História More Than Words - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lemon, Skam, Yaoi
Visualizações 8
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie, boa leitura...

Capítulo 5 - Você não vêm?


Tommy e Liam

❇❇❇

Uma noite de merda. Nosso pupilo teve uma noite de merda. Dizer que ele dormiu três horas já seria exagero. E, ainda por cima, naquele sofá duro que nem lembrava mais o mesmo que ele e a mãe viram no mostruário da loja de móveis.

"Também né, você é tão trouxa que continuou naquela porcaria a noite inteira".

Tommy até que tentou se acalmar enquanto olhava as gotículas de água escorrerem livremente pelo lado de fora da janela do ônibus, mas foi impossível não bufar com aquele pensamento.

O único lado bom daquilo tudo era que ele finalmente estava indo para o colégio. Pelo menos agora também teria um dia de merda ao mesmo tempo em que aprenderia coisas inúteis e diminuiria as suas chances de repetir de ano.

❇❇❇

— Seu arrombado do caralho, me deixou preocupado! — Brad tinha mesmo que quase o esmagar no armário?

— Oi! — Tommy se livrou do aperto, o empurrando também — Agora a culpa é minha se o mané não consegue viver nem sequer um instante sem que eu esteja por perto? — sua voz esbanjava estresse, porém isso não era um impedimento para que o amigo continuasse a brincar com a sua cara. Aliás, essa era a melhor forma de aliviar a barra.

— Nossa, ela voltou de TPM — era uma tarefa difícil tentar não rir das imitações femininas de Brad — Mas pode ficar tranquila, te empresto o absorvente se sujar as calças! — se dando por vencido, nosso garoto riu, finalmente ativando o modo "Tommy Zueira" de sempre.

— Tu sabe que é um viado, né cara?

— Disso eu não sei, mas sei que você é!

— Cala a boca, mané! — dessa vez os dois riram — Para de falar besteira e me diz cadê o arrombado do Troy, aquele idiota nem veio me dar bom dia! — Tommy não poderia fazer uma cara mais fingida de coitadinho.

— Pra que tanta carência? Agora vocês tão se comendo e eu num tô sabendo?

— Quase isso! — um sorriso sugestivo e Brad pareceu preferir ignorar o assunto.

— Ele tá alí com os caras, vamo lá!

Os dois caminharam até o lado de fora do colégio e seguiram até o local que os amigos sempre costumam ficar. Tommy cumprimentou cada um dos garotos com um aperto de mão e um xingamento adicional diferente.

— E aí, panaca? — estendeu a mão para Troy.

— E aí, seu delícia? — é claro que ruivo dispensaria o gesto e o abraçaria de uma vez — Você sabe que não pode simplesmente faltar aulas, no ano passado não foi muito legal, né?! — por incrível que pareça, Troy era um cara responsável e sempre estava em dia com os estudos. Ele nem parecia ser mesmo um dos amigos de Tommy.

— É, eu sei cara. Mas sabe como é né? — nosso pupilo riu sem graça e Troy assentiu. Ele sabia que o amigo tinha seus dias ruins.

Eles ficaram alí por um bom tempo, jogando conversa fora até que em certo momento Tommy teve sua atenção roubada por dois olhos azuis se aproximando. Claro que era Liam. Para variar, é claro. Ele estava andando com alguns outros garotos do último ano e seu braço parecia normal, nenhum osso para fora ou gesso. Ufa, nosso pupilo se sentiu aliviado.

A princípio pensou em apenas desviar o olhar e fingir que não havia visto nada. Afinal, ele ainda estava incomodado com o "ok" da noite anterior. No entanto, mudou de ideia ao ver o outro levantando a mão em um aceno ao mesmo tempo em que abria um sorriso amistoso.

"Uma merda de sorriso".

"Uma merda".

"Uma bela merda".

Então Tommy só se limitou a responder o gesto do mesmo modo e a voltar a focar na conversa com os amigos. Bem, ele até que tentou. Porém, só conseguia pensar em toda a confusão presente naquela infinitude existente entre aqueles dois extremos, um com um "ok" miserável e outro com um sorriso impecável.

❇❇❇

Cá entre nós, a melhor parte de ir para o colégio está em simplesmente poder voltar para casa. Tommy merecia isso depois de aguentar tantas aulas chatas. Ele já havia se despedido dos amigos e caminhava para a saída quando sentiu uma mão em seu ombro.


— Oi, Tommy! — Tommy reconhecia aquela voz. 


— O.. oi, Liam! — sem aviso prévio, o moreno colocou um dos braços por cima de seus ombros e o estimulou a continuar andando.


— Fiquei feliz por você ter vindo hoje!


— É…? — confortável? Tommy nem sabia mais o que era isso, ele estava completamente sem jeito. Mas por que, outra vez, o nosso querido Tommy estaria sem jeito perto de Liam? Talvez pelo lance mal discutido do braço ou talvez pelo contato repentino e um tanto quanto intimidador. 


"Não, é claro que é por causa do braço!"


— Claro que sim! — Liam sorriu e, para o alívio geral da nação, finalmente se soltou do nosso garoto, sem deixar de o acompanhar.


Apesar de estar visivelmente afetado pela presença "indesejada", o nosso pupilo continuou caminhando. Essa era a melhor coisa a se fazer ou pelo menos seria se suas pernas não parecessem que iriam dobrar a todo momento.


"Para com isso, porra!"


"Para!"


"Fala alguma coisa. Qualquer coisa. Fala. Fala. Fala!"


— Vo.. você não costuma ir andando pra casa, né? — ufa, ele falou, apesar de cometer o erro de gaguejar.


— Não! — cada um dos gestos e das palavras do moreno contavam com uma tranquilidade incrivelmente desconfortável para o nosso garoto.


"Porra Tommy, para de agir feito um retardado!"


— Ah! — nosso pupilo se esforçou para achar algo mais interessante para dizer, porém desistiu ao constatar que Liam não parecia nenhum pouco interessado em trocar palavras com um outro ser humano. Ah, qual é? O moreno só estava caminhando tranquilamente. Tommy não precisava ficar tão alterado.


E, como sempre, prevendo o estado de espírito do nosso pupilo, Liam apressou o passo, ficando à frente. Assim era mais confortável, apesar de ainda ser uma situação muito confusa. Tommy não estava entendendo nada. Tudo era uma completa bagunça na sua cabeça.


Os dois continuaram andando em silêncio e, o mais estranho do que toda aquela situação por si só, foi o fato do moreno seguir exatamente pelo mesmo caminho que o nosso pupilo percorria todos os dias para pegar o ônibus.


"Ele só deve estar indo pegar um ônibus qualquer!"


"Não tem nada haver com você, Tommy!"


Em alguns momentos daquele "pequeno longo" passeio, Liam olhava para trás, como se quisesse verificar se o nosso pupilo ainda o acompanhava, e lhe lançava um sorriso engraçado. Com o tempo, Tommy também começou a sorrir.


Aquilo tudo não fazia o menor sentido. Mas, na verdade, o que mais fazia sentido em toda a relação daqueles dois garotos?


Fosse qual fosse aquele novo joguinho de Liam, agora o nosso pupilo estava simplesmente se deixando levar. Literalmente, porque o outro parecia ser o novo guia da tarde. Tommy se assustou quando inesperadamente o viu começando a correr. 


"Mas esse é o meu ônibus!"


Liam parou o automóvel a tempo de ingressar nele. Nosso pupilo se aproximou e ficou encarando os degrais um pouco vacilante.


— Você não vêm? — Liam o chamou com um sorriso cafajeste na cara. Mas por que um sorriso cafajeste?


"O que eu tenho a perder?"


"A virgindade!"


"Cala a boca, consciência!"


Por fim, nosso garoto o encarou, respirou fundo e subiu os degrais.



Notas Finais


E aí? O que achou?

Deixe seu comentário, isso me motiva a continuar escrevendo.

Críticas são sempre bem vindas, sejam elas boas ou ruins.
Vocês também são sempre bem vindos, obrigada por lerem...
Até o próximo!!!


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