História More Than Words - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lemon, Novela, Romance, Yaoi
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Palavras 1.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi meu povo,
Vortei!
E ainda com um capítulo quentinho... Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 2 - Água


Tommy e Liam

 

~~

 

— Tommy, acorda! — O garoto nem se deu ao trabalho de mover na cama — "Thomas", eu tenho que ir pro serviço, não vou ficar esperando a sua boa vontade pra acordar e se você se atrasar para o primeiro dia de aula vai se ver comigo mocinho!

 

— Não me chame assim! — De todas as coisas do mundo, a que Tommy mais detestava com todas as forças era ser chamado de "Thomas". Não, seu nome era Tommy. Tommy Nilsen.

 

— Mas esse é o seu nome, se acostume com ele de uma vez por todas e levanta dessa cama!

 

— Mãe, é Tommy. T. O. M. M. Y! — O menino realmente ficava nervoso quando o chamavam daquele jeito. Tão nervoso que até mesmo milagrosamente acordava às seis horas da manhã só para discutir sobre isso.

 

— Tá bom filho, só levanta daí. Eu tô indo pro trabalho! — Passos se afastando da porta e Tommy tentou voltar a dormir, ignorando totalmente as palavras da mulher. No entanto, seu sono havia sido enviado em uma nave espacial diretamente para o infinito e além junto com aquele "Thomas" miserável.

 

Então ele se limitou a bufar, rolando na cama e se embaraçando no cobertor. Que bosta. Tá aí outra coisa que Tommy odeia, cobertor preso no corpo. Maldito dia. Maldita forma de começar o ano letivo, sinal de que tudo seria uma tremenda merda.

 

O garoto revirou os olhos e, com uma paciência até então ausente, se livrou do empecilho e caminhou cambaleante até o banheiro. Escovou os dentes, tomou um banho gelado para despertar e retornou ao quarto para vestir algo minimamente decente.

 

Escolheu uma calça jeans qualquer, uma blusa de manga longa azul escura e uma moletom cinza de zíper. Colocou o sapato surrado de sempre e tentou ajeitar os fios castanho claro da melhor forma possível, o que como é de se esperar não deu muito certo, então se contentou em pegar seu mais do que querido boné vermelho e deixar tudo do jeito que estava.

 

Comeu algumas torradas que a mãe havia preparado e com sua mochila quadriculada preta, "vulgo relíquia", saiu casa à fora. Estava adiantado, daria tempo de pegar um ônibus tranquilamente e ainda chegar faltando uns quinze minutos para as aulas começarem.

 

"A mamãe fez escândalo sem necessidade!".

 

Era impossível não revirar os olhos com esse pensamento. Onde já se viu perder dez minutinhos de sono por nada?

 

~~

 

Um amontoado de rostos jovens conhecidos e desconhecidos, isso resumia o pátio do colégio Hartvig Nissen naquela manhã. Tommy cumprimentou todos que conhecia com um aceno.

 

"Cadê os safados do Brad e do Troy?"

 

Olhou para os lados, tentando encontrar os amigos e foi fácil identificar as silhuetas 'transáveis' dos dois. Eles estavam numa rodinha perto da parede.

 

"Esses otários devem estar vendo algum pornô lésbico estranho!".

 

Tommy apressou o passo e em alguns instantes chegou por trás dos amigos e como não podia deixar de sacanea-los apertou as bundas dos dois ao mesmo tempo.

 

— O que vocês estão fazendo vadias? — Tommy e todos os outros garotos da rodinha riram dos pulinhos que Brad e Troy deram.

 

— Para com isso seu retardado! — Troy o olhou com uma pontinha de raiva. Ele não estava com raiva de verdade, sabia que era só a zoeira matinal.

 

— Ontem à noite você não reclamou! — Tommy riu mais ainda.

 

— É claro que ele não reclamou, você deixou ele te comer depois! — Brad entrou na discussão e dessa vez todos riram, menos Tommy. O nosso garoto já estava com uma resposta na ponta da língua quando notou olhos incrivelmente hipnotizantes e um sorriso magnífico na outra borda da rodinha.

 

"Puta que pariu!".

 

Oh meu Deus, Puta que pariu é pouco. É sério que o garoto estranho de sábado estava lá e ainda por cima havia escutado toda aquela conversa idiota?

 

Tommy imediatamente ficou sem graça, suas bochechas até ganharam uma coloração um tanto quanto sugestiva. Ele tinha certeza que o garoto havia notado isso e jurou ter visto até seu sorriso crescendo. Mas, calma, por que Tommy, do nada, ficou feito um bobalhão no meio dos amigos? Eles iriam acabar percebendo. Então, Tommy, volta para realidade garoto!

 

— Vão se foder! — Ele até que tentou intimidar, porém sua cara de tacho era mais do que visível.

 

— Que isso cara? O bebê ficou ofendidinho foi? — Brad e todos os outros só fizeram rir mais ainda, inclusive o garoto estranho. E Tommy viu. Ah se viu. Viu muito bem de canto de olho e isso o deixou irritado. Qual é? Todo mundo contra ele, até mesmo o estranhão? Ah, não vale!

 

— Cala a boca Brad!

 

— Ah Tommy, você que começou e num quer levar? — Nosso garoto só se limitou a murmurar alguma coisa que ninguém conseguiu entender e a consentir calado. Melhor calar a boca antes que as coisas piorem, não é mesmo?

 

Todos voltaram a conversar normalmente. Eles falavam sobre garotas, peitos e sexo. Tommy estava sem nenhum fio de interesse naquela conversa, porém concordava quando lhe afirmavam alguma coisa. Ele ainda não estava tranquilo com a nova presença e constantemente se via verificando se o outro estava lhe olhando. No entanto, para a surpresa geral da nação, o loiro não parecia nem estar dando bola para a sua miserável existência e de certa forma isso só contribuiu para deixá-lo ainda mais incomodado.

 

Não que Tommy quisesse a atenção de um estranho. Não, longe disso. O caso era que depois de toda aquela loucura na festa de sábado ele merecia pelo menos um "oi". O outro havia lhe deixado confuso. Muito confuso. Tanto que até o fizera passar o Domingo trancado dentro do quarto, pensando na vida.

 

— Vou procurar minha sala! — Como se magicamente percebesse que não era bem vindo, o estranho resolveu se afastar do grupo.

 

— Eu te levo lá Liam! — Um outro garoto se ofereceu como ajudante.

 

"Liam, Liam, Liam".

 

Tommy involuntariamente repetiu aquele nome várias vezes na cabeça, como se quisesse memorizá-lo. Mas ele não queria. Claro que não. Que cérebro inútil.

 

— Brad, quem é esse? — Ao ver que o tal Liam já estava distante o suficiente resolveu perguntar.

 

— Quem?

 

— Aquele garoto que acabou de sair com o Peter!

 

— Ah, o Liam? — Tommy assentiu — Esqueci de apresentá-los. Ele é de Bergen, chegou recentemente aqui em Oslo, é mais velho do que a gente e vai fazer o último ano na escola.

 

— Ah tá! … E como o conheceram?

 

— No sábado, depois que você sumiu. Ele e a mina dele são muito gente fina!

 

"Mina dele?".

 

Aquilo ecoou de uma forma estranha.

 

— Ah, legal!

 

O sinal para as aulas bateu, Tommy se despediu do grupinho e caminhou para própria sala. Seu penúltimo ano havia acabado de começar e já estava dando nos nervos.

 

~~

 

Tommy quase pôde esquecer da chatice que é ter aulas. Os mesmos professores de sempre e as mesmas brincadeirinhas bobas entre os alunos. Um verdadeiro saco. Ele iria pirar se continuasse sentado naquela cadeira dura que mais parecia chutar sua bunda, então resolveu que era hora de espairecer.

 

Ir beber água e dar uma voltinha pelos corredores desertos do colégio. Têm coisa melhor?

 

Não era preciso avisar o professor como faziam no secundário inferior, portanto ele só levantou e saiu. Simples e fácil.

 

Era sempre divertido fazer gracinha na frente das outras salas e é claro que Tommy não deixaria de fazer isso. Os alunos rindo e os professores furiosos batendo as portas era muito, muito divertido.

 

Sim, Tommy tinha uma idade mental muito inferior aos seus reais dezesseis anos.

 

Ainda com um sorriso na cara depois de passar pela sala do último ano seguiu descontraído até bebedouro e só ao chegar lá percebeu que estava sem a garrafinha. Que merda. Voltar tudo outra vez? Não, não, não. Quer saber? Dane-se! É só fazer uma conchinha com as mãos e beber do jeito neandertal. E Tommy fez isso e estaria tudo "OK" se ninguém se intrometesse. O problema é que infelizmente a sua sorte só não era maior do que a menor das partículas subatômicas.

 

— Que feio! — uma voz de um tom deveras memorável o fez quase morrer engasgado. Tommy olhou na direção do "intruso" procurando se recuperar e limpar a água da cara. No entanto, ver aquele rosto perfeito marcado por um sorriso mais perfeito ainda só o fez engasgar outra vez — Eita, calma aí cara! — O garoto abriu mais ainda o sorriso.

 

— Li.. liam? — Tommy gaguejou.

 

"Que merda. Por que você está gaguejando? Pare de fazer isso perto do garoto estranho!"

 

— Olha só, ele sabe meu nome! — Outro sorriso e que droga de sorriso — Que bom que você sabe meu nome "Tommy"! — Ênfase na última palavra e nosso garoto engoliu em seco.

 

"Que porcaria você tá fazendo? Vai continuar agindo feito um mongoloide seu retardo?"

 

— Ei, o que você tá fazendo aqui? — Tommy elevou a postura e encarou o outro com firmeza. Liam olhou para o bebedouro e depois lhe lançou um olhar de descrença.

 

— Ah, acho que vim beber água! — Mais um sorriso. Por sorte ele parecia apenas estar tentando ter uma conversa descontraída e optou por não responder aquela pergunta idiota com grosseria.

 

— Ah! — Tommy voltou a ficar sem graça.

 

— Bom, na verdade te vi passar pela minha sala fazendo gracinhas!

 

— Então você me seguiu? — Dessa vez Tommy usou um tom divertido e não conseguiu esconder o sorriso contido.

 

Hum … Por que Tommy estava falando em tom divertido com aquele estranho?

 

— Não … — Liam olhou para cima, como se tentasse encontrar uma justificativa — Eu estava mesmo morrendo de cede, tipo, com MUITA sede mesmo, quando vi você passando!

 

— Então você me seguiu? — Reafirmou rindo.

 

— Bom, isso é só uma de infinitas hipóteses! — O curioso foi que enquanto Liam falava isso percorreu os olhos por todo o rosto do menor.

 

Que coisa estranha. Bem, nem tão estranho assim já que Tommy também fez isso.

 

— Hum … hipóteses!

 

— Hipóteses!

 

— Hipóteses! — A cada repetição o som da palavra ficava mais baixo, eles estavam apenas prolongando uma conversa sem nexo. Mas por quê?

 

— É, foi bom conversar com você, mas tenho que voltar pra aula do meu mais novo e chato professor de matemática, o senhor Morris! — Liam virou-se.

 

— Mas você nem bebeu …

 

— A gente se vê outra hora "Tommy"! — Uma última olhada e seguiu seu caminho.

 

"Que cara estranho!"

 

Demorou alguns instantes até que Tommy finalmente se desse conta de que precisava voltar para sala. Aquilo havia sido muito repentino e de certa forma ele pressentia que era apenas o começo de algo muito maior.


Notas Finais


Oiii outra vez,

Gostaram?

Se alguém estiver lendo e quiser mandar qualquer tipo de crítica eu adoraria saber. Sério, até se quiserem quebrar um pau em mim!
(Brincs, não façam isso no sentido literal).

Obrigada por lerem!


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