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História More Than Pets - Imagine TXT (Yeonjun e Soobin) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Caraca já tamo em 16 de janeiro de 2020 pessoal! Pois é...
O tempo voa.
Espero que o começo de ano de vcs esteja sendo legal, e se não estiver, não desanimem! Ainda temos muitos dias pra melhorar isso!

Capítulo 10 - Mais Que Os Olhos Podem Ver


Fanfic / Fanfiction More Than Pets - Imagine TXT (Yeonjun e Soobin) - Capítulo 10 - Mais Que Os Olhos Podem Ver

 

— Yunnie...

Ele beijou-me sem me dar qualquer chance de recusa. E eu não lutei. Correspondendo o seu beijo com fome, eu o queria assim. Selvagem e duro. Minha mão solta segurou a lateral da sua cintura e lentamente desceu para a frente de sua calça, sentindo o volume ali presente, eu acariciei a medida que sua mão agarrava a minha nuca, controlando o beijo sedento. Eu o senti puxar meus cabelos levemente, gemendo o meu nome baixinho, olhando em meus olhos enquanto eu o acariciava. 

— Eu não posso fazer isso...

— Não é o que seu amigo está falando... — Eu sorri maliciosa, olhando para baixo, levando-o a imitar meu movimento. Ele soprou seu ar quente na minha boca e o vi engolir. Ele me queria. Eu podia sentir isso. — Você me quer. Admita. 

— Porra esse seu cheiro! — Ele me pegou no colo e eu enlacei meus braços em seu pescoço por impulso, ofeguei quando ele colou nossos corpos na parede mais próxima, sentindo minha blusa começar a colar com o suor. Eu estava em chamas. — Você vai me enlouquecer...

— Então enlouqueça! — Acariciei seus cabelos cinzentos sem deixar de sorrir com seus olhos cinzas também. — Me tome como sua. Eu quero...

Yeonjun segurou minhas coxas despidas com força, enquanto voltava a me beijar ferozmente, enfiando suas mãos por debaixo da minha saia que havia subido há tempos, minhas mãos agarraram seus cabelos e eu gemi sem me conter enquanto sentia sua ereção entre as minhas pernas, simulando o que eu queria que fizéssemos sem todos aqueles panos.

— Não... — Ele me soltou no chão lentamente, eu ainda o segurava quando ele tirou minhas mãos dele e se afastou passando a mão pelos cabelos, nervoso e negando. Me rejeitando. — Eu não posso...

— Por que não? — Eu estava ofegante, úmida e frustrada. Eu me sentia humilhada. — Por que você não pode, Yeonjun?! — Gritei e nem me dei o trabalho de secar as lágrimas que escorriam. Ele olhou pra mim chocado, e um tanto assustado com os meus gritos. — Por que você não me quer mais?

— Você não sabe o quanto é difícil pra mim. 

— O que? Me desprezar? — Ri sem humor. — É difícil me deixar? Foi difícil mesmo? Não pareceu.

— Você não entende? Eu não posso por que... — Ele hesitou. 

— Por que?

— Por causa disso. — Ele tirou do bolso de trás o mesmo pacote branco que eu havia visto outro dia. Ele o rasgou e tirou uma injeção e um vidrinho. Ele puxou o liquido de dentro do vidrinho, o sugando com a agulha que ele tinha espetado. Depois olhando para o seu braço, eu o vi injetar aquilo em si mesmo, e seus olhos mudarem de tom após poucos segundos. — Isso funciona como um supressor. Ele me impede de ceder aos meus instintos. Eu ainda sou a droga de um hibrido. E mesmo se eu não fosse, eu ainda desejaria você. 

— Então... — Pensei sobre os olhos cinzas e o meu cheiro atraindo Taehyun, eu estava fazendo aquilo propositalmente? Eu estava... — Você está no cio, não é?

— Eu acho que sim. Por que?

— Que droga... — Minhas mãos pararam em meus próprios cabelos e eu os ajeitei com raiva. Eu entendia o meu súbito desejo por Taehyun agora. — Mil vezes droga... 

— O que foi?

— Tchau, Yeonjun.

— Noona... — Ele se aproximou hesitantemente de mim. Eu não conseguia sentir raiva dele quando o via com aquela carinha. — Nós estamos bem?

— Eu não sei... 

Ajeitei minha saia, a puxando para baixo, recolhi minha bolsa em frente a porta e saí da sala apressada. 

Eu queria acreditar que estávamos bem, ou pelo menos ficaríamos. Embora eu não tivesse certeza de nada.

Procurei meu celular na minha bolsa e liguei para Jin. Esperando que ele confirmasse o que eu já sabia. 

— O que aconteceu agora? 

— O Yeonjun... Você sabia que aquela coisa impede ele de entrar nos cios? 

— Sim eu sabia. Achei que ele tinha te falado. Mas não podia me ligar mais tarde? Eu trabalho sabia?

— Você está trabalhando agora?

— Intervalo. 

— Então você pode falar. — Rolei os olhos, deixando a empresa, rumo ao estacionamento. Eu procurei pelo o meu carro. — Se o Yeonjun não tem mais cios... — Entrei no carro vermelho estacionado na segunda fileira próximo a entrada do prédio, deixando minha bolsa no assento ao lado. — Por que eu ainda tenho? Por que o meu corpo fica diferente quando ele entra nesses cios?

— Por que você continua ligada a ele. — Suspirei lembrando da marca. — E ele a você. Mas ele tem um supressor e você não.

— Ah vai pra porra êhn... — Ele riu e eu encerrei a ligação. — Droga Yeonjun.


 

ゝゝゝ
 

 

— Noona ele é tão fofinho! Posso ficar com ele? — Soobin abraçou o hibrido de raposa de lado. Implorando para eu não deixar o mais novo amigo ir embora. — Por favor?!

— Mas meu amor ele já tem um lugar pra ir. — Agachei-me para ficar na altura dos dois e acariciei os cabelos de Soobin. Eles estavam sentados no tapete da sala. Até poucos minutos brincando alegremente antes de eu receber a ligação da familia que iria ficar com Hueningkai. — Ele vai ter uma casa como você e pessoas especiais que vão cuidar dele. Você não quer que ele seja feliz também?

— Ele pode ser feliz aqui com a gente. — Contrariou-me birrento. — Por favor, Noona. Não deixa levarem ele!

— Ele vai ficar bem. — Tranquilizei o hibrido de coelho. — Você quer ir pra sua casa nova, não é Kai? — Ele assentiu sorrindo contente. Ele era uma graça. Adorável demais. Eu entendia o porquê de Soobin ter se apegado em tão poucas horas. 

— Mas noona...

— Eu quero ir hyung.

— Mas e se eu não poder voltar a te ver? 

— Vocês vão poder voltar a se ver. — Levantei, sentindo minhas pernas fraquejarem. Eu passei a mão pela minha testa e senti como estava quente. Era o que me faltava. — Ele vai continuar nessa cidade. O Kai pode voltar aqui sempre que quiser ou eu posso te levar até ele. Vocês não vão perder contato.

— Hum... — Soobin assentiu tristonho e Kai abraçou ele. O hibrido de raposa tinha as orelhas pretas e calda laranja com ponta branca. Era adorável. O que me surpreendia era ele ter sido abandonado por ser travesso. Ele parecia tão timido e comportado. — Eu vou sentir sua falta.

— Também.

— Alguém quer biscoito?

— Eu quero! — Os dois gritaram animados.

— Tá legal. — Caminhei até a cozinha e olhei nos armários se ainda tinha cookies de chocolate, os favoritos de Soobin. Eu vi o pote de biscoitos vazio e sorri lembrando da primeira vez que Soobin tinha provado. Ele tinha adorado. E era óbvio que ele já tinha comido tudo. Eu suspirei aliviada por ter comprado mais três pacotes no caminho de volta para casa. — Soobin, Soobin, Soobin... — Tirei os pacotes da sacola e abri, despejando no pote de vidro. Inspirei o cheiro que subiu. E ao envés de sentir vontade de comer, eu senti uma tontura que me fez segurar na ponta da pia. — O que ta acontecendo comigo? — Murmurei baixinho, eu não queria que Soobin me ouvisse e se preocupasse. Passei a mão pela minha testa e ainda estava quente. Eu estava com febre. — Eu não posso ficar doente agora. 

— Noona! — Olhei para trás ao ouvir Soobin me chamando. A cozinha era separada da sala por uma ilha. Então, eu podia ve-los brincar na sala. — Você está bem?

— Humrum. — Menti. — Estou sim.

— Mas...

— Vocês ainda querem biscoitos?

— Eu quero. — Kai levantou a mão.

Eu levei os biscoitos em um prato e entreguei nas mãos do hibrido de raposa fofinho. Soobin ficou me olhando por uns segundo antes de começar a comer e voltar a brincar com Hueningkai. 

Eu sentei no sofá para observa-los. Não me sentia bem, mas achei que confirmar as minhas suspeitas e ir para o quarto só pioraria minha situação. Eu não podia ficar doente na semana mais importante de trabalho. Havia muito trabalho para ser finalizado, além de Taehyun eu ainda tinha outros seis modelos. Daewon me mataria e eu nem poderia reclamar por piedade. Atrasar os comerciais não estava mesmo nos meus planos.

— Hyung, você acha que eles vão me dar uma coleira também se eu me comportar? 

— Se você se comportar bem, sim. — Soobin respondeu como se desse um grande conselho para um irmão mais novo. — Se seus donos te amarem você vai ganhar.

— Eu quero ganhar uma. Mas como eu faço eles me amarem?

— Eu não sei... — Soobin olhou para mim, procurando respostas. — Noona você me ama?

— Amo.

— Muito?

— Muito mesmo.

— Muito quanto?

— Eu te amo demais, Soobin. — Sorri para o coelhinho curioso. — Eu daria minha vida pela a sua.

— Como faz pros humanos se apaixonarem? — Hueningkai perguntou-me, genuinamente curioso. — Por que os meus donos não me amavam?

— Porque eram idiotas. Você é muito precioso, Kai. — O hibrido parecia desacreditado. Eu não sentia ter forças o suficiente para levantar, então permaneci sentada no sofá com as pernas para cima, olhando para ele. — Eu acho que cada um de nós somos únicos. Eu amo o Soobin por quem ele é. Ele me ama pelo o que eu sou. Você vai amar também. A sua futura familia é incrível. Eles vão cuidar de você, mas o seu amor por eles vai ser diferente do meu e do seu hyung. E eu não tenho dúvidas de que eles vão amar você também. Mas você não precisa de uma coleira para mostrar que recebe amor de alguém. 

— Por que diferente? — Kai perguntou me pegando de surpresa. Ele realmente só tinha focado nessa parte?  — Por que o amor da Noona e do Hyung é diferente? Vocês não são uma familia?

— É que... — Eu não sabia como explicar. Nós eramos uma família para mim, mas ao mesmo tempo... — Soobin e eu temos uma relação além da familiar. Soobin já teve "pais" que o criara e eu bom... Eu sou...

— A mommy dele? — Kai perguntou, deixando-me boquiaberta.

— O que? — Deus eu sabia que nossa relação era diferente, mas ver um hibrido aparentemente inocente falando assim... O mundo não era mais o mesmo. — Como você sabe dessas coisas?

— Hyung me disse. 

— O que? Soobin! — O hibrido de coelho corou, mordendo o último biscoito do prato, com as orelhas felpudas atentas em minha direção. — Onde você aprendeu essas coisas?

— Eu pesquisei sobre nós naquilo. — Apontou para o celular que eu deixei com ele para emergências. — O google disse que sou seu babyboy. E você é minha mommy.

— Não, você é meu... — Bebê. É, fazia sentido. — Não vamos falar sobre isso. E Kai. — Olhei para o mais novo. — Quando você achar a pessoa certa você vai entender o que seu hyung quis dizer. — Apertei os olhos em direção a Soobin, que deu de ombros sorrindo inocente. — Ela vai fazer você sentir coisas diferentes e você vai querer ama-la de uma maneira mais profunda que seus parentes e amigos.

— Hum...

— E não é por ter uma coleira que você é amado. Entendeu? — Eu entendia essa fixação dos hibridos por ter uma coleira dada pelos donos. Era muito parecido com a necessidade dos seres humanos de ter uma aliança e mostrar que tem dono, quando na verdade não somos donos de ninguém. As pessoas ficam conosco enquanto há amor. Mas muitos ainda viam uma aliança no dedo e um papel assinado em cartório como uma declaração aberta. Uma entrega. Quando na verdade não era. E por mais que eu defendesse o casamento para hibridos também. Eu não acreditava em casamentos. E nem planejava me casar um dia. Mas respeitava a necessidade de cada ser. Se isso fazia muitos felizes, pois bem. Assim seria.

— E por que o hyung tem uma? 

— Seu hyung é muito insistente.

Soobin sorriu orgulhoso, brincando com o pingente pequeno e prateado de sua gargantilha preta. 

Assim como muitos pets tinham lojas especializadas e tudo que seus donos quisessem para mima-los. Hibridos tinham lojas especializadas neles também. Embora não fizesse muito sentido, já que eles usavam as mesmas coisas que humanos. No entanto, a diferença genética distinta. Como as orelhas e calda que se destacavam, em muitos até chifres e asas. Muitos donos gostavam de deixar o mundo ciente de que carregavam um hibrido e faziam questão de comprar roupas nessas lojas, que na maioria das vezes, eram roupas fofinhas e outras normais com buracos para passar a calda, bonés que deixavam as orelhas a mostra e até roupas com espaço para as asas. 

Em um dia de calor, mas nem tanto assim, agradavel e sem neve de inverno, pois estavamos no fim dele. Eu levei Soobin para dar uma volta no parque, nós comemos doces e brincamos muito. Parecia que seria um dia divertido, e de fato, foi um dia maravilhoso. Contudo, a minha ideia de pegar um atalho durante a volta para casa, acabou me deixando em maus lençóis. O meu pneu havia furado e eu precisei ir atrás de um posto de gasolina mais próximo em busca de distração com Soobin enquanto o mecânico não chegava. Durante nossa ida até o posto, Soobin viu uma dessas lojas para hibridos e me convenceu a leva-lo. Eu fui fraca demais para dizer não e seguir até o posto. Ele iria fazer birra e eu não queria passar vergonha por algum intrometido que se metesse na maneira que eu o crio. Então, sem saída, eu o levei até a loja e ele se encantou pelo lugar. Os olhinhos escuros brilhavam e assim que avistou a sessão de acessórios e viu as várias gargantilhas e coleiras expostas, ele implorou para que eu comprasse uma. Ele queria que todos soubessem que ele tem uma dona e que eu o amava muito a ponto de não esconde-lo. Eu neguei, não queria de jeito algum lhe dar a tal coleira, mas eu lembro como suas palavras me afetaram e seus olhinhos cheios de lágrimas me fizeram refletir e voltar atrás.

— Alguém quer leite morno? — Soobin negou e deitou no tapete parecendo cansado e Hueningkai acompanhou o amigo. — Sobra mais pra mim. 

Respirei fundo, me preparando para levantar do sofá, e antes que eu pudesse entender como, desmaiei.


 

ゝゝゝ


 

— Mas eu quero!

— Não Soobin. Eu já disse que não. — Eu estava cansada da insistência dele. As pessoas em volta já começavam a olhar para nós dois. — Você não é minha propriedade pra usar uma coleira. 

— Mas eu sou seu. — Seus olhos já começavam a lacrimejar, me deixando abalada por um momento. Eu odiava ve-lo chorando. — Quero que todos saibam disso. Mostrar para todos o quanto eu sou feliz com você, Noona.

— Você não precisa de uma coleira pra fazer isso. — Fui secar as lágrimas dele, mas ele se esquivou fungando e secando sozinho. — Soobin...

— Você não me ama! — Gritou, chorando mais. — Se você me amasse não se envergonharia de mim.

— Eu me envergonho de você?

— S-sim.

Deus do céu...

Rolei os olhos antes de pegar a coleira que ele queria, parecia mais uma gargantilha do que uma coleira, mas o pingente seria assinado na hora e normalmente era naqueles pingentes que colocavam o nome e contato dos donos atrás.

— Eu vou levar isso. — Deixei sobre o balcão de atendimento a coleira e Soobin tinha me seguido, eu vi quando ele sorriu pra mim, satisfeito por eu ter comprado. — E isso também. — Tinha até esquecido da cestinha que eu carregava. Eu havia comprado macacões de bichinho para Soobin também. — Esse é realmente fofo. Quero comprar vários outros. — Feliz? — Perguntei ao entregar a coleira pra ele. Nós estavamos dentro do carro quando eu coloquei a sacola das compras no colo dele. Mas ele fechou o sorriso e me encarou ligeiramente irritado. — O que foi?

— O que foi? — Perguntou irônico. — Não quero assim. 

— O que você quer de mim? — Eu já começava a me irritar também. Eu sempre fazia as vontades dele e ele ainda não estava feliz. Tinha sido difícil pra mim ceder daquela vez. — Você não queria essa coleira?

— Não pode ser entregue. — Bufou, entregando ela de volta pra mim. — Você tem que colocar em mim.

— Ah não. Ai não. — Neguei veemente. Colocar uma coleira nele na frente daquela loja, que literalmente estava me matando. Eu me recusava a fazer parte do clube. Eu não queria ser esse tipo de pessoa. — Você pode colocar em si mesmo.

— Por favor, Noona. — Botou pra jogo a carinha dócil de coelho pidão. — É importante pra mim. 

— O que eu não faço por você? — Ele sorriu animado enquanto eu forcei um sorriso, colocando o que eu insisti pensar ser apenas um acessório, uma gargantilha bonita. 

— Como eu fiquei?

— Lindo. — Suspirei, me sentindo meio idiota. Era obvio que a felicidade dele era mais importante para mim do que qualquer julgamento por parte da ONG. Ele estava feliz e isso era tudo o que me importava. — Mas você já era antes. Então...
 

— Você esta bem? — Acordei sentindo um leve peso de uma mão grande na minha barriga e franzi o cenho vendo que aquela mão era do Yeonjun, que estava acordado observando-me atentamente. Eu estranhei sentir um calor no meu braço e olhei para o lado, vendo Soobin dormir feito uma pedra, respirando no meu ombro. 

— O que houve? — Perguntei enquanto me endireitava nos travesseiros. As luzes estavam apagadas, mas as cortinas da porta-janela estavam abertas, deixando o quarto em uma meia luz confortável.

— Você desmaiou um pouco antes de eu chegar. — Yeonjun murmurou, abraçando-me de repente. Eu estava confusa por não lembrar como tinha vindo parar naquela cama, eu só lembrava de Soobin e Hueningkai brincando antes de eu apagar. — Eu pensei que fosse te perder. Você não acordava de jeito nenhum. Eu...

— Calma. Eu estou bem. — Acariciei seus cabelos meio ondulados. Ele ainda vestia as mesmas roupas de mais cedo. 

— Me perdoa, noona. — Eu o ouvi chorar, sentindo-o apertar mais seu corpo quente no meu. — Me perdoa por tudo. Foi culpa minha. Eu não devia ter te marcado. Eu fui um burro, egoísta...

— Por que você está assim? — Ele olhou para mim com olhos vermelhos e inchados. Não parecia ser a primeira vez que ele tinha chorado.

— Eu não sabia... — Eu sequei uma das lágrimas que corria pela sua bochecha e fiquei acariciando sua pele macia. — Eu juro que eu não sabia. 

— Do que?

— Você precisa de mim. — Ele cheirou minha mão antes de segura-la em seu rosto. Ele estava péssimo. — Você passou mal porque precisa de mim.

— Como assim? — Taehyun, marca, cheiro... —  Você está?

— Estou. 

— Por que não me contou? 

— Eu não sabia que você sentia... — Lamentou, voltando a deitar sobre a minha barriga. Era como ter um deja vú da primeira vez que Yeonjun me viu doente. Era instintivo. Ele queria ficar o mais próximo de mim possível. Ouvir minha respiração era a maneira mais segura de garantir que eu estava viva.— Jin hyung me contou. Você precisa de mim, mas eu não posso fazer mais isso.

— Porque você não quer. 

— Eu quero muito. — Senti ele beijar meu umbigo enquanto acariciava minhas pernas. — Mas eu não posso arriscar interromper o meu tratamento. Não posso ter emoções fortes.

— O que aconteceria se você tivesse?

— Eu não sei. Ele só disse para mim não ter e que seu eu tivesse deveria injetar o supressor o mais rápido possível.

— Eu odeio pensar que você usa isso. — Ditei seriamente, respirando fundo para não voltar a me estressar com aquilo. — Mas o que vamos fazer? Você continua tendo cios, mas sou eu quem sinto os sintomas agora. — Lembrei de ter desejado o hibrido de gato e havia sido tão de repente que eu nem ao menos havia me tocado na hora. Eram os meus instintos gritando. Não eu. — Você desejou outras mulheres quando eu não passava os cios com você? Você passou seu cio com outras...

— Não. Eu só conseguia desejar você. — Apertei os meus olhos duvidando de suas palavras e Yeonjun riu, me fazendo dar um tapa leve em seus cabelos por confirmar as minhas suspeitas.

— Você está falando sério?

— Não somos animais, noona. Eu desejei você desde a primeira vez que te vi. Mas nunca pensei em forçar você a nada. —  Ele ergueu a cabeça, voltando a olhar para mim. —  Talvez existam hibridos que forcem, como humanos também fazem. Mas por mais que exista um lado animal dentro de mim. Ele sempre esteve sob controle quando se tratava de você.

Eu pensei nas palavras de Yeonjun, e todo o seu rodeio me fez duvidar se eu tinha sido a única que ele tomou durante o ano que estivemos juntos. Mas eu não iria cobra-lo. Ele passou mais de dois meses tendo cios e eu me negando a passa-los com ele. Não poderia cobrar fidelidade de algo que não tivemos. Ele era livre.  

— O que você fazia quando eu me negava? Talvez eu possa fazer o mesmo.

— Bom... — Hesitou, desviando seus olhos dos meus. — Você pode se masturbar pensando em mim.

— Era isso que você fazia? — Eu duvidava. — Sério mesmo? —  Ele assentiu rindo constrangido. Mas eu ainda não conseguia acreditar que ele pudesse se contentar apenas com isso. 

— Era isso.  

— Tá bom. Eu finjo que acredito.

— Pode acreditar. — Voltou a deitar sobre a minha barriga. — Eu não quero mais ninguém além de você, noona. Não existe mais ninguém.

— Hum... — Acariciei os cabelos dele e mordi meus lábios pensando se deveria ou não confessar o que aconteceu entre mim e Soobin. Ele não parecia saber, mas eu duvidava que ele quisesse continuar ao meu lado se soubesse. O Yeonjun que eu conhecia não ficaria. Mas esse novo... Seria o novo Yeonjun mais compreensivo? Eu não tinha certeza depois da cena na empresa. — Eu ainda posso te chamar de gatinho?

— Agora mais do que nunca.
 

 

 

 

 


Notas Finais


É, eu sei. Eu tinha dito q postaria mais vezes se meu trabalho não fosse cansativo, se pa, nem é, haha. Eu q sou preguiçosa mesmo. Minha mente diz:
Va fazer coisas legais, vai escrever fic, ler um livro...
Já meu corpo grita:
Vá dormir e não acorde mais!
haha
Normalmente meu corpo silencia minha mente. E acaba numa Tami dormindo por longas horas e só acordando cedo nos dias de trampo. ┐(゚~゚)┌
Espero que tenham gostado desse cap ^^ e...

Até a próxima!

Nossa fazia tempo que eu não dizia isso. v(^∀^*)


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