Nicole.

Zach deixou que eu levasse Nicole para o quarto dele para que pudéssemos conversar sozinhas.

Eu contei a Nic sobre as mensagens, sobre tudo. Nicole falou que não era o pai dela que tinha ligado, mas sim Thomas. Ela havia ido se encontrar com ele.

 Ela não me contou o motivo, mas lembro de ter visto os dois chegarem juntos na delegacia.

— Não posso acreditar que ela se foi. — Falei olhando a cidade pela janela do quarto de Zach.

— Não posso acreditar que a abandonei. — Nicole falou chorando na cama.

— Nic... — Falei me aproximando dela. — Ambas abandonamos.

— Mas você estava preocupada comigo. — Falou entre os soluços. —

— Nic, não é sua culpa.

— Eu não sei mais o que fazer. — Nicole falou. — Eu já perdi tantas pessoas... E esse rímel a prova d’água não funciona. — Falou tentando limpar o rosto que estava ficando escuro com o rímel escorrendo.

Eu coloquei um travesseiro no meu colo.

— Venha aqui. — Falei a puxando para perto de mim. — Você pode ficar sem rímel por hoje.

Nicole continuou soluçando.

— Eu sei. — Falei. — Eu também sinto falta dela.

Foi então que nossos celulares vibraram ao mesmo instante.

Anna Hertel: Minha casa hoje à noite. Por todos os mortos dos últimos meses. 


Notas Finais


#Zalena ou #Malena?
Nic e Thomas?
Mary vamos sentir saudades... #R.I.P.ML
O que a Anna vai aprontar?
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Comente o que achou do capítulo e visite nosso Instagram: @lexkzz (respondemos mensagens assim que visualizadas)
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Cada vez mais próximo de acabar todo o mistério, jogue suas apostas:


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