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História More Than This - TAEGI - Capítulo 30


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Capítulo 30 - Trigésimo


Fanfic / Fanfiction More Than This - TAEGI - Capítulo 30 - Trigésimo

- E vocês não acreditam, mas ele apareceu na empresa pra conversar com o Taehyung.  

- Não me estranha ele fazer isso.  

- Ué, por que não? 

- Seu pai também teve uma conversa assim comigo quando contamos da sua gravidez. - Hoseok disse sem a menor preocupação enquanto tomava um pouco do licor de menta que tinha se servido assim que chegou. - Normal.  

- Mas a gente já estava casados... 

- Você não deixou de ser filha dele por isso. - mais uma vez deu de ombros porque aquilo não era lá muita coisa que ele precisasse se preocupar, sempre teve uma relação ótima com o sogro e não podia negar que o respeito ficou ainda mais mutuo entre eles depois que Min Yoseob conversou com ele.  

- E como é essa conversa, hyung?  

- Do tipo que eu certamente terei se um dia, um filho da puta qualquer, vim e engravidar a minha filha. Entendam, é uma conversa de um pai protetor e que ama os filhos, com pessoas que pode machucar e ferir um deles. Não há nada demais, não precisa se preocupar e nem tente, se eu não falei nada a Seohyeon, o Taehyung não vai falar nada a você e não porque fomos ameaçados e sim porque é uma atitude nobre e que respeitamos. E nem vai surtando, porque se vocês se casarem, ele também vai ter outra conversa com seu namorado.  

- E ele conversou com você, amor? - sua esposa questionou abismada em como nunca tinha ficado sabendo daquilo. Admirava a relação que seu pai e seu marido tinham, mas achava que tudo era daquele jeito porque era natural entre eles, sem pressão e só algo do convivo e das personalidades fáceis dos dois. E não que seu pai, com aquele ar de investigador da polícia, e ele ainda era na época no seu casamento, deu uma dura no seu marido antes de se casarem. Céus, não sabia se era possível, mas saber disso e que ele foi tão legal ao sogro e nunca ter dito nada, a fazia se apaixonar ainda mais pelo marido. 

- 30 minutos antes deu subir no altar e vejam só, me casei e estou feliz da vida com isso. - falou rindo levando os outros dois a rirem também porque era simplesmente impossível permanecer sério quando ele sorria daquele jeito. - Não precisa dessas preocupações.  

- Eu só... - Yoongi começou meio incerto, os dedos nervosos brincando com a ponta da camisa que vestia, a cabeça baixa fugindo de qualquer olhar vindo do casal. - Será que vão gostar de mim? Quero dizer, será que os Kim vão gostar de mim e do fato de que estou namorado o Taehyung e vamos ter um filho? 

- Por que eles não gostariam, irmão?  

- Sei lá, eles sempre foram muito bons comigo, educados e gentis, mas há uma diferença entre ser o secretário e assistente do namorado, a ser namorado e ter um bebê com ele.  

- Você falou isso com o Taehyung? - Seohyeon questionou e tudo que recebeu de resposta foi um leve balançar de ombros vinda dele. Min Yoongi quando estava na empresa vestida com suas roupas formais e no meio de trabalho, ele era um cara imponente que não baixava o queixo para nada nem ninguém. Firme e confiante. Mas na verdade, longe desse meio, sendo ele mesmo, Yoongi era só um cara normal cheio de inseguranças, manhoso e fofinho. E daquela vez não foi diferente. E tudo que Seohyeon e Hoseok queria fazer era abraça-lo bem apertadinho. - Porque eu não acho que ele iria ter a ideia de juntar as duas famílias em um jantar caso achasse que a família dele pudesse não gostar de você.  

- O irmão dele apareceu ontem no escritório e me tratou super bem, disse que estava animado com a ideia de fazermos parte da mesma família.  

- E ainda acha que eles não vão gostar de você, Kitten? - Hoseok voltou a falar já se colocando de pé arrumando o terno que estava vestindo. Estava muito elegante aquela noite usando um conjunto de terno sem gravata e uma charmosa correntinha no pescoço, combinando com a esposa dentro de um vestido preto tubinho que marcava cada ponto certo do seu corpo. Salto alto e os cabelos curtos caindo lindamente em seus ombros. Os dois faziam um casal absurdamente bonitos e charmosos, encantava qualquer um que visse - Não se preocupa com essas coisas, eu nem conheço esse pessoal, mas só pelo Taehyung e pelos meninos, já parecem ser pessoas ótimas.  

- A Joohyun falou a mesma coisa, ela já fez uma entrevista com o Seokjin-ssi e falou que ele é ótimo, um verdadeiro lord de tão bem educado. E nesses últimos anos, todas as poucas vezes que a gente se viu, ele também se comportou assim comigo.  

- Então, não se preocupa e não fica se estressando com coisas pequenas assim, Kitten, não faz bem ao bebê. - Seohyeon afirmou tentando fazer com que o mais novo pudesse relaxar. - Eu ainda acho tão estranho falar isso. “O bebê”. Porque as vezes eu ainda te vejo como meu bebezinho e aí agora vai ter um filho, é muito louco.  

- Eu tenho 26 anos, noona...  

- Do mesmo jeito que estamos fadados a ser, eternamente, os bebês no papai, você está fadado a ser o meu bebê.  

- Hyung...  

- Olha, Kitten, eu queria te defender, mas infelizmente eu também sinto um pouco de estranheza em saber que você vai ter um bebê. Eu te conheci quando ainda era um molequinho, então é um pouco difícil assimilar a coisa toda.  

- Vocês não têm jeito. - foi tudo que falou, rindo alto junto dos outros.  

Todos eles estavam arrumados para o jantar na casa dos Kim, elegantes e arrumados, dentro das suas melhores roupas prontos para conhecer a família do namorado de Yoongi. Todos ficaram particularmente nervosos ao saber da ligação de Gayoung e o convite para o jantar na casa dela. Naeun em especial, e talvez ela tenha dando uma leve surtada depois de ter conversado por quase uma hora com a mãe do namorado do seu filho.  

A princípio a ideia pareceu bastante agradável, seria uma noite diferente aonde ela não precisara ir para cozinha preparar o jantar ou então ficar no sofá assistindo alguma novela que ela nunca acompanhava de verdade. Ficou toda animada com a ideia até pensar direito no que tudo aquilo significava e começar a ficar preocupada com a situação toda. Porque os Min eram pessoas simples, tinham uma condição de vida melhor do que muitos no próprio lugar que moravam, até mesmo dentro da família. E eles tinham certa classe, Naeun fez questão de ensinar aos filhos como se comportar da melhor forma em qualquer situação e sabia agirem também. Suas irmãs nunca a chamaram de dondoca sem um motivo plausível. Mas, mesmo assim, os Kim viviam em uma vida totalmente diferente da deles. Eles eram milionários e viviam circulados de um ciclo de pessoas que jamais ousaram pensar em ter algum contato.  

E se achassem eles uns ignorantes que mal sabiam segurar um garfo?  

Surtou. Surtou muito e desejou na mesma hora, assim que a ideia entrou na sua cabeça, ligar de novo para Gayoung e desmarcar tudo. Sei lá, fingir uma gripe, dizer que acordou com uma indisposição enorme e não podia ir ao jantar. Ninguém da sua família poderia ir, na verdade. Todavia, Yoongi, escondendo o próprio nervosismo, incentivou a mãe a ir porque os Kim eram boas pessoas e que jamais a fariam se sentir inferior de forma alguma.  

Era uma das coisas que mais se encantava neles, porque independe do poder e de que posição social estivessem, tirando Kim Gain, todos, seja do velho Joo-tae as crianças, todos eram pessoas muito simples e dignas. Claro, ainda existia o tipo de “rich problem”, mas não era nada que pudesse mudar o caráter deles e os transformarem em pessoas difíceis de conviver.  

Assim, depois de relaxar, a mulher começou a fazer planos para aquela noite. Foi ao salão, junto com a Seohyeon, e as duas arrumaram os cabelos e fizeram as unhas. Naeun até comprou um vestido bonito em uma boutique do shopping – que Yoseob nem deveria saber o preço ou infartava – e se arrumou toda pronta para fazer novos amigos que significava muito para seu filho.  

Ficou em choque ao saber da gravidez do Yoongi, ficou chocada com a situação toda dele ter acabado com um noivado e agora está gravido do chefe com quem estava namorado a meses.  

Ela nunca suspeitou que Kihyun fosse um homem abusivo e tão pouco que a dinâmica do relacionamento dele fosse tão ruim. Achava ele ciumento e um pouco nervoso demais, mas acreditava que era o típico caso do lado que amava mais do que o outro, porque era visível que Yoongi não o amava na mesma intensidade. Agora pensar que ele fazia chantagem com seu filho, o machucando psicologicamente e ainda por cima, usando a família que era seu ponto fraco para isso, era doentio. Era mal. Era tóxico. Era inaceitável. E só em pensar nisso a deixava possessa. Sabia que seu marido havia ficado furioso com o que ouviu, a filha também e Hoseok, todos ficaram, mas ela não gostava de imaginar encontrando-o em algum lugar no meu caminho porque era capaz de acabar com ele usando as próprias mãos.  

Yoongi era um homem adulto, dono do próprio nariz e independente. Isso não era coisa para ser discutido. Mas ainda era seu filho, ainda era a mãe dele e o sentimento de proteção se sobressaía a qualquer outro. Agiria do mesmo jeito se fosse com a Seohyeon, se fosse com a Sowan sua neta, e até com o Hoseok com quem não tinha um laço sanguíneo, mas sentia como se fosse seu filho também. Não era o tipo de pessoa violenta, gostava de calmaria e sempre, sempre, sempre contava até dez antes de se estressar com algo. Naeun não era conhecida por descer do salto ou elevar seu tom de voz com frequência. Mas se pisassem em seu calo, podiam ver de perto o que era trazer um demônio a terra e seu calo, seu calcanhar de Aquiles, era a sua família. E Kihyun cheguei demais com um dos seus bens mais preciosos.  

E por isso, talvez, estivesse tão ansiosa para aquela noite. Porque seu filho faria parte daquela família e ele amava o Taehyung, era fácil vê-lo. E Naeun só queria ter a certeza de que todos ali saberiam dar ao Yoongi o que ele merecia: respeito. No mínimo. Queria está por perto para ter a certeza que ele receberia dos Kim o mesmo que Taehyung recebeu em sua casa, naquele jantar de aniversário. E se era um momento importante para o menor, então bem, era importante para ela também e queria fazer bonito para não o envergonhar, talvez. Querendo ou não, aquele pessoal estaria eternamente ligados à sua família, independente das circunstâncias, Yoongi ainda carregava um bebê do Taehyung na barriga e sempre haveria uma parte do maior naquela família, então não dava para ignorar isso e fingir que aquele jantar não significava nada. Porque significava muita coisa e só desejava fazer o melhor. 

- Estou pronto. - foi o que Yoseob falou já descendo as escadas de cara, arrumado com um conjunto de calças social e terno. Todos estavam esperando apenas ele e a esposa para enfim irem, marcaram o jantar para as 20h e faltava pouco para dar a hora. Chegariam atrasados se demorassem mais. - Naeun está descendo também.  

- Já estamos atrasados, papai. 

- Sua mãe, ué, se emperiquitando toda. - deu de ombros se aproximando do filho para que Yoongi pudesse lhe ajudar com o nó da gravata. - Já decidiram quem vai dirigir? Porque eu vou logo avisando, se eles servirem vinho, eu vou tomar e não quero nem saber.  

- Não sei o que vão servir, mas o Taehyung me falou que quem está cuidando do jantar é o cunhado dele.  

- E quem é o cunhado dele?  

- Kim Namjoon, o dono do restaurante “네 김” , ele é chefe de cozinha e está responsável pelo jantar. Então, provavelmente será um jantar muito bom e com vinhos caros também. Eu já comi no restaurante dele e é incrível.  

- Então vocês que se resolvam pra decidir quem vai levar o carro, porque hoje eu só quero relaxar.  

- Vamos no carro do Hobi, papai, eu posso levar e o Yoongi trazer.  

- Não, noona, essa noite eu vou ficar com o Tae, então eu posso levar e você trazer.  

- Nem fodendo, eu quero beber também, a mamãe trás, então. - a mulher falou se abraçando ao marido quando Hoseok passou um braço ao redor da sua cintura. - Eu paguei uma babá pela noite toda só pra poder encher a cara e depois ter duas ou três horas sozinha com o meu marido. Então, não contem comigo.  

- E eu também vou encher a cara e ter uma noite sozinha com a minha mulher, então ela traz o carro sem problema.  

- Vocês não tomam jeito mesmo. - a voz de Naeun soou por toda a sala, atraindo a atenção deles para si, descendo as escadas elegantemente com seu vestido novo, linda. - Estou pronta, podemos ir.  

- Uau! Você está linda, mamãe.  

- Está mesmo. 

- Gata toda, sogra. 

- Parem com isso, eu só me arrumei um pouquinho.  

- Está linda, meu amor. - Yoseob falou trocando um rápido selinho com a mulher.  

- Obrigada, querido.  

- Vamos? Estão todos prontos para ir?  

- Sim, por favor, estamos atrasados e daqui a pouco o Taehyung começa a me mandar mensagens perguntando aonde estamos. Não é legal chegar atrasados nos cantos, gente.  

- Então, vamos, e seja o que os deuses quiserem.  

*** 

Kim Taehyung estava nervoso. Visivelmente nervoso. E o mais engraçado naquilo era que ele não parecia ter motivo suficiente para ficar de tal forma. Andando de um lado para o outro, verificando as horas no relógio bebericando um gole ou outro do licor que havia se servido assim que chegou.  

Seu pai tentou fazê-lo se entrosar na conversa, seu avô também e até Seokjin. Mas nenhum deles conseguiu. Jimin e Jungkook, que dessa vez haviam indo, também tentaram chamar a atenção do tio, no entanto, também não tiveram muita sorte uma vez que o Kim parecia tenso demais para conseguir desenvolver uma conversa adequada com alguém.  

Conhecia sua família e já havia tido um contato direto com os Min, então sabia que não seria difícil para eles se entrosarem, só que as circunstâncias ainda lhe deixavam aflitos porque agora tudo era diferente e só queria que tudo desse certo. Queria que as duas famílias se dessem bem porque seu filho, ou filha, viveriam no meio daquelas pessoas e só queria que o seu bebê crescesse em um lar tão feliz e acolhedor quanto o que cresceu e o de Yoongi também.  

Ainda era um pequeno feto que mal dava para ser distinguido, ainda era tudo muito incerto e até assustador. Mas mesmo assim, ambos os pais já tinham planos para aquela criança e a princípio não desejavam nada mais do que o essencial: um lar estruturado e um ambiente feliz. E muito disso se daria pela forma como as duas famílias iriam se entrosar. Taehyung sabia que os pais do namorado seriam avós incríveis e sua irmã e cunhado, tios tão incríveis quanto. Tinha essa mesma certeza em relação ao seus pais e seu avô, seu irmão e cunhado. Todos seriam incríveis, mas queria que tanto os Kim quanto os Min fossem incríveis juntos. Como uma grande família. E sim, ele sabia que podia está achando demais e se precipitando. Porém era um desejo seu e não conseguia largar o nervosismo.  

- Taehyung-ah, você vai acabar furando o chão indo de um lado para o outro assim. - Joon-tae comentou achando um pouco engraçado o jeito do neto. Para ser bem justo, também se sentia um pouco agitado porque Taehyung nunca tinha apresentado nenhum dos seus namorados e namoradas a família , pelo menos, não a si ou a sua nora, e podia ter uma ideia em como Yoongi era importante ao ponto dele não só apresentar uma família, como também abrir brecha para uma gravidez. Já tinha visto o neto passar por um grande sufoco uma vez com essa de gravidez não planejada e diferente do que aconteceu antes, Taehyung estava animado e feliz com o bebê. - Falta pouco para as 20h, então, logo eles estarão aqui.  

- Me sinto nervoso, vovô, quero que tudo dê certo.  

- E por que não daria? - agora foi Dar-hu a perguntar, relaxado no sofá enquanto jogava um jogo da velha no tablet com o Jimin. Jungkook, Seokjin e Gayoung estavam na cozinha ajudando Namjoon a terminar o jantar. - Eu nunca tive um contato direto com o Yoongi-ssi, mas pelo pouco que conhecia ele é um homem muito bom. Se ele é assim, então a família dele também é.  

- Sim, são. Jantei uma vez com ele, no aniversário do Yoongi, e eles são maravilhosos. Muito receptivos e acolhedores, me senti parte da família mesmo tendo acabado de conhecê-los. São muito calorosos, um pessoal muito bom.  

- Então não precisa se preocupar com isso.  

- Tio Tae, é verdade que você vai ter um bebê? - Jimin perguntou marcando um círculo em um dos espaços disponíveis no jogo, recostado contra o peito largo do avô, despreocupado demais para sequer olhar para o tio - O papai falou que sim.  

- Sim, logo, logo eu vou ter.  

- E você colocou a sementinha na barriga no Yoongi-hyung, não foi? 

- Seu pai te falou isso também, Minie? 

- O papai não precisou me dizer o nome porque eu já sabia, Jungkook e eu já sabíamos que você e o hyung estavam namorando. - deu de ombros, olhando só um pouquinho para ele com um sorrisinho que parecia muito com o sorriso do Namjoon. Uma covinha em uma das bochechas a mostra e os olhinhos miúdos – A gente viu você dando beijinhos no hyung no dia que fomos a sua casa e o Yoongi-hyung estava triste.  

- Em que momento?  

- Quando estávamos jogando e ele foi dar um oi porque ia dormir, você teu um beijinho nele antes de ir para o quarto. Você agora está devendo 5000 wons para mim e o Jungkook, tio Tae.  

- E eu posso saber por quê, espertinho? 

- Porque eu e ele apostamos que você estava namorando o Yoongi-hyung e estávamos certo, então você nos deve  

Não precisou de muito para que os três adultos ali caíssem na gargalhada diante a esperteza da criança, rindo tão alto que Jungkook e Seokjin vieram da cozinha curiosos pelo motivo de tanta animação. Assim, logo se estabeleceu uma conversa entre todos eles. Curiosos e ansiosos em quanto os Min enfim iriam chegar. Em seguida, logo veio Gayoung e Namjoon, esse que tinha deixado os últimos ajustes do jantar nas mãos das cozinheiras da casa, só para servir.  

Não foi difícil, então, todos entrarem em uma conversa legal. Os meninos contando aos mais velho sobre as coisas novas que vinham aprendendo na escola e em como estava sendo a experiencia de participar da Hope World, e tiveram também que explicar ao bisavô e o avô o que era a Hope World - e ambos ficaram particularmente interessados ao saber que era um projeto social para crianças carentes em que o cunhado do Yoongi era o fundado. Seokjin, também, falou um pouco sobre a nova coleção que estava desenhando e sobre os novos modelos que iria formar. tudo estava indo muito bem com a sua vida, obrigado. E compartilhou isso com toda a família, entrosando todos em um assunto só, integrando todos ao ponto de nem mesmo lembrarem aonde tinham começado, Taehyung até mesmo esquecendo do nervosismo que sentia, ao do nervosismo que sentia. Ele apenas se sentou junto aos demais e deixou a coisa fluir.  

Pouco tempo depois, quando toda a família Kim já estava na sala de visitas - salientando que Kim Gain, apesar de morar ali, não foi convidada para a ocasião por motivos óbvios e ela era a única Kim que não estava presente – compartilhando uma conversa agradável entre si, quando a campainha da casa soou calando todos imediatamente.  

Uma das empregadas se apressou em ir abrir a porta no mesmo instante em que Taehyung se colocou de pé, o nervosismo voltando com força total. O coração batendo alto na garganta e as mãos meio trêmulas. Fazia muitas horas que estava sem falar nada com Yoongi e já sentia saudades do seu pequeno gatinho fofo que andava ainda mais arrisco e manhoso do que normalmente era. E de soma, ainda estaria de frente aos pais dele, e sim, já havia falado com Yoseob, mas tinha a leve sensação de que o maior problema ali era com Naeun e ela parecia bem brava com a situação toda. Então sim, era de se ficar tenso mesmo. ainda levando em conta sua própria família, com quem tinha que segurar todas as pontas porque era dele o dever de ser o elo de ligação entre os Min e os Kim. Era uma situação nervosa que estava lhe deixando apavorado, por assim dizer.  

- Garoto, se acalma, - Gayoung disse dando alguns tapinhas no ombro do filho ao parar ao lado dele. Dar-hu também parou ao seu lado pronto para receber todos os convidados. - Vai dar tudo certo.  

- Além do mais, você está deixando a gente nervoso também. Somos todos desconhecidos aqui praticamente, e você vai ter que apresentar a todos, então, fica calmo. - o homem resmungou tentando ajudar o filho a relaxar. era até fofo vê-lo daquele jeito, já tinha conhecido uma namorada de Taehyung, mas jamais tinha visto o filho tão empolgado e nervoso por algo. Bastava olhar para ele e ver sua conduta para enfim saber como aquele jantar era importante para ele. - Relaxa.  

- Estou tentando.  

Em seguida, os MIn adentraram a sala de visitas da casa sendo conduzidos pela empregada. Todos haviam trocados seus sapatos bonitos por sapatinhas para dentro de casa e tinham no rosto um olhar tão nervoso quanto dos Kim. Namjoon e Seokjin, que estava até sentados, se colocaram de pé no mesmo instante. Yoongi olhou para o namorado, sorrindo doce para ele tão contente em vê-lo porque ele estava muito carente nos últimos tempos e ficar no mínimo algumas horas longe do Kim, o deixava terrivelmente cheio de saudades. Yoseob e Naeun olharam tudo ao redor, meio abismados com a grandeza do lugar e a arquitetura.  

Havia três grandes sofás espalhado pela sala imensa, uma decoração e branco e dourado com um lustre gigantes no meio da sala e alguns moveis luxuosos espalhado pelo lugar. Definitivamente, aquela sala era maior do que algumas muitas casas de algumas famílias coreanas. Um absurdo de tão grande e luxuoso. Era tudo tão coisa de gente rica que a princípio sentiram até medo de se mexerem.  

Hoseok e Seohyeon não tiveram uma reação muito diferente dos mais velhos. Sério. Era um absurdo de tão luxuoso e fantástico. A Min mesmo, como arquiteta sabia com exatidão a preciosidade daquele lugar. Nunca tinha tido o prazer de planejar nada daquele tipo, até porque sua especialidade era planejamento de prédios e também reforma de pequenos ambientes. Os Min ficaram bem abismados e isso deu a Taehyung abertura para iniciar as apresentações e cumprimentos.  

- Olá, querido. - disse dando alguns passos à frente até chegar bem perto do namorado. Com uma das mãos, ele alcançou a de Yoongi e lhe beijou sobre os dedos.  

- Olá, boa noite a todos.  

- Sr. Min, prazer em revelo. - falou já estendendo a mão e curvando levemente o corpo quando o homem o retribuiu o aperto. Forte como sempre era.  

- Boa noite, Taehyung-ssi, obrigado pelo convite de jantar. 

- Não por isso. Sra. Shin, como a senhora vai? - sem soltar da mão do namorado, ele alcançou a mão da sogra e lhe beijou a ponta dos dedos – Espero que não tenha deixado má impressão na senhora ao descobrir sobre meu relacionamento com o Yoongi.  

- Contanto que você cuide do meu filho como ele merece, não teremos problema algum.  

- Eu prometo, Sra. Shin. - deixou mais um beijo contra os dedos dela antes de virar em direção ao casal mais novo parado logo atrás - Seohyeon-ssi, Hoseok-ssi. Como estão? 

- Bem, obrigado pelo convite.  

- E aonde está a Sowan?  

- Chamamos uma babá hoje. - a mulher respondeu, um braço em volta do braço do marido e um sorriso acolhedor no rosto. 

- Oh, sim. - sorriu apertando a mão dos dois. A outra ainda segurando a de Yoongi. - Mas vamos, deixa eu apresentar vocês a minha família ... Mãe, pai, vovô, esses são os Min. Os pais de Yoongi, a irmã e o cunhado.  

- Olá, sejam bem vindos a nossa casa. - Dar-hu tomou a frente já indo cumprimenta-los com apertos de mão. - Kim Dar-hu.  

- Min Yoseob, e essa é minha esposa. - apresentou a mulher, todo orgulhoso de como ela estava linda e podia se exibir ao seu lado.  

- Prazer, senhora.  

- Prazer é todo meu.  

- Naeun-ssi! Que bom enfim vê-la pessoalmente – Gayoung tomou a frente se aproximando o suficiente para cumprimenta-la com um rápido abraço - Fico feliz em ter aceito o convite do jantar, espero que possamos nos dar bem.  

- Eu também espero e obrigada por nos convidar. - mais um abraço entre elas até Gayoung, as duas sorrindo uma para a outra.  

- Então quer dizer que Min Yoongi agora fara parte da família? - Joon-tae, apoiado em sua muleta, se colocou de pé agora próximo o suficiente do menor e dos seus família res. Yoongi olhou para o homem, todos pararam ao redor para ver aquela cena.  

- Olá, sr. Kim, prazer em vê-lo depois de tanto tempo. Pois é, quem diria não?  

- Que os deuses sejam louvados, então. - e foi logo abraçando-o com o braço livre. - Sejam todos bem vindos.  

Só bastou aquele pequeno impulso para todos enfim relaxarem e se encarregarem de sozinhos se apresentarem e cumprimentarem um ao outro. Namjoon enfim teve a oportunidade de conhecer Jung Hoseok e parabeniza-lo pelo incrível trabalho que fazia na Hope World, já que ainda não tinha tido essa oportunidade. Jungkook e Jimin também amaram a ideia de estar junto do “Tio Hobi” naquele jantar e não se contiveram em mostrar toda a empolgação deles. Seohyeon, no entanto, ficou junto a Seokjin e não perdeu tempo em elogia-los dizendo que amava todos os seus sapatos e que isso já havia sido pauta de uma das suas brigas conjugais, porque seu marido simplesmente não entendia seu ponto.  

Dar-hu, Joon-tae e Yoseob também entraram em uma conversa sobre vinhos porque os três eram amantes assíduos da bebida. Já Taehyung e Yoongi juntos das mães, conversaram sobre a relação deles, bobas em como faziam um casal tão bonita, nenhuma das duas alheias ao modo como Yoongi segurava o dedo indicador da mão de Taehyung, nunca se afastando. 

E todos, sem exceção, paparicaram um pouco do novo gravidinho porque eles não viam a hora do beber nascer e enfim poderem ter mais um membro na família. Jimin e Jungkook loucos para ter um primo, ou prima, já que não tinham nenhuma. Os tios querendo ser logo tios e os avós mal se contendo ao que sabiam como estava o desenvolvimento do pequeno serzinho. E Kim Joon-tae, ah, Kim Joon-tae transbordando de felicidade ao ver a família crescendo.  

***  

- Eles estão se saindo muito bem, eu particularmente achei que eles teriam mais dificuldade em se entrosarem com as outras crianças, até porque chegaram agora, mas estão super entrosados. - Hoseok  começou em uma conversa descontraída com Namjoon. Os dois tinham acabado de descobrir que tinham nascido no mesmo ano e se deram bem logo de cara. 

- Isso me deixou um pouco apreensivo no começo, o Jungkook ele é muito tímido e o Jimin ingênuo. Já houve casos de crianças e professores em outros lugares tentando se aproveitar disso, então houve o receio normal de sempre. Mas eles estão muito empolgados em participar do projeto e eu agradeço muito por ter os aceitos.  

- Sempre haverá espaço para uma criança na Hope World, seja ela quem for, então não precisa me agradecer.  

- E muito incrível o que você faz, Hoseok-ssi, eu gostaria que tivesse lugares assim quando eu era mais novo e precisava de suporte. Nasci e cresci em um distrito pobre, periférico e cheio de criminosos, perdi amigos e parentes pro crime, que foram mortos por conta de drogas, principalmente. E se tivesse um espaço assim aonde tivéssemos chance de ter um sonho é uma perspectiva, muita coisa teria sido diferente.  

- Sério, eu sempre achei que você viesse de uma família rica.  

- Que nada, eu nunca passei fome ou grandes dificuldades, mas também nunca tive uma vida de luxo. Comecei a trabalhar muito cedo e quando estava no meio da faculdade, engravidei meu namorado. Conheci o Jin depois que o Jimin tinha nascido. - ele sorriu junto do outro, enquanto bebiam um pouco de champanhe que havia sido servido assim que os convidados da noite chegaram. - Minha vida mudou pra eu pode dizer "sou rico e posso proporcionar a minha família uma vida boa e confortável" nos últimos três anos, mas até então o rico era o meu marido e a família dele. E eu cheguei aonde cheguei porque tive a sorte de encontrar alguém disposto a me ajudar igual você faz com essas crianças, Hoseok-ssi.  

- Sabe, eu também passei por muitas coisas iguais a você. Eu odeio a minha formação acadêmica, odeio ter que ir para o Fórum toda manhã e vestir aquela fantasia de que o mundo do Direito é glamourosa, quando não é. Mas eu sei o peso que o meu diploma tem. Eu sou o primeiro da minha família, dos meus amigos e de todos os meus conhecidos a ter um curso superior. Meus pais não têm, minha irmã, tios, tias, primos e afins, nenhum deles tiveram a mesma oportunidade que eu tive, então eu me esforço ao máximo e luto tanto pra essas crianças puderem ter o mesmo que eu: oportunidade. 

- Olha, no que for preciso, me deixe saber para que meu marido e eu podemos ajudar para que a Hope Wolrd possa abrir espaço para mais crianças.  

- Qualquer ajuda sempre será bem-vinda, todos da Hope World ficamos agradecidos.  

***  

- O tio não vai dar 5000 wons para gente.  

- Claro que vai, irmão, apostamos, lembra?  

- Mas Minie, mesmo assim, a gente precisa do dinheiro pra comprar as pulseiras da amizade e a Yerim não vai ter o dinheiro.  

- Ela falou que ia pedir a futura mãe dela, KooKie. Mas não se preocupa, o tio Tae vai nos dá.  

- A gente podia pedir aos papais pra comprar, eles têm muito dinheiro.  

- Não podemos, tem que ser com o nosso dinheiro.  

- Mas então como vamos conseguir o dinheiro?  

- Com o tio Tae!  

- Jiminie, ele não vai dar o dinheiro a gente e o que temos não é o suficiente para três pulseiras.  

- E se a gente falar com o Yoongi-hyung?  

- Pra quê? 

- Irmão, ele é o namorado do tio Tae e está esperando um bebê, se o Yoongi-hyung pedir é claro que o tio vai dar os 5000 wons pra gente.  

- Você acha? 

- O papai Jin sempre faz tudo que o papai Joonie quer basta o papai fazer aquela carinha fofa, então, a gente fala com o Yoongi-hyung, ele faz aquela carinha fofa e o tio Tae nos dá o dinheiro.  

- Depois da gente comer? - questionou Jungkook com os olhinhos grandes e brilhosos. Seu irmão balançou a cabeça tão empolgado quanto o outro – Porque eu estou morrendo de fome.  

- Eu também, será que vai demorar muito pra gente poder comer? 

- Espero que não, irmão.  

*** 

- Estamos juntos faz uns bons anos - Seohyeon falou toda orgulhosa aproveitando para olhar de lado em direção ao marido que ainda estava conversando com Namjoon do outro lado da sala – E temos uma filha de 2 anos. 

- Eu sempre quis ter uma menina, acredita? Quando eu era mais jovem, toda vez que eu pensava em ter um filho pensava em ter uma menina pra poder colocar todas as roupas frufru que eu desejasse, com muito rosa e lacinhos no cabelo. Mas aí eu tive o Jungkook e o meu marido o Jimin, indo totalmente contra o que eu planejei. 

- Já eu queria um menino, mas o gênero não mudou atrapalhou nada, porque a Sowan é minha pequena molequinha, ela é a cópia do Hoseok em tudo. Os dois tem os mesmos jeitos, as mesmas manias, até o jeito de andar é igual e as unhas do pé. Você olhar pra uma foto dele pequeno, é ela toda. - os dois riram diante os relatos da mulher, felizes em poder falar da família. - E se eu tentar colocar um laço nela, putz, ela faz uma birra que não há igual na história desse país.  

- Como as coisas são engraçadas, não é? E em como a gente acaba aprendendo com os nossos filhos e em como gênero é só um detalhe em algumas coisas. Porque eu tinha milhares de planos para uma menina, mas não há nada que eu não possa fazer com eles. Nós domingos à tarde mesmo, tiramos o dia para encher a cara de máscara fácil, tomar sorvete e assistir comedia romântica. Ter dois meninos nunca atrapalhou meus planos como pai.  

- E nem eu com a minha Sowan. Doce como uma florzinha e tão moleca que as vezes só falto ficar maluca. Mas não mudaria nada nela, a minha bebê é perfeitinha do jeito que é.  

- É o que penso sobre os meus meninos, não há nada neles que eu pudesse querer mudar. Na verdade, eu não mudaria em nada os meus três garotos, porque o meu marido também, eu jurava que não existia homem perfeito até conhecer o Monie.  

- Oh, é o que eu sempre falo sobre o meu Hobi, sabia? - falou toda empolgada, rindo alto quando Seokjin riu também com toda aquela risada engraçada dele. - Eu não sei você, Seokjin-ssi, mas algo que diz vamos ser bons amigos ainda, acredita?  

- Pois saiba que eu senti a mesma coisa assim que te vi.  

*** 

- E como era trabalhar como investigador de homicídios? - Joon-tae questionou interessado quando acabou sabendo do que o Min trabalhava. Ele sempre gostou desse tipo de função, porém nunca teve condições físicas e psicológicas para lidar com um oficio como aquele.  

-  O de sempre, muito trabalho e pouco dinheiro. Aquilo mexe com a mente de qualquer um, já vi cada coisa horrível e é por isso que eu fico tão superprotetor com minha família, porque sei de perto o que alguém mal pode fazer. - deu mais um gole na sua bebida sentindo-se um pouco desconfortável em como os dois homens a sua frente o olhava. Sempre era daquele jeito quando falava sobre seu antigo trabalho e mesmo que ficasse agradecido pela forma como todos pareciam empolgados em ouvi-lo falar, ainda assim, não gostava de falar sobre seu trabalho por motivos óbvios. - Talvez eu tenha sido até um pouco duro com o Taehyung-ssi quando soube do bebê justamente por isso, porque já vi tanta coisa acontecendo que a ideia de algo assim acontecendo com um dos meus filhos, me deixa apavorado.  

- E não é pra menos, eu também ficaria apavorado com a ideia de ter algo acontecendo com a minha família. - Dar-hu complementou, tendo o seu pai ao seu lado para confirmar o que dizia – E quanto ao Taehyung, não se preocupe, ele entende até porque quando o irmão dele engravidou bem cedo, eu fui lá tirar umas boas satisfações com o filho da mãe que o engravidou.  

- O garoto não queria nada com a vida, um desqualificado de quinta que não assumiu o que fez. - o mais velho ali completou ainda ficando indignado toda vez que falava daquele assunto – Mas foi até bom que ele tenha sumido mesmo, porque assim o Jinie conheceu o Namjoon e os dois estão felizes agora.  

- É o que penso em relação ao Taehyung e o Yoongi, descobri recentemente que meu filho viveu um relacionamento abusivo e que o Taehyung ajudou nesse processo de libertação. - mais um gole na sua bebida – E eu não falei isso a ele, mas sou grato ao Taehyung-ssi, ele é um cara legal e eu gosto bastante dele.  

- Os dois fazem bem uma ao outro e isso que importa, o bebê vai chegar e seremos todos uma grande família ... Isso vai ser legal.  

- Sim, vai ser.  

*** 

- E como foi?  

- O que, exatamente? 

- O primeiro beijo, como foi?  

- Bem, a gente tinha fechado um bom negócio e eu chamei o Yoongi pra um jantar de comemoração. - ele direcionou um sorriso carinho em direção ao namorado, agindo fofo enquanto fazia um carinho gostoso da mão dele entrelaçada a sua. Os dois não se largava em momento alguma e isso não passou despercebido para nenhuma das mães, as duas encantadas em como a sintonia deles era única - Na hora marcada, eu pedi o jantar no quarto, ficamos conversando, houve um pouco de vinho e depois que eu descobri que ele tinha acabado de ficar solteiro eu pensei “se eu não fizer nada, vou perder esse cara de vez” então eu fui lá e o beijei, de frente a Torre Eiffel.  

- Ow, tão romântico. - as duas mulheres disse ao mesmo tempo, trocando um olhar rápido e uma gargalhada sonora junto dos filhos. As duas se deram bem de imediato e todos pareciam muito bem com isso, até porquê, sinceramente, ali estava preste a surgir uma amizade muito bonita.  

- E depois? - Naeun insistiu, tinha tentando sondar o filho para saber como aquele relacionamento havia se desenvolvido, mas Yoongi não falou muita coisa, sendo o mais básico que conseguia. Taehyung, por outro lado, parecia mais confortável em falar e iria se aproveitar disso – O Yoongi não contou nada pra gente, e eu queria saber tudo.  

- Tudo também, não, mamãe. - Yoongi disse de uma forma doce, recostando sua cabeça contra o ombro do maior, descansando ali. O Kim então o afastou um pouco, apenas o suficiente para abraça-lo em volta do ombro, dando não só o ombro como também o peito para ele se recostar – Tudo é muita coisa.  

- Então pelo menos fale alguma coisa, eu só sei que vocês estão namorando e que vão ter um bebê.  

- Eu não sei mais do que isso também. - Gayoung fala em favor da nova amiga, seus olhos também cheios de expectativas para saber mais da relação do novo casal. - Queremos saber um pouco mais.  

- Não há muito o que se falar, depois que voltamos de viagem a gente sempre se encontrava depois do trabalho, principalmente no apartamento do Tae. - deu de ombros se abraçando ao braço que estava ao redor dos seus ombros, esfregando seu nariz contra o pulso dele despreocupadamente. - E ficamos nessa, agindo como dois adolescente meio bobos tentando não demostrar nada enquanto estava no trabalho, enquanto passava a noite inteira juntos.  

- E o pedido de namoro, quem fez? 

- Bem, isso é algo interessante porque não houve um pedido de namoro, eu já agia com o Tae como se ele fosse meu namoro e ele agia comigo do mesmo jeito, então só chegamos em um dia e dissemos “ei, estou te avisando agora estou te deixando saber que você é meu namorado” e foi isso. - ele sorriu encantando todos com os seus dentinhos miúdos e as gengivas rosadas. Taehyung lhe deu um beijo entre os cabelos. Gayoung fascinada com os dois e Naeun encantada e com o coração acalentado em ver o quão feliz o seu doce garoto estava. Fazia muito tempo que ela não o via de tal forma, tão feliz da vida como estava naquele instante bem a sua frente. - E fizemos isso por mensagem de texto.  

- Essa modernidade não me entra na cabeça.  

- Nem na minha.  

- Mas mesmo assim eles fazem um casal bonito, não? E ainda por cima vão ter um bebê.  

- Sim, um bebê... Aí, eu adoro ser avó, você também?  

- Sim, porque a gente ama como se fosse filho, mas sem as obrigações de educar.  

- Exato, vó é pra amar e estragar os netos, nossa parte a gente já fez.  

- É o que sempre digo.  

- Acho que elas se deram bem, baby. - Taehyung sussurrou contra o ouvido do namorado, sorrindo contra a têmpora dele quando o Min esfregou o nariz outra vez no pulso dele. 

-  Acho que todos se deram bem, o que me deixa muito feliz porque ter as nossas famílias assim, era tudo que eu queria. - ele se virou um pouco para olhar o Taehyung, um sorriso tão sincero em seu rosto que todo ele parecia iluminado – Me abraça, vai, você está muito longe.  

- Mais próximo que isso, só se eu sentar no seu colo.  

- Será que faz mal ao bebê?  

- Eu não vou sentar no seu colo, amor. - riu mais uma vez quando Yoongi fez um biquinho sorrindo logo em seguida – Deixe isso para mais tarde.  

- Hum, estou ansioso.  

Ao fundo, sob todas as vozes e conversa, a empregada anunciou que o jantar estava sendo servido. 

*** 

A hora da refeição foi regado de muita risada e conversas espontâneas. Com todos falando alto e se divertindo como pessoas comuns, descontraídos demais para ligar para coisas que mandava a etiqueta. Joon-tae, no meio do jantar, achou apropriado falar de algumas histórias antiga dos dois netos ali presentes, rindo alto – porque ele tinha um tipo de risada estrondosa e engraçada muito parecida como a de Seokjin – ao lembrar das peripécias de Jin, e os questionamentos confusos que Taehyung costumava fazer. Dar-hu também falou um pouco, constrangido um pouco os filhos e sendo o divertimento dos Min. Mas então, Naeum achou que era apropriado falar também das peripécias dos filhos e assim foi a vez dos irmãos Kim rirem.  

Depois conversaram sobre coisas do cotidiano, do desenvolvimento do bebê, falando em como o velho Kim ficou a vias de ter um infarto ao saber que teria mais um bisneto e em como Yoseob caiu duro de pura emoção. Riram também de como Hoseok e Dar-hu ria alto com as piadas bobas que Seokjin contava enquanto Naeum e Gayoung nunca paravam de conversar, nunquinha mesmo. Cochichando sempre uma com a outra. Comeram, beberam e se deram muito bem. Foi uma noite divertida e muito animada, até mesmo Jimin e Jungkook tinha se entrosado com os adultos mesmo sendo as únicas crianças ali.  

Assim que comeram e todos apreciaram a sobremesa, os adultos foram para a sala de visitas conversar um pouco mais enquanto as duas crianças, com um pouco de sobremesa extra, foram para a sala de tv assistir um pouco até dar a hora de ir embora. Cada um com uma taça de vinho, menos Naeun, Taehyung e Seokjin porque iriam dirigir e Yoongi por conta do bebê.  

- Quais são os planos de vocês daqui para frente? - Joon-tae questionou ao casal abraçados no sofá oposto ao que estava sentado. 

- No momento, só quero me manter saudável por conta do bebê e depois que eu tiver, aí vamos ver o que acontece.  

- Você deveria colocar um anel de noivado no dedo desse cara, Tae-ah. - o velho continuou enquanto se espreguiçava no sofá, já estava meio sonolento, mas não queria acabar a noite ainda antes das 23h. - Não o deixe escapar, meu rapaz.  

- Não vou, vovô, mas vamos com calma. - bem discreto ele fez um carinho na barriga no namorado, bem no inchaço já quase visível sob o umbigo dele – Temos a vida toda pela frente, não precisamos nos apressar em nada.  

- Sim, vamos ter nosso bebê e depois pensamos nesses detalhes.  

- Veja como a vida é, no meu tempo a gente tinha que casar primeiro e depois ter filhos, vocês jovens são muito modernos.  

- Na verdade, a intenção nunca foi ter filho agora, nós fomos irresponsáveis demais. - Yoongi deu de ombros porque aquilo era uma verdade incontestável, enquanto o Kim apenas ria alto diante a cara engraçada que Yoseob fez. - A gente ia ficar só namorando escondido mesmo, deixando todo mundo curioso do porquê do nosso comportamento estranho.  

- Mas diga aí, a gente fica com a criatura na barriga por nove meses, cuida, protege, dar amor e carinho pra ela crescer e agir assim. - Naeum falou de uma forma dramática recebendo total apoio da amiga com um aceno de cabeça - Isso se chama ingratidão.  

- Eu concordo, somos as mães, quando ensinamos que não é pra esconder nada da mãe quando eram crianças, isso é um aprendizado para a vida inteira.  

- Por que eu sinto que as duas se uniram para perturbar os filhos? - Seohyeon questionou curiosa arrancando um olhar indignado das duas e uma riso coletivo de todos os outros.  

- Dever ser porque esse é o objetivo delas.  

- Injúria...  

Antes de mais alguma palavra, todos ouviram a porta da frente sendo aberta de um modo quase grosseiro e isso fez com que todos olhassem imediatamente para a entrada da sala. Segundos depois, uma garota loira chegou à vista de todos, os cabelos bem arrumados com grandes ondas e uma roupa estilosa. Ela tinha traços muito bonitos parecidos com os dos irmãos, os olhos grandes e a boca carnuda, o nariz parecia mais com o de Taehyung do que a de Seokjin, as sobrancelhas finas e a pele clara. Também tinha um nariz arrebitado, o queixo erguido em um puro sinal de prepotência tão característica delas que não abalou seus familiares e atraiu ainda mais a atenção dos Min.  

Haviam tocado no nome dela no meio da noite, Gain não foi excluída das conversas e seus pais, e até seus irmãos, fizeram questão de tocar no seu nome e falar a seu respeito. Mas nenhum deles a quis por perto porque sabia, que se tivessem, nada teria sido tão agradável como foi aquela noite. Gayoung já não sabia o que fazer com a filha, tentou conversar com ela e saber o que acontecia para ela ser de tal forma, lhe dar um apoio e fazê-la conversar consigo para ajudá-la, mas a garota apenas lhe deixou falando sozinha. Já tinha cortado os cartões de credito, prendido o carro e tirado todos os bens materiais possíveis, mas também não deu certo. Criou ela da forma que criou os outros filhos, mas desde os 15 anos ela vinha agindo daquele jeito, desde sua puberdade e não havia modos de controla-la. Gain não era uma pessoa ruim, mas era muito, muito difícil lidar com ela e era isso que nenhum dos Kim queria tentar fazer naquela noite. E tê-la ali, mesmo com tão pouco tempo, já fez todos perceberem que não teriam suportado sua presença por toda a noite.  

- O que está havendo aqui?  

- Olá, querida, boa noite. - Gayoung se colocou de pé já se aproximando dela o suficiente segura-la pela mão, um sorriso nervoso em seu rosto porque o que ela menos queria era um ataque de chilique vinda da mais nova ofendendo seus convidados. - Esses são os Min, a família do Yoongi, o namorado do seu irmão. Você o conhece.  

- Sim... E por que estão aqui? - o rosto dela mostrava exatamente o tipo de sentimento que a garota sentia naquele instante: antipatia e entojo. - Isso é algum tipo de reunião em família, por acaso?  

- Sim, seus pais convidaram os Min para que todos nós pudéssemos nos conhecer, Gain, já que o Yoongi é namorado do Taehyung e os dois vão ter um filho. - Joon-tae falou, tão abusado quanto o filho com o comportamento da neta. Ele nunca foi apto dos modos mais trágicos de métodos de disciplina, muito pelo contrário, ele era do tipo que conversava e não batia, nunca achou que bater fosse a melhor coisa a se fazer, mas sempre que via a neta agindo daquele jeito tinha vontade de dar umas boas palmadas no traseiro dela para deixar de ser tão mal educada. - São pessoas muito boas e estamos tendo um momento agradável juntos.  

- Se era um jantar em família, por que será que eu não fui chamada também?  

- Porque eu falei pra não te chamarem. - Taehyung tomou a vez, ele podia sentir peça forma como Yoongi apertava seus dedos o quão nervoso ele ficou com a presença dela, na verdade, talvez todos tivessem ficado.  

- Ué, o senhor perfeito voltou a falar comigo? - disse irônica se soltando de forma rude do toque da mãe em sua mão.  

- Gain-ah, você está sendo desagradável. - Namjoon falou na sua santa paz por mais que soubesse que a cunhada não era lá sua maior fã e era ríspida demais consigo.  

- Cala a boca, eu não falei com você.  

- Kim Gain!  

- Esse cara nem é da família, foi convidado e eu não? 

- Não sei porque está fazendo tanta questão se você mesma fica falando por aí que não liga para nenhum de nós. - Seokjin atacou, tão de saco cheio dela que até esqueceu que não estavam se falando só pra acabar com aquela marra idiota vinda dela – E não fala assim do meu marido, ele é mais família do que você.  

- Vai te catar também, Seokjin, continua sem falar comigo, vai! - foi totalmente grosseira com o irmão mais velho e isso fez com que todos os Min, e o Jung também, apertasse ainda mais a expressão em uma cara nada contente, porque nenhum deles estavam habituados a lidar com uma pessoa tão grosseira.  

- Agora entendi porque ninguém quis ela aqui. - Hoseok cochichou em direção a esposa, que só balançou a cabeça em confirmação. Gain ouviu, mas não falou nada olhando por cima do ombro com um olhar tão asqueroso que fez o Jung e Seohyeon ficarem desconfortáveis. - Totalmente diferente dos irmãos 

- Gain, ninguém aqui está querendo a sua presença, então saia. - Dar-hu falou enfezado, se a sua esposa estava cheia do comportamento da filha, ele estava três vezes mais e não concordava com nada que ela fazia. - Estamos tendo um jantar agradável entre famílias. Yoongi e Taehyung estão namorando e vão ter um bebê, estamos aqui para confraternizar juntos e não estamos dispostos a ter alguém desagradável para nos atrapalhar.  

- Não sei porque estão fazendo tanta questão por essa droga de bebê. 

- Gain, tome cuidado com o que você fala! - Taehyung tentou se levantar para ir até a irmã, mas Yoongi não deixou o agarrando pelo braço enquanto Jung fazia o mesmo com Seohyeon porque a Min não estava gostando daquela postura mesmo tendo acabado de conhecê-la.  

- Gain, vá embora!  

- Eu tenho que ir embora? Todo mundo aqui sabe que o Yoongi só está querendo dar o golpe da barriga, pra lucrar as custas dele, junto com a família xexelenta e vocês aqui achando isso lindo. 

- O que você falou, garota?  

- Gain! 

- E eu estou errada?!  

- Não subestime a minha inteligência, Kim Gain, há modos muito mais fáceis e eficaz de segurar um homem rico, eu não preciso disso – a voz profunda de Yoongi soou baixa por toda a sala calando a garota na mesma hora. Em todo lugar, ele não precisava gritar e falar alto para ser ouvido ou entendido e daquela vez não foi diferente – E eu não sei qual o seu problema, e também, se quer minha sinceridade, não me importo em saber os motivos que te fizeram ser uma criatura tão intragável e insuportável, mas isso não te dar o direito de vim aqui me ofender e ofender a minha família. Se você tem um problema, resolva sozinha, se você tem algo contra mim, resolva comigo, mas não julgue os seus valores nos outros e tão pouco haja assim com pessoas que você nem conhece.  

- Você não... 

- Cala a sua boca! - Dar-hu falou alto se levantando-o em um movimento rápido, agarrando a filha pelo braço e a puxando junto consigo pelo corredor que dava em direção a saída da cara – Eu já estou de saco cheio desse seu comportamento ridículo e hoje você passou de todos os limites. Quando você aprender a viver perto de outras pessoas, você volta, enquanto isso, vá para casa do seu noivo, fique por lá.  

- Pai! Pai! - ela gritou quando o homem abriu a porta e continuou a puxando para o lado de fora.  

- Dohyun-ssi! Dohyun-ssi! - gritou para o motorista assim que viu que o carro que Gain chegado ainda estava parado na frente. A garota tinha tido sua carteira de motorista suspensa e agora precisava de motorista para ir em todos os cantos. O homem, na faixa dos seus quarenta anos alto e meio gorducho, veio apressado da lateral da casa assim que ouviu seu nome ser chamando. - Dohyun-ssi!  

- Sr. Kim, estou aqui, senhor.  

- Papai, você está me machucando! 

- Leve a Gain até a casa do noivo, certifique de que ela chegue em segurança. - abrindo a porta de trás do carro, ele a empurrou para dentro sendo delicado da forma que podia para não machuca-la. - Amanhã eu passarei lá e teremos uma conversa séria, Kim Gain, ou você muda esse seu comportamento ridículo, ou vai ter um problema sério comigo.  

Dentro da casa, os Kim – principalmente Gayoung e Taehyung – tentavam se desculpar pelo comportamento da garota, os dois mortos de vergonha pelo que tinha acabado de acontecer. Namjoon, chateado como sempre ficava, foi ver como os filhos estavam e chama-los para ir embora. Seokjin estava quieto e os Min meio chocados. Yoongi tinha dito algo a eles sobre Gain, não sabia se ela estaria, porém deixou todos cientes de que ela era totalmente diferente do resto da família e qualquer comentário azedo vindo da Kim mais nova deveria ser imediatamente ignorado e não rebatido, em hipótese alguma. Sabiam disso e estavam cientes, mas era muito diferente de saber ao vivo. Não ficaram necessariamente ofendidos por aquilo, até porque os Min eram seguros demais sobre quem eram para lidar com situações como aquela, enquanto os Kim pareciam não saber aonde enfiar a cara de tanta vergonha que estavam sentindo.  

- Me desculpem por isso, eu... Nem sei o que falar.  

- Não se preocupe, Gayoung-ssi, não é sua culpa.  

- Eu não sei como essa garota foi...  

- Me perdoe por essa cena lastimável. - Dar-hu foi logo falando assim que chegou à sala. Gain tinha ficado ali por dois minutos e estragado uma noite inteira. Era triste demais em como não reconhecia a própria filha, criou os três filhos da mesma forma e mesmo que tentasse, ainda não conseguia entender aonde havia errado tão drasticamente com Gain.  - Eu sinto muito pelas ofensas.  

- Sabemos disso, Dar-hu-ssi, não ficamos ofendidos, sabemos que não é sua culpa e nem dos demais.  

- Não a convidamos exatamente por isso, queríamos evitar a presença desagradável em uma noite tão importante.  

- Não se preocupe, nenhum de vocês - Yoongi tranquilizou usando um tom doce ao falar. - Não vamos deixar que algo assim atrapalhe a noite, nós que sentimos muito caso a nossa presença tenha desencadeado algo com a Gain-ssi.  

- A Gain odeia o mundo, e tem como missão atrapalhar a vida de todos. - Seokjin falou tentando soar menos tenso, sorrindo com o seu sorriso bonito. - Como o Yoongi falou, não vamos deixar algo assim estragar a noite.  

- Você tem razão, Seokjin-ssi, todos se deram tão bem. - Hoseok acompanhou sorrindo também, o que deixou todos menos tenso. Era impressionante como um sorriso do Jung podia curar tudo, era quase mágico.  

- Eu estava aqui pensando em uma coisa legal. 

- O que, filha?  

- Por que não fazemos um chá revelação para o bebê? 

- Noona, não.  

- Sim! - as mães gritaram empolgadas com a ideia.  

Aos poucos todos voltaram as confraternizações animadas esquecendo pôr fim a presença passageira, e caótica, de Kim Gain. O novo objetivo agora era preparar um bom chá revelação para o futuro membro daquele clã. Yoongi e Taehyung aliviados e felizes por todos terem se dado tão bem.  


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

ME DESCULPEM OS ERROS.


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