História More Than One Secret - Capítulo 56


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 56 - Dizer o quê?


Fanfic / Fanfiction More Than One Secret - Capítulo 56 - Dizer o quê?

Eu acordei sozinha em algum estacionamento. Não reconheci o lugar. Tudo ainda estava bagunçado na minha cabeça.

— Merda! — Falei tocando na minha cabeça e percebi que havia sangue na minha sobrancelha. Talvez tivesse me cortado...

Meu celular estava no chão a alguns metros.

Andei até conseguir pegar o celular. Havia uma mensagem. Já passava de meia noite do dia 15.

Considere um presente, A.H”.

Havia um link. Quando eu cliquei era um vídeo ao vivo online. Era Thomas. Ele estava quase inconsciente, foi quando percebi que havia algo em seu pescoço, algo como um fio...

— Oh meu deus, Thomas! — Falei desesperada tentando levantar.

Entrei em desespero. Tentei achar um modo de sair do estacionamento. Ainda estava tonta e quase caindo... Encontrei um elevador e apertei o botão para ir à recepção.

Diga!” Apareceu na tela do celular “Diga a ela ou você vai morrer e ela nunca irá saber”.

As letras apareceram no vídeo e não apareceram só para mim, pois em alguns segundos Thomas tentava falar algo.

Eu saí em uma recepção e percebi que conhecia aquele lugar... Eu já tinha ido até ali...

Alena? — Escutei Thomas falar no vídeo.

Oh meu deus... As lagrimas começaram a cair sobre meu rosto.

— Thomas? Pode me escutar? — Falei olhando a tela do celular.

Uma moça se aproximou de mim e perguntou se eu estava bem.

Escute, não... — Ele falava com dificuldade. — Não se preocupe.

— Oh meu deus... — Falei chorando olhando para o celular. — Alguém chame a polícia! — Gritei na recepção.

É muito tarde... — Thomas tentava falar. — muito tarde para me salvar.

Eu senti um aperto no coração. Olhava o rosto de Thomas... Ele parecia tão... Seus olhos estavam cheios de lágrimas.

— Oh meu deus...

— O que está acontecendo? — A moça perguntou tentando me ajudar. — Já chamamos a polícia...

DIGA!” Apareceram as letras novamente na tela.

— Não. Não. Não! Você fica comigo! — Falei chorando. — Você fica comigo!

DIGA OU ELA NUNCA IRÁ SABER!

— Dizer o quê? — Gritei e todos pareciam desesperados.

Alena... — Ele parecia ficar sem ar a cada palavra. — Eu te amo, Alena. Eu te amo, Alena.

Meu coração despedaçou. Eu olhei para o vídeo uma última vez. Era ele, era o meu Thomas. O vídeo saiu do ar e meu celular apagou.

— Não, não, não. Não! — Gritei. — Onde ele está? Por favor! Onde ele está?

Eu olhei para todos e todos pareciam assustados. Eu conhecia este lugar... Como eu conhecia esse lugar? Tentei me lembrar de todas as formas possíveis...

Era aqui que Oliver havia comprado um apartamento meses atrás.

Espere um segundo... Thomas estava em algum lugar alto.

— Há um terraço aqui? — Perguntei olhando para moça que estava ao meu lado.

— Sim, mas...

Não escutei nem mais uma palavra. Entrei no elevador e apertei o último botão.

Que eu esteja certa. Que eu esteja certa!

— Thomas! — Gritei assim que o elevador abriu.

Abri uma porta e subi mais um lance de escada. Dei mais alguns passos e o encontrei.

Thomas estava amarrado a uma cadeira. Ele parecia inconsciente. Corri até ele e tentei cortar o frio que estava em sua garganta.

— Tom! — Gritei enquanto puxava o frio.

Havia uma tesoura de poda perto das plantas no terraço e eu corri para pegá-la.

— Thomas! — Falei cortando o fio que estava em seu pescoço.

Assim que cortei tentei acordá-lo. Mas Thomas não respondia.

— Vamos, Tom! — Falei o encarando.

Tentei sentir seu pulso, mas se houvesse um estava muito fraco para sentir. O desamarrei e tentei puxar seu corpo para o chão. Thomas estava ficando gelado... Ele estava apenas de cueca, o que piorava a situação. Com o ar gélido e Thomas naquele estado...  

Fiz respiração boca a boca e comecei as compressões cardíacas.

— Vamos, Thomas! — Falei quase sem ar. — Vamos! Não pode me deixar agora!

As lagrimas já haviam voltado a correr pelo meu rosto.

— Afastem-na dele! — Lorenzo gritou.

Eu ainda não sentia o pulso de Thomas. Zach guardou a arma e questões de segundos me arrastou para longe do corpo de Thomas.

— Não! — Gritei ainda chorando. — Sinto muito, sinto muito... Não!

Lorenzo se aproximou do corpo o mais rápido possível e voltou a fazer as compressões.

— Chame uma ambulância! — Lorenzo gritou.

— Oh meu deus... — Chorei e Zach ainda tentava me tirar daquele lugar.

— Temos que ir. — Zach falou me arrastando. — Temos que sair daqui.

— Thomas! — Gritei mais forte.

— Vamos, vamos embora! — Zach falou me agarrando pela cintura e me tirando a força daquele lugar.

Zach me soltou assim que entramos no elevador. Eu não o encarei. Não falei uma palavra.

Quando chegamos à recepção havia policiais em todos os lugares. Max estava ao lado de Amy.

Eu enxuguei as lágrimas. Assim que Max me viu ele veio até onde eu estava.

— O que aconteceu? — Max perguntou me puxando para um abraço.

— Ela achou o Thomas. — Zach falou.

— Onde está o Thomas? — Max perguntou preocupado.

— Max, eu... — Zach começou a falar. Mas não havia palavras.

Uma ambulância chegou. O meu pai desceu com uma enfermeira. Ele me encarou, mas não parou um segundo, seguiu direto para o elevador.

Ele deveria ter acabado de chegar de viagem...

— Se eles estão aqui, ele está vivo, certo? — Max perguntou me abraçando.

— Ele não parecia tão bem, Max. — Zach falou. — Bem... Eu preciso...

Senti Zach me encarar, mas não fiz o mesmo. Meus olhos estavam vidrados no elevador, esperando... A camisa de Max já estava molhada de tantas lágrimas.

— Qualquer coisa me chame. — Zach falou. Ele se aproximou e beijou minha cabeça.

Zach se afastou e Max me abraçou mais forte.

— Eles o pegaram. — Max falou. — Eles pegaram o Jason.

Eu não tinha reação. Max era mais alto que eu então quando me abraçou seu queixo ficou em cima da minha cabeça.

— Eles o pegaram. — Repetiu.

Saíram com Thomas na maca.

— Você acha... — Max tentou perguntar antes de ser interrompido.

— Eu não o senti respirar. — Falei. — Não o senti. — Repeti.

Max me abraçou forte.

— Você o achou. — Max falou beijando minha cabeça. — Poderia ser pior.

Eu saí do apartamento abraçada a Max. Entrei em seu carro e ele me levou até minha casa.

— Precisamos contar a Nic. — Ele falou abrindo a porta.

Eu fiz o mesmo. Não falei uma palavra.

Se Nic estivesse com Thomas porque Thomas havia falado que me amava?

Max me deixou em frente à porta. Minha mãe veio abrir.

— Querida... — Minha mãe abriu a porta assustada e ficou mais ainda a me ver. — Eu estava preocupada... Aconteceu alguma coisa?

Eu não consegui falar. Entramos. Max explicou tudo que havia acontecido a minha mãe, enquanto eu estava no banho.

Fiquei sentada na cama por alguns minutos após isso. Ainda estava de roupão quando alguém bateu na porta.

— Entre. — Falei.

Max abriu a porta e me encarou.

— Precisamos conversar. — Falou.

Eu estiquei meus braços e Max sorriu. Ele entrou no quarto e fechou a porta. Andou lentamente, ainda sorrindo, sentou-se ao meu lado e me abraçou.

— Eu nunca deveria tê-la deixado na festa. — Max falou. — Foi uma má ideia. E o que aconteceu com você... É minha culpa. Não deixarei acontecer de novo, está bem?

Eu confirmei com a cabeça e continuei abraçando Max.

— Zach chegou minutos após você sumir. — Max falou. — Eles levaram Jason preso. Foi louco. Jason falou que só havia ido pegar um copo d’água para você. — E era verdade, eu me lembro de ouvir Jason falando isso. — Ele falou que não havia encostado em você.

— Mas eles não têm evidências... — Falei antes de ser interrompida.

— Zach falou que a ligação havia chegado há uma hora. — Começou. — Um zelador achou as roupas do Thomas no porão de um prédio de apartamento.

— Qual o endereço do prédio? — Perguntei.

— Era o apartamento do Jason. — Max falou.

Meu coração apertou, mas me sentia mais segura com Max e Jason na prisão.

— Porque ele fez isso? — Perguntei. — Porque ele é tão obcecado em me mostrar a verdade... Mostrar os defeitos dos outros...

— Talvez ele sinta que deva proteger de você. — Max falou. — Não sei...

— Eu preciso falar com ele. — Falei. — Preciso saber o porquê.

— Hoje não. — Max falou. — Você já passou por muito hoje.

Max beijou minha cabeça.

— Precisamos falar com a Nic. — Falei.

— Acha que ela já não sabe? — Max sorriu e eu saí do abraço. — Ela já me encheu de mensagens falando o quanto eu sou traidor por não ter contado.

— Como ela soube? — Perguntou.

— Ela falou que Lorenzo a ligou. — Max falou. — Ele sabia que ela estava preocupada com Thomas.

— Ela falou se ele está melhor? Falou o que aconteceu com ele?

Max me encarou, hesitou em falar, mas o fez.

— Ele está em coma induzido. — Falou. — Mas não é tão serio, é mais como uma sedação... Ele ainda precisa de ajuda para respirar...

— Eu tenho quase certeza que ele estava morto, Max — Falei. — Eu não o senti respirar... Eu tentei, mas...

Max segurou minha mão e me encarou.

— Você o encontrou, Alena. — Max falou. — Não se pressione tanto... — Max parou por um segundo e me encarou preocupado. — Como você o encontrou?

Eu parei e tentei lembrar o que havia acontecido.

— Eu desmaiei. — Falei.

— O quê?

— Eu fiquei tonta no meio da festa. — Falei. — Jason me ajudou a sentar em uma cadeira e saiu para pegar água. Não me lembro dele ter voltado... Mas lembro que tentei me levantar e encontrei alguém que estava vestido de preto... Após isso eu apaguei e acordei em um estacionamento.

— O quê? Não faz sentido...

— Era o estacionamento daquele prédio... O prédio que estava Thomas.

— Está me dizendo que Jason te levou até um estacionamento para que achasse Thomas? Como foi parar no terraço?

— Meu celular estava a poucos metros... Eu o peguei e lembro que havia uma mensagem. Dizia: Considere um presente, A.H.

— Um presente?

— Ele queria que eu encontrasse Thomas. — Falei. — Por isso me deixou em um lugar mais perto dele.

— Então ele planejou tudo. — Max falou. — Ele sabia que iríamos a festa...

— Max, havia um vídeo. — Falei. — Um vídeo ao vivo.

— Como assim?

— Era o Thomas... — Falei — Ele estava morrendo.

— O quê?

— Havia um fio em sua garganta... — Segurei as lágrimas. — E mesmo assim ele foi obrigado a falar comigo.

— Ele podia te ver?

— Não... Mas ele falou meu nome. — Respirei fundo. — Ele sabia que eu estaria vendo o vídeo.

— O que ele disse?

— Ele falou que eu não me preocupasse.

— O que mais ele falou?

— Que era tarde demais para salvá-lo. — Falei. — E ele estava certo. Eu o coloquei naquele lugar... — Lembrei que Thomas havia falado que me amava... E era por essa razão que ele estava lá. — Ele estava lá por minha culpa.

— Não é sua culpa. — Max falou.

— É sim, Max. — Falei. — Todos eles são minha culpa.

— Alena...

— É melhor você se afastar de mim. — Falei e as lagrimas voltaram a correr no meu rosto. — Não quero que nada lhe aconteça.

Max me encarou e logo após deu um sorriso torto.

— Deixe-me lhe falar uma coisa, Encrenca. — Começou. — A vida não é fácil e você não pode me proteger de tudo.

— Posso tentar...

— Alena, eu ficarei bem. — Max falou. — Eu sei onde estou me metendo.

— Max...

— Não importa o que aconteça eu vou ficar ao seu lado, o.k.? Nunca me peça o contrário. Nunca.

Max sorriu e eu pude sentir naquele momento que ele nunca iria me deixar. Por um momento eu quase pude o abraçar para sempre.

Eu tinha Thomas, mas o afastei de mim. Tinha Zach, mas fiz o mesmo com ele. Com Max eu não cometeria o mesmo erro.

— O que você vê em mim que é tão especial?

— Eu vejo você. — Sorriu. — E isso é mais que especial.

Eu voltei a abraçá-lo. O celular de Max tocou e ele atendeu. Eu me afastei e entrei no banheiro para vestir uma roupa. Coloquei uma calça de moletom e uma blusa de malha. Prendi o cabelo e me encarei no espelho.

Eu precisava conversar com Thomas e resolver as coisas. Assim como precisava falar com Zach.

Abri a porta e Max estava em pé ao lado da cama.

— Era a Amy. — Max falou. — Ela quer que eu vá para casa.

— Não pode ficar um pouco mais? — Perguntei me deitando na cama.

Max sorriu e balançou a cabeça.

— Ainda vou morrer por sua culpa. — Max falou sorrindo e tirando o sapato. — Afasta para lá.

 Eu ri e afastei para que ele pudesse deitar.

Max ele não deitou, ficou sentado. Ele soltou meu cabelo e ficou mexendo. Eu liguei a televisão e estava passando O Homem Formiga. Max teve alguns ataques de riso. Não lembro muito bem, mas adormeci logo.

Acordei com meu celular tocando. O sol já entrava pela janela que havia esquecido de fechar antes de dormir.

Max ainda estava ao meu lado e acordou logo em seguida com o toque do celular. Ele não havia ao menos deitado, ainda estava sentado na cama. Eu sorri.

— Merda! — Falou olhando a hora. — Amy e Jan vão me matar.  

Eu ri e levantei da cama. Fui pegar o celular que estava perto do computador. Era Zach.

— Oi. — Falei.

Não tenho muito tempo. — Zach falou. — Mas o Jason não é nosso cara.

— O quê? — Perguntei assustada.

— O que aconteceu? — Max perguntou me encarando.

Armaram para ele. — Zach falou. — Não há indícios de que ele esteve naquele prédio, ou Thomas... O que é estranho, mas ele estava em custódia quando você sumiu. Colocaram as roupas na casa dele. Não é nosso cara.

Eu respirei fundo.

Bem... Eu preciso desligar. — Falou. — Mas se houver novas notícias eu ligo. — Zach desligou o celular.

Voltei e sentei-me ao lado de Max na cama.

— Alguém armou para ele. — Falei.

— Alguém armou para ele? — Max perguntou confuso.

— Parece que sim.

Eu respirei fundo.

— Melissa, Emilly, Jackson, Ayla, Mary, Sarah... — Encarei Max. — Ele os matou por minha causa. — Falei.

— Alena, não pode... — Tentou falar antes de ser interrompido.

— Ele teve uma chance ontem. — Falei. — Por que ele me deixou viver?

— Bem... Se ele procura defeitos, talvez não encontre nenhum em você.

Eu balancei a cabeça.

— Perfeição não existe. — Falei. — E ele é doente por pensar que existe. Todos em falhas... Especialmente eu. O que acha que ele fará quando descobrir isso?


Notas Finais


Foi por pouco Anjo Thomas...
Será que teremos #THENA novamente?
Zach e Alena, o que está acontecendo com nosso shipp? #MALENA?
Jason Patterson?
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Cada vez mais próximo de acabar todo o mistério, jogue suas apostas:


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