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História Morena Tropicana - Capítulo 1


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Notas do Autor


“carne macia, ai! carne de caju
saliva doce, doce mel, mel de uruçu
linda morena, fruta de vez temporana
caldo de cana-caiana, vem me desfrutar”

Capítulo 1 - ;;jabuticaba, teu olhar noturno


A brisa fresca da casa de praia balançava os cachos de Mirela, volta e meia jogando um ou outro em seus olhos. Levantar sua mão para afastar uma mecha teimosa não era um problema, mas os pensamentos intrusivos que a impediam de aproveitar as pequenas férias que sua namorada se esforçou tanto para pagar, sim. Não era como se não estivesse acostumada com tal coisa, contudo, pois as paranoias eram, junto da disforia, figurinhas carimbadas em seu cérebro. O problema era que a culpada por sua atual questão era a mesma que a razão de seu sorriso.

Não que Camila quisesse magoá-la, longe disso, mas Mirela tinha suas questões mais sensíveis e o meme “morte ao pênis” que sua namorada gostava tanto de usar machucava. Ter nascido num corpo masculino era um inferno e olhar-se no espelho para ver que nada se alinhava com o que sentia doía. Muita terapia e o apoio de sua família e amigos ajudava, porém se sentir atingida por algo que ela não tinha culpa de ter lhe dava uma sensação ruim de desesperança.

— Ei, por que tu tá jururu assim? — Como uma boa namorada, Camila logo percebeu seu desalento e Mirela deu seu melhor para disfarçar sua expressão. — Aconteceu alguma coisa?

— Nada — disse, quase que imediatamente, pois não queria preocupar.

— Se fosse, tu não tava assim.

Mirela optou por apenas se encolher na cadeira de praia, evitando o olhar da namorada. Sabia que não era coisa de mulher adulta fazer, mas confrontar era difícil, sobretudo quando era algo tão insignificante que não devia afetá-la tanto. Quer dizer, era só um meme! Será que Mirela era tão sem senso de humor assim?

De tão envolvida que estava em seus pensamentos, a mulher sequer percebeu sua namorada se agachando a seu lado e dando beijinhos suaves em sua pele. Descendo dos ombros até sua barriga, os lábios macios de Camila logo voltaram para cima, capturando os de Mirela em um beijo terno e apaixonado. Envolvendo os braços ao redor da namorada, Mirela a puxou delicadamente para seu colo, onde continuaram a trocar carinhos.

— Heh, parece que tem alguém animada — Camila sussurrou baixinho em seu ouvido. Sua voz tinha o tom brincalhão e excitado que Mirela tanto conhecia, mas nem mesmo a rebolada prazerosa em seu colo foi capaz de tirar a expressão de desconforto de seu rosto. — Ok, o que aconteceu com você hoje? Eu fiz alguma coisa que te deixou triste?

As mãos quentes de Camila segurando seu rosto e a forçando a olhar em sua direção eram familiares e confortáveis, acalmando-a um pouco. Ainda assim, as palavras saíram da sua boca mais ácidas e ressentidas que o esperado.

— Você não tava toda “morte ao pênis” mais cedo?

Camila a encarou como se não fizesse ideia do que estava falando, as sobrancelhas franzidas mostrando o esforço que a mulher fazia para pensar. Um lampejo de consciência, contudo, não demorou para chegar e a expressão de Camila foi de confusa para triste em um segundo.

— Por que tu não falou antes? — a mulher questionou, buscando o celular para, muito provavelmente, apagar tudo que tivesse o tal meme. — Aqui, prontinho.

— Não precisava… — Mirela encolheu os ombros, se sentindo culpada. — Eu só não devo ter muito senso de humor mesmo.

— Ei, não é culpa tua. Se tu não se sente confortável, eu não vou mais postar. Simples assim.

Mirela respirou fundo. Não queria impedir sua namorada de escrever o que tinha vontade em sua contra por algo tão pessoal seu e que nunca vira outras pessoas se incomodando sobre. Antes que pudesse se afogar em seus pensamentos, contudo, a mão de Camila trouxe seu rosto para perto, colando os lábios das duas delicadamente.

— Eu te amo — ela disse baixinho e Mirela não conseguiu conter o sorriso ou o rubor com a declaração da namorada. — Você é uma mulher linda, incrível e nada pode mudar isso.

Os braços de Camila envolveram seu corpo num abraço apertado, a boca descendo para o pescoço antes das mãos ágeis abrirem os botões de sua blusa. O vento fresco tocou o peito nu de Mirela junto dos lábios de Camila, arrancando um suspiro da mulher.  Deixando uma trilha de beijinhos por todo o peito e barriga de Mirela, logo a mulher chegou em suas partes íntimas. Tirando o short e a calcinha de uma vez, Camila pegou delicadamente nas partes íntimas alheias, massageando com carinho.

Mordendo a boca para conter os gemidos, Mirela se contorceu de prazer enquanto sua namorada se ajeitava a sua frente. As unhas mantidas longas causavam um arrepio gostoso em sua espinha quando arranhavam a pele sensível. Mirela precisou morder sua mão para evitar barulhos mais altos. Ela podia ouvir o risinho convencido de Camila, que sabia muito bem o efeito de suas ações. Se não estivesse tão absorta no prazer que sua namorada lhe, Mirela certamente retribuiria com um tapa amigável em seu braço.

Ela estava ocupada demais abafando gemido do nome de Camila em sua mão, contudo. Enquanto a boca da outra mulher envolvia sua genital, Mirela lhe acariciava os cabelos, os olhos entrecerrados focados no prazer. Assim que estava prestes a gozar, porém, Camila parou subitamente, porque era óbvio que o faria. Mirela sabia onde estava se metendo quando começou a namorar uma provocadora de marca maior. Quando estava se preparando para retribuir o favor do oral, contudo, um dedo sobre seus lábios a interrompeu.

— A gente ainda tem o dia todo pra aproveitar, ok? — Camila deu uma piscadinha marota. — Agora eu quero te dar todo o prazer do mundo porque você merece.

Aquelas cantadas baratas vinda dos livros de romance adolescente nunca paravam de balançar seu coração, para sua vergonha. Por isso, com as bochechas coradas, Mirela permitiu que Camila terminasse de tirar as roupas e se posicionasse sobre si, a mão experiente alinhando a intimidade úmida de sua namorada com sua genital. Camila cavalgou lentamente, sentindo todo o contato com calma, do jeito que Mirela gostava.

Com as mãos posicionadas nos quadris da namorada, Mirela acariciou a pele macia com os polegares, enquanto sentia a respiração quente de Camila em seu pescoço. Ela amava estar tão próxima assim de sua namorada, perceber cada pequeno arfar em seu próprio corpo. Mirela sentia que, assim, com Camila tão perto de si, mostrando-a o quão querida ela era, não tinha como seus piores pensamentos estragarem seu prazer. Mirela se sentia segura para amar e ser amada, independente de qualquer coisa.

Num último rebolar em seu colo, Camila a levou para o ápice de seu êxtase. Mirela sentiu o corpo fraquejar por uns instantes, mas usou toda força dentro de si para abraçar sua namorada. As duas ficaram por bons momentos ali, ouvindo apenas o som das próprias respirações, e isso era o bastante. Ali, com o cheiro de maresia e a brisa bagunçando seus cabelos, Mirela estava em paz.

O momento só foi quebrado quando Camila, bem preguiçosamente, levantou-se de seu colo. Mirela acompanhou o movimento da namorada em direção à porta, os cabelos longos dela sendo a única coisa que cobria o corpo nu.

— Agora, se você não se importa… — Camila disse baixinho, o sorriso matreiro carregando todas as piores e melhores intenções. — É um ótimo momento pra você me fazer gozar.

E a figura dela desapareceu por dentro da casa de praia. Mirela não perdeu um segundo antes de segui-la.


Notas Finais


oto muito nervouser com isso porque é a primeira vez que eu trabalho com yuri e com uma perso trans... porém espero que tenha tratado bem e que vocês gostem <3


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