História Morgen - Capítulo 11


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Categorias Inuyasha
Personagens Kagome Higurashi, Personagens Originais, Sesshoumaru
Visualizações 193
Palavras 6.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores, como vão vocês?
Espero que todos maravilhosamente bem <3
Não demorei tanto dessa vez pra trazer mais um capítulo, espero que ele agrade *-*

Gostaria de agradecer imensamente a EChrissie, Aiko0327, ThataHina, Engel_Thanatos, safirya, SerenitySolaris, Naninha23, RosanaEvelyn, Gatinha_manhosa, marlimoon, Time-Lady e a Panda98Cornio por favoritarem a fic, muito obrigada pelo carinho de vocês.

No final do capítulo tem uma pequena parte em terceira pessoa, dá pra perceber a troca -qqqqq
Esse capítulo é do jeito que vcs gostam hohohoho'
Boa leitura ;)

Capítulo 11 - Morte


Morgen - Capítulo 11. 

Morte. 

"Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, a gente nunca está preparado para perder alguém". 

-Nicholas Sparks.

Era uma mensagem de Shouma, era curta e objetiva. “Eu não gosto de tocar nesse assunto, contudo, um dia quem sabe eu não conte a você.” Então havia uma história com o tema família, mas será que eu queria mesmo saber? Eu, agora, não sei ao certo se devo mexer nessa ferida... 

XXX 

A semana passou voando. 

Takeo e eu estávamos nos falando de novo, aquele episodio um pouco no esquecimento, contudo de vez em quando eu ainda ficava envergonhada na presença dele ou de Yukio, quando o via. Shouma estava da mesma maneira, conversávamos por mensagem e a pergunta sobre sua família havia ficado no passado, não tocávamos mais nesse assunto, alias, eu não tocava mais no assunto. Percebi que era um assunto delicado a se tratar. 

Acha que podemos nos ver essa semana?” Eu mandei a mensagem antes que me arrependesse. Eu estava querendo um pouco da companhia dele, eu gostava da presença dele, e até mesmo a quietude dele. Eu ando um pouco preocupada do que isso possa significar, mas eu estava disposta a arriscar. Não seria a primeira vez que eu me apaixonaria de forma errada. Durante essa semana que passou, eu tive outro sonho com ele, quente da mesma forma e me fez acordar excitada novamente. 

Desculpe-me, mas essa semana anda bem corrida para mim” me senti um pouco desanimada ao ler a mensagem, eu tinha esperança de vê-lo e perceber isso me fez ficar apreensiva. Será que eu já estava tão apaixonada pelo meu professor que o simples fato de não vê-lo por uns dias já estava me chateando? Ele continuou digitando “Como sabe tenho alguns investimentos, dentre eles aquele café, e eles estão requerendo minha atenção, aproveitando essa pausa da escola” eu admirava isso nele, afinal ele sempre tinha tempo pra tudo... Menos para mim... O que eu estou pensando, ele nem é meu namorado! 

Tudo bem” foi tudo o que eu mandei, apesar de que lendo agora apenas essa resposta, faz parecer desanimada e eu me desesperei um pouco quando ele começou a digitar. Merda, eu devia não ter parecido tão desanimada. 

Porque parece tão triste? Por um acaso está tão apaixonada por mim que não pode ficar uns dias sem me ver?” Senti minhas bochechas quentes, merda, é exatamente isso que parece não é mesmo? Eu me joguei na minha cama, abrindo os braços no processo, merda, quando foi que isso aconteceu? Fiquei fitando o teto buscando uma analise mental de quando eu havia me apaixonado. Por quê?! Olhando toda essa situação, é um pouco constrangedora, afinal que aluno tem um relacionamento assim com seu professor? Talvez eu devesse colocar um ponto final... Meu celular vibrou em minha mão, me retirando de minha analise. “Eu estava brincando sobre o apaixonada, mas você realmente me pareceu desanimada por não poder me ver” e eu realmente estava e agora estava me sentindo errada por isso.

Eu apenas queria um amigo para conversar, Takeo está grudado com Yukio e eu não quero atrapalhar os dois. Minhas amigas andam muito ocupadas com pesquisas extracurriculares... e eu não fiquei triste, apenas disse tá bom” eu enviei dando de ombros. Talvez seja o certo a se fazer, se afastar antes que eu crie expectativas desnecessárias. Shouma estava digitando quando uma nova notificação de mensagem entrou. Era Houjo, ele ainda estava tentando se redimir, e sinceramente, eu estava cogitando a ideia de ao menos voltarmos a nos falar, havia apenas um "Higurashi", resolvi responder. Ele queria alguns amuletos do templo para colocar na casa dele, contudo ele não queria aparecer aqui sem me avisar. Fechei os olhos e pensei um pouco, porque não? Afinal pode ser Takeo a entregar os amuletos, não eu. “Pode vir amanhã Houjo” 

Porém, apenas depois que eu enviei, percebi que tinha sido na conversa errada, foi em minha conversa com Shouma, corri para apagar a mensagem, mas acho que tinha sido tarde demais, ele já tinha visualizado, merda. Fui na conversa certa e enviei a mensagem para ele, avisando que podia vir buscar amanhã. Meu celular começou a vibrar em minha mão, era Shouma. 

— Oi — eu atendi um pouco confusa, afinal, porque ele me ligava? 

— Houjo Kagome?! — ele disse dando ênfase ao nome, parecia bravo do outro lado da linha. Não estava descontraído como das outras vezes que me ligou, ou como estava há poucos minutos. 

— Eu enviei a mensagem na conversa errada — eu disse me defendendo, nunca que eu o chamaria de Houjo, ele tá maluco? E qual o problema no final das contas? — Não era para você ter visto, não consegui apagar a tempo. 

— Você ainda anda falando com ele? — a pergunta foi feita um pouco séria demais. Que merda estava acontecendo ali? Eu podia sentir uma leve acusação no tom de voz dele, mas por quê? Tudo isso porque o chamei do nome errado? 

— Muito raramente. 

— Você ainda fala com o cara que te embebedou e transou com você sem estar raciocinando direito?! — ele estava muito bravo, que porra é essa? Se fosse em outras circunstancias eu diria que ele estava com ciúmes, pff. — Parece que você ainda está bem intima dele, não? 

— Calma aí, de onde vem toda essa acusação? — eu perguntei me irritando com o tom de voz dele, ele não tem nada a ver com quem falo ou não. E ele sabe muito bem como andava meu relacionamento com Houjo já que de vez em quando ele me pergunta sobre — Eu sou adulta o suficiente para encarar toda essa situação e seguir em frente, falar ou não com ele, é um problema meu, não estou entendendo porque toda essa preocupação de repente. 

— Muito adulta, e não das mais inteligentes! — ele me chamou de burra na cara dura, não creio! — Você estava me perguntando se podia me ver para quê? Para saber quem você chamaria para ir até aí? Sabe que é isso o que parece não é mesmo? No fim você é como todas as outras. 

— Chega, não vou ficar aqui ouvindo você me difamar, enquanto nem sabe por que ele vem aqui! — eu estava gritando para o telefone, foda-se quem podia me escutar — Eu moro na porra de um templo, e pessoas querem coisas das quais se encontram aqui, não que eu deva satisfações a um cara como você — eu estava sentindo meus olhos encherem de lágrimas, bela forma de se colocar um ponto final numa historia que nem havia começado não é mesmo? — Me faz um favor e esquece que eu existo! — desliguei na cara dele. 

Desliguei o aparelho e me joguei de cara no travesseiro, nem havia percebido que estava de pé. A raiva me dominava, me acusar assim, só faltou me chamar de puta, que ódio. A janela do meu quarto se abriu, pra que trancar a porta? Takeo veio em silencio e se deitou ao meu lado, eu estava tão zangada que nem me movi, nem mesmo quando ele me abraçou e começou a afagar meu cabelo. 

No fundo eu não sei o que eu estou sentindo além de raiva, porque eu não queria acusações, a escolha é minha, a vida é minha, eu quem decido as merdas que eu faço ou deixo de fazer. Takeo começou a cantarolar baixinho, e eu sentia uma calmaria me invadir aos poucos, eu não iria ficar me martirizando por causa de Sesshoumaru, decididamente não. — Eu já estou bem Keo. 

— Uhum — ele disse ainda afagando meu cabelo, e cantarolando de vez em quando — Vou ficar aqui mais um pouco. 

— Faça como você quiser — eu disse fechando os olhos aceitando o carinho, já estava tarde, devia ser por volta de umas dez da noite, ou mais, eu já estava com meu pijama e eu sentia que já era hora de eu dormir. Não pensei em mais nada, acabei me deixando levar pelo afago e cantarolar de Takeo e adormeci. 

--

Haviam se passado dois dias desde a ultima vez que eu falei com Shouma. Para ser sincera, meu celular estava desligado desde então, não queria falar com ele, e não queria liga-lo e perceber que ele havia realmente feito o que eu pedi. Esquecer que eu existo... Eu estava com medo disso na real. Na verdade assim que eu acordei no outro dia eu me arrependi de tudo o que eu disse, eu poderia apenas ter dito a ele a verdade sobre a mensagem, independente do que ele estivesse pensando, mas deixei meu lado rebelde falar mais alto e olha onde estou... 

Eu queria que toda essa merda acabasse logo, temia perceber a forma como eu havia me apaixonado. Como não percebi esse sentimento brotando aqui dentro? Crescendo, se expandindo aos poucos, tomando conta de cada canto meu... Da mesma forma como fora com Inu-yasha um dia. Tomei mais um gole do meu Brigadeiro Frappuccino e olhei pela janela do Shipp’s. Estava chovendo horrores lá fora, o vento castigava tudo e a cafeteria estava vazia, eu havia saído para espairecer um pouco. Houjo havia ido ontem ao templo buscar os amuletos com Takeo, o vi de longe, e ele nem me viu, o que eu agradeci. No fim acho que não quero mais papo com ele, apenas por educação mesmo.

Mordi o ultimo pedaço de meu muffim, coloquei meu cabelo curto atrás da orelha e peguei meu copo, seguindo para o balcão, sentei-me numa das banquetas altas dali, Mebuki estava limpando a vitrine do outro lado. Aquelas máquinas todas de café eram muito charmosas para mim — Quero outro muffim Meki. 

Ela me serviu mais um muffim de chocolate e me olhou de forma séria, era assim que ela fazia quando queria me dizer algo — Você anda desanimada Kagome, aconteceu alguma coisa? — ela me deu seu sorriso Alá Mebuki, um sorriso confiante e reconfortante. 

— Vou me resolver quanto a isso, não se preocupe — eu disse dando um suspiro desanimado. Na real, eu não queria tocar nesse assunto com ninguém, afinal parecia errado aos meus olhos agora, independente de quem seja a pessoa. 

— Kagome, você devia arranjar um namorado, sério — ela sorriu e me deu uma piscada, mas depois fez como se olhasse ao redor e me contasse um segredo — Shipp que não me escute falando isso! 

— Shippou ficou tão adulto, quem diria — eu disse dando um sorriso nostálgico, aquela criança passando em minha mente — Hoje ele é um homem responsável, casado com uma mulher linda e sexy — eu dei uma piscada para ela, que corou levemente — e pai de filhos lindos! 

— Ele iria gostar de te ouvir falar assim — ela disse dando um sorriso sincero, há tempos o ciúmes de Mebuki por mim havia passado — Sabe que sua opinião conta demais para ele. 

Eu apenas assenti, olhei pela vitrine olhando a rua enquanto bebia mais um gole de minha bebida, agora eu estava um pouco angustiada e eu não sabia explicar porque, parecia uma angustia que não era minha no momento, mas que viria ser minha também... Parecia mais um mal pressagio e no fundo sinto que eu não iria gostar de saber de onde vinha aquela sensação. O telefone secreto do café tocou me retirando de meus devaneios, poucas pessoas tinham esse numero segundo Mebuki. Olhei para o relógio, marcava um pouco mais das cinco da tarde, logo começaria a escurecer, eu precisava ir embora. Acho que agora... 

— Alô? — a voz de Mebuki me retirou de meus pensamentos. Eu olhei para ela enquanto terminava de comer meu bolinho e tomar minha bebida dos deuses, quando a terminasse partiria, chovendo ou não — Sim, Kagome está aqui, quer falar com ela? — eu franzi a testa ao escutar meu nome, quem queria falar comigo? Mebuki me estendeu o telefone, ela parecia estar confusa. — É Takeo. 

— Alô? — Bendita hora pra ficar sem celular. 

Kah, — Takeo estava com uma voz de choroso, isso não era muito comum de se acontecer. Será que havia acontecido algo entre ele e Yukio? Ao fundo eu escutava um barulho alto de sirenes, mas onde ele estava? — Tem como você vir para casa agora? 

— Você está em casa? — eu perguntei apreensiva, claramente não tinha nada a ver com Yukio, esse barulho todo era na minha casa? — Esse barulho de sirene é na minha casa? 

Kagome, venha para casa primeiro que eu te explico tudo. 

— Não Takeo, o que está acontecendo? Eu quero saber agora. — eu estava começando a ficar desesperada e isso não era um bom sinal, Mebuki me olhava um pouco assustada, ela percebia que algo não estava certo. Aquela angustia, tinha a ver com Takeo, ele me passou a angustia, mas por quê? 

Por favor, venh- — eu o interrompi. 

— Quero saber agora, droga! — eu disse irritada e um pouco desesperada, algo muito sério tinha acontecido. Meus sentidos estavam apitando para isso — É uma ordem Takeo, me conte o que está acontecendo?! 

Ouvi o gemido de reclamação do outro lado do telefone, que logo passou a ser um gemido de dor. Takeo havia me falado parcialmente como funcionava as ordens e a ligação, e quando ele ia contra a minha ordem, opinando por não fazê-la, ele sentia dor. Takeo estava tentando esconder algo de mim e isso me deixou mais ansiosa ainda. 

É seu avô. 

— O que tem meu avô? — eu perguntei me apoiando no balcão. Nunca agradeci tanto a cafeteria estar vazia. Minha mente girava, avisando-me que eu não gostaria de ouvir as palavras a seguir, mas eu quem pedi, não? 

Ele morreu Kagome

A frase ficou ressoando em minha mente, pareciam gritos de todos os lados. Mas no fim percebi que o grito fora meu, isso não podia ser verdade! Eu larguei o telefone, não antes de ouvir um merda vindo de Takeo, e saí correndo porta a fora. A chuva me molhou de todos os lados, o vento zumbindo em meus ouvidos, eu não conseguia ver muito bem por causa da chuva e também porque eu estava chorando. Muito ao longe eu escutei Mebuki me gritar, mas eu já estava longe... Ela não me acharia pelo cheiro por causa da chuva. Virei uma rua contraria ao caminho que costumava seguir todas às vezes, caso ela me seguisse, não me encontraria, eu apenas queria fugir agora, ficar sozinha

Eu sei que todos vão morrer um dia, esse é o ciclo da vida, mas esperamos a pessoa adoecer primeiro, dar algum sinal disso. Hoje de manhã eu o vi, ele estava bem, estava sorridente e brincalhão como todos os dias. Não parecia nosso ultimo sorriso, não parecia que seria a ultima vez que me despediria dele com um beijo de até logo. Se eu soubesse teria o dito que o amava, o quanto o admirava, o quanto ele era importante para mim. Eu corria contra a chuva sem prestar muita atenção no caminho, apenas ia. Passava por pessoas, lojas, ruas... Na verdade eu corria como se fosse possível fugir da realidade que me acercava. A morte se esgueirando pelas bordas, para me dizer, é seu momento de dizer adeus ao seu avô. 

Tinha total consciência das pessoas passando por mim, enquanto eu corria por uma rua que eu não reconhecia, mas eu não ligava para o que elas pensavam. Eu não conseguia raciocinar muito bem, eu não sabia onde eu estava. Pessoas passavam por mim segurando seus guarda-chuvas e eu estava ensopada, com minhas roupas e cabelo grudando em meu corpo. Fitava as coisas sem realmente ver, eu ainda chorava. Olhei ao redor diminuindo o passo, estava escuro. Apoiei-me no muro de um beco ao me lado, minha mão estendida apoiada na parede enquanto eu fitava uma poça ao chão, os pingos faziam parecer que tudo ao nosso redor era disforme, assim como estava minha mente agora, uma bagunça.

Kagome? 

A voz dele fez o aperto em meu peito se intensificar. Porque de tantas pessoas, tinha que ser ele a me encontrar num momento que eu não estou bem, e trazer a tona toda a merda que aconteceu há dois dias?! Mais uma dor para eu administrar? Eu olhei para ele, já parado ao meu lado, com seu guarda-chuva sobre nós. Porque me abrigar da chuva quando eu já estava ensopada até o ultimo? Olhei em seus olhos que me fitavam em dúvida, talvez estivesse pensando num dilema interno se falava comigo ou não. Eu não queria sua misericórdia. 

Eu sabia que minha cara não era das melhores, eu estava chorando no fim, só a chuva que não deixava claro... Exceto pelos olhos, aposto que estavam avermelhados. Eu pisquei um pouco para espalhar as lagrimas que estavam armazenadas ali. 

— Não precisa me abrigar da chuva — minha voz estava embargada e nó em minha garganta fazia tudo parecer pior, eu nem conseguia falar direito — eu já estou ensopada. 

— O que faz aqui? — ele ignorou minha fala completamente, cretino. Ele estava com uma sacola de mercado, e com roupas que pareciam informais demais, parecia estar voltando para a casa dele, talvez. Não me interessava no momento, na verdade, nada parecia fazer muito sentido agora. 

— Eu me perdi, eu acho — eu disse dando de ombros, dando um passo para a chuva novamente, para voltar a seguir meu caminho que nem eu sabia qual era no momento, contudo ele se moveu me abrigando da chuva novamente, inferno — Eu vou para casa agora — mas não consegui me mover, apenas fez com que a menção casa me fizesse chorar mais. Eu me virei e fiz menção de correr novamente, quando ele segurou em meu braço, deixando a sacola cair no chão. 

— Não vou deixar você andar por aí sozinha nesse estado — ele disse fazendo com que eu me virasse para olhar para ele, Sesshoumaru nem sabia o que estava acontecendo e sendo sincera eu não queria ter que lidar com ele no momento — Minha casa é aqui perto, vamos até lá e eu pego meu carro para te levar. 

Eu olhei para ele ainda em duvida, mas falar estava me ajudando a não pensar no momento, e meus pensamentos foram desviados da dor da perda, pra uma dor mais suportável, e estava escuro já, eu nem sabia onde estava, não conseguia organizar meus pensamentos muito bem agora. No fim melhor estar com ele, do que ser atacada por um maníaco na rua... Apenas assenti positivamente para ele, que pegou a sacola do chão, eu estava com frio agora que a chuva não me molhava mais e esse vento batia contra mim deixando tudo pior. Abracei-me e estremeci, eu não conseguia parar de chorar, caminhava de cabeça baixa o mais distante que o guarda-chuva permitia. 

Segui-o por uma calçada, que dava para uns prédios residenciais. Mas não era qualquer prédio, era uma área chique. Shouma entrou num deles, e eu o segui sem pensar muito, minha aparência devia estar horrível, e minha decisão naquele momento parecia um tanto quanto errada agora. Entrei no elevador com ele, mas mantive uma distancia segura, de costas para o espelho, eu não queria me ver agora. Shouma me olhava abertamente e isso estava me deixando um pouco desconfortável. Ainda dava tempo de recusar o convite? Prefiro que o maníaco me ataque... 

As portas do elevador abriram para um pequeno espaço, que havia uma única porta, ótimo, um daqueles apartamentos que eram um por andar. Shouma destrancou a porta e me deu passagem para entrar no apartamento, suspirei resignada e assim o fiz, entrando num belo apartamento. Minhas roupas pingando me fizeram ficar envergonhada, esse piso de madeira deve manchar... E deve ser mais caro do que uma bolsista possa pensar. 

— Você devia tomar um banho para tirar essas roupas molhadas, se não vai adoecer — ele disse enquanto trancava a porta e passava por mim, colocando a sacola na cozinha — Se você não se importar de usar minhas roupas, é tudo o que tenho a oferecer no lugar dessa roupa encharcada. 

Apenas assenti sem muitas opções, mas não me movi. Eu estava mais com medo de manchar aquele piso caro do que qualquer outra coisa, mas a oferta de roupas quentes e confortáveis estava apitando em minha mente caótica no momento. Talvez eu precisasse de um pouco de paz e solidão no momento. Eu tirei minha jaqueta com um pouco de dificuldade e olhei para Shouma — Minha roupa vai molhar sua casa inteira, posso tirar aqui? 

— A roupa? — ele perguntou sugestivo, enquanto tirava as compras da sacola. 

— Apenas as mais molhadas — eu disse fungando, revirando os olhos. O que ele está pensando no momento? — Não quero estragar o piso. — Ele balançou a cabeça para os lados divertido, e eu larguei a jaqueta no chão, faria do meu jeito então — Vou deixar a roupa aqui, ok? 

Tirei minha bota e comecei a desabotoar a calça, a retirando com um pouco de dificuldade e a deixei no chão, eu estava apenas com minha camiseta regata e de calcinha, Shouma me olhava um pouco surpreso, mas apenas me mostrou a direção do banheiro. Eu entrei num banheiro muito bonito, mas eu não podia me dar ao luxo de prestar atenção aos detalhes, liguei a água quente e entrei de baixo. Eu senti o choque da água quente em meu corpo frio, e eu tremi levemente. Escutei a porta abrir, contudo nem me movi. 

— Estou deixando a roupa aqui Kagome — escutei-o falando, mas não disse nada. 

Ele saiu e eu me sentei no chão, deixei a água cair sobre mim, retirei minha regata e meu sutiã, eu deixava a água quente invadir todos os lugares possíveis e até os que ela não podia adentrar. Imagens do meu avô invadiram minha mente, e eu não consegui mais conter meu choro. Eu sabia que não conseguiria ficar na superfície muito tempo. Eu não sei quanto tempo eu fiquei ali, mas em algum momento eu consegui forças para me levantar. Retirei minha calcinha e me lavei, usei os produtos dele que estavam ali, mas não abusei. Desliguei a água, e me troquei, Shouma havia deixado uma camiseta e uma calça moletom, elas eram grandes demais para mim. Contudo ele fora gentil em me emprestar. Tirei o excesso de água do meu cabelo. 

Saí do banheiro, ele estava na cozinha, preparando algo, meu estomago embrulhou só de pensar em comer. — Obrigada pelas roupas — eu disse para ele anunciando minha chegada, contudo tinha certeza de que ele não precisava de minhas palavras. Olhei para onde havia deixado minhas roupas e elas não estavam mais lá. 

— Alguém sabe onde você está? — eu neguei com a cabeça, desviando os olhos do chão e olhando para ele — Certo — O mesmo disse tirando o celular do bolso, logo o levando a orelha. Shouma me olhava enquanto aguardava — Sou eu — ele disse quando a outra pessoa atendeu — Não tenho tempo para isso, estou apenas entrando em contato para te avisar de Kagome — ele ficou em silencio, aguardando a outra pessoa falar, que agora eu desconfiava ser Takeo. 

Ele ficou me observando enquanto conversava com ele — Ela está bem, não está ferida, só está muito chorosa — ele continuou me olhando, e eu não sabia o que fazer, eu queria sumir. Desviei os olhos dele, olhando para baixo — Entendo, então a manterei aqui por hora e amanhã a levo. — eu estremeci, não, ele disse que me levaria embora! — Eu não sou assim, você sabe. Qualquer coisa ligue nesse numero, adeus. 

Sesshoumaru me olhou como se esperasse explicações, mas eu não as daria, não agora e tudo o que eu fiz foi perguntar sobre ir embora — Você não disse que ia me levar? — eu esfreguei os dedos nervosa, ansiosa. 

— Takeo pediu para não leva-la agora, pois estão cuidando do funeral do seu avô — eu senti como se uma adaga fosse enfincada em meu coração. Nesse momento eu não queria ficar aqui, não com ele, depois de tudo o que ele me disse, a vontade que eu tinha era de sair porta a fora e sumir — Meus pêsames — eu apenas acenei com a cabeça. Eu olhei ao redor como se buscasse uma ajuda, eu só queria ir embora — Sobre o outro dia... 

— Não — eu o interrompi, não havia nada a ser dito. Ele deixou bem claro os pensamentos dele sobre mim e ao que parece, era algo bem certo para ele — Eu quero ir embora agora, por favor. 

— Takeo pediu para não ir pra casa — ele disse me olhando surpreso. Estava ficando claro para ele que eu não queria ficar perto dele no momento. 

— Vou para casa de Mebuki, ela pode me abrigar por uma noite. Aposto que Shippou não se importaria — eu disse trocando o peso de uma perna para a outra — Por favor, eu só quero ir embora. 

— Por quê? — ele me questionou dando da volta na bancada, parando a minha frente. Eu dei um passo para trás — Por acaso tem algum problema quanto a minha presença? — ele me fez olhá-lo nos olhos — Eu sei que o que eu te disse outro dia não foi agradável, mas eu não gostei da ideia de você e Houjo juntos. 

— Você não tem nada a ver com isso — eu disse quando uma lagrima escapou, eu estava fragilizada no momento ele não entende que não quero tocar nesse assunto agora? — Você simplesmente me acusou, sem nem saber do porque ele ir até o templo, simplesmente tomou sua percepção da historia e me apontou o dedo — eu o olhei com raiva, enquanto chorava — Ele só queria amuletos, apenas. — eu me calei — Não te devo satisfações. 

— Não deve — ele disse me fazendo olhar nos olhos dele, eu queria ser mais forte do que isso, mas não consegui — Mas você parou para pensar no porque de eu agir assim? Não devia ter te acusado, admito, mas eu não consegui me conter quando me pareceu que você estava o chamando quando eu disse que não poderia ir. 

— Sabe que não foi assim — eu disse olhando para baixo. Não queria mais olhar para ele. — Eu nunca escolheria entre vocês, ainda mais que você sabe o motivo por trás. 

— Sim, eu sei disso — ele disse acariciando minha bochecha, secando uma lagrima que escorria — Eu tentei falar com você, mas seu celular só dá caixa postal. 

— Meu celular está desligado desde aquele dia — eu disse baixinho. Ele suspirou, se afastando para o que ele estava preparando novamente. Ele pegou uma colher e mexeu nas panelas, eu queria ir embora, mas ao mesmo tempo, meu coração idiota queria ficar com ele ali, na privacidade dele. Eu me sentei no sofá próximo à janela, dava uma bela vista da cidade, mas não me era muito visível por causa da chuva. 

Eu não conseguia parar de chorar, pelos dois motivos, e isso me frustrava mais. Eu abracei minhas pernas e apoiei a cabeça nos joelhos. Da maneira dele, Shouma estava me pedindo desculpas, eu queria desculpar ele, porque eu já estava perdidamente apaixonada por ele, e ter agora que lidar com a morte de meu avô parece algo engraçado, afinal, quando eu entraria na privacidade dele assim? Vendo-o cozinhar, andar para lá e para cá. Talvez demorasse, talvez nunca, nunca ficou muito claro os pensamentos dele por mim, era claro que ele apreciava minha presença, mas até que ponto? Era uma amizade apenas, poderia se desenvolver da parte dele também? Eu nunca saberia dizer... 

Shouma estava de costas para mim agora, suas costas largas em evidencia naquela camiseta justa, usava uma calça moletom, estava a vontade. Peguei-me o admirando e quis me bater por isso. — Você quer comer agora? — ele perguntou me sobressaltando, me fitando por cima do ombro quando eu neguei — Você precisa comer. 

— Não tô a fim no momento — eu disse me virando para a janela novamente, uma tentativa falha de ignorá-lo. Sesshoumaru veio e se sentou ao meu lado, novamente ele invadia meu espaço pessoal, ele melhor do que ninguém devia saber que não era algo legal de se fazer. Ele odiava que invadissem o espaço dele — Se é ‘está desculpado’ que quer ouvir, já ouviu, agora pode voltar a fazer o que costuma fazer. 

— Não haja como se eu não me arrependesse do que disse — ele resmungou ao meu lado, e eu apenas suspirei, eu não estava nem um pouco a fim desse papo — Eu apenas fiquei com raiva dessa situação toda — eu me virei para olhá-lo e ele me fitava zangado — Você é muito esperta para umas coisas e burra demais para outras. 

— Não venha me dizer que está apaixonado por mim, porque eu não vou acreditar — eu disse indiferente, levantando a cabeça na altura dele para o olhar nos olhos. Eu tinha plena consciência de que estava apaixonada por ele e eu me repreendia por isso. O quão certo pode dar um relacionamento aluno e professor? Ele era meu professor e isso não seria nada bem visto. 

Ele se aproximou mais de mim, afagando meu rosto no processo. Eu acabei fechando os olhos para o carinho dele, o choro um pouco esquecido, apesar de a angustia ainda estar ali — E se eu disser? — eu abri os olhos para fita-lo, séria. Isso era uma piada, não? Onde que isso seria real? 

— Eu direi que é mentira — eu disse o fitando nos olhos, sem desviar. A forma como ele me olhava agora, eu não sei explicar, fazia com que eu me sentisse envergonhada, era muito sensual, muito quente... Eu não sei bem porque eu fiz aquilo, mas eu o beijei. Tudo o que eu pensava em minha mente era ‘pelo menos uma vez’. Eu primeiro selei nossos lábios, Sesshoumaru não me recusou, ele me correspondeu. O beijo começou tranquilo, nenhum de nós parecia ter muita pressa, contudo, logo ele começava a esquentar. 

Sem me importar no que ele pensaria, eu simplesmente me levantei e me sentei no colo dele, voltando a beijá-lo, sem pensar em mais nada. Eu envolvi seu pescoço com meus braços, e ele colocou ambas as mãos na base da minha cintura. Eu me deixava levar, não impedia meu corpo de fazer o que ele quisesse, por isso quando eu me apertei mais contra ele, puxando levemente os fios da nuca dele eu não me importei. Na verdade nada importava no momento, éramos apenas eu e ele, em nosso momento. O sonho brotou em minha mente sem permissão alguma, me lembrando de nossa posição parecida e eu me acanhei, afastando-me dele quase que instantaneamente. 

Eu olhei nos olhos dele, os ambares que sempre pareciam ouro liquido estava sólido, ele ainda segurava na base da minha cintura e eu ainda o envolvia pelo pescoço. Eu não me arrependia do que havia feito, e ele não parecia se importar, e só por isso, eu me deixei levar pelo pensamento de ao menos uma vez e apoiei minha cabeça no ombro dele. Ele me abraçou e passou a me acariciar nos cabelos, eu me sentia frágil e eu odiava aquilo, eu não sabia lidar com a perda, nunca soube. A chuva batia no vidro da janela, e aquele era o único som do local, Sesshoumaru não se afastou e nem fez com que eu me levantasse, e eu agradecia por aquilo, eu precisava de carinho no momento. 

— Eu não quis dizer aquilo para você, mas eu não quero saber de você próxima de Houjo de novo — ele disse próximo ao meu ouvido, e eu achava aquilo engraçado, porque no fundo ele me dava à impressão de que realmente sentia algo por mim e eu tentava impedir meu coração de criar expectativas. — Não posso dizer nada a ele por motivos óbvios, mas vontade não falta. 

— Não faça parecer que sente algo por mim — eu disse sentindo o aroma dele, o sonho era falho nessa parte, o cheiro dele era muito melhor. — Humanos são facilmente manipulados por seus sentimentos. E eu não posso me impedir se você continuar assim. 

Eu fechei meus olhos, ajeitando minha cabeça no ombro dele, Shouma continuava a me acariciar nos cabelos e eu estava adorando aquilo. Eu estava divagando no momento, como seria se fossemos namorados, um momento assim seria algo normal entre nós, não? Shouma parece ser muito carinhoso quando quer, talvez da forma dele. Fiquei assim mais uns minutos, mas decidi que estava na hora de me levantar, afinal poderia ser estranho algo assim, e para ele poderia ter um significado mais sexual do que qualquer outra coisa. 

Contudo, quando fiz menção de me levantar, ele me impediu. Não disse nada e eu também não perguntei, mas eu não podia impedir meu coração de criar expectativas. Por este motivo, eu me levantei assim mesmo. Shouma olhou para mim em dúvida, mas nada disse. Eu me sentei no sofá novamente, envolvendo minhas pernas. Ele se levantou e seguiu para a cozinha e eu parei de prestar atenção nele. Eu me apoiei no sofá e fechei meus olhos, tentando não pensar em nada. 

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Kagome se apoiou no sofá fechando os olhos em seguida, seus pensamentos estavam bagunçados e ela não queria ter que lidar com nada agora, ainda mais algo que envolvesse movimentos impulsivos... Ela não se arrependia de tê-lo beijado, todavia temia o que Sesshoumaru pensaria dela, a última coisa que queria era afastá-lo. Ainda mais agora que tinha total conhecimento de seus sentimentos, no momento apenas sua amizade já era o suficiente. 

Shouma que havia se dirigido a cozinha, parou discretamente para observá-la, ele estava verdadeiramente preocupado com Kagome, nos dois sentidos, e ele sabia o que estava acontecendo naquele momento. Takeo lhe contou sobre a morte do avô dela, e pediu para não leva-la para casa, pois a mãe dela estava muito mal. Takeo sabia que Kagome não suportaria presenciar a dor da mãe. E havia também a questão da discussão com ela, Shouma se sentia na obrigação de se acertar. 

Shouma não queria leva-la embora também, então apenas uniu o útil ao agradável, ele gostava de ter Kagome por perto e mais ainda, gostava de observá-la em seu mundo, que no caso era seu apartamento. Poucas pessoas tiveram acesso a ele, e ele não se importava de ter Kagome ali, na verdade, ele ansiava vê-la por ali mais vezes. Kagome deixava tudo mais divertido no seu mundo. Há tempos ele havia percebido as intenções de Kagome, antes mesmo dela descobrir a verdade sobre ele, seu eu verdadeiro, contudo ele se perguntava se podia deixar as coisas se desenvolverem entre eles. 

E agora tudo ficava mais confuso nesse emaranhado que eles chamavam de relacionamento, eles haviam se beijado. Talvez para Kagome possa não ter significado nada, mas para ele havia significado algo, contudo quanto? Shouma apreciava a presença dela, gostava da personalidade dela, e muitas vezes se divertia com ela, mesmo que às vezes não parecesse. E claro, Kagome era linda, tinha um corpo sensual e parecia ser muito atrativo para um homem. Todavia Shouma se perguntava no que daria aquilo tudo, afinal ele ainda se lembrava muito bem do que tinha passado com Ryerin e não queria passar por aquilo de novo. Mesmo que Kagome parecesse diferente dela. 

Sesshoumaru não era idiota, ele sabia que uma era muito diferente da outra, porém ele também achava que Ryerin era uma coisa, quando na verdade era outra. Só que nesse meio existe um empecilho, todas as vezes que ele se lembrava de Houjo, uma raiva se apossava dele. Quando descobriu que Kagome ainda usava o colar de seu meio-irmão não havia se incomodado, pelo menos não tanto quando descobriu sobre o envolvimento dela com Houjo, e o incomodo piorou quando o mesmo ia atrás dela em sua sala de aula, tentando persuadi-la, passou perto de deixar seu instinto youkai falar mais alto, mas se conteve. Descobrir que possivelmente Kagome o encontraria, despertou nele uma raiva a muito esquecida e ele disse coisas que se arrependeu depois, contudo já era tarde. 

O movimento de Kagome o retirou dos devaneios, o fazendo focar nela novamente. A mesma havia dormido sentada no sofá, ele deixou a comida que havia preparado ali e se aproximou dela novamente. A mulher estava esgotada, o cansaço estava claro na face dela, ainda mais depois de tanto chorar. Sesshoumaru se sentou ao lado dela, e observou suas feições relaxadas, ele sempre a achou bela, ainda mais depois que ela entrou por sua sala como sua aluna, pôde reparar melhor nela, mais abertamente, a parte que mais gostava eram os olhos azuis, contudo nunca assumiria isso em voz alta e apreciava a amizade que haviam desenvolvido, deixava tudo mais fácil. 

A pergunta que se fazia no momento enquanto a observava era: valia a pena deixar aquilo que vinha reprimindo tomar conta? Poderia se envolver com alguém de novo, mesmo sendo ela humana? Sesshoumaru ainda não sabia o que fazer, mas estava tentado a deixar rolar. Ele sabia que Kagome estava mexida por ele, mesmo que ela não admitisse, mas por hora não podia deixa-la dormir ali de mau jeito, por este motivo a pegou no colo e a levou para o seu quarto, pelo menos daquela vez ele se daria ao luxo de ficar com ela, mesmo que fosse apenas dormir ao lado dela, afinal na mente dele tudo o que ele pensava era ‘pelo menos uma vez’.


Notas Finais


E ai, o que acharam?
Espero que tenham gostado <3
Obrigada por terem lido e comentado pra quem comenta -qqqq.
Até os comentários, ou até o próximo capítulo.
Bjos baby *m*


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